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História e Evolução da Hemoterapia

Este documento descreve a história da hemoterapia e conceitos relacionados. A história da hemoterapia moderna iniciou no século XVII com transfusões entre animais e humanos de forma empírica, com diversos insucessos. Karl Landsteiner realizou descobertas importantes como os grupos sanguíneos ABO em 1900 e o sistema Rh em 1939/1940, estabelecendo o processo de segurança transfusional.

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História e Evolução da Hemoterapia

Este documento descreve a história da hemoterapia e conceitos relacionados. A história da hemoterapia moderna iniciou no século XVII com transfusões entre animais e humanos de forma empírica, com diversos insucessos. Karl Landsteiner realizou descobertas importantes como os grupos sanguíneos ABO em 1900 e o sistema Rh em 1939/1940, estabelecendo o processo de segurança transfusional.

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Hematologia e

Banco de Sangue

Prof.: Me. Jhemerson Paes


Atividade avaliativa –
N2
ATIVIDADE AVALIATIVA (PARTE 1 DE 2)

Resumo ilustrado: realizar, de forma MANUSCRITA, um resumo


ilustrado sobre os capítulos abaixo:

Livro: Fundamentos em Hematologia de


Hoffbrand. Disponível na plataforma
digital:
Orientações para a atividade

A atividade deve ser feita, obrigatoriamente, de forma manuscrita


O resumo deve ter NO MÍNIMO 2 PÁGINAS e NO MÁXIMO 3 PÁGINAS;
No resumo deve conter: Nome e matrícula;
IMPORTANTE: Não serão aceitas atividades fora do dia e período
estabelecidos ou de fontes bibliográficas que não sejam os livros;
Não serão considerados materiais retirados da internet.
PARTE II - HEMOTERAPIA

Prof.: Me. Jhemerson Paes


HEMOTERAPIA

Prof.: Me. Jhemerson Paes


História da Hemoterapia

✓ A História da Hemoterapia moderna inicia no


século XVII → transfusões entre animais, entre
animais e humanos e entre humanos de forma
totalmente empírica Diversos insucessos
https://lithub.com/when-lamb-to-human-blood-transfusions-were-all-the-rage/

✓ Karl Landsteiner: descoberta do grupo sanguíneo ABO

Estabeleceu o processo de segurança


transfusional
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História da Hemoterapia
• Transfusão de sangue tem dois períodos: um não científico, e outro
científico, tendo 1901 como divisor das “eras”.

✓ 1665: foi descrita a primeira transfusão de sangue bem-


sucedida. Registrada pelo médico Richard Lower, que
ocorreu na Inglaterra e foi realizada entre cães,
mantendo-os vivos após a transfusão;
✓ 1795: na Filadélfia, o médico americano Philip Syng Richard Lower
Physick realiza a primeira transfusão de sangue humano;
✓ 1818: James Blundell, um obstetra britânico, realiza a Philip Syng Physick
primeira transfusão de sangue bem-sucedida em
humano, uma paciente com hemorragia pós-parto

James Blundell
https://www.erytro.com.br/post/hist%C3%B3ria-da-hemoterapia-no-mundo-e-no-
Prof.: Me. Jhemerson Paes brasil#:~:text=A%20Hist%C3%B3ria%20da%20Hemoterapia%20moderna,descoberta%20do%20grupo%20sangu%C3
%ADneo%20ABO.
História da Hemoterapia

✓ 1818: James Blundell, um obstetra


britânico, realiza a primeira transfusão de
sangue bem-sucedida em humano, uma
paciente com hemorragia pós-parto;

✓ Fez o procedimento utilizando o marido da mulher como doador, extraindo sangue do


braço do homem com uma seringa;
✓ Elaborou vários instrumentos para a realização de transfusões e propôs indicações
racionais de sangue

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História da Hemoterapia

✓ 1873-1880: médicos americanos fazem transfusão de leite (de vacas, cabras e


humanos) malsucedidas;
✓ 1884: infusão de salina substitui o leite como um “substituto sanguíneo” devido ao
aumento da frequência de reações adversas ao leite;

✓ 27 de setembro de 1879: primeiro relato de hemoterapia brasileira, na Faculdade de


Medicina do Rio de Janeiro, de autoria de José Vieira Marcondes, filho legítimo do
Barão e da Baronesa de Taubaté; procedimento foi rejeitado por ser muito polêmico,
entretanto, foi sustentado pela Faculdade de Medicina da Bahia

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História da Hemoterapia
✓ 1901: Karl Landsteiner descobre os três primeiros grupos sanguíneos humanos: A, B e
C. O tipo sanguíneo C foi posteriormente alterado para O;
✓ 1939/40: Karl Landsteiner adiciona sistema de grupos sanguíneos Rh;

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História da Hemoterapia

Necessidade de manter o sangue


disponível fora do doador

Uso posterior e/ou conforme


necessário

Descoberta do anticoagulante
(citrato de sódio de 0,2%)

Possibilitou o processo de
transfusão indireto
Richard Lewinsohn
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História da Hemoterapia

Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/pratica-transfusional

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Relembrando conceitos

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Fluido complexo responsável pelo transporte
Relembrando
conceitos Sangue de substâncias e defesa do organismo.

• PLASMA: compõe cerca de 55% do sangue total;


▪ Composição: água (90%), elementos inorgânicos (sais minerais) e
orgânicos (proteínas, lipídeos, hormônios, fatores de coagulação).

• ELEMENTOS FIGURADOS: compõe cerca de 45% do sangue total;


▪ Composição: eritrócitos/hemácias, leucócitos e plaquetas.

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Jhemerson PaesPaes 15
Relembrando
conceitos Sangue Fluido complexo responsável pelo transporte
de substâncias e defesa do organismo.

Funções: regulação da temperatura do organismo, transporte de O2, células, hormônios e excretas, e


proteção (OMS, 2020).

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Sangue
Hemoterapia

A hemoterapia é a área da medicina que


envolve a obtenção e a administração do
sangue como tratamento para várias
condições de saúde. As atividades deste
segmento envolvem os bancos de sangue,
agências transfusionais, hemocentros e
serviços que trabalham com células
tronco e suas implicações (como
transplante de medula óssea).

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Hemoterapia

Atuações
✓ Anticorpos e antígenos eritrocitários de grupos sanguíneos, plaquetários, e leucocitários;
✓ riscos relacionados à transfusão sanguínea (triagem dos doadores de sangue, até a
qualidade dos processos e procedimentos de conservação do sangue)
✓ Controle de qualidade e segurança transfusional;
✓ perfis epidemiológicos, moleculares e genéticos das doenças transmitidas pelo sangue;
✓ relação com doenças hematológicas ou infecto-contagiosas, etc.;
✓ Desenvolvimento ou implantação de pesquisas no âmbito de protocolos clínicos,
laboratoriais e moleculares de diagnóstico.

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A Hemoterapia moderna se desenvolveu baseada no preceito
racional de transfundir-se somente o componente que o
paciente necessita, baseado em avaliação clínica e/ou
laboratorial, não havendo indicações de sangue total

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Hemoterapia

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eritrócito- relembrando a estrutura

✓ SP: Muito; BM: Muitos; LCR: Alguns

✓ Tamanho 6-8 um, ligeiramente menor que um linfócito


maduro
✓ Não tem núcleo
✓ O citoplasma é de cor rosa-laranja com palidez central
✓ A palidez central tem 1/3 do diâmetro

Os eritrócitos maduros normais são normocíticos (MCV 80-100) e normocrômicos (1/3 de palidez central). Sua
principalProf.:
funçãoMe. é transportar
Jhemerson Paesoxigênio através de suas moléculas de hemoglobina.
eritrócito- relembrando a estrutura

Prof.: Me. Jhemerson Paes 23


Sistema sanguíneo ABO

1900 – Karl Landsteiner (1868-1943) e colaboradores identificaram quatro


tipos sanguíneos: A, B, AB e O.

A diferença entre esses grupos sanguíneos


se deve a dois tipos de proteínas:
Aglutininas

Hemácias Plasma
anti-A e anti-B
Importância (anticorpos)
• Transfusões sanguíneas
• Medicina Legal Aglutinogênios
AeB
• Reconhecimento paternidade (antígeno)
© Pixabay

Prof.: Me. Jhemerson Paes Por Daniela Pedroso (Centro de Mídias de Educação – SP)
Plasma
Sistema sanguíneo ABO

Anti-B Anti-A Anti-A


Anti-B

A
Hemácias

A B
B

© Pixabay

Grupo A Grupo B Grupo AB Grupo O

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Genética do sistema ABO

O gene que determina o tipo sanguíneo possui três alelos (polialelia): IA, IB, i

Dominância: IA > i, IB > i, IA e IB (codominância)

Possibilidades genotípicas

IA IA IA i IB IB IB i IA IB i i

Grupo A Grupo B Grupo AB Grupo O

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Genética do sistema ABO

Tipo sanguíneo AB AB AB AB B A A O O O
dos pais AB B A O B B A B A O

O
Possibilidade
do tipo
A
sanguíneo da
criança B

AB

Prof.: Me. Jhemerson Paes Por Daniela Pedroso (Centro de Mídias de Educação – SP)
Genética do sistema ABO

Sangue A Sangue B Sangue AB Sangue O


Grupo
sanguíneo
Fenótipo

Genótipo I A IA IA i IB IB IB i
IA IB ii
Condicionado Condicionado Codominância
Antígeno pelo alelo IA pelo alelo IB
(aglutinogênio) Ausente

Anti-B Anti-A Anti-A


Anticorpo Anti-B
(aglutinina) Ausente

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Tipagem sanguínea

A Tipagem Sanguínea consiste na determinação dos grupos


sanguíneos ABO, que se caracteriza pela presença ou ausência de
determinados antígenos na membrana eritrocitária.

IMPORTANTE

O grupo sanguíneo ABO é considerado o mais importante.


No entanto, não é o único dos grupos sanguíneos.

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Tipo sanguíneo na população mundo Sistema ABO

1. Tipo mais comum no


mundo

2. 70% dos sul-


americanos possuem
esse tipo sanguíneo

3. Mais comum nos EUA e


Canadá

4. No Brasil temos
predominância do tipo O+
e A+

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Figura criada com BioRender.com
Tipo sanguíneo na população brasileira

✓ O Positivo 36%
✓ O Negativo 9%
✓ A Positivo 34%
✓ A Negativo 8%
✓ B Positivo 8%
✓ B negativo 2%
✓ AB Positivo 2,5%
✓ AB Negativo 0,5%

https://www.hemoam.am.gov.br/?secao=sobre_sangue#:~:text=No%20Brasil%2C%20os%20grupos%20sangu%C3%ADneos,a
Prof.: Me. Jhemerson Paes brangem%2087%25%20de%20nossa%20popula%C3%A7%C3%A3o.&text=O%20grupo%20B%20contribui%20com,ser%20tra
nsfundido%20em%20qualquer%20pessoa.
Tipo sanguíneo- fator RhD

Fator RhD – (Rhesus)

O antígeno D do sistema Rh é o mais importante dentro do grupo dos


antígenos Rh (que contém 50 diferentes antígenos), por ser o mais
imunogênico e responsável pela doença hemolítica do RN e de outras
reações hemolíticas agudas ou retardadas.

A frequência de Rh D (Rh+) é variável. Sendo a maioria das


pessoas Rh+ e uma porcentagem menor é Rh-.

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Tipo sanguíneo- fator RhD

Fator RhD – (Rhesus)

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Figura criada com BioRender.com
Tipo sanguíneo- fator RhD

Fator RhD – (Rhesus)

IMPORTANTE

Para os tipos 1, 2 e 3: recomenda-se que sejam classificados como


RhD+, para fins de doação de sangue.

Em geral, são indivíduos considerados RhD- para fins de transfusão


sanguínea.

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Tipo sanguíneo- fator RhD

Eritroblastose fetal
Antígeno D: Surge
em torno da décima
semana de vida
intrauterina.

Ocorre quando há incompatibilidade do fator RhD entre mãe


e filho. Também chamada de Doença Hemolítica do Recém-
Nascido.

Figura criada com BioRender.com


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Tipo sanguíneo- fator RhD

Eritroblastose fetal

• Na maioria dos casos leva a aborto espontâneo;


• É necessário fazer um pré-natal adequado – todos os
exames solicitados;
• Classificação sanguínea – Sistema ABO e Fator RhD.

Mãe é RhD negativo + Pai RhD positivo


Mãe é RhD negativo

Pesquisa de anticorpos irregulares > Coombs


Indireto

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Tipo sanguíneo TÉCNICA – TIPAGEM SANGUÍNEA

A tipagem sanguínea é um
teste imunológico realizado
pelo método de aglutinação
por látex. Os reagentes
causam aglutinação direta
macroscópica das hemácias
que carregam os antígenos
correspondentes.

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Tipo sanguíneo TÉCNICA – TIPAGEM SANGUÍNEA

Para preparo de solução a


5% de hemácias

1. Identificar os tubos
com A, B, AB e D;

2. Preparo da
solução: 950µL de
salina + 50µL de ST;

6. Leitura dos
3. Pipetar 50µL da
resultados
solução em cada tubo;

4. Adicionar 1 gota de
cada reagente, 5. Centrifugar por 1
respectivos a minuto a 1.000 RPM
identificação
Figura criada com BioRender.com

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Tipo sanguíneo TÉCNICA – TIPAGEM SANGUÍNEA

ANTI-A ANTI-B ANTI-D


A+ Aglutina Não aglutina Aglutina
A- Aglutina Não aglutina Não aglutina
B+ Não aglutina Aglutina Aglutina
B- Não aglutina Aglutina Não aglutina
AB+ Aglutina Aglutina Aglutina
AB- Aglutina Aglutina Não aglutina
O+ Não aglutina Não aglutina Aglutina
O- Não aglutina Não aglutina Não aglutina

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Tipo sanguíneo TÉCNICA – TIPAGEM SANGUÍNEA
1 2

1. A+
2. AB+
3. O+
4. B+ 3 4

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EXERCÍCIO

1. Caracterize o tipo sanguíneo A, B e O;


2. O que é aglutinina e aglutinogênio?
3. Três pacientes foram ao laboratório realizar o teste de tipagem sanguínea direta. No
laboratório, durante o teste, na lâmina do paciente 1, uma das gotas do sangue em
contato com anti-A ocorreu aglutinação e na outra não houve aglutinação com anti-B; na
lâmina do paciente 2, a aglutinação ocorreu com anti-B em uma das gotas do sangue
enquanto que na outra com anti-A não ocorreu; já na lâmina do paciente 3 houve
aglutinação nas duas gotas, uma com anti-A e outra com anti-B. Quais são os tipos
sanguíneos dos pacientes?

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LEGISLAÇÃO DA
HEMOTERAPIA

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Papel do biomédico na hemoterapia: (resolução nº 78 de 29 de abril de 2002)

• Coleta de sangue e execução de testes prévios a transfusão e a doação – verificar a


compatibilidade sanguínea e a presença ou ausência de patologias, sendo estes exames
imuno-hematológicos (tipagem sanguínea, ABO, RhD e pesquisa de anticorpos
antieritrocitários irregulares) e sorológicos (doença de chagas, hepatite B, hepatite C,
HIV/AIDS, HTLV- Vírus linfotrópico da célula T humana I e II - e sífilis);

• Manipular, separar e produzir hemocomponentes e hemoderivados, bem como realizar o


armazenamento destes, podendo também executar atividades relacionadas ao
processamento semi-indrustrial e industrial do sangue, hemoderivados e correlatos.

• Responsável técnico (laboratório), assessoria e direção destas atividades

• BIOMÉDICO NÃO ASSUME RT DA AGÊNCIA TRANSFUSIONAL. SOMENTE O MÉDICO HEMATOLOGISTA OU


PROFISSIONAL HABILITADO

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Redefine o regulamento técnico de procedimentos hemoterápicos =
capacitação, proteção ao doador e receptor, processamento, estocagem,
distribuição e transfusão, hemocomponentes e hemoderivados,
originados do sangue venoso e arterial, para diagnóstico, prevenção e
tratamento de doenças
Segue os princípios do SUS: universalidade, integralidade, equidade.
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Capítulo 1: do sangue e dos
hemocomponentes

Seção 1: dos princípios gerais


✓ Transfusão de sangue e seus
componentes deve ser utilizada
criteriosamente na medicina, uma vez
que toda transfusão traz em si um
risco ao receptor, seja imediato ou
tardio, devendo ser indicada de forma
criteriosa;

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Capítulo 1: do sangue e dos
hemocomponentes

Seção 2 e 3: da doação de sangue e coleta


✓ A doação de sangue deve ser voluntária,
anônima e altruísta, não devendo o doador, de
forma direta ou indireta, receber qualquer
remuneração ou benefício em virtude da sua
realização;
✓ Informações concedidas são mantidas em sigilo;
✓ Resultados dos testes de triagem laboratorial
somente poderão ser entregues ao próprio
doador ou, mediante apresentação de
procuração

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Capítulo 1: do sangue e dos
hemocomponentes
Seção 2 e 3: da doação de
sangue e coleta
Espontânea/voluntária: por pessoas motivadas a
manter o estoque.

Reposição: feita por pessoas motivadas pela família ou


Tipos de amigos dos pacientes, para repor o estoque;

doação
Convocação: feita por doadores já cadastrados que
receberam um chamado da unidade de hemoterapia.
candidato à doação de
sangue deve assinar Autóloga: pelo paciente para seu próprio uso. Requer
termo de consentimento
livre e esclarecido solicitação médica e protocolo específico
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Critérios para doação de sangue
✓ Frequência máxima de doações: 4 doações anuais para o homem e de 3 doações
anuais para a mulher;
✓ Intervalo mínimo entre doações: 2 meses para os homens e de 3 meses para as
mulheres.
✓ Idade: 16 anos completos e 69 anos, 1 meses e 29 dias;
✓ Candidatos com menos de 16 anos: autorização de
consentimento dos pais;
✓ Peso: mínimo de 50 kg;
✓ Pulsação: apresentar características normais, ser regular e sua
frequência não deve ser menor que 50 nem maior que 100
batimentos por minuto;
✓ Pressão: Pressão sistólica não deve ser maior que 180 mmHg e
a diastólica não deve ser maior que 100 mmHg;
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Critérios para doação de sangue

Hematócrito (Ht) e hemoglobina (Hb) não podem ter valores menores que:
• I - Mulheres: Hb =12,5g/dL ou Ht =38%;
• II - Homens: Hb =13,0g/dL ou Ht =39%.
✓ História médica e os antecedentes patológicos do doador relacionado a doenças;
✓ História terapêutica recente, em relação ao uso de medicamentos pelo candidato;
✓ Gestação: motivo de inaptidão temporária para doação de sangue até 12 semanas após o
parto ou abortamento;

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Critérios para doação de sangue

• Volume de sangue total coletado: máximo, de 8 mL/kg de peso para as mulheres e de 9


mL/kg de peso para os homens;
• Volume admitido por doação: 450 mL ± 45 mL, aos quais podem ser acrescidos até 30
mL para a realização dos exames laboratoriais exigidos pelas leis e normas técnicas.
• Bolsas utilizadas na coleta de sangue conterão anticoagulantes.

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Critérios para doação de sangue

Quanto ao histórico de enfermidades virais, é


considerado definitivamente inapto para a doação de
sangue o indivíduo que:

• Antecedente de hepatite viral após os 11 anos de


idade, exceto para caso de comprovação de infecção
aguda de hepatite A (IgM reagente) à época do
diagnóstico clínico, hipótese em que o doador poderá
ser considerado apto após avaliação do resultado pelo
médico do serviço de hemoterapia;
• Antecedente clínico, laboratorial ou história atual de
infecção pelos agentes HBV, HCV, HIV ou HTLV

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Critérios para doação de sangue

Hipóteses de inaptidão para doação:

• Malária (caso o doador tenha adquirido a patologia 12 meses antes da doação, se


viajou para áreas endêmicas a menos de 30 dias antes da doação ou suspeita de
malária nos últimos 30 dias);
• Doença de Chagas; o Encefalopatia Espongiforme Humana ou Doença de Creutzfeldt-
Jakob (DCJ) e suas variantes;
• Comportamento sexual de risco;
• Troca de parceiro sexual em menos de 1 ano;
• Infecção por Plasmodium malariae (Febre Quartã).

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Critérios para doação de sangue

Registro dos doadores - deve possuir:

nome completo do candidato; sexo; data de nascimento;


número e órgão expedidor do documento de identificação;
nacionalidade e naturalidade; filiação; ocupação habitual;
endereço e telefone para contato; número do registro do
candidato no serviço de hemoterapia ou no programa de
doação de sangue; e registro da data de
comparecimento. Para ser registrado, o doador deve
possuir documento oficial com foto (exceto carteira de
estudante, de clubes ou similares) e ter endereço fixo.

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Seção 4: Preparação de Componentes
Sanguíneos

HEMOCOMPONENTES: produtos da coleta do


sangue, após serem submetidos a processos físicos
para extração de um componente, são eles:
• Plasma rico em plaquetas (PRP);
• Concentrado de hemácias (CH);
• Concentrado de plaquetas (CP);
• Plasma fresco congelado (PFC);
• Plasma de 24 horas (P24); e
• Crioprecipitados (CRIO).

HEMODERIVADOS: produtos obtidos do


fracionamento do plasma, através de processos
físicos e químicos, são eles:
• Albumina;
• Globulinas;
• Concentrado de fatores de coagulação.

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Seção 4: Preparação de Componentes
Sanguíneos
Hemocomponentes eritrocitários

Concentrado de hemácias rico em leucócitos (CH): eritrócitos que permanecem na bolsa depois de
centrifugada e o plasma extraído para uma bolsa-satélite. Apresenta um volume entre 250 e 350 mL,
contendo ainda uma pequena quantidade plasma, leucócito e plaquetas. Deve ser armazenado entre
2ºC e 6ºC. Ele é usado para tratar ou prevenir iminente e inadequada liberação de O2 aos tecidos
(anemia); usado também em casos de perda volêmica de 25 a 30%
Concentrado de hemácias pobre em leucócitos
(CHPL): indicado para paciente politransfundidos, com
distúrbios hematológicos (leucemias/linfomas),
pediátricos e que já apresentaram reação transfusional a
CH.

Concentrado de hemácias filtrado (CHF): pode ser


utilizado na falta de CHPL

Concentrado de hemácias desleucocitado (CHD):


retira-se 99% dos leucócitos

Concentrado de hemácias lavadas (CHL): diminuição no número de leucócitos (leucorredução) e também as


proteínas plasmáticas.
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Seção 4: Preparação de Componentes
Sanguíneos
Hemocomponentes plaquetário

Hemocomponentes plaquetários: obtidos a partir da centrifugação do


plasma e devem ser estocados a temperatura ambiente (22ºC), sob agitação
constante para impedir a agregação plaquetária. É obtido um volume de 50 a
60 mL.

Validade: 5 dias após a doação.


Indicação: É utilizado para pacientes com sangramentos com contagens de
plaquetas inferiores a 50.000 / mm3 ou portadores de disfunção plaquetária.
Indicado também em plaquetopenia devido a falência medular, anemia
Fancon, dengue hemorrágica e pacientes oncológicos. É indicado quando o
número de plaquetas está abaixo de 10.000/μl (mulheres) e 20.000/μl
(homens).
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Seção 4: Preparação de Componentes
Sanguíneos
Hemocomponentes plaquetário

Plasma fresco congelado: é obtido a partir da centrifugação do sangue


total e congelado em um período de 8 horas, após a coleta. Ele pode ser
armazenado no período de até um ano em temperaturas iguais ou
inferiores a -18ºC.
• O volume de uma unidade de plasma congelado fresco é de 200-250 ml;
• Pode ser usado na terapia de substituição de fatores de coagulação em
quantidade deficientes no paciente;
• O congelamento é uma alternativa para preservar os fatores de coagulação,
fibrina, proteínas e sais minerais;
• Importante: durante a transfusão, deve-se respeitar as regras de compatibilidade
do sistema ABO;
• Usado na terapêutica de substituição de fatores de coagulação em quantidade
deficiente do paciente, hepatopatias, deficiência de fatores de coagulação
congênita ou adquirida e sangramento intenso com coagulopatias

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Seção 4: Preparação de Componentes
Sanguíneos
Hemocomponentes plaquetário

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Seção 4: Preparação de Componentes
Sanguíneos
Hemoderivados

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