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Liquidação de Sentença: Procedimentos e Princípios

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Capítulo I - LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA

01. NATUREZA JURÍDICA DO INSTITUTO. Ação tipicamente declaratória? Legitimidade de


credor e devedor para requerê-la, podendo este recorrer à providência do art. 570, do CPC.
Finalidade: fixar o quantum debeatur.
02. A LIQUIDAÇÃO É DO TÍTULO JUDICIAL QUANDO NÃO DETERMINAR O
VALOR E NÃO INDIVIDUAR O OBJETO DA CONDENAÇÃO (art. 603, CPC).
03. PROCEDIMENTO (ORDINÁRIO OU SUMARÍSSIMO), art. 609, com a nova redação
dada pela Lei 8.898, de 29 de junho de 1994.
04. EXTINÇÃO DA LIQUIDAÇÃO POR CÁLCULO DO CONTADOR, NA FORMA DA
LEI 8.898/94. Nova sistemática que deve ser obedecida. Atos consumados. Atos pendentes. Forma
de impugnação do cálculo (Embargos)
05. MODALIDADES DE PROCEDIMENTOS DE LIQUIDAÇÃO:
a) POR ARBITRAMENTO – arts. 606 e 607.
 Quando determinado na sentença;
 Quando convencionado pelas partes;
 Quando exigir a natureza do objeto da liquidação.
O procedimento se equipara, em muitos aspectos, a uma produção de prova pericial. Apenas há
muito do processo de conhecimento quanto a outros aspectos.
b) POR ARTIGOS – arts. 608 a 611.
 Realiza-se quando há necessidade de alegar e provar fato novo
 Procedimento – art. 609
 Rescisão da sentença de liquidação

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

1. ALFREDO BUZAID - “Da Liquidação por Artigos em Ação de Ressarcimento de Perdas e Danos”, RP/RT, v. 43,
p. 9 e seguintes.
2. CELSO NUNES – “Apontamentos sobre a Natureza Jurídica da Liquidação de Sentença”, RT, v. 513, p. 11 e
seguintes.
3. E. D. MONIZ DE ARAGÃO - “ Notas Sobre Liquidação de Sentença” – Ajuris, v. 37, p. 145 e RP/RT, v. 44, p. 21
e seguintes.
4. ÉLIO BOLSANELLO – “Reconvenção na Execução” – RP/RT, v. 13, p. 127 e seguintes.
5. ERNANI FIDÉLIS DOS SANTOS – “Aplicação subsidiária de normas do Processo de Conhecimento no Processo
de Execução”. RP/RT, v. 29, p. 41 e seguintes.
6. EVANDRO GUEIROS LEITE – “Da nomeação de curador especial nos Embargos à Execução” – RBDP, Forense,
v. 50, p. 81 e seguintes.
7. JEREMIAS ALVES PEREIRA FILHO – “Princípio da fungibilidade de recursos e sentença que aprecia cálculo de
liquidação” – RP, v. 37, p. 316.
8. MANOEL FERNANDO THOMPSON MOTTA FILHO - “Do cabimento da assistência no Processo de Execução”.
RP/RT, v. 43, p. 241 e seguintes.
9. RAIMUNDO NONATO FERNANDES - “Curador especial ao preso revel na Execução”, RP/RT, v. 20, p. 204 e
seguintes.
10. RONALDO CUNHA CAMPOS - “Apuração de valor de crédito em execução por título extrajudicial”, RP, v. 29,
p. 72.
11. SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA - “O Agravo de Instrumento é o recurso próprio contra as decisões que
apreciam cálculos no curso das Execuções”, RP, 36, p. 181.
Capítulo II - PRINCÍPIOS E CONDIÇÕES GERAIS
E ESPECÍFICAS DA EXECUÇÃO
01. A TUTELA DA EXECUÇÃO DENTRO DO CONTEXTO DAS DEMAIS TUTELAS
JURISDICIONAIS.

02. PRINCÍPIOS
a) iniciativa ou dispositivo – art. 2º e 262, do CPC;
b) toda execução é real – art. 591, CPC. Exceções: dívida de alimentos e depositário infiel;
c) a execução tem por finalidade apenas satisfazer o direito do exeqüente – art. 692, CPC;
d) a execução deve ser útil ao credor – art. 659, § 2º, CPC;
e) deve haver economia do processo – art. 620, CPC;
f) a execução deve ser específica – propiciar aquilo que o credor obteria se a obrigação fosse
cumprida pessoalmente. Arts. 627 e 633, do CPC;
g) corre às expensas do executado – arts. 651 e 659, CPC;
h) a execução não deve levar o executado a uma situação incompatível com a dignidade
humana – art. 649, CPC;
i) o credor tem a livre disponibilidade do processo de execução, art. 569, CPC;
j) princípio da dignidade da justiça ou da boa fé – arts. 600 e 601, CPC;
k) princípio da oficialidade – arts. 262, segunda parte e 599, do CPC;
l) princípio do contraditório ou da ampla defesa em contraposição à natureza do processo de
execução. Vê arts. 600 e 601.

03. PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS: com sua autonomia, tem-se como os mesmos do


processo de conhecimento:
a) de existência – demanda, citação e capacidade, postulatória;
b) validade – inicial regular, legitimidade de parte;
c) negativos – litispendência e coisa julgada.

04. CONDIÇÕES DA AÇÃO


GERAIS:
a) possibilidade jurídica;
b) legitimidade ad causam;
c) interesse de agir.
ESPECIAIS:
a) prática ou substancial – Inadimplemento do devedor – arts. 580 a 582, CPC. Conceito.
Parágrafo único do art. 580 do CPC. Impedimento do início ou prosseguimento da
execução, sua recusa – arts. 581, CPC e 863, CC. (devedor de coisa certa); contrato
bilateral - art–. 582, CPC e 1.092, CC;
b) legal ou formal – título executivo – arts. 583 e 586, CPC.
ESPÉCIES E REQUISITOS DOS TÍTULOS EXECUTIVOS
 Títulos executivos judiciais – art. 584, acordo extrajudicial homologado em juízo.
 Títulos executivos extrajudiciais – art. 585. Execuções especiais:
a) Cédula hipotecária – Decreto Lei 70/66;
b) Títulos de crédito rural – Decreto 167/67;
c) Títulos de crédito industrial – Decreto Lei 413/69.
 Requisitos do título executivo: art. 586, CPC:
a) Liquidez – registra o “quantum” ou valor determinado a pagar ou determina o objeto
da obrigação;
b) Certeza – não há controvérsia quanto a sua existência;
c) Exigibilidade – quando pode ser cobrado o seu valor ou exigida a obrigação.

05. ESPÉCIES DE EXECUÇÃO QUANTO À EFICÁCIA DO TÍTULO:


c) provisória – arts. 587 a 590, CPC. Súmula 228, STF. Princípios: art. 588, CPC. Procedimento.
d) Definitivas as demais.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

1. ALCIDES DE MENDONÇA LIMA - “Ação Cabível entre os co-avalistas”, RBDP, Forense, v. 45, p. 13 e
seguintes; Ajuris, v. 32, p. 121 e Revista de Processo, RT, v. 36, p. 277.
2. ANTONIO JANYR DALL’AGNOL JR. – “Da Desistência no Processo de Execução”, RBDP, Forense, v. 23, p.
13 e seguintes e Ajuris – 19/72.
3. ARNOLD WALD - “ A Confissão de Dívida por Instrumento Particular como Título Executivo no CPC”, RT,
472/11; RF 246/142 e Ajuris – 13-85.
4. ERNANI FIDÉLIS DOS SANTOS – “Da Coisa Julgada Penal no Juízo Cível”. RBDP, Forense, v. 36, p. 99 e
seguintes.
5. HUMBERTO THEODORO JÚNIOR – “O Problema da Exigibilidade do Cheque Emitido em Promessa de
Pagamento e do Cheque Sem Data” – RBDP, Forense, v. 32, p. 23 e seguintes. Ajuris, 27/58.
6. NELSON HANADA – “Título Executivo Extrajudicial”, julgados dos Tribunais de Alçada Civil de são Paulo, Lex.,
v. 59, 1980, p. 13 a 19.
7. PAULO RESTIFFE NETO – “Confissões de Dívida Perante o Novo CPC”, RT-477/295.

Capítulo III - ASPECTOS RELEVANTES DA


EXECUÇÃO
01. ESTRUTURA PROCEDIMENTAL
a) momento postulatório – pedido inicial instrumentalizado, despacho e citação;
b) momento instrutório – diferença em razão da natureza da execução. Consiste em preparar o
processo para o momento satisfativo, decide incidentes, verificam-se nulidades e
regularidades;
c) momento satisfativo – consiste na entrega da coisa, do dinheiro, enfim, satisfação da
prestação.

02. DIREITO DE PRELEÇÃO GERADO PELA PENHORA:


m) direito anterior: inexistência de preferência e havia rateio entre os credores de forma
proporcional ao crédito;
n) Direito atual: penhora erigida à categoria de direito real; haverá preferência do credor mais
antigo, só vindo a concorrer o segundo, terceiro, etc., depois de satisfeito o primeiro, se
houver saldo.
 Não afeta direitos reais materiais constituídos anteriormente (arts. 612 e 613, CPC).

03. INICIAL DA EXECUÇÃO – prova a ser trazida – art. 614.


Outros requisitos da inaugural da execução – art. 615.
 Ineficácia da alienação judicial do bem penhorado, em relação ao credor privilegiado,
quando este não for intimado do ato, art. 615, II, c/c 610 e 698, CPC.
 Prova da adimplência da contraprestação – inc. IV, art. 615.
d) Correção da petição inicial – art. 616.

04. PROPOSITURA DA AÇÃO DEEXECUÇÃO – efeito. Arts. 263 e 617, CPC.


 Prazo prescricional da execução – súmula 150, STF.
 Há prescrição intercorrente na execução?

05. COMPETÊNCIA NO PROCESSO DE EXECUÇÃO


05.1– INTRODUÇÃO - Jurisdição. Competência. Conceitos.
Da primeira: É a função do Estado que tem por escopo a atuação da vontade concreta da lei
por meio da substituição, pela atividade de órgãos públicos, já no afirmar a existência da
vontade da lei, já no torná-la praticamente efetiva. (Chiovenda).
Da Segunda: É a medida da jurisdição. É a atribuição a um dado órgão do Poder Judiciário
daquilo que lhe está afeto, em decorrência de sua função específica, dentro do Poder
Judiciário, normalmente excluída a legitimidade simultânea de qualquer outro órgão do
mesmo poder.
05.2– COMPETÊNCIA NA EXECUÇÃO
O código levou em consideração a natureza do título. Quando se trata de título judicial,
aplicam-se as regras do art. 575, do CPC. Aos títulos extrajudiciais verifica-se o que preceitua o art.
576, do CPC. Ordem de preferência nos títulos extrajudiciais;
a) foro de eleição;
e) lugar do pagamento;
f) domicílio do devedor.
05.3– COMPETÊNCIA DA EXECUÇÃO DE CRÉDITOS FISCAIS – art. 578, do CPC, tem
aplicação absoluta por não haver disposição a respeito da Lei 6.830/80.
05.4– PRINCÍPIOS:
a) da efetividade – quando proferida decisão por juiz que possa fazê-la cumprir;
b) da submissão: não estando sujeito a uma jurisdição, o indivíduo a ela se submete sponte
sua;
c) da perpetuatio jurisdictionis, art. 87, CPC. Inalterabilidade da competência em razão da
modificação de fato ou de direito.
05.5– INDAGAÇÕES PARA SE ENCONTRAR O JUÍZO COMPETENTE:
a) qual a justiça competente?
b) Qual o órgão de jurisdição – superior ou inferior?
c) Ao juiz de qual lugar compete o feito?
d) Entre os diversos juízes de um lugar, qual o especificamente competente?
05.6 – COMPETÊNCIA ABSOLUTA – características:
a) indisponibilidade;
b) declaração de ofício;
c) invocável por quaisquer das partes em qualquer momento;
d) incabível eleição de foro;
e) torna o ato nulo e enseja rescisória.
Em regra, ocorre:
a) em razão da matéria ou objetiva;
b) em razão da pessoa;
c) em razão da situação do imóvel;
d) em razão funcional;
e) em razão do valor da causa – do menos para o mais.
05.7 – COMPETÊNCIA RELATIVA – Características:
a) disponibilidade;
b) não pode ser declarada de ofício;
c) somente o réu pode suscitá-la por meio de exceção;
d) é lícita a eleição de foro;
e) não provoca nulidade.
Ocorrem nas seguintes hipóteses:
a) na competência territorial ou de foro;
b) em razão do valor da causa – do mais para o menos;
c) em razão da situação do imóvel em alguns casos – art. 95, CPC.
05.8 – FOROS EFETIVAMENTE CONCORRENTES – art. 94, § 4º
 Concorrência do lugar da obrigação – art. 102;
 Foro subsidiário – art. 94, § 2º, CPC.
05.9 – FORMAS DE ARGÜIÇÃO DA INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO NA EXECUÇÃO
 Absoluta:
a) de ofício, pelo juiz; e
b) em preliminar, por ocasião dos embargos.
 Relativa: somente pelo executado, através de exceção com os embargos.

06. NULIDADES DO PROCESSO DE EXECUÇÃO – art. 618, CPC.


 Argüição em toda época – independe de segurança do juízo e de apresentação de embargos
(jurisprudência e doutrina).

07. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE


 Oportunidade;
 Forma;
 Matérias argüíveis;
 Procedimento;
 Efeito;
 Ato do juiz e recurso cabível

08. EXECUÇÃO E PROCESSO CAUTELAR


08.1. É cabível processo cautelar preparatório ou incidental no processo de execução?
08.2. Medidas cautelares preparatórias: arresto (art. 813 e Seg.); seqüestro (arts. 822 e Seg.) e
exibição (arts. 844/5); produção antecipada de provas (arts. 846/851); arrolamento de
bens (arts. 855/860); atentado (arts. 879/881) e algumas medidas provisionais previstas
no art. 888, todos do CPC. Cautelares inominadas.
08.3. Cautelares no próprio processo de execução: arts. 615, III; 653; 670; 625 e 461, todos
do CPC, são alguns exemplos.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

3. ALCIDES DE MENDONÇA LIMA - “Principais inovações no Processo Executivo Brasileiro”, Revista de


Processo, RT, v. 9, p. 37 e seguintes.
2. E. D. MONIZ DE ARAGÃO - “ Juros, honorários e custas no Processo de Execução de títulos extrajudiciais”,
Revista de Processo, RT, v. 6, p. 15 e seguintes.
3. ERNANI FIDÉLIS DOS SANTOS – “Nulidade do Processo Executório. Repetição do indébito”. RBDP, Forense, v.
50, p. 69.
4. __________ - “Partes e responsabilidade patrimonial no Processo de Execução”, RBDP, Forense, v. 25, p. 21 e
seguintes.
5. HUMBERTO THEODORO JR. – “O imóvel hipotecado e a Execução de Terceiro”, RP. RT. V; 44. p. 7.
6. __________ - “A Execução forçada no Processo Civil”, RP, RT, v. 46, p. 152 e seguintes.
7. JOSÉ AUGUSTO DELGADO – “Algumas controvérsias na aplicação do Processo de Execução”, RP, RT, v. 27, p.
144.
8. JOSÉ DE MOURA ROCHA – “Sucumbência e Processo de Execução”, RP, RT, v. 5, p. 77 e seguintes.
9. MARCELO NAVARRO RIBEIRO DANTAS – “Admissibilidade e mérito na Execução”, RP, RT, v. 47, p. 24 e
seguintes.
10. MARCOS AFONSO BORGES – “Execução forçada”, Rev. de Processo, RT, v. 32, p. 39 e seguintes.
11. MARCOS VALLS FEU ROSA – “Exceção de pré-executividade – Matérias de ordem pública no Processo de
Execução”, Fabris Editor, Porto Alegre, 1996.
12. NELSON RENATO POLAIA RIBEIRO DE CAMPOS – “Anulatória de título de crédito não impede Execução”,
Rev. de Processo, RT, v. 16, p. 171 e seguintes.
13. SEBASTIÃO DE OLIVEIRA CASTRO FILHO – “Honorários de advogado no Processo de Execução”, RBDP,
Forense, v. 39, p. 131 e seguintes.

Capítulo IV - RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL


E FRAUDE À EXECUÇÃO

RESPONSABILIDADE PATRIMONIAL

01. OBRIGAÇÃO E RESPONSABILIDADE – BENS QUE RESPONDEM – art. 591, CPC.


Restrições – bens grvados pela inalienabilidade e impenhorabilidade – arts. 649 e 650, do CPC.

02. RESPONSABILIDADE SECUNDÁRIA - art. 592, CPC.


a) sucessor singular – I – coloca-se no lugar do antecessor por ato entre vivos (alienação da
coisa, doação, etc.) ou causa mortis (legado), passando a integrar o patrimônio coisa
determinada. Singular – recebe bem certo. Universal – recebe todos os bens do sucedido.
 Hipótese cabível somente em título judicial originário de ação fundada em direito real.
 Direito de seqüela, assegura a eficácia erga omnes.
 Meio de defesa do sucessor – embargos de terceiro.
 Independe de prova da irregularidade da transmissão ao credor, bastando a situação
objetiva da sentença.
b) Sócio, nos termos da Lei – II – CC – arts. 1.395, 1.396, 1.397, 1.398 e 1.407 – C.
Comercial – art. 292 – CPC – art. 596.
 Responsabilidades solidárias – sociedade em nome coletivo; sociedade em comandita –
sócios – gerentes. Os sócios comanditários somente respondem com os bens que
entraram na sociedade ou se comprometeram a tal; sociedade de capital e indústria –
sócios de capital; sociedade de conta em participação – os sócios-gerentes; sociedade de
fato.
 Responsabilidade limitada – sociedade por cota de responsabilidade limitada, os sócios
respondem pelas obrigações sociais até a importância do capital social – Decreto
3.708/19; sociedades anônimas – respondem pelo valor das ações que subscrevem.
 Ressalva – quando o sócio nega tenha agido com dolo ou culpa – exemplo: extinção ou
paralisação da sociedade de forma irregular.
 Penhora de cota da sociedade em dívida cobrada contra o sócio. Possibilidade?
c) Bens do devedor em poder de terceiros – III – ao desfrutar da posse ou detenção. Não
impede a penhora e garantia da obrigação.
d) Bens do cônjuge – IV – próprios – integram legitimamente o patrimônio da pessoa;
reservados – não integram a comunhão ou não se comunicam na formação do patrimônio
comum do casal; da meação – a “metade” de um dos sócios, na sociedade conjugal – CC.,
arts. 246, 254, 258, 262, 263, 264, 269, 270, 271 e Lei 4.121/62.
 Citação da mulher na execução – somente quando ambos estiverem vinculados ao título,
como devedores solidários. Se a dívida foi contraída por um só dos cônjuges, é bastante
a intimação da penhora.
FRAUDE À EXECUÇÃO

01. DIFERENÇAS ENTRE FRAUDE CONTRA CREDORES E FRAUDE À EXECUÇÃO


FRAUDE CONTRA CREDOR FRAUDE NA EXECUÇÃO
 Pressupõe um crédito vincendo ou vencido, porém não  Crédito vencido e demanda já proposta;
ajuizado;  Dispensa o elemento subjetivo, contentando-se com o
 Exige conluio, com o propósito de frustrar a garantia fato objetivo da insolvência;
genérica;  O ato é ineficaz em relação ao exeqüente;
 O ato é anulável;  Discute-se em eventuais embargos de terceiros;
 O reconhecimento jurídico obtém-se mediante  Lesão ao interesse individual, ao público e a própria
procedimento cognitivo comum; ordem jurídica.
 Lesado fica o interesse individual;
 Reconhecimento em ação pauliana, rovocatória ou
revogatória;

02. FINALIDADE DOS INSTITUTOS: combater atos com que o devedor intente desfalcar o seu
patrimônio e, com isso, a garantia dos seus credores.
 O que importa é que, apesar da transmissão do domínio, o bem continue sob responsabilidade por certas
obrigações do alienante.

03. O ATO É INEFICAZ PORQUE CORRESPONDE A UM IMPEDIMENTO DE


CARÁTER EXTRÍNSECO, DIFERENTE DA INVALIDADE QUE DIZ RESPEITO AO
ASPECTO INTRÍNSECO DO NEGÓCIO.

04. HIPÓTESES DE FRAUDE À EXECUÇÃO:


Art. 593-I – Alienação de bem sobre os quais pende ação fundada em direito real – diferença
com o inciso I do art. 592. Este trata da ineficácia após a sentença da ação e aquele protege a
seqüela antes do julgamento da causa.
- Necessidade de inscrever a citação no Registro Imobiliário como requisito para configurar a
fraude à execução. Controvérsia.
 Amílcar de Castro – Não tendo havido o registro, não impede a alegação de fraude, ficando
o exeqüente, no entanto, com o ônus de provar que o adquirente tinha conhecimento do
litígio. Feita a inscrição há presunção juris et de jure. A inscrição tem efeito de publicidade.
 Alcides de Mendonça Lima e legislação alienígena – propugnam pela imprescindibilidade
da inscrição.
 Dinamarco e Ronaldo Brêtas – o processo em andamento oferece publicidade ao
adquirente. Interpretação sistemática dos artigos 42, § 3º, 625 e 626, do CPC. Inverte-se o
ônus para o adquirente de que não conhecia o litígio. Toda controvérsia vale para a
penhora, arresto, seqüestro, etc.
- Lei da Execução Fiscal – previsão expressa do registro da penhora.
Art. 593 – II – Alienação ou oneração de bens pelo devedor, existindo demanda contra ele,
capaz de reduzi-lo à insolvência.
- Momento do início da ação – Citação? Art. 219; Propositura? Arts. 263 e 617. Basta
caracterizar a existência de demanda e insolvência. Irrelevante o registro da penhora para o
STF.
 Seqüência de atos de transmissão, são ineficazes.
Art. 593 – III – Fraude à execução nos demais casos expressos em lei. Presunção do art.
185, do Código Tributário. Art. 672, § 3º, CPC.
Para alguns autores – arts. 816, § 3º e 824, do CC. 466, CPC.
05. A CARACTERIZAÇÃO DE FRAUDE AINDA CONSUBSTANCIA LITIGÂNCIA DE
MÁ-FÉ – art. 600, I, com as penas do art. 601, CPC.

06. CREDOR QUE DETÉM A COISA – art. 594, CPC. Vedação de penhora em outros bens,
salvo se contratada a insuficiência para pagamento total do débito.

07. POSIÇÃO DO FIADOR, ART. 595, CPC. Utilização do benefício de ordem. Exceção a essa
regra é o art. 1.492, CC. Prazo: art. 652, CPC.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

4. ARAKEN DE ASSIS – “Fraude à Execução e Legitimidade do Terceiro Hipotecante”, LEX – Jurisprudência dos
tribunais de alçada civil de São Paulo, v. 116, jul/ago de 1989, p. 18 a 30.
5. ARRUDA ALVIM – “O Terceiro Adquirente de Bem Imóvel do Réu, Pendente Ação Reivindicatória não Inscrita
no Registro de Imóveis e a Eficácia da Sentença em Relação a esse Terceiro, no Direito Brasileiro”, RP, RT, v. 31,
p. 189.
3. ERNANI FIDÉLIS DOS SANTOS –- “ Partes e Responsabilidade Patrimonial no Processo de Execução” – RBDP
–- Forense, v. 25, p. 21/31.
4. MILTON FLAKS – “Fraude de Execução e Fraude contra a Fazenda” – RBDP, Forense, v. 34, 71/79.
5. RONALDO BRÊTAS DE CARVALHO DIAS – “Fraude à Execução” , – “Digesto de Processo”, Forense, v. 3, p.
1/15.
6. SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA – “Fraude de Execução” – RBDP, Forense, v. 51, p. 129/144.

Capítulo V - EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE


FAZER E NÃO FAZER

EXECUÇÃO DA OBRIGAÇÃO DE FAZER

01. CONCEITO. Art. 632, CPC. Caracteriza-se por possuir como objeto uma prestação de fato,
diferente da prestação de dar, cujo objeto é uma prestação de coisa. Versa sobre prestação
positiva.
 Exeqüibilidade da obrigação de fazer:
a) fase histórica, o não cumprimento resolvia-se em perdas e danos.
Segunda fase: a obrigação pode ser cumprida por terceiro, desde que na forma do pactuado.
Por fim, a obrigação pode ser cumprida por terceiro, desde que na forma do pactuado. Por
fim, a obrigação pessoal tem que ser transformada em perdas e danos, não sendo satisfeita
no prazo oferecido.
 Divisão na obrigação positiva em: fungível e infungível. As primeiras podem ser
substituídas por terceiros; as segundas somente através do próprio obrigado. Aderiu o CC a
esse novo rumo – art. 881 e CPC, arts. 633 e 638.

02. PRESTAÇÕES FUNGÍVEIS: procedimento da execução – arts. 634, 635, 636 e 637.
 Prazo para cumprir o julgado:
a) fixado pelo juiz na sentença;
b) fixado ao receber a inicial da execução, podendo o juiz se valer de arbitrador se
necessário. Neste caso, aplicação do art. 632 ou 607?
 Embargos – possibilidade – independe de estar seguro o juízo – art. 738, inciso IV, CPC.
 A prestação fungível pode ser prestada pelo devedor ou por terceiro. Neste último caso, o
procedimento é o dos parágrafos do art. 634.
 O credor terá direito a “execução por quantia certa contra devedor solvente”, quanto aos
valores que tiver adiantado ou pago ao terceiro.
 O credor terá direito de preferência para executar os erviço no lugar do terceiro, nas
mesmas condições – art. 637.
 Impugnação ao fato prestado – art. 635. Pode nessa fase inclusive realizar perícia, se for
necessário.
 Prestação intempestiva ou incompleta – art. 636.

03. PRESTAÇÕES INFUNGÍVEIS – personalíssimas – art. 638. Hipóteses:


a) aceitar cumprir a prestação;
b) o devedor não presta o fato, mas oferece embargos – art. 741;
c) deixar de cumprir impondo o silêncio.
 Convenções em perdas e danos:
a) opção do credor na hipótese do art. 633;
b) obrigatória na obrigação infungível quando não cumprida no prazo legal, art. 638.

04. EXECUÇÃO DA CONDENAÇÃO À DECLARAÇÃO DE VONTADE – art. 639.


 Condições: o credor terá de cumprir a sua parte no contrato – art. 640.

EXECUÇÃO DA OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER

01. CONCEITO. Art. 642, CPC. Objeto: prestação de fato para se abster do ato.
 Cabimento: em regra, nas ações reais, onde há previsão legal proibitiva. As obrigacionais
por força de contrato.

02. PROCEDIMENTO - pedido para cumprir o julgado em prazo estipulado pelo juiz ou no
contrato.
 Atitudes do devedor:
a) cumpre o decidido;
b) oferece embargos no prazo de 10 dias;
c) recusa-se ou cai em mora.
 Havendo mora – requer o credor que o ato seja desfeito por sua conta, respondendo o
devedor por perdas e danos – art. 643, CPC.
 Prestação infungível – transformação em perdas e danos – parágrafo único do art. 643.
 Perdas e danos, situações distintas no art. 643, caput e parágrafo: natureza diversa.

03. PENA PECUNIÁRIA – arts. 644 e 645, CPC.


 Finalidade: meio de coação.
 Institutos afins:
a) Astreinte, direito francês;
b) Contem of court, inglês;
d) Zwangsmittel – Alemanha.
 Distinção das perdas e danos: estas são proporcionais ao conteúdo econômico, enquanto a
pena pecuniária é ilimitada. Esta é cominatória, aquelas expiatórias.
 Cumulação de ambas – possibilidade, pela diversidade das naturezas.
 Início do prazo da multa:
a) Citação da execução?
b) Trânsito em julgado do processo de conhecimento?
c) A partir do dia em que deixou de ser cumprida a obrigação, ou seja, após o término do
prazo de seu cumprimento.

04. EXECUÇÃO DA CONDENAÇÃO À DECLARAÇÃO DE VONTADE – art. 639.


 Condições: o credor terá de cumprir a sua parte no contrato – art. 640.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

6. DÉCIO ANTÔNIO ERPEN - “Da Execução de pré-contrato e da Sentença Substantiva da Declaração de


Vontade”, Ajuris, v. 41, p. 43/52.
7. GIOVANNI CRIBASRI – “Execução Específica – Obrigação de Fazer, de não Fazer e de prestar Declaração de
Vontade; Cominação e Ação de Preceito Cominatório”, Revista de Processo, RT, v. 10, p. 47/61.

Capítulo VI - EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE


COISA CERTA E INCERTA

EXECUÇÃO DA ENTREGA DE COISA CERTA

05. CONCEITO. Art. 621, CPC. Entrega in natura. Obrigação positiva de dar. Clóvis:
“Obrigação de dar é aquela cuja prestação consiste na entrega de uma coisa móvel ou imóvel,
seja para constituir um direito real, seja somente para facultar o uso, ou, ainda, a simples
detenção, seja, finalmente, para restituí-la ao seu dono”. Coisa certa: infungível – não pode ser
substituída ao seu dono”. Coisa certa: infungível – não pode ser substituída por outra, embora
da mesma espécie, qualidade e quantidade.

06. CABIMENTO. Em toda sentença que condene a entrega de coisa certa. Exemplos: ações
reais, comissórias, preferenciais, compra e venda, doações, etc. Cabe para entrega de pessoa?

03. PROCEDIMENTO. Inicial com os requisitos legais – citação nas formas previstas em lei;
satisfação do julgado (art. 624) e depósito da coisa – art. 622, levantamento pelo credor
(possibilidade).

04. INEXISTÊNCIA DA ENTREGA OU DO DEPÓSITO – imissão na pose ou busca e


apreensão – art. 625.

05. ALIENAÇÃO DA COISA LITIGIOSA - art. 626 – expedição do manddo contra o terceiro
adquirente.

07. OBRIGAÇÃO SUBSIDIÁRIA – art. 627. Transformação da entrega de coisa certa em


quantia certa. Requisitos: opção do credor por não haver sido entregue; não foi encontrada; se
deteriorou; não foi reclamada em poder de terceiro.
 Recebimento do valor da coisa e das perdas e danos.
 Apuração do valor através de liquidação da sentença. §§ 1º e 2º, art. 627.

08. LIQUIDAÇÃO DE BENFEITORIAS – Obrigatoriedade – art. 628, CPC. Direito de retenção


na forma do art. 744, CPC.

EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA INCERTA


05. CONCEITO. Art. 629, CPC. Objeto: entrega de coisa móvel fungível; que pode ser substituída
por outra da mesma espécie, qualidade e quantidade. Prevalece o fator de equivalência.

06. CABIMENTO: Entrega de coisa fungível, oriunda de sentença ou do título extrajudicial


previsto no art. 585, II, CPC. As ações são as mesmas da coisa certa.

03. DIREITO DE ESCOLHA – art. 629, CPC. Realizada a escolha para a coisa a ser certa.
Impugnação da escolha - art– 630, CPC.

07. PROCEDIMENTO: idêntico ao da entrega de coisa certa. Art. 631

Capítulo VII - EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA


CONTRA DEVEDOR SOLVENTE
Arts. 646 a 739, do CPC
DISPOSIÇÕES GERAIS

01. FINALIDADE – expropriação de bens do devedor para apuração do dinheiro necessário à


satisfação do direito do credor. Eventualmente, entrega do próprio bem (adjudicação).
Estrutura da execução por quantia certa contra devedor solvente. (Art. 646, CPC).

02. FASES - postulatória: instrutória e satisfativa. Verificação da satisfação das condições e


pressupostos.
 Respaldo negativo – recurso cabível (apelação).

03. EM QUE CONSISTE A EXPROPRIAÇÃO – alienação; adjudicação e usufruto (art. 647).

04. REMIÇÃO DA EXECUÇÃO – art. 651, CPC. Oportunidade para requerê-la; até a assinatura
dos autos de arrematação ou adjudicação ou da publicação da sentença de adjudicação. Diferente
de remição de bens (art. 787).

05. CITAÇÃO NO PROCESSO DE EXECUÇÃO – finalidades:


e) Cientificar do processo para, querendo, se defender;
f) Dar oportunidade a satisfazer a obrigação, sob pena de haver agressão ao patrimônio do
devedor.
 Modalidades da citação:
a) por carta, é possível?
b) Citação por hora certa – incabível?
c) Por edital.
 Efeitos de natureza processual:
a) complementar a constituição da relação processual – art. 618, II;
b) prevenir a jurisdição quando o título for extrajudicial – arts. 575/576;
c) produzir a litispendência – art. 598 c/c o 219;
d) tornar inadmissível a mudança do pedido e da causa de pedir – artigos 598 e 264;
e) impedir a mutação subjetiva da relação processual – execuções 567 e 568, II a V;
 efeitos de ordem material:
a) interromper a prescrição – artigos 219 c/c 617;
b) obstar o escoamento dos prazos extintivos do direito – art. 220.
PENHORA, DEPÓSITO, AVALIAÇÃO E ARREMATAÇÃO

01. LUGAR DA PENHORA – § 1º do art. 659, CPC.

02. RESISTÊNCIA DO EXECUTADO EM PERMITIR A PENHORA - procedimento a ser


adotado – arts. 660 a 664.

03. DISCORDÂNCIA DO CREDOR EM QUE O DEVEDOR FIQUE COMO


DEPOSITÁRIO – art. 666.

04. INTIMAÇÃO DA PENHORA AO DEVEDOR E AO CÔNJUGE – art. 669.

05. MODIFICAÇÕES NA PENHORA – arts. 667, 668, 685: ampliação ou transferência da


penhora, art. 685, II; redução da penhora – art. 685, I – diferente do excesso de execução,
transferência para bens menos valiosos; renovação da penhora – art. 667:
a) Nulidade da penhora;
b) Insuficiência de bens;
c) Desistência da primeira penhora;
d) Perecimento do bem; substituição dos bens penhorados – art. 668.
06. ALIENAÇÃO ANTECIPADA DOS BENS PENHORADOS – art. 670, CPC.

07. PENHORA DE CRÉDITO E DE OUTROS DIREITOS PATRIMONIAIS – arts. 671/676.

08. PENHORA, DEPÓSITO E ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESA – arts. 677/679.

09. AVALIAÇÃO – arts. 680/685 – Impossibilidade de repetição da avaliação.


Exceções – art. 683;
Desnecessidade da avaliação – art. 684;
Redução e ampliação da penhora após a avaliação – art. 685.

05. ARREMATAÇÃO – arts. 686 a 707 – CPC. Edital – conteúdo – art. 686. Transferência
coativa da propriedade para terceiro, para transformar em dinheiro a fim de pagar ao credor.
 Características:
a) a sentença faz coisa julgada, portanto é rescindível;
b) não pode haver retratação depois de assinado o auto – art. 694;
c) adjudicação – art. 714 e remição, depois de sua realização, art. 787;
d) desfaz-se nas hipóteses do art. 694, parágrafo único, 698 e 699, CPC.
 Efeitos:
a) transferir o domínio ao arrematante;
b) transferir para o preço depositado o vínculo da penhora;
c) tornar o arrematante e seu fiador devedores do preço da arrematação ou da multa – art.
695;
d) obrigar o depositário a transferir a posse dos bens;
e) extinguir as hipotecas inscritas sobre o imóvel.
 Formas:
a) praça – bens imóveis – art. 697;
b) leilão – bens móveis, art. 704 e venda em Bolsa.
 Realização da arrematação – art. 686, parágrafos. Divulgação, art. 687.
 Adiamento da arrematação – art. 688. Prorrogação – art. 689.
 Pagamento pelo arrematante – forma, arts. 690 e 700, do CPC.
 Legitimação para oferecer lançe – art. 690, § 1º - Credor - § 2º, art. 690.
 Arrematação global – art. 691, CPC.
 Arrematação de imóvel de incapaz – art. 701, CPC.
 Imóvel de cômoda divisão – procedimento – art. 702.
 Carta de arrematação – art. 703.
 Funções do leiloeiro – art. 705. Escolha, art. 706.
 Desfazimento da arrematação – hipóteses – art. 694. Forma.

PAGAMENTO AO CREDOR

01. MEIOS DE PAGAMENTO: art. 708, CPC.


a) pagamento por meio de entrega do dinheiro:
 oportunidade – requisitos – art. 709;
 concurso particular de preferência – arts. 711 a 713;
 procedimento – arts. 712/713.
b) Adjudicação do imóvel – arts. 714/715.
 Requisitos – art. 714;
 Concurso de pretendentes – art. 714, § 1º:
a) vários credores, com ofertas de preços diferentes;
b) vários credores com ofertas do mesmo preço (realiza-se uma licitação).
c) Usufruto do imóvel ou de empresa – arts. 716/729.
Objeto, oportunidade – arts. 721 e 726.
 Efeitos: perda do uso e gozo do imóvel ou da empresa – art. 717 e não impedirá a
alienação judicial do imóvel (art. 725);
 Procedimento – art. 722;
 Funções do administrador – art. 728 – nomeação e substituição – art. 729.

02. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA - arts. 730/731.

03. EXECUÇÃO DE PRESTAÇÃO ALIMENTÍCIA – arts. 732/735.

04. SUSPENSÃO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO – arts. 791/793.

05. EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO – arts. 794/795.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

8. ANTONIO IVANIR G. DE AZEVEDO - “Da Intimação do Devedor para a Praça ou o Leilão”, Ajuris, v. 32, p.
161.
9. ATTOS GUSMÃO CARNEIRO – “Ação de Alimentos e Prisão Civil”, RP, v. 14, p. 79, RBDP, v. 16, p. 59.
3. EDUARDO ALBERTO DE MORAES OLIVEIRA – “ A Prisão Civil na Ação de Alimentos”, RBDP, v. 18, p. 61.
4. GALENO LACERDA – “Ação Rescisória e suspensão cautelar do julgado rescindendo”, Ajuris, v. 29, p. 60 e RP,
v. 29, p. 38.
5. GILBERTO FRAIZ VASQUES – “Da adjudicação no processo de execução”, RP, RT, v. 13, p. 71.
6. JOAQUIM DE ALMEIDA BAPTISTA – “Aspectos novos das execuções contra as Fazendas Públicas”, RBDP, v.
53, p. 91.
7. JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA – “Aspectos do usufruto de imóvel ou de empresa no processo de
execução”, RP, RT, v. 26, p. 9.
8. LUÍS PEREIRA DE MELO – “Da arrematação”, RP, RT, v. 9, p. 77
9. LUIZ ANTONIO NUNES – “Ofício requisitório”. RP, RT, v. 19, p. 182.
10. MOACYR AMARAL SANTOS – “Execução. Anulação de praça”, RP, RT, v. 17, p. 195, parecer.
11. RUI PORTANOVA – “Temporariedade suspensiva do processo de execução”, Ajuris, v. 27, p. 131.
12. SÉRGIO GISCHKOW PEREIRA – “Alimentos e prisão civil”, RP, v. 17, p. 79, RBDP, v. 13, p. 143.

Capítulo VIII - EMBARGOS À EXECUÇÃO


01. EMBARGOS. Natureza jurídica. Ação. Visa desconstituir o título, quer anulando ou reduzindo
a execução, quer impugnando a sua eficácia. Dar lugar a processo de conhecimento.

02. ESPÉCIES: Embargos de título judicial – art. 741/744; Embargos de retenção – art. 744;
Embargos de título extra-judicial – art. 745; Embargos à arrematação e à adjudicação – art. 746 e
Embargos por carta – art. 747.

03. FUNDAMENTO: art. 736. Requisitos: art. 282, no que couber.

04. SEGURANÇA DO JUÍZO: Art. 737. Posições quando se trata de coobrigados:


a) seguro o juízo por um coobrigado, qualquer deles pode oferecer embargos;
b) só pode oferecer embargos aquele que sofrer a constrição da penhora;
c) pode, porém somente em conjunto com o que sofreu a penhora.

05. PRAZO E FORMA DE CONTAGEM – art. 738.


 Início do prazo é autônomo para cada devedor.
 Não há privilégio do prazo, nem quando há diversos procuradores para cada devedor, nem
quando a parte for a Fazenda Pública e o MP.

06. REJEIÇÃO LIMINAR DOS EMBARGOS – art. 739 (hipóteses). Havendo recurso deve ser
recebido apenas no efeito devolutivo.

07. IMPUGNAÇÃO DOS EMBARGOS – art. 740 (prazo). Em quádruplo para a F.Pública.
 Há revelia nos embargos?
 Necessidade de audiência – parágrafo único do art. 740.

08. EMBARGOS DE TÍTULO JUDICIAL – arts. 741/744 (hipóteses de cabimento).


 Efeitos:
a) Suspensivo;
b) Devolutivo?
 Exceções: apresentação concomitante – art. 742.
 Excesso de execução –a rt. 743. Redução ao quantum devido.

09. EMBARGOS DE RETENÇÃO – art. 744 – hipóteses de seu cabimento.


 Requisitos para o seu recebimento - § 1º, do art. 744.
 Impugnação e compensação – art. 744, § 2º. Imissão na posse, § 3º.

10. EMBARGOS DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL – art. 745 – distinção e identidade.

11. EMBARGOS À ARREMATAÇÃO E À ADJUDICAÇÃO - art. 746.


12. EMBARGOS POR CARTA – art. 747.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

3. ALCIDES DE MENDONÇA LIMA - “A revelia nos embargos do Devedor”, RP/RT, v. 33, p. 192; Ajuris, v. 27,
p. 153
4. ARRUDA ALVIM E OUTROS – “Recurso contra atos praticados pelo juízo deprecado”, RP, v. 7, p. 163 –
debates.
5. ATHOS GUSMÃO CARNEIRO – “Revelia na execução”, RP/RT, v. 10, p. 97.
6. CARLOS VALDER DO NASCIMENTO – “Embargos à execução fundada em título extrajudicial”, RBDP,
Forense, v. 54, p. 49.
5. EULÂMPIO RODRIGUES FILHO - “ Do prazo para embargar execução por quantia certa”, RBDP, Forense, v.
50, p. 75.
6. ÉVANDRO GUEIROS LEITE – “Da nomeação de curador especial nos embargos à execução”, RBDP, Forense, v.
50, p. 81.
7. HAROLD PALBST – “Natureza jurídica dos Embargos do Devedor”. RT, SP, 1986.
8. JARBAS FERNANDES DA CUNHA – “Competência para julgamento dos embargos do devedor na execução por
carta” – RPRT, v. 3, p. 230.
9. JOSÉ DE ARIMATHÉA ALMEIDA PAIVA – “Termo inicial do prazo para interposição de embargos do devedor”,
RP/RT, v. 13, p. 281.
10. MÁRIO AGUIAR MOUREA - “Embargos do Devedor – Teoria e prática”. AIDE, 4 ed., 1987. “A questão de
embargos não suspensivos”, RP, 40, p. 236.
11. NÉLSON LUIZ PINTO – “Embargos do Devedor”, RP,RT, v. 46, p. 16.
12. PEDRO HENRIQUE TÁVORA NIESS – “Particularidade da sentença que julga improcedentes os embargos à
execução opostos pela Fazenda”, RP. RT, v. 25, p. 188.
13. PEDRO MADALENA – “Carta Precatória no processo de execução por quantia certa contra devedor solvente”,
RBDP, Forense, v. 21, p. 65.
14. RAIMUNDO NONATO FERNANDES - “Contagem do prazo para embargos à execução”, RP/RT, v. 20, p. 204.
15. RONALDO CUNHA CAMPOS - “A sentença nos embargos do devedor”, RBDP, Forense, v. 41, p. 151.
16. ROBERTO ROSAS - “Execução por carta. Embargos. Juízo competente”, RP, v. 14, p. 201 e RBDP, Forense, v.
15, p. 99.

BIBLIOGRAFIA GERAL

10. ALCIDES DE MENDONÇA LIMA – “Comentários ao Código de Processo Civil”, Forense, VI volume, Tomos I
e II, 2 ed., 1977.
11. AMÍLCAR DE CASTRO – “Comentários ao Código de Processo Civil”, RT, v. VIII, 2 ed., 1976.
3. ANTONIO CARLOS COSTA E SILVA – “ Tratado do Processo de Execução”, Aide, v. 1º e 2º, 2 ed., 1986.
4. ARAKEN DE ASSIS – “Manual do Processo de Execução”, 3 ed., RT, SP, 1996.
5. ARNALDO MARMITT – “A Penhora”, Aide, 1 ed., 1986.
6. CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO – “Execução civil”, RT, v. 1, 2 ed., 1987, v. 2, 1989.
7. CARLOS HENRIQUE ABRÃO – “Penhora das Quotas de Sociedade de Responsabilidade Limitada”, Saraiva,
1986.
8. ERNANI FIDÉLIS DOS SANTOS – “Manual de Direito Processual Civil”, Saraiva, v. 3, 1987.
9. EURICO TULLIO LIEBMAN – “Processo de Execução”, Saraiva, Notas de Joaquim Munhoz de Mello, 5 ed.,
1986.
10. FRANCESCO CARNELUTTI – “Instituciones del Proceso civil”, Ediciones Judicas, europa – América, v. III,
Buenos Aires, 1989.
11. HUMBERTO THEODORO JUNIOR – “Processo de Execução”, ed. Universitária de Direito, 10 ed., 1985.
12. ____________________________ – “A Nova Lei de Execução Fiscal”, ed. Universitária de Direito/82.
13. ____________________________ – “A Execução de Sentença e a Garantia do Devido Processo Legal”, Aide, 1.
Ed., 1987.
14. ____________________________ – “A Insolvência Civil”, Forense, 1. Ed., 1980.
15. JOSÉ ANTONIO DE CASTRO – “Execução no Código de Processo Civil”, Saraiva, 3 ed., 1983.
16. JOSÉ ANTONIO NUNES E SIMONE DA SILVA THALLINGER – “Execução Fiscal – Jurisprudência”, RT,
1988.
17. JOSÉ CARLOS BARBOSA MOREIRA – “O Novo Processo Civil Brasileiro”, Forense, 9 ed., 1989.
18. JOSÉ DA SILVA PACHECO – “Comentários à Nova Lei de Execução Fiscal”, Saraiva, 2 ed., 1985.
19. JOSÉ DE MOURA ROCHA – “Sistemática do Novo Processo de Execução”, RT, SP, 1978.
20. JOSÉ FREDERICO MARQUES – “ Manual de Direito Processual Civil”, Saraiva, v. 4, 1976.
21. JOSÉ SEBASTIÃO DE OLIVEIRA – “Fraude à Execução”, Saraiva, 1986.
22. MOACYR AMARAL SANTOS – “Primeiras Linhas de Direito Processual Civil”, Saraiva, v. 3, 8 ed., 1985.
23. N. DORESTE BAPTISTA – “Do Processo Executivo no Sistema do Código de 1973”, Forense, 1 ed., 1975.
24. PAULO FURTADO – “Execução”, Saraiva, 1985.
25. PONTES DE MIRANDA – “Comentários ao Código de Processo Civil”, Forense, 1 ed., Tomos IX e X, 1976.
26. SALVATORE SATTA – “Direito Processual Civil” – “Direito Processual Civil” – Editor Borsoi, trad. De Luiz
Autuori, v. 2, 7 ed., 1973.
27. SÉRGIO SAHIONE FADEL – “Código de Processo Civil Comentado”, Forense, v. 2, 6 ed., 1986.
28. VICENTE GRECO FILHO – “Direito Processual Civil Brasileiro”, Saraiva, 5 ed., v. 3, 1989.

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