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Processo de Conhecimento: Petição Inicial e Citação

O documento descreve os principais aspectos iniciais do processo, incluindo a propositura da demanda através da petição inicial, os requisitos da petição inicial, a citação do réu e a apresentação da contestação pelo réu.

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Processo de Conhecimento: Petição Inicial e Citação

O documento descreve os principais aspectos iniciais do processo, incluindo a propositura da demanda através da petição inicial, os requisitos da petição inicial, a citação do réu e a apresentação da contestação pelo réu.

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Teoria geral do processo

Processo de conhecimento: fase inicial

Módulo 1
Propositura da demanda e petição inicial
Art.2º do CPC: o processo se inicia pela provocação da parte e se desenvolve por
impulso oficial.

• Princípio da Inércia da Jurisdição: a função jurisdicional do Estado só pode


ser exercida mediante provocação do autor.
• Princípio do impulso oficial: após a fase da inércia jurisdicional, o processo
caminha independentemente da provocação das partes, cabendo ao juiz e
seus auxiliares, garantir pleno desenvolvimento.

Exceções em relação ao princípio da Inércia: Juiz inicia o processo sem provocação,


no cumprimento de uma sentença e de incidentes processuais.
Exceções ao princípio do impulso oficial: atos que exigem a provocação das partes
para o pleno desenvolvimento. Ex.: requerimento processual.

• Petição inicial: instrumento formal usado pela parte para provocar o Poder
Judiciário em busca da tutela jurisdicional, rompendo a inércia.
A petição deve indicar a natureza e a amplitude da atividade a ser desenvolvida.
Funções da petição:

• Iniciar o processo, art.312 CPC. A propositura da ação ocorre com a petição


inicial protocolada.
• Trazer ao processo os elementos que identificam as demandas, como partes,
causa de pedir e pedidos).
• Permite a aplicação do princípio da congruência;
• Verificação da litispendência;
• Fornece elementos para a fixação da competência;
• Indica ausência das condições da ação, caso haja.
• -nfluencia na determinação do procedimento.

Demanda: ato jurídico.


Petição inicial: é a forma da demanda e a demanda é conteúdo da petição inicial.

Requisitos da petição inicial

• O juízo a que é dirigida, usando das regras de competência.


• Nomes, prenomes, estado civil, a existência da união estável, a profissão, o
cpf/cnpj, endereço eletrônico e a residência do autor e réu.
• Fato e fundamentos jurídicos do estado;
• O pedido com suas especificações;
• O valor da causa;
• As provas com que o autor demonstra a verdade dos fatos;
• Opção para as audiências de mediação e conciliação.
A petição é acompanhada de procuração, contendo os dados do advogado.

Documentos indispensáveis à propositura da demanda


São aqueles considerados essenciais para o julgamento de mérito do processo,
divididos em:

• Documentos substanciais: documentos exigidos por lei para que a ação seja
proposta.
• Documentos fundamentais: constituem o fundamento do pedido do autor.
Vício sanável: a ausência de tais documentos essenciais. Na hipótese do vício, o
autor deve emendar a petição inicial para corrigi-lo.

Observações
1- É possível a produção ulterior de prova documental.
2- O autor pode requerer a aplicação analógica do CPC, a fim de que o juiz promova
diligências para obtenção do documento.
3- O autor pode requerer a exibição de documento que esteja na posse do réu ou
terceiro.

Verificando o aprendizado
1- C 2- C

Módulo 2
Emenda da Inicial

• Princípio da instrumentalidade: intimação do juiz para que o autor complete


e corrija a petição inicial.
O art.321 do CPC aplica o princípio da instrumentalidade das formas e da economia
processual, objetivando o aproveitamento de um processo defeituoso.
O ato de emenda para a correção é um direito subjetivo da parte autora, uma vez
que o vício é sanável, não podendo o juiz indeferir.
Caso o autor não se manifeste na intimação, o indeferimento é permitido, julgando
o processo extinto sem resolução do mérito.
Pedidos
É um elemento essencial da demanda e é entendido como uma providência que se
pede em juízo.

• Pedido expresso: certo e individualizado na petição inicial. O autor deve


especificar o tipo de tutela jurisdicional. A interpretação do pedido depende
da postulação e observância do princípio da boa-fé.
• Pedido determinado: pedido em que se consegue delimitar quantidade e
qualidade, opondo-se o pedido genérico.
A cumulação de pedidos pode ser:

• Própria: todos os pedidos são acolhidos de maneira simultânea;


• Imprópria: quando se formula mais de um pedido, mas apenas um pode ser
acolhido.

A cumulação de pedidos é permitido mesmo que não haja conexão entre si.

Requisitos de admissibilidade da cumulação de pedidos:

• Pedidos compatíveis entre si;


• Seja competente para conhecer deles o mesmo juízo;
• Seja adequado para todos os tipos de procedimento;

Indeferimento e improcedência da petição inicial


Causas:

• Vício insanável;
• O autor é incapaz para realizar a correção do vício ou da emenda inicial.
O indeferimento da petição ocorre no início do processo, quando o réu ainda não for
citado.

Hipóteses de indeferimento: (referentes aos elementos objetivos da demanda)

• Falta pedido ou causa de pedir;


• O pedido for indeterminado;
• Narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão;
• Contiver pedidos incompatíveis entre si.
Com o indeferimento da petição inicial, o autor pode apelar para retratar-se no
prazo. Se não houver retratação, o juiz faz a citação do réu.

É improcedente liminar quando:

• Contrariar a súmula do STF ou STJ.


• Contrariar o acórdão proferido pelo STF ou STJ em julgamento de recursos
repetitivos;
• Contrariar entendimento firmado em incidente de resolução;
• Contrariar enunciado de súmula de Tribunal de Justiça sobre direito local.

Julgada improcedente a demanda o juiz pode retratar-se em um prazo de cinco dias.


Se houver retratação, o processo continua. Caso não haja, o réu é citado para a
apresentação de contrarrazões.

Audiência de mediação ou conciliação

• Conciliação: conduzida por um conciliador.


• Mediação: conduzida por um mediador.

As audiências são previstas para estimular a solução consensual do litígio. Busca uma
solução amigável.
Além do mediador e conciliador, na audiência estarão presentes as partes
acompanhadas de seus advogados ou seus defensores.
Não ocorre audiência de mediação e conciliação quando:

• Se ambas as partes demonstrarem desinteresse na composição consensual.


• Quando não admitir a autocomposição

Verificando o aprendizado
1- E 2- A

Módulo 3
Citação
Ato pelo qual se convoca o réu, o executado ou interessado para integrar a relação
processual. O réu é o citado em processo cognitivo, o executado, em processo de
execução e o interessado, em atividade de jurisdição voluntária.
Os réus podem comparecer de forma voluntária nos autos processuais e entregar
uma alegação: nulidade da citação.
A citação válida produz três efeitos:

• Um efeito processual (indução de litispendência);


• Dois efeitos materiais (torna litigiosa a coisa e constitui em mora o devedor.

Indução de litispendência: marco que pende a lide ou pressuposto processual


negativo que impede a repropositura de demanda pendente de análise.
Torna litigiosa a coisa: efeito retroativo do despacho, uma vez que incumbe ao
autor, adotar no prazo de dez dias, as providências necessárias para a validação da
citação.
Constitui em mora o devedor: estabelece que nas obrigações provenientes de ato
ilícito considera-se o devedor em mora desde que o praticou.
O despacho que ordena a citação interrompe a prescrição, retroagindo tal
interrupção à data de propositura da ação.
A citação pode ser pessoal ou ficta. A citação pode ser feita em qualquer lugar em
que se encontre o réu, executado ou interessado.

Não se fará citação nas seguintes hipóteses:

• Quem estiver participando de culto religioso;


• Do cônjuge ou algum parente morto;
• De noivos, nos três primeiros dias seguinte ao casamento;
• Do doente em estado grave.
São modalidades da citação pessoal:

• Pelo correio;
• Pelo oficial de justiça;
• Pelo escrivão ou chefe de secretaria;
• Por meio eletrônico.

Exceções da citação por correio:

• Nas ações de estado;


• Quando o citando for incapaz;
• Quando o citando for pessoa de direito público;
• Quando o citando residir em local não atendido pela entrega domiciliar de
correspondência.
• Quando o autor a requerer de outra forma.

Contestação
Quando citado, o réu passa a integrar a relação jurídica do processo, abrindo prazo
para a apresentação da demanda, sendo ela contestação e reconvenção, podendo
apenas contestar/reconvir ou ambas em uma única petição.
A contestação é a resposta à demanda apresentada pelo réu. Ele pode oferecer
contestação no prazo de quinze dias, com inicial na data da(o):

• Da audiência de conciliação ou mediação, quando a parte não comparecer ou


não houver autocomposição.
• Do protocolo do pedido de cancelamento da audiência de conciliação ou de
mediação, quando ambas as partes se manifestarem contra a audiência.
• A data prevista no art. 231 de acordo com o modo da citação, nos demais
casos.

Tipos de defesa na contestação: processual e a de mérito.

Defesa processual: a primeira defesa apresentada pelo réu. São alegações sobre
questões preliminares ao mérito, processuais, ligadas à formalidade do processo.

• Defesa dilatórias ou impróprias: não acarretam a extinção do processo, mas


postergam a apreciação do mérito.
• Defesas peremptórias ou próprias: extinguem o processo sem resolução do
mérito.
Na contestação, o réu pode alegar ser parte ilegítima ou não ser o responsável pelo
prejuízo provocado.

Defesa de mérito: volta-se ao direito material retratado pelo autor na petição inicial.
Momento em que o réu tenta convencer que a tutela jurisdicional do autor não
merece acolhimento.

• Defesa de mérito direta: o réu nega o fato constitutivo do direito do autor e


das consequências jurídicas pretendidas. Afrontamento direto aos fatos.
• Indireta: não há negação direta, mas o réu apresenta fatos que impedem,
extingue, ou modificam os fatos e as consequências jurídicas. O réu não pode
apresentar defesa genérica, ou seja, negativa geral de tudo alegado pelo
autor.

Revelia e reconvenção
Revelia: não apresentação tempestiva da contestação.

Efeitos da revelia

• Um efeito material e dois processuais.


Efeito material = presunção de veracidade das alegações.
Essa presunção é relativa, podendo ser afastada no caso concreto, podendo o réu
produzir novas provas contrapostas às alegações do autor.
O efeito da presunção não ocorre caso:

• Houver pluralidade de réus;


• O litígio versar sobre direitos indisponíveis;
• A petição inicial não estiver iniciada acompanhada de instrumento que a lei
considere indispensável;
• As alegações de fato formuladas pelo autor.

Efeitos processuais da revelia:

• Previsão no art. 346 do CPC, sendo que os prazos contra o revel que não tenha
patrono nos autos fluirão da data de publicação do ato decisório.
• Julgamento antecipado do mérito. O julgamento só recorrerá se o efeito
material ocorrer e se o réu não houver requerido a produção de prova.
Reconvenção é a ação proposta pelo réu contra o autor dentro do mesmo processo,
tramitando uma ação principal e uma ação reconvencional.

Verificando o aprendizado – Módulo 3


1- B 2- C

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