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CURSO DE RECICLAGEM PARA CONDUTORES INFRATORES - DIREÇÃO DEFENSIVA
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CAPÍTULO 1 - Direção Defensiva
CAPÍTULO 2 – Condutor e a direção defensiva
CAPÍTULO 3 – Riscos
CAPÍTULO 4 – Equipamentos de Segurança e Manutenção
CAPÍTULO 5 – Evitando acidentes: cuidados possíveis
Testes
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1 CAPÍTULO I: Direção defensiva
Objetivos: Analisar, refletir e compreender as melhores práticas de direção de
veículos automotores e os fatores interferentes e influenciadores de
desempenho.
Assuntos:
• Conceitos de Direção Defensiva.
• Condução/Pilotagem defensiva.
• Condições Adversas que podem influenciar na prática da direção de
veículos automotores: Carga, Condutor, Luz, Tempo, Trânsito, Veículo,
Via.
• Possíveis Causas de Acidentes de Trânsito: Imperícia, Imprudência e
Negligência.
A maioria dos acidentes de trânsito são provocados por falha
humana. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde
(OMS) esse índice pode chegar a 90%.
A vida precisa ser preservada. Você, como condutor de
veículo automotor, pode e deve evitar atitudes capazes de
gerar acidentes e causar danos a você e a terceiros. Isso
torna-se possível com a prática da Direção Defensiva.
Venha comigo descobrir mais sobre esse assunto!
As práticas de Direção Defensiva compreendem ações que o Motorista de um
1*Todas as imagens que ilustram esse material foram compradas e fazem parte do banco de
imagens DepositPhotos.com. As que não fazem parte desse banco foram sinalizadas.
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veículo automotor realiza no intuito de evitar acidentes, inclusive prevendo as ações
dos outros na observação das condições adversas que podem inflluenciar a direção.
Praticar direção defensiva é ser um vigilante de tudo e de todos que cercam o
veículo no trânsito, buscando antecipar as ações para que haja segurança a todos
que dele participam.
Todo aquele que adota procedimentos preventivos no trânsito, agindo com
cautela e civilidade, é considerado CONDUTOR ou MOTORISTA DEFENSIVO.
Conforme se observa a seguir, o CTB - Código de Trânsito Brasileiro e as
legislações de trânsito preveem que o tratamento empregado à direção defensiva
não se trata apenas de condutas morais e éticas que os motoristas devem colocar
em prática. Explicitam, também, como algumas ações que divergem das
prerrogativas da direção defensiva são passíveis de punição nos termos da lei.
O ato infracional
do motorista é
passível de
punição com
multas e outras
penalidades
previstas nos
termos da lei
Legislação de Trânsito
Direção Defensiva é o ato de conduzir de modo a evitar acidentes, apesar das ações
incorretas (erradas) dos outros e das condições adversas (contrárias), que encontramos nas
vias de trânsito.
DETRAN-PR (2018),
Fonte http://www.educacaotransito.pr.gov.br/pagina-117.html , Acesso em 27 de dezembro de 2018.
O condutor defensivo pode agir de duas maneiras:
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1. Preventiva, que se refere às ações de prevenção, em estado de alerta e
atenção a tudo que possa causar risco;
2. Corretiva, que se refere às ações de correção de situações imprevistas que
possam causar acidentes.
3. Para que haja uma condução, ou pilotagem defensiva, é importante que o
habilitado compreenda que o veículo que está sob sua responsabilidade se
trata de uma máquina de alta potência, que demanda constante avaliação das
suas condições de uso. Além disso, o condutor precisa conhecê-la, para estar
apto a utilizá-la e ser capaz de analisar os riscos, avaliar os problemas,
observar os comportamentos e as situações, no intuito de evitar acidentes,
apesar de possíveis condições adversas.
Pode-se elencar algumas características da postura do condutor defensivo:
1.1 Direção Defensiva: elementos básicos
O condutor defensivo dirige buscando evitar acidentes, mesmo quando é
surpreendido por ações incorretas de outros motoristas e pelas condições adversas
encontradas nas vias de trânsito. Para que ele possa colocar em prática sua direção
defensiva é necessário que reuna conhecimentos, habilidades e atitudes que se
situam tanto no campo da legislação, como no das condutas comportamentais.
Observa-se, na tabela a seguir, alguns elementos que dão ao condutor
práticas defensivas, que têm como intuito evitar acidentes no trânsito:
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• Código de Trânsito Brasileiro;
• Leis e Resoluções de Trânsito;
CONHECIMENTO • Direitos e deveres nas diversas situações de
trânsito;
• Veículo e suas condições;
• Vias e sinalizações.
• Prever eventualidades do dia-a-dia;
• Prever ação dos outros veículos e transeuntes
na via;
• Prever consequência de ações a curto, médio e
longo prazo
Exemplos:
PREVISÃO
a) abastecimento de combustível e verificação de
equipamentos do veículo podem ser realizados
de forma planejada, isto é, previsões mediatas.
b) Observar complicações com transeuntes ao
atravessar uma via em local perigoso ou um
veículo “cortar” o sinal vermelho são previsões
imediatas.
• Cuidados e Manutenção veículo ;
ATENÇÃO • A tudo o que ocorre no trânsito;
• A todos os elementos da via (condições,
sinalização, tempo, etc.);
• Capacidade de manusear com competência e
controlar o veículo;
• Execução da direção e diversas manobras e
HABILIDADE
procedimentos necessários, com perícia e
sucesso, tais como: fazer curvas, ultrapassar,
mudar de velocidade ou de faixa, estacionar,
etc.
DECISÃO • Dirigir exige, a todo momento, tomadas de
decisões. Para que sejam as mais seguras e
assertivas é necessário que o condutor reuna
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os elementos de decisão anteriormente
descritos, sempre com prudência e perícia.
Essas decisões dependerão da habilidade e do
conhecimento das condições do veículo e da
via, da experiência e da prática de direção, bem
como da previsão das situações de risco de
acidentes, entre outros.
O Trânsito será seguro,
se você o fizer seguro!
Lembre-se: a mudança
pode começar por você!
E, então? Você se considera um condutor
defensivo?
1.2 Acidentes de Trânsito e o Condutor
O Brasil registrou entre julho de 2016 e julho de 2018 mais de 560 mil casos
de acidentes de trânsito. A maioria deles (76%) foram causados por motocicletas,
conduzidas por jovens de 18 a 34 anos.
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As consequências são muitas vezes fatais. Quando não, marcam de forma
definitiva a vida das vítimas. Em cerca de 68% dos casos as vítimas sobreviventes
ficaram com sequelas permanentes.
Diariamente vemos nos noticiários páginas dramáticas dessa história.
Segundo dados da OMS – Organização Mundial da Saúde, o Brasil ocupa a quinta
posição entre os países com maior número de mortos vítimas de acidentes de
trânsito no mundo. De acordo com a ONU – Organização das Nações Unidas, 90%
desses acidentes são ocasionados por imprudência ou imperícia dos condutores e,
portanto, poderiam ser evitados.
DEFINIÇÃO: Um acidente rodoviário refere-se a uma colisão: entre
veículos; entre um veículo e um objeto (poste, construção, árvore
etc.); entre um veículo e pedestres; entre um veículo e pessoas
trafegando em animais de carga ou em veículos menores, tais como
bicicletas, motocicletas etc.; ou entre um veículo e animais. Também
pode não haver qualquer interação do automóvel com outro objeto,
como no caso de capotamento, quando o condutor simplesmente
perde o controlo da viatura.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Acidente_rodovi%C3%A1rio
Acesso em 05 de novembro de 2018.
1.3 Possíveis causas de acidentes de trânsito
Acidentes são acontecimentos
imprevisíveis com consequências
indesejadas, que podem causar
danos aos veículos e aos
envolvidos, sejam eles humanos
ou animais. Conforme se observa
no gráfico ao lado que apresenta
dados do Observatório Nacional de Segurança Viária, 90% dos acidentes são
ocasionados por falhas humanas e, portanto, poderiam ser evitados.
Fonte: Dados do Observatório Nacional de Segurança Viária, 2017.
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As falhas humanas que desencadeiam esses acidentes podem ser
classificadas como:
Negligência: é o ato do condutor agir com desatenção, falta de observação e
descuido. Ocorre quando, por exemplo, o condutor não zela pela manutenção do
veículo ou, ainda, entrega seu veículo a condutores não habilitados.
Imperícia: ocorre pela falta de habilidade do condutor ao dirigir o veículo e, por isso,
age sem o conhecimento necessário nas situações de trânsito. É o caso, por
exemplo, de condutores que não sabem como proceder para o controle do
automóvel em caso de aquaplanagem.
Imprudência: é o ato do motorista desobeder as leis e regras de trânsito. Ocorre
quando este, por exemplo, dirige sob o efeito de álcool ou desrespeita as
sinalizações de velocidade.
Resumindo:
NEGLIGÊNCIA IMPERÍCIA IMPRUDÊNCIA
Motorista não faz algo que Motorista faz algo sem Motorista faz algo sem ter
deveria ter feito. habilidade cuidado ao fazer
1.5 Condições Adversas
Há situações e fatores que podem atrapalhar e/ou interferir na forma e no
momento da direção, os quais chamamos de Condições Adversas. É de suma
importância que nas diversas situações o condutor esteja preparado para tomar a
melhor decisão, a fim de evitar acidentes.
A seguir, elencamos algumas Condições Adversas que podem interferir na
direção:
• Carga;
• Condutor;
• Luz;
• Tempo;
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• Trânsito;
• Veículo;
• Via.
1.5.1 Condição Adversa “Carga”
Quando há o transporte de cargas em
geral, ou uma dada situação em que o
condutor transporte objetos (mudanças, por
exemplo), essa carga transportada pode se
transformar em uma condição adversa. Sendo
assim, há fatores que podem comprometer a
segurança. Alguns são:
• Forma inadequada de acondicionamento da carga, ou da embalagem;
• Imobilização da carga;
• Falta de habilidade e conhecimento da carga;
• Estado precário da carroceria de transporte.
O condutor deve observar os seguintes pontos ao transportar cargas:
• Capacidade do veículo x volumes e pesos
• Não transportar passageiros nos compartimentos de carga ou vice-versa.
• Certificar-se da imobilização e acondicionamento das cargas.
1.5.2 Condição Adversa “Condutor”
É imprescindível que o condutor esteja
em perfeitas condições físicas e mentais para
dirigir. Isso significa que não basta estar
habilitado com a CNH, mas é também
imprescindível a realização de uma autocrítica
por parte desse condutor, para que a direção
seja segura para todos na via.
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1.5.3 Condição Adversa “Luz”
Seja por iluminação natural ou artificial,
ver e ser visto é fundamental na via. A luz
torna-se, portanto, fator condicionante para
uma direção segura para todos. Porém, essa
pode se tornar uma condição adversa, seja pela
sua falta ou seu excesso. No que tange a
questão da luz, algumas situações podem ser
elencadas como fatores de risco: noite,
ofuscamento, penumbra.
1. Noite: É a ausência total de luz natural solar, sendo necessária a iluminação
artificial emitida por faróis e pela iluminação das vias. Com a limitação da
iluminação, são recomendados alguns cuidados:
• Manter as luzes do veículo em perfeito funcionamento;
• Manter a limpeza e regulagem dos faróis;
• Manter a velocidade inferior à praticada na via durante o dia, para que se
tenha tempo hábil para averiguar detalhes como buracos na via e animais,
por exemplo.
• Não utilizar luz alta à noite em vias que já são iluminadas;
• Em caso de ofuscamento, orientar-se pela margem direita da via, utilizando as
linhas do bordo da pista;
• Utilizar os faróis baixos à noite ou sob chuva forte;
• Manter distância de segurança dos veículos na via.
2. Ofuscamento: É a cegueira ao olhar diretamente para luz contrária
indesejada, podendo ser ocasionado por fontes luminosas excessivas. Estas
podem gerar desconfortos e causar enfraquecimento da visão dos objetos.
3. Penumbra (ou lusco-fusco): É a situação em que há pouco sinal de
luminosidade, como ocorre ao anoitecer, durante as manhãs, no interior de
túneis, viadutos e, ainda, em tempestades. Estar com efeito de penumbra é
considerado perigoso, portanto é imprescindível que o motorista pratique as
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seguintes ações:
• Mantenha a luz baixa;
• Reduza a velocidade;
• Tenha atenção redobrada.
1.5.4 Condição Adversa “Tempo”
Os fenômenos climáticos podem dificultar a visão do condutor e interferir na
condução, na medida em que podem alterar as condições da via e, inclusive,
modificar a estabilidade do veículo.
Condições do tempo como Chuva, vento, granizo e neve diminuem a
capacidade de direção, por vezes até impedindo um deslocamento seguro e
causando dificuldades visuais. São capazes de causar, inclusive, problemas nas
vias, como acúmulo de barro, de areia e desmoronamento, aumentando o grau de
periculosidade dessas estradas.
Nessas situações é importante manter o controle emocional, reduzir a
marcha, acender as luzes e, ainda, quando for inviável continuar o trajeto, encontrar
um local seguro para se abrigar.
Dentre as condições adversas de Tempo, temos:
1. Neblina (cerração ou
nevoeiro): Nessa
situação, o condutor deve
usar luz baixa, diminuir a
velocidade e redobrar
atenção. O condutor pode
ainda:
• evitar ultrapassagem;
• manter o limpador de
para-brisa ligado;
• em caso de visibilidade insuficiente, parar e aguardar em local seguro.
• parar na via apenas em casos imprescindíveis, sempre no acostamento, com
pisca-alerta ligado, e com o triângulo de segurança em local visível.
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2. Ventos: Os ventos fortes podem desequilibrar os veículos. Quando se
deparar com essa situação, o condutor deve agir conforme os casos:
• Ventos transversais: o condutor deve manter os vidros abertos, reduzir a
velocidade e manter firme aos mãos no volante.
• Ventos frontais: o condutor deve manter os vidros fechados, reduzir a
velocidade, segurar firme o volante e manter o veículo alinhado.
3. Chuva: O perigo começa logo no início da chuva, visto que nesses casos a
pista fica escorregadia. Quanto maior a velocidade utilizada e o tempo de vida
dos pneus, maiores são os riscos de acidente. Portanto, sob chuva, a redução
da velocidade é mandatória, além da manutenção de uma distância segura do
veículo a sua frente. Manter os pneus em boas condições é também
imprescindível.
4. Aquaplanagem (ou hidroplanagem): A aquaplanagem ocorre quando uma
camada fina de água, somada a alta velocidade, impede a aderência dos
pneus ao solo. O veículo pode perder o contato com o asfalto, derrapar e,
assim, causar acidentes. Quando o condutor percebe que há incidência de
água acumulada no solo deve tomar as seguintes precauções: tirar o pé do
acelerador, não acionar o freio, não usar marcha de força e segurar firme o
volante, sem girá-lo para a direita ou para a esquerda.
Caso o condutor perceba alagamento, é necessário parar em um lugar alto e
seguro para aguardar o nível da água baixar. Sempre, em todas as hipóteses
descritas, redobrar atenção.
1.5.5 Condição Adversa “Via”
É possível que o condutor se depare com diferentes adversidades no
pavimento das vias que poderão desestabilizar o veículo, além de sinalizações
inadequadas. Por conta disso, é imprescindível a atenção às condições dessas vias.
A seguir, elencamos algumas:
• Sinalização;
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• Pavimentação;
• Aclives ou declives;
• Largura das vias;
• Altura das lombadas;
• Conservação das vias;
• Drenagem de água das vias;
• Vegetação próximo às vias.
O condutor deve ficar atento a todos os fatores: mudanças de pavimento,
ausência de asfalto, buracos, ondulações, desníveis e à sinalização ausente ou
deficiente.
Manter velocidade compatível com as condições da via evita quebra de
suspensão ou danos aos pneus além de evitar acidentes.
1.5.6 Condição Adversa “Trânsito”
É fundamental que o condutor avalie as condições de trânsito para trafegar
com segurança. Há fatores que podem influenciar no andamento da condução, tais
como:
• Trânsito lento ou congestionado;
• Horários e vias com menor ou maior
tráfego;
• Presença de veículos não
motorizados, como bicicletas e
patinetes.
• Áreas de concentração de
pedestres;
• Comportamento dos demais
condutores na via.
Para que o trajeto seja realizado com segurança, é importante que o condutor
defensivo planeje seu itinerário, evitando vias que possam congestionar, procurando
dispor de tempo extra e sempre tentando prever as situações inesperadas. Em caso
de alguma ocorrência, é primordial manter a calma e pedir ajuda quando necessário.
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1.5.7 Condição Adversa “Veículo”
São recorrentes os acidentes no trânsito ocasionados pela má conservação
dos veículos, envolvendo outros veículos, pedestres, animais e patrimônio público.
Pelos riscos causados em função das situações adversas dos veículos, o condutor
deve verificar periodicamente os seguintes elementos:
• Motor: O condutor deve verificar
sempre a água e óleo, além de conferir
a regulagem.
• Pneus e roda sobressalente (estepe):
Calibragem semanal. De acordo com a
Resolução Contran n. 558/1980, art.
4.º, os pneus devem estar com sulco
superior a 1,6 milímetros para circular;
• Bateria: averiguar sempre nível de água e cabos.
• Retrovisores internos e externos: mantidos limpos, regulados e firmes.
• Rodas: mantidas alinhadas e balanceadas.
• Cinto de segurança: sempre em perfeito estado. É de extrema importância
para segurança dos ocupantes do veículo.
Não esqueça de realizar as revisões
frequentemente em seu veículo. Só assim você
garante a segurança no trânsito e cumpre a lei.
FIQUE ATENTO! Você pode sofrer
penalidade prevista no Código de Trânsito
Brasileiro (CTB) – Lei n. 9.503, de 23 de
setembro de 1997, caso seu veículo esteja em
mau estado de conservação.
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RESUMO DO CAPÍTULO 1
São recorrentes os acidentes no trânsito ocasionados pela má conservação
dos veículos, envolvendo outros veículos, pedestres, animais e patrimônio
público. Pelos riscos causados em função das situações adversas dos
veículos, o condutor deve verificar periodicamente os seguintes elementos
• Tome decisões que necessitem de habilidades que você possua.
• Faça aquilo que é de sua obrigação para que o veículo esteja em
perfeito estado, seja atento!
• Sempre obedeça às leis e regras.
Você nunca erra ao fazer o que é certo!
Até o próximo estudo.
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2 CAPÍTULO II: Condutor e a direção defensiva
Objetivo: Discutir as situações e os aspectos que podem influenciar o condutor
no momento da direção, como uso de álcool e outras drogas.
Assuntos:
• Condições Físicas e Mentais do Motorista
• Fatores prejudiciais à atenção dos Motoristas
• Direção e o consumo de Álcool e substâncias psicoativas
• Fiscalização e a Lei Seca
• Procedimentos do Agente de Trânsito de acordo com a lei Seca
Definitivamente Álcool e direção não
combinam! Tampouco o uso de substâncias
psicoativas!
Precisamos parar para pensar a respeito deste
assunto, e por isso, vou guiá-lo neste estudo.
Em primeiro lugar sempre a vida!
2.1 Como está o Condutor?
É sempre fundamental a autoavaliação no momento da direção, bem como a
avaliação daqueles que estão ao lado e podem influenciar o condutor. O veículo em
movimento é uma máquina que, quando operada por uma pessoa que não se
encontra em condições físicas e mentais apropriadas, pode colocar em risco os
passageiros do veículo e todo o trânsito. É sempre fundamental uma avaliação
fundamentada no bom senso e no cuidado mútuo, a fim de que a direção possa se
dar de forma segura.
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Alguns fatores podem interferir no momento da direção, prejudicando a
atenção do condutor, tais como: descontrole emocional, impulsividade e stress. Se,
manifestando essas condições, o condutor ainda assim assumir os riscos que traz a
condução de um veículo, esse deve procurar, ao menos, exercitar o seu
autocontrole.
2.1.1 Condições físicas e mentais do Condutor
A seguir, observamos algumas condições que o condutor necessita observar
antes de assumir a direção:
1. Condições Físicas
• Atenção: Estar atento é condição fundamental para que possa exercer com
precisão as manobras de direção e as tomadas de decisão. As habilidades de
direção associadas à atenção farão com que o condutor realize o percurso de
forma segura.
• Audição: No momento da direção muitas coisas podem ocorrer. A audição,
por ser um dos sentidos mais importantes para a comunicação, precisa estar,
portanto, livre para esta tarefa. Estar em atenção e alerta ao trânsito, livre de
fones de ouvido e som alto são condutas fundamentais para uma direção
segura.
• Fadiga: A fadiga é muito prejudicial à direção segura, visto que diminui a
atenção, a concentração e a reação imediata às situações adversas. Diz-se
que o indivíduo está com fadiga quando, mesmo descansado, apresenta a
sensação de cansaço permanente.
• Visão: Assim como a audição, a visão é um dos sentidos mais importantes
para o condutor. É imprescindível que o condutor esteja com este sentido em
perfeitas condições, seja naturalmente, ou com uso de óculos ou lentes de
contato.
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Dirigir o veículo sem usar lentes corretoras de
visão, aparelho auxiliar de audição, próteses
físicas ou adaptações do veículo, impostas por
ocasião da renovação ou da concessão da licença
para conduzir, é infração gravíssima (art. 162, VI,
CTB, 1997).
2. Condições Emocionais e Mentais do Condutor
• Conduzir sob pressão: estar sob pressão, precisando dirigir com pressa.
Nessas situações, o condutor fica mais vulnerável à realização de ações
impensadas e de forma imediatista, colocando em risco a si mesmo e a
outros.
• Estados Depressivos: quando o
condutor se encontre com quadros
depressivos, sua capacidade de
decisão e atenção ficam
prejudicada, colaborando para que
ocorram acidentes.
• Falta de Habilidade na Condução: Por não possuir as habilidades
necessárias para tomadas de decisão, às vezes com maior complexidade,
acabam ocorrendo em acidentes.
• Familiaridade com a via: O excesso de confiança ao conhecer a via pode se
consituir como um fator negativo, quando o condutor não prevê a
possibilidade de alguma ocorrência não habitual no percurso e que ele não
tenha conhecimento, como, por exemplo, a queda de uma árvore, uma
mudança de sinalização, etc., que possa acabar em erros ou, mesmo, em
possíveis acidentes.
• Fatores temporários: podem prejudicar a direção fatores diversos, como:
doenças, dor, calor, fome, sede, tristeza, frustração, insegurança, etc.
Lembre-se: Sempre se auto-avalie antes de pegar
um veículo!
Importante ressaltar que o Código de Trânsito
Brasileiro – CTB (BRASIL, 1997) estabelece que o
condutor deve estar em plenas condições
físicas, mentais e psicológicas para dirigir.
Um trânsito seguro depende de condutores
defensivos!
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Art 166 – CTB /1997
Confiar ou entregar a direção de veículo a pessoa que, mesmo habilitada, por
seu estado físico ou psíquico, não estiver em condições de dirigi-lo com segurança:
• Infração: gravíssima;
• Penalidade: multa.
Caso você confie a direção do seu veículo a alguém, observe que o mesmo
deve ser habilitado e deve estar em condições de conduzir com qualidade.
2.2 Álcool e substâncias psicoativas
São milhões de pessoas vítimas de
acidentes causadas por condutores
24,3% dos
motoristas brasileiros alcolizados em todo o Brazil. Dados
assumem dirigir
da Pesquisa Nacional de Saúde
depois de consumir (PNS) revela que aproximadamente um
bebidas
quarto dos motoristas brasileiros
alcoólicas
desobedecem à lei e colocam vidas em
risco. O mais alarmante é que esses dados
são de 2013 e nova pesquisa de 2017 do
Ministério da Saúde revela que os dados
permanecem estáveis.
Comprovadamente álcool e direção não combinam. O álcool afeta o sistema
nervoso e impede a pessoa de reagir diante do situações adversas, alterando a
concentração, a coordenação motora e a tomada de decisões.
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Lei 11.705/2008 - Art. 165
Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra
substância psicoativa que determine dependência:
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (dez vezes) e suspensão do direito
de dirigir por 12 (doze) meses. (Redação dada pela Lei
nº 12.760, de 2012)
Medida administrativa - recolhimento do documento de
habilitação e retenção do veículo, observado o disposto
no § 4º do art. 270 da Lei no 9.503, de 23 de setembro
de 1997 - do Código de Trânsito Brasileiro. (Redação
dada pela Lei nº 12.760, de 2012)
Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista no
caput em caso de reincidência no período de até 12
(doze) meses. (Redação dada pela Lei nº 12.760, de
2012).
O álcool é uma substância psicoativa com um número elevado e variado de
efeitos no organismo. Age como um depressor do sistema nervoso central, atua em
diversos órgãos e, por isso, sua
combinação com a direção é
altamente perigosa! A quantidade e
as circunstâncias do consumo
determinam a duração de seus
efeitos.
Os efeitos podem se
apresentar pela incapacidade de
julgamento, mas, também,
dependendo do consumo, há alteração nas habilidades motoras e no tempo de
reação às diferentes situações, causando sonolência e, até mesmo, desmaios.
Um condutor alcoolizado, portanto, coloca em risco sua vida e a dos demais
que circulam no trânsito.
A tabela abaixo correlaciona os níveis de concentração de álcool no sangue e
os sintomas clínicos correspondentes:
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Concentração
de álcool no
sangue Efeitos sobre o corpo
• Aumento do ritmo cardíaco e respiratório.
• Diminuição das funções de vários centros nervosos.
0,01-0,05 g/100
• Comportamento incoerente ao executar tarefas.
ml
• Diminuição da capacidade de discernimento e perda da inibição.
• Leve sensação de euforia, relaxamento e prazer.
• Entorpecimento fisiológico de quase todos os sistemas.
• Diminuição da atenção e da vigilância, reflexos mais lentos,
dificuldade de coordenação e redução da força muscular.
0,06-0,10 g/100
• Redução da capacidade de tomar decisões racionais ou de
ml
discernimento.
• Sensação crescente de ansiedade e depressão.
• Diminuição da paciência.
• Reflexos consideravelmente mais lentos.Problemas de equilíbrio
e de movimento.
0,10-0,15 g/100 • Alteração de algumas funções visuais.
ml • Fala arrastada.
• Vômito, sobretudo se esta concentração for atingida
rapidamente.
• Transtornos graves dos sentidos, inclusive consciência reduzida
0,16-0,29 g/100 dos estímulos externos.
ml • Alterações graves da coordenação motora, com tendência a
cambalear e a cair frequentemente.
• Letargia profunda.
0,30-0,39 g/100 • Perda da consciência.
ml • Estado de sedação comparável ao de uma anestesia cirúrgica.
• Morte (em muitos casos).
• Inconsciência.
A partir de 0,40
• Parada respiratória.
g/100 ml
• Morte, em geral provocada por insuficiência respiratória.
Fonte: Cisa - Centro de informações sobre saúde e álcool
2.3 Fiscalização
A Fiscalização de trânsito atual é amparada
pela Lei Seca 11.705/2008, complementada pela
Lei 12.760/2012, juntamente com a Resolução n.
432, de 23 de janeiro de 2013, as quais versam
sobre os procedimentos que devem ser adotados
pelas autoridades de trânsito e seus agentes na
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fiscalização do consumo de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que
determine dependência, com o objetivo de:
1. Resolução 432/ 2013
• Art. 1º Definir os procedimentos a serem adotados pelas
autoridades de trânsito e seus agentes na fiscalização do
consumo de álcool ou de outra substância psicoativa que
determine dependência, para aplicação do disposto nos arts.
165, 276, 277 e 306 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de
1997 – Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
• Art. 2º A fiscalização do consumo, pelos condutores de
veículos automotores, de bebidas alcoólicas e de outras
substâncias psicoativas que determinem dependência deve
ser procedimento operacional rotineiro dos órgãos de trânsito.
• Art. 3º A confirmação da alteração da capacidade psicomotora
em razão da influência de álcool ou de outra substância
psicoativa que determine dependência dar-se-á por meio de,
pelo menos, um dos seguintes procedimentos a serem
realizados no condutor de veículo automotor:
I - exame de sangue;
II - exames realizados por laboratórios especializados,
indicados pelo órgão ou entidade de trânsito competente ou
pela Polícia Judiciária, em caso de consumo de outras
substâncias psicoativas que determinem dependência;
III - teste em aparelho destinado à medição do teor alcoólico
no ar alveolar (etilômetro);
IV - verificação dos sinais que indiquem a alteração da
capacidade psicomotora do condutor.
§ 1º Além do disposto nos incisos deste artigo, também poderão ser
utilizados prova testemunhal, imagem, vídeo ou qualquer outro meio
de prova em direito admitido. § 2º Nos procedimentos de
fiscalização deve-se priorizar a utilização do teste com etilômetro.
§ 3° Se o condutor apresentar sinais de alteração da capacidade
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psicomotora na forma do art. 5º ou haja comprovação dessa situação
por meio do teste de etilômetro e houver encaminhamento do
condutor para a realização do exame de sangue ou exame clínico,
não será necessário aguardar o resultado desses exames para fins
de autuação administrativa (BRASIL, 2013).
Os agentes da autoridade de trânsito
poderão constatar sinais de alteração da
capacidade psicomotora.
O procedimento será feito pós
abordagem, descrevendo no auto de infração,
ou em termo específico que contenha as
informações mínimas. O termo deverá
acompanhar o auto de infração.
De acordo com a Resolução CONTRAN Nº 432 DE 23/01/2013, o agente da
Autoridade de Trânsito deverá observar sinais de alteração da capacidade
psicomotora. Estes deverão ser descritos no auto de infração ou em termo
específico que contenha as informações mínimas indicadas no Anexo II, o qual
deverá acompanhar o auto de infração. Abaixo, apresentamos os sinais de alteração
da capacidade psicomotora a serem observados, bem como todos os elementos
obrigatórios no auto ou termo específico a ser redigido pela Autoridade de Trânsito:
2.4 Sinais de alteração da capacidade psicomotora
Informações mínimas que deverão constar no termo mencionado no artigo 6º
desta Resolução, para constatação dos sinais de alteração da capacidade
psicomotora pelo agente da Autoridade de Trânsito:
VI - Sinais observados pelo agente fiscalizador:
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a) Quanto à aparência, se o condutor apresenta:
i. Sonolência;
ii. Olhos vermelhos;
iii. Vômito;
iv. Soluços;
v. Desordem nas vestes;
vi. Odor de álcool no hálito.
b) Quanto à atitude, se o condutor apresenta:
i. Agressividade;
De acordo com a Lei Seca,
ii. Arrogância;
caso o motorista rejeite a
iii. Exaltação;
realização do teste do
iv. Ironia;
bafômetro, o agente pode
v. Falante;
observar e constatar com
vi. Dispersão.
base nos SINAIS aqui
c) Quanto à orientação, se o condutor:
apresentados.
i. sabe onde está;
ii. sabe a data e a hora.
d) Quanto à memória, se o condutor:
sabe seu endereço;
lembra dos atos cometidos;
e) Quanto à capacidade motora e verbal, se o condutor apresenta:
i. Dificuldade no equilíbrio;
ii. Fala alterada;
Pare e reflita!
Mesmo que tenha ingerido pouca quantidade de
bebida alcoólica, é perigoso! Não dirija!
Dê a direção a um habilitado, que não tenha
bebido, ou chame um chame um taxi!
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2.4.1 Substâncias psicoativas
Toda substância natural ou sintética que age diretamente no cérebro é
uma substância psicoativa. Ela atua alterando o comportamento, o raciocínio, a
cognição e o humor. Há substâncias psicoativas comercializadas de forma
controlada, como é o caso de alguns remédios, e outros de forma livre para maiores
de 18 anos, como é o caso do cigarro. Além dessas, existem também as
substâncias ilícitas, que podem ser altamente prejudiciais e com efeitos colaterais
devastadores aos usuários. Todas são capazes de causar dependência em seus
usuários.
Importante salientar que ainda que o consumo de medicamentos ocorra por
indicação médica, esses podem alterar as funções cognitivo-comportamentais do
motorista e interferir, assim, no desempenho da direção.
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RESUMO DO CAPÍTULO 2
Neste capítulo nós vimos situações e aspectos que podem influenciar o
condutor no momento da direção, como uso de álcool e outras drogas, além
de aspectos emocionais. Fica como aprendizado:
1. Antes de dirigir, faça uma autoavaliação de suas condições físicas e
emocionais;
2. Caso consuma bebida alcoólica, NÃO dirija;
3. A vida está sempre em primeiro lugar!
Até o próximo estudo.
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3 CAPÍTULO III: Riscos
Objetivo: Observar as situações de riscos diversos que podem culminar em
acidentes de trânsito.
Assuntos:
• Situações de riscos em: ultrapassagens, derrapagens, ondulações,
buracos, cruzamentos, curvas e frenagens.
• Parar e estacionar – Placa e legislação.
Como você já sabe, milhares de pessoas
morrem por ano vítima de acidentes
ocorridos em rodovias, ocasionados por
ultrapassagens perigosas. Ocorrem por
falta de respeito as normas de trânsito, e
geralmente as épocas festivas e feriados
são as datas onde os índices são mais
elevados. Vamos estudar sobre a formas
seguras de conduzir o veículo e situações
de risco no trânsito.
3.1 Situações de Risco
Observamos no trânsito diversas situações de perigo durante os percursos
realizados, provenientes de ultrapassagens irregulares, desrespeito à sinalização de
trânsito, dentre outros. Há situações que colocam condutor, passageiros e pedestres
em risco.
3.1.1 Ultrapassagem
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro – CTB – (BRASIL, 1997),
temos as seguintes definições de duas situações diferentes de ultrapassagem:
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CURSO DE RECICLAGEM PARA CONDUTORES INFRATORES - DIREÇÃO DEFENSIVA
Passagem por outro veículo: é o
movimento de passagem à frente de outro
veículo que se desloca no mesmo sentido,
em menor velocidade, mas em faixas
distintas da via.
Ultrapassagem: é o movimento de passar
à frente de outro veículo que se desloca no
mesmo sentido, em menor velocidade e na
mesma faixa de tráfego, necessitando que
o motorista saia para a faixa de direção
contrária e, em seguida, retorne à faixa de
origem.
Observe que esta
ultrapassagem está
IRREGULAR!
A ultrapassagem é permitida:
• Apenas pela esquerda.
• Quando houver indicação pela sinalização e em locais apropriados;
• Quando há condições de segurança;
• Quando há total visibilidade da pista.
As ultrapassagens não devem ocorrer em curvas, túneis, viadutos, aclives,
lombadas, cruzamentos, pontes ou pontos inseguros. Ultrapassar em situações
como estas pode ocasionar colisões com veículos que estão em sentido contrário,
causando acidentes graves. Para uma ultrapassagem segura, sugere-se que:
• Mantenha a devida distância do veículo que trafega à frente, mantendo o
ângulo de visão.
• Sinalize com antecedência para que os motoristas que trafegam à frente e
atrás saibam de suas ações.
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• Observe e confira sempre o ângulo de visão pelo retrovisor e a situação do
tráfego.
• Verifique os espaços entre os veículos, e só ultrapasse se o houver espaço
suficiente à frente ao veículo ultrapassado.
• Nunca ultrapasse se houver sinalização de proibição.
Figura 1 – Placa de sinalização: Proibido ultrapassar
3.1.2 Derrapagem
O veículo derrapa quando
há falta de aderência da borracha
do pneu com o solo, o que coloca
em risco a vida dos passageiros
do veículo, já que o condutor não
mais consegue dominá-lo.
Para que seja evitado esse
efeito, os pneus devem ser
conferidos quanto à sua
calibragem, respeitando-se as
especificações do fabricante. Fundamental, ainda, é observar seu aspecto físico, isto
é, se está preservado, sem danos, furos, etc.
A derrapagem, quando realizada propositalmente, é prevista no CTB como
infração, passível de penalidades:
• Art. 175. Utilizar-se de veículo para, em via pública, demonstrar ou exibir
manobra perigosa, arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com
deslizamento ou arrastamento de pneus [é]: Infração: gravíssima;
Penalidade: multa, suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo;
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Medida administrativa: recolhimento do documento de habilitação e remoção
do veículo (CTB, 1997).
3.1.3 Via
O condutor precisa estar atento às
possíveis deformidades que a via possa
apresentar, como ondulações, desníveis,
etc. Esse tipo de característica da via pode
desestabilizar a direção e ocasionar
acidentes.
3.1.4 Cruzamento entre vias
Observar as sinalizações que
determinam a preferência de passagem é
fundamental. As sinalizações podem estar
dispostas em placas de regulamentação
e/ou semáforos. Importante lembrar que é
sempre importante ter prudência, reduzindo
a velocidade.
De acordo com o Código de Trânsito
Brasileiro (CTB), quando houver um
cruzamento e a sinalização for falha ou nula a preferência será sempre do veículo
que se aproximar à sua direita.
3.1.5 Frenagem
Frenagem é o termo que usamos para definir o ato do acionamento de freios
até que o veículo pare totalmente. Para que essa ação seja segura, é importante
observar o tempo de frenagem do veículo, a fim de que possa medir a distância
necessária para que se consiga parar sem que haja colisão com o veículo que
trafega à frente. Essa distância variará de acordo com a velocidade em que o
veículo se encontrar, além das condições das vias. Por isso, como precaução, é
sempre importante estar atento à velocidade permitida e à manutenção do veículo.
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3.2 Parar e estacionar
O CTB determina o que é estabelecido como parada e como estacionamento.
Preconiza, ainda, que não respeitar às sinalizações é considerada uma infração de
trânsito média, que gera 4 pontos na CNH e medida administrativa de remoção do
veículo. Por isso, antes de Parar ou Estacionar, é importante observar se há
indicação visual com as seguintes placas:
Observe atentamente cada situação de
risco. Você é capaz de evitar acidentes
tomando boas decisões!
Parada Regulamentada: Ela indica
permissão para parar e estacionar,
desde que haja vagas e condições.
Proibido Estacionar: Ela indica
permissão para parar o veículo para fins
de embarque e desembarque conforme
definido no Código de Trânsito, mas não
autoriza estacionar.
Proibido Parar e Estacionar: Esta
placa indica proibição total, tanto para
parar, quanto para estacionar.
Caso na via pública não exista indicação visual estabelecendo proibição, o
estacionamento é permitido. Observe que caso a guia da via seja pintada com uma
faixa amarela, isso indica proibição de estacionamento.
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CURSO DE RECICLAGEM PARA CONDUTORES INFRATORES - DIREÇÃO DEFENSIVA
RESUMO DO CAPÍTULO 3
Neste capítulo nós vimos situações de riscos que quando não cuidados com a
atenção necessária, podem culminar em acidentes de trânsito. Vimos neste
capítulo situações de riscos em: ultrapassagens, derrapagens, ondulações,
buracos, cruzamentos, curvas e frenagens, além dos locais apropriados para
parar e estacionar e suas respectivas placas de sinalização.
Fique atento e até o próximo estudo!
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CURSO DE RECICLAGEM PARA CONDUTORES INFRATORES - DIREÇÃO DEFENSIVA
4 CAPÍTULO IV: Equipamentos de segurança e manutenção
Objetivo: Observar os cuidados necessários aos veículos para a segurança dos
passageiros e demais participantes do trânsito.
Assuntos:
• Procedimentos indicados ao condutor de veículos: sentar corretamente,
ajustar espelhos retrovisores, uso de cinto de segurança, painel do
veículo,
• Atitudes do motorista defensivo com passageiros e cargas;
• Transporte de passageiros e os equipamentos de segurança para o
transporte de crianças.
• Transporte de Cargas: orientações quanto aos locais de parar/estacionar,
realização de manobras, entrada/saída em rodovias, marcha ré e
realização de curvas.
• Equipamentos de Segurança, encosto de cabeça e tipos de cinto de
segurança.
• Equipamentos de Segurança para motociclistas: capacete, viseira, roupa
e botas.
• Manutenção e Manutenção do Veículo: Conferência e calibragem dos
pneus, inclusive do estepe; Verificação do nível do óleo do motor;
Verificação do nível da água do reservatório de expansão ou do radiador;
Verificação do funcionamento dos limpadores de para-brisa; Realização
do balanceamento das rodas e alinhamento da direção; Verificação do
funcionamento da buzina; Conferência dos faróis, das lanternas e dos
piscas-alertas; Verificação do estado das pastilhas dianteiras e o nível do
fluido de freio.
• Leis da Física: Inércia, aderência, força centrífuga, força centrípeta,
transferência de massa
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CURSO DE RECICLAGEM PARA CONDUTORES INFRATORES - DIREÇÃO DEFENSIVA
Há procedimentos indicados para que o
condutor garanta melhor segurança a todos
que trafegam no trânsito. Isto inclui
procedimentos no transporte de passageiros e
cargas. Vamos estudar esses procedimentos
e rever os dispositivos de segurança,
cuidados e manutenção do veículo, bem como
algumas Leis da Física.
4.1 Procedimentos e atitudes do Condutor
Para que o motorista esteja confortável e devidamente posicionado dentro do
veículo, de forma defensiva e com acesso às fontes de visão, esse, ao entrar no
carro, deve zelar em seguir alguns procedimentos:
• Sentar corretamente: ao sentar-se, o condutor deve alcançar os pedais e
seus joelhos devem continuar semiflexionados. Da mesma forma, os punhos
devem alcançar o volante e os braços devem estar semiflexionados. Deve se
manter, ainda, em posição reta e a uma distância confortável para a
realização das manobras.
• Ajustes dos Espelhos Retrovisores: o condutor deve ajustar o retrovisor
interno de forma que consiga visualizar o máximo possível do vidro traseiro;
Após, ajustar os retrovisores externos de forma que consiga ter a maior visão
possível da via, até que não consiga ver seu próprio carro.
• Cinto se Segurança: certificar-se de que todos os passageiros do veículo
estão com o cinto devidamente afivelado. O cinto de segurança deve ser
utilizado durante todo o trajeto.
• Painel do veículo: É imprescindível a observação do painel para a
averiguação de possíveis luzes acesas, que apontam para possíveis
problemas no sistema do veículo.
A segurança de todos depende das atitudes corretas do condutor. Desta
forma, há algumas atitudes que quando tomadas podem evitar acidentes, como:
33
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• Respeitar as sinalizações;
• Respeitar os limites de velocidade indicados;
• Se abster do uso do telefone celular;
• Estar sempre com cinto de segurança afivelado;
• Sob chuva forte, neblina ou garoa, diminuir a velocidade e redobrar a atenção.
• Manter a luz dos faróis acesa ao dirigir à noite, sob chuva, ou em rodovias
que exijam essa prática.
• Em conversões, sempre averiguar se não há riscos a si mesmo ou aos outros
que trafegam pela via, sejam eles motoristas ou pedestres.
Importante salientar que há um ponto da visão
dada pelo retrovisor em que o condutor não é capaz
de perceber os objetos e as pessoas que trafegam
video junto a ele na via. A esse ponto dá-se o nome de
ponto cego. Muitos acidentes ocorrem quando o
motorista tenta fazer uma conversão e não percebe
outro veículo ou pedestre se aproximando, causando
colisões e, até mesmo, atropelamentos. Por isso, é
necessário e importante estar atento a esse fator para diminuir os riscos de acidente,
especialmente em manobras realizadas em esquinas. Para prevenir incidentes,
recomenda-se que antes de manobrar o veículo, o condutor observe os retrovisores
e confira também girando a cabeça.
4.2 Transporte de passageiros
O motorista é responsável pela segurança dos passageiros do seu veículo.
Por isso, procedimentos adequados a cada situação devem ser tomados a fim de
evitar acidentes e danos em caso de acidentes. Alguns procedimentos podem ser
tomados como padrão:
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CURSO DE RECICLAGEM PARA CONDUTORES INFRATORES - DIREÇÃO DEFENSIVA
• Verificar que todos estão usando
cinto de segurança;
• Verificar se o número de
passageiros é adequado à
capacidade máxima do veículo;
• Verificar se há menores de 10
anos e se estão no banco traseiro
nos assentos próprios para cada
idade – bebê-conforto, cadeirinha
ou assento de elevação – sempre
com o cinto de segurança
afivelado.
Há, ainda, a possibilidade da quantidade de crianças menores de 10 anos
exceder a capacidade máxima permitida para o banco traseiro do veículo. Neste
caso, aquela que tiver maior estatura pode ser transportada no banco dianteiro,
utilizando o dispositivo de segurança adequado. O mesmo é indicado para os
veículos que disponham somente de banco dianteiro. Os dispositivos adequados
para transporte de crianças estão descritos na tabela abaixo:
Bebê Conforto
Indicação: Crianças de 0 a 1 ano (ou
que tenham até 13kg).
Uso: No banco traseiro, de costa para o
movimento, preso com o cinto de
segurança. O bebê conforto possui um
cinto de segurança para o bebê, que
deve estar devidamente afivelado.
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CURSO DE RECICLAGEM PARA CONDUTORES INFRATORES - DIREÇÃO DEFENSIVA
Cadeira de Transporte
Indicação: Crianças entre 1 e 4 anos de
idade.
Uso: No banco traseiro, de frente para o
movimento, preso com o cinto de
segurança. A cadeira de transporte
possui um cinto de segurança para a
criança, que deve estar devidamente
afivelado.
Assento de Elevação
Indicação: Crianças maiores de 4 anos
de idade, com altura inferior a 1,45m
Uso: Posicionar o assento sobre o
banco, sem fixá-lo. Acomodar a criança
sobre o assento de elevação e afivelar o
cinto de segurança do automóvel na
criança, de modo que não atinja o
pescoço da mesma.
4.3 Transporte de Carga
Transportar qualquer carga exigirá do condutor cuidados redobrados para
evitar acidentes. Para tanto, recomenda-se que a carga seja distribuída
adequadamente, embalada e indicada de forma correta e imobilizada eficazmente.
Deve-se observar, ainda, as seguintes orientações:
• Respeito ao limite de peso que o veículo suporta;
• Não transportar passageiros no compartimento de carga, ou carga no lugar do
passageiro;
• Garantir que a carga esteja imobilizada corretamente;
• Conferir a situação da carga em paradas durante todo o trajeto.
Em algumas atitudes defensivas, o motorista com cargas precisa ter atenção
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CURSO DE RECICLAGEM PARA CONDUTORES INFRATORES - DIREÇÃO DEFENSIVA
redobrada, como, por exemplo:
• Parar: quando em vias urbanas e em locais permitidos, o motorista deve
parar próximo à borda da pista;
• Estacionar: apenas em locais permitidos.
• Preferência: quando se
aproximar de um cruzamento
e não houver sinalização de
preferência, a preferência
será do veículo que vier pela
direita.
• Entrada em rodovias:
Somente entrar quando
houver segurança, de forma
devidamente sinalizada,
utilizando a faixa de
aceleração quando houver, acelerando de acordo com o fluxo observado e
devidamente sinalizado na via.
• Saída de rodovias: de forma sinalizada, desacelerando e utilizando a faixa
de desaceleração.
Há faixas de aceleração e desaceleração. A Faixa de Aceleração é
exclusivamente para a entrada em uma via mais rápida que a de origem, isto é, para
a convergência de veículos. Já a Faixa de Desaceleração é para a saída,
divergência de veículos em uma via principal (rodovias, por exemplo), de forma que
ambas as operações de tráfego possam ser feitas de modo seguro e satisfatório.
4.4 Curva
Muitos acidentes são ocasionados em curvas por causa da ação da força
centrífuga, que impulsiona o veículo para fora do trajeto. O vídeo abaixo ilustra este
efeito.
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CURSO DE RECICLAGEM PARA CONDUTORES INFRATORES - DIREÇÃO DEFENSIVA
Para realização de uma curva com segurança, alguns procedimentos podem
ser realizados:
• Calcule a velocidade. Quanto mais fechada for a curva, mais reduzida deve
ser a velocidade;
• Freie antes de entrar na curva. Excesso de velocidade pode causar efeito da
força centrífuga, enquanto frear bruscamente pode causar derrapagem;
• Reduza a marcha, e acelere de leve ao fazer a curva, mantendo a aceleração,
visto que a aceleração aumenta a aderência.
4.5 Marcha à ré
É considerada manobra perigosa, visto que a visibilidade pode ficar
comprometida pela própria estrutura do veículo. Para tal manobra é fundamental a
verificação apurada para não colocar em risco os transeuntes e causar colisões.
Importante salientar que é proibido transitar longos percursos em marcha à ré,
bem como não se deve retornar em marcha à ré em esquinas, curvas e outros locais
que não ofereçam segurança.
4.6 Equipamentos de Segurança
Os equipamentos de segurança servem para proteger o condutor e seus
passageiros, pois eles aumentam as chances de sobrevivência em caso de
acidente, quando usados de forma correta.
Em caso de acidentes, para inibir o efeito chicote, o encosto do banco
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CURSO DE RECICLAGEM PARA CONDUTORES INFRATORES - DIREÇÃO DEFENSIVA
dianteiro deve ficar na posição 125º
Já o encosto de cabeça deve estar regulado no mínimo na altura dos olhos,
protegendo contra lesões na coluna
cervical e no pescoço. As crianças devem
estar devidamente sentadas, com seus
equipamentos de segurança e com seus
cintos afivelados, além de que todos os
demais ocupantes do veículo, inclusive os
passageiros do banco traseiro, devem
utilizar o cinto de segurança de forma
individual. A falta desse equipamento,
além de perigoso, é uma infração de
trânsito grave. Os cintos de segurança são classificados em três tipos:
• Subabdominal: segura
apenas o abdome, impedindo
que o passageiro seja
lançado para fora do veículo,
tendo a desvantagem de não
proteger o tórax e a cabeça.
• Diagonal: transpassa o corpo
do indivíduo do ombro até o
quadril, diminuindo o impacto
e impedindo o choque do
tórax e da cabeça. Tem a
desvantagem de, em caso de
acidentes, o corpo poder
passar por baixo do cinto.
• Três pontos: é o cinto de maior segurança, tendo uma faixa diagonal que
transpassa do ombro até o quadril e uma faixa subabdominal que protege o
abdome. Ele impede que o corpo seja arremessado para fora do veículo,
protegendo ainda o tórax e a cabeça. A faixa transversal deve vir sobre o
ombro, atravessando o peito, sem tocar o pescoço
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CURSO DE RECICLAGEM PARA CONDUTORES INFRATORES - DIREÇÃO DEFENSIVA
4.6.1 Motociclistas e os equipamentos de segurança
A pilotagem de motocicletas traz ao piloto uma exposição maior do que a do
condutor de um carro e, portanto, necessita de equipamentos que lhe confiram a
segurança apropriada, tais como:
• Capacete: De uso obrigatório, é o equipamento de maior importância para o
motociclista, protegendo a cabeça em caso de acidentes.
• Óculos ou viseira: De uso obrigatório e de extrema importância, garante a
preservação da visão, evitando que ciscos e animais causem danos aos
olhos, bem como ocasionar acidentes graves.
• Roupa: a utilização de roupa correta e de material resistente protege o corpo,
diminuindo os danos em caso de acidente. Incluem-se nessa categoria
também aquelas que protegem as mãos e evitam que escorreguem das
manoplas (aquela parte que fica no guidão da moto e onde o condutor segura
para pilotar).
• Botas: é o calçado indicado para quem pilota uma motocicleta, conferindo ao
motociclista maior firmeza ao pilotar, além de proteger os pés e os tornozelos.
• Postura: Dirigir com a postura correta é fundamental para a realização
correta das manobras.
4.7 Cuidados e Manutenção do Veículo
A Manutenção preventiva, além de prevenir acidentes, avita transtornos
diversos no trânsito. Cada condutor necessita frequentemente estar atento ao seu
veículo, observando as orientações do fabricante e do mecânico, a fim de aumentar
a vida útil e manter o desempenho satisfatório do veículo. Elencamos alguns
cuidados que podem ser realizados periodicamente:
• Conferência e calibragem dos pneus, inclusive do estepe;
• Verificação do nível do óleo do motor, respeitando os períodos para troca do
mesmo e completando-o quando necessário;
• Verificação do nível da água do reservatório de expansão ou do radiador,
completando-o quando necessário;
• Verificar o funcionamento dos limpadores de para-brisa, trocando-os quando
necessário.
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CURSO DE RECICLAGEM PARA CONDUTORES INFRATORES - DIREÇÃO DEFENSIVA
• Realização do balanceamento das rodas e alinhamento da direção;
• Verificação do funcionamento da buzina;
• Conferência dos faróis, das lanternas e dos piscas-alertas;
• Verificação do estado das pastilhas dianteiras e do nível do fluido de freio.
• Luzes obrigatórias do veículo: Trafegar com defeitos em alguma luz
obrigatória do veículo constitui-se, de acordo com o CTB, como uma infração
de média gravidade. As luzes tem a função de iluminar dando visibilidade e
dirigibilidade, além de desempenharem um importante papel de comunicação
entre os condutores no trânsito.
A seguir, encontramos as luzes obrigatórias e suas respectivas funções:
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CURSO DE RECICLAGEM PARA CONDUTORES INFRATORES - DIREÇÃO DEFENSIVA
De acordo com a Lei n. 13.290, de 23 de maio de 2016, é obrigatório o uso
de farol baixo aceso nas rodovias durante o dia. Importante frisar que o farol de
neblina não substitui o farol baixo para cumprimento da lei.
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CURSO DE RECICLAGEM PARA CONDUTORES INFRATORES - DIREÇÃO DEFENSIVA
4.8 Leis da Física e a direção
No momento da direção, há ação e influências de leis da física que podem
interferir na segurança da condução. Vamos relembrá-las:
• Inércia: Quando o veículo está realizando uma curva ou está em uma freada
os passageiros sentem a ação de uma força, chamada inércia, que empurra
os passageiros de um lado para outro dentro do veículo.
• Aderência: É a capacidade do carro de ficar em contato com o solo.
Dependendo da velocidade do veículo e da qualidade dos pneus se manterá
a aderência do veículo.
• Força centrífuga: Quando o veículo está realizando uma curva, dependendo
da velocidade, da massa do veículo e do raio da curva, há uma força capaz
de lançar o veículo para fora da pista, chamada de força centrífuga. Para
diminuir a ação e os efeitos desta força, deve-se reduzir a velocidade ou
aumentar o raio da curva.
• Força centrípeta: A força ocorre como a força centrífuga, mas ao invés de
lançar o veículo para fora da pista, lançará o veículo para dentro das curvas.
Para diminuir a ação e os efeitos desta força, deve-se reduzir a velocidade ou
aumentar o raio da curva.
• Transferência de massa: Ocorre quando, em um movimento de freada, a
massa do eixo traseiro transfere-se para o dianteiro. Para evitar, ao realizar
uma curva, deve-se entrar com velocidade moderada e acelerar devagar.
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CURSO DE RECICLAGEM PARA CONDUTORES INFRATORES - DIREÇÃO DEFENSIVA
RESUMO DO CAPÍTULO IV
Neste capítulo estudamos sobre procedimentos indicados ao
condutor de veículos, atitudes do motorista defensivo com
passageiros e cargas, transporte de passageiros e os equipamentos
de segurança para o transporte de crianças, transporte de cargas,
equipamentos de segurança, equipamentos de segurança para
motociclistas, manutenção do veículo e leis da física.
Até o próximo estudo!
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CURSO DE RECICLAGEM PARA CONDUTORES INFRATORES - DIREÇÃO DEFENSIVA
5 CAPÍTULO V: Evitando acidentes: cuidados possíveis
Objetivo: Desvelar possibilidades defensivas ao motorista para evitar acidentes
de trânsito e possíveis cuidados que devem ser tomados durante a direção.
Assuntos:
• Acidentes de Trânsito
• Orientações para condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores:
• Metodologias Preventivas: policiamento, educação e engenharia de
trânsito;.
• direção.
• O que fazer quando se envolver em um acidente de trânsito
Neste estudo, veremos metodologias
preventivas de acidentes e atitudes a
se tomar caso ocorram.
Lembre-se de que a melhor opção é
sempre a prevenção!
Bons estudos!
5.1 Acidentes de trânsito
Já discutimos sobre acidentes de trânsito, e vimos que um acidente rodoviário
se constitui de uma colisão: entre veículos; entre um veículo e um objeto (poste,
construção, árvore etc.); entre um veículo e pedestres; entre um veículo e pessoas
trafegando em animais de carga ou em veículos menores, tais como bicicletas,
motocicletas etc.; ou entre um veículo e animais. Também pode não haver qualquer
interação do automóvel com outro objeto, no caso de capotamento, quando o
condutor simplesmente perde o controle da viatura. Neste capítulo avançaremos
estudando os acidentes de trânsito classificados em evitáveis e não evitáveis.
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São considerados acidentes evitáveis aqueles em que o condutor, por sua
decisão e habilidade, poderia realizar uma manobra evitando acidentes. Desta
forma, manter a revisão do veículo, verificar o acondicionamento e fixação da carga,
fazer uma autoavaliação averiguando se está bem para dirigir são alguns cuidados
possíveis capazes de evitar acidentes. Manter o trânsito seguro depende de
decisões do condutor e, por isso, é fundamental que este decida sempre usar os
equipamentos de segurança, respeitar as leis e sinalizações.
Há também acidentes que não estão sob o controle do condutor, causados
por condições adversas, como buracos na via, situações climáticas, dentre outros.
Por serem acidentes que o condutor não seria capaz de evitar, essas situações são
denominadas acidentes não evitáveis.
5.1.1 Orientações para condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores
• Uso do capacete, sempre com a
certificação do INMETRO, dentro do
prazo de validade;
• Uso de viseira ou óculos de proteção;
• Proibido transportar crianças menores
de 7 anos;
• Garantir o perfeito estado do veículo,
realizando a devida manutenção;
• No momento da direção, respeitar a regra de ultrapassagem apenas pela
esquerda;
• Manter o uso de roupas de proteção e calçados adequados para
motociclistas;
• Proibido "costurar" no trânsito;
• Manter postura correta, segurando o guidão com as duas mãos;
• Proibido o trânsito de veículos ciclomotores em rodovias ou vias de trânsito
rápido, exceto quando houver faixa apropriada e indicada;
• No transporte de passageiros, orientá-lo quanto a postura e comportamento
adequados, redobrando os cuidados e atenção
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5.1.2 Metodologias Preventivas de Acidentes
Há basicamente três métodologias preventivas de acidentes:
• Engenharia de Trânsito;
• Policiamento;
• Educação no trânsito.
A Engenharia de Trânsito é realizada
por engenheiros, administradores e
especialistas que, juntos, desenvolvem prejetos
com objetivo de melhorar os dispositivos de
segurança de trânsito e das vias, além de
proporcionar maior agilidade ao tráfego. Em
resumo, quando se fala em Engenharia de
Trânsito, fala-se em pensar formas que
proporcionem segurança e adequações a todos os usuários das vias.
O Policiamento é realizado pelos Agentes de Trânsito e Policiais, com
objetivo de organizar e fiscalizar o trânsito, bem como de realizar a orientação de
todos os usuários da via, zelando pelo cumprimento das leis e trabalhando pela
diminuição de acidentes
A Educação no Trânsito visa a orientação de todos os usuários das vias
sobre seus deveres e direitos no trânsito, de acordo com o disposto no capítulo IV
da Lei 9.503/97. São realizadas campanhas publicitárias e, também, projetos nas
escolas junto aos alunos.
Para a direção nas vias urbanas, nas cidades, orienta-se:
• Observar e respeitar a sinalização;
• Não avançar semáforos;
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• Observar a velocidade da via local e manter baixa velocidade;
• Verificar a presença de ciclistas, pedestres e animais;
• Em todas as manobras a serem realizadas, utilizar as luzes de sinalização do
veículo;
• Manter sempre o cinto de segurança afixado ao corpo;
• Utilizar sempre o bom senso para não atrapalhar o trânsito.
Já nas estradas, o condutor pode tomar alguns cuidados, como:
• Realizar ultrapassagem em local seguro, nunca em curvas ou em faixa
contínua;
• Observar se o veículo apresenta velocidade e potência suficientes para que a
manobra de ultrapassagem não apresente riscos;
• Motociclistas devem redobrar atenção quando estiverem próximos a
caminhões, para não serem puxados pelo ar que se forma nas proximidades;
• Autoavaliar-se. Nunca dirigir se estiver cansado;
• Andar em velocidade que permita atos de frenagem, caso animais ou
pedestres cruzem a via.
5.1.3 Distância de segurança
Chama-se distância de segurança, ou distância de seguimento, o espaço que
um veículo deve manter em relação a um outro. Essa distância não é exata, visto
que de acordo com possíveis adversidades durante o tráfego (como trânsito, via,
tempo, peso do veículo, etc.) essa margem pode variar. Entretanto, o que deve ser
estabelecido sempre é que essa distância deve ser segura para o caso de
necessidade de frenagens e de paradas de emergência.
No caso de o condutor estar passando ou ultrapassando um ciclista, é
estabelecida, pelo art. 201, do CTB, a distância lateral de 1m50cm.
Vamos conhecer um pouco mais?
• Distância de reação: é a distância de segurança percorrida por um veículo,
iniciada quando o condutor percebe alguma necessidade de parar até o
momento em que aciona o freio.
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• Distância de frenagem: é a distância percorrida desde quando o condutor
pressiona o pedal do freio até a parada total do veículo. Observa-se que essa
distância variará de acordo com a velocidade do veículo e o peso da carga
transportada por ele, já que quanto maior o peso e a velocidade, maior será a
distância de frenagem.
• Distância de parada: corresponde à distância percorrida desde o momento
em que o condutor vê o perigo até ele parar o veículo. Varia de acordo com a
velocidade. Corresponde à soma da distância de reação mais a distância de
frenagem.
• Distância de seguimento: é a distância mínima que o condutor deve manter
com o veículo imediatamente à sua frente. Especialistas afirmam que a
distância mínima de segurança a partir de objetos estáticos na beira da pista,
pode ser calculada, observando quando o carro da frente passar por uma
placa e contando pausadamente dois segundos.
5.2 O que fazer quando se envolver em um acidente de trânsito
Primeiramente, é importante manter a calma. Se você se envolveu num
acidente de trânsito e houver vítima, ou presenciou um acidente de trânsito
envolvendo terceiros, mantenha a calma e observe os procedimentos:
• Sinalize o local do acidente, ligando o pisca-alerta do seu veículo e coloque o
triângulo a uma distância segura, de no mínimo 30 metros do local do
acidente;
• Telefone para 193, e acione socorro médico;
• Preserve o local, não movimentando os veículos;
• Não mova ou movimente vítimas feridas;
• Aguarde o socorro médico e a Polícia de Trânsito.
Caso no acidente não houver vítimas, retire os veículos da via, impedindo
assim que o trânsito não seja interrompido; tome nota das informações e dados dos
condutores e veículos que estiverem envolvidos, como: dados pessoais, placas,
local e horário do acidente, etc; e ralize o Boletim de ocorrência (B.O.).
Nesse caso não é necessário chamar a autoridade de trânsito. A Polícia
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Militar atende a acidentes sem vítimas, porém atenderá prioritariamente os acidentes
com vítimas e feridos.
A realização do B.O. não é obrigatória em caso de acidentes sem vítimas,
mas a orientação é que sempre seja realizado, visto que, caso o acordo entre as
partes não seja cumprido, conforme o que foi firmado amigavelmente, o B.O. será
peça fundamental para um processo judicial.
Importante salientar que caso observe nos condutores envolvidos, suspeita de
crimes de trânsito, como embriaguez, uso de drogas diversas, condutor sem
habilitação, entre outros, a Polícia Militar, necessita ser acionada (190) e os
condutores devem permanecer no local até a chegada da viatura.
Nos casos de acidentes que envolvam queda de cabo de alta tensão sobre o
veículo, é necessário tomar alguns cuidados antes de sair de seu interior, ou se
aproximar do mesmo, caso esteja prestando socorro.
RESUMO DO CAPÍTULO 5
Neste capítulo estudamos sobre Acidentes de Trânsito,
Orientações para condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores,
além de Metodologias Preventivas de acidentes de trânsito. Esperamos
que você não se envolva em nenhum acidentes, mas caso se envolva,
utilize as aprendizagens deste capítulo: ”O que fazer quando se envolver
em um acidente de trânsito”
Agora, você tem todas as informações necessárias para estar apto a ser
um condutor defensivo!
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REFERÊNCIAS
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