0% acharam este documento útil (0 voto)
108 visualizações75 páginas

Carboidratos - Conceitos e Funções

Este documento descreve os carboidratos, incluindo suas estruturas, classificações, fontes, funções e digestão. Os carboidratos fornecem a principal fonte de energia para os seres vivos e incluem monossacarídeos, dissacarídeos, oligossacarídeos e polissacarídeos.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
108 visualizações75 páginas

Carboidratos - Conceitos e Funções

Este documento descreve os carboidratos, incluindo suas estruturas, classificações, fontes, funções e digestão. Os carboidratos fornecem a principal fonte de energia para os seres vivos e incluem monossacarídeos, dissacarídeos, oligossacarídeos e polissacarídeos.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

CARBOIDRATOS

Nutrição e Metabolismo I
CARBOIDRATOS

● Constituem a principal fonte de


energia para os seres vivos,
contribuindo com um percentual
de 50 a 80% das calorias totais
da alimentação.
● São constituídos por átomos de
carbono, hidrogênio e oxigênio,
cuja fórmula padrão é (CH2O)n.
ESTRUTURA

Radical
aldeído
Radical
cetona

polihidroxi

Glicose (polihidroxialdeído) Frutose (polihidroxicetona)


CLASSIFICAÇÕES

MONOSSACARÍDEOS
● São açúcares simples

● Hexoses: 6 carbonos.
- glicose: principal monossacarídeo
encontrado na natureza.
- frutose: também chamada de
levulose, é encontrada
principalmente na frutas e mel.
CLASSIFICAÇÕES

MONOSSACARÍDEOS

- galactose:encontrada em
produtos lácteos.
CLASSIFICAÇÕES

MONOSSACARÍDEOS
● Pentoses: 5 carbonos;
- ribose e desoxirribose: componentes dos ác. nucleicos (DNA e RNA)
CLASSIFICAÇÕES

MONOSSACARÍDEOS
● Trioses: 3 carbonos;
- gliceraldeído e diidroxicetona: intermediários da via glicolítica.
CLASSIFICAÇÕES

DISSACARÍDEOS
● Formados por 2 monossacarídeos

- sacarose: glicose + frutose

- lactose: glicose + galactose


adoça ⅙ da frutose; sintetizada por
mamíferos.
CLASSIFICAÇÕES

DISSACARÍDEOS

- maltose: glicose + glicose → α (1-4);


grãos germinados (distases).
- isomaltase: glicose + glicose → α (1-6).

Provenientes da quebra
do amido.

isomaltose
Os alimentos fontes de sacarose podem apresentar composição distinta em relação ao
percentual de glicose e frutose

COMINETTI, 2017
Açúcares: efeitos sobre a saúde
Dois tipos de açúcares

Naturalmente encontrados nos alimentos: Açúcares de adição:


• frutose e a sacarose (frutas e hortaliças) extraídos de alimentos (cana‐de‐açúcar,
• lactose (leite) beterraba e milho)
(Departamento de Agricultura Norte‐americano; 1996)

➢ Açúcares de adição (alimentos processados - refrigerantes, refrescos, sucos prontos, achocolatados, bolos,
biscoitos e tortas) podem representar até 70% de sua composição nutricional = utilizados com a alegação
de promover maior palatabilidade e preservação dos alimentos.

• POF (2008‐2009) = no período de 5 anos, o consumo per capita de sacarose e de refrigerantes


aumentou cerca de 200% e 400%, respectivamente.

• VIGITEL = no período de 2006 a 2012, 11,2 a 23,5% dos adultos relataram a ingestão de alimentos
doces (sorvetes, chocolates, bolos, biscoitos ou doces) em 5 ou mais dias da semana.

“A ingestão desses alimentos está associada à prevalência de obesidade = aumenta o risco de


desenvolvimento de distúrbios metabólicos (dislipidemias, DM2, esteatose hepática não alcoólica e
doenças renais”)
COMINETTI, 2017
CLASSIFICAÇÕES

OLIGOSSACARÍDEOS
● contém de 3 a 10 monossacarídeos.

- rafinose: sacarose + 1 galactose;


fibra encontrada na beterraba.

- estaquiose: sacarose + 2 galactose;


fibra encontrada nas leguminosas.
CLASSIFICAÇÕES

POLISSACARÍDEOS
● contém mais de 10 monossacarídeos.

- celulose: Fibra insolúvel composta por


moléculas de glicose unidas por ligações
β-(1-4).

● Sua energia não está


disponível para humanos;
● Aumenta a massa fecal.
CLASSIFICAÇÕES
POLISSACARÍDEOS

- hemicelulose: pentoses + hexoses;


Retém água, aumenta o volume do bolo fecal.
- pectinas: Capacidade de formar géis e se ligar a íons.
- amido: polímero de glicose (reserva energética do vegetais);

Amilose: (15-20%) = insolúvel


Amilopectina: (80-85%) = solúvel
CLASSIFICAÇÕES

POLISSACARÍDEOS
● Teor de amido:
- Trigo = 75% de amilopectina e 25% de amilose.
- Batata = 80% de amilopectina e 20% de amilose.
CLASSIFICAÇÕES

POLISSACARÍDEOS

- dextrinas: são produtos intermediários da quebra do amido.


- glicogênio: é o polissacarídeo de reserva no animal, sendo formado
por várias moléculas de glicose.

Fígado
Sintetizado:
Músculos
RESERVAS DE CARBOIDRATO NO CORPO HUMANO

Homem adulto Glicogênio

Fígado 115 g

Tecido muscular 230 g

Total ~ 340 g
FONTES DE CARBOIDRATOS

● cereais: arroz, milho, trigo, aveia, cevada;


● pães, biscoitos, massas;
● tubérculos e raízes: batata, mandioca,
inhame:
● frutas;
● doces.
CARBOIDRATOS NA PIRÂMIDE ALIMENTAR
FUNÇÕES DOS CARBOIDRATOS

● Energética: Substrato para produção de


energia (ATP) → 1g = 4Kcal

Principal fonte de energia da dieta.

A produção de energia a partir de CHO diminui a


utilização de gorduras e proteínas com essa
finalidade.

Ação anticetogênica e poupadora de


proteínas.
FUNÇÕES DOS CARBOIDRATOS

● Estrutural:

- Celulose, hemiceluloses e pectinas, na


parede dos vegetais;
- parede celular em bactérias e exoesqueleto em
insetos.
● Reserva energética:

Amido nos vegetais;


glicogênio nos animais.
FUNÇÕES DOS CARBOIDRATOS
● Desintoxicação:

Glicogênio hepático: ác. glicurônico

● Crescimento bacteriano:

Lactose: crescimento de bactérias


benéficas:
- ação laxativa;
- produção de vit. K e complexo B;
- facilita absorção de Ca

Fibras fermentáveis
FUNÇÕES DOS CARBOIDRATOS

● Estímulo do peristaltismo:

Celulose e outros CHO insolúveis.

● Precursores de compostos orgânicos:

Ácidos nucléicos, matriz do tecido


conectivo e galactosídios do tecido
nervoso.
INGESTÃO DIETÉTICA DE REFERÊNCIA
CARBOIDRATOS DA DIETA

30% SACAROSE 10% LACTOSE

60% AMIDO

PEQUENAS QUANTIDADES DE FIBRAS


DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS
DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS

Todos os CHO são hidrolisados a monossacarídeos para serem absorvidos.

● BOCA:

amilase salivar maltose


Amido
maltotriose
dextrinas
DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS
DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS
● ESTÔMAGO:
Amilase salivar continua agindo até ser inibida
pelo HCL (pH<4,0).

● INTESTINO:
A α-amilase pancreática continua o
desdobramento dos carboidratos (amido/dextrinas)

A amilase pancreática também age na borda


em escova.
DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS

Na borda em escova as dissacaridases e


oligossacaridases terminam a digestão dos CHO.
sacarase
Sacarose glicose + frutose
lactase
Lactose glicose + lactose
maltase
Maltose glicose + glicose
isomaltase ou dextrinase
Isomaltose glicose + glicose
DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS

Início da digestão
α-amilase → ptialina (pH ≈ 7,0)

Secreção pancreática:
• α -amilase pancreática.
• HCO3 (pH 8,8).
• Bile (pH 8,0).
DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS

Oligo e Dissacaridases
(pH ≈ 8,0-9,0)
- Maltase ou glicoamilase.
- Dextrinase ou isomaltase (α[1-6]).
- Sacarase.
- Lactase.
- Trealase.

Absorção de monossacarídeos
Amido ou
DIGESTÃO NO
glicogênio
LÚMEN α -AMILASE SALIVAR E
PANCREÁTICA
Lactose Trealose
DIGESTÃO NA MEMBRANA

Dextrinas Maltotriose Maltose Sacarose


α[1-6] α[1-4]
MALTASE 5 5 25 25
SACARASE 5 25 25 100

DEXTRINASE 95 90 50 50
LACTASE 100

TREALASE 100

GLI/ GLI/
PRODUTOS GLICOSE GAL FRU GLI
DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS

PRODUTOS FINAIS DA DIGESTÃO


70-80% GLICOSE
15% FRUTOSE
5% GALACTOSE
DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS
ABSORÇÃO DOS CARBOIDRATOS

São absorvidos na forma de monossacarídeos no duodeno e jejuno.

Glicose e T.A. dependente de Na (SGLT-1)

Galactose Difusão (Glut-2)

Frutose Difusão (Glut-5 e 2)


ABSORÇÃO DOS CARBOIDRATOS
TRANSPORTADOR DE SÓDIO E GLICOSE
METABOLISMO DOS CARBOIDRATOS
No fígado a frutose e a galactose são convertidas em glicose.

Glicogênese Lipogênese
Fígado Lipogênese
TAG
TAG

glicose
Glicogenólise
Gliconeogênese

Glicogênese
Intestino
METABOLISMO DOS CARBOIDRATOS

FONTES DE GLICOSE SANGUÍNEA


● Absorção de CHO da dieta;
● Degradação do glicogênio hepático;
● Gliconeogênese a partir de aa., glicerol e lactato.

DESTINOS DA GLICOSE SANGUÍNEA: captação de glicose para:


● produção de energia;
● síntese de glicogênio hepático e muscular;
● síntese de lipídio no fígado e tecido adiposo;
● síntese de substâncias derivadas;
● eliminação renal quando o seu limiar é excedido.
CAPTAÇÃO DE GLICOSE
CAPTAÇÃO DE GLICOSE
GLICÓLISE
GLICÓLISE - REGULAÇÃO
GLICÓLISE - REGULAÇÃO
GLICÓLISE - REGULAÇÃO
DESCARBOXILAÇÃO OXIDATIVA DO PIRUVATO
CICLO DE KREBS
CICLO DE KREBSaconitase
Citrato sintase

Isocitrato-desidrogenase

Malato-desidrogenase

Complexo da α-cetoglutarato-desidrogenase

fumarase

Succinato-
desidrogenase Succinato-tiocinase
CICLO DE KREBS - REGULAÇÃO

Enzimas chaves:
• citrato-sintase;
• isocitrato-desidrogenase;
• complexo α-cetoglutarato-desidrogenase.

Maior estimulador das reações:


aumentos da [ADP] citoplasma (conforme
tem a produção de ATP, a razão entre as
duas moléculas se equilibra).
FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA
FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA

O complexo enzimático ATP-sintase (complexo V) sintetiza ATP utilizando a energia do gradiente de prótons
gerado pela cadeia transportadora de elétrons.
FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA
GLICONEOGÊNESE

1. CARBOXILAÇÃO DO PIRUVATO FORMANDO OAA;


2. DESCARBOXILAÇÃO DO OAA FORMANDO PEP;
3. DESFOSFORILAÇÃO DA FRUTOSE-1,6-
BISFOSFATO;
4. DESFOSFORILAÇÃO DA GLICOSE-6-FOSFATO.
CICLO DE CORI
GLICONEOGÊNESE - REGULAÇÃO
1. Glucagon:
○ Diminuição de frutose-2,6-bifosfato;
○ Modulação covalente da PK - inibição;
○ Indução da síntese de PEPCK.

2. Disponibilidade de substrato.

3. Ativação alostérica da PC pela acetil-CoA.

4. Inibição alostérica da frutose-1,6-bifosfatase pelo AMP.


ATP e NADH, produzidos em altas quantidades no jejum por vias catalíticas,
como a oxidação dos ác. graxos, são necessários para a gliconeogênese.
VIA DAS PENTOSES FOSFATO
VIA DAS PENTOSES FOSFATO
VIA DAS PENTOSES FOSFATO
METABOLISMO DO GLICOGÊNIO

● GLICOGÊNIO HEPÁTICO = manutenção da


glicemia, especialmente durante o início do
jejum.
● GLICOGÊNIO MUSCULAR = reserva de
combustível para síntese de ATP durante
contração muscular.
GLICOGÊNESE (SÍNTESE DE GLICOGÊNIO)
GLICOGENÓLISE (DEGRADAÇÃO DO GLICOGÊNIO)
GLICOGENÓLISE
REGULAÇÃO DO METABOLISMO DO GLICOGÊNIO

● Fígado: síntese estimulada no


estado alimentado e degradação
estimulada em período em jejum.
● Músculo: degradação ocorre
durante o exercício e a síntese logo
após entrar em repouso.
REGULAÇÃO DO METABOLISMO DO GLICOGÊNIO
REGULAÇÃO DO METABOLISMO DO GLICOGÊNIO
CONTROLE HORMONAL DO METABOLISMO DA GLICOSE

GLUCAGON: hormônio catabólico


Hipoglicemia

Secretado pelas células-α das ilhotas de Langherans.


CONTROLE HORMONAL DO METABOLISMO DA GLICOSE

MECANISMO DE AÇÃO DO GLUCAGON


CONTROLE HORMONAL DO METABOLISMO DA GLICOSE

GLUCAGON: atua no fígado

glicogenólise

gliconeogênese
glicogênese
glicólise

lipogênese
Efeito hiperglicemiante
CONTROLE HORMONAL DO METABOLISMO DA GLICOSE

INSULINA: hormônio anabólico


Hiperglicemia

Sintetizada pelas células-β das ilhotas de Langherans

Principal estímulo: aumento da glicemia


CONTROLE HORMONAL DO METABOLISMO DA GLICOSE

GLUCAGON: atua no fígado

captação de glicose pelas cél. musculares e tec. adiposo (GLUT-4)

síntese de glicogênio (fígado e músculo)


síntese de gorduras (fígado e tec. adiposo)
glicogenólise (fígado)

gliconeogênese (fígado)

Efeito hipoglicemiante
OBRIGADA!
Bons estudos!

Você também pode gostar