1.
Introdução
O presente artigo versa sobre Estratificação Social detalhando as suas caracteristicas teorias e diferentes
tipos de formções sociais enquadra- se na cadeira de Estratificação e Mobilidade Social ,ao andar pelas
ruas, é possível se deparar com pessoas muito ricas e outras muito pobres em um único lugar. Enquanto
uns viajam para o exterior e andam em carros de luxos, outros pedem dinheiro no sinal e sobrevivem de
baixo de viadutos. É o que chamamos, em Sociologia, de estratificação social.Isso acontece porque a
sociedade não é homogênea, mas sim heterogênea. Ou seja, ela é composta por grupos de pessoas com
características socioeconômicas distintas. Vários estudiosos se debruçaram sobre o assunto para
explicar o que é isso e como as pessoas se dividem em classes em ênfase o artigo destaca a realidade
moçambicana.
1.1.Objectivos
1.1.1.Geral:
Compreender a Estratificação Social espelhando a realidade moçambicana
1.1.2.Especificos
Definir estratificação segundo varios aulores
Caracterizar a estratificação social
Diferenciar os tipos de estratificação social
2. Estratificação social
O termo estratificação social é usado no campo da sociologia para a classificação que envolve indivíduos
em grupos de acordo com suas condições socioeconômicas. Quando uma pessoa ou um grupo social
leva vantagem e tem privilégios em detrimento de outros.
Trata-se de uma característica histórica da sociedade e pode ser observada desde o início das
civilizações. Não envolve apenas critérios econômicos, mas leva em consideração também as crenças e
as práticas culturais. Comumente, na cultura ocidental capitalista, as divisões acontecem em três níveis
principais: classe baixa, classe média e classe alta.
Dessa forma, a sociologia busca entender como uma determinada sociedade se organiza através de uma
hierarquia. Dois estudiosos dedicaram parte de suas vidas para compreender o funcionamento da
estratificação social.
2.1.Caracteristicas da estratificação social
2.1.1.Diferenciação Social
A Diferenciação Social é o elemento dentro da estratificação social que permite identificar
características de grupos e suas posições sociais permitindo que seja possível a separação dessas classes
sociais.
Em Moçambique por exemplo, em algum momento é dificil dizer se a diferenciação Social ocorre em
função as condições finaceiras dos diversos grupos sociai ou ao cargo que certas pessoas ocupam na
sociedade mas é possivel argumentar que o cargo é que define mas acaba muitas vezes olhando a
diferenciação economica.
2.1.2.Hierarquia social
A Hierarquia Social ou Hierarquização Social é um conceito que está relacionado à subordinação de
poderes dentro da estrutura social, no qual os indivíduos adquirem um status social.
Em outras palavras, ela classifica numa escala vertical, as diversas categorias quanto à classe social dos
indivíduos que compõem a sociedade. Ainda que seja utilizada no campo social e político, a hierarquia
social pode levar em consideração os gêneros, etnias e raças.E
Em Moçambique de acordo com a condição socioeconômica, as escalas definidas pela hierarquia social
são basicamente classificadas em três grupos: Classe Alta, Classe Média e Classe Baixa.
No entanto, dentre cada categoria há subdivisões, seja quanto a qualidade de vida, quantidade de bens
ou quantidade de salários mínimos recebidos.
Desse modo, segundo os órgãos de pesquisa (INE) elas são classificadas em 5 categorias, nomeadas
pelas letras maiúsculas: Classe A, Classe B, Classe C, Classe D, Classe E
Representação
A hierarquia social é geralmente representada por uma pirâmide donde a parte inferior reúne os
indivíduos de classe social baixa, até chegar ao topo, cujas pessoas apresentam a classe social mais
superior, devido ao conjunto de bens que possuem.
2.1.3.Desigualidade Social
A desigualdade social refere-se a processos relacionais na sociedade que têm o efeito de limitar ou
prejudicar o status de um determinado grupo, classe ou círculo social. No caso de Moçambique podem
espelhar -a nas áreas que incluem o acesso aos na extensão dos direitos de propriedade e de acesso à
educação, saúde, moradia de qualidade, viajar, ter transporte, férias e outros bens e serviços sociais.
Além de que também pode ser visto na qualidade da vida familiar e da vizinhança, ocupação, satisfação
no trabalho e acesso ao crédito.
3.Teorias de estratificação social
3.1.Estratificação social segundo Max Weber
Para Weber a sociedade pode ser estratificada com base em três principais ordens: econômica, social e
política. Estas, por sua vez, são ramificadas em diferentes conceitos.
As distinções entre classes sociais são formadas com base no critério econômico. Já os chamados
estamentos se configuram por meio da distinção social que o indivíduo tem no meio (importância do
grupo que é oriundo ou integra).Por fim, a política gera os chamados partidos, que também são grupos
formados por pessoas com privilégios em comparação aos demais, gerando algum tipo de desigualdade.
Ao contrário de Marx, Weber não enxerga o trabalho (economia) como o aspecto mais importante para
a estratificação social. Para o intelectual alemão, os estratos da sociedade são formados por uma união
dessas diferentes ordens. Prova disso é o fato de Weber mostrar como a estratificação pode ocorrer
entre pessoas de uma mesma profissão. No caso de dois médicos, por exemplo, um pode ter maior
prestígio e melhor posição no status quo instituído pela sociedade em comparação ao outro.
3.2.Estratificação social segundo Karl Marx
De acordo com Karl Marx, a estratificação social é centrada no sistema de classes, dividido
principalmente entre a burguesia e o proletariado.
As teorias de Marx está associada aos estudos econômicos e aos aspectos sociais da economia e seus
efeitos.
3.4.Émile Durkheim (1858-1917)
Na visão de Durkheim, a divisão do trabalho no século XIX é dotada de complexidade e a mobilidade
social é possível a partir da liberdade do indivíduo de traçar seu próprio caminho.
Para Durkheim, a estratificação social traria uma configuração mais complexa, na medida em que
incluiria o funcionalismo público e o trabalho especializado.
A visão de Durkheim se aproxima da sociedade atual, na medida em que prevê a possibilidade de uma
harmonia social a partir do estabelecimento de regras, que condicionassem as formas de relação de
trabalho. Com regras claras, os diversos extratos sociais poderiam se integrar a partir de uma dinâmica
de relação solidária, remodelando o próprio conceito de sociedade, propondo uma travessia entre o
modelo feudal e o modelo multifacetado que caracteriza a sociedade atual.
4.Diferentes tipos de formações sociais
4.1.Sociedades primitivas
As formações sociais são compostas pelas formas de produção, por relações de produção e por um
dado desenvolvimento das forças produtivas.
O processo de evolução do homem desde seus precursores, os Macacos Antropomorfos, passando
pela vida nômade, até alcançar um grau de complexidade tão grande, que só é próprio da humanidade
está diretamente relacionado com o Trabalho. Portanto, as relações sociais do nosso cotidiano não são
naturais, são construções históricas.
4.2.Sociedades esclavagistas
A escravidão é um sistema fechado, ou seja, não oferece oportunidades para que o indivíduo mude de
posição social. É um dos modelos econômicos mais antigos da humanidade, em que um indivíduo passa
a ter posse da pessoa escravizada.
O maior exemplo de todos foi a escravidão no continente americano, praticada, principalmente, pelos
portugueses e espanhóis durante a colonização. Estima-se que mais de 12 milhões de pessoas tenham
sido trazidas da África para as Américas para exercerem trabalhos forçados, mediante castigos físicos,
aprisionamento e tortura.
A escravidão ainda existe, embora seja ilegal. Cerca de 400 milhões de pessoas vivem sob essa condição
no mundo. Mulheres e crianças são retiradas de seus países de origem para trabalharem como escravos
sexuais, principalmente na Ásia e na Europa. É comum também o uso clandestino de escravos na
produção de roupas de grifes.
4.3.Sociedade Estamental ( Europa Mediaval)
A Sociedade Estamental ou de Estados representa a estrutura social típica do sistema feudal medieval,
dividida nos estamentos (grupos sociais), onde quase não existe mobilidade social, ou seja, a posição do
indivíduo na sociedade dependerá de sua origem familiar, por exemplo: nasceu servo, morrerá servo.
De tal modo, a sociedade estamental, esteve marcada pela posse de bens, além do berço de
nascimento, tal qual o nome de família e o prestígio envolvido.
4.4.Sistema de Castas na Índia
Muito utilizado na Índia, o sistema de casta está previsto nos livros sagrados do hinduísmo e se baseia
na família em que a pessoa nasceu. Cada casta está ligada a uma prática religiosa, tem profissões
específicas e regras próprias.
Inicialmente, haviam apenas quatro castas: os shudras (escravos); os vaixás (trabalhadores, artesãos e
camponeses); os xátrias (homens do exército) e os brâmanes (elite e clero).
Existem, também, os párias, conhecidos como “os intocáveis”. Condenado à marginalidade, esse grupo
exerce trabalhos degradantes, pede esmolas e recebem baixas remunerações. Apesar de todos os
esforços governamentais para diminuir a desigualdade social na Índia, essas castas ainda são presentes.
A partir de 1947, a criação de uma nova Constituição tentou diminuir a discriminação imposta pelas
castas. Contudo, trata-se de um comportamento cultural que não acaba apenas com a criação de leis.
4.5.Sistema de Castas no japão
Durante o período medieval, os burakumin eram a casta mais baixa na hierarquia social. Eles
trabalhavam em funções consideradas impuras, como executores de criminosos,fabricantes de couro,
açougueiros, limpadores de rua e coveiros. Tradicionalmente viviam em guetos específicos e eram
proibidos de freqüentar templos de outras castas. O sistema feudal de castastambém era hereditário, o
que perpetuava o estigma social do grupo.
A base da discriminação com os burakumin está no preceito xintoísta da pureza, que um ser humano
podia se tornar impuro ao fazeratividades consideradas "sujas". O que é curioso na chamada “questão
burakumin” é que o preconceito com o grupo não se baseia em critérios étnicos ou sociais
propriamente, mas preceitos religiosos quepersistem até os dias de hoje, apesar de toda a modernidade
do Japão atual. Apenas em 1871 o grupo foi permitido morar fora de guetos, mas a discriminação social
se manteve. Até hoje, grande parte dostrabalhadores de serviços sujos como lixões e fábricas de
produtos de carne são burakumin.
É importante realçar, entretanto, que alguns dos artistas mais importantes da história do Japão foram —
e são —Burakumin. Entre eles, houve vários artistas e criadores do teatro noh, assim como de kabuki, e
de kyogen.
De todas as minorias no Japão, poucas sentem de maneira tão intensa o preconceito quanto
osburakumin, grupo que representa de 3% a 2% da população japonesa.
Durante o período medieval, os burakumin eram a casta mais baixa na hierarquia social. Eles
trabalhavam em funções consideradasimpuras, como executores de criminosos, fabricantes de couro,
açougueiros, limpadores de rua e coveiros. Tradicionalmente viviam em guetos específicos e eram
proibidos de freqüentar templos de outras castas.O sistema feudal de castas também era hereditário, o
que perpetuava o estigma social do grupo.
4.6.Sociedade Moderna
Na cultura ocidental moderna, a estratificação é amplamente organizada em três camadas principais:
classe alta, classe média e classe baixa. Cada uma destas classes podem ser ainda subdivididas em
classes menores.
Essas categorias não são particulares de sociedades baseadas em estado como distinguido de
sociedades feudais compostas da relação nobreza-camponeses. A estratificação pode também ser
definida por laços de parentesco ou castas. Para Max Weber, a classe social pertencente amplamente à
riqueza material é diferente do status de classe, que é baseado em variáveis tais como a honra, prestígio
e filiação religiosa.
Talcott Parsons (1994) argumentou que as forças de diferenciação social e do seguinte padrão de
individualização institucionalizada diminuiria fortemente o papel da classe (como um importante fator
de estratificação), assim como toda a evolução (evolucionismo) social. É discutível se o primeiro grupo
caçadores-coletores pudesse ser definido como "estratificada", ou se tais diferenciais começou com a
revolução agrícola e os grandes intercâmbios entre os grupos. Uma das questões em curso para
determinar a estratificação social surge a partir do ponto que as desigualdades de status entre os
indivíduos são comuns, por isso se torna uma questão quantitativa para determinar o quanto a
desigualdade se qualifica como estratificação.
5.Considerações Finais
Trata-se de uma característica histórica da sociedade e pode ser observada desde
o início das civilizações. Não envolve apenas critérios econômicos, mas leva em
consideração também as crenças e as práticas culturais. Comumente, na cultura
ocidental capitalista, as divisões acontecem em três níveis principais: classe baixa,
classe média e classe alta.
Dessa forma, a estratificação busca entender como uma determinada sociedade se organiza através de
uma hierarquia.
6.Referências bibliográficas:
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