NULIDADES
Nulidades absolutas são aquelas que devem ser proclamadas pelo magistrado, de
ofício ou a requerimento de qualquer das partes, por infração ao interesse processual
de ordem pública. Nesse caso a nulidade é presumida.
Até depois do trânsito em julgado, pode ser arguida a nul absol.
Nulidades relativas são aquelas que atingem normas que nunca tutelam o interesse
público e sim o interesse privado e uma das partes.
O prejuízo deve ser demonstrado pela parte
Caso não seja arguido no momento oportuno: PRECLUSÃO (convalidação do ato)
Atos inexistentes são aqueles que por faltarem requisitos essenciais para exigidos por
lei, não são considerados atos jurídicos. Como por exemplo: sentença proferida por
quem não é juiz, sentença que falta dispositivo, recurso imposto por advogado sem
procuração nos autos.
Atos inexistentes não transitam em julgado, pois não se convalida.
PRINCÍPIOS DA NULIDADE
Princípio do Prejuízo
Se não houver comprovado prejuízo para as partes no processo, não seja decretada
nulidade. Pas da nullité sans grief. CPP art. 563. Está intimamente ligado ao princípio
da instrumentalidade das formas.
Princípio do Interesse
Diz que a parte que deu causa a irregularidade, não pode alega-la. CPP art. 565. Esta
restrição só se aplica a nulidade relativa.
Princípio do Causalidade
Impõe que a nulidade de um ato processual contramine todos os posteriores a que dele
dependem, assim declarada a nulidade de um ato, todos os posteriores a ele serão
nulos também. CPP art. 573 inciso 1º e 2º.
Princípio da conservação dos atos processuais ou da economia processual.
Diz que os atos que não dependem desta nulidade devem ser aproveitados e serão
validos. CPP art. 567.
Princípio da Instrumentalidade das formas
Só serão anulados os atos imperfeitos se o objetivo não tiver sido cumprido (o que
interessa a final é o objetivo do ato e não o ato a si mesmo) CPP art. 563.
MOTIVOS PARA NULIDADE PROCESSUAL PENAL
Juiz não informar ao réu, seu direito a não autoincriminação;
Por ausência de citação válida;
Por inépcia da denúncia;
Por ausência de fundamentação da decisão;
Por ausência de intimação pessoal da defensoria pública;
A ausência de intimação da defesa sobra e expedição de precatória para a oitiva da
testemunha;
Nulidade por prova obtida por meio de conversas privadas em redes sociais (whatsapp,
instagram, facebook..) sem prévia autorização judicial;
Decorrente da incompetência do juízo;
Por apresentação de documento ou objeto estranho aos autos na sessão plenária do
júri;
Por excesso de linguagem na decisão de pronúncia;