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Entendendo o Direito Fiscal e Tributos

Este documento descreve os principais tipos de tributos no sistema tributário e financeiro nacional, incluindo impostos, taxas e contribuições. O documento também explica o circuito tributário, que inclui a incidência, liquidação e cobrança dos impostos.

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Entendendo o Direito Fiscal e Tributos

Este documento descreve os principais tipos de tributos no sistema tributário e financeiro nacional, incluindo impostos, taxas e contribuições. O documento também explica o circuito tributário, que inclui a incidência, liquidação e cobrança dos impostos.

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ABC…

Do Direito Fiscal
Apresentação: sendo está página destina ao estudo do Direito, nos seus
diversos ramos e atendendo ao que tem sido noticiado sobre as recentes
alterações a nível de tributário, denota-se a necessidade de esclarecer como
funciona o Sistema Tributário e Financeiro nacional, plasmado no art.
101º CRA de modo a promover a educação financeira e tributária.

Introdução
Tem-se como Direito Fiscal, o conjunto de normas jurídicas destinadas a regular a
atividade tributária do Estado, enquanto principal fonte de financiamento e satisfação
das necessidades coletivas.
O Direito fiscal de hoje goza de estritas relações com outros ramos de direito que por
um lado o complementam e por outro lhe estão subordinados. Relaciona-se com o
Direito Constitucional e o Direito Administrativo – na medida em que nestes se
encontram dispostas normas restritivas e enunciativas dos DLG ( Direitos Liberdades e
Garantias ), DESC (Direitos Económicos Sociais e Culturais), assim como da atuação do
Estado (art.89º CRA) . De igual modo, relaciona-se também com o Direito Comercial, uma
vez que as sociedades comercias são agentes passivos sujeitos a regularização tributária e as
decisões fiscais se encontram fortemente condicionadas à aspetos específicos da
regulamentação comercial.
Numa constituição liberal onde se encontram plasmados os direitos dos indivíduos e a limitação
do poder estatal, o principal requisito é que as Leis Ordinárias, sobre questões fulcrais como as
fiscais sejam criadas pelo Parlamento ou pelo Governo ( com expressa autorização de
deputados, estando estes na qualidade de representantes dos contribuintes Art. 165º al. O CRA ).
Tipos de Tributos
Tributo/ Imposto: o imposto é uma prestação patrimonial, de natureza definitiva, unilateral
estabelecida por lei com caracter obrigacional, exigível a quem tem capacidade contributiva, a
favor de entidades que exerçam funções publicas que não constitui sanção por ato ilícito, nem
depende de vinculo anterior. Os impostos são cobrados com base na capacidade contributiva e
são pagos através do rendimento e do património.
Após definirmos então o que é um imposto, é imprescindível definirmos de igual modo cada
uma das suas especificidades, assim sendo:
Prestação patrimonial – isto é, a conduta exigida ao devedor, aqui a prestação é pecuniária
(avaliável em dinheiro ), por isso é também conhecida como Prestação Pecuniária
Patrimonial.
De natureza definitiva - pois não confere a sua devolução.
Unilateral – pois não pressupõe uma contrapartida direta e individualizada, ao contrário das
taxas e das contribuições.
De caracter obrigacional – ele é objeto de uma obrigação, obrigação fiscal.
A favor de entidades publicas ou com funções públicas ( em regra pessoas coletivas de Dto.
Público) – a expressão `` a favor do Estado´´ , não é em si precisa, por isso não deve ser usada.
Por fim, temos que o imposto não constitui uma sanção por ato ilícito - pois trata-se de uma
prestação que é devida (Art. 88º CRA ).
Não é apropriado cultivar a ideia de que impostos servem para arrecadar receitas, pois apesar de
esta ser uma forte característica, não é a única. Estes, têm outras finalidades, dentre elas a
diminuição das dificuldades sociais ou a satisfação das necessidades publicas.

Taxas: A taxa é uma prestação pecuniária imposta por lei ( material- escrita e emanada de
órgão competente), como contraprestação de um serviço publico ou como remoção de um limite
jurídico, com caracter sinalagmático ( quando existe um vinculo entre ambas as partes ), a favor
de um ente público ou entidade concessionária, não representando uma auto- tributação. Não há
finalidade lucrativa, a prestação pecuniária existe somente para cobrir os custos da
atividade.

Nas taxas, os contribuintes pagam em função do beneficio extraído, estas também estão
relacionadas ao poder de polícia da administração publica, aplicando-se a fiscalizações e
licenças em geral. Não necessariamente o contribuinte da taxa vai usar o serviço, apenas
terá o serviço à disposição.
Ex: taxa de parqueamento, taxa de circulação, recolha do lixo, etc…

Contribuição: Representa o pagamento de um tributo que dará ao contribuinte uma


garantia de apoio e suporte em determinada situação.
Ex: contribuição para segurança social que poderá ser requerida em caso de
desemprego, reforma, doença prolongada ou crónica, etc…
A nível nacional, no presente momento a Contribuição para a Segurança Social,
incide sobre o montante dos salários e remunerações adicionais, sendo suportados
parcialmente pelo empregador (8%) e pelo trabalhador (3%).

Nota: Na categoria de impostos, incluem-se ainda os impostos aduaneiros e os


especiais (ver o que diz o cód. Tributário).

Momento da obrigação de imposto e classificação dos impostos

Circuito Tributário: são os momentos que sucedem cronologicamente, desde a ocorrência do


facto gerador do imposto até a sua cobrança pelos serviços de administração fiscal.
Distinguem-se em 3 fases:

 Incidência – é o momento inicial, isto é, verificação da circunstancia legalmente


prevista, respeitante a uma determinada realidade que será sujeita a um determinado
imposto (ex. desconto do IRT, após recebimento do salário). As normas de incidência
poderão ter natureza real ou objetiva (definindo o tipo de rendimento sujeito) ou
natureza subjetiva (definindo um tipo especifico de sujeito) conforme arts. 103º à 117º
do Código Geral Tributário.

 Liquidação - é o momento em que a divida tributária se torna certa e determinada.


Nesta fase, apura-se o montante do imposto a ser pago, a forma e montante em que
pagamento deve ocorrer e os atos a praticar para o efeito, consoante as formalidades
legais, tal como indicado o CGT nos arts. 118º e ss da mesma secção.

 Cobrança – a cobrança corresponde, na perspetiva do sujeito passivo, ao pagamento da


obrigação tributaria e numa ótica objetiva, na arrecadação da quantia devida (liquidada
pelo tributário, .
O sistema fiscal atual, distingue a cobrança em:

 Pagamento Voluntário – aquele que é voluntariamente pago pelo contribuinte (ainda


que seja através da retenção na fonte) .

 Cobrança coerciva: ou seja, a arrecadação tributaria que é realizada através do processo


de execução fiscal, regulamentada na Lei 20/14 de 22 de Outubro
(http://www.ucm.minfin.gov.ao/cs/groups/public/documents/document/aw4x/mjm3/
~edisp/minfin1237850.pdf) e que ocorre em parte nos órgãos de administração fiscal e
em parte nos tribunais, no âmbito de um sistema misto de tramitação.
Classificação dos Impostos
Impostos Diretos: Diz-se impostos diretos, àqueles que incidem sobre a matéria coletável,
sobre manifestações diretas ou imediatas da capacidade contributiva, não constituindo custo de
produção das empresas.
Trata-se de impostos diretos, quanto estes incidem sobre o rendimento e o património. Neste
caso, toma-se como sujeito passivo o detentor da riqueza

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