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Políticas Educativas e Currículo: Objetivos

O documento discute políticas educacionais e currículo em Portugal. Abrange tópicos como a evolução da escolaridade obrigatória em Portugal desde 1911, as taxas de alfabetização no país e no mundo, e as reformas do sistema educativo português entre 1986 e 2018.
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Políticas Educativas e Currículo: Objetivos

O documento discute políticas educacionais e currículo em Portugal. Abrange tópicos como a evolução da escolaridade obrigatória em Portugal desde 1911, as taxas de alfabetização no país e no mundo, e as reformas do sistema educativo português entre 1986 e 2018.
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Políticas Educativas e

Currículo
Professor: Luís Grosso Correia
lgrosso@[Link]
[Link]@[Link]
962736171

Objetivos
Analisar o processo da construção política dos sistemas educativos contemporâneos. Compreender a
diversidade de modelos que influem na administração escolar e, em particular, na morfologia
organizacional dos estabelecimentos escolares da rede pública em Portugal. Analisar a diversidade de
orientações no campo da teoria, organização e desenvolvimento do currículo e seus impactos na
prática pedagógica. Problematizar o significado integrado e integrador da avaliação no processo de
desenvolvimento curricular. Identificar os caracteres da profissionalidade docente a partir das suas
implicações pedagógicas, técnicas, éticas, escolares e sociais. Debater o ofício de aluno no quadro da
modernidade líquida.

Constituição da República Portuguesa


Artigo 73º
(Educação, cultura e ciência)
1. Todos têm direito à educação e à cultura.
2. O Estado promove a democratização da educação e as demais condições para que a educação,
realizada através da escola e de outros meios formativos, contribua para a igualdade de
oportunidades, a superação das desigualdades económicas, sociais e culturais, o desenvolvimento da
personalidade e do espírito de tolerância, de compreensão mútua, de solidariedade e de
responsabilidade, para o progresso social e para a participação democrática na vida coletiva.

O sistema educativo é o conjunto de meios pelo qual se concretiza o direito à educação, que se
exprime pela garantia de uma permanente ação formativa orientada para favorecer o
desenvolvimento global da personalidade, o progresso social e a democratização da sociedade.

artigo 1º, n.º 2, da Lei nº 46/86, de 14 de outubro - Lei de Bases do Sistema Educativo
Política
3 definições em Inglês
 Polity- Políticas para a polis, bem comum, comunidade (Estado)
 Politics- Confronto de político-ideológico para controlo da polis (Partidos)
 Policy- Programas de ação política em nome do interesse comum (execução)
 Policies of polity- Programas de ação política para a comunidade, o bem comum

#2 Síncrese

Políticas públicas
Qualquer coisa que o governo escolhe fazer ou não fazer. (Thomas Dye, 1972)
 Faz-se política por ação, mas também por omissão

Um conjunto de decisões interrelacionadas tomadas por um ator político, ou grupo de atores, sobre
a seleção de objetivos e os recursos/meios para a sua consecução, dentro do poder atribuído a esses
atores para o fazer. (William Jenkins, 1978)
 Recursos humanos, materiais, financeiros, …

Um plano de ação propositivo seguido por um ator ou conjunto de atores com vista à resolução de
um problema ou matéria de preocupação. (James Anderson, 1984)
 Falta de professores
 Insucesso escolar (desigualdades sociais, falta de motivação)
 Democratizar a educação
 A avaliação “comeu” o currículo. É uma componente do currículo

Alfabetização da população portuguesa


 País a evoluir em taxas de alfabetização
 Entrada no séc. XX com ¼ da população a saber ler e escrever
 1981- 90% sabiam ler e escrever
 2011- 95% sabiam ler e escrever
 Escolaridade obrigatória em Portugal- 1835 para os homens e 1870 para as mulheres

Alfabetização da população mundial, 1850-2000 (em %)


 Destaca Portugal “portogallo”, centrado fora da Europa, como país único representado
individualmente no gráfico. <Contudo, nota-se uma evolução da alfabetização no gráfico ao
longo dos anos.
 Em 1964 aqueles que não sabiam ler e escrever eram considerados “idiotas” em Portugal.
Havia uma categoria em que os analfabetos eram inseridos.

Taxas de alfabetização da população mundial maior de 15 anos em 2003 e 2017, por países (em %)
 Portugal está nos países mais desenvolvidos a nível de alfabetização

Escolaridade obrigatória em Portugal

 1911 (Decreto de 29 de março) - 3 anos


 1919 (Decreto 5787-A, de 10 de maio) - 5 anos
 1930- (Decreto 18.140, de 22 de abril) - 3 anos
 1956 e 1960 (Decreto-Lei de 28 de maio de 1960) - 4 anos
 1964 (Decreto-Lei 45.810, de 09.07.1964) – 6 anos
 1973 (Lei 5/75, de 25 de junho) – 8 anos
 1986 (Lei 46/86, e 14 de outubro- LBSE) – 9 anos
 2009 (Lei 84/2009, de 27 de agosto, altera LBSE) – 12 anos

A escolaridade obrigatória também evoluiu em Portugal desde 1911 (3 anos). Em 1919, aumenta
para 5 anos, mas em 1930 volta a diminuir para 3 anos, ainda sob o regime de ditadura.
Em 1973 dá se uma reforma que lança as bases do futuro da educação em Portugal.
Em 1986, a escolaridade obrigatória passa a ser 9 anos de idade, de tempo de vida, a contar a partir
do momento em que o aluno entrava na escola (o aluno entra com 6 só pode sair aos 15).
Em 2009 a escolaridade obrigatória passa a ser a obtenção do diploma do secundário ou com os 18
anos de idade.
Organização do subsistema de educação escolar de países europeus e escolaridade obrigatória (2009)

População que atingiu, no mínimo, o ensino secundário, por grupos etários (em 2004)
 Grande parte da população sabe o que é uma escola, bem melhor que o caso português
 A média da escolaridade portuguesa está entre os 9/10 anos

Cronologia (reformas educativas, 1986-2018)


 Linha cronológica que não é nada linear
 Quando curva para a direita é governado por governos de direita e quando curva para a
esquerda é governado por governos de esquerda
 1998- Autonomia das escolas
 2005- Escola a tempo integral
 A partir de 2011 até 2015- Núcleo de reformas educativas integradas. Períodos de cortes
orçamentais. Aumento dos alunos por turma. Diminui-se a carga letiva e aumentam-se os
alunos por turma.
 2017- PASEO (Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória)
 A direita cortou na contratação dos professores e aumentou o número dos alunos por turma,
devido à crise da troika. Do ponto de vista de medidas públicas para a educação há bastantes
diferenças entre as políticas de esquerda e as de direita.
 Em 2005 foi criado o processo de Bolonha, que institui os ECTS, relacionados com a carga
letiva de contacto presencial, na Europa.

Currículo oficial (3º ciclo do ensino básico (7º ano 9º ano de escolaridade))
 Plano de estudos atual e horas semanais desde 1947 até 2018.

Currículo oficial (ensino secundário (10º ano 12º ano de escolaridade))

TALIS 2018
In Portugal, teachers in upper secondary education are, on average, 49 years old, wich is higher than
the average age of teachers across the countries and economies participating in TALIS for upper
secondary education (44 years old).
Diplomados em cursos /ciclos de estudos na área da educação 1996/97 a 2018/19
 Problemática da falta de professores: foi anunciado que os estágios de formação de
professores iam deixar de ser remunerados a partir de 2004 e, a formação de professores
diminuiu de 12000 para menos de 4000 no ano de 2008.

Aula nº3 (21/02/2024 (08h30-10h))

Necessidade de professores longitudinal desde 2021/22 a 2030/31. Estimativa de professores que


faltarão até 2023. É uma realidade nada positiva. Cenários que se desenham com isto? O que é
possível fazer para melhorar a situação?

 “Talis 18” (estudo sobre a condição docente) gráfico “Gender profiles of teachers and school
leaders”:

A percentagem de mulheres em cargos de mulher está alinhada com o resto da Europa.

 “Teachers working conditions, stress and satisfaction”:

A média de percentagem da OCDE de satisfação dos professores é de 42 e em Portugal é apenas de


11 porcento o grau de satisfação. A percentagem de professores que sofreram stress no local de
trabalho no OCDE é 15 e em Portugal é de 30 porcento.

 “Salário dos docentes dos ensinos básicos e secundário – setor público”

Os professores em Portugal protestam porque comparando Portugal com outros países está em
situação de minoria salarial por exemplo, comparando a diferença de salário desde que entra até ao
topo de escalão.

 “Média de idade e tempo de serviço de docentes da educação pré-escolar, básico e secundário do


quadro, por escalão”

A média de entrada no 1 escalão é de 45,4 anos e no 10 escalão a média de idades é de 60,7 anos.
A permanência do escalão deveria durar 4 anos, mas devido aos congelamentos de carreira ficam por
15 anos. O verdadeiro escalão sortudo é o 4º escalão e o 6º, pois após isso acarreta cotas.

 “Profissionalidade docente”

Quando surgiu a pandemia foram os professores que salvaram a situação, não foram os sistemas de
poder. Quem segurou o bom funcionamento do sistema foram os professores.

“os governos deram respostas fracas, e as escolas também. As melhores respostas, em todo o mundo,
foram dadas por professores” – António Nóvoa.

A dimensão ética da profissão pode ter relação com a forma como nos relacionamos com os alunos.
É uma relação que se cultiva diariamente na sala de aula.

Esquema “identidade profissional docente” estudo de Filomena rodrigues e Maria João Mogarro:

Elementos que temos em conta quando se fala de profissionalidade: perceções, significado da


profissão, imagens (que são poderosas do ponto de vista psicológica, como por exemplo, visitas de
estudo, uma aula que correu muito bem), autoconhecimento (onde me posso sentir realizado, quando
me sinto à vontade ao dar a minha própria aula, me sentir bem naquilo que faço).

 Interações: processo de interpretação (como interpreto a profissão e como consigo integrá-la


numa visão mais complexa que é o contexto em que vou trabalhar), reinterpretação e
integração.
 Características individuais: pessoais e psicológicas. São colocadas à prova na avaliação no
estágio por exemplo.
 Contexto de trabalho: relações e experiências atuais e passadas (de quando fui estudante, por
exemplo).

Fatores: Sociológico – valor de prestígio social.

Historial – contexto histórico atual.


As emoções e os valores também são importantes para a identidade de docente. As crenças
educacionais/pedagógicas, o conhecimento, as capacidades e a eficiência também são importantes
para essa identidade docente.

Estatuto da Carreira Docente

Artigo 4º - Direitos profissionais

1. São garantidos ao pessoal docente os direitos estabelecidos para os funcionários e agentes do


estado em geral, bem como os direitos profissionais decorrentes do presente estatuto.

2. São direitos profissionais específicos do pessoal docente:

a) Direito de participação no processo educativo - a participação, quer do ponto de vista


individual, quer do ponto de vista coletivo; dentro das escolas há grupos disciplinares
de diferentes áreas de conhecimento; alguns destes grupos pertencem a departamentos
curriculares; a representação em alguns órgãos do concelho pedagógico e também
através de sindicatos;

b) Direito à formação e informação para o exercício da função educativa - formação


contínua para além da formação inicial e toda a informação que diz respeito à
atividade enquanto profissionais no contexto organizacional na escola ou até mesmo a
nível nacional;

c) Direito ao apoio técnico, material e documental - é importante receber toda a


legislação aplicada, mas dentro de um quadro de liberdade de escolha;

d) Direito à segurança na atividade profissional - a indisciplina acontece dentro da sala


de aula; prevenindo e reduzindo os riscos profissionais sentidos individualmente ou
coletivamente no sentido de melhor o nível de trabalho;

e) Direito à consideração e ao reconhecimento da sua autoridade pelos alunos, suas


famílias e demais membros da comunidade educativa - o que é a autoridade do
professor? Não há um código que se aplique à autoridade do professor? Em que é que
é fundada a autoridade do professor? No domínio da matéria, na gestão da sala de
aula, na importância que se dá ao professor. A ordem não é inocente - primeiramente
os professores, depois as famílias e só depois os outros membros;
f) Direito à colaboração das famílias e da comunidade educativa no processo de
educação dos alunos - muitas vezes até fora da escola os professores são abordados
por encarregados de educação;

g) Direito à negociação coletiva nos termos legalmente estabelecidos.

Autoridade pedagógica

A autoridade pedagógica não pode fundar-se no poder e na força, mas apenas na competência real e
moral comprovada; não deriva de um carisma ou reverência mística, mas do diálogo racional, que
revela a competência há pouco mencionada. Semelhante competência relaciona-se sempre
com jurisdições delimitáveis, portanto, é parcial e não universal. Além disso, deve-se
ao esforço do seu portador, não constitui um dom que acompanha de modo gracioso ou automático
um cargo ou uma função, mas tem a ver com tarefas. Refere-se exclusivamente ao reconhecimento
pelo parceiro; por conseguinte - visto que aquele pode produzir-se legalmente através da
argumentação - necessita de fundamentação pedagógica e - porque, mesmo assim, é possível
recusar tal reconhecimento - corre sempre um risco quanto à sua aceitação. Por fim, a autoridade
pedagógica - como toda a relação pedagógica - elimina-se e supera-se, na medida em que, enquanto
pedagógica, tem como objetivo o sujeito capaz de se decidir por si mesmo. Em última análise, a
autoridade da autoridade baseia-se na gratidão involuntária pela possibilitação da própria
existência capaz de decisão da pessoa, que deriva da ajuda pedagógica.

[Heinz-Jürgen Iofling, Vocabulário Fundamental de Pedagogia. Lisboa: Edições 70, s/d.]

A autoridade reflete as ideias que a sociedade tem sobre autoridade. Desta forma, a autoridade do
professor parece estar praticamente minada. Aqui diz-se que a autoridade é um processo e é sempre
baseada numa relação entre dois sujeitos ou mais. Além disso, a autoridade não tem uma jurisdição
definida, mas a forma como é aplicada em sala de aula depende das características de cada um de
nós. No fundo, a jurisdição é muito relativa - é possível encurtar espaços ou aumentar para os alunos.
A autoridade da autoridade baseia-se na gratidão que os outros nos podem devolver e prestar, é o
conhecimento por parte do outro e nunca uma imposição da nossa parte.

Artigo 8º - Direito à segurança na atividade profissional

1. O direito à segurança na atividade profissional compreende:


a. A prevenção e redução dos riscos profissionais, individuais e coletivos, através da
adoção de programas específicos dirigidos à melhoria do ambiente de trabalho e
promoção das condições de higiene, saúde e segurança do posto de trabalho.

b. A prevenção e tratamento das doenças que venham a ser definidas por portaria
conjunta dos Ministros da Educação e Ciência e da Saúde, como resultando necessária
e diretamente do exercício continuado da função docente.

2. O direito à segurança na atividade profissional compreende ainda a penalização da prática de


ofensa corporal ou outra violência sobre o docente no exercício das suas funções ou por causa
destas.

Artigo 10º - Deveres Gerais

1. O pessoal docente está obrigado ao cumprimento dos deveres estabelecidos para


os funcionários e agentes da administração pública em geral.

2. O pessoa docente, no exercício das funções que lhe estão atribuídas nos termos do presente
estatuto, está ainda obrigado ao cumprimento dos seguintes deveres profissionais:

a. Orientar o exercício das suas funções pelos princípios do rigor, da isenção, da


justiça e da equidade - a partir dos objetos de avaliação;

b. Orientar o exercício das suas funções por critérios de qualidade, procurando o seu
permanente aperfeiçoamento e tendo como objetivo a excelência;

c. Colaborar com todos os intervenientes no processo educativo, favorecendo a criação


de laços de cooperação e o desenvolvimento de relações de respeito e
reconhecimento mútuo, em especial entre docentes, alunos, encarregados de
educação e pessoal não docente;

d. Atualizar e aperfeiçoar os seus conhecimentos, capacidades e competências, numa


perspetiva de aprendizagem ao longo da vida, de desenvolvimento pessoal e
profissional e de aperfeiçoamento do seu desempenho;

e. Participar de forma empenhada nas várias modalidades de formação que frequente,


designadamente nas promovidas pela administração, e usar as competências
adquiridas na sua prática profissional;
f. Zelar pela qualidade e pelo enriquecimento dos recursos didático-pedagógicos
utilizados, numa perspetiva de abertura à inovação;

g. Desenvolver a reflexão sobre a sua prática pedagógica, proceder à auto-avaliação e


participar nas atividades de avaliação da escola;

h. Conheceram respeitar e cumprir as disposições normativas sobre educação,


cooperando com a administração educativa na prossecução dos objetos decorrentes da
política educativa, no interessa dos alunos e da sociedade.

Estatuto da carreira docente

Artigo 10º

Deveres gerais

Destaque  (h) conhecer, respeitar e cumprir as disposições normativas sobre educação, cooperando
com a administração educativa na prossecução dos objetivos decorrentes da política educativa, no
interesse dos alunos e da sociedade. (AE, Currículo dos alunos…)

Deveres para com os alunos (presente no PPT)

a) Respeitar a dignidade pessoal e as diferenças culturais dos alunos;

b) Promover a formação e realização integral dos alunos;

c) Promover o desenvolvimento do rendimento escolar dos alunos e a qualidade das


aprendizagens;

d) Organizar e gerir o processo ensino-aprendizagem;

e) Assegurar o cumprimento integral das atividades letivas;

f) Adequar os instrumentos de avaliação […] e adotar critérios de rigor, isenção e objetividade


na sua correção e classificação;

g) Manter a disciplina e exercer a autoridade pedagógica com rigor, equidade e isenção;

h) Cooperar na promoção do bem-estar dos alunos;

i) Colaborar na prevenção e deteção de situações de risco social;


j) […]

Deveres para com a escola e os outros docentes (presente no PPT)

a) – e)

Professores do ensino primário (século XX)

Curso normal primário (1919)

Admissão para entrada:

-idade mínima de 16 anos e máxima de 25;

-aprovação no exame final.

Curso normal primária (1932)

-Estado Novo

-Componente científica é minorada – decisão político-educativa – caldo pedagógico-curricular da


formação de professores vindo da república foram dissolvidos – escolas de formações de professores
fechadas. – Criação de regente de posto escolar (critérios de admissão diferentes).

Curso normal primário (1978)

-Pós 25 de Abril;

Formação profissional para a docência no ensino secundário-liceal

Modelo 1991/14 – 1930

- Podiam concorrer pessoas com Bacharelato nas áreas das letras e/ou ciências:

-Escola Normal Superior – apenas em Coimbra e Lisboa;

-Várias componentes que teriam de estudar (Pedagogia, história da pedagogia, psicologia infantil…).

Modelo 1930- 1969

- Bacharelato + Cursar o curso de Ciências Pedagógicas (3º secção das Faculdades de Letras).+
Estágio Pedagógico (em Liceu Normal) – em Portugal existiam apenas em Coimbra e Lisboa. Em
1957, no Porto, abre o terceiro Liceu Normal;
-Durante os dois anos de estágio, os professores não eram renumerados e não podiam ter qualquer
outra profissão. Por isso, idade média dos professores rondava os 32/34 anos.

-Professores profissionalizados reduzidos e, ao mesmo tempo, dava-se um grande crescimento no


número de alunos.

Modelo 1969 (tentativa de democratização do processo de admissão)

-Bacharelato ou Licenciatura+ Ciências Pedagógicas + Estágio Pedagógico (apenas 1 ano; sem


Exame de admissão);

-Estágio renumerado -necessidade de atrair indivíduos letrados – em particular os homens;

Modelo de formação tripartida (versão 1930/1974)

-Extremamente sexista ->No entanto, entre 1957 e o final da década de 60, o contrário acontecia, por
1 homem havia 2 mulheres formadas e profissionalizadas.

-Seletivo;

-Funcionalista e aplicativo;

-Centralista;

-logocêntrico e meritocrático;

Modelo de formação integrada – Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (1971)

-Reforma educativa do ensino;

-Decide incluir a formação de professor nos 5 anos do Bacharelato:

--ramo de especialização científica (4º e 5º ano);

--ramo de formação educacional (4º e 5º ano)

-Acontece exclusivamente na FCUL. Porém, quando a Lei de Bases é aprovada, é exigida a


integração da formação educacional nas licenciaturas.

Mestrados em Ensino pós-Bolonha (componentes de formação)

-Decreto-Lei nº43/2007 de 22 de fevereiro;

-Decreto-Lei nº74/2014, de 14 de maio de 2014;


Processo de profissionalização dos professores - modelo de análise (inspirado nos anos 1920)

-período de constituição da identidade docente;

-Carreira regulada por um conjunto de normas e valores e organizada por um corpo de


conhecimentos e de técnicas (4 etapas):

---1ª etapa: exercício a tempo inteiro (ou como ocupação principal) da atividade docente;

---2ª etapa: estabelecimento de um suporte legal para o exercício da atividade docente;

---3ª etapa: criação de instituições específicas para a formação de professores;

---4ª etapa: constituição de associações profissionais de professores

Estatuto social e económico dos professores

Aula 20/03

 Lei de Bases dos Sistemas Educativos e Análise Sistémica

Gráfico 1: cronologia: reformas educativas 1896-2018

Círculos apresentam as alterações feitas ao longo dos anos (1997, 2005, 2009)
Esta lei foi definida pelo legislador em Assembleia da República. Legislador é parte de todo o
processo.

Lei de bases foi aprovada não por unanimidade, houve uma abstenção.

1997- Ensino superior politécnico

2005- Processo de Bolonha

2009- Escolaridade obrigatória (18 anos)

Noções operatórias: não dizer primária

Homeostática  equilíbrio

Sociedade

Pessoa Saber

Válido para pensar em globo no sistema educativo nacional. Como professores temos de nos
questionar e aprofundar conhecimento no ponto de vista pedagógico.

 Gestão do Sistema Educativo

Princípios e valores que devem ser observados através da rede pública, assegurando o respeito pela
democraticidade e de participação.

 Desenvolvimento Curricular

Finalidade educativa; acaba por se revelar pouco tempo para matérias essenciais.

 Avaliação do Sistema Educativo


Deve ter em conta o bem-estar psicológico, sociológico, político-administrativo, cultural, económico
 não está apenas ligado à vertente educativa

 LBSE (Lei de Bases dos Sistemas Educativos)

Finalidades

Sistema: pensa-se em conjunto mas diferencia-se  estas diferenças estão relacionadas com a
segmentação com vários níveis de escolaridade

 Sistema

O que é um sistema? Conjunto de elementos que se relacionam reciprocamente para formar um todo
único.

Componentes: elementos, qualidade dos elementos, relações internas e meio ambiente.


Qualidades comuns:

a) Totalidade (olhar o nosso objeto de análise no seu todo)


b) Interdependência (um sistema pode ter um subsistema no seu interior  necessidade de se
relacionar com o exterior)
c) Hierarquia (formado por subsistemas, partes integrantes do sistema; organização curricular 
planos de estudo; promove maior instância de recursos)
d) Auto-regulação e controlo (todos os sistemas têm de ter mecanismos em função de um bom
funcionamento; adequação às necessidades do sistema educativo)
e) Homeostase ou equilíbrio (tudo tem de ter um bom equilíbrio)
f) Intercâmbio com o meio envolvente (progresso social)
g) Autonomia (o sistema tem de encontrar medidas de respostas aos problemas para visar o bom
funcionamento do mesmo para se adaptar e sobreviver)
h) Auto-organização

Aula 03/04

Aula com professor convidado

 Sistema educativo brasileiro: histórico da redemocratização até à implementação da BNCC

Entre 1964 e 1985 o Brasil passou por uma ditadura civil militar (golpe de estado).

Década de 1980  Período de Redemocratização


Interesse em criar um sistema educativo.

 Processos de reformulação curricular nos estados e municípios.

Críticas relativas à extinção de disciplinas como Religião Moral e Cívica, Organização Social e
Política do Brasil, e Estudos dos Problemas Brasileiros no Ensino Básico  condensadas numa
disciplina só  Estudos Sociais

1988: Promulgação da “Constituição Cidadã”

Elaborada a partir dos interesses de diversos grupos em disputa na elaboração da Carta Magna.

Constituição Cidadã porque defende os direitos políticos das populações que até então eram
impedidas de atuar politicamente  direitos mínimos baseados no liberalismo.

Artigos 215 a 2014 constituem a base da organização educacional do país.

Artigo 210 – fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, assegurando a formação básica
comum e respeito aos valores culturais e artísticos.

LDB  Lei de Diretrizes de Bases da Educação Nacional

Ampliação do direito à educação.

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