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Explorando a Antártida: Geografia e Ciência

O documento descreve a geografia, clima e história da Antártida. A Antártida é o continente mais frio e seco do mundo, coberto quase que totalmente por uma grande camada de gelo. O documento discute a divisão da Antártida em regiões oriental e ocidental, assim como os fatores que contribuem para seu clima extremo.

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Explorando a Antártida: Geografia e Ciência

O documento descreve a geografia, clima e história da Antártida. A Antártida é o continente mais frio e seco do mundo, coberto quase que totalmente por uma grande camada de gelo. O documento discute a divisão da Antártida em regiões oriental e ocidental, assim como os fatores que contribuem para seu clima extremo.

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Introdução

A Antártida é um dos seis continentes da terra e o quarto maior. Possui uma área
de quase 14 milhões de km2 e representa 9,4% da área terrestre da terra. Em virtude de
sua posição geográfica, a Antártida apresenta condições climáticas extremamente frias,
com temperaturas médias entre menos 10º c e menos 30º c. também é o continente mais
seco do mundo, cuja a precipitação anual raramente ultrapassa 200 mm. É também o
mais alto como uma altitude média de 250 m acima do nível do mar.

O nome Antártida vem da palavra grega Antarktikos, que significa oposto do


Ártico. Refere-se a posição geográfica da Antártida, que está localizada no extremo sul
da terra, em oposição ao ártico, que está localizado no extremo norte.

Relevo

A Antártida fez parte do continente Gondwana, depois s separou há cerca de 100


milhões de anos, deslocando-se da zona tropical para a sua actual posição.

Em consequência da espessura da camada de gelo, designada como Inlandsis ou


calote polar, que cobre praticamente todo o continente, a Antártida apresenta a maior
altitude média de todos os continentes, cerca de 10300 m.

Dependendo de sua forma característica de relevo, a Antártida pode ser dividida


em duas grandes regiões:

 Antártida oriental ou grande Antártida;


 Antártida ocidental ou pequena Antártida.

A Antártida oriental, situada quase totalmente no hemisfério oriental, essa é a


região mais extensa, representa 70% da área total. Seu clima é muito frio, podendo
chegar a temperaturas abaixo de menos 60º c. É coberta por uma camada de gelo que,
em algumas áreas, pode chegar a 4000 m de espessura.

A Antártida ocidental, é de menor extensão, situada no hemisfério ocidental e


que parece ser uma continuação da América do Sul, separadas pela enorme cordilheira
das Montanhas Trans antárticas. É uma região montanhosa com elevações de mais de
4000 m. Por estar mais ao norte e longe do polo Sul, tem um clima menos frio do que a
Antártida oriental.

A Antártida ocidental, voltada para o oceano pacifico, é muito mais pequena e


possui vulcões activos, como vulcão do Monte Erebus 3795 m de altitude, além do
ponto culminante do continente, o maciço Vison latitude 78º; longitude 85º 0, com 5140
m de altitude.

A cordilheira Transantárctica, quase completamente enterrada na calote polar,


possui alguns picos que sobressaem do gelo e contem grandes depósitos de carvão que
demostram o seu passado geológico numa região de clima tropical.

Clima

A Antártida é o continente mais frio, detendo a temperatura mais gistada na terra,


menos 88,3º c, na estação de Vostok. Abaixa radiação solar, altitude, o afastamento da
acção moderadora do mar e os ventos gelados do interior do continente são os factores
que explicam essa característica climática especifica.

O ar sobre a Antártida é muito frio devido ao contacto com a calote polar. Este
facto contribui para a formação de altas pressões de onde divergem os ventos de este
para as baixas pressões sob polares, situadas a volta de º de latitude sul. Apesar de estar
quase permanentemente sobre a influência de altas pressões, é muito frequente a
ocorrência de ventos de grande intensidade que sopram do interior para as regiões mais
litorais e que acentuam ainda mais o arrefecimento.

Na Antártida, podem distinguir-se três regiões climáticas:

 O Interior;
 As Áreas litorais;
 A Península Antártica.

O interior apresenta temperaturas extremamente baixas e acentuada aridez, com


reduzida queda de neve.

As áreas litorais, registam temperaturas menos baixas que o interior e


precipitações muito mais elevadas, ainda que predominantemente em forma de neve.
Nas áreas litorâneas, as temperaturas no verão podem chegar a 0º c.

A Península Antártida, a sua menor latitude torna menos fria e muito mais
húmida com vários dias com temperaturas positivas e com ocorrência frequentes de
precipitação em forma de chuva na extremidade setentrional.

Dada a posição geográfica, a elevada latitude da Antártida, a viração do dia varia


24 horas, no círculo polar Antártico 66º 33´S de latitude, a seis meses, no polo Sul 90º S
de latitude, inversamente, nos períodos com sol abaixo do horizonte vão de seis meses
no polo Sul, a 24 horas, no círculo polar Antártico.

Hidrografia

O inlandsis ou calote polar contém 90% das reservas mundiais de água doce.
Praticamente não há rios ou lagos na Antártida. Os poucos que existem estão congelados
durante a maior parte do ano ou estão sobre os grandes blocos de gelo que cobrem a
superfície do continente. O rio mais importante da Antártida é o rio Onyx, que, com
apenas 32 km de comprimento, é o mais longo do continente.

A fragmentação da calote polar em contacto com o mar e dos campos de gelo


origina grandes marchas de gelo, os chamados icebergs, que flutuam no oceano até
latitudes próximas dos 50º S.

As águas oceânicas em redor da Antártida registam uma salinidade mais baixa


devido a fusão de água doce proveniente dos icebergs e dos campos de gelo.

As investigações científicas na Antártida

As primeiras expedições realizadas e documentadas em direcção ao continente


ocorreram no século XI. O primeiro a circonavegar o continente foi o navegador inglês
James Cook, em 1770 quando atingiu o círculo polar Antártico. A Antártida só foi
descoberta, quando uma expedição russa sobre o comando de Bellingshausen,
circonavegou o continente e descobriu algumas ilhas, de 1819 a 1821.

O primeiro desembarque conhecido no continente Antártico foi feito por John


Davis, um caçador de baleias, em 1821.

De finais do século XIX ao início do século XX, foram efectuadas várias


expedições científicas patrocinadas pelos governos e entidades privadas de vários países
como a França, Bélgica, a Inglaterra, os Estados Unidos, a Suécia e a Noruega.

Em 1911, uma expedição Norueguesa, chefiada por Amundsen atinge o polo Sul,
um mês antes da chegada da expedição inglesa comandada por Scott.

A cartografia da Antártida ficou muito completa, a seguir a segunda guerra


mundial, com o trabalho efectuado por uma grande expedição nos Estados Unidos.

A par das expedições científicas, houve várias tentativas por parte de alguns
países para reclamar extensões territoriais na Antártida e, numa conferencia
internacional em 1934, a França, a Austrália e Nova Zelândia, o Reino Unido e a
Noruega dividiram o continente em sectores. Esta divisão não foi aceite pelos Estados
Unidos, Rússia, Chile e argentina.

Só em 1959, no tratado de Washington, os doze países com reivindicações


territoriais sobre Antártida assinaram um acordo que estabeleceu a desmilitarização
deste continente e a cooperação científica internacional. Dessa forma, o território da
Antártida, viu instalarem-se bases científicas de vários países, como Estados unidos,
Rússia, a França, o Reino unido, a Austrália, a Nova Zelândia, a Bélgica, a Noruega, a
Argentina, o Chile e o Japão.

No entanto para colocar um termo a continuação das reivindicações e para


impedir a degradação ambiental da Antártida com a eventual tentação de alguns países
explorarem as suas riquezas minerais, foi assinado, em 1991, o protocolo de Madrid, o
qual classificou Antártida como reserva natural dedicada a paz e a ciência.

Este protocolo estabeleceu princípios ambientais para todas as actividades e


avaliou seus impactos ambientais, proibiu a exploração mineira e traçou planos de
emergência para catástrofes ambientais.

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