Portugal
A Lei n.º 135/99, de 28 de agosto veio dar protecção legal a pessoas de sexo oposto que vivam
em comunhão de habitação, mesa e leito há mais de dois anos mas que não tenham um vínculo
de Casamento.
Mesmo antes da Lei nº 135/99 já existiam situações em que era reconhecida a situação de união
de facto embora sem essa identificação formal como era o caso, por exemplo, da transmissão dos
contratos de arrendamento, a presunção de paternidade e regime de férias. Algumas destas
protecções estavam garantidas por diversas leis datando desde 1976.
No dia 15 de março de 2001 a Assembleia da República Portuguesa votou um novo texto que
estendia a protecção a casais do mesmo sexo (excepto adopção) além de enumerar as situações
em que a união de facto era dissolvida e fazer outros pequenos ajustes no texto legal. Esta Lei foi
aprovada com os votos favoráveis do PCP, PEV, BE e PS (à excepção dos 3 deputados
independentes humanistas-cristãos) e ainda com 4 votos favoráveis do PSD (grupo de deputados
da JSD). A lei de protecção nas uniões de facto foi publicada no Diário da República, I Série-A,
n.º 109, de 11 de maio, como Lei n.º 7/2001. [2] A nova lei de Economia Comum foi publicada na
mesma data: Lei n.º 6/2001.[3]
A Lei n.º 7/2001, de 11 de maio, veio a ser alterada pela Lei n.º 23/2010, de 30 de agosto, que
deu nova redacção aos artigos 1º, 2º, 3º, 4º, 5º, 6º e 8º da lei, bem como procedeu ao aditamento
de um novo artigo 2º-A.[1]
Beneficiários
A lei aprovada regula a situação jurídica de duas pessoas, independentemente do sexo, que
vivam em união de facto há mais de dois anos (este prazo não é contabilizado a partir da saída da
lei mas sim a partir do início da UF).
Excepções: ter menos de 18 anos (à data do reconhecimento da união de facto) [4], demência, estar
casado/a, serem parentes próximos, ter sido condenado/a por homicídio doloso.
Direitos e deveres
Protecção da casa de morada de família em caso de falecimento de um dos unidos - em
caso de morte do proprietário ou arrendatário da casa, o companheiro/a tem preferência
na compra ou continuação do arrendamento durante cinco anos ou período superior, na
eventualidade de a união de facto se ter prolongado por período maior que 5 anos;[5]
Protecção da casa de morada de família em caso de ruptura da união de facto - Na
eventualidade de ruptura da união de facto, e nos casos em que a casa de morada de
família é arrendada, qualquer dos unidos poderá reivindicar para si a atribuição do
imóvel, mesmo que esta tenha sido arrendada a apenas um dos membros do casal; Ainda
em caso de ruptura, e na eventualidade de a casa de morada de família ser propriedade de
um dos membros da união, ela poderá ser atribuída ao outro membro do casal, nos termos
previstos no art. 1793º do Código Civil.[5]
Beneficiar do regime jurídico de férias, faltas, licenças e preferência na colocação
dos funcionários da Administração Pública equiparado ao dos cônjuges.
Aplicação do regime do imposto de rendimento das pessoas singulares nas mesmas
condições dos sujeitos casados.
Protecção na eventualidade de morte do beneficiário, pela aplicação do regime geral da
segurança social e da Lei.
Prestação por morte resultante de acidente de trabalho ou doença profissional.
Pensão de preço de sangue e por serviços excepcionais prestados ao país.
Imposto de Rendimento de pessoas Singulares (a entrega conjunta da declaração de IRS,
por ter repercussões orçamentais, só pôde ser feita a partir do ano fiscal de 2002. Não
havendo qualquer registo da UF o IRS poderá funcionar como prova da existência da
mesma que permitirá o acesso aos direitos de casa, trabalho e pensões).
Direcção Geral de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração
Pública (ADSE)
A partir de 2006 os funcionários do estado passam a poder inscrever de forma equivalente a
cônjuge a pessoa com quem vivem em união de facto há mais de dois anos. Esta possibilidade foi
formalizada com a publicação da Portaria Nº 701/2006 de 13 de julho, publicada no Diário da
República, 1.º Série, n.º 134 (em cumprimento da nova redacção publicada no Decreto-Lei n.o
234/2005, de 30 de dezembro do Decreto-Lei n.o 118/83, de 25 de fevereiro)
Nacionalidade portuguesa (a partir de 15 de dezembro de 2006 passa a ser possível
requerer a nacionalidade por um estrangeiro que viva em união de facto em território
nacional há mais de três anos com um cidadão português - Decreto-Lei n.o 237-A/2006
de 14 de dezembro).
Além destes direitos, há muitas outras situações na legislação nacional em que as uniões de facto
são reconhecidas, ou foram reconhecidas no passado, entre elas incluem-se:
Possibilidade de acesso ao perfil de ADN da pessoa com quem se vive em união de facto
(Lei n.º 5/2008 de 12 de fevereiro)
Transmissão de Arrendamento Rural na Região Autónoma dos Açores (Decreto
Legislativo Regional n.º 29/2008/A)
Protecção nos encargos familiares como Abonos de Família e Subsídio de Funeral
(Decreto-Lei n.º 176/2003 de 2 de agosto)
Reconhecimento ao direito ao complemento solidário para idosos (Decreto Regulamentar
n.º 14/2007)
Usufruto das Casas de função atribuídas a funcionários públicos (Decreto-Lei n.º
280/2007 de 7 de agosto)
Concessão de visto para acompanhamento familiar (Decreto Regulamentar n.º 84/2007 de
5 de novembro)
Aplicação do programa de apoio financeiro Porta 65 — Arrendamento por Jovens
(Decreto-Lei n.º 308/2007 de 3 de setembro)
Aplicação do Programa de Financiamento para Acesso à Habitação (PROHABITA)
(Decreto-Lei n.o 54/2007 de 12 de março)
Código Penal
Alterações efectivas a partir de 15 de setembro de 2007 aprovadas pela Lei 59/2007 de 4 de
setembro.[6]
Nota: Não é claro no texto legal se estes se aplicam a pessoas em união de facto há mais de dois
anos ou se qualquer duração é admissível.
Art 113° Código Penal - Titulares do direito de queixa Pessoas em união de facto
independentemente do sexo podem constituir-se Assistente em Processo Penal em
nome do parceiro falecido.
Art 132° Código Penal - Homicídio Qualificado Pessoas em união de facto
independentemente do sexo que sejam culpadas de homicídio do parceiro passam a
ser enquadradas no homicídio qualificado e são sujeitas a uma pena de 12 a 25 anos.
Art 152° Código Penal - Violência Doméstica Quem, de modo reiterado ou não, infligir
maus tratos físicos ou psíquicos, incluindo castigos corporais, privações da liberdade e
ofensas sexuais a pessoa que viva em união de facto independentemente do sexo são
puníveis com pena de 1 a 5 anos.
Art 154° Código Penal - Coacção Passa a depender de queixa mesmo para situação
em união de facto independentemente do sexo.
Art 364° Código Penal - Atenuação Helena e dispensa da pena (359.º, 360.º e 363º) Passa
a ser aplicável a casais em união de facto independentemente do sexo.
Art 367° Código Penal - Favorecimento pessoal A situação de não punivel, ponto 5,
passa a ser aplicável a casais em união de facto independentemente do sexo.
Casais do mesmo sexo vs. casais de sexo oposto
O direito à adopção é consignado "às pessoas de sexo diferente que vivam em UF".
De resto a lei é aplicável quer a casais constituídos por duas pessoas do mesmo sexo, quer por
duas pessoas de sexo oposto.
Casamento civil vs. união de facto
O casamento gera uma série de efeitos de carácter pessoal, patrimonial e sucessório distintos dos
que se verificam no caso da união de facto. Os unidos também não estão sujeitos aos mesmos
deveres conjugais que incidem sobre os indivíduos casados entre si. Casamento e união de facto
são, pois, realidades juridicamente distintas[5]
Muitos dos direitos concedidos pelo casamento civil não são aplicáveis às uniões de facto: o
direito de herdar o património comum, o direito de visitas a hospitais e prisões.
Ao contrário do casamento que tem efeitos imediatos a união de facto só é aplicável após dois
anos de vida em comum. Note-se que a união de facto, ao contrário do casamento, não tem de ser
reconhecida oficialmente pelas duas pessoas para ter efeitos legais: as protecções na lei são
aplicáveis por defeito a qualquer união a partir do momento que se cumpram dois anos de vida
comum.
O regime fiscal de entrega conjunta de IRS é opcional para as pessoas em união de facto (podem,
à sua escolha, entregar uma declaração conjunta ou duas separadas). As pessoas casadas (que não
estejam "separadas de facto") são obrigadas a entregar uma declaração conjunta.
A união de facto não tem obrigações automáticas do casamento civil como a obrigação de
apoio, responsabilidade pelas dívidas contraídas, obrigação de fidelidade, etc. Alguns destes
direitos em particular já foram parcialmente obtidos caso a caso recorrendo aos tribunais.
Reconhecimento Familiar de União Entre Pessoas do Mesmo Sexo
Com a edição de 2001 da lei de União de Facto foi até certo ponto legalmente reconhecido e
legitimado pelo Estado Português o carácter familiar das relações entre pessoas do mesmo sexo
apoiado no conceito de Casa de morada de família utilizado no texto legal. Desde 1999 que
existia uma lei de União de Facto apenas aplicável a pessoas de sexo oposto que foi ajustada
nesta revisão.
Note-se que "carácter familiar" e "família" não são necessariamente a mesma coisa. O art. 36 da
Constituição reconhece a todos os indivíduos residentes em território Português o direito de casar
e de constituir família. A dissociação entre os direitos (casar e constituir família) levou diversos
sectores doutrinais a sugerir que havia ali um reconhecimento constitucional de formas
alternativas de família além do casamento.
O art. 1576 do Código Civil Português estabelece como fontes de relações familiares o
casamento, o parentesco, a afinidade e a adopção. A adopção da Lei nº.7/2001 dividiu a doutrina
no sentido de saber se a união de facto constituía uma nova fonte de relações familiares. Os
sectores mais progressistas, encabeçados por Gomes Canotilho e Vital Moreira, concluíram pela
afirmativa. Os sectores mais conservadores, encabeçados por Rita Lobo Xavier, aconselharam
mais precaução no sentido da classificação de uma relação como "família" afirmando que
existem formas alternativas de vida que não integram necessariamente o conceito de família
(como é o caso da "economia em comum" aplicável a pessoas que vivam apenas em comunhão
de mesa e habitação ou no caso dos casamentos polígamos).
Economia comum
A Lei da Economia Comum não tem subjacente a existência de uma relação afectiva; diz
respeito a pessoas que vivam em comunhão de mesa e habitação, podendo ser aplicada a mais de
duas pessoas independentemente do seu género. Os direitos previstos não incluem pensões de
qualquer tipo, tudo o resto é semelhante aos direitos base da Lei de União de Facto com
adaptações para as situações com mais de duas pessoas. Direitos previstos em outros textos
legais (como Código Penal) que referem a União de Facto não se aplicam à Economia Comum.
No Brasil
No Brasil esta convivência fática é tratada de duas formas: união estável, quando duas pessoas
convivem sem que haja impedimento de se casarem (artigos 1.723 a 1.726 do Código Civil) e
o concubinato, quando homem e mulher têm relações não eventuais mas ao menos um deles é
impedido de casar (artigo 1.727 do Código Civil).[7] Justamente por isso, o concubinato não conta
com qualquer proteção legal no sistema jurídico brasileiro.[8]
No dia 5 de maio de 2011 o Supremo Tribunal Federal brasileiro reconheceu, por unanimidade, a
possibilidade do estabelecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo. Desta forma, os
mesmos direitos concedidos a casais heterossexuais serão válidos para as uniões homoafetivas. [9]
[10]
No Brasil a união de fato, entre duas pessoas que não têm impedimento de se casarem, recebe o
nome de "união estável", regulamentando a convivência entre duas pessoas sem que seja
oficializado o casamento civil.
Após a Constituição Federal de 1988 reconhecer como entidade familiar a união estável entre
um homem e uma mulher a Lei 8.971 de 1994 regulou a união estável que antes só recebia tutela
dos tribunais como sociedade de fato, concedendo os primeiros direitos aos companheiros como
a partilha dos bens adquiridos com a colaboração mútua, e um limitado direito de herança. Os
direitos sociais então, já eram concedidos à companheira pelas leis da previdência e regimes
tributários eram possíveis no caso de um companheiro(a) ser economicamente "dependente" do
outro.
No atual Código Civil o artigo 1.723 dispôs a união estável exatamente nesses termos: "É
reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na
convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de
família".
A Lei 9.278/96 (Lei da União Estável), chamada "Lei dos Conviventes", assim definiu a união
estável em seu artigo 1º: "É reconhecida como entidade familiar a convivência duradoura,
pública e continua, de um homem e de uma mulher, estabelecida com objetivo de constituição de
família".
A Lei 9.278/96, não estabeleceu prazo mínimo de convivência, tampouco fez menção à
existência de filhos como requisito para a sua confirmação. Somente exigiu a intenção de
constituir família, independente do estado civil das pessoas envolvidas. A estabilidade está
associada à ideia de continuidade da relação e durabilidade da convivência. A publicidade ou
notoriedade da união é característica de suma importância no aspecto processual, pois se trata de
elemento probatório imprescindível quando se questiona a vinculação entre os companheiros.
A Lei 9.278 de maio de 1996, não derrogou senão parcialmente a primeira, mas avançou com
estabelecimento de direitos e deveres recíprocos entre os companheiros, o estabelecimento de um
regime de comunhão parcial de bens e a previsão de dissolução inter vivos da união e seus
efeitos dentre os quais, pensões e partilha de bens.
O novo Código Civil Brasileiro (Lei n. 10.406 de 10 de janeiro de 2002) aplainou as arestas
restantes do instituto da união estável tornando-a um sucedâneo muito semelhante ao casamento
civil, a ela aplicáveis quase todas as normas do direito de família.
No texto legal, a união é vedada nos mesmos casos de impedimento do casamento, razão pela
qual não seria possível a duas pessoas do mesmo sexo, posto que, como o casamento, a união
estável é definida como a união entre um homem e uma mulher. No entanto, a
constitucionalidade dessa vedação não é pacífica no judiciário brasileiro, havendo jurisprudência
em contrário.[11]
A união estável não era reconhecida a pessoas já casadas, mas com o advento do Novo Código
Civil, há previsão quanto a pessoas casadas quanto buscando separação judicialmente ou apenas
separados de fato (art. 1.723, § 1º).
O novo Código Civil, ao par de soerguer a união estável a patamares jurídicos bem próximos ao
do casamento, no artigo 1.727 restabeleceu a figura do concubinato como relações não eventuais
entre um homem e uma mulher impedidos de casar.
Independente de qualquer registro ou formalidade, a caracterização da união estável dá-se
factualmente com a convivência dos companheiros more uxorio (como casados) por cinco
anos[carece de fontes], ou antes disto com o nascimento de filho. A Lei 9.278/96 não estipula prazo
mínimo de convivência para a caracterização de união estável.
O Superior Tribunal de Justiça já decidiu que se há pelo menos a separação de fato, é possível a
caracterização como união estável, não sendo possível, por outro lado, a concubina concorrer
com a esposa, se não houve separação de fato: "A união estável pressupõe a ausência de
impedimentos para o casamento, ou, pelo menos, que esteja o companheiro(a) separado de fato,
enquanto que a figura do concubinato repousa sobre pessoas impedidas de casar. Se os
elementos probatórios atestam a simultaneidade das relações conjugal e de concubinato, impõe-
se a prevalência dos interesses da mulher casada, cujo matrimônio não foi dissolvido, aos
alegados direitos subjetivos pretendidos pela concubina, pois não há, sob o prisma do Direito
de Família, prerrogativa desta à partilha dos bens deixados pelo concubino. Não há, portanto,
como ser conferido status de união estável a relação concubinária concomitante a casamento
válido" (Recurso Especial 931155/RS, Relatora Min. Nancy Andrighi, julgado em 7 de
agosto de 2007).
Gradação entre casamento, união estável e concubinato
Ainda que a união estável deva ter a proteção do Estado, conforme disposição constitucional, o
STF já decidiu que o instituto é similar ao casamento: "A essa orientação, não se opõe a norma
do § 3º do art. 226 da Constituição de 1988, que, além de haver entrado em vigor após o óbito
do instituidor, coloca, em plano similar ao do casamento, a chamada união estável, tanto que
deve a lei facilitar a conversão desta naquele." (Mandado de Segurança n. 21.449, Relator o
Ministro Octavio Gallotti, DJ 17.11.95, tribunal pleno). O Código Civil trata de maneira
diferente o companheiro do cônjuge, como na questão dos direitos sucessórios (artigos 1.790 e
1.829). Dentre as diferenças ao direito à herança, pode-se citar o caso do falecido que não deixou
ascendentes nem descendentes, mas apenas irmãos: se deixou também um cônjuge, cabe a esse
toda a herança; se deixou companheira, essa terá direito a um terço da herança, cabendo os dois
terços restantes aos irmãos.
Por outro lado, o mesmo STF também já decidiu que o concubinato é inferior à união estável:
"Companheira e concubina. Distinção. Sendo o Direito uma verdadeira ciência, impossível é
confundir institutos, expressões e vocábulos, sob pena de prevalecer a babel. (…). A proteção do
Estado à união estável alcança apenas as situações legítimas e nestas não está incluído o
concubinato. (…). A titularidade da pensão decorrente do falecimento de servidor público
pressupõe vínculo agasalhado pelo ordenamento jurídico, mostrando-se impróprio o
implemento de divisão a beneficiar, em detrimento da família, a concubina." (RE 590.779, Rel.
Min. Marco Aurélio, julgamento em 10 de fevereiro de 2009, 1ª Turma, DJE de 27 de março de
2009)
E dentro do concubinato, há as situações que têm direitos garantidos pela Lei nº 8.971/94
(havendo filho em comum ou união de mais de cinco anos, desde que sejam solteiros,
divorciados, viúvos ou separados judicialmente), sendo que as demais uniões (por exemplo, onde
um mantém o convívio com duas famílias ou, não havendo filhos em comum, não tenham cinco
anos de convivência) não têm direitos garantidos em lei.
União entre pessoas do mesmo sexo
A ADPF 132, proposta pelo governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral Filho, pedia a
equiparação das uniões homoafetivas (entre pessoas do mesmo sexo) com a união estável
prevista no art. 1723 do Código Civil. A utilização da ADPF para discutir o assunto foi indicada
pelo próprio ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello, que considerou a questão
relevante sob a ótica constitucional.[12]
No dia 5 de maio de 2011, o STF julgou a ADPF 132 e reconheceu, por unanimidade, a validade
das uniões estáveis de casais do mesmo sexo. Com a decisão do STF, estende-se à união
homoafetiva 112 direitos que até então eram exclusivos dos casais heterossexuais que vivem
juntos, dentre eles a comunhão parcial de bens, a pensão alimentícia, pensões do INSS e
a adoção.[13]