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Português e Redação

O documento fornece informações sobre tipos textuais e gêneros textuais, incluindo narração, descrição, injunção e argumentação. Detalha elementos como personagens, local e tempo para a narração, e verbos estáticos para a descrição. Também discute características da argumentação como causa e efeito.

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PORTUGUÊS E REDAÇÃO Narração – narrar um fato

Redação Verbos no passado. Ex: Eu era. Ele foi. Ela fez.

Tema: copiar exatamente como vier escrito na Exige cinco elementos:


prova. Inclusive com “aspas”. Se o tema não
couber na linha do caderno de resposta, usar 1. Narrador – será onisciente quando o
reticência (...) próprio narrador cria a história e,
portanto, conhece tudo sobre os fatos.
Título – ideia contida no tema: usar somente a 2. Fato
primeira inicial maiúscula. Ex: A violência contra a 3. Personagens
mulher nos dias atuais (sem pontuação final). 4. Local
5. Tempo
Errou a palavra: coloca entre parênteses e dê um
risco simples. Ex: A (instituição) Narração cronológica: o enredo é contado na
ordem natural dos fatos e dos acontecimentos.
60 pontos de correção
Narração psicológica: o enredo não começa do
40 pontos de conteúdo inicio, começa em um momento posterior e
1. Pertinência ao tema; depois volta para o inicio dos fatos. Flashbacks.
2. Informatividade; Digressão: quando a narrativa se desvia do fato
3. Articuladores; principal a ser contado.
4. Organização dos parágrafos;
5. Propriedade vocabular. A narração diversas vezes é recheada de aspectos
verbais da comunicação. Quando por exemplo,
usamos ‘aí’ (adjunto adverbial de lugar) como ‘e’
Tipos textuais (conectivo aditivo). Ex: o homem entrou na sala aí
sentou na cadeira.
Gêneros textuais: são concretos. Ex: cartas,
contratos, boletins, bilhetes, redações,
whatsapp... Descrição – tipo mais neutro por meio de
Alguns gêneros textuais admitem abreviações das adjetivos
palavras e não são consideradas erradas. Ex: ‘vc’ Verbos estáticos. Ex: ela é bonita. A sala tem
no lugar de você no whatsapp. cinco cadeiras.
Tipos textuais: não são concretos. Conjunto de
marcas e linguísticas por meio do qual o gênero
textual irá se manifestar. Ex: narração, descrição, Injunção – prescreve ações ou dá uma ordem
injunção, dissertação e argumentação.
Verbos no imperativo ou infinitivo que exprimam
Um boletim de ocorrência (gênero textual) foi uma ordem.
escrito de maneira narrada (tipos textuais).
Ex: compre Batom! Beba Coca-Cola. O
militar deverá. Não encostar-se à parede.

Normalmente são gêneros textuais que denotam


uma ordem ou uma ação de dever a ser cumprido.
Como bulas de remédios. É um pedido, ordem, Comparação: entre dados, instituições e etc. Fazer
conselho e etc. um paralelo entre um em detrimento de outro.

Há também quando se pede algo. Ex: rogai por Argumento de autoridade: por meio dos
nós pecadores. conectivos: conforme, segundo, consoante, como
e etc. Trata-se de uma citação ou referência.

Convence-se por meio do confronto com algum


Dissertação – exposição de ideias dado.
Ex: Belo horizonte é a melhor cidade para Ex: a violência diminuiu conforme dados
se viver segundo pesquisa do IBGE. do IBGE. Segundo Aristóteles, o ser
humano é um ser político.

Argumentação – convencimento, persuasão,


posicionamento e opinião
Primeiro parágrafo da redação - 5 a 6 linhas
Ex: Belo Horizonte é a melhor cidade para
1. Argumento de autoridade;
se viver, pois é calma, tem segurança, 2. Contraste;
cultura e bons bairros. 3. Proposta de intervenção.

Segundo o IBGE, importante instrumento


estatístico nacional, a violência cresce entre os
Características da argumentação
mais jovens. Entretanto, diversas vezes são
noticiados eventos positivos resultantes de
Causa e efeito: porque, visto que, já que, uma vez
iniciativas locais. Dessa forma, investir na
que, com por, em face de, devido a, em razão de e
formação de jovens é o meio necessário para
etc. Conectivos adversativos. solucionar o problema da letalidade.
Ex: em razão dos baixos salários (causa) os
funcionários entraram em greve (efeito).

Contraste: mas, porém, contudo, no entanto, GRAMÁTICA


entretanto, embora, ainda que, mesmo que,
apesar de que. Conectivos concessivos. Acentuação
Contrariam a oração principal sem anulá-la.
Notações Léxicas
Ex: embora a Lei Maria da penha tenha
Notações Léxicas são sinais acessórios que servem
sido promulgada, a violência doméstica
para auxiliar a pronúncia das palavras.
não acabou.
São notações léxicas: os acentos (agudo,
Proposta de intervenção: sugestão para resolver
circunflexo e grave), o til, o apóstrofo, a
algum problema. Medidas propostas para elucidar
cedilha e o hífen.
alguma situação desfavorável na sociedade.
Acentos – só três
Ex: para que a violência acabe, é preciso
investir na educação. Acento Agudo (´)

Recebem acento agudo:


As vogais tônicas (forte) i e u. Exemplos: íngreme, Til (~)
síntese, útil, úmido.
O til serve para indicar nasalidade e é empregado
As vogais tônicas abertas e semiabertas ‘a’, ‘e’ e com as vogais a e o. Exemplos: sã, sabão, sanções,
‘o’. Exemplos: átomo, caráter, sintético, emérito, reflexões.
ótica, sólido.
Trema (¨)
Acento Circunflexo (^)
O trema, antes usado em algumas palavras com
O acento circunflexo é empregado nas vogais ‘qu’ e ‘gu’, foi abolido com o Novo Acordo
tônicas semifechadas a, e e o. Exemplos: tâmara, Ortográfico.
sândalo, êxito, efêmero, incômodo, tômbola.

Acento Grave (`)


Prosódia – estudo da acentuação
O acento grave é utilizado nas crases (junção do
artigo definido a e da preposição a). Exemplo: Vou Sílaba tônica: a mais forte.
à escola. Sílaba átona: a mais fraca – não recebe acento.
A crase também pode ser a junção do artigo Sílaba subtônica: a que anteriormente era tônica e
definido a e dos pronomes demonstrativos deixou de ser tônica. Sílaba subtônica
aquele, aquela, aquilo. Exemplo: Não sei se devo
fazer referência àquela consulta. Ex: ca[fé] para ca[fe]zinho.

Sílaba tônica

Sinais Gráficos – NÃO são acentos

Apóstrofo (‘) Ca -> átona / fé -> tônica

O apóstrofo é usado para indicar a omissão de um Ca -> átona / fe -> subtônica / zi ->
fonema, tal como acontece em palavras tônica / nho -> átona
compostas ligadas pela preposição de. Exemplos:
Somente a sílaba tônica pode receber acento.
gota d’água, pão d’alho, cabeça d’água.
Monossílabos: são acentuadas as palavras a, e, o
Cedilha (¸)
(terminadas ou não em ‘s’).
A cedilha é utilizada com a letra c e sempre antes
Ex: pá, pé, pó.
das vogais a, o e u. Tem som de ss (2 s) e nunca
vem no início das palavras. Exemplos: taça, Ex²: Por [que (átono)] você tentará o curso? Você
caçapa, aço, faço, caçula, açúcar. tentará o curso por [quê (tônico)]?
Hífen (-) Ex³: o [que (átono)] você fez? Você fez o [quê
(tônico)]?
O hífen é usado em palavras compostas, com
pronomes oblíquos e para separar sílabas. O ‘que’ quando no final da frase, fica tônico e
Exemplos: abre-alas, pós-moderno, encantei-lhe, será acentuado. No meio da frase soa como ‘i’ e
amai-vos, a-le-gri-a, sa-ú-de. fica átono.
A sílaba átona normalmente soa como ‘i’.
Ex: Dê seu livro de presente. REFORMA ORTOGRÁFICA

Dê: tônica. A reforma não mudou as regras de acentuação.


Ela priorizou as exceções.
de: átona – soa como ‘di’.
Ditongo: encontro de uma vogal e uma semivogal
Ex²: Me dê de presente. na mesma sílaba.
Me: átona – soa como ‘mi’ Ex: peixe. Pei –> e: vogal (pronuncia forte)
dê: tônica e i: semivogal (pronuncia fraca).

Por que X porque Ditongo crescente: vogal fraca +


vogal forte.
Será separado quando puder vir acompanhado
de ‘razão’ ou ‘motivo’. Ditongo decrescente: vogal forte
+ vogal fraca.
Por que ‘razão’ você tentará o curso?
Você tentará o curso por que razão? Ditongos abertos: serão acentuados para soarem
‘abertos’. Trata-se de uma exceção.
O porquê de tentar o curso ainda não sei.
Ex: Céu, troféu.

Palavras oxítonas: será sempre acentuada a Reforma ortográfica: ditongos abertos em


última sílaba tônica que termina com ‘a’, ‘e’, ‘o’, palavras paroxítonas não são mais
‘em’ (seguidas ou não de ‘s’). Ver: ditongos acentuados.
abertos.
Ex: ideia, assembleia, plateia,
Ex: há, café, pé. jiboia.

Paroxítonas: será sempre acentuada a penúltima Hiato: encontro de duas vogais separadas em
silaba tônica que não termina em ‘a’, ‘e’, ‘o’, ‘em’. silabas diferentes.
Regra de exclusão.
Ex: saída, saúde.
Ex: ‘hífen’ tem acento. Enquanto ‘hifens’
Reforma ortográfica: perde o acento os
não.
hiatos ‘oo’ e ‘ee’
Proparoxítonas (ou esdrúxula): antepenúltima
Ex: abençoo, voo, enjoo, creem.
sílaba tônica será sempre acentuada.
Oxítonas ‘i’ e ‘u’ acentuados:
Ex: antepenúltima, sílaba, pássaro,
esdrúxula. São exceções, para evitar a ditongação, elas
devem ser lidas como hiato.
Deficit: latinismo, por isso não leva
acento. Ex: caí, baú, saí, distribuí-los.

Reforma ortográfica: falso hiato. ‘i’ e ‘u’


precedidos de ditongo.

Ex: bocaiuva, feiura.


Expressão partitiva: Homônimos perfeitos (polissemia)

Aquela que ‘parte’ ou separa em grupos distintos. 1. Mesma grafia;


2. Mesmo som;
Ex: a maioria dos alunos não passou na 3. Significados diferentes.
prova. [isto é, uns passaram e outros
não]. Ex: os alpinistas escalaram o morro. Eu
morro de medo de altura.
Concordância: expressões partitivas
aceitam concordâncias múltiplas. Homônimos homófonos

Ex: a maioria dos alunos lê pouco 1. Grafia diferente;


e a maioria dos alunos leem 2. Significado diferente;
pouco. 3. Mesmo som.

No entanto, se o verbo vier antes, Ex: eu conserto carros. O concerto da


será sempre no singular: Lê pouco filarmônica.
a maioria dos alunos.
Homônimos homógrafos

1. Mesma grafia;
Acento diferencial 2. Significado diferente;
3. Som diferente.
Homônimas homófonas: pêlo (de animal) e pelo
(verbo por). Com a reforma pelo de animal Ex: o almoço de domingo é sempre na
perdeu acento. casa da minha mãe. Sábado eu almoço
Para e para (verbo). com você.

Exceção: quando o acento diferencial continuou


PERFEITO HOMÓFONA HOMÓGRAFA
após a reforma:
S S S
FONÉTICA IGUAL IGUAL DIFERENTE
1. Pôr (verbo) e por (preposição).
GRAFIA IGUAL DIFERENTE IGUAL
2. Pôde (passado) e pode (presente). SIGNIFICAD DIFERENT
DIFERENTE DIFERENTE
3. Tem (singular) e têm (plural). [lembrar O E
regra da expressão partitiva]
4. Vem (singular) e vêm (plural do verbo ir).
Parônimas: são palavras que são escritas de
[lembrar regra da expressão partitiva].
forma semelhante e são pronunciadas de forma
semelhante, mas que apresentam significados
diferentes.

Ex: absorver e absolver; Aferir e auferir;


PALAVRAS HOMÔNIMAS Ratificar e Retificar; Delatar e dilatar;
São palavras que são pronunciadas da mesma Discriminar e descriminar.
forma, mas têm significados diferentes. Existem
três tipos de homônimos: homônimos perfeitos,
homófonos e homógrafos.
Pronome resumidor: palavra que resume.
Também é um pronome substantivo. Faz coesão
Segundo parágrafo da redação - 7 a 9 linhas referencial (catáfora) com uma oração inteira, e
não apenas com um só substantivo.
Mesmo no 2º parágrafo, ele deve conter
introdução, desenvolvimento e uma conclusão. Ex: hoje à tarde havia um trânsito terrível.
Isso me fez atrasar.
A introdução deverá complementar a ideia
contida no primeiro parágrafo, buscando
Eu me atrasei por isso: choveu de mais.
algumas dessas características:
1. Causa e consequência;
2. Contraste;
3. Propostas; COESÃO REFERENCIAL
4. Comparação;
5. Argumento de autoridade. A coesão referencial é um mecanismo de coesão
textual que colabora com a textualidade através
Após a introdução, deve-se seguir com o
do uso de elementos coesivos. Ela conecta as
desenvolvimento, de modo que ela não fique
diversas partes de um texto sejam palavras,
vaga. O desenvolvimento deve esclarecer o que
foi dito na introdução. orações e períodos.

A conclusão deve fechar a ideia contida Classificação


inicialmente, por meio de uma consequência,
A coesão referencial pode ocorrer de diversas
contraste ou proposta.
maneiras e os mecanismos mais utilizados são: a
O parágrafo deve ser COMPLETO, com anáfora, a catáfora, a elipse e a reiteração.
introdução, desenvolvimento e uma conclusão.
Anáfora – para trás

PRONOMES A anáfora retoma o referente por meio de um


elemento coesivo que pode ser: artigos,
São palavras que acompanham os substantivos, advérbios, pronomes e numerais. Nesse caso, o
podendo substituí-los (direta ou indiretamente), referente textual já foi mencionado
retomá-los ou se referir a eles (acompanhar o anteriormente no texto.
nome).
"De uma coisa tenho certeza: essa
Pronome adjetivo: aquele que acompanha o narrativa mexerá com uma coisa delicada:
nome. a criação de uma pessoa inteira que na
certa está tão viva quanto eu. Cuidai dela
Ex: meu [pronome] livro [nome]
porque meu poder é só mostrá-la para
Pronome substantivo: aquele que substitui o que vós a reconheçais na rua, andando de
substantivo. leve por causa da esvoaçada magreza."

Ex: Há pouco, vi o aluno Carlos Os termos destacados retomam o referente que


[substantivo], porém ele [pronome] não foi citado anteriormente no texto: "pessoa
me viu. inteira".

O pronome que retoma um substantivo


recebe o nome de anáfora. Também
chamada de coesão referencial.
Catáfora – para frente PREDICAÇÃO VERBAL

A catáfora, diferente da anáfora, antecipa o Verbo: palavra que indica estado, ação ou
referente, ou seja, o referente textual surge após fenômeno. Aquela palavra que você consegue
o elemento coesivo. Geralmente, ela é empregada conjugar.
por meio de pronomes demonstrativos e
indefinidos. O verbo é a essência da oração. Sem ele,
não existe oração.
"Há três coisas que não podem ser
escondidas por muito tempo: o sol, a lua e O verbo dentro da oração vai sempre relacionar-
a verdade". (Buda) se com três termos:

No exemplo acima, o correferente antecede o 1. Sujeito: só existe sujeito se existir um


referente por meio da expressão "três coisas". verbo.

Elipse Conceito: é o ser com o qual o verbo


concorda. Quando o termo concorda com
A elipse é a omissão de um ou mais termos da o verbo, ele será chamado de sujeito.
frase, no entanto, que são facilmente
identificáveis pelo leitor. Ela é bastante utilizada Ex: O uso de algemas não é
para evitar a repetição desnecessária. recomendado neste caso.
"Eu canto porque o instante existe Ex²: Chegaram os alunos novos.
e a minha vida está completa. Ex³: [Nós] Encontramos os alunos
Não sou alegre nem sou triste: novos.
sou poeta." Não vírgula: entre o sujeito e o verbo não
No exemplo acima temos a omissão do pronome se usa vírgula! Nem quando o sujeito está
“Eu” na terceira linha do poema: (Eu) Não sou depois.
alegre nem sou triste. Para encontrar o sujeito é preciso ver se
Reiteração o verbo concorda com ele:

A reiteração corresponde a repetição de Ex.: há ratos no porão. Neste


elementos referenciais no texto. Ela pode ocorrer exemplo, [há] não concorda com
por meio repetição do mesmo item lexical, por ratos, por isso, ratos não é sujeito.
termos sinônimos ou mesmo por nomes genéricos Não se fala ‘Hão ratos no porão’.
(coisa, gente, negócio, etc.) Normalmente o verbo [haver] não
“Cada um é responsável por todos. Cada tem sujeito, por isso não é
um é o único responsável. Cada um é o conjugado. Ex: ‘havia políticos’ e
único responsável por todos.” (Antoine de não ‘haviam políticos’.
Saint-Exupéry). 2. Complementos verbais: pedido pelos
verbos transitivos – aquele verbo que não
possui sentido completo por si só.
a. O professor analisou [o trabalho].
O complemento não requer o uso Tanto o sujeito quanto o objeto direto podem
de preposição. ser trocados por ‘quem’ ou ‘o quê’.
Verbo transitivo DIRETO.
[Analisa alguma coisa].
3. Adjunto adverbial: sua função é dar ao
Complemento: OBJETO DIRETO.
verbo uma ideia ou uma circunstância.
Essa ideia ou circunstância nunca será um
b. O professor precisou [de um bom
complemento.
livro].

[Durante o ano letivo – adjunto adverbial


O complemente requer o uso de
de tempo], houve três reprovações.
uma preposição [de].
Verbo transitivo INDIRETO.
Se o adjunto adverbial estiver
[precisa DE alguma coisa]
antes do verbo, será separado
Complemento: OBJETO
dele com vírgula. “durante o
INDIRETO.
período letivo, houve três
reprovações.”
c. O trabalho foi analisado [pelo
professor].
[Em razão do número de inscritos
SEMPRE existem dois verbos na – adjunto adverbial de causa], a
oração. prova será adiada. Usa-se vírgula,
pois o adjunto está deslocado.
O complemento pratica uma
ação. Todos os alunos, [hoje – adjunto
adverbial de tempo], farão uma
O complemento é chamado de
prova.
AGENTE DA PASSIVA.

Geralmente o verbo está no Existem, [em BH – adjunto


PASSADO. adverbial de lugar], bairros com
IDH europeu.
Ex.: pelos alunos, muita coisa foi
questionada. (usa-se a vírgula
quando o agente da passiva [pelos
Verbo intransitivo
alunos] está deslocado).
Aquele que não necessita de complemento,
objeto direto ou objeto indireto. Tende a ter
NÃO separa verbo do seu complemento. sentido por si só.

Verbos transitivos diretos e indiretos: requerem Podem vir acompanhados de adjuntos adverbiais.
dois complementos. Um [objeto direto] e outro
Ex: o assaltante morreu na rua.
[objeto indireto].

Ex: o governo (sujeito) enviou (verbo) [um


aviso] [aos manifestantes].
Verbo de ligação Variação diatópica: é a variação caracterizada
através das diferenças geográficas, ou seja,
Não indica ação, sempre indica estado. diferenças relacionadas ao espaço físico, como
Ex: Pedro é/está feliz. países, regiões, estados, cidades, zona rural, zona
urbana.
O estado pode ser permanente, transitório, pode
ser modificado, evoluir ou regredir. PRONOMES DE TRATAMENTO
Vossa Abreviação Pessoa
O verbo de ligação, em regra, liga o sujeito a uma Príncipes e
Alteza V.A.
duques
característica que será chamada de predicativo do
Eminência V. Ema. (s) Cardeais
sujeito. Sacerdotes e
Reverendíssima V. Revma. (s)
bispos
Predicativo do sujeito Altas
É o termo do predicado que tem a função de Excelência V. Ex.ª (s) autoridades e
atribuir uma qualidade ao sujeito. oficiais-generais
Reitores de
Magnificência V. Mag.ª (s)
universidades
Essa função é feita por meio de um verbo que Majestade V. M. Reis e rainhas
pode ou não ser de ligação. Nesse caso, a função Majestade
V. M. I. Imperadores
do verbo é informar algo relacionado ao sujeito. Imperial
Santidade V. S. Papa
Tratamento
Senhoria V. S.ª (s)
cerimonioso
Onipotência V. O. Deus
PPRONOMES

Pessoais de tratamento Vossa e sua

Aquele que substitui um nome. Todo pronome de Usa-se ‘vossa’ (segunda pessoa), quando se fala
tratamento possui a palavra ‘vossa’. COM a pessoa.

Você: vossa mercê (variação diacrônica). Usa-se ‘sua’ (terceira pessoa), quando se fala DA
pessoa.

Sincronia e diacronia Concordância dos pronomes de tratamento


A partir de Saussure, linguista genebrino, muito se Os pronomes de tratamento, embora se dirijam à
falou em sincronia e diacronia. 2º pessoa, concordam SEMPRE na 3º pessoa com
Sincrônico significa ao mesmo tempo. o substantivo.

Diacrônicas são ocorrências que Ex: Vossa Santidade CHEGOU com SEUS
acontecem através do tempo. assessores. CERTO.

Sincronia é estudar os fenômenos da língua Vossa Santidade chegaste com vossos


através de um recorte, ou seja, numa assessores. ERRADO.
determinada fase/época e diacronia é o estudo da
língua que engloba as mudanças ocorridas através
do tempo.
Crase nos pronomes de tratamento – NÃO USA Funções sintáticas dos pronomes pessoais do
caso reto:
[a + a]
1. Sujeito: Eu analisei os trabalhos.
O 1º ‘a’ é sempre uma preposição. 2. Predicativo do sujeito: Pedro sou eu.
Quando acompanhados de verbos de
O 2º ‘a’ é sempre o artigo. ligação (sou).
Bizu: trocar o artigo ‘a’ por ‘o’, se virar ‘ao’, o ‘a’
original leva crase.
Concordância
Ex: ele foi à padaria. Ele foi ao
restaurante. Nesse caso, o verbo irá concordar com o
predicativo do sujeito e não com o sujeito.
Ele enviou um presente à professora.
Ex: O palhaço são as alegrias do circo.
Nos pronomes de tratamento, NUNCA haverá o Concorda com o predicativo que está no
uso de crase, pois eles não aceitam o emprego de plural por eufonia.
artigo (exceto os que não usam ‘vossa’).
A cama não são pedras.

Ex: ele enviou um presente a vossa Exceção: Tudo é flores ou tudo são flores.
excelência. “Tudo” (pronome indefinido) aceita as
duas concordâncias.

Mesma regra se aplica aos pronomes


Pronomes de tratamento sem a palavra ‘vossa’
demonstrativos. Ex: isso é as suas
Senhor, senhora e senhorita. explicações.

Esses três pronomes, embora não utilizem ‘vossa’,


são considerados de tratamento. De maneira
A primeira pessoa sempre prevalece sobre as
diversa aos demais, aceitam o uso de artigo, e,
outras na regra de concordância.
portanto, a crase no caso de senhora e senhorita.
Ex: ele não sou eu.
Ex: ele se dirigiu de maneira elegante à
senhora.
Ex²: eles não somos nós.

Pronomes pessoais do caso reto


Verbo haver: sempre invariável junto com seu
Substituem o nome. Pronomes substantivos. verbo auxiliar.

Eu, tu, ele. -> singular. Ex: vai haver aulas hoje. Houve várias
aulas ontem.
Nós, vós, eles. -> plural.
Pronomes pessoais oblíquos Seu seus

Sempre são pronomes substantivos. Ambiguidade ou anfibologia: o agente matou a


vítima com sua arma. Arma de quem?
Átonos: me, te, se, o, lhe, se, nos, vos. São
fracos que até mudam o modo de falar. Crase nos pronomes possessivos: na maioria das
‘Me’ vira ‘mi’. vezes a crase é facultativa.

Tônicos: mim, ti, si, comigo, contigo, Ex: o professor enviou as notas a sua
consigo. SEMPRE acompanhados de
aluna. O professor enviou as notas à sua
preposição. Ex: ele ama a mim.
aluna.

Há pouco, vi o Tenente Luís, porém não o Pois: o artigo antes dos pronomes
cumprimentei. possessivos, no singular, é facultativo.

‘o’: pronome pessoal oblíquo átono anafórico que ‘Sua aluna chegou’ e ‘A sua aluna
faz o papel de objeto direto (função sintática). chegou’.

Lhe: objeto indireto. Requer sempre uma Exceção: ‘as’, plural, requer
preposição. sempre a crase.

Ex: o policial dedicou os trabalhos ao seu Nome de parentesco: não se usa crase.
amigo Luís. O policial dedicou-lhe [quem
Ex: enviou o livro a sua mãe.
dedica, dedica algo a alguém, verbo
transitivo direto e indireto].

Pronomes demonstrativos

Objeto direto preposicionado Mostram ou fazem um apontamento para alguma


coisa dentro do discurso.
Quando o verbo não pede preposição, mas o
objeto direto sim. Este, esse, aquele, mesmo, próprio, tal,
isso, isto, aquilo.
Ela ama a mim.
PESSOA LUGAR TEMPO
Ele sacou da arma. Da 1ª
ESTE 1ª Presente
pessoa
O aluno comeu do bolo.
Entorno
Da 2º
O verbo amar não exige preposição, no entanto, ESSE 2º do
pessoa
presente
‘mim’, sempre pedirá uma preposição mesmo não
Não em
sendo pedida pelo verbo. Da 3º
AQUELE 3º torno do
pessoa
presente.

Pronome possessivo
Pronomes dêiticos: dependem de uma situação
Meu nosso externa.

Teu vosso Este celular [meu]. Esse celular [seu].


Aquele celular [dele].
O comandante desta APM [1 ª pessoa] Pronomes interrogativos – a resposta será um
requer a esse comandante [2ª pessoa] os nome.
formulários daquele [3ª pessoa]
comandante. O que, que, quem, qual, quanto.

Na redação:

Esse deve vir acompanhado de algum substantivo. Advérbios interrogativos – dão circunstâncias.

Ex: a polícia militar está em greve. Essa Quando, como, onde, por que, quão.
corporação não poderia, no entanto.

Este não requer substantivo. REDAÇÃO


Ex: a polícia militar está em greve. Esta Mesma estrutura do 2º parágrafo
não poderia, no entanto.
Terceiro parágrafo: também deve ser completo,
Isso faz anáfora. com introdução, desenvolvimento e conclusão.
Com os elementos de argumentação já vistos.
Ex: comprei um livro. Isso me fez ficar sem
dinheiro.
Para não fugir do tema: retomar o tema do
Isto faz catáfora. primeiro parágrafo. Utilizando argumentos
diferentes, defendendo ou criticando uma ideia.
Ex: não diria isto, a mentira nunca
compensa.
Pronomes indefinidos

Aquele quem não define a pessoa do discurso. São


Aposto – equivale ao termo explicado sempre da 3ª pessoa.

É um termo que se junta a outro de valor Ex: alguém falou bem de você.
substantivo ou pronominal para explicá-lo ou
especificá-lo melhor. Vem separado dos demais ‘alguém’: a palavra é um pronome
termos da oração por vírgula, dois-pontos ou indefinido que exerce a função sintática
travessão. de sujeito determinado.

Ex: Ontem, segunda-feira, passei o dia Não faz coesão referencial, pois não se define de
com dor de cabeça. quem está se referindo.

Vocativo Concordância dos pronomes indefinidos:


concordam com o substantivo utilizado. Ex:
É o termo que serve para chamar, invocar ou
interpelar um ouvinte real ou hipotético. Bastante (muito) aluno meu passou no
CFO.
Ex: Pedro, preste atenção á aula.
Bastantes (muitos) alunos meus passaram
no CFO.
Se ‘bastante’ vier como advérbio de intensidade, 2. Contraste; apresentar aspectos que
será invariável. contraponham a ideia que foi
apresentada nos parágrafos anteriores.
Você deve estudar bastante (muito). 3. Proposta de intervenção; apresentar uma
Eles estudaram bastante (muito). sugestão para resolver o problema. A
proposta não pode ser genérica nem
extremamente utópica.
a. Deve-se usar exemplos possíveis.
Palavra ‘alerta’
Sugestões de início:
Regra: é invariável.
1. Os aspectos da (retomada da tese)
Ex: vocês todos devem ficar alerta.
desafiam...
Exceto: os militares alertas não são 2. Essa situação acarreta...
surpreendidos. 3. É importante que...;
4. Percebe-se que...
5. (Essência da redação) tem
demonstrado/demonstra...
Palavra ‘todo’

Regra: invariável quando modificar o adjetivo.


PRONOMES RELATIVOS
Ex: ela entrou em sala todO (muito)
molhada. É relativo a algum termo antecedente que faz
coesão referencial. Deve retomar um substantivo.
No entanto, a gramática aceita a concordância
por proximidade. 1. Que;
2. Qual;
Ex: ela entrou na sala todA molhada.
3. Quem;
4. Onde; apenas com antecedente ‘lugar’.
5. Cujo; será sempre adjunto adnominal,
Redação pois ele vem sempre antes de um
substantivo.
Conclusão com ideia nova
6. Quanto;
Deve-se começar com uma expressão substantiva 7. Como;
que faça a retomada do tema. Evitando os clichês 8. Quando.
‘portanto’, ‘dessa forma’, ‘diante de tudo que foi
Deve-se trocar o pronome por “o qual” para saber
exposto’ e etc...
se é relativo.
Retoma-se o tema reforçando a argumentação
Não existe pronome relativo que faz coesão
sem fazer um resumo ou repetindo ideias.
referencial a um verbo.
Características da argumentação na conclusão.
Ex: não conheço os alunos que (os quais)
1. Causa e consequência (efeito); ideia passaram.
decorrente daquilo que já foi dito.
SUJEITO Se trocar ‘haver’ por ‘existir’, ficará no
plural. ‘existem ratos no porão’.
Aquele ser com o qual o verbo concorda.
HAVER EXISTIR
Verbo HAVER: quando no sentido de Variação Não Sim
existir, não possui sujeito e sim um objeto Sujeito Não Sim
direto. Obj. Direto Sim Não
Concordância Não Sim
Determinado
Predicação VTD VI
1. Simples: apenas um núcleo (termo
determinado).
Locução verbal com o verbo haver também não
a. Oculto: [Eu] Comprei uma
varia:
gramática. Também chamado de
desinencial ou elíptico. Ex: muitas questões de sintaxe PODE
HAVER na prova.
2. Composto: dois ou mais núcleos: o
comandante e o síndico chegaram à 2. Verbos haver e fazer na indicação de
reunião. TEMPO.

Indeterminado Ex: faz vinte anos. Há vinte anos.

O sujeito existe, mas por algum motivo ele não 3. No geral, verbos que indicam tempo ou
está especificado na frase. FENOMENO DA NATUREZA.

Formas de indeterminar o sujeito: Ex: choveu muito hoje à tarde no bairro


Prado.
1. Verbo na terceira pessoa do plural sem
referente expresso. ADJUNTO COMPLEMENTO
ADNOMINAL NOMINAL
a. Ex: falaram de você lá na reunião
Neutro ou agente Paciente
dos professores. [quem falou?].
Ligado sempre a algo
Abstrato ou concreto
abstrato (amor, ódio)
2. Usar o ‘se’: índice de indeterminação do A greve dos O ódio aos religiosos
sujeito. Vem ligado a verbo intransitivo, professores durou causou guerras.
de ligação ou transitivo indireto. meses.
a. Ex: precisa-se de novo professor
[quem precisa?]. o verbo ficará Sujeito: a greve dos Sujeito: o ódio aos
no singular. professores. religiosos.
Núcleo: a greve. Núcleo: o ódio.
Vendem-se casas.
Adjunto adnominal: Complemento
Oração sem sujeito: oração sem sujeito, só tem dos professores (pois nominal: aos religiosos
predicado. pratica a ação do (pois sofre a ação).
núcleo).
1. Verbo HAVER no sentido de EXISTIR –
sempre singular!

Ex: há ratos no porão. O verbo fica no


singular.
VOZES VERBAIS Período simples: oração absoluta – apenas um
verbo.
A gramática diz que vai haver várias vozes verbais.
Período composto: mínimos dois verbos.
Voz ativa: sujeito que prática a ação,
acompanhando de um VTD e um OD. Eu cheguei ontem e já fui à escola.

1. Ser que pratica a ação: sujeito. Tipos de período composto


2. Predicado: VTD.
3. Ser que sofre a ação: objeto direto. 1. Oração principal;
2. Oração subordinada;
Ex: o professor [sujeito] analisou [VTD] o 3. Oração coordenada.
trabalho [OD].

Período composto por subordinação


Voz passiva analítica: o sujeito agora sofre a ação.
Oração principal + oração subordinada (termo da
Ex: o trabalho [sujeito] foi analisado pelo oração principal).
professor [agente da passiva].
Ex: o professor disse [que não haverá
Agente da passiva: era o sujeito da voz revisão.]
ativa que passa a sofrer a ação que
anteriormente ele praticava. O professor disse: oração principal.

[que não haverá revisão]: oração


subordinada que exerce papel de objeto
Voz passiva sintética: possui a partícula ‘se’. direto.

Ex: analisou-se o trabalho.

Oração subordinada adverbial

Voz neutra: não prática nem sofre ação. É um adjunto adverbial (que possui um verbo) da
oração principal.
Ex: o professor é bom.
Ex: eu estudei [quando anoiteceu.]

[quando anoiteceu]: oração subordinada


Voz reflexiva: o sujeito pratica e sofre a ação. adverbial temporal.
Pronomes reflexivos: me, te, se, nos, vos.

Ex: eu me cortei de propósito. Orações subordinadas adverbiais causais


Recíproca: quando um agente atua em outro Ex: cheguei atrasado [porque choveu.]
agente. Dá e recebe no mínimo entre duas
pessoas. [porque choveu]: oração subordinada
adverbial causal.

Vírgula nas orações subordinadas


PERÍODO COMPOSTO
Será usada quando a oração subordinada estiver O contrário da concessiva. Uma oração está de
deslocada, isto é, quando a frase começar com o acordo com a outra. Não quebra uma expectativa,
conectivo. ela confirma.
Ex: [porque choveu], cheguei atrasado à
Ex: eu passei em primeiro lugar no CFO,
aula. (cheguei atrasado à aula porque
conforme previsto pelo professor.
choveu).

Orações subordinadas adverbiais temporais Orações subordinadas adverbiais comparativas

Quando, logo que, assim que, mal... Compara termos da oração.

Ex: o professor iniciou a aula [quando o Como, tal qual, tanto quanto, mais que...
aluno chegou.].
Ex: eu sou tão inteligente hoje quanto fui
A segunda oração da uma ideia de tempo anos atrás.
à primeira.
Ex²: Ana estuda como Luísa (estuda).

Zeugma: omissão de um termo (estuda)


Orações subordinadas adverbiais condicionais que já tinha aparecido.

Se, caso, desde que, contanto que... Se o termo não tiver aparecido antes, será
chamado de elipse.
Ex: se a prova for adiada, vou estudar
mais. (vou estudar mais se a prova for Eu entrei na sala e [eu] dei aula
adiada). (Zeugma)

A oração subordinada da a ideia de [Eu] Peço silêncio (elipse).


condição para ‘estudar mais’.

Orações subordinadas adverbiais consecutivas


Orações subordinadas adverbiais concessivas
Não usa vírgula
Oração que traz um contraste. Quebra de
expectativa. Também pode dar a ideia de Não confundir com a ideia de causa. As
compensação. consecutivas expressam uma consequência. A
oração principal terá uma ideia de causa,
Embora, ainda que, mesmo que, se bem que, enquanto a subordinada de consequência.
apesar de que, conquanto, posto que...
Não existem duas orações subordinadas no
Ex: embora tenha estudado muito, não mesmo período.
passou. Eu passei embora não tenha
estudado. [contraste] Ex: hoje choveu tanto (causa) / [que o
trânsito parou.] (consequência).
Ex²: paguei caro no curso embora tenha
valido a pena. [compensação] Primeiro tem que chover (causa) para
depois parar o trânsito (consequência).
Orações subordinadas adverbiais conformativas
Orações subordinadas adverbiais proporcionais
Relação de proporção. Ex³: [chegando] a minha casa, estudarei
para a prova.
À proporção que, à medida que, quanto mais,
menos... Reduzida de gerúndio.

Ex: o cadete apresentava licenças médicas


à medida que [à proporção que] o curso
ficava difícil. ORAÇÕES COORDENADAS

Não é termo da oração principal, não possuindo


vínculo sintático com ela.
Orações subordinadas adverbiais finais
São orações independentes.
Dão ideia de finalidade
São ligadas por conectivos – exclusivamente por
Para que, a fim de que... conjunções. Não serão ligadas por pronomes
relativos.
Ex: Pedro estuda para obter um bom
resultado. Conjunções: são chamados de síndetos. A
repetição dessas conjunções é chamada
de polissíndeto.
As orações subordinadas adverbiais podem ser Tipos de orações coordenadas:
ligadas por conjunções ou locuções conjuntivas.
1. Assindética: não possui conjunção.
Conjunções: porque. 2. Sindéticas: possui conjunção.
Locuções conjuntivas: uma que vez a. Aditivas: somam qualquer coisa.
(perífrase conjuncional). Ex: entrei para a polícia e servi no
batalhão Rotam.

Orações subordinadas reduzidas – infinitivo, ‘ado’ b. Adversativas: quebra relação de


e ‘ido’ e gerúndio. quebra de expectativas. Também
ocorre com compensação.
Elas também poderão vir sem conjunção. Nesse
caso, haverá orações reduzidas de infinitivo, de Mas, porém, no entanto, contudo,
gerúndio ou de particípio. todavia, sendo que, só que...

Ex: estudo para [passar]. Após [usar] o Sempre tem vírgula.


sanitário, dê descarga. Ex: João passou entre os dez
Reduzida de infinitivo, pois o primeiros colocados, mas não
verbo está no infinitivo (passar e estudou. Adversativa.
usar). Ex²: fulano é militar, mas é
Ex²: [terminada] a prova, o aluno teve inteligente.
certeza da aprovação.

Reduzida de particípio, ‘ado’ e c. Conclusivas: ideia de


‘ido’. consequência mantendo a
expectativa, ao contrário da Ou, ou... ou, seja ... seja... quer ...
adversativa que a quebra. quer... ora.... ora...

Logo, portanto, por isso, dessa Ex: fique quieto ou saia de aula.
forma, por conseguinte, assim...
Paralelismo: se começou com ‘seja’, na
Ex: há doze milhões de alternância deve ser usar ‘seja’ também.
desempregados no Brasil,
portanto a fome aumentou.

d. Explicativas: explica uma ordem Orações subordinadas substantivas


que foi dada. São termos da outra oração e exercem a função
Que, pois, porque, visto que, já de substantivo.
que, uma vez que, porquanto... Deve-se trocar por “isso”.
Ex: feche a porta, pois está frio. Ex: eu desejo [que vocês sejam aprovados].
Também explica uma conclusão Oração subordinada substantiva objetiva
pragmática. direta.
Ex: a turma está cheia, pois não há Pode ser trocada por ‘isso’: eu desejo
cadeiras vazias. [isso].
Explicativas X Causais

José passou no CFO, pois eu o vi na APM: Orações apositivas


Explicativa.
Aposto: termo que explica e equivale a outro
Explica uma afirmação. A segunda
termo. O termo deve vir acompanhando de um
oração independe da primeira.
verbo para que seja uma oração.
Oração coordenada sindética
explicativa. Ex: preciso apenas de uma coisa: [passar] no CFO.

José se separou da namorada, pois ela o


traiu. Causal.
Diferença para orações objetivas diretas
Dá ideia de uma causa para a
afirmação. A segunda oração causa a
Ana comentou: “não haverá aula”.
primeira. Oração subordinada
Aqui, o termo funciona como objeto
adverbial causal.
direto, pois completa o verbo
“comentar”.
José se separou, deve, pois, cair na gandaia.
Conclusiva.
Ana comentou o seguinte: “não haverá aula”
O ‘pois’ pode ser substituído por
Aqui o termo retoma e explica a palavra
‘portanto’, dando uma ideia de
“seguinte”, funcionando como oração
conclusão. Oração coordenada.
apositiva.
Colocação pronominal
e. Alternativas:
Pode mudar o sentindo da frase. 4. Conjunções das orações subordinadas

Aluno algum veio à aula. Embora o aluno o estudasse, o


livro não foi cobrado.
Algum aluno veio à aula.
5. Conjunções alternativas
Pronomes pessoais átonos oblíquos – Fracos
Me, te, se, o, lhe, nos, vos. Ora se dedica, ora se destaca.

Ênclise: depois do verbo. 6. Orações optativas: expressa um desejo.


Dê-me o livro.
[Desejo que] Deus te ajude.
Próclise: antes do verbo.
Não se faz mais como antes. O ‘desejo que’ está implícito.

Mesóclise: no meio do verbo. 7. Gerúndio: verbos terminados em ‘ndo’


Convidar-lhe-ei para o meu casamento. que indica um processo.

Em se tratando de você, tudo é


VTD: não se usa ‘lhe’. possível.

Próclise - palavras atrativas Ênclise

Aquelas que obrigatoriamente atraem os Ênclise Obrigatória


pronomes pessoais para perto.
1. Início de frase: Dê-me um café.
Baseado na eufonia, o que soa de maneira mais 2. Depois de pausa: Hoje, dão-se, aulas
agradável. ruins.

1. Palavras negativas: não te vi no quartel.


Ênclise facultativa
Exceção: verbo no infinitivo.
1. Com infinitivo
Procuro não me entristecer tanto.
Você veio aqui para me aborrecer.
Procuro não entristecer-me tanto.
Você veio aqui para aborrecer-
2. Advérbios: palavras que indicam me.
circunstância.
2. Sujeito substantivo
Amanhã te vejo.
O aluno tornou-se cadete.
Lentamente te abordei.
O aluno se tornou cadete.
3. Outros pronomes
a. Interrogativos: quem te contou?
b. Indefinidos: alguém te viu no
centro.
c. Relativos: os militares que se Ênclise proibida
tornam coronéis estudam muito.
1. Verbo no particípio: ‘ado’ e ‘ido’. São as palavras utilizadas em seu sentido
conotativo.
Eu havia me dedicado aos
estudos. Conotação: sentido figurado e literário.

2. Verbo no futuro do:


Denotação: sentido real e literal. Dicionário.
a. Indicativo: evento certo.
Função referencial da linguagem – informativa e
Convidarei-te: ERRADO. objetiva.
Boletim de ocorrência, matéria no jornal,
Convidar-te-ei: CERTO. carta ou outros documentos técnicos.

b. Subjuntivo: evento incerto.


Metáfora
Se eu estudar.
Palavra empregada sempre no sentido
c. Imperativo: ordem.
conotativo.
Estude mais.
A Amazônia é o pulmão do mundo.
Futuro do pretérito: também chamado de futuro
Obs.: não usar metáfora na redação.
condicional, requer obrigatoriamente uma
condição. Dentro da metáfora, existem as metonímias,
perífrases, sinestesias e catacrese.
Ex: eu estudaria nesse colégio se tivesse
condições financeiras.

1. Metonímia

Verbo abundante: tem dois particípios. São aquelas substituições com sentido
conotativo.
Ex: o ladrão foi pego. O ladrão havia
pegado. O trabalho foi impresso e Comprei uma Coca-Cola no
imprimido. almoço. Marca pelo produto.

Os aviões semeiam a morte.


Causa pela consequência.

Mesóclise Li Machado de Assis hoje. Autor


pela obra.
Emprega-se a mesóclise quando o verbo estiver
no futuro do presente ou no futuro do pretérito
do indicativo, desde que não se justifique a 2. Perífrase ou antonomásia - subdivisão da
próclise. O pronome fica intercalado ao verbo. metonímia.
Falar-lhe-ei a teu respeito. (Falarei + lhe) Expressão consagrada.
Procurar-me-iam caso precisassem de Cidade Luz – Paris.
ajuda. (Procurariam + me)
Rei do futebol – Pelé.
FIGURAS DE LINGUAGEM
3. Sinestesia Hoje estudei português, ontem [estudei]
direito penal.
Envolve os sentidos. Cruzamento de
sensações, os cinco sentidos. Visão, Obs.: usa-se a vírgula para
audição, tato, paladar e olfato. assinalar a pausa representada
pelo zeugma verbal.
Dirigiu-lhe uma palavra branca
[visão] e fria [tato] como Ivone toca piano, e José, [toca] cravos.
agradecimento.
Obs.: o ‘e’ entre vírgulas está
Pessoa sinestésica: aquela que corretamente utilizado, pois
fala pegando na pessoa. Ou representa a troca de sujeitos.
aquela que prefere áudio para
estudar.
Polissíndeto – repetição do síndetos.

4. Catacrese – metáfora viciada. E, mas, nem, ou, ora, seja, quer...

Envolve esquecimento e aproveitamento. Usa-se a vírgula na repetição.

A palavra embarcar servia só para Ou você estuda, ou terá problema.


embarcações, como esquecimento, Jose chegou, e sentou-se, e perguntou
aproveitou-se para outros veículos, como sobre a matéria.
carro e viatura.
Obs.: a vírgula é usada para realçar o
Perna da cadeira. polissíndeto.
Formigueiro humano.

Cabeça de alho. Silepse – concordância ideológica


Espalhar [como origem, era o ato Todos somos importantes neste país.
de organizar a palha de maneira Silepse de pessoa.
aberta].
O verbo “somos” não está
concordando com o sujeito
FIGURAS DE SINTAXE OU CONSTRUÇÃO “todos”, no entanto, o verbo está
concordando com a ideia nele
Recurso estilístico utilizado para facilitar o implícita, já que o falante se inclui
entendimento e a construção estética dos entre aqueles que são
enunciados. importantes.

Elipse – omissão de qualquer palavra sem que Essa Ouro Preto é linda. Silepse de
prejudique o sentido. gênero.

[Eu] Cheguei cedo hoje. Sujeito oculto. Não confundir silepse com concordância com
expressões partitivas: a maioria dos alunos
Zeugma – omissão de um termo já expresso veio/vieram à aula hoje.
anteriormente. Boa para ser usada na redação.
Comer capim pela raiz. Morreu.

Anáfora – repetição

Repetição da mesma palavra ou expressão no Paradoxo ou oximoro – contrassenso, uma figura


início de várias orações, períodos ou versos. que contraria a lógica ou a razão.

Tudo é silêncio, tudo calma, tudo mudez. Consiste na fusão de conceitos opostos num
mesmo enunciado.

Ferida que dói e não se sente.


Anacoluto – quebra de sintaxe
Um covarde valente.
Altera a sequencia lógica da estrutura da frase por
meio de uma pausa no discurso. Quanto mais vivemos, mais no
aproximamos da morte.
O termo inicial fica solto na frase sem apresentar
uma relação sintática com os outros termos.

Meu vizinho, ele é muito barulhento. Antítese – palavras ou expressões em conflito.

Meu vizinho fica solto sem função Consiste na aproximação de palavras que
na frase. expressam ideias opostas.

‘ele’ roubou a função de sujeito Negro e branco.


de ‘meu vizinho’.
Prós e contras.

Não e sim.
Hipérbato ou inversão
Não haveria luz se não fosse a escuridão.
Troca da ordem direta dos termos da oração.

Por estudar muito, passei no CFO.


Personificação ou prosopopeia ou animação

Atribui a seres irracionais ou a objetos


FIGURAS DE PENSAMENTO inanimados, ações, qualidades e sentimentos
próprios dos seres humanos.
Eufemismo – suavização de termos
Hoje o sol está mais feliz.
Sua redação ainda não está tão boa. No
lugar de: sua redação está péssima. A viatura atendeu à ocorrência. Também
é uma metonímia.
José descansou. Morreu.

Hipérbole – exagero
Ironia – dizer o contrário do que se quer dar a
entender, elogiar no lugar de ofender. Sair do sentido real da palavra por meio de um
exagero.
Fala mais alto, lá da esquina ainda não da
pra te ouvir. Tudo que você fez é errado.
Falei-te isso mil vezes. O rato roeu a roupa do rei de Roma.

Choveu um oceano. Também é uma


metáfora.
Assonância

Consiste na repetição ordenada de mesmos sons


Reticência – interrupção do pensamento. vocálicos com a intenção de provocar um efeito
de estilo.
Não quero dizer mais nada...
Essa desmesura de paixão,
Na redação: usado quando o tema não
couber É loucura do coração,

Gradação ou clímax – pode ser crescente quanto Minha foz do Iguaçu,


decrescente
Polo sul, meu azul,
Tem como principal função propor uma sequencia
de palavras e/ou expressões que intensifiquem Luz do sentimento nu.
uma mesma ideia ou elemento.

“É pau, é pedra, é o fim do caminho”. Paronomásia


O que é aquilo no céu? É um homem? É Consiste na aproximação de palavras de sons
um avião? É o superman. parecidos, mas de significados distintos.
Ela é bonita, simpática, linda! “Conhecer as manhas e as manhãs/ O
sabor das massas e das maçãs”. (Almir
Sater e Renato Teixeira)
Apostrofe

É a interpelação enfática de pessoas ou seres


personificados Onomatopeia

Dizei-me vós, Senhor Deus! Consiste na criação de uma palavra para imitar
sons e ruídos. É uma figura que procura imitar os
Senhor Deus todo poderoso, tu que me ruídos e não apenas sugeri-los.
ordenastes para a batalha.
Chega de blá-blá-blá-blá!

O tic-tac do relógio.

FIGURAS DE SOM OU SONORAS

Aliteração

Consiste na repetição ordenada de mesmos sons


consonantais.

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