1.
INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem como tema a reprodução humana, um dos processos mais
fundamentais para a continuidade da espécie. Envolve uma complexa interação entre
órgãos, hormônios e sistemas do corpo humano, culminando na concepção e no
desenvolvimento de um novo ser humano. Este processo é vital não apenas para a
perpetuação da espécie, mas também desempenha um papel crucial na evolução social,
cultural e emocional das sociedades humanas.
Além da biologia envolvida, a reprodução humana também é influenciada por fatores
sociais, culturais e éticos. Questões como direitos reprodutivos, acesso à saúde
reprodutiva, tecnologias de reprodução assistida e ética na manipulação genética são
temas de debate e discussão em todo o mundo.
Portanto, entender a reprodução humana não é apenas compreender os aspectos
biológicos e fisiológicos, mas também reconhecer sua importância na estruturação das
sociedades humanas e na construção de valores éticos e morais relacionados à vida e à
família.
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2. DESENVOLVIMENTO
Conceito
A reprodução humana é o processo pelo qual os seres humanos produzem descendentes
biologicamente semelhantes a si mesmos. Envolve a fusão de gametas masculinos e
femininos - espermatozoides e óvulos, respectivamente - através da fertilização,
resultando na formação de um novo indivíduo. Este processo pode ocorrer
naturalmente, através da relação sexual entre um homem e uma mulher, ou com a
assistência de técnicas médicas, como a fertilização in vitro, dependendo das
circunstâncias individuais. A reprodução humana é fundamental para a continuidade da
espécie e desempenha um papel significativo na evolução e na estruturação das
sociedades humanas.
A reprodução humana envolve duas etapas principais: a fecundação, onde um óvulo é
fertilizado por um espermatozoide, e o desenvolvimento do embrião resultante em um novo ser
humano. Essas etapas são reguladas por uma série de fatores biológicos e ambientais, e podem
ocorrer naturalmente ou com assistência médica, dependendo das circunstâncias individuais.
2.1. Sistema reproductor masculino e feminino
Sistema reproductor masculino
O sistema reprodutor masculino inclui o pênis, o escroto, os testículos, o epidídimo, o
canal deferente, a próstata e as vesículas seminais.
O pênis consiste na raiz (que está ligada à estrutura abdominal inferior e aos ossos
pélvicos), a parte visível da haste e a glande peniana (a extremidade em forma de cone).
O orifício da uretra (o canal que transporta o sêmen e a urina) localiza-se na
extremidade da glande peniana. A base da glande peniana é denominada corona. Nos
homens não circuncidados, o prepúcio estende-se desde a corona e cobre a glande
peniana.
O pênis é composto por três espaços cilíndricos (seios preenchidos por sangue) de
tecido erétil. Os dois maiores, os corpos cavernosos, estão situados lado a lado. O
terceiro seio, o corpo esponjoso, envolve a maior parte da uretra. Quando esses espaços
se enchem de sangue, o pênis aumenta de tamanho e fica rígido (ereto).
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O escroto é o saco de pele grossa que cerca e protege os testículos. O escroto também
atua como um sistema de controle da temperatura dos testículos, porque estes
necessitam de uma temperatura levemente inferior à do corpo para favorecer o
desenvolvimento normal dos espermatozoides. O músculo cremaster da parede do
escroto relaxa de forma a permitir que os testículos se afastem do corpo para se resfriar
ou, então, contrai para que se aproximem mais do corpo para obter mais calor ou
proteção.
Os testículos são corpos ovais que têm em média 4 a 7 cm de comprimento e 2 a 3
colheres de chá (20 a 25 ml) de volume. Geralmente, o testículo esquerdo é mais caído
que o direito. Os testículos têm duas funções primárias:
O epidídimo é formado por um único tubo microscópico enrolado que mede quase seis
metros de comprimento. O epidídimo recolhe o esperma dos testículos, proporcionando-
lhe o meio para que amadureça e adquira a capacidade de mover-se através do sistema
reprodutor feminino e fertilize um óvulo. Um epidídimo encontra-se sobre cada
testículo.
Órgãos reprodutores masculinos
O canal deferente é formado por um tubo firme (do tamanho de um fio de espaguete)
que transporta o esperma a partir do epidídimo. Esse canal estende-se a partir de cada
epidídimo até a parte posterior da próstata e junta-se com uma das duas vesículas
seminais. No escroto, outras estruturas, como as fibras musculares, os vasos sanguíneos
e os nervos, acompanham os canais deferentes no seu percurso e, juntos, formam uma
estrutura entrelaçada, o cordão espermático.
A uretra tem uma função dupla nos homens. Este canal constitui a parte das vias
urinárias que transporta a urina desde a bexiga e é a parte do sistema reprodutor através
da qual o sêmen é ejaculado.
A próstata se localiza imediatamente abaixo da bexiga e envolve a uretra. Do tamanho
de uma noz nos homens jovens, a próstata aumenta de tamanho com a idade. Quando a
próstata cresce muito, pode obstruir o fluxo de urina através da uretra e causar sintomas
urinários incômodos.
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As vesículas seminais, localizadas acima da próstata, ligam-se ao canal deferente
formando os dutos ejaculatórios, que se estendem ao longo da próstata. A próstata e as
vesículas seminais produzem um líquido que nutre o esperma. Esse líquido fornece a
maior parte do volume de sêmen, o líquido em que o esperma é expelido durante a
ejaculação. Outro líquido que compõe uma pequena quantidade do sêmen é proveniente
do canal deferente e das glândulas bulbouretrais na uretra.
Função Reprodutora
A função reprodutora masculina envolve a excitação sexual, a ereção, o orgasmo e a
ejaculação de sêmen.
O pênis torna-se ereto através de uma interação complexa de fatores fisiológicos e
psicológicos.
As contrações durante a ejaculação forçam o sêmen para dentro da uretra e então para
fora do pênis.
Durante a excitação sexual, o pênis fica ereto, o que permite a penetração durante a
relação sexual. A ereção é resultante de uma complexa interação de estímulos
neurológicos, vasculares, hormonais e psicológicos. Os estímulos de prazer induzem o
cérebro a enviar sinais nervosos através da medula espinhal ao pênis. As artérias que
fornecem sangue ao tecido erétil (os corpos cavernosos e os corpos esponjosos –
consulte a figura Órgãos reprodutores masculinos) respondem a esse comando e se
alargam (dilatação). As artérias alargadas aumentam radicalmente o fluxo sanguíneo
para essas zonas eréteis. Ao mesmo tempo, os músculos em volta das veias que
normalmente drenam sangue do pênis ficam tensos, retardando a saída do fluxo de
sangue e elevando a pressão sanguínea no pênis. Esta combinação de influxo aumentado
e fluxo para fora diminuído é que faz com que o pênis se torne obstruído com sangue e
aumente em comprimento, diâmetro e rigidez.
O orgasmo é o clímax da excitação sexual. A ejaculação normalmente ocorre com o
orgasmo, causada quando a estimulação da glande peniana e outros estímulos enviam
sinais ao cérebro e à medula espinhal. Os nervos estimulam as contrações musculares ao
longo das vesículas seminais, próstata, dutos do epidídimo e canal deferente. Essas
contrações forçam o sêmen para a uretra. A contração dos músculos que rodeiam a
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uretra aumenta o impulso do sêmen através e para fora do pênis. O pescoço (base) da
bexiga também se contrai para evitar que o sêmen flua para trás e entre na bexiga.
Depois da ejaculação – ou quando a estimulação cessa – as artérias se contraem e as
veias se abrem, o que reduz a entrada do sangue, aumenta a saída do fluxo sanguíneo e
faz com que o pênis fique mole (detumescência). Depois da detumescência, não se
consegue obter outra ereção durante um determinado período (período refratário), que
costuma durar cerca de 20 minutos nos indivíduos jovens.
O desenvolvimento sexual ocorre de acordo com uma sequência definida:
Aumento do tamanho do escroto e dos testículos
Alongamento do pênis (ao redor dos 11½ a 13 anos de idade)
Aumento das vesículas seminais e da glândula da próstata
Crescimento de pelos pubianos
Crescimento de pelos na face e nas axilas (aproximadamente dois anos depois
que o crescimento de pelos pubianos tem início)
A ejaculação torna-se possível (geralmente em meados da adolescência, entre os 12½ a
14 anos de idade)
A fertilidade não é alcançada até mais tarde na adolescência. O aumento das mamas
(ginecomastia) de um ou ambos os lados pode ocorrer em meninos adolescentes jovens
e geralmente desaparece depois de um ano.
Sistema reprodutor feminino
O sistema reprodutor feminino é o sistema no organismo da mulher cujo objetivo é fazer
filhos. O sistema reprodutor feminino inclui tanto os órgãos genitais externos (fora do
corpo) como os órgãos genitais internos (dentro do corpo).
Os órgãos genitais:
Lábios: dois conjuntos de dobras de pele que cobrem a abertura da vagina
Clitóris: órgão situado no ponto de encontro dos lábios, que faz com que a mulher sinta
prazer durante as relações sexuais
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Abertura da vagina
Nem todos os órgãos genitais externos são a “vagina”. A vagina, na verdade, é apenas o
canal de parto.
Os órgãos genitais internos incluem:
Vagina: O canal de parto
Útero: o órgão interno dentro do qual o feto cresce e se desenvolve antes de nascer
Colo do útero: a extremidade espessa e arredondada do útero, que tem uma abertura
por onde sai o sangue menstrual e através da qual o bebê passa quando nasce
Ovários: um par de órgãos que produzem óvulos e hormônios femininos, como o
estrogênio.
Trompas de Falópio: os tubos pelos quais os óvulos são transportados dos ovários ao
útero.
As principais atividades do sistema reprodutor feminino incluem:
Puberdade: Preparar o organismo para ter filhos
Ciclo menstrual: O ciclo mensal de produção de óvulos e sangramento
Gravidez: A concepção do bebê e o período de crescimento e desenvolvimento
do embrião
As meninas já nascem com todos os óvulos que elas terão na vida dentro dos ovários.
Porém, esses óvulos não conseguem se transformar em bebês até que o sistema
reprodutor da menina passe por uma série de mudanças, o que é denominado puberdade.
Durante a puberdade:
Os hormônios (mensageiros químicos) liberados pelo cérebro causam o
desenvolvimento dos ovários
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O desenvolvimento dos ovários faz com que o hormônio sexual feminino estrogênio
seja liberado. O estrogênio faz com que o restante do sistema reprodutor se desenvolva
No ciclo menstrual mensal:
Um óvulo amadurece e é liberado (um processo denominado ovulação)
Os vasos sanguíneos no revestimento do útero aumentam de volume, fazendo com que
ele fique preparado para receber o óvulo caso ele seja fecundado por um
espermatozoide
O óvulo fecundado se prende ao revestimento do útero e começa a crescer OU
O óvulo não é fecundado e, portanto, não se prende ao revestimento do útero que, por
sua vez, se solta e sai do corpo na forma de sangue menstrual
Se a mulher não engravidar, o ciclo menstrual se repete aproximadamente uma vez por
mês. As mulheres têm o ciclo menstrual até aproximadamente a meia-idade. A
menopausa é quando os ciclos param de ocorrer.
A concepção é quando o espermatozoide se une (fecunda) ao óvulo. A fecundação
geralmente ocorrer dentro de uma das trompas de Falópio.
O óvulo fecundado se desloca através da trompa de Falópio e chega ao útero
O óvulo fecundado se prende à parede interna do útero e começa a crescer
Ele então se transforma em feto e placenta; a placenta é o órgão que conecta o feto ao
útero
O sistema reprodutor é controlado por hormônios. Os hormônios são mensageiros
químicos produzidos em algumas partes do corpo, que são transportados pelo sangue
para sinalizar a outras partes do corpo o que precisa ser feito.
Alguns hormônios são liberados pela hipófise, situada no cérebro. As concentrações dos
hormônios reprodutores liberados pela hipófise aumentam em diminuem todos os
meses, o que desencadeia o ciclo menstrual. Caso a mulher engravide, seus órgãos
reprodutores produzem outros hormônios que desativam o ciclo menstrual e sinalizam
ao útero que ele deve crescer e sustentar o bebê. Após o parto, outro hormônio sinaliza
às mamas que elas devem produzir leite para alimentar o bebê.
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Os problemas com o sistema reprodutor costumam estar relacionados aos hormônios. O
sistema reprodutor feminino inclui muitos hormônios que trabalham em conjunto de
maneira complexa. Há vários tipos de problemas que podem interferir com os
hormônios, o que pode causar:
Puberdade tardia
Puberdade precoce
Menstruação irregular
Ausência de menstruação
Incapacidade de engravidar
Dificuldade em manter uma gravidez
Muitas doenças, como, por exemplo, infecções e câncer, podem afetar os órgãos
reprodutores.
Puberdade
A puberdade é o período de crescimento e desenvolvimento no qual crianças e
adolescentes desenvolvem características físicas de adultos, como o crescimento das
mamas ou de pelos pubianos, e se tornam capazes de se reproduzir (fazer e ter filhos).
No caso de meninas, a puberdade geralmente tem início entre oito anos e meio e dez
anos de idade e dura aproximadamente quatro anos.
A época em que a puberdade tem início na menina depende dos seguintes fatores:
Peso: O início da puberdade geralmente ocorre mais cedo em meninas com
sobrepeso
Nutrição: O início da puberdade geralmente ocorre mais tarde em meninas que
não têm acesso a uma nutrição adequada ou que não conseguem absorvê-la
Genética: As filhas de mães cuja puberdade teve início cedo são mais propensas
a também começarem mais cedo.
2.3. Gametas e Gametogênese
Gametas são as células sexuais de todos os seres vivos. Todos os organismos com
reprodução sexuada precisam produzir gametas, tanto plantas como animais.
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Existem gametas masculinos que são chamados espermatozoides (animais) e femininos,
chamados óvulos (animais)
Essas células são responsáveis por carregar as características genéticas que serão
transmitidas de uma geração para outra.
Durante o processo reprodutivo, ocorre a fecundação do gameta feminino pelo
masculino e será formado o zigoto, que é a primeira célula do embrião.
Óvulo
Costumamos chamar o gameta feminino de óvulo, mas é bom salientar que ele é um
ovócito secundário, uma vez que não completou todas as fases da meiose II. É bom
sempre lembrar desse aspecto importante!
Essa célula possui camadas externas à sua membrana plasmática que formam uma
barreira à entrada dos espermatozoides. Desse modo, apenas um consegue penetrar. São
elas:
Zona Pelúcida
É formada por uma camada de glicoproteínas que são altamente específicas, impedindo
que espermatozoides de outras espécies fecundem o óvulo.
Corona Radiata
Mais externamente são encontradas entre 2 e 3 camadas de células foliculares, cuja
função nos animais é a de fornecer proteínas vitais à célula. Essa camada está presente
durante o processo de ovulação, mas pode desaparecer após a fertilização.
Esquema da estrutura do óvulo e do espermatozoide.
O Espermatozoide
O espermatozoide é a menor célula do corpo humano. Possui uma cabeça e uma cauda.
Cabeça e Acrossomo
No topo da cabeça está uma organela chamada acrossoma. Ela contém enzimas
digestivas que serão muito importantes para eliminar as células que revestem o óvulo e
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assim permitir que o espermatozoide consiga penetrar o gameta feminino. Na cabeça
está localizado o núcleo celular, onde se localiza o material genético.
Cauda
A cauda é um longo flagelo que o ajuda a se deslocar dentro do corpo da mulher. Como
qualquer flagelo é composto de microtúbulos.
A região chamada axonema é onde ocorrem as contrações para movimentar a cauda, o
corpo basal é que faz a ligação do flagelo à membrana plasmática que envolve a cabeça.
Há também mitocôndrias na cauda para produzir a energia necessária ao deslocamento
do espermatozoide.
Formação dos Gametas Humanos
Os gametas são formados a partir de células especializadas chamadas células
germinativas, que passam por várias divisões celulares do tipo mitose que faz com que
se multipliquem. O processo de formação dos gametas recebe o nome de gametogênese.
Nas mulheres as células germinativas são chamadas ovogônias ou oogônias e estão
localizadas nos ovários. As mitoses que promovem a sua multiplicação acontecem antes
mesmo do nascimento, na vida intra-uterina. O processo de formação das ovogônias
recebe o nome de ovulogênese, ovogênese ou ainda oogênese.
Nos homens, essas células são denominadas espermatogônias e se localizam nos
testículos. As mitoses ocorrem ao longo de toda vida, sendo mais frequentes na época
da puberdade e menos intensas na velhice. A formação das espermatogônias é chamada
de espermatogênese.
Espermatogênese
As espermatogônias são células diploides (possuem 46 cromossomos), elas crescem e
originam os espermatócitos primários (espermatócitos I) que realizam a primeira divisão
da meiose, originando 2 células-filhas haploides (23 cromossomos) chamadas
espermatócitos secundários (espermatócito II).
Cada espermatócito II passa pela segunda divisão meiótica, originando células-filhas
semelhantes denominadas espermátides. Cada espermátide se especializa por meio de
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um processo onde adquirem o flagelo e perdem citoplasma, assim é formado o
espermatozoide.
Ovulogênese
As ovogônias (células diploides, onde 2n=46) cessam a multiplicação e crescem
originando os ovócitos primários (ovócito I). Cada ovócito primário realiza a primeira
divisão meiótica originando 2 células-filhas diferentes, ambas haploides (n=23).
Uma delas é chamada ovócito secundário (ovócito II) é bem maior pois acumula mais
citoplasma e vitelo (que será usado na nutrição do embrião); a outra é denominada
corpo polar primário (ou glóbulo polar I) e tem tamanho bem reduzido, uma vez que
passou quase todo citoplasma para a célula-irmã. O corpo polar I fica aderido ao ovócito
I, mas por não desempenhar nenhuma função acaba por degenerar.
O ovócito secundário inicia a segunda divisão meiótica, que é interrompida durante a
metáfase II. Ocorre a ovulação e é liberado um ovócito secundário, que se for
fecundado, dará continuidade às fases restantes da meiose II. Portanto, somente quando
há penetração do espermatozoide no ovócito secundário que ele se torna
verdadeiramente um óvulo, e origina também o corpo polar secundário
2.4. Fecundação, gravidez e parto
Fecundação é o termo utilizado para denominar o processo em que o gameta masculino
une-se ao feminino, o que inicia o desenvolvimento do embrião. Por envolver gametas,
a fecundação é um processo observado apenas na chamada reprodução sexuada.
Fecundação humana
Nos seres humanos, a fecundação compreende o período que vai desde o encontro do
espermatozoide com o ovócito até a fusão dos núcleos. Normalmente, o processo
acontece na parte mais dilatada da tuba uterina, em uma região denominada de ampola.
O processo da fecundação humana pode ser dividido em algumas etapas:
1. Penetração do espermatozoide pela corona radiata, um grupo de células do folículo
ovariano que envolve o ovócito;
2. Penetração do espermatozoide na zona pelúcida, isto é, na camada de glicoproteína
que circunda o ovócito;
3. Fusão da membrana do espermatozoide com a membrana do ovócito.
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Após a penetração do espermatozoide, a membrana do ovócito torna-se impenetrável
para outros espermatozoides. O ovócito, então, retoma a segunda divisão meiótica, e
forma-se o pró-núcleo feminino e o masculino, que se fundem. A fecundação garante
que o número diploide de cromossomos da nossa espécie seja restaurado, que o sexo do
indivíduo seja determinado e que se inicie o desenvolvimento embrionário.
Gravidez
A gravidez é um evento importante responsável pela formação de um novo indivíduo.
Esse período, que dura, em média, 40 semanas, é o resultado do processo de
fecundação, em que o gameta masculino (espermatozoide) funde-se ao gameta feminino
(ovócito), formando o zigoto, que se desenvolve, geralmente, dentro do útero da mãe.
Sintomas da gravidez
Aumento da sensibilidade na região dos mamilos
Atraso da menstruação
Aumento da fome
Aumento da frequência urinária
Aumento da região do abdome
Aumento do sono
Aumento do volume dos seios
Enjoos e vômitos
Mudança de apetite
Sensação de cansaço aumentada
Tontura
Classificação da gravidez
Existem diferentes formas de classificar uma gravidez. Entre os critérios mais
utilizados, estão o risco de complicações para a mãe e para o bebê, o local de
implantação do embrião e o número de embriões que se fixaram no útero.
Parto
Parto é o nome dado ao momento em que o bebê deixa o útero da mulher, finalizando o
período de gestação. Trata-se, portanto, do nascimento da criança. O parto pode ocorrer
de diferentes formas, sendo classificado basicamente em parto normal e cesárea. A
seguir, falaremos mais sobre trabalho de parto, os tipos de parto existentes, bem como o
que é falso trabalho de parto.
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Trabalho de parto
O trabalho de parto compreende os vários processos que ocorrem no corpo da mulher
levando à dilatação do colo do útero e à expulsão do bebê para o meio externo. Inicia-se
com contrações uterinas que, com o tempo, tornam-se mais frequentes e dolorosas.
Essas contrações, responsáveis pela expulsão do bebê e da placenta, ocorrem,
principalmente, em virtude da ação do hormônio ocitocina.
Divisão do parto
Primeiro período: Caracteriza-se pelo encurtamento (apagamento) e pela dilatação do
colo do útero. Esse período pode ser dividido em duas partes:
Fase latente: É a fase inicial, lenta. Termina quando a mulher apresenta dilatação de 3
cm do colo.
Fase ativa: Inicia quando a mulher apresenta um colo com 4 cm de dilatação e termina
com a dilatação completa. Nesse período, ocorre um aumento na frequência das
contrações, sendo possível observar de 2 a 3 contrações a cada 10 minutos.
Segundo período: É a fase de expulsão do bebê, por isso, é conhecido como expulsivo.
Inicia-se com a completa dilatação do colo. Durante esse período, a gestante começa a
apresentar movimentos involuntários expulsivos.
Terceiro período: Inicia-se depois da saída do bebê e finaliza-se com a expulsão da
placenta e das membranas para o meio externo. Nesse período, observam-se o
descolamento da placenta, sua descida e expulsão.
Quarto período: É considerado o período de estabilização do quadro da mulher.
Durante, aproximadamente, uma a duas horas, a mulher ficará em observação para
verificar se não estão ocorrendo hemorragias.
2.5. TERAPIA FAMILIAR
A terapia familiar acontece quando um psicólogo atende os membros de uma família ao
mesmo tempo. Portanto, um caso em que vários parentes têm processos terapêuticos
individuais com profissionais diferentes não se encaixaria nessa modalidade. Para ser
considerado assim, é preciso que o grupo seja atendido na mesma sessão.
Dessa forma, não se trata de um processo individual, mas sim familiar, no qual os
membros do grupo compartilham suas vivências e dialogam entre si com a mediação do
psicólogo. Sendo assim, o trabalho com famílias guarda algumas semelhanças com a
psicoterapia de casal e com a terapia de grupo.
É muito importante ter clareza de que esses atendimentos não visam dar atenção a
demandas específicas de cada pessoa, mas sim à dinâmica do sistema familiar. Nesse
sentido, alguns dos focos principais são: a comunicação entre os membros e o
desenvolvimento de relações cotidianas mais saudáveis.
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Os primeiros estudos sobre a terapia familiar surgiram na década de 1950 com Gregory
Bateson e Nathan Ackerman. Entre esse período e a década de 1980, as teorias e
metodologias relacionadas a esse tipo de atendimento passaram por intenso
desenvolvimento.
CONCLUSÃO
Podemos assim concluir que a reprodução humana envolve uma interação intricada de
sistemas biológicos, hormonais e genéticos, tanto no homem quanto na mulher. Desde a
produção de gametas até a fertilização e desenvolvimento fetal, é um processo
fascinante e altamente regulado. Além de ser um processo biológico, a reprodução
humana tem profundos aspectos sociais, culturais e emocionais. As atitudes em relação
à reprodução, contracepção, família e papel de gênero variam amplamente em diferentes
sociedades e culturas. A reprodução humana levanta questões éticas importantes, como
o direito à autonomia reprodutiva, acesso equitativo a tratamentos de fertilidade e o uso
de tecnologias reprodutivas, como seleção de embriões e barrigas de aluguel.
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ANEXOS
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REFÊRENCIAS
Puberdade em meninos - Problemas de saúde masculina - Manual MSD Versão Saúde
para a Família ([Link])
Gametas e Gametogênese - Toda Matéria ([Link])
[Link]
[Link]
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