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Doenças Ocupacionais: Causas e Prevenção

Este documento discute as principais doenças relacionadas ao trabalho, incluindo doenças profissionais, doenças do trabalho, LER/DORT, dorsalgias, transtornos mentais, transtornos das articulações, varizes e transtornos auditivos. As causas e medidas de prevenção dessas doenças são explicadas.
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Doenças Ocupacionais: Causas e Prevenção

Este documento discute as principais doenças relacionadas ao trabalho, incluindo doenças profissionais, doenças do trabalho, LER/DORT, dorsalgias, transtornos mentais, transtornos das articulações, varizes e transtornos auditivos. As causas e medidas de prevenção dessas doenças são explicadas.
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CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL E SERVIÇOS

- CEFPS
DISCIPLINA: SEGURANÇA NO TRABALHO

Aula 4: Principais Doenças do Trabalho e


Profissionais.

Caicó-RN PROFESSOR:
Dezembro/2020 Enf.Mateus Medeiros de Oliveira
Doenças Ocupacionais
• São aquelas produzidas, adquiridas ou desencadeadas pelo exercício
da atividade ou em função de condições especiais de trabalho.
Atualmente, um profissional que desenvolve uma doença ocupacional
possui, legalmente, os mesmos direitos que o envolvido em acidente
de trabalho. É preciso estar atento aos primeiros sinais de desconforto
físico ou mental, procurando auxílio o quanto antes.
• Grande parte das doenças ocupacionais registradas não são
reconhecidas pelas empresas, mas sim pela pericia médica do INSS, ou
seja, são registros sem emissão da CAT, documento utilizado para
reconhecer tanto um acidente de trabalho ou de trajeto quanto uma
doença ocupacional. Contudo, mesmo se adotadas todas as
precauções devidas, algumas doenças ocupacionais simplesmente não
podem ser evitadas, pois são ínsitas ao exercício prolongado de
determinadas atividades.
• No acidente típico, a lesão é evidente e compatível com o relato da
vítima, e dificilmente há dúvida quanto à relação entre a ocorrência e
o trabalho. Nas doenças ocupacionais, não. O diagnóstico é mais
subjetivo e, além de realizar a análise clínica, é preciso observar se o
trabalho teve ou não influência no desencadeamento ou agravamento
dos sintomas.
Diferença entre doença profissional e doença do trabalho
• Doença profissional é aquela produzida ou desencadeada em razão da
realização de trabalho específico a uma determinada atividade, e que
conste na lista elaborada pelo Ministério da Previdência Social. A
doença acontece devido ao tipo de trabalho desenvolvido.
• Doença do Trabalho: decorrente das condições especiais em que o
trabalho é realizado, apesar de não ser uma regra.
Diferença entre doença profissional e doença do trabalho

• A doença do trabalho não é específica de uma determinada


função ou profissão, mas tem origem (ainda que não
exclusivamente) nas atividades desenvolvidas pelo sujeito,
relacionando-se diretamente com as suas funções e
originando-se em razão de condições peculiares em que o
trabalho é desenvolvido.
DOENÇA PROFISSIONAL
• De acordo com a Lei 8.213 artigo 20º inciso I a doença
profissional é entendida como aquela produzida ou
desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a
determinada atividade e constante da respectiva relação
elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social
Decreto Regulamentar nº 6/2001 alterada pelo Decreto
Regulamentar nº 76/2007.
• Saturnismo: doença
profissional provocada pela
exposição direta ao chumbo.

• Hidrargirismo: doença
profissional desencadeada
pelo contato com mercúrio.

• Asbestose: doença
profissional desenvolvida pela
exposição direta à silicose.
DOENÇA DO TRABALHO
• Déficit auditivo de um supervisor de área de produção, que não
trabalha diretamente com o equipamento gerador de ruído, apenas
fiscaliza os funcionários da área produtiva. Devido à exposição
frequente ao ruído acima dos limites de tolerância estabelecidos pelas
normas oficiais, o supervisor poderá ter uma perda parcial ou total da
audição. Um bom exemplo é de quem que trabalha em local de muito
ruído, como um orientador de aeronaves.
Ler/Dort
• Lesões por esforços repetitivo/Distúrbios Osteo musculares
Relacionados ao Trabalho (tendinites, tenossinovites e lesões
de ombro).
Principais causas:

• – movimentos repetitivos
• – posturas inadequadas
• – pressão psicológica
Prevenção:
• – adequação do mobiliário, redução da necessidade do
número de repetições; pausas e exercícios preparatórios e
compensatórios.
• – definição de metas adequadas; boas relações interpessoais,
clareza sobre o que é esperado de cada profissional.
• – programas de incentivo à prática regular de atividades físicas
e ingestão frequente de líquidos.
Dorsalgias
• (hérnias de disco, “problemas de coluna”)
• As dorsalgia, por exemplo, popularmente conhecida como dor
nas costas, é a doença que mais afasta trabalhadores no Brasil.
Em 2016, 116.371 pessoas tiveram que se ausentar do
trabalho por, no mínimo, 15 dias por essa razão.
Principais causas:
• – movimentos repetitivos e força com uso do tronco
• – levantamento e transportes de pesos
• – posturas inadequadas
• – Obesidade e sedentarismo (fatores não necessariamente
ocupacionais, porém muito significativos)
Prevenção:
• – adequação do mobiliário e equipamentos, fracionamento das
cargas e do número de repetições (redução da velocidade de
execução das tarefas).
• – pausas e exercícios preparatórios e compensatórios.
• – programas de incentivo à educação alimentar e à prática
regular de atividades físicas.
Transtornos mentais
• (depressão/ansiedade/stress pós-traumático)
Principais causas:
• – alta demanda, imprecisão quanto às expectativas
• – metas inalcançáveis
• – trabalho extremamente monótono
• – percepção de trabalho “sem importância”
• – violência no trabalho
• – situações momentâneas e súbitas de alto nível de estresse
• – testemunha constante de sofrimento humano de terceiros
(profissionais de saúde, assistentes sociais)
Prevenção:
• – definição de metas adequadas; boas relações interpessoais;
melhora da comunicação, reconhecimento do valor do trabalho
realizado.
• – programas de prevenção da violência nas atividades com risco
elevado de assaltos/envolvimento ou repressão de atos violentos.
• – programa de apoio e acompanhamento de profissionais vítimas
de violência no trabalho ou submetidos a situações de estresse
agudo de alta intensidade.
• – e de profissionais que lidam constantemente com o sofrimento
humano de terceiros.
Transtornos das articulações

• Principais causas:
• – posturas inadequadas
• – movimentos repetitivos associados a cargas (membros
inferiores)
• – obesidade e sedentarismo (fatores não necessariamente
ocupacionais, porém muito significativos)
Prevenção:
• – adequação do mobiliário, redução da necessidade de uso da
força e do número de repetições; pausas e exercícios
preparatórios e compensatórios.
• – definição de metas adequadas; boas relações interpessoais,
clareza sobre o que é esperado de cada um.
• – programas de incentivo à prática regular de atividades físicas
e ingestão frequente de líquidos.
Varizes nos membros inferiores

• Principais causas:
• – trabalho em pé ou sentado com pouca movimentação
• – obesidade e sedentarismo (fatores não necessariamente
ocupacionais, porém muito significativos)
Prevenção:

• – análise ergonômica das tarefas para adequação do mobiliário


e equipamentos, permitindo a alternância de posturas e
mobilidade no posto de trabalho; exercícios preparatórios e
compensatórios.
• – programas de incentivo à educação alimentar e à prática
regular de atividades físicas de intensidade moderada.
Transtornos auditivos (principalmente perda
auditiva)

• Principais causas:
• – exposição a ruídos
• – trabalho com produtos químicos, principalmente solventes (tinner,
tolueno, xileno e similares)
Prevenção:
• – proteção coletiva com isolamento das fontes de ruído
(medida mais importante).
• – uso de protetor auditivo (medida complementar – não deve
ser a única proteção).
• – ventilação exaustora e/ou isolamento dos processos com uso
de solventes.
• – uso de máscaras de proteção: protetores respiratórios
específicas para produtos químicos (medida complementar:
não deve ser a única proteção).
REFERÊNCIAS
• ANAMT. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MEDICINA DO TRABALHO. Disponível em:
<https://www.anamt.org.br/portal/sobre-a-anamt/>. Acesso em: 25/01/2019.
• BRASIL. MINISTÉRIO DA SAUDE. Doenças relacionadas ao trabalho: manual de procedimentos para
os serviços de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2001. 580p. Disponível em:
<https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/2025.pdf>. Acesso em: 25/01/2019.
• ALMEIDA FILHO, N. A clínica, a epidemiologia e a epidemiologia clínica. PHYSIS - Revista de Saúde
Coletiva . v. 3, n. 1, p. 35-53, 1993.
• ALMEIDA FILHO, N.; ROUQUAYROL, M. Z. Introdução à epidemiologia. 4 ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2006.
• ROUQUAYROL, M. Z.; GURGEL, M. (orgs.). Epidemiologia e saúde. 7 ed. Rio de Janeiro: Medbook,
2013.
• ANTUNES, R. O caráter polissêmico e multifacetado do mundo do trabalho. Rev. Educação, Saúde e
trabalho. 1 v. 2 n. p. 53-61, 2003.
• BRASIL, Ministério da Saúde. Diretrizes de implantação da Vigilância em Saúde do Trabalhador no
SUS [Online]. Disponível em http://www.renastonline.org/recursos/diretrizes-
implanta%C3%A7%C3%A3o-vigil%C3%A2ncia-sa%C3%BAde-trabalhador-sus Acesso em 15/03/13.

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