Relação entre a viscosidade de um fluido e a sua
velocidade de progressão
Beatriz Amaral Gomes
10 A-CT Nº5
Biologia e Geologia
Escola Básica e Secundária de Fajões
Data: 17/05/2024
Indíce
Ano Letivo
2023-2024
PÁGINA - 2
Introdução…………………………………………………………………………………….…………3
Objetivo………………………………………………………………………………………………….4
Material/Procedimento……………………………………………………………………………...….5
Observações/Resultados……………………………………………………………………….……..7
Discussão/Conclusao………………………………………………………………………….………8
Bibliografia……………………….…………………………………………………………………….10
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Introdução
Durante uma erupção vulcânica são expelidos diversos tipos de produtos como piroclastos ou
tefra, lava e gases. Os piroclastos podem resultar de gotículas líquidas de fragmentos de lava
ainda não consolidada ou de blocos rochosos arrancados às paredes do aparelho vulcânico. A
lava é um material rochoso fundido com origem no magma, mas com diferente composição,
visto que perdeu parte substancial de gases, durante a sua ascensão e chegada à superfície.
De entre os gases libertados durante a erupção, o que predomina é o vapor de água, porém
muitos outros são libertados que podem ser prejudiciais à vida.
Existem dois tipos principais de erupções sendo eles: efusiva e explosiva. Nas erupções
vulcânicas efusivas as lavas têm baixa viscosidade, sendo a lava bastante fluida. Neste tipo de
erupção a libertação de gases é fácil e não há emissão de piroclastos. As erupções vulcânicas
explosivas expelem lavas viscosas e ácidas, que fluem com dificuldade e impedem a libertação
de gases. Nas erupções muito explosivas ocorre a emissão de piroclastos. Durante este tipo de
erupção formam-se domas ou cúpulas, agulhas vulcânicas e nuvens ardentes.
Existem ainda dois tipos de lava: básica e ácida. As lavas básicas têm uma baixa concentração
em sílica por isso a sua viscosidade é baixa o que permite a deslocação rápida das escoadas
(formando “rios de lava”), espalhando-se por grandes áreas, formando acumulações
chamadas mantos de lava. Têm origem profunda o que lhe confere uma alta temperatura. As
lavas ácidas têm uma alta concentração em sílica por isso a sua viscosidade é alta o que
dificulta a sua deslocação, podendo mesmo solidificar junto da cratera, formando domos
vulcânicos. Os gases abundantes presentes nestas lavas têm grande dificuldade em escapar,
motivo pelo qual ocorrem fortes explosões. A sua origem é pouco profunda o que lhe confere
baixa temperatura.
O tipo de viscosidade da lava é importante para determinar qual o tipo de erupção vulcânica
presente. Se a lava for muito viscosa a deslocação vai ser lenta e tende a obstruir as passagens
resultando em erupções violentas e explosivas. Contrariamente, se a lava for pouco viscosa a
sua deslocação vai ser rápida e tende a fluir facilmente resultando em erupções mais calmas e
efusivas. O tipo de lava presente pode influenciar o formato do cone vulcânico e as paisagens à
sua volta.
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Objetivo
Determinar os fatores que influenciam a viscosidade da lava.
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Material/Procedimento
Material
Caramelo;
Placa de aquecimento;
1 gobelé;
Termómetro;
8 tubos de ensaio;
1 suporte para tubos de ensaio;
3 varetas;
3 colheres de sobremesa;
2 tabuleiros;
1 caneta de acetato;
Etiquetas;
Cronómetro;
Régua;
Açúcar;
1 placa de acrílico;
2 funis;
2 pinças de madeira.
Procedimento
1. Colocou-se o gobelé contendo água na placa de aquecimento, até atingir a
temperatura de 50ºC.
2. Etiquetou-se os tubos de ensaio com as letras A, B, C e D.
3. Preparou-se os seguintes tubos com o auxílio do funil:
- tubos A e B, com uma colher de caramelo;
- tubos C e D, com uma colher de caramelo + meia colher de açúcar.
4. Agitou-se os tubos, cada um com uma vareta diferente.
5. Colocou-se os tubos B e D no suporte e, de seguida, no gobelé. Deixou-se aquecer
durante 2 minutos.
6. Marcou-se uma linha de partida e de fim (a 15cm da linha de partida) na placa de
acrílico com uma caneta de acetato.
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7. Inclinou-se a placa de acrílico dentro do tabuleiro tal como observa na Figura 1.
Figura 1- Esquema do tabuleiro para escorrência de substâncias
8. Retirou-se os tubos do gobelé e verteu-se o seu conteúdo por cima da linha de partida,
em locais diferentes. Cronometrou-se o tempo que cada substância demorou a atingir
a linha de fim. Registou-se os resultados na tabela I.
9. Verteu-se o conteúdo dos tubos A e C para outros 2 locais de partida. Cronometrou-se
o tempo que a substância demorou a atingir a linha de fim. Registou-se os resultados
na tabela I.
10. Preparou-se de novo os tubos B e D, de acordo com as indicações fornecidas no
passo 3.
11. Repetiu-se os passos anteriores para os tubos B e D para temperaturas de 100ºC.
12. Repetiu-se o passo 10 e aqueceu-se os tubos a 200ºC. Verteu-se sobre a placa de
acrílico com o auxílio da pinça de madeira e registou-se os resultados.
13. Calculou-se, para cada um dos tubos utilizados, a velocidade de progressão da
substância ou mistura das substâncias às diferentes temperaturas (tabela II).
14. Comparou-se os resultados obtidos do nosso grupo com os dos outros grupos.
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Observações/Resultados
Caramelo
Tempo (s)
Caramelo Caramelo + Açúcar
À temperatura ambiente 71,84 1637,12
A 50ºC 37,54 282,24
A 100ºC 9,29 84,83
A 200ºC 3,86 527,25
Tabela I- Tempo que o caramelo demorou a atingir a linha de fim.
Tubo A Tubo B Tubo C Tubo D
Temperatura Ambiente 50ºC 100ºC 200ºC Ambiente 50ºC 100ºC 200ºC
Tempo de 71,84 37,54 9,29 3,86 1637,12 282,24 84,83 527,25
progressão (s)
Velocidade de 0,21 0,40 1,61 3,89 0,0092 0,053 0,18 0,028
progressão =
Distância/tempo
(cm/s)
Tabela II- Velocidade de progressão das substâncias a diferentes temperaturas.
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Discussão/Conclusão
Foram utilizados os tubos A (uma colher de caramelo) e C (uma colher de caramelo + meia
colher de açúcar) para perceber se a temperatura é um fator que influência a viscosidade da
lava.
A característica da lava que é simulada com a variação das substâncias utilizadas é a
viscosidade da lava.
A função do açúcar nesta experiência foi simular a sílica presente na lava, pois quanto mais
sílica
a lava possuir na sua composição mais viscosa será a lava.
A variável dependente desta experiência é a velocidade de progressão.
A substância mais viscosa utilizada foi o ketchup, pois foi a substância que demorou mais tempo
a atingir a linha de fim da placa de acrílico.
Os fatores testados nesta experiência que provocam a variação da viscosidade de uma
determinada lava foram: a composição química da lava e a temperatura. A composição química
da lava influência diretamente a viscosidade da lava pois uma lava com alta concentração em
sílica tende a ser muito viscosa, já uma lava com baixa concentração em sílica tende a ser
menos viscosa, ou seja, uma lava fluida. A temperatura influência a viscosidade da lava uma vez
que quanto mais quente for a lava mais fluida ela se torna, quando a lava arrefece ela torna-se
menos fluida, tendo dificuldade em fluir.
Uma vez que as lavas viscosas (ricas em sílica) têm dificuldade em fluir, conseguimos concluir
que as lavas viscosas possuem baixa velocidade de progressão. Em contraste, as lavas pouco
viscosas (pobres em sílica) têm bastante facilidade em fluir, isso confere-lhes uma grande
velocidade de progressão.
A temperatura da lava condiciona a viscosidade da lava. A altas temperaturas, a lava tende a
ser menos viscosa, tendo facilidade em fluir. A temperaturas mais baixas, a lava por norma é
muito viscosa, tendo dificuldade em fluir. Isto ocorre, pois, a altas temperaturas a agitação
molecular do líquido é maior, e quando as temperaturas diminuem as moléculas diminuem a sua
agitação.
Para simular a atividade vulcânica explosiva foi usado o ketchup. Para simular a atividade
vulcânica efusiva foi usado o gel de banho.
A viscosidade da lava pode contribuir com muitos riscos para as populações. As lavas muito
viscosas têm dificuldades em fluir, o que permite que as autoridades locais tenham mais tempo
pra agir, porém, esta dificuldade em fluir pode causar muitos riscos. Se a lava já se encontrar
numa povoação esta vai permanecer la por muito tempo. Para além de danos nas
infraestruturas e estradas, também pode causar danos na saúde dos indivíduos. A população
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pode sofrer intoxicações e problemas respiratórios e oculares devido aos gases emitidos. As
lavas pouco viscosas têm facilidade em fluir, o que permite a lava avançar muito rápido,
causando muitos estragos na população como a destruição de estradas, edifícios, terrenos de
cultura…
Os fatores que condicionam a viscosidade da lava é a temperatura e a sua concentração em
sílica.
Quanto mais viscosa for a lava menor será a sua velocidade de progressão. Por outro lado,
quanto
menos viscosa for a lava maior será a sua velocidade de progressão.
Se a lava for fluida, esta irá originar erupções vulcânicas efusivas, nas quais a lava ascende de
forma calma. No entanto, se a lava for muito viscosa, esta irá originar erupções vulcânicas
explosivas, nas quais a lava ascende de forma explosiva e pode emitir piroclastos e gases.
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Bibliografia
Dias, A. Guerner. et al. (2022). GeoFOCO 10- Biologia e Geologia, 10º ano, 1ª edição. Porto:
Areal Editores.
Disponível em: Relacionar composição de lavas, tipo de atividade vulcânica e materiais
expelidos - RTP Ensina (cons. Mai. 24)
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