ÍNDICE
I Introdução.......................................................................................................................3
1.1 Objectivos....................................................................................................................3
1.1.1 Geral.........................................................................................................................3
1.1.2 Específicos................................................................................................................3
1.2.2 Metodologia..............................................................................................................3
2 Oceanos e mares.............................................................................................................4
2.1 Oceanos.......................................................................................................................4
2.1.1 Características do oceano.........................................................................................5
2.1.2 Origem do oceano.....................................................................................................5
2.2.2 Relevo dos oceanos..................................................................................................6
2.2.3 Distribuição geográfica de salinidade no oceano.....................................................7
2.3.3 Importância dos oceanos..........................................................................................8
3 Composição do fundo do oceano...................................................................................9
3.1 Nas grandes profundezas...........................................................................................10
3.1.1 Os mares.................................................................................................................10
3.1.2 As características dos mares...................................................................................10
3.2.2 Os tipos de mares....................................................................................................11
3.2.3 Os principais mares do mundo...............................................................................12
3.3.3 A importância dos mares........................................................................................12
3.3.4 A contaminação dos mares.....................................................................................13
3.4.4 Propriedades físicas da água do mar......................................................................14
4 Cores da água do mar...................................................................................................15
4.1 Dinâmica das águas do mar.......................................................................................16
4.1.1 Circulação oceânica...............................................................................................16
4.1.2 Circulação induzida pelo vento..............................................................................17
4.2.2 Relevo oceânico e marinho....................................................................................18
2
4.2.3 Diferença entre mar e oceano.................................................................................18
V Conclusão....................................................................................................................20
VI Referência bibliográfica.............................................................................................21
3
I Introdução
O presente trabalho a ser apresentado na Cadeira de fundamentos de hidrologia,
que tem como tema; oceanos e mares, abordaremos conceitos basicos,suas
caracteristicas, diferencas entre anbas, tambem destacaremos as suas origens e os
principais oceanos e mares. Entretanto abordaremos conceitos primordiais a
destacar;Segundo BAPTISTA ( 2004. p 123). afirma que; oceanos podem ser definidos
como imensos corpos de água salgada que ocupam as depressões da superfície da crosta
terrestre em nosso planeta.
Eles constituem mais de 97% de toda a água que existe no globo, sendo
essenciais para o equilíbrio entre a vida na terra e a vida marinha enquanto, mar é uma
porção de água salgada de tamanho inferior ao oceano e maior que um lago. Os mares
distinguem-se geralmente dos oceanos porque são zonas litorâneas e têm extensões e
profundidades menores que os oceanos.
Os mares e os oceanos ocupam 70% da superfície terrestre e, em muitos casos, é
difícil delimitar a fronteira que separa uns dos outros. Enquanto existem apenas cinco
oceanos no mundo, existem mais de 50 mares, incluindo o mar Cáspio, o mar
Mediterrâneo, o mar das Caraíbas e o mar Negro. Os mares também são confundidos
com grandes lagos, mas, ao contrário destes, os mares são massas de água em
movimento.
1.1 Objectivos
1.1.1 Geral
Estudar os oceanos e mares.
1.1.2 Específicos
Descrever as principais particularidades dos oceanos e mares;
Debruçar sobre os conceitos basicos dos oceanos e mares e suas diferencas;
Detalhar com precisao as caracteristicas dos oceanos e mares.
1.2.2 Metodologia
A metodologia utilizada na realização deste trabalho foi baseada em pesquisas e
levantamentos de materiais bibliográficos através de uma literatura actualizada e
especializada que forneceu subsídios teóricos, como a utilização de livros, mediante
aplicação de instrumentos de pesquisa com a finalidade de obter informações precisas
na construção e efectivação do presente trabalho.
4
2 Oceanos e mares
A terra esta envolta de uma enorme massa de água. Essa água divide-se em
oceanos, mares, lagos, rios, águas subterrâneas. As águas dos oceanos e mares
correspondem a cerca de 70% da área do planeta. (BAPTISTA, 2004. p 123).
2.1 Oceanos
Os oceanos podem ser definidos como imensos corpos de água salgada que
ocupam as depressões da superfície da crosta terrestre em nosso planeta. Eles
constituem mais de 97% de toda a água que existe no globo, sendo essenciais para o
equilíbrio entre a vida na terra e a vida marinha.
Nos oceanos estão as grandes correntes marítimas, que auxiliam na formação de
precipitação devido à evaporação das águas em todo o mundo, além de contribuírem
para as dinâmicas climáticas nos diferentes lugares da Terra, o que pode ser assustador,
como a formação de tufões e furacões.
Segundo Baptista (2004 p 143), afirma que para tornar mais fácil a compreensão
sobre os oceanos, a ciência dividiu-os em cinco, levando em consideração sua
localização geográfica, e variação climática e de latitude.
Oceano Pacífico: é o maior dos oceanos, com uma aproximada extensão de
146,5 milhões de km². Devido ao seu tamanho, apresenta diferentes condições
climáticas e variadas temperaturas. Atinge o oeste da América, o sul da
Antártida, a Oceania e o leste asiático.
Oceano Atlântico: considerado o segundo maior oceano, é um divisor natural
entre os continentes americano, europeu e africano. Devido à Linha do Equador,
é chamado de Atlântico Norte (Hemisfério Norte) e Atlântico Sul (Hemisfério
Sul).
Oceano Índico: no ranking de extensão territorial, é o terceiro maior, banhando
o leste do continente africano, o sul da Ásia, o oeste da Oceania, e parte da
Antártida.
Oceano Glacial Antártico: é localizado no extremo sul do planeta, também
conhecido como Oceano Austral. Ele é a junção das águas dos três maiores
oceanos do mundo (Pacífico, Atlântico e Índico), que chega até a Antártida.
Oceano Glacial Ártico: localiza-se lo Polo Norte do planeta, sendo formado por
águas congeladas e/ou águas com baixas temperaturas devido ao ângulo de
inclinação da Terra e à baixa insolação nessa região.
5
2.1.1 Características do oceano
Ao compararmos os oceanos em relação ao seu tamanho, podemos dizer que
essas massas de água ocupam uma área de 331 milhões de km² da superfície terrestre.
Sua profundidade média é de, aproximadamente, 3600 m, com um volume de água de
1,3 bilhão de quilómetros cúbicos, atingindo uma temperatura média de 4 ºC.
(BAPTISTA, 2004. p 156).
A profundidade média oceânica é bem maior que a altitude média continental.
Na Terra, a média de elevação do relevo é de 840 m de altura. Nas áreas litorâneas,
estima-se que estejam 40% da população mundial.
Seu tamanho colossal deve-se a sua origem. Muitos autores explicam o oceano
no singular, como uma espécie de única entidade com pequenas diferenças de acordo
com as variações das latitudes. Entretanto, essa afirmação não é consensual entre os
oceanógrafos. Para fins didácticos, dividiram o oceano em cinco grandes oceanos.
Vejamos um pouco da origem fantástica desses imensos blocos de água.
2.1.2 Origem do oceano
A origem do oceano remete à origem do planeta Terra. É necessário
entendermos essas origens para entendermos os oceanos, pois muito do que ainda não
sabemos sobre as profundidades marinhas pode ser explicado na origem do mundo.
Estudos revelam que sabemos mais sobre o Sistema Solar do que sobre a vida marinha
na Terra e suas peculiaridades. Devido à evolução tecnológica, hoje podemos responder
várias perguntas em relação à formação dessas massas de água com a ajuda do
conhecimento científico.
A teoria do Big Bang, hoje amplamente aceita pela comunidade científica,
ajuda-nos a compreender a origem do oceano como quando houve a grande explosão de
poeiras e gases, gerando galáxias, planetas, estrelas, entre outros. No entanto, o oceano
não surge a partir dessa explosão, ou seja, ele é uma criação oriunda de processos
naturais que aconteceram no planeta. No início, a temperatura na Terra era extremante
alta, impossibilitando a existência e o desenvolvimento da vida. Todo esse vapor estava
envolto no planeta, e não havia acúmulo de água líquida. Ao longo dos anos, as nuvens
(vapor d´água) resfriaram-se, e chuvas caíam na superfície, transformando-se em
nuvens devido à alta temperatura.
6
Milhões de anos depois (a data precisa é impossível de se dizer, mas estima-se
que entre 900 milhões e 1 bilhão de anos atrás), a superfície terrestre resfriou-se,
possibilitando que a água se acumulasse. Conforme o tempo foi passando, as chuvas
(que duraram cerca de 20 milhões de anos) dissolviam as rochas e seus minerais,
transformando, lentamente, a água acumulada em água salgada.
A maior parte do oceano formou-se sob o apoio de actividades vulcânicas, que
soltaram vapores de água nas camadas externas do planeta. Esse vapor, ao longo de
milhares de anos, resfriou-se e depois se condensou, gerando água na crosta terrestre.
Além disso, a passagem de cometas, bilhões de anos atrás, pode ter liberado mais água
na superfície da Terra. Com o passar do tempo, o oxigénio apareceu na água, dando
origem à vida oceânica. Essa vida ocupou o oceano por mais de três bilhões de anos, até
aventurar-se em áreas emersas.
2.2.2 Relevo dos oceanos
O estudo do relevo submarino é chamado de batimetria. Essa área da ciência
analisa, por meio de sondas em navios, satélites e submarinos, como é o relevo no fundo
dos oceanos. Com a teoria das tectónicas, percebemos que o planeta não é uma rocha
densa e única, mas sim um grande mosaico de placas rochosas que flutuam sobre um
líquido viscoso, chamado de magma.
Esse mosaico sofre alterações significativas à medida que o magma movimenta-
se, causando um efeito dominó, movimentando placas e alterando relevos, sejam eles
continentais, sejam oceânicos.
Segundo Baptista (2004. p 156), afirma que para compreender-se melhor os
relevos submarinos, há divisões de acordo com o processo que originou e sua
localidade.
Plataforma continental: é a extensão rasa do continente que está submersa,
próxima do litoral.
Talude continental: refere-se à transição entre a plataforma continental e o
assoalho oceânico. É formado por sedimentos transportados até a plataforma,
onde deslizam e acumulam-se. À medida que se afasta da plataforma, a talude
afunda alguns metros até atingir o assoalho.
Assoalho oceânico: parte profunda do oceano que se expande e se retrai de
acordo com o movimento das placas tectónicas oceânicas.
7
Fossas oceânicas: são as áreas mais profundas dos oceanos, formando grandes
depressões em áreas onde há placas tectónicas convergentes. A mais famosa e
mais profunda é a Fossa das Marianas, com quase 11 quilómetros de
profundidade, no Oceano Pacífico.
Cordilheiras oceânicas: conjunto de montanhas abaixo do nível do mar que se
estendem por, aproximadamente, 65 mil quilómetros por todo o planeta. Em
alguns locais, essas montanhas emergem, formando ilhas, como a Islândia e a
Ilha de Páscoa. Uma das mais famosas é a Cadeia Meso-Atlântica, com
montanhas submersas no Oceano Atlântico. Alguns estudiosos podem chamar as
cordilheiras de dorsais submarinas.
Planície abissal: são as áreas planas dos oceanos localizadas em uma
profundidade que varia de quatro mil a cinco mil metros.
2.2.3 Distribuição geográfica de salinidade no oceano
A salinidade das águas superficiais do oceano depende da relação entre o
balanço de evaporação e precipitação. Em oceano aberto, os máximos de salinidade são
encontrados nas regiões dos ventos alísios, onde a evaporação é máxima. Esse padrão é
tipicamente observado no centro dos giros subtropicais.
Mares semifechados, como o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho, também
napresentam um máximo de salinidade na superfície. Isso ocorre por serem bacias
cercadas por grandes massas continentais, onde os processos de mistura de água com os
oceanos adjacentes são restritos. Assim, as elevadas taxas de evaporação tornam mais
salgadas as águas superficiais desses mares semifechados. (BAPTISTA, 2004. p 156).
As estações do ano também acabam por influenciar a salinidade superficial do
oceano em algumas regiões do planeta, como acontece nos polos. Durante o verão, o
gelo das calotas polares derrete e deixa menos salina a água superficial dos
oceanos Ártico e Austral. Outros factores que influenciam a salinidade na superfície do
oceano são questões pluviométricas que alteram a vazão de rios que desaguam no
oceano, diminuindo a salinidade superficial local. Este efeito é mais comumente
observado em áreas sob influência de grandes rios.
No oceano global, os mínimos de salinidade são encontrados nas regiões polares
devido ao derretimento de gelo no verão. Nessas regiões a salinidade na superfície do
oceano pode ser tão baixa quanto 33.Também são observadas variações de salinidade na
superfície dos dois maiores oceanos do planeta. Em termos de valores médios, o Oceano
8
Atlântico norte é o mais salino (35,5), seguido pelos oceanos Atlântico sul e Pacífico sul
(35,2). Já a salinidade média do Oceano Pacífico norte é 34,2.
A densidade da água do mar com índice de salinidade de 35 por mil é de 1,0267
kg/l.
A água do oceano é uma mistura de água e sais minerais, portanto sua densidade
vária dependendo da quantidade de sais minerais presentes e da temperatura. Em geral,
a água do mar tem densidade maior que a água doce devido à presença desses minerais.
2.3.3 Importância dos oceanos
A vida como conhecemos é impossível sem a existência da água, seja ela
salgada, seja ela potável, doce. As primeiras formas de vida no planeta surgiram
no oceano, mesmo que de forma primitiva e com baixo desenvolvimento celular.
Além disso, os oceanos são extremamente importantes pelos recursos
disponibilizados para a sociedade humana. Alguns desses recursos são estratégicos,
importantes para a economia de determinados países. Com isso, a exploração oceânica
aumentou consideravelmente no último século, sem contar a poluição com os materiais
não biodegradáveis, como plásticos e metais. (COLAÇO, 2002 p265).
Os recursos disponíveis nos oceanos são fundamentais para nossa sobrevivência.
Quase um terço das reservas de petróleo e gás natural estão em áreas marítimas. Nos
Estados Unidos, o maior produtor de petróleo do mundo, de acordo com a Organização
dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), grande parte do “óleo negro” está no sul
da Califórnia, na plataforma continental e no Golfo do Texas, o maior produtor do país.
Os oceanos também servem para gerar energia nas áreas litorâneas com escassez
de recursos hídricos de água doce, ao utilizarmos a força das marés. A disponibilidade
de animais e plantas contribuem para a alimentação humana com ómega 3, que é um
item extremamente saudável aos humanos.
Por muito tempo, os oceanos eram a única forma de transporte entre regiões
longínquas, como Europa e América, Europa e Oceânia. Ainda hoje, é pelo oceano que
grandes cargas são transportadas de um lado ao outro do mundo. O Canal do Panamá é
um belo exemplo dessa acção. Cruzeiros são feitos em alto-mar, cruzando o planeta de
norte a sul nas áreas costeiras. Portanto, os oceanos são imprescindíveis em todos os
aspectos da vida, económico, turístico, gastronómico, e qualquer um que possamos
imaginar.
9
3 Composição do fundo do oceano
Colaço (2002 p 434), afirma que depois da plataforma continental, os oceanos se
tornam muito mais profundos rapidamente. Isso se deve aos chamados taludes ou
declives continentais. Com uma inclinação acentuada, a profundidade aumenta
rapidamente, podendo chegar aos 2 km ou mais, a depender do local. Assim como na
plataforma continental, os materiais que recobrem essa região são predominantemente
areia, rochas e lama composta por sedimentos minerais e restos de organismos
marinhos.
A expansão dos fundos oceânicos é um processo geológico que conduz a que as
estruturas dos fundos oceânicos sejam formadas por materiais provenientes do manto,
que emergem devido à acção das correntes de convecção mantélicas. Ao emergir,
o magma força a expansão da dorsal, abrindo uma espécie de fenda ao longo da sua
crista onde ocorre intenso vulcanismo submarino.
Todavia, essa fenda criada na crista da dorsal pelo afastamento do material
anterior é preenchida pelo magma, que, ao se solidificar, leva a novo afastamento das
estruturas laterais da dorsal e, assim sucessivamente, à expansão da crosta oceânica.
Para explicar a deriva continental, Alfred Wegener e Alexander du Toit postularam que
os continentes em movimento se arrastavam através do fundo do mar fixo e imóvel.
A ideia de que o próprio fundo do mar se move e também carrega os continentes
com ele à medida que se expande a partir de um eixo dorsal central foi proposta na
década de 1960 por Harold Hammond Hess, da Princeton University, e Robert Dietz,
do U.S. Naval Electronics Laboratory em San Diego. O fenómeno é hoje o conceito
nuclear da moderna tectónica de placas. Em locais onde duas placas se afastam, nas
dorsais meso-oceânicas, um novo segmento de crosta oceânica é continuamente
formado durante a expansão do fundo do mar.
A Dorsal Meso atlântica é uma cadeia montanhosa no fundo do oceano onde
acontece a separação de placas tectónicas (Imagem: NOAA).
Em locais de afastamento de placas tectónicas como é o caso do Oceano
Atlântico entre o Brasil e a África o que se segue é uma vasta planície abissal. Estas
regiões alcançam de 3.000 a 6.000 metros de profundidade e correspondem a quase
70% do oceano global. Apesar do nome, estas áreas não são totalmente planas, existem
formações como colinas, vales e montes submarinos. Locais como esse não recebem luz
solar e possuem uma fauna adaptada para estas condições.
10
3.1 Nas grandes profundezas
No centro das planícies abissais, encontramos as dorsais oceânicas cadeias
montanhosas nas profundidades do mar, onde as placas tectónicas estão, hoje, se
separando. Para preencher o espaço deixado pelo lento afastamento delas, o magma no
manto do planeta sobe, se integrando à crosta terrestre. É nessas regiões que se
concentram as fontes hidrotermais oceânicas as fumarolas em que o calor do manto cria
na água um ambiente que cientistas imaginam que seja próximo ao do surgimento da
vida na Terra.
Os peixes abissais vivem na faixa de 75 a 4.000 metros de profundidade
Se, quando as placas tectónicas se afastam, elas criam as planícies e as dorsais
oceânicas, quando elas se encontram e uma entra embaixo da outra o oceano chega a
suas maiores profundidades. São as chamadas fossas oceânicas a maior delas é a Fossa
das Marianas, no Oceano Pacífico, com 10.920 metros de profundidade.
O peixe-caracol das Marianas (Pseudoliparis swirei) já foi encontrado a 7.000
metros no fundo do mar (Imagem: Wang et al./Reprodução via Nature).
A ausência de luz e a alta pressão nesses locais tornam as fossas habitats
inóspitos, mas alguns peixes e, principalmente, bactérias quimiossintetizantes, ainda os
habitam. Estas não usam a luz como fonte de energia e, sim, moléculas como o metano
ou compostos de enxofre, ferro e nitrogénio.
3.1.1 Os mares
O mar é uma porção de água salgada de tamanho inferior ao oceano e maior que
um lago. Os mares distinguem-se geralmente dos oceanos porque são zonas litorâneas e
têm extensões e profundidades menores que os oceanos. (BAPTISTA, 2004, p 236).
Os mares e os oceanos ocupam 70% da superfície terrestre e, em muitos casos, é
difícil delimitar a fronteira que separa uns dos outros. Enquanto existem apenas cinco
oceanos no mundo, existem mais de 50 mares, incluindo o mar Cáspio, o mar
Mediterrâneo, o mar das Caraíbas e o mar Negro.
Os mares também são confundidos com grandes lagos, mas, ao contrário destes,
os mares são massas de água em movimento.
3.1.2 As características dos mares
Algumas das principais características dos mares são:
11
Composição
O mar é constituído por 96,5% de água pura, enquanto a percentagem restante
(3,5%) corresponde a sais como o sódio, os sulfatos, o magnésio, o cloro, o potássio e o
cálcio. A quantidade exacta de sal depende de cada mar, mas é geralmente de 35 mg por
litro de água.
Temperatura
As temperaturas do mar dependem da localização geográfica. Alguns mares
mantêm uma temperatura constante durante todas as estações, enquanto em outros a
temperatura flutua de acordo com a temperatura ambiente. É assim que nos mares das
Caraíbas ou da Ásia a água se mantém morna durante todo o ano e em mares como o do
Japão a temperatura vária. As temperaturas dos mares são sempre superiores às
temperaturas do oceano, isto é, porque os raios de sol chegam ao fundo do mar e
impedem que as temperaturas desçam demasiado.
Marés
Os mares apresentam dois tipos de movimentos: as ondas e as correntes
oceânicas. As ondas são superficiais e notavelmente visíveis, enquanto as correntes são
submarinas e só são detectadas por instrumentos específicos.
Fauna
Dentro dos mares se pode encontrar uma imensa variedade de animais marinhos.
O tipo de fauna que habita em cada mar depende da localização geográfica, da
profundidade, da temperatura da água, entre outras características. Alguns dos
principais animais marinhos são as tartarugas marinhas, os peixes, as baleias, os
golfinhos, os tubarões, os caranguejos, as estrelas do mar, os polvos, as mantas, entre
muitos outros.
3.2.2 Os tipos de mares
Segundo Baptista ( 2004, p215) afirma que eexistem três tipos principais de
mares:
Mares litorais ou costeiros
Trata-se de zonas onde, apesar de não existir uma linha divisória clara entre o
mar e o oceano, se reconhece o mar litoral porque apresenta maior amplitude das marés,
temperaturas um pouco mais elevadas em relação aos oceanos e menos profundas. Por
exemplo, o mar da Noruega.
12
Os mares do continente
São mares que se encontram inteiramente dentro de um ou vários continentes e
estão comunicados com o oceano por um sulco estreito. Entre o mar e o oceano existem
diferenças de temperatura e de salinidade. Por exemplo: o mar Mediterrâneo.
Mares fechados
São mares que estão completamente isolados e são confundidos, com
frequência, com lagos muito grandes. Geralmente estas águas costumam conter menor
porção de salinidade que o mar aberto. Por exemplo: o mar Morto.
3.2.3 Os principais mares do mundo
A Organização Hidrográfica Internacional reuniu na sua obra Limits of Oceans
and Seas (1953) mais de sessenta mares em todo o mundo. Alguns dos mais extensos e
reconhecidos são:
Mar do Caribe: É um dos mares mais extensos do mundo com 2,7 milhões de
km². Localiza-se ao leste da América Central e ao norte da América do Sul.
Mar da China: Está localizado no litoral oriental da Ásia e tem uma extensão de
3,5 milhões de km². Consiste em ilhas e circunda o litoral de países como a China,
Taiwan, Indonésia, Malásia e as Filipinas.
Mar Mediterrâneo: É um mar continental que está rodeado pela Europa, Ásia
e África. Tem uma extensão de 2.5 milhões de km² e seu litoral é um grande ponto de
atracção turística.
Mar Arábico: Está localizado no sul da Ásia e é o mar mais extenso do mundo,
com 3,8 km². Está rodeado por países como a Índia, Paquistão, Omã e Iêmen.
Mar de Bering: Está localizado ao norte do oceano Pacífico e tem uma extensão
de 2 milhões de km². Rodeia o litoral da Rússia e do Alasca, nos Estados Unidos.
Outros mares do mundo são: o mar Negro, o mar Vermelho, o mar Báltico, o
mar do Japão, o mar do Norte, o mar da Gronelândia, o mar de Beaufort, o mar
Adriático, entre outros.
3.3.3 A importância dos mares
Mais da metade da superfície terrestre está coberta por mares e oceanos, pelo
que a conservação destas massas de água é indispensável para o desenvolvimento da
Terra. Os mares são o habitat onde vivem numerosas espécies animais e vegetais, por
13
isso é fundamental o cuidado e a conservação do mar para manter a biodiversidade que
ali habita.
Os mares são importantes por sua diversidade e também porque têm entre suas
funções absorver carbono e fornecer uma grande quantidade de oxigénio que é
necessário para a vida na Terra. Além disso, são uma das peças fundamentais do ciclo
da água e proporcionam aos seres vivos este recurso.
Do mar, provém grande parte da alimentação da população humana e é uma das
principais fontes de água. Este meio é utilizado pelo ser humano como via para
o comércio e o turismo, realizam-se nele actividades recreativas, como exportes
náuticos e aproveitam os seus litorais e praias.
Dada a importância do mar no planeta, é fundamental que, durante as diferentes
práticas ou actividades no meio marinho, não se altere o equilíbrio natural deste
ambiente.
3.3.4 A contaminação dos mares
A poluição das águas do mar é uma das grandes preocupações do século XXI.
Esta poluição tem diversas fontes e afecta tanto os mares como os oceanos.
Algumas das principais formas de poluição dos mares são:
Poluição causada pelo petróleo: Os derramamentos de petróleo que ocorrem
nos mares não só poluem a água, mas afectam os organismos que habitam nesse meio
natural.
Contaminação plástica: Os plásticos que são jogados no mar demoram muito
tempo a se desintegrar e muitas vezes flutuam na superfície do mar, o que constitui um
risco para as espécies animais que podem confundir resíduos com alimentos.
Contaminação residual: São muitos os tipos de resíduos que são despejados
indiscriminadamente no mar. Alguns são resíduos não tratados, outros são fertilizantes
transportados do solo para os cursos de água e outros são resíduos industriais. Em
alguns casos, estes resíduos são tóxicos.
Muitas organizações sem fins lucrativos realizam campanhas para conscientizar
sobre a importância do mar e as consequências que traz sua poluição. É fundamental
que as organizações, os governos e todas as pessoas a partir de seu lugar contribuam
para manter o equilíbrio dos mares.
14
3.4.4 Propriedades físicas da água do mar
As águas do mar e do oceano apresentam determinadas características que as
tornam diferentes das águas dos rios, dos lagos ou das águas subterrâneas. Das
propriedades físicas das águas destacam-se as relacionadas com a temperatura, a
densidade, a dinâmica e a cor. (SCHMIEGELOW, 2004 p 342).
Temperatura
A temperatura das águas superficiais depende da radiação solar e de fenómenos
atmosféricos como o vento, a precipitação, entre outros. As águas do mar não
apresentam as mesmas temperaturas em toda a sua extensão. A temperatura das águas
oceânicas varia com a latitude e com a profundidade.
Nas regiões de baixas latitudes, na zona do equador, onde a radiação solar é
maior, as temperaturas são altas. À medida que a altitude aumenta, a radiação solar
diminui e as águas aquecem graças acção dos ventos e das correntes marítimas quentes
que transportam o calor equatorial.
Por outro lado, a temperatura das águas nas altas latitudes polares é bastante
baixa, devido à acção dos ventos e pelas correntes marítimas frias que transportam o
frio polar. A temperatura das águas oceânicas também varia com a profundidade,
resultando dessa variação três estratos bem demarcados:
Estrato superficial: que reflecte a temperatura ambiente de cada latitude. A este
nível, a temperatura das águas depende directamente dos diferentes fenómenos
atmosféricos.
Estrato de descontinuidade térmica gradual: situa-se entre 100 e 150 metros de
profundidade. Nesta profundidade, a temperatura decresce lentamente à medida que a
profundidade aumenta.
Estrato do fundo: corresponde as maiores profundidades, nas quais a
temperatura das águas está dependente da origem das águas.
Densidade
A densidade das águas oceânicas e dos mares depende em grande medida da
temperatura e da salinidade. Para uma determinada temperatura, a densidade será tanto
maior quanto maior for a salinidade.
As linhas (Isopicnométricas) mostram claramente que as águas frias e altamente
salinas são mais densas que as águas quentes e de baixa salinidade.
15
De modo geral, todos os líquidos menos densos flutuam, tornando-se difícil a sua
mistura o que implica muitas vezes correntes de convecção.
Salinidade
As características das águas oceânicas e dos mares são determinadas pela sua
composição química. A salinidade é a característica mais comum, A água tem em média
35 g/litro de sal, mas, além do sal, estão dissolvidas várias substâncias e elementos
químicos.
Nos oceanos estão concentrados 60 elementos do quadro periódico e grande
parte destes elementos estão combinados em forma de sais, cloretos, brometos, sulfatos,
carbonatos havendo vestígios de ouro e urânio para além de gases dissolvidos,
particularmente o hidrogénio e o oxigénio.
A concentração dos elementos e substâncias químicas pode variar consoante os
processos de evaporação, adição de água proveniente dos rios, e depósitos dos
sedimentos sobre os fundos oceânicos.
Por exemplo, a salinidade dos mares do interior aumentou para níveis muito
altos. No Mar Morto, a forte evaporação sem compensação impossibilitou o mar de
desenvolver Vida, tornando-o num recurso hídrico biologicamente morto.
4 Cores da água do mar
Há muitas lendas e histórias que explicam as cores da água do mar. Uma dessas
lendas é sobre o mar vermelho supostamente pintado pelo sangue de soldados egípcios
sob domínio dos Faraós que teriam afogado na perseguição do povo de Israel conduzido
por Moisés a caminho da terra prometida.
Na verdade, a água do mar é transparente. Ainda que ela pareça azul, verde ou
até cinzento.
Segundo Schmiegelo ( 2004 p 165), afirma que .lexo do céu não torna o mar
azul, o que torna o mar de aparência de azul é o facto de que a luz azul não é absorvida,
ao contrário do amarelo e do vermelho.
A cor da água depende da cor da terra ou das algas transportadas pelas suas
águas. A partir de uma certa profundidade, as cores começam a desaparecer do fundo do
mar. A primeira cor que desaparece é a vermelha, aos seis metros. Depois, aos quinze,
desaparece a amarela. Até chegar a um ponto em que só se verá o azul.
Uma das ideias mais populares sobre a cor da água é que esta é devida à reflexão
da cor do céu. Mas esta explicação não justifica a imagem da Terra vista do espaço e o
16
facto de continuarmos a ver azul a água numa piscina interior ou o mar em dias
nublados em que o céu está branco ou acinzentado. Por outro lado, debaixo do mesmo
céu azul, a cor da água tem tons diferentes consoante a profundidade, o que não pode
ser explicado por reflexão.
Outras explicações defendem que as cores da água são devidas ao mesmo
fenómeno de dispersão que nos faz ver o céu azul ou devido a impurezas dissolvidas,
por exemplo iões Cu2+. Embora quer a dispersão quer a presença de impurezas sejam
importantes, o factor determinante da cor da água tem a ver com anomalia desta na
reflexão e dos corantes na água, como fitoplâncton e rochas que podem conferir
colorações azul-esverdeadas ou avermelhadas.
4.1 Dinâmica das águas do mar
As águas do mar não são estáticas. Possuem uma dinâmica que compreende
movimentos diversos sob a forma de ondas, marés e correntes marítimas.
As ondas são porções de água que alternadamente se elevam e descem na
superfície dos oceanos. A maior parte das ondas é produzida pela acção dos ventos, mas
existem também ondas provocadas por vulcões e maremotos que atingem dimensões
gigantescas e são designadas ondas Tsunami. (COLAÇO, 2002, p 254).
Elementos da onda são a crista, a cava, a amplitude, o período, a velocidade e a
inclinação.
4.1.1 Circulação oceânica
Por circulação oceânica, ou correntes marítimas, entende-se a deslocação que as
águas do mar realizam continuamente, tanto na horizontal como na vertical.
O calor do Sol é o principal responsável por essa circulação dos oceanos. A
energia solar incide de forma diferenciada sobre a superfície terrestre, sendo maior na
zona equatorial, entre 340 N e 340 S. Estas diferenças de temperatura originam
transferências de calor do equador paras os pólos, condicionando os movimentos do ar e
dos oceanos. SCHMIEGELOW ( 2004 p 165).
A circulação oceânica reveste-se de grande importância pois mais de metade do
calor transportado volta do planeta é realizado pelos oceanos, o que torna a parte mais
importante do sistema de controlo do clima terrestre.
17
Por outro lado, a circulação oceânica é o garante da Vida marítima pois é
responsável pelo transporte do oxigénio atmosférico para o mar.
A circulação oceânica resulta essencialmente de dois processos intimamente
ligados, nomeadamente:
Densidade: a água movimenta-se sob a influência das diferenças de densidade
entre diferentes regiões. A densidade do mar depende da temperatura e da salinidade, e
origina uma circulação chamada termohalina (termo temperatura; halina - sal).
Vento: os ventos são também causadores de circulação oceânica pois estão na
origem de grandes correntes sobretudo à superfície dos mares, como por exemplo a
Corrente do Golfo.
4.1.2 Circulação induzida pelo vento
A Corrente do Golfo é uma das mais importantes correntes provocadas pelo
vento. Esta corrente transporta a água tropical muito quente, do Mar das Caraíbas e do
Golfo do México, para a Europa do Norte através do Atlântico Norte. O calor da água
aquece o ar que se situa imediatamente acima desta água e este movimento do ar
representa um processo essencial de transporte do calor para o norte. Graças a este
transporte de calor, a Europa do Norte é mais quente que os países que se localizam nas
mesmas latitudes na América do Norte ou à volta do Oceano Pacifico. (COLAÇO,
2002, p 356).
A Corrente do Golfo representa um exemplo de «Corrente Profunda do Bordo
Ocidental», que é definida como sendo a corrente que flui ao longo da costa oeste de
uma grande bacia oceânica. A corrente correspondente no Oceano Pacifico é a Corrente
de Kuroshio (ou Corrente do Japão) e no Oceano índico é a Corrente das Agulhas. Estas
correntes do bordo ocidental resultam das interacções entre a forma da bacia oceânica, a
direcção do vento e a rotação da Terra. Estas três correntes movimentam-se com uma
velocidade relativamente elevada, são bastante estreitas (entre 100 a 200 km de largura)
e influenciam com o clima da região correspondente.
Existem, igualmente, correntes do bordo oriental que transportam as águas frias
da superfície dos pólos para o equador. Estas correntes são, geralmente, mais fracas que
as suas homólogas de oeste.
18
4.2.2 Relevo oceânico e marinho
Segundo Colaço (2002, p 354), afirma que nos fundos oceânicos, o relevo
assume características semelhantes ao relevo continental, com planícies e fossas
abissais, dorsais, riftes, com a plataforma e talude continentais.
O relevo submarino apresenta uma parte litoral, com declive suave e penetra até
uma profundidade de 200 m; a sua largura é variável e representa 22% da superfície do
relevo submarino. Nesta zona verifica-se acumulação de sedimentos de origem
continental e a fauna e a flora são abundantes. É nesta zona que se realiza a actividade
pesqueira.
O talude continental é a zona de desnível acentuado, com início da quebra da
plataforma que parte dos 200 m até uma profundidade de 3 000 m.
O fundo marinho também conhecido por região pelágica, por ter maior
concentração de depósitos pelágicos (restos de animais e plantas do mar) é uma zona
com profundidade entre 3 000 a 6 000 m e representa a major parte da superfície
submarina.
A região abissal representa apenas 3% da superfície submarina com fossas
profundas no Índico, Pacífico e Atlântico.
No meio das planícies abissais localizam-se elevações vulcânicas conhecidas
por dorsais oceânicas, formadas por dois alinhamentos montanhosos e com uma fractura
na parte central; o rifte, pelo qual o material magmático em fusão sobe, vindo do
interior e vai formar uma espécie de montanhas no interior do mar. A dorsal do
Atlântico é muito extensa com zonas onde as elevações afloram à superfície aquática
formando ilhas (ex.: Ilha do Pico).
4.2.3 Diferença entre mar e oceano
As principais diferenças entre mares e oceanos referem-se à extensão e
à profundidade de cada um. Ambos são extensas massas de água salgada, contudo, os
oceanos são mais extensos que os mares e bem mais profundos.
Oceano e mar não são a mesma coisa, ainda que frequentemente sejam utilizadas
como sinónimo. A principal diferença entre essas duas palavras está na profundidade e
extensão dos oceanos que são bem maiores que a dos mares, juntos correspondem a
71% da superfície terrestre e estão submersos pelas águas salgadas. (COLAÇO, 2002, p
354).
O nosso planeta é formado por 5 oceanos são eles: Oceano Pacífico (179,6 mil
km²), Oceano Atlântico (92 mil km²), Oceano Índico (74,9 mil km²), Oceano Glacial
19
Ártico (14 mil km²) e Oceano Antártico. Em decorrência da pequena extensão e baixa
profundidade alguns especialistas não consideram a existência do Oceano Ártico, assim
como é questionada a existência do Antártico pelo fato de ser considerado uma extensão
dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.
Os mares aparecem mais próximos das massas continentais e diferente dos
oceanos apresentam água com cor e temperatura diferentes. Podem ser classificados
em mar aberto aqueles que possuem ligação directa com o oceano e mar interior ou
continental caracterizado por estar ligado ao oceano por pequenos estreitos, os seus
representantes mais conhecidos são o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho. O território
brasileiro é banhado pelo Oceano Atlântico e não possui mar. E que
20
V Conclusão
O trabalho acabado, tinha como tema principal os oceanos e mares, sendo no
entanto, importante destacar os principais conceitos que por nos abordado, importa
referir que, no debruçar deste tópico, podemos perceber que a terra é envolta de uma
enorme massa de água. Essa água divide-se em oceanos, mares, lagos, rios, águas
subterrâneas. As águas dos oceanos e mares correspondem a cerca de 70% da área do
planeta.
Os oceanos podem ser definidos como imensos corpos de água salgada que
ocupam as depressões da superfície da crosta terrestre em nosso planeta. Eles
constituem mais de 97% de toda a água que existe no globo, sendo essenciais para o
equilíbrio entre a vida na terra e a vida marinha. Os mares distinguem-se geralmente
dos oceanos porque são zonas litorâneas e têm extensões e profundidades menores que
os oceanos.
Os mares e os oceanos ocupam 70% da superfície terrestre e, em muitos casos, é
difícil delimitar a fronteira que separa uns dos outros. Enquanto existem apenas cinco
oceanos no mundo, existem mais de 50 mares, incluindo o mar Cáspio, o mar
Mediterrâneo, o mar das Caraíbas e o mar Negro.
Os mares também são confundidos com grandes lagos, mas, ao contrário destes,
os mares são massas de água em movimento.
21
VI Referência bibliográfica
Baptista, N. (2004). Introdução à Geologia Marinha. Ed. Interciência, Rio de
Janeiro.
Ceo (2004). O ceano: Um Desígnio Nacional para o Século XXI. Relatório da
Comissão Nacional Estratégica dos Oceanos. Parte I – 57 pp. Parte II – 329 pp.
Comissão Estratégica dos Oceanos, Lisboa.
Colaço A., Desbruyères D. & Dehairs F. (2002). Nutritional relations of deep-
sea hydrothermal fi elds at the Mid-Atlantic Ridge: a stable isotope approach.
Deep-Sea Research, 49: 395-412. Dixon, D. R., P. R. Dando, R. S. Santos, J. P.
Gwynn (and the VENTOX Consortium) 2001. Retrievable cages open up new era in
deep-sea vent research.
Descriptive Physical Oceanography: an introduction, pp. 29-65.
European Comission. Strasbourg, France: 53 pp. EMAM 2007. Estratégia
Nacional para o Mar. Ministério da Defesa Nacional. Estrutura de Missão para os
Assuntos do Mar. Lisboa, 33 p. ESF 2006. Navigating the Future – III.
InterRidge News, 10 (2) 2001: 21-23. EC 2007. The Deep-Sea Frontier: Science
Challenges for a Sustainable Future.
Schmiegelow, J.M.M. (2004). O Planeta Azul: uma introdução às Ciências
Marinhas. Rio de Janeiro: Interciência. 202p.
Sieracki, M.E. e Yentsch, C.S. (1989). An imaging-in-flow system for automated
analysis of marine microplankton. Marine Ecology Progress Series. Amelinghausen,
168:285-296.
Thurman, H.V. (1994). Introductory Oceanography. Macmillan Publ., New
York. The origin of the oceans.
Planeta Terra. Oceanos e Mares. Acessado em 20 de Fev. de 2019.