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Impactos da Educação Empreendedora em Alunos

Este estudo analisou os impactos da educação empreendedora para alunos de cursos técnicos integrados em Informática, Mecânica e Eletrotécnica de uma Instituição Federal. Os alunos consideraram a disciplina relevante e evidenciaram mudança de comportamento e entendimento sobre o tema, bem como aprimoramento de características empreendedoras.
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Impactos da Educação Empreendedora em Alunos

Este estudo analisou os impactos da educação empreendedora para alunos de cursos técnicos integrados em Informática, Mecânica e Eletrotécnica de uma Instituição Federal. Os alunos consideraram a disciplina relevante e evidenciaram mudança de comportamento e entendimento sobre o tema, bem como aprimoramento de características empreendedoras.
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A importância e os impactos da

educação empreendedora para alunos


dos cursos técnicos integrados de uma
Instituição Federal
The importance and impacts of entrepreneurial education for students in the
integrated technical courses of a Federal Institution

Elenice Rascopp Mendes1

Resumo: Este estudo objetivou analisar os impactos da educação empreendedora para os alunos dos cursos
técnicos, de nível médio, integrado em Informática, Mecânica e Eletrotécnica de uma Instituição Federal,
considerando a importância da disciplina de empreendedorismo para a sua formação, para adoção de uma
postura mais empreendedora e também para melhorias a serem aplicadas no processo de ensino–
aprendizagem. Os alunos que participaram do estudo estão concluindo a disciplina, e a pesquisa foi efetivada
através da aplicação de questionários. O estudo demonstrou um cenário promissor em relação à educação
empreendedora, pois os alunos consideram-na relevante e evidenciam uma mudança de comportamento e de
entendimento em relação ao tema, bem como, aprimoramento de suas características empreendedoras. Pode-
se considerar que, apesar de estar no caminho certo, o aperfeiçoamento das metodologias e a aproximação da
teoria com a prática devem ser uma busca constante e envolvem o comprometimento de todos os atores
presentes no processo de ensino-aprendizagem.
Palavras-chave: Empreendedorismo; Educação; Impactos; Importância; Transformação.

Abstract: This study aimed at analyzing the impact of entrepreneurship education on the students of the
technical, mid-level, integrated courses in Informatics, Mechanics and Electrotechnology of a Federal
Institution, considering the importance of the entrepreneurship discipline for its formation, adopting a more
entrepreneurial attitude and also improvements to be applied in the teaching - learning process. The students
who participated in the study were those who are completing the discipline and the research was carried out
through the application of questionnaires. The study demonstrated a promising scenario in relation to
entrepreneurial education, the students considered it relevant and evidenced a change of behavior and
understanding in relation to the theme and the improvement of its entrepreneurial characteristics. It can be
considered that, although one is on the right path, the improvement of methodologies and the approximation
of theory and practice should be a constant search and involves the commitment of all actors present in the
teaching-learning process.

1Mestre em Administração pela Fundação Pedro Leopoldo – Brasil. Professora do Instituto federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso do Sul – Brasil. E-mail: [email protected].
A importância e os impactos da educação empreendedora para alunos dos cursos técnicos
integrados de uma Instituição Federal

Keywords: Entrepreneurship; Education; Impacts; Importance; Transformation.

1 Introdução

Nesta época, em que tantas coisas são discutidas e postas à prova, no tocante à
educação, questionamentos devem surgir para auxiliar o processo de melhoria contínua nas
práticas pedagógicas.

A educação, hoje, deve ser pensada de modo a proporcionar aos alunos novas
habilidades que os possibilitem assumir uma postura proativa diante dos desafios
existentes. Nesta tarefa, a escola deve ser uma das protagonistas e oferecer uma educação
que proporcione aos discentes ferramentas essenciais para auxiliá-los a transpor as barreiras
que se apresentam. Para que isso aconteça, uma alternativa é a adoção de processo de
melhoria contínua, que viabilize questionar ideias, métodos e currículos e como estes
podem colaborar para obter sucesso no processo de ensino-aprendizagem.

Assim, também, as disciplinas, quando propostas para a estrutura curricular de


algum curso, devem gerar questionamentos: qual a importância desta para a vida do aluno?
Em que ela pode contribuir para a sua formação? Não poderia ser diferente com a
disciplina de Empreendedorismo. Será que o ensino desta realmente impacta da formação
do discente? Para GOMES e SILVA (2008, p.118) “A educação empreendedora é uma
ferramenta importante a ser disseminada entre as instituições de ensino, especialmente
aquelas que atuam na educação profissional”. E esta educação não deve apenas estimular os
estudantes a pensar em ideias de negócios, mas sim instigá-los a terem atitudes
empreendedoras na vida pessoal, profissional, na empresa - através da prática de uma
postura inovadora, capacidade de assumir riscos, questionar o mundo em que vive, “pensar
fora da caixa”. A formação de empreendedores tem se apresentado como um desafio para
autores que discutem tal questão (COLBARI, 2008), e não raramente surgem discussões
que permeiam a educação empreendedora e sobre até que ponto ela seria capaz de formar
empreendedores (GOMES; SILVA, 2008).

O objetivo principal dessa pesquisa foi identificar pontos que justifiquem o ensino
do empreendedorismo para os alunos da educação profissional e discutir como a disciplina
em questão pode contribuir para a sua formação integral. É de suma importância

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compreender a percepção que os alunos têm em relação às disciplinas ministradas, pois,


assim, os professores e a própria instituição terão informações para embasar suas decisões
acerca dos conteúdos oferecidos e, desta forma, torná-las mais assertivas.

2 O empreendedorismo

Muito tem se falado de empreendedorismo e suas características, mas quem é o


empreendedor? Quando começaram a surgir os empreendedores? Se o empreendedor é
aquele que, além de outras características, observa os problemas e cria soluções para
resolvê-los, pode-se dizer então que os empreendedores surgiram desde a presença do
homem no planeta, pois alguém teve que olhar para as coisas e imaginar formas de utilizá-
las, melhorá-las, transformá-las, criando soluções para resolver os problemas do dia a dia,
tornando-se, assim, muito importante para o desenvolvimento da humanidade.

Dornelas (2006) reforça o entendimento da importância dos empreendedores,


enfatizando a crença de que eles movimentam a economia, sendo agentes de mudanças,
algo que vai muito além de apenas ser um empresário, pois o empreendedor é alguém que
sonha e busca transformar seu sonho em realidade. É também inovador, constantemente
criando novos produtos, processos, métodos de produção e mercados, para superar os já
existentes. Deste modo, o sucesso do empreendedor não está ligado à sorte, mas à
dedicação na aplicação de técnicas gerenciais e empreendedoras (DEGEN, 1989).

É importante ressaltar, ainda, que o empreendedor não se limita a identificar


problemas e criar ideias de soluções e negócios para resolvê-los. Ter características
empreendedoras é, além disso, estar preparado para aproveitar as oportunidades do mundo
do trabalho, pois ser empreendedor é pôr em prática uma ideia na busca de atingir
resultados, é, também, dar ou agregar valor a algo para melhorar as chances de sucesso de
um negócio, sendo o empreendedor aquele que vê oportunidades onde os outros não veem
(BIAGGIO, 2012). Tais habilidades geram inovações essenciais para as empresas, por esse
motivo, a ação empreendedora é considerada um elemento primordial para melhorar a
competitividade das organizações.

Vale ressaltar que a ação de empreender é dirigida por competências e habilidades


que os indivíduos desenvolvem e, através delas, conseguem reconhecer as oportunidades
(MOCELIN; AZAMBUJA, 2017) e as características da ação empreendedora, que são,

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além de outras: criatividade, visão, oportunismo e pro-atividade (BESUTTI; ANGONESE,


2017). Tais características fazem do empreendedor um concretizador, isto é, não só aquele
que tem boas ideias, mas que sabe pô-las em prática, que assume os riscos e é inovador.
“Um empreendedor é uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões” (FILION,
1999, p. 19). Para estimular e criar ambientes propícios para que isto aconteça, escolas,
empresas e governos têm criado mecanismos de apoio a novas ideias de negócios.

Países pelo mundo afora têm investido em incubadoras e aceleradoras, com a


finalidade de estimular a geração de ideias e apoiar as novas empresas que surgem a partir
daquelas (KERR; KERR; XU, 2017). Rocha e Freitas (2014) complementam dizendo que o
apoio ao empreendedorismo tem despertado o interesse de governos e sociedades, porque
tornou-se um destacado fenômeno socioeconômico e tem contribuído para a geração de
emprego e renda.

Assim, os estudos dedicados a tentar compreender aspectos do empreendedorismo


destacam a importância dele para a economia, em que o empreendedor aparece como um
dos responsáveis pelo desenvolvimento econômico, pela inovação e criação de
oportunidades, e, igualmente, em questões comportamentais, que dá ênfase à criatividade,
atitudes e motivação típicas do comportamento empreendedor (MARTINELLI;
FLEMING, 2010).

É improvável que se consiga construir um empreendedor, mas ele pode e deve ser
incentivado a construir-se, por meio de adoção de novos comportamentos e atitudes, pois
o espírito empreendedor é objeto do capital humano, está relacionado ao desenvolvimento
de novas potencialidades e conhecimentos e, também, da inovação (COLBARI, 2008).
Desta forma, pode-se dizer que o empreendedorismo não é um fenômeno individual ou
um dom que poucos têm (DOLABELA, 2006). Então, diferente do que alguns podem
acreditar, o sucesso em empreender não é exclusivo para alguns, pois as características
empreendedoras podem, sim, ser aprendidas.

Devido à sua importância, já anteriormente evidenciada, muitas organizações têm se


comprometido com a disseminação da cultura empreendedora por meio de projetos que
fomentem e apoiem o empreendedorismo. Além disso, as escolas, do mesmo modo, têm
inserido em seus currículos a educação empreendedora, assunto que ganhou relevância nos
últimos anos e será abordado na sequência desta discussão.

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3 A educação empreendedora

Através do projeto de Lei do Senado n° 772, de 2015, a Lei nº 9.394, de 20 de


dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, existe a
proposta de alteração para incluir o tema do empreendedorismo no currículo da educação
básica (SENADO, 2015). Seria apenas mais uma obrigação para a escola ou uma
oportunidade para os alunos? Então, por que ensinar empreendedorismo?

Para Cordeiro, Campos e Silva (2016), o ensino do empreendedorismo na educação


básica é uma forma de preparar os jovens para tomar decisões, solucionar problemas e
adquirir uma visão voltada para o futuro, melhorando sua competitividade. A inclusão de
disciplinas que abordam e fomentam o tema empreendedorismo capacita os estudantes
para identificar oportunidade de negócios (COLBARI, 2008).

Elmuti, Khoury e Omran (2012) acreditam que a educação empreendedora é um


dos fatores determinantes para o sucesso de um empreendimento, pois motiva os
empreendedores a serem inovadores e criativos em seus negócios. Em outros termos, “O
objetivo da educação empreendedora é desenvolver pessoas para o empoderamento,
atitudes e mentalidade empreendedoras, para que possam encontrar soluções para os mais
diversos problemas” (SEBRAE, 2017).

Dolabela (2008) faz-nos refletir, também, sobre a importância da educação


empreendedora, reforçando que ela poderia colaborar para diminuir a incidência de
problemas que hoje existem no mercado, como é o caso da alta taxa de mortalidade das
empresas brasileiras, principalmente nos primeiros anos de vida, já que as empresas são
fundamentais para o crescimento econômico de uma sociedade. Quando o indivíduo tem a
oportunidade de conhecer mais sobre empreendedorismo, melhora seu planejamento,
entende melhor o mercado e seus clientes e muitos outros fatores decisivos, para que não
tenha que fechar as portas do seu negócio.

Outro fator determinante são as mudanças no mercado de trabalho, que exigem


uma postura diferente dos profissionais, pois as empresas buscam profissionais com visão
global, que as auxiliem no processo de entender e atender às necessidades dos clientes
(DOLABELA, 2008). O ensino do empreendedorismo pleiteia o desenvolvimento de
competências, tanto para o mundo dos negócios, quanto para o mundo do trabalho
(COLBARI, 2008). Tais competências tornam o empreendedor, também, um agente de
mudanças. Martins, Diesel e Silva (2016) dizem que se observa, na atualidade, que um dos

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grandes desafios encontrados diante do alto desenvolvimento científico-tecnológico é


tornar os indivíduos capazes de utilizar sua criatividade para gerar inovação, a fim de
resolver problemas e gerar mudanças no cenário em que estão inseridos. Isto implica uma
postura de observação e percepção do meio, dinâmica, responsável, participativa e
empreendedora.

Ao ter contato com os conteúdos presentes na disciplina de empreendedorismo, o


aluno tem a possibilidade de aprender mais sobre os negócios, carreira e até praticar o
autoconhecimento, para, assim, desenvolver e/ou aperfeiçoar habilidades cognitivas
importantes para a vida pessoal e profissional, e a escola pode se utilizar de diversas
ferramentas para que isso aconteça.

Na prática do dia a dia em sala de aula, os métodos mais utilizados para


desenvolvimento da educação empreendedora são: estudos de casos, elaboração de planos
de negócios, seminários, elaboração de projetos individuais e em grupo, simuladores de
jogos empresariais, entre outros, sendo que a utilização em conjunto destes, e de outros
métodos de ensino inovadores, tem gerado resultados significativos (SAMUEL;
RAHMAN, 2018).

Os métodos anteriormente citados, e tantos outros que podem ser desenvolvidos


pelos professores, devem estar de acordo com a realidade e necessidade de cada turma.
Martins (2009, p. 252) diz que “Para se formar empreendedores, é preciso conhecê-los
melhor, inclusive seus valores e como aprendem, para que favoreça seu crescimento”. É
fundamental a professores e instituições compreenderem as percepções que os alunos têm
em relação ao estudo da educação empreendedora, pois, desta forma, terão subsídios para
aprimorarem suas práticas de ensino (GOMES; SILVA, 2008). Assim sendo, percebe-se
que não basta elaborar conteúdos que pareçam interessantes, mas é necessário entender os
alunos e suas necessidades, para conseguir um maior envolvimento destes, pois a temática
estará de acordo com seus anseios e perspectivas e gerará transformação, através da
educação.

4 A educação que gera transformação

A proposta da escola não deve se restringir a cumprir ementas, através do repasse


de teorias, mas os educadores devem observar se o conteúdo ensinado, e da forma com é

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ensinado, vai causar alguma transformação positiva. A educação deve ser aquela capaz de
promover uma mudança, o aluno não deve apenas passar pela escola e pelas disciplinas. Ele
tem que deixar algo e levar algo consigo. Estas trocas de experiências, expectativas,
motivações e até frustrações é que ajudam a contribuir, realmente, para a construção do
conhecimento.

Cury (2003) relata a expectativa de que, no século XXI, diante de tantas


informações disponíveis, os jovens tivessem uma postura diferente perante a vida, fossem
mais empreendedores e amassem a arte de pensar. Mas o que acontece é que falta, a
muitos, objetivos, garra e projetos de vida. Mas qual o papel da educação diante de tal
realidade?

Educar não se limita a instruir. Necessita ser muito mais amplo que isto. Deve
oferecer experiências que preparem para a vida. As reflexões promovidas no âmbito escolar
precisam conduzir os alunos à vivência da cidadania, para que estes que sejam capazes de
levar tais experiências para fazer a diferença na sociedade (THOMAZ; OLIVEIRA, 2009).

Assim, igualmente, deve-se analisar e adaptar as práticas de ensino para as novas


realidades, pois novos alunos exigem novas formas de ensinar, além de mudanças nas
posturas do professor e da escola, para que os discentes sejam corresponsáveis pela
construção do conhecimento. Levando em consideração que uma das funções atuais das
escolas é a promoção de um ensino que leve os indivíduos a construírem conhecimentos
cada vez mais abrangentes, explorar o saber empreendedor dos alunos, mostra-se como
uma das possibilidades de garantir o sucesso da aprendizagem (AMARAL, 2012).

Para Martins, Diesel e Silva (2016), atualmente, o foco do ensino está na


aprendizagem e isto dá aos professores uma importante tarefa que ultrapassa a de apenas
ensinar, mas sim de ajudar o aluno a aprender, de internalizar uma postura questionadora,
empreendedora, crítica e permanentemente aberta às mudanças culturais, científicas e
tecnológicas. A escola deve ir além da formação intelectual do educando, abordando
também o que permeia a sua formação enquanto ser humano ético, atuante e realizado na
vida pessoal e profissional (THOMAZ; OLIVEIRA, 2009).

Cada aluno é único e o professor precisa entender seus anseios, buscar formas de
aprimorar processos de ensino, tendo em vista o maior aproveitamento do que precisa ser
ensinado e aprendido. Conquista-se mais quando se adapta os conteúdos previstos às

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necessidades dos alunos, criando conexões com o quotidiano, com o inesperado,


transformando a sala de aula em uma comunidade de investigação (MORAN, 2000).

Moran (2000) complementa afirmando que educar é colaborar para transformar a


vida em processos permanentes de aprendizagem. É auxiliar os alunos na construção de
sua identidade, do seu caminho, a ter um projeto de vida, a trabalhar no desenvolvimento
das habilidades de compreensão, emoção e comunicação que lhes permitam encontrar seus
espaços pessoais, sociais e de trabalho e tornem-nos cidadãos realizados e produtivos.
Segundo Freire (2018, p. 20), “Assim, como não há homem sem mundo, nem mundo sem
homem, não pode haver reflexão e ação fora da relação homem – realidade”.

Apesar de inúmeros avanços e mudanças no que tange à educação, as escolas ainda


têm um longo caminho a percorrer para se adaptarem às mudanças ocorridas na sociedade.
Elas devem ser capazes de formar e preparar uma nova geração com disposição de
questionar e transformar o meio em que se vive (GHANEM, 2012). A educação, pois, não
deve ser um processo de adaptação dos indivíduos à sociedade, mas deve prepará-los para
transformá-la (FREIRE, 2018). E que missão ímpar esta da escola: poder gerar agentes de
transformação.

Portanto, na tentativa de enfrentar tais questões e se adaptar às exigências de uma


nova sociedade, a escola tem buscado caminhos para reestruturar e renovar seus modelos e
projetos, voltando-os à instauração de um ambiente de ensino e de aprendizagem mais
favorável à educação integral do indivíduo.

5 Metodologia

Neste estudo, buscou-se ferramentas que pudessem ajudar a responder algumas


indagações que permeiam a educação empreendedora, as quais envolvem técnicas de
ensino, abordagens, conteúdos, aprendizagem, transformação entre outras, determinantes
para a disciplina em questão e para que estas tragam acréscimos para a vida dos estudantes.

O estudo aconteceu por pesquisa descritiva. Através dela pode-se ampliar o


conhecimento sobre o tema, pois, de acordo com Barros e Lehfeld (2007), ela procura
descobrir a frequência com que determinados fenômenos ocorrem e sua relação com
outros fenômenos.

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Na pesquisa descritiva acontece a observação, registro, avaliação e relacionamento


dos fatos sem manipulá-los, com o objetivo de identificar a frequência com que um fato
ocorre, sua conexão, relação com outros; busca conhecer as diversas situações da vida e do
comportamento humano, do indivíduo em grupo e isoladamente (CERVO; BERVIAN;
SILVA, 2007).

A pesquisa descritiva também objetiva descrever as características da população ou


fenômeno, avalia se há relação entre as variáveis analisadas. Para tanto, utilizam-se
questionários e observações como principais instrumentos (MASCARENHAS, 2012). A
pesquisa descritiva engloba, também, pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo
(BARROS; LEHFELD, 2007).

As informações necessárias para embasar a pesquisa foram obtidas através de


pesquisa bibliográfica em livros, artigos, periódicos e outros materiais confiáveis e de
relevância sobre o assunto, além de uma pesquisa de campo. Conforme Lakatos e Marconi
(2003, p. 186), “pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de conseguir
informações e/ou conhecimento acerca de um problema para o qual se procura uma
resposta ou uma hipótese que se queira comprovar”.

A presente pesquisa aconteceu por meio de questionário, que foi enviado por e-
mail a aproximadamente 80 alunos, disponível no “google forms”. Este foi composto de
perguntas fechadas e abertas obrigatórias e uma aberta facultativa. Ao todo, 62 alunos
responderam ao questionário.

Os estudantes que participaram cursam o ensino médio integrado de nível técnico


na cidade de Campo Grande/MS, possuem idade entre 17 e 19 anos e estavam finalizando
a disciplina de Empreendedorismo no primeiro semestre de 2019, nos cursos de Técnico
em Informática, Eletrotécnica e Mecânica.

O método de abordagem utilizado foi a pesquisa quali/quantitativa, que, de acordo


com Knechtel (2014, p. 106), “interpreta as informações quantitativas por meio de
símbolos numéricos e os dados qualitativos mediante a observação, a interação participativa
e a interpretação do discurso dos sujeitos”. Pelas características da pesquisa, foi o método
que mais se enquadrou para a obtenção dos resultados almejados.

6 Apresentação dos resultados

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Após aplicação da pesquisa, foi possível extrair algumas percepções, que serão
discutidas abaixo. Alguns comentários registrados pelos alunos durante a pesquisa serão
acrescentados nas discussões.

Quando os alunos foram questionados se a disciplina de empreendedorismo


contribuiu para que eles desenvolvessem características empreendedoras, que já foram
anteriormente discutidas ao longo de todo o texto e envolvem: criatividade, proatividade,
iniciativa, capacidade de correr riscos calculados, planejamento, entre outras; mais de 90%
deles responderam positivamente (FIGURA 1).

Figura 1

Fonte: Própria autora, 2019

Complementarmente a esta informação, foi perguntado aos alunos sobre qual a


importância da educação empreendedora para a sua formação. Tal pergunta é bem
abrangente, pois a educação empreendedora não envolve apenas a disciplina de
empreendedorismo, mas todas as ações desenvovidas da intituição com o intuito de
fomentar a cultura empreendedora. Dentre as respostas, está: “É uma disciplina que faz a
diferença na vida do aluno” (Entrevistado). Vale destacar que dentro de uma escala de 1 a
5, sendo 1 sem relevância e 5 muito relevante, 1,6% concentraram suas respostas entre 1 e
2 e os demais entrevistados, ou seja, 98,4%, concentraram as suas respostas entre 3 e 5,

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sendo 25,8% no 3, 41,9% no 4 e 30,6% no 5, mostrando que eles perccebem a importância


desse tipo de educação ( FIGURA 2).

Figura 2

Fonte: Própria autora, 2019

Além dos entrevistados, em sua maioria, reconhecerem a importância da educação


empreendedora para a sua formação, a maior parte (90,3%) dos entrevistados também
destaca que os conteúdos desenvolvidos na disciplina ampliaram suas visões em relação ao
empreendedorismo (FIGURA 3). Segundo uma das respostas, “Muda a ideia que uma
pessoa empreendedora é apenas quem abre seu próprio negócio” (Entrevistado). Isto
reforça a teoria de que é necessário levar os alunos a acreditarem em si e nas suas
capacidades de conquistar seus objetivos. Outra resposta ainda avalia: “Gostei muito da
disciplina. Tem muita dinâmica, e o conteúdo faz com que nós nos interessemos mais pelo
empreendedorismo e podemos ver nosso lado empreendedor que não víamos antes”
(Entrevistado).

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Figura 3

Fonte: Própria autora, 2019

Apesar de o empreendedorismo ir além de apenas fomentar futuros empresários, é


importante que, no decorrer das aulas, os alunos despertem para a ideia de ter o seu
próprio negócio e consigam, também, transceder disso, sendo protagonistas das
transformações que o mundo almeja. Nesse sentido, os entrevistados afirmam: “Me
encorajou com relação à minha empresa” (Entrevistado), “Disciplina muito boa para abrir
a mente, no âmbito do mundo dos negócios” (Entrevistado), “É essencial o entendimento
da disciplina para um futuro negócio” (Entrevistado). Quando foram questionados se ao
cursar a disciplina passaram a considerar a ideia de abrir um negócio, percebe-se, a partir do
gráfico abaixo (FIGURA 4), que muitos passaram a considerar a ideia de serem
empresários .

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Figura 4

Fonte: Própria autora, 2019

Muitas características empreendedoras foram abordadas ao longo do texto. Não


existe uma unamidade entre os autores, pois cada um traz uma percepção um pouco
diferente a respeito do tema, mas, no final, todas são complementares e importantes para
os empreendedores. Quando os entrevistados foram questionados a respeito de quais
características eles acreditavam que conseguiram desenvolver melhor, após cursar a
disciplina, as respostas foram bem diversificas, mas podemos destacar as que mais foram
citadas: capacidade de planejmaneto, criatividade e iniciativa (FIGURA 5).

Figura 5

Fonte: Própria autora, 2019

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Outro questionamento que os alunos precisaram responder refere-se a como eles


acreditam que aprendem melhor o empreendedorismo. O que chama a atenção no
próximo gráfico (FIGURA 6) é que mais da metade dos alunos responderam que
aprendem mais através de atividades práticas. Isto confirma que eles querem “por a mão na
massa”. Talvez aqui podemos identificar o início de um novo momento para a educação,
em que o aluno sai da posição de apenas receptor de conteúdo e o professor de repassador
de teoria, para o momento em que os dois possam trabalhar juntos, na função de relacionar
teoria com a prática. As aulas expositivas, que são, tradicionalmente, mais comuns, não são
tão bem aceitas, no ponto de vista dos alunos, quando se trata da realidade da disciplina.
Diferente do que ocorre com as atividades de grupo, que aparecem como a segunda opção
mais bem conceituada.

Figura 6

Fonte: Própria autora, 2019

6 Análise da pesquisa

Após análise dos resultados obtidos pela pesquisa aplicada, pode-se perceber que a
educação empreendedora, promovida na instituição estudada, por meio, entre outras
formas, da inserção da disciplina de empreendedorismo na estrututa curricular dos cursos
técnicos, é de relevância para a grande maioria dos entrevistados, os quais demostraram

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acreditar que os conteúdos e discussões promovidos os levaram a aperfeiçoar seus


conhecimentos de maneira significativa, sendo que, conforme Colbari (2008), o discurso
que ressalta a importância da educação empreendedora tem sido fortalecido pelas
mudanças que estão acontecendo no mundo e no mercado de trabalho.

Demonstrou-se, portanto, nesta pesquisa, que as discussões promovidas em sala e


os conteúdos ministrados os fizeram ter uma nova visão em relação ao empreendedorismo,
levando-os, inclusive, a considerarem a possibilidade de ter um negócio próprio e
aperfeiçoarem suas características empreendedoras.

Outro fato relevante, que deve ser considerado, é que a maioria dos entrevistados
demonstraram prefirir aulas que os levem a ter contato com atividades práticas,
relacionadas com os conteúdos estudados, e poucos preferem aulas teóricas e expositivas,
que são, atualmente, tradicionais, e nas quais o professor repassa o conteúdo e o aluno tem
uma postura, geralmente, apenas de ouvinte. Isto pode levar a repensar algumas práticas de
ensino, que estimulem os alunos a serem parte do processo de ensino-aprendizagem,
tomando o papel de protagonistas e não só de simples espectadores.

7 Considerações finais

O presente trabalho teve como objetivo investigar se a disciplina de


empreendedorismo tem sido de relevância para os alunos que a cursam, levando a
discussões sobre os significados do ensino desse componente curricular.

Cada instituição de ensino tem seus valores, características e formas de conduzir o


processo de ensino-aprendizagem, mas nunca pode perder o foco no aluno e na melhor
forma de fazer com que ele, e a própria instituição, consigam atingir seus objetivos.

Através das discussões promovidas ao longo do texto, evidenciou-se a necessidade


de adequar os conteúdos e metodologias à realidade do aluno e investir em formas de
ensino que os estimulem mais a entrar em contato com as relidades do dia a dia, ao invés
de apenas se deter a teorias, que podem ser pouco estimulantes, tornando-se um desafio
para os profissionais da educação.

Respeitar e entender os diferentes tipos de aprendizado dos alunos é de grande


relevância, bem como valorizar o que cada um tem para contribuir, encontrando meios de
aprimorar as habilidades e não potencializar as limitações. Estimulá-los a se envolver mais

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no processo, tornando-os reponsáveis e parte dele, e não apenas meros espectadores.


Assim, a aprendizagem deve ser direcionada a causar uma transformação na vida dos
educandos, não podendo ser somente para cumprir uma ementa. Através de um maior
entendimento do que os alunos pensam, e do que estão buscando para seu futuro, pode-se
direcionar os esforços para ajudá-los a conseguir tal feito.

A pesquisa mostrou um cenário promissor em relação à educação empreendedora


na instituição pesquisada, evidenciando que os alunos entenderam e aceitaram a proposta e
a consideram relevante para a sua formação, destacando a importância dela para o
desenvolvimento da habilidade empreendedora.

Espera-se que novos estudos possam ser realizados com a finalidade de aprimorar,
ainda mais, os conhecimentos sobre o tema e fortalecer a educação empreendedora tendo
em vista a sua importância, tão discutida ao longo do texto e reforçada atráves da pesquisa.

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