UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
ESCOLA DE QUÍMICA
MICROBIOLOGIA EXPERIMENTAL I
Prof.: Rodrigo Pires do Nascimento
MÓDULO 1
ESTUDO DE BIOPROSPECÇÃO
Alunos:
Débora Estephane Oliveira Reis
Fernanda da Silva Nery
Mariana Veríssimo Passos
Robson Correa Gonçalves
Rio de Janeiro
2023/2
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
ESCOLA DE QUÍMICA
MICROBIOLOGIA EXPERIMENTAL I
Prof.: Rodrigo Pires do Nascimento
MÓDULO 2
PRODUÇÃO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS
Alunos:
Débora Estephane Oliveira Reis
Fernanda da Silva Nery
Mariana Veríssimo Passos
Rio de Janeiro
2023/2
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
ESCOLA DE QUÍMICA
MICROBIOLOGIA EXPERIMENTAL I
Prof.: Rodrigo Pires do Nascimento
MÓDULO 3
PRODUÇÃO DE DERIVADOS DO LEITE
Alunos:
Débora Estephane Oliveira Reis
Fernanda da Silva Nery
Mariana Veríssimo Passos
Rio de Janeiro
2023/2
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
ESCOLA DE QUÍMICA
MICROBIOLOGIA EXPERIMENTAL I
Prof.: Rodrigo Pires do Nascimento
MÓDULO 4
ESTUDO DE BIORREMEDIAÇÃO
Alunos:
Débora Estephane Oliveira Reis
Fernanda da Silva Nery
Mariana Veríssimo Passos
Rio de Janeiro
2023/2
RIO DE JANEIRO, 10 DE JUNHO DE 2022
2022.1 / Escola de Química
1. INTRODUÇÃO / OBJETIVOS
Neste relatório constarão observações acerca de cinco experimentos que foram
realizados de maneira subsequente, com o objetivo de separar, purificar e identificar os
compostos da amostra disponibilizada.
O primeiro experimento foi um teste de solubilidade, realizado com o intuito de
identificar qual seria o melhor solvente para dar continuidade à técnica seguinte.
Partindo deste teste, foi aplicada uma técnica de extração, usada para separar os
componentes da amostra, a qual continha ácido benzoico, m-nitro-anilina e naftaleno,
em diferentes proporções, mas que totalizavam uma massa de aproximadamente 3
gramas. Após a separação, foi realizada uma técnica de purificação apenas no ácido
benzoico, e sobre ele foram realizadas duas técnicas de identificação, a de ponto de
fusão, comumente usada para antever as possíveis identidades da amostra, e a de
cromatografia em camada delgada (CCD), a qual confirma essa identidade, partindo da
comparação com o componente puro.
2. PARTE EXPERIMENTAL
2.1. LISTAGEM DE MATERIAIS
A) Solubilidade de sólidos orgânicos
A.1) Solventes: água destilada, etanol, acetona, hexano, diclorometano, solução
de ácido clorídrico (10%), solução de hidróxido de sódio (10%) e solução de
bicarbonato de sódio (10%)
A.2) Vidrarias: tubos de ensaio, pipeta de Pasteur, béquer de 250 ml e placa de
aquecimento
B) Extração
B.1) Solventes: diclorometano, solução de ácido clorídrico (10%) e solução de
hidróxido de sódio (10%)
B.2) Vidrarias: erlenmeyers de 125 ml, béqueres de 100 ml, funil de sólidos,
funil de separação, proveta de 50 ml, bastão de vidro, vidro de relógio grande,
papel de filtro e funil de cerâmica
C) Cristalização
C.1) Solventes: água destilada
C.2) Vidrarias: erlenmeyers de 125 ml, placa de aquecimento, béquer de 100 ml,
funil de sólidos, papel de filtro pregueado, suporte universal, anel de ferro, mufa
e vidro de relógio grande
D) Ponto de fusão
D.1) Vidrarias: termômetro, capilares para ponto de fusão, elástico, béquer de
100 ml, agitador, placa de aquecimento, suporte universal, garras e mufas
E) Cromatografia em camada delgada (CCD)
E.1) Solventes: hexano, etanol e diclorometano
E.2) Vidrarias: capilar para cromatografia, béquer de 100 ml, vidro de relógio
grande, papel filtro, microtubos, placa de CCD
2.2. PROCEDIMENTO
A) Teste de solubilidade em sólidos orgânicos
Inicialmente foram recebidos 4 sólidos desconhecidos, determinados como
A, B, C e D, e posteriormente, foram separados 4 tubos de ensaio para testá-los
com cada um dos solventes.
Antes do início dos testes, um béquer de 250 ml contendo água foi colocado
sobre a placa de aquecimento para que pudessem ser realizados os banhos-maria.
O primeiro teste foi realizado usando-se água destilada como solvente. Cada
tubo foi nomeado de A a D, e um pouco de cada substância foi adicionada a eles
com o auxílio de uma espátula (este passo irá se repetir em cada um dos testes
subsequentes). Para dissolução dos sólidos, foram adicionadas 40 gotas de água
destilada utilizando-se a pipeta de Pasteur, e em seguida, cada tubo foi agitado,
mas todos os sólidos não solubilizaram completamente, logo, foram levados ao
aquecimento em banho-maria. O segundo teste foi realizado com etanol,
adicionando-se 20 gotas do solvente em cada um dos tubos. Neste teste não foi
necessário o aquecimento em banho-maria, pois todos os sólidos solubilizaram.
Para o teste com acetona, também foram adicionadas 20 gotas do solvente e
todas as amostras foram solubilizadas, não havendo a necessidade de realizar o
banho-maria. Para o teste em hexano, foram adicionadas 20 gotas do solvente,
mas neste caso foi inevitável o aquecimento para as substâncias B, C e D, as
quais não solubilizaram em temperatura ambiente. Para o teste em
diclorometano, também foram adicionadas 20 gotas de solvente, e como no teste
com etanol, todas as amostras foram solúveis a frio. Para cada uma das soluções
orgânicas, foram adicionadas 20 gotas do solvente em cada tubo, e apesar de
algumas amostras não terem sido solubilizadas, estas soluções orgânicas não
podem ser aquecidas.
Imagem 1: Teste de solubilidade em etanol
B) Extração
Para dar início a este experimento, foi montada a aparelhagem necessária,
que teve como base, um anel preso a uma mufa, firmemente fixada ao suporte
universal, para que o funil de separação ficasse estável quando apoiado nele.
Depois, foram separados 3 erlenmeyers, e cada um foi identificado com o tipo
de fase que seria coletada neles, podendo ser elas: orgânica, aquosa ácida ou
aquosa básica. A amostra sólida recebida foi transferida para um béquer com o
auxílio de um funil de sólidos, e também nele, foram adicionados 30 ml do
solvente, o diclorometano, medido com o auxílio de uma proveta de 50 ml. Após
ser agitada com um bastão de vidro, a solução formada teve tonalidade amarela.
Esta solução foi transferida para um funil de separação e a ela foram
acrescentados 15 ml de solução de NaOH, a 10%, para extração da parte ácida
da solução. Neste momento, foi encaixado embaixo do funil, o erlenmeyer
identificado para conter a solução orgânica, e foi colocada a tampa no funil, o
qual foi agitado numerosas vezes, sendo necessário que sua torneira fosse aberta
em certos intervalos, até que a pressão gerada tivesse sido aliviada totalmente.
No fim da agitação, quando o funil foi retornado ao suporte, havia uma
separação nítida entre as fases orgânica, a inferior, devido ao cloro, e aquosa
básica, a superior. Para retirá-las separadamente do funil, a tampa foi removida,
e a fase orgânica foi retirada pela torneira da parte inferior, e a aquosa pela
abertura superior, sendo transferida para o béquer determinado para ela. Todo
este processo foi repetido de forma igual, para adição de mais 15 ml de solução
de NAOH, a 10%, para então concluir-se que quase todo o ácido foi retirado da
solução inicial da amostra.
A fase orgânica que estava no béquer foi devolvida ao funil de separação, e
nele foram adicionados 15 ml de solução de HCl, a 10%, e foi repetido o
processo de agitação descrito acima, assim como a maneira de retirar as soluções
do funil. A fase orgânica foi retirada pela parte inferior da vidraria para o béquer
de solução orgânica, e a fase aquosa básica, pela abertura superior para o béquer
determinado para esta fase. Este processo também foi repetido com a adição de
mais 15 ml de solução de HCl, a 10%, para garantir que quase toda a base foi
retirada da solução inicial.
Nesta fase da extração, a fração neutra da amostra é a única que deve estar
contida na solução orgânica. Sendo assim, para a extração do naftaleno, foi
necessária a adição de sulfato de sódio, e posteriormente, a realização de uma
filtração simples, para sua retirada, para então iniciar o processo de secagem que
permitiu a obtenção do sólido neutro, de cor amarelo claro.
As soluções aquosas dos erlenmeyers contêm sais solúveis em água
provenientes das reações dos sólidos com diclorometano. Para converter o sal da
solução ácida em ácido benzoico novamente, foi necessária a adição de uma
pequena quantidade de HCl concentrado, e pôde-se observar a precipitação do
ácido com coloração branca. Já para converter o sal da solução básica, o
solvente usado foi o NaOH concentrado, e o precipitado da m-nitro-anilina tinha
coloração amarela. Após a precipitação do ácido e da base, foi montada a
aparelhagem para realizar a filtragem a vácuo, um papel de filtro foi colocado no
funil de cerâmica e umedecido com água destilada, e em seguida, foi vertida a
solução que continha o ácido, o qual ficou no papel filtro e foi retirado para
secagem. O mesmo processo foi repetido para a solução com a base. Desta
forma, todos os sólidos foram separados e preparados para a etapa de
purificação.
Imagem 2: Extração da base em solução aquosa de HCl
C) Cristalização
Primeiramente, a placa de aquecimento foi ligada para iniciar o processo de
ebulição da água em um erlenmeyer, e em paralelo, foi montada a aparelhagem
para realização de uma filtração simples, com funil de sólidos, papel de filtro
pregueado e um béquer de 100 ml. Depois, em outro erlenmeyer, foi adicionado
o ácido benzoico proveniente do experimento anterior, o qual continha possíveis
impurezas. A ele foi vertida um pouco da água que estava sobre a placa, até que
o sólido foi completamente dissolvido. Após sua dissolução, esta vidraria
também foi colocada sobre a placa de aquecimento até sua ebulição. Neste
momento, o papel de filtro foi molhado com água quente, e o ácido foi vertido
algumas vezes para que a filtragem fosse realizada em partes, para que o mínimo
de ácido ficasse contido com as impurezas no papel filtro ou aderido ao funil.
A solução que foi para o béquer foi resfriada lentamente, e depois reaquecida
para solubilização do ácido. Quando voltou a ferver, o béquer foi retirado da
placa de aquecimento e coberto com um vidro de relógio, para que resfriasse em
temperatura ambiente e precipitasse todo o ácido na forma de cristais.
Imagem 3: Cristais de ácido benzoico após a realização da cristalização
D) Ponto de fusão
A aparelhagem usada foi constituída por uma placa de aquecimento colocada
ao lado de um suporte universal, o qual sustentou com uma garra, um béquer
contendo óleo com um agitador no fundo sobre a placa, e mais acima, outra
garra, que prendeu um termômetro com um capilar contendo uma amostra,
amarrados por um elástico. Para colocar a amostra no capilar foi preciso
pressioná-lo sobre a amostra, e para que ela ficasse no fundo do capilar, ele foi
lançado, com o fundo fechado para baixo, de um elevador.
Após a montagem da aparelhagem, a altura do termômetro foi regulada de
forma que todo o seu bulbo ficasse dentro do óleo, juntamente com o fundo do
capilar, mas com o elástico fora do óleo. Neste momento, a placa foi ligada e a
temperatura do termômetro subiu até que houve fusão da amostra. Os valores de
temperatura que marcaram o início e o final da fusão foram anotados, e eles
determinaram a faixa de temperatura de fusão da amostra. Este processo foi
realizado com o ácido benzoico puro, com a amostra impura e com a amostra
recristalizada, para que uma comparação pudesse ser feita.
Imagem 4: Identificação do ácido benzoico utilizando-se a técnica de ponto de fusão
E) Cromatografia em camada delgada (CCD)
Foram testados 3 eluentes, o hexano, o etanol e o diclorometano, e o mais
forte foi escolhido para realizar o experimento, o qual tem início com a
montagem de uma cuba cromatográfica. Para isso, foi necessário o uso de um
béquer de 100 ml com eluente suficiente para não cobrir a primeira linha da
placa, e um pedaço de papel filtro pouco menor que a placa de CCD, tampado
com um vidro de relógio.
Posteriormente, as amostras do ácido purificado e da mistura inicial, com
ácido, base e neutro, foram passadas para dois microtubos e diluídas em
diclorometano, e com o auxílio de um capilar, cada amostra foi transferida
precisamente para o meio do primeiro risco de cada placa de CCD. Após este
passo, a placa de CCD foi colocada dentro do béquer, de forma alinhada e com a
amostra na ponta próxima ao fundo da vidraria. Quando o eluente chegou à
segunda linha da placa, ela foi retirada do béquer e colocada para secar. Depois
de seca, foi aplicado um revelador, que neste experimento foi a câmara de UV,
pois a placa permitia o uso deste mecanismo, o qual mostrou precisamente o
tamanho do arraste realizado pela amostra. Todo esse procedimento foi realizado
duas vezes, uma para a amostra de ácido purificado e outra para a mistura
inicial.
Imagem 5: Cuba cromatográfica com a amostra inicial durante a ocorrência
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
A) Solubilidade de sólidos orgânicos
Na tabela 1 constam os resultados obtidos na realização do primeiro
experimento, onde 4 amostras foram testadas em diferentes solventes. Ao fim do
experimento foi informado que a amostras eram, de A a D, respectivamente,
ácido benzoico, meta-nitroanilina, acetanilida e betanaftol.
H₂ H₂ C₂H₅O C₃H₆ C₆H₁ C₆H CH₂Cl HCl NaOH NaHCO
O O H O ₄ ₁₄ ₂ (10%) (10%) ₃
(∆) (∆) (10%)
Amostra I S S S I S S I S S
A
Amostra OS S S S I I S S I PS
B
Amostra I I S S I I S I S I
C
Amostra OS S S S I I S I S I
D
Legenda: S para solúvel, I para insolúvel e OS para parcialmente solúvel
Tabela 1: Solubilidade das amostras analisadas
Com base nestes resultados foi possível concluir que o etanol, a acetona, e o
diclorometano foram os solventes com melhor desenvoltura a frio.
B) Extração
Como as soluções usadas para extrair o ácido e a base foram aquosas, ao
escolher um solvente adequado, foi levado em consideração sua solubilidade em
água, além da sua capacidade de solubilizar as amostras, já que houve
necessidade de se enxergar nitidamente a diferença entre as fases para aplicação
da técnica. Logo, o solvente escolhido foi o diclorometano, pois, era de
conhecimento geral que a amostra continha um ácido, uma base e um neutro, e
em concordância com os testes de solubilidade, ele foi capaz de solubilizar
completamente a amostra, mas também foi imiscível na água, o que possibilitou
a separação das fases orgânica e aquosas visualmente.
Quando a amostra foi solubilizada, todos os compostos foram dissolvidos,
porém, com a adição da solução de NaOH houve a formação do sal benzoato de
sódio, e posteriormente, da solução de HCl, a qual formou o sal cloreto de m-
nitroanilina, ambos solúveis em água, devido à reação de neutralização que
ocorre na solução. Porém, a dissolução de sólidos em mais de uma fase
estabelece um equilíbrio, o que explica as impurezas das frações obtidas, logo,
era possível que houvesse um pouco de ácido na fração neutra, ou na básica, ou
vice-versa.
Imagem 6: Formação do benzoato de sódio, sal da reação de ácido benzoico com
NaOH(aq)
Para que o naftaleno pudesse ser obtido, foi adicionado à solução orgânica
uma pequena porção de sulfato de sódio, o qual atuou como agente dessecante,
retirando possíveis gotículas de água da solução, a qual dificultaria a secagem do
neutro.
Ao fim da extração, a massa de ácido benzoico foi 1,152 g, a de m-
nitroanilina foi 0,264 g e a de naftaleno foi 0,535 g. Houve perda de
aproximadamente 1g da amostra inicial, a qual pôde ser explicada pela
permanência de parte do material de ácido e base em solução na fase orgânica,
ou aderido à parede das vidrarias usadas, sendo assim, concluímos que a
extração foi incompleta.
C) Cristalização
A escolha da água como solvente foi baseado nas suas características, ela é
inerte ao produto que foi recristalizado, e possui diferença de solubilidade à
quente (muito solúvel) e a frio (insolúvel ou pouco solúvel), importante para
retirada das impurezas que possuem características diferentes da amostra. Outros
pontos importantes são sua baixa temperatura de ebulição e não toxidade.
Como no teste de solubilidade da água o ácido foi solúvel em água
quente, esta etapa foi realizada primeiro, o que permitiu que as impurezas
insolúveis à quente pudessem ser extraídas por filtração simples, e após seu
resfriamento, outra filtração foi realizada para extração das impurezas solúveis a
frio, que ficaram em solução, enquanto o ácido, na forma de cristais, ficou no
papel de filtro. A massa purificada de ácido benzoico foi de 0,355g, tendo perda
de aproximadamente 1,100g. Esta perda pôde ser explicada pelo processo de
filtragem, onde parte considerável do sólido ficou aderido ao papel de filtro e ao
corpo do funil e dos béqueres utilizados, e também ao excesso de água utilizado
para as lavagens das vidrarias.
D) Ponto de fusão
A faixa do ponto de fusão encontrado no teste com ácido benzoico puro foi
de 121-123°C. Já o ácido que foi recristalizado obteve uma faixa de 120-122°C
e o ácido impuro de 117-120°C. Observou-se que a fração impura possuía a
faixa mais extensa, e também a de temperatura mais baixa. Isso foi devido às
impurezas presentes na amostra, que enfraqueceram as interações
intermoleculares, fazendo com que suas ligações fossem rompidas em uma
temperatura mais baixa. Como não houve calibragem do termômetro, obteve-se
uma margem de erro de 2°C para determinação do ponto de fusão.
Com a determinação das faixas de temperatura pôde-se observar que a
amostra recristalizada está pura, pois sua faixa está bem próxima à do ácido
benzoico e dentro da margem de erro determinada.
E) Cromatografia por camada delgada (CCD)
A placa de CCD é adsorvente, porque sua superfície é composta por dióxido de
silício (SiO₂), material que permite interação intermolecular, facilitando o carreamento
das soluções.
Baseado nos ensaios preliminares realizados pela turma, o solvente que melhor
carreou a amostra foi o diclorometano, logo, ele foi o escolhido para realizar o teste com
uma segunda placa de CCD. Nela foi colocada a mistura inicial, que continha o ácido, a
base e o neutro, e amostra recristalizada, para que fossem comparados os arrastes dos
ácidos de ambas.
Após a utilização da cuba cromatográfica, da secagem da placa e do uso da
câmara UV, concluiu-se que o valor do Rf do ácido da mistura foi de 0,2375 e do ácido
purificado foi de 0,3125. A aparência do arraste em ambas as amostras foram bem
parecidas, o que confirma o resultado do ponto de fusão, que o ácido benzoico extraído
da mistura está com grande grau de pureza.
Imagem 7: Placa de CCD em uma câmara UV, com arraste das amostras de ácido purificado (ao
lado esquerdo) e da mistura inicial (ao lado direito)
4. CONCLUSÃO
Reunindo os resultados dos experimentos realizados, foi possível determinar
que os objetivos deste relatório foram alcançados. Nos resultados, houve
separação dos componentes da mistura e a perda que era esperada, já que a
passagem da fase líquida para a sólida dos solutos era muito rápida. Para as
etapas de purificação e identificação da substância mais abundante da amostra, o
ácido benzoico, foram realizadas de maneira eficaz, já que ambos, o ponto de
fusão e o arraste na placa de CCD do ácido recristalizado, foram muito próximos
aos do ácido benzoico puro.
5. REFERÊNCIAS
PAVIA, D.L.; LAMPMAN, G.M.; KRIZ, G.S.; ENGEL, R.G. Química Orgânica
Experimental: técnicas em escala pequena. 2ª Ed. São Paulo: Brookman, 2009.
Caderno de laboratório – Profa.: Daniella Noronha