Abordagens Clínicas da DRGE em 2024
Abordagens Clínicas da DRGE em 2024
ISSN: 2595-6825
RESUMO
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) pode ser definida como uma condição na qual
o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago desencadeia sintomas incômodos e/ou
complicações (BARREIRO,B.A e et al., 2023). Ademais, a DRGE é uma das afecções
digestivas mais incidentes, cerca de 20% dos adultos nos países ocidentais e aproximadamente
5% dos asiáticos são portadores da doença e a prevalência anual dos sintomas vem aumentando
por volta de 4% (BARREIRO, B.A et al., 2023). Logo, este artigo tem como objetivo analisar
as abordagens clinicas da doenca do refluxo gastroesofágico no âmbito atual. Dessa forma, este
estudo configura-se como uma revisão integrativa realizada por meio do levantamento
bibliográfico nos diretórios: Google Scholare Scientific Eletronic LibraryOn-line (SciELO).
Desta busca, foram selecionados artigos entre os anos 2021 e 2023, posteriormente submetidos
aos critérios de seleção. A doença do refluxo gastroesofágico está associada a uma
probabilidade 5 a 7 vezes maior de desenvolver adenocarcinoma esofágico e 60% dos pacientes
com câncer relatam história de DRGE. O esôfago de Barrett é uma adaptação metaplásica das
células esofágicas em que a mucosa do tipo intestinal substitui a mucosa escamosa normal.
Cerca de 15% dos pacientes com DRGE desenvolvem esôfago de Barret. Contínuo a isso, os
tratamento mais comuns utilizados na pratica clinica são medidas não farmacológicas como
dieta, sono e fitoterapia e farmacológicas como inibidores da bomba de prótons (IBPS),
bloqueadores de H2 e procinéticos. Dessa forma, conclui-se que, embora a supressão ácida seja
bem-sucedida no tratamento da DRGE, não parece haver uma relação clara entre a gravidade
da DRGE e os níveis elevados de ácido gástrico. Ademais, a junção do tratamento
farmacológico com o não farmacológico se mostrou superior a abordagem destes de forma
isolada.
ABSTRACT
Gastroesophageal Reflux Disease (GERD) can be defined as a condition in which the return of
gastric contents to the esophagus triggers uncomfortable symptoms and/or complications
(BARREIRO, B.A and et al., 2023). Furthermore, GERD is one of the most common digestive
disorders, around 20% of adults in Western countries and approximately 5% of Asians have the
disease and the annual prevalence of symptoms has been increasing by around 4%
(BARREIRO, B.A et al ., 2023). Therefore, this article aims to analyze the clinical approaches
to gastroesophageal reflux disease in the current context. Therefore, this study is configured as
an integrative review carried out through a bibliographic survey in the directories: Google
Scholar and Scientific Electronic LibraryOn-line (SciELO). From this search, articles were
selected between the years 2021 and 2023, subsequently submitted to the selection criteria.
Gastroesophageal reflux disease is associated with a 5 to 7 times greater likelihood of
developing esophageal adenocarcinoma and 60% of cancer patients report a history of GERD.
Barrett's esophagus is a metaplastic adaptation of esophageal cells in which intestinal-type
mucosa replaces normal squamous mucosa. About 15% of patients with GERD develop
Barrett's esophagus. Continuing with this, the most common treatments used in clinical practice
are non-pharmacological measures such as diet, sleep and herbal medicine and pharmacological
measures such as proton pump inhibitors (PPIs), H2 blockers and prokinetics. Therefore, it is
concluded that although acid suppression is successful in treating GERD, there does not appear
to be a clear relationship between the severity of GERD and elevated gastric acid levels.
Furthermore, the combination of pharmacological and non-pharmacological treatments proved
to be superior to their approach in isolation.
1 INTRODUÇÃO
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) pode ser definida como uma condição
na qual o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago desencadeia sintomas incômodos e/ou
complicações (BARREIRO,B.A e et al., 2023). Ademais, a DRGE é uma das afecções
digestivas mais incidentes, cerca de 20% dos adultos nos países ocidentais e aproximadamente
5% dos asiáticos são portadores da doença e a prevalência anual dos sintomas vem aumentando
por volta de 4% (BARREIRO, B.A et al., 2023). A doença é causada pelo refluxo do conteúdo
gástrico para o esôfago, laringe, cavidade oral ou pulmão, através do esfincter esofagiano
inferior, que por razão anatômica e/ou funcional não é capaz de obstruir o retorno, desse modo
há um incômodo, além de sintomas associados a cavidade onde há o retorno (BORTOLI et al.,
2023). A fisiopatologia da DRGE compreende um distúrbio do esfincter esofágico inferior
(IEI). Embora fatores fisiológicos e patológicos possam influenciar a DRGE, a causa aceita
mais comum é o relaxamento transitório do EIE, promovendo um breve momento de inibição
do tônus do esfincter independentemente da deglutição, o que é considerado fisiológico, breve
e assintomático (SILVA,A.P da et al 2022). No entanto, na ocorrência de aumento da frequência
desses eventos na fase pós prandial podem se instalar eventos de refluxo ácido nos pacientes
com DRGE, causando incômodos ou complicações. Outros fatores como redução da pressão
do esfincter esofágico inferior, a presença de hérnias hiatais e esvaziamento gástrico retardado
também podem contribuir para o desenvolvimento dessa condição (SILVA,A.P da et al 2022).
Apesar de a etiologia da DRGE não ser totalmente conhecida, sabe-se que inúmeros
mecanismos fisiopatológicos predisponentes causam o refluxo do conteúdo gástrico para o
esôfago, sendo eles: aumento do relaxamento transitório do Esfíncter Esofágico Inferior (EI),
hipotonia do EI, ruptura da junção gastroesofágica decorrente da hérnia hiatal, peristaltismo
inadequado do esôfago, lesão da mucosa esofagiana, baixa produção de saliva, entre outros
fatores que podem desencadear DRGE (BARREIRO, B.A et al., 2023). A DRGE é classificada
em primária e secundária. A primária se caracteriza pelos sintomas aparecerem antes de
complicações, como nos casos de esofagia de refluxo, estenose esofágica, esôfago de Barrett,
apneia, desnutrição, entre outros. Já no caso da secundária é por conta de doenças já existentes
ou alterações no trato digestório. Além de aspectos fisiopatológicos, pode ocorrer por meio de
traumas, nervosismo, ou seja, ser desencadeada por aspectos emocionais (BORTOLI et al.,
2021).
O quadro clínico clássico da DRGE são pirose e regurgitação, podendo ter inúmeros
outros sintomas típicos (dispepsia e náusea) ou atípicos (tosse crônica e rouquidão)
relacionados.E de suma importância não só conhecer a sintomatologia da DRGE como também
os fatores de risco para a doença, como por exemplo: gravidez, obesidade, tabagismo, hábito
de manter-se em decúbito após grandes refeições, entre outros (BARREIRO,B.A et al., 2023).
As principais queixas do incômodo se dão por conta da pirose, regurgitação, tosse, distúrbios
de sono, broncoespasmos, laringite, otite e complicações, de acordo com o local que o conteúdo
tem o retorno (BORTOLI et al., 2021). Embora a maioria dos episódios de refluxo sejam
assintomáticos, em todas as apresentações da DRGE tem-se que o sintoma clássico mais comum
é a azia, sendo caracterizada como sensação de queimação no peito que irradia para a boca, com
ou sem regurgitação do refluxo. Outros sintomas comuns incluem disfagia, sensação de globus,
odinofagia, e, em casos em que o refluxo ácido desencadeia broncoespasmo pode haver,
também, tosse, dispneia, sibilos e exacerbação de asma subjacente (SILVA,A.P da et al., 2022).
Assim, é fundamental correlacionar a sintomatologia do paciente com a sua anamnese,
pois essa é a principal ferramenta para se alcançar o diagnóstico de DRGE (BARREIRO,B.A
et al., 2023). Os fatores de risco para DRGE incluem, principalmente, idade avançada, alto
indice de massa corporal (IMC), tabagismo, ansiedade, depressão e sedentarismo. Hábitos
alimentares também podem contribuir para o refluxo, o que inclui alteração na acidez dos
alimentos, bem como no tamanho e horário das refeições. Por outro lado, alguns fatores como
a utilização de drogas a exemplo do tabaco, bloqueadores de cálcio e antidepressivos tricíclicos
podem exacerbar os sintomas da DRGE (SILVA, A.P da et al.,2022). Existem alguns exames
laboratoriais que confirmam a hipótese desta patologia como a endoscopia, Phmetria,
Cintilografia de Trânsito Esofágico, entre outros. Tal confirmação é necessária para a escolha
terapêutica e o protocolo de tratamento mais apropriado para o paciente (BARREIRO,B.A et
al., 2013). Nesse sentido, o exame diagnóstico mais utilizado é a endoscopia digestiva alta ou
esofagogastroduodenoscopia (EGD), que permite a visualização direta da mucosa esofágica,
identificação das possíveis complicações da DRE como esofagites e estenoses, além do descarte
de outros distúrbios que podem mimetizar essa patologia (SILVA,A.P da et al 2022).
2 MÉTODOS
Este estudo configura-se como uma revisão integrativa realizada por meio
do levantamento bibliográfico nos diretórios: Google Scholare Scientific Eletronic LibraryOn-
line (SciELO). Os descritores utilizados na pesquisa seguiram o DeCs(Descritoresem Saúde) e
o Medical Subject Headings (MeSH), nos idiomas português e inglês, utilizando os seguintes
termos: “Abordagens” (Approaches), “Doença do refluxo gastroesofágico” (Gastroesophageal
Reflux Disease) e “atual” (current).
Desta busca, foram encontrados 120 artigos, posteriormente submetidos aos critérios de
seleção. Os critérios de inclusão foram: artigos publicados entre os anos de 2021 e 2023, todos
nas línguas portuguesa, inglesa e espanhola, que abordavam a temática “Abordagens Clínicas
da Doença do Refluxo Gastroesofágico no âmbito atual”. Os critérios de exclusão foram:
resumos em eventos, artigos que não cumpriam os critérios de inclusão supracitados e artigos
duplicados.
Com isso, a seleção resultou em 8 artigos que foram submetidos à análise seletiva,
exploratória e interpretativa para os dados para este estudo. Os resultados foram apresentados
em um quadro, de forma a identificar as obras e ordenar o conteúdo estudado. No tocante aos
aspectos éticos, este projeto de pesquisa não será submetido ao Comitê de Ética correspondente
à região, conforme os aspectos éticos e legais dispostos na Resolução Nº 466, de 12 de
dezembro de 2012, na qual está dispensado o parecer em casos de pesquisas com dados
secundários em banco de dados público. Portanto, este trabalho não necessita de aprovação em
Comitê de Ética em pesquisa, por utilizar dados públicos e secundários.
3 RESULTADOS
Os resultados dos artigos pesquisados apresentam-se no quadro 1. Dessa forma, a
escolha dos artigos usados para essa revisão integrativa foi realizada por meio da literatura do
título, resumo e dos artigos completos encontrados conforme a metodologia dessa revisão de
literatura. Dessa maneira, de acordo com o mecanismo de busca foram encontrados 120 artigos.
Porém, dentre esses, apenas 8 artigos foram utilizados para a produção do presente estudo, uma
vez que os outros não se encaixavam nos critérios de inclusão e exclusão estabelecidos.
4 DISCUSSÃO
4.1 INTRODUÇÃO
A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) foi definida pelo Consenso Brasileiro da
DRGE como “uma afecção crônica decorrente do fluxo retrógrado de parte do conteúdo
gastroduodenal para o esôfago e/ou órgãos adjacentes a ele, acarretando um espectro variável
de sintomas e/ou sinais esofagianos e/ou extra-esofagianos, associados ou não a lesões
teciduais” (FRAGA, et al., 2012). A DRGE pode ser classificada em doença do refluxo erosiva
(DRE), pelo encontro de erosões ou evidências de suas complicações na mucosa esofagiana, na
presença de sintomas típicos e doença do refluxo não erosiva (DRNE) quando existem os
mesmos sintomas, porém sem as lesões acima referidas, ao exame endoscópico. É importante
ressaltar que cerca de 50%-70% dos pacientes que procuram auxílio médico têm DRNE,
também denominados de pacientes endoscopicamente negativos (FRAGA, et al., 2012).
O refluxo gastroesofágico (RGE) é definido como o retorno passivo do conteúdo
gástrico para o esôfago, independentemente de sua etiologia. Tal fenômeno pode ocorrer em
circunstâncias fisiológicas ou patológicas e em qualquer indivíduo, seja criança ou adulto. O
RGE fisiológico é mais comum nos primeiros meses de vida. Em crianças maiores e adultos
pode ocorrer no período pós-prandial devido ao relaxamento transitório do esfíncter esofágico
inferior (EEI). As regurgitações pós- alimentares surgem entre o nascimento e os quatro meses
de idade, apresentando resolução espontânea, na maioria dos casos, até um a dois anos de idade.
Nesses casos o crescimento da criança é normal, e não há outros sintomas ou complicações
associadas. A frequência de regurgitações diminui após seis meses de idade, coincidindo com
a introdução de dieta sólida e adoção de postura mais ereta pela criança. (NORTON, 2000)
Deve-se suspeitar do RGE patológico quando os vômitos e regurgitações não melhoram
após seis meses de vida, não respondem às medidas posturais e dietéticas, e quando estão
presentes repercussões clínicas como parada do crescimento ou sintomas e sinais sugestivos de
esofagite. O refluxo é denominado oculto quando manifestações respiratórias,
otorrinolaringológicas ou indicativas de esofagite (irritabilidade, choro constante) ocorrem na
ausência de vômitos e regurgitações.(NORTON, 2000) O RGE primário resulta da disfunção
da junção esofa- gogástrica. O RGE secundário associa-se a condições específicas como
4.2 EPIDEMIOLOGIA
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é a doença esofágica mais comum
encontrada na prática médica (MEIRA et al, 2019), sendo responsável por significativos danos
à qualidade de vida do paciente (CHINZON et al, 2020). No Brasil, estima-se que cerca de 12%
da população é afetada pela doença (CORONEL et al, 2018). Apesar disso, estudos mostram
que há uma maior prevalência (cerca de 10 a 20%) da DRGE nos países ocidentais,
principalmente na Europa Ocidental e na América do Norte, enquanto na Ásia a prevalência é
menor (AZZAM, 2018).
No século passado, a DRGE deixou de ser uma doença de raro diagnóstico para uma
das doenças mais frequentemente diagnosticadas em pacientes do mundo ocidental. Aliado a
isso, tornou-se evidente alguns fatores de risco, como tabagismo, obesidade, e uso de anti-
inflamatórios não esteroidais. Há de se considerar que estes fatores de risco, sendo comuns, faz
com que haja um aumento dos casos de DRGE. Entretanto, o aumento da prevalência também
pode ser explicado devido aos avanços dos métodos diagnósticos e do melhor entendimento das
características da doença (ZATERKA et al, 2019).
Quanto à população pediátrica, a DRGE possui uma prevalência entre 7 a 20%, e a
doença ocasiona impactos negativos na qualidade de vida do paciente, aumentando os custos
com assistência médica e os riscos para desenvolver comorbidades, principalmente patologias
respiratórias. Ademais, existem dois tipos de fatores de risco que devem ser considerados para
as crianças: os biológicos (como doenças crônicas, fatores genéticos, infecções por parasitas e
prematuridade) e psicossocial (baixa renda, estimulação física e verbal, agressão física como
punição, pais com distúrbios psiquiátricos e abuso de álcool de drogas pelos familiares)
(SALUSTIANO et al, 2019).
4.3 FISIOPATOLOGIA
A região esofagogástrica apresenta várias estruturas que contribuem para a barreira anti-
refluxo: o esfíncter esofágico inferior (EEI), o ângulo de His, o ligamento freno-esofágico, o
diafragma crural e a roseta gástrica. O EEI é um segmento circular de músculo liso no esôfago
terminal, adaptado para gerar zona de alta pressão, que pode variar de 15 a 40 mmHg. A
maturação do EEI inicia-se nas primeiras semanas de vida intra-uterina e continua durante todo
o primeiro ano de idade. Mede cerca de 2,5 a 3,5 cm de extensão no adulto, com porções supra
e infra diafragmáticas iguais. No recém-nascido, mede de 0,5 a 1,0 cm e está localizado,
predominantemente, no tórax. As características mudam após os três meses de idade, com o
processo de desenvolvimento. (NORTON, 2000). O ligamento frenoesofágico é constituído
pela fáscia subdiafragmática e sua função é impedir que o esfíncter esofágico inferior seja
submetido à pressão intratorácica negativa. O hiato diafragmático é formado por fibras da curva
direita do diafragma, por onde o esôfago penetra no abdome. Durante a inspiração, o hiato
diafragmático se contrai aumentando a pressão intraluminal da junção esofagogástrica,
impedindo o refluxo.(NORTON, 2000).
O ângulo de His é formado pelo esôfago abdominal e o fundo gástrico. Em condições
normais esse ângulo é agudo. Assim o volume do conteúdo gástrico aumenta a pressão no
esôfago abdominal por compressão extrínseca, decorrente de distensão do fundo do estômago.
No recém-nascido, esse ângulo é obtuso. A roseta gástrica, formada pelas pregas concêntricas
da mucosa gástrica, na transição entre o esôfago e o estômago, ajuda na contenção do conteúdo
gástrico, evitando sua passagem para o esôfago.(NORTON, 2000). Em crianças pequenas, por
imaturidade de alguns dos componentes da barreira anti-refluxo, são comuns vômitos e
regurgitações, que tendem a melhorar com a idade. Indivíduos adultos também apresentam
episódios de refluxo no período pós-prandial, sem quaisquer repercussões clínicas. A redução
das regurgitações e dos vômitos é esperada por volta de 4 a 6 meses de idade, com a introdução
de alimentos sólidos e a adoção de postura mais ereta, dada pela evolução do desenvolvimento
neuropsicomotor.(NORTON, 2000).
A doença do refluxo, o refluxo patológico, é multifatorial e envolve a função do esfíncter
esofágico inferior, o peristaltismo esofágico e o esvaziamento gástrico. A pressão do esfíncter
esofágico inferior é considerada importante elemento da barreira anti-refluxo, embora sua
hipotonia seja causa frequente de refluxo. Em estudo envolvendo crianças com refluxo,
evidenciou-se redução do tônus do EEI em 8% dos casos com esofagite.Relaxamentos
transitórios do esfíncter esofágico inferior (RTEEI) são episódios de redução abrupta da pressão
do esfíncter esofágico inferior, de curta duração. São, provavelmente, mediados pela ação dos
peptídeos vasoativos inibitórios (VIP) e/ou do óxido nítrico. Relaxamentos transitórios do EEI
de mais de 35 segundos e independentes de ondas peristálticas normais são observados em 60
a 83% dos episódios de refluxo.
Aumento do volume do estômago, função motora anormal do fundo gástrico e retardo
de seu esvaziamento podem estar envolvidos na etiopatogênese do refluxo. A distensão gástrica
4.6 DIAGNÓSTICO
O diagnóstico de DRGE é suspeitado a partir de anamnese e exame físico criteriosos.
Na criança, as queixas mais comuns são dor abdominal, altamente sugestiva associada às
refeições, regurgitações, vômitos frequentes ou intermitentes, queimação retroesternal,
faringodinia matinal, saciedade precoce e raramente disfagia. Irritabilidade e choro frequente
durante a ingestão de alimentos, bem como ingestão diminuída de alimentos, dificuldade em
ganhar peso, anemia e fraqueza são indicativos de DRGE e merecem investigação mais
detalhada ( ALVARES; TORRE; MEZZACAPPA, 2011). O primeiro passo para o diagnóstico
adequado da DRGE é o conhecimento do conceito atual da afecção e das suas várias formas de
apresentação clínica. Apesar dos sintomas clínicos típicos (pirose e regurgitação) sugerirem a
presença da afecção, vale salientar que outras doenças (como úlcera péptica, gastrites e
eventualmente neoplasias) podem cursar com um deles. Contudo, quando tais queixas co-
existem, a possibilidade do paciente ter DRGE é superior a 90% (ALVARES; TORRE;
MEZZACAPPA, 2011).
O diagnóstico clínico da DRGE é bastante sensível, pois a maioria dos pacientes
apresenta os sintomas clássicos da doença. Todavia, outros sintomas podem ser referidos pelos
refluidores, tais como rouquidão, pigarro, tosse crônica, crises de asma e precordialgias,
classificados como atípicos. Tais sintomas podem se apresentar associados aos anteriores ou
isoladamente ( ALVARES; TORRE; MEZZACAPPA, 2011). É notório salientar que a
investigação da DRGE, no período neonatal, reveste-se de importância significativa, já que esta
entidade pode ocasionar sintomas graves em recém-nascidos (RNs), sobretudo nos prematuros,
tais como crises de apneia, bradicardia, cianose e vômitos. A DRGE também tem sido associada
a complicações tais como pneumonias por aspiração e apneias com aparente risco de vida,
prolongando de maneira significativa a internação destes RNs (ALVARES; TORRE;
MEZZACAPPA, 2011).
O primeiro exame a ser solicitado na suspeita de DRGE é a endoscopia digestiva a
endoscopia digestiva alta (EDA), pela qual avalia-se a mucosa esofágica, a presença de hérnia
hiatal e investiga-se outras afecções do tubo digestivo superior. O avanço tecnológico dos
exames endoscópicos permitiu que o diagnóstico da DRGE fosse além dos doentes com hérnia
hiatal. Apesar deste avanço, muitos doentes não apresentam esofagite erosiva, úlcera ou esôfago
de Barrett (EB). Esses doentes são definidos como “endoscopia negativa” ou portadores de
doença do refluxo não erosiva. Os métodos de avaliação funcional do esôfago esclarecem estes
casos e aumentam o espectro de apresentação desta complexa afecção (ALVARES; TORRE;
MEZZACAPPA, 2011)
4.7 TRATAMENTO
4.7.1 Tratamento não Farmacológico
A mudança do estilo de vida (MEV) é a primeira escolha no tratamento para DRGE,
fato já comprovado em alguns estudos. Segundo Ferreira et al. (2022), cada medida
comportamental adicionada pelos pacientes reduz o uso dos Inibidores da Bomba de Prótons
(IBPs), deixando-os reservados às crises e melhora na resolução de sintomas. Além disso,
aqueles que usam IBP de forma contínua têm melhor desfecho quando associado a alguma
MEV (NASCIMENTO, 2023). As medidas comportamentais que estão mais fortemente ligadas
à melhora das queixas clínicas são elevação da cabeceira da cama, perda de peso em pacientes
obesos, deitar somente duas horas após as refeições e preferir o decúbito lateral esquerdo. Em
todos os pacientes que adotaram essas medidas, foi percebida melhora do quadro, enquanto que
naqueles com pouca ou nenhuma adesão, por mais que usassem IBPs, não
melhoraram (NASCIMENTO, 2023).
4.7.1.1 Dieta
Em se tratando de alimentos que podem agravar as queixas, estariam comumente
relacionados aqueles com alto teor de gorduras, porém não é o que mostram alguns estudos. Foi
evidenciado que não houve relação entre a ingesta e o tempo de exposição do ácido no esôfago,
nem no relaxamento do esfíncter esofágico inferior. Outros trabalhos relacionaram, também, o
consumo de carboidratos, açúcares simples e a alta carga glicêmica geral dos alimentos aos
sintomas típicos da DRGE. Sendo assim, essa influência é melhor interpretada quando se sabe
que este grupo (os carboidratos) corresponde à maior parte das calorias ingeridas, cerca de 40%
a 60% da dieta diária (Gu, et al., 2022).
Observou-se ainda que a mudança na alimentação, isto é, fazer escolhas mais saudáveis
com quantidades menores de carboidratos, optando por aqueles mais complexos, sem alterar
outros componentes como fibras, proteínas e gorduras, refletiu na diminuição do peso corporal
mesmo sem alterar a quantidade de calorias diárias, redução do tempo de exposição ao ácido,
quantidade e duração dos episódios de refluxo, e melhora geral dos sintomas, de até 53% dos
pacientes (Gu, et al., 2022).
A ingestão excessiva de carboidratos simples está associada ao aumento da fermentação
colônica que produz ácidos graxos de cadeia curta e gás, podendo ocasionar distensão gástrica,
aumento da pressão no esfíncter esofágico, relaxamento e refluxo. Essas medidas auxiliam na
redução dos sintomas da DRGE, promovendo melhor qualidade de vida (Gu, et al., 2022). As
alterações acima citadas se estendem à categoria FODMAP (oligossacarídeos, dissacarídeos,
monossacarídeos e polióis fermentáveis). A emissão de gás H2 e CH4 é maior e se estende até
oito horas, principalmente após o almoço, quando o bolo alimentar progride até o cólon, onde
será fermentado. Essa curva de emissão de gases se relacionou com o aumento do número de
relaxamentos do esfíncter, com a piora da gravidade da regurgitação, inchaço, empachamento
e eructação (Plaidum, et al., 2022).
Apesar dos compostos bioativos presentes no café serem relacionados à diminuição no
risco de câncer, diabetes, doenças hepáticas e cardiovasculares, foi observado que também
servem de possíveis indutores para os sintomas da DRGE, como azia e regurgitação. Sendo
assim, ao estudar esse grão, foi percebido que seus elementos cerosos, localizados na parte
cortical, precisam de condições ideais para serem absorvidos, caso contrário podem causar
irritação da mucosa (Polese, et al., 2022). O café “desparafinado” é livre desses componentes
irritativos e rico nos preventivos, o que ameniza os sintomas negativos e mantém seu efeito
benéfico. Por isso que a substituição do café tradicional por essa inovação trouxe vantagens
como redução da intensidade e frequência dos sintomas sejam eles superiores ou inferiores, a
redução do uso de IBPs e melhora da qualidade de vida (Polese, et al., 2022).
4.7.1.2 Sono
Cerca de 80% dos pacientes com DRGE têm sintomas noturnos que pioram ao decúbito
lateral direito, pelo aumento do tempo de exposição ao ácido e pela sua depuração mais lenta.
Associado a isso, há o fato de que os IBPs têm eficácia limitada nos sintomas noturnos, por isso
opta-se pelo decúbito lateral esquerdo ao deitar. Uma maneira de aumentar a eficácia desse
tratamento é o uso de dispositivos eletrônicos, já utilizados em outros agravos, como apneia do
sono e ronco excessivo (Schuitenmaker, et al., 2022). Esse método tem uma boa eficácia,
aumentando consideravelmente o tempo gasto ao dormir em decúbito lateral esquerdo e, com
isso, reduzindo pela metade os sintomas noturnos, aumentando a quantidade de dias sem
refluxo, tornando os sintomas mais leves e gerando maior taxa de sucesso no tratamento da
DRGE (Schuitenmaker, et al., 2022).
4.7.1.3 Fitoterapia
O tratamento não farmacológico da doença do refluxo gastroesofágico não se restringe
somente às medidas de mudança de estilo de vida mas, também, ao uso de medicamentos
naturais, compostos por folhas, raízes e outros compostos encontrados na natureza, que vêm
sendo usados há muito tempo, principalmente na Medicina Tradicional Chinesa (MTC) e com
boa eficácia O uso dos grânulos de Jianpiqinghua associados à meia dose de omeprazol
trouxeram melhores resultados na resolução e melhora dos sintomas, do que o uso isolado do
IBP em dose padrão (Zhang, et al., 2021). Apesar de tais medicamentos serem utilizados há
milênios, suas propriedades vêm sendo estudadas e comprovadas recentemente. Estudos
demonstram segurança quando se fala em efeitos adversos, diminuição da falha terapêutica (alta
no uso de IBP), melhora do trânsito intestinal e aumento da diversidade de bactérias. O oposto
ocorreu com o uso de IBP, que provoca um supercrescimento bacteriano e aumenta o risco de
infecção intestinal. Ademais, essa terapia aumentou a taxa de ácido glutâmico e GABA,
5 CONCLUSÃO
A doença do refluxogastroesofágico e uma patologia que resulta de uma incompetência
do esfíngico esofagiano que cursa com refluxo do conteúdo gástrico. A etiologia e variável,
dentre as principais temos inúmeros mecanismos fisiopatológicos predisponente que causam o
refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, como aumento do relaxamento transitório do
Esfíncter Esofágico Inferior (EI), hipotonia do EI, ruptura da junção gastroesofágica decorrente
da hérnia hiatal, peristaltismo inadequado do esôfago, lesão da mucosa esofagiana, baixa
produção de saliva, entre outros fatores que podem desencadear DRG. Além disso, pode ser
classificada em primária e secundária. A primária se caracteriza pelos sintomas aparecerem
antes de complicações, como esofagia de refluxo, estenose esofágica, esôfago de Barrett,
apneia, desnutrição, entre outros. Enquanto isso, no caso da secundária se trata de doenças já
existentes ou alterações no trato digestório. Além de aspectos fisiopatológicos, pode ocorrer
por meio de traumas, nervosismo, ou seja, ser desencadeada por aspectos emocionais.
Contudo, os estudos mostraram que o diagnóstico e primordialmente clínicos, porém
podem ser solicitado exames para confirmação diagnostica, com isso, o primeiro exame a ser
solicitado na suspeita de DRGE é a endoscopia digestiva a endoscopia digestiva alta (EDA),
pela qual avalia-se a mucosa esofágica, a presença de hérnia hiatal e investiga-se outras afecções
do tubo digestivo superior. Logo, caso não haja diagnostico e tratamento corretos, a DRGE
pode complicar para esofagite de refluxo, estenoses, esôfago de Barrett (lesão metaplásica no
esofago) e adenocarcinoma de esôfago.
Contínuo a isso, os tratamento mais comuns utilizados na pratica clinica são medidas
não farmacológicas como dieta, sono e fitoterapia e farmacológicas como inibidores da bomba
de prótons (IBPS), bloqueadores de H2 e procinéticos. Observou-se, nos estudos, que a
mudança na alimentação, consumindo quantidades menores de carboidratos com normal
consumo fibras, proteínas e gorduras, refletiu na diminuição do peso corporal mesmo sem
alterar a quantidade de calorias diárias, redução do tempo de exposição ao ácido, quantidade e
duração dos episódios de refluxo, e melhora geral dos sintomas, de até 53% dos pacientes. Fora
isso, o sono adequado associado ao uso de IBPs também mostraram eficácia na melhora dos
sintomas dispépticos. Em relação ao uso de fitoterápicos, estudos demonstram segurança
quando se fala em efeitos adversos, diminuição da falha terapêutica (alta no uso de IBP),
melhora do trânsito intestinal e aumento da diversidade de bactérias.
Portando conclui-se, a terapia médica farmacológica inclui antiácidos, antagonistas do
receptor de histamina 2 (H2RAs), IBPs, e procinéticos, esta promove a redução dos sintomas e
a minimização dos danos à mucosa do refluxo ácido. Embora a supressão ácida seja bem-
sucedida no tratamento da DRGE, não parece haver uma relação clara entre a gravidade da
DRGE e os níveis elevados de ácido gástrico. Ademais, a junção do tratamento farmacológico
com o não farmacológico se mostrou superior a abordagem destes de forma isolada.
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