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Tecnologia da Fabricação de Queijos

O documento descreve os processos de fabricação de queijos, incluindo acidificação, agregação da caseína, sinérese, adição de coalho, formação da coalhada, micelas de caseína, propriedades das micelas, classificação de queijos, tecnologia básica de fabricação e cultivos iniciadores. Fornece detalhes sobre os principais passos e conceitos envolvidos na produção de queijos.

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Mikele Vianna
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Tecnologia da Fabricação de Queijos

O documento descreve os processos de fabricação de queijos, incluindo acidificação, agregação da caseína, sinérese, adição de coalho, formação da coalhada, micelas de caseína, propriedades das micelas, classificação de queijos, tecnologia básica de fabricação e cultivos iniciadores. Fornece detalhes sobre os principais passos e conceitos envolvidos na produção de queijos.

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Queijos

Profª Cláudia Verdum Viegas, Me


Elaboração de queijo
LEITE
Forma-se um gel
quando a
ACIDIFICAÇÃO acidificação
ocorre em a uma
temperatura não
muito baixa e com
leite em repouso.

AGREGAÇÃO DA CASEÍNA

SINÉRESE

SORO GEL
(coalhada)
Profª.Cláudia
Verdum Viegas
Sinérese

É favorecida pelo aquecimento e pela agitação.


A eliminação de quase todo o soro da coalhada
se obtém o Queijo Branco , Quarq ou
simplesmente Coalhada.

Profª.Cláudia
Verdum Viegas
Formação da coalhada por adição de
coalho
 Coalho ou renina é o extrato do abomaso de bezerros
lactentes.
 Seu princípio ativo é a QUIMOSINA
 Coalhos disponíveis no mercado
 Contém quantidades variáveis de pepsina, além da quimosina
 Outros tipos de coalho
 Coalho vegetal (extrato solúvel de cardos do gênero Cynara)
 Enzimas coagulantes produzidas por mofos (ppt Mucor)
 Enzimas coagulantes obtidas por técnicas de DNA
recombinante

Profª.Cláudia
Verdum Viegas
Mecanismo de ação da QUIMOSINA

 Hidrólise da ligação
peptídica
estabelecida entre a
Phe(105) e
Met(106) da ĸ-
caseína,
provocando a
desestabilização da
suspensão cploidal
das caseínas.
Profª.Cláudia
Verdum Viegas
Vias de formação da coalhada

LEITE

LÁTICA ENZIMÁTICA

COALHADA

Profª.Cláudia
Verdum Viegas
Coalhada lática
 Consiste em:
 Diminuição do pH por acúmulo de ácido lático;
 Solubilização dos sais de cálcio das micelas de
caseína;
 Migração progressiva do cálcio e dos fosfatos
para a fase aquosa;
Total em pH
próximo a 4,6
DESMINERALIZAÇÃO DAS CASEÍNAS (ponto isoelétrico
da caseína).

Profª.Cláudia
Verdum Viegas
Caseínas

 Todas contém quantidade elevada de aa apolares;


 Abundância de grupos fosfato e presença de um
carboidrato muito polar nas moléculas de ĸ-
caseína.

Solubilidade aceitável em água


Caseínas

 Ricas em prolina
 Alterações no ângulo
de giro da ligação
peptídica, pois o
grupo amino da
prolina e secundário.
 Dificuldade para
formar estruturas
secundárias típicas
das proteínas (α-
helice, etc).
 Posuem amplas zonas
desorganizadas.
Caseínas

Seus aa não estão uniformemente distribuídos.


Zonas ricas em aa polares e outras em aa
apolares
Zonas hidrofílicas e zonas hidrofóbicas
Consequências do menor grau de
estruturação das caseínas
(estrutura secundária e terciária)

 Mais facilmente proteolisáveis do que as proteínas


globulares
→Maior digestibilidade;
→Vantagem na produção de queijo
 Boa capacidade emulsificante e espumante
→ devido a estrutura aberta e natureza dipolar
 Resistência a diversos agentes desnaturantes
→Como o calor
MICELA

O leite é formado por partículas em dispersão


coloidal;
As micela são:
Partículas esféricas formadas por caseína e
fosfato coloidal (CCP – colloidal calcium
phosphate);
Altamente hidratadas.
MICELA DE CASEÍNA

ZONAS CARBOXILA TERMINAIS


DA ĸ-CASEÍNA

SUBMICELAS
FOSFATO
COLOIDAL

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Verdum Viegas
PROPRIEDADES DAS MICELAS DO
LEITE

 São estáveis:
Nos tratamentos de pasteurização e esterilização do leite
(em pH próximo a 6,8);
Na compactação (ultracentrifugação);
Na homogeneização;
Em concentrações de cálcio relativamente elevadas.

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Verdum Viegas
PROPRIEDADES DAS MICELAS DO
LEITE

Não são estáveis


Em pH ácido;
Na presença de algumas proteases;
No congelamento;
Em etanol a 40% a pH 6,7

Profª.Cláudia
Verdum Viegas
Características comuns dos
diversos tipos de queijo

 A maior parte da caseína e da gordura do leite ficam


concentradas no queijo.
Produto muito nutritivo
 O queijo se conserva por muito mais tempo que leite
natural e que os leites fermentados.
 Os queijos possuem aroma peculiar e característico.

Profª.Cláudia
Verdum Viegas
Vida útil do queijo
 Varia de dias até várias décadas
 Resultado de uma combinação de fatores
Carência de açúcar
pH baixo
Ácido lático
Sal
Condições anaeróbicas
Casca protetora

Profª.Cláudia
Verdum Viegas
Classificação dos queijos
DURO (umidade 26 – 50%)

Maturação interna sem adição de cultura específicas Parmesão, Cheddar, Romano, Gouda

Maturação interna com adição de bactérias específicas Emmental, Gruyere


(com buracos)

Maturação interna e maturação secundária superficial


por mofos

SEMIDURO (umidade 42 – 52%)

Maturação interna sem adição de culturas especiais Edam

Maturação interna com adição de mofos específicas Roquefort, Stilton

SEMIMOLE (umidade 45 – 55%)

Maturação superficial, adição de bactérias Limburger

MOLE (umidade 48 – 80%)

Maturação superficial, adição de mofos Brie, Camembert

Sem maturação Cottage, Coulommier, Mozzarella, Petit Suisse

OUTROS Variedades em salmora e requeijão

Fonte: Varnam e Sutherland, 1995


Tecnologia LEITE

básica da ADIÇÃO DE CULTIVOS INICIADORES


fabricação
de queijo INCUBAÇÃO

ADIÇÃO DE COALHO

CORTE

PRENSAGEM

MATURAÇÃO

ENVASE
Cultivos iniciadores utilizados na
fabricação de queijo Starter
 Objetivo da utilização
Produção de ácido lático pela fermentação da lactose
Contribuição para o sabor fresco e ácido e textura
da coalhada.
Produção de compostos aromáticos voláteis (diacetil e
aldeídos)
Síntese de enzimas proteolíticas e lipolíticas que atuam
na maturação do queijo
Eliminação dos microrganismos patogênicos e alguns
deteriorantes
Cultivos iniciadores utilizados na
fabricação de queijo

Bactérias Ácido – láticas


Principal grupo de bactérias utilizadas na produção
de queijos
Principais gêneros:
Lactobacillus
Lactococcus
Leuconostoc
Streptococcus
Pediococcus
Classificação dos cultivos
iniciadores

 Cultivos iniciadores mesófilos


Lactococcus e Leuconostoc (temperatura
ótima de crescimento de 30ºC)
 Cultivos iniciadores termófilos
Lactobacillus e Streptococcus salivarius spp.
thermophilus (temperatura ótima de
crescimento de 40-45ºC)
Leite para a produção de queijo

 Leite de vaca, de cabra e de ovelha;


 A caseína e o conteúdo de gordura
determinam o rendimento;
 A homogeneização aumenta o
rendimento porque reduz a perda de
gordura no soro;
 A homogeneização não é usada
quando se produz queijos de massa
dura
Leite para a produção de queijo

 Tratamento térmico do leite


Pasteurização: importante para a eliminação dos
patógenos e para favorecer o crescimento do
starter (por redução da flora microbiana
competitiva).
Alguns fabricantes alegam que a pasteurização
diminui a qualidade organoléptica do produto. O
queijo produzido com leite pasteurizado tende a
ter aroma mais suave, porém mais consistente.
Leite para a produção de queijo

 Termização (tratamento térmico inferior a pasteurização)


 Diminui as alterações induzidas no leite
 Permite a sobrevivência de Listeria monocytogenes e
Salmonella.
 Presença de endosporos de bactérias mesófilas esporuladas
 Responsáveis pelo estufamento tardio dos queijos
 As células vegetativas são eliminadas na pasteurização, mas os
esporo permanecem
Leite para a produção de queijo

 Aquecimento do leite a temperatura superior a 100ºC


Permite a incorporação das proteínas do soro ao
coágulo, aumentando o rendimento;
Perda da capacidade de coagulação pelo coalho
Reversível por adição de Cl2Ca
Requeijão
Padrão de Identidade e Qualidade do
requeijão (Mercosul)

Produto obtido pela fusão da massa coalhada,


cozida ou não, dessorada e lavada, obtida por
coagulação ácida ou enzimática do leite, podendo
ter adição de creme de leite, manteiga, gordura
anidra de leite ou butter oil. Poderá estar adicionado
de condimentos, especiarias e outras substâncias
alimentícias.

Não pode conter gordura de origem


não láctea!
CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS
Requeijão cremoso

Consistência mole e
untuosa;
Cor branca;
Sabor levemente
salgado;
Requeijão mineiro
 Forma cilíndrica ou
retangular;
 Consistência semi-
dura a dura;
 Cor branco-creme;
 Crosta fina;
 Sabor levemente
salgado.
Requeijão do norte

 Mais seco;
 Cor amarela;
 Contém
manteiga
derretida ou
creme
queimado.
Preparo da massa para requeijão

AQUECER O LEITE A 35ºC

ADIÇÃO DOS INGREDIENTES

Repouso 30-40min

CORTE DA COALHADA
Descanso 5min.
MEXEDURA POR 15 min.

AQUECIMENTO A 45ºC

ARMAZENAMENTO EM GELADEIRA
POR 3 DIAS
Ingredientes

 Leite 15litros
 Cloreto de Cálcio 25% 18ml
 Coalho 13ml
 Fermento lático
Preparo do requeijão
TRITURAR A MASSA

MEXER SEMPRE

AQUECER A MASSA
MEXER SEMPRE

ADICIONAR O SAL FUNDENTE E O SAL


MEXER SEMPRE

ADICIONAR A NATA
MEXER SEMPRE

ADICIONAR ÁGUA
MEXER SEMPRE

CONTINUAR AQUECENDO ATÉ 90ºC

ENVASE
Proporção dos ingredientes

Massa 1kg
Sal fundente 25g
Sal refinado 10g
Nata 600g
Água (se necessário)
Referências

 Fellows, P.J. Tecnologia do Processamento de Alimentos: Princípios e


Prática.. [Minha Biblioteca].
 ORDÓÑEZ, J.A. Tecnologia de alimentos. Ed. Artmed, Volume I. 2005.

Queijos
Profª Cláudia Verdum Viegas, Me
Profª.Cláudia 
Verdum Viegas
LEITE
AGREGAÇÃO DA CASEÍNA
ACIDIFICAÇÃO
SORO
GEL
(coalhada)
SINÉRESE
Elaboração de queijo
Forma-
Profª.Cláudia 
Verdum Viegas
Sinérese
É favorecida pelo aquecimento e pela agitação.
A eliminação de quase todo o soro da c
Profª.Cláudia 
Verdum Viegas
Formação da coalhada por adição de 
coalho
Coalho ou renina é o extrato do abomaso de bezerros
Profª.Cláudia 
Verdum Viegas
Mecanismo de ação da QUIMOSINA
Hidrólise da ligação 
peptídica 
estabelecida entre a 
Phe(105)
Profª.Cláudia 
Verdum Viegas
Vias de formação da coalhada
LEITE
COALHADA
LÁTICA
ENZIMÁTICA
Profª.Cláudia 
Verdum Viegas
Coalhada lática
Consiste em:
Diminuição do pH por acúmulo de ácido lático;
Solubilização dos
Caseínas
Todas contém quantidade elevada de aa apolares;
Abundância de grupos fosfato e presença de um 
carboidrato muito p
Caseínas
Ricas em prolina
Alterações no ângulo 
de giro da ligação 
peptídica, pois o 
grupo amino da 
prolina e secundário
Seus aa não estão uniformemente distribuídos.
Zonas ricas em aa polares e outras em aa 
apolares
Zonas hidrofílicas e zona

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