1
Escola Primaria e Secundaria 19 de Outubro de Pemba
A independência de Moçambique
Nome do(a) aluno(a): Letícia Rafael Bunuas
Disciplina: Português
classe: 10ª Classe
turma: 10ª 3.
Pemba, Abril de 2024
2
Escola Primaria e Secundaria 19 de Outubro de Pemba
A independência de Moçambique
Nome do(a) aluno(a): Letícia Rafael Bunuas
Disciplina: Português
classe: 10ª Classe
turma: 10ª 3.
Pemba, Abril de 2024
3
Índice
INTRODUÇÃO.................................................................................................................5
[Link]ÇÃO GEOGRÁFICA DE MOÇAMBIQUE..............................................6
[Link] MASSACRE DE MUEDA ATÉ A FUNDAÇÃO DA FRENTE DE
LIBERTAÇÃO DE MOÇAMBIQUE E CRIAÇÃO DE CONDIÇÕES PARA O
INÍCIO DA LUTA ARMADA.........................................................................................6
2. FUNDAÇÃO DA FRELIMO........................................................................................7
3. INÍCIO DA LUTA ARMADA.....................................................................................8
[Link] DE LUSAKA.............................................................................................9
[Link]ÇÃO DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL............................................9
CONCLUSÃO.................................................................................................................11
Referencia bibliográfica..................................................................................................11
4
INTRODUÇÃO
O presente rabalho de pesquisa, em apresentação, destina-se para a investigação a
propósito do seguinte tema: A Independência d de Moçambique para a
Independência, de modo o mesmo constituir-se-ia em plano de trabalho para a
consecução dos objetivos de uma pesquisa científica da temática disposta.
para debater a ocupação do continente africano, Portugal, ocupou militarmente o
território Moçambicano, tendo colonizado cerca de 400 anos. Devido aos maus
tratos e trabalhos forçados, o Povo Moçambicano, começou a exigir a
Independência Nacional, em resposta, o Povo era torturado e proibido de falar da
independência. Um dos marcos que espelha esta ação, registrou-se no dia 16 de
junho de 1960, em Mueda, onde a População foi massacrada exigindo a sua
liberdade, aumento de preço de compra dos produtos e o melhoramento das
condições de vida. Este acontecimento até hoje, é conhecido como Massacre de
Mueda, onde perderam a vida aproximadamente seiscentas pessoas, segundo as
fontes históricas. Neste período, já havia focos de existência dos três movimentos
nacionalistas políticos, sendo UNAMI, UDENAMO e MANU, que contribuíram
de forma estratégica para a criação do movimento único, dando origem à
FRELIMO no dia 25 de junho de 1962, unificados na Tanzânia pelo Dr. Eduardo
Chivambo Mondlane.
[Link]ÇÃO GEOGRÁFICA DE MOÇAMBIQUE
Moçambique, oficialmente designado como República de Moçambique, é um país
localizado no sudeste do Continente Africano, banhado pelo Oceano Índico a leste e
5
que faz fronteira com a Tanzânia ao norte; Malawi e Zâmbia a noroeste; Zimbábwè a
oeste e Suazilândia e África do Sul a sudoeste, a Capital do País é Maputo, a Língua
oficial é portuguesa, a Moeda em uso é Metical.
Com uma extensão territorial de aproximadamente 801.590 mil quilômetros
quadrados, apresentando uma densidade populacional cerca de 31.071.755 Habitantes,
distribuídos em 11 Províncias e 154 Distritos. Em relação ao relevo, Moçambique, tem
um relevo com o formato de escadaria, ou seja, ao caminhar-se do litoral para o
interior tem três degraus em que o mais baixo corresponde a planície no litoral, o
intermediário são planaltos e o mais alto são as montanhas no interior.
O clima do país é húmido e tropical, influenciado pelo regime de monções do Índico e
pelas correntes quentes do canal de Moçambique, com estações secas de maio a
setembro. As temperaturas médias variam entre os 13-40 °C de janeiro a dezembro, a
estação das chuvas ocorre geralmente com maior frequência entre abril e dezembro. Os
principais rios de Moçambique têm suas nascentes nos países vizinhos, exceto no norte
do país onde a maioria das nascentes tem a sua bacia hidrográfica totalmente em
Moçambique.
[Link] MASSACRE DE MUEDA ATÉ A FUNDAÇÃO DA FRENTE DE
LIBERTAÇÃO DE MOÇAMBIQUE E CRIAÇÃO DE CONDIÇÕES PARA O
INÍCIO DA LUTA ARMADA
O Massacre de Mueda (Cabo Delgado), a 16 de Junho de 1960, ocorrido depois “das
últimas campanhas de ocupação do território desenvolvidas no primeiro quartel do
século XX”, cuja resistência é dita como aquela que representou o espírito
nacionalista, pelo número de macondes25, camponeses produtores do algodão, que
reivindicavam os baixos custos de venda algodão e outras formas de exploração,
portanto, presentes no local do encontro (junto à Administração Colonial Portuguesa
em Mueda), acompanhando os seus representantes que tinham sido convocados para
um encontro, no qual não houve consenso e em respostas às reivindicações, os
representantes ficaram imediatamente presos e o povo maconde que os acompanhava,
afrontaram o aparato militar fortemente armado, resultando no assassinato de cerca de
600 pessoas, entre homens e mulheres, jovens e adultos. Sendo este um dos marcos
importantíssimo da resistência contra o colonialismo português em Moçambique e,
acredita-se que foi o Massacre de Mueda que deu força aos nacionalistas
6
moçambicanos que já tinham noção sobre o processo da descolonização, para melhor
se organizarem para enfrentar o colonialismo português26. Em 1961, Eduardo
Mondlane decidiu visitar Moçambique.
Durante a sua estadia no país teve apoio das Missões Suíça e Metodista Episcopal, que
prontamente ofereceram alojamento e, manteve encontros com os seus parentes e
antigos amigos, facilitando desse modo a sua visita à Moçambique, onde “testemunhou
as más condições de vida das populações africanas, da sua educação, saúde e outros
serviços sociais providenciados pelo governo, a diferenciação racial, a repressão
política e a crise económica”, tudo isso que testemunhou serviu para reforçar “o seu
comprometimento com a necessidade de lutar pelo seu país.
2. FUNDAÇÃO DA FRELIMO
Com o surgimento do nacionalista por parte dos moçambicanos, união dos
primeiros movimentos Políticos sendo UNAMI, UDENAMO e MANU, contribuíram
duma forma estratégica para a criação do movimento único, que deu origem à
FRELIMO no dia 25 de Junho de 1962.
Depois da unificação das Forças da Frente de Libertação de
Moçambique-FRELIMO, definiu se como objetivo prioritário, a
consolidação da Unidade Nacional como instrumento base para a
organização e unificação de todos os Movimentos que se
encontravam a soldos no território Moçambicano. Deste modo, o
Eduardo Mondlane, que naquela época era um Professor
Universitário nos Estados Unidos da América e funcionário das
Nações Unidas, acabou se tornando o Principal Dirigente e
mentor da FRELIMO, fundada como resultado da unificação dos
Três Movimentos Nacionalistas. (Mondlane, 1975:68);
Julgo ser de extrema importância fazer menção aos Movimentos Nacionalistas das
Colónias Portuguesas que se reuniram em Casablanca (Marrocos), em 1961,
Moçambique esteve representado pela UDENAMO28, que “fez um apelo vigoroso à
unidade dos movimentos nacionalistas”. Em Casablanca foi criada uma comissão com
a missão de “analisar e coordenar os problemas comuns e a evolução política nas
colónias” De igual modo, houve contributo muito valioso de alguns “dirigentes
políticos, como é o caso do Presidente do Gana, Kwame Nkrumah, este também
apoiou a formação de frentes unidas, e, no Tanganica, o próprio Presidente Julius
Nyerere exerceu uma influência pessoal sobre os movimentos sediados no seu
7
território com vista à unificação”. Assim, Eduardo Mondlane decidiu demitir-se do
cargo que desempenhava nas Nações Unidas e aceitou “o convite” dos líderes das
organizações nacionalistas moçambicanos (UDENAMO, MANU, e UNAMI) no
exílio, “mantendo inclusive correspondência e contacto permanente com estes, tendo
de seguida participado no I Congresso realizado em Dar-Es-Salam entre os dias 23 e
28 de Setembro de 1962, o qual ditou a unificação dos mesmos consequente fundação
da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), um movimento nacionalista
com ideias claras e comprometimento de todos com a “necessidade de lutar por
Moçambique, do qual Eduardo Mondlane fora eleito presidente a 28 de Setembro de
1962.
Os momentos que se seguiram foram de definição das linhas orientadoras e da
estratégia que conduziria ao início da luta armada, bem como os objectivos da
Revolução Nacional, tarefas que seriam disseminadas no interior de Moçambique, para
permitir a adesão do povo moçambicano às causas da libertação do país contra a
dominação colonial portuguesa. Associado a isso, foi definido como prioridade o
“desenvolvimento de uma educação livre de ideologias e aberta a todas as camadas
sociais e incremento da diplomacia junto de todos os países que pudessem alimentar a
causa da libertação dos povos africanos. Para o efeito, a “FRELIMO que estabeleceu a
sua sede em Dar-Es-Salam, tinha como objectivos:
(i) a liquidação total da dominação colonial portuguesa e de todos os vestígios
do colonialismo e do imperialismo;
(ii) a conquista da independência imediata e completa de Moçambique e a
defesa e realização das reivindicações de todos os moçambicanos
explorados e oprimidos pelo regime colonial português.
3. INÍCIO DA LUTA ARMADA
Depois do treinamento Militar dos primeiros guerrilheiros enviados ao exterior, no dia
25 de setembro de 1964, o Primeiro Presidente da FRELIMO, Dr. Eduardo Chivambo
Mondlane, fundador da Frente e obreiro da Unidade Nacional, ordenou o início da luta
armada contra o colonialismo português.
A FRELIMO realizava ataques de surpresa, onde geralmente causava às Tropas do
Exército Português enorme baixas, apesar do ponto de vista militar, sempre foram
superiores nas ações combativas. A FRELIMO, implementou o uso das medidas
8
estratégicas de guerrilha, onde atuavam em pequenos grupos realizando incursões
rápidas, tais como ataques às colunas militares portugueses, sabotagem de viaturas,
colocação de minas pessoais e antitanque nas picadas por onde transitava a tropa do
Exército Português, bem como outras ações mais eficientes da guerrilha.
No dia 3 de fevereiro de 1969, o primeiro Presidente da FRELIMO Eduardo Chivambo
Mondlane, foi assassinado na Tanzânia, pela agente da Polícia Internacional e de
Defesa do Estado (Português) (PIDE). Para o seu posto, como o novo dirigente da
FRELIMO, foi nomeado Samora Machel, o qual viria conduzir com sucesso a luta
armada em Moçambique.
[Link] DE LUSAKA
Os Acordos de Lusaka foram assinados no dia 7 de setembro de 1974, em Zâmbia,
entre o Estado Português e a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO),
movimento nacionalista que desencadeou a Luta Armada de Libertação Nacional, com
o objetivo de conquistar a independência de Moçambique. Nestes acordos o Estado
Português reconheceu formalmente o direito do povo de Moçambique à independência
e, em consequência, acordou com a FRELIMO o princípio da transferência de poderes,
ou seja, transferência da soberania que detinha sobre o território de Moçambique. No
âmbito dos mesmos acordos foi igualmente estabelecido que a independência completa
de Moçambique seria solenemente proclamada no dia 25 de junho de 1975, data que
coincidiria, propositadamente, com o aniversário da fundação da FRELIMO.
Além dos princípios já enunciados (o da independência e o da transferência de
poderes), os Acordos de Lusaka estabeleceram, relativamente ao território de
Moçambique, o regime jurídico que vigoraria durante o período de transição para a
independência (período a iniciar com a assinatura dos acordos e a terminar com a
proclamação da independência de Moçambique).
[Link]ÇÃO DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL
A 25 de junho de 1975 foi proclamada a independência de Moçambique, território
colonizado pelo império português a partir de finais do séc. XV e inícios do séc. XVI.
Em 1964, a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) iniciou a luta armada
contra o Estado Novo porque este não reconheceu as pretensões autonomistas e
independentistas existentes no território. A guerra colonial terminaria com o golpe
9
militar de 25 de Abril em Portugal e, no seguimento dos acordos de Lusaka a 7 de
setembro de 1974, teria lugar a passagem de administração do território de
Moçambique para a FRELIMO, em representação do povo moçambicano, a 25 de
junho de 1975. Uma frase por dia “Pão, paz, terra, liberdade, independência nacional”.
10
CONCLUSÃO
Em gesto de conclusão do presente trabalho, importa destacar os acontecimentos que
assolaram ao Povo Moçambicano, dando menção que um dos marcos que permitiu a
ocupação portuguesa no território Moçambicano, foi a Conferência de Berlim,
realizada entre 1884 e 1885, onde estiveram reunidas 14 potências imperialistas do
século XIX, para debater a ocupação do continente africano, em busca da matéria
prima para a Metrópole, deste modo, Portugal ocupou militarmente o território
Moçambicano, tendo colonizado por cerca de 400 anos. Devido aos maus tratos e
trabalhos forçados, o Povo Moçambicano, começou a exigir a Independência Nacional,
em resposta, o Povo era torturado e proibido de falar da independência. Um dos
acontecimentos que espelha esta ação, registrou se no dia 16 de junho de 1960, em
Mueda, onde a População foi massacrada exigindo a sua liberdade, aumento de preço
de compra dos produtos e o melhoramento das condições de vida. Esta data histórica,
até hoje, é conhecida como Massacre de Mueda, onde perderam a vida
aproximadamente seiscentas (600) pessoas assassinadas pela Tropa do Exército
Português, segundo as fontes históricas.
11
Referencia bibliográfica
PACHINUAPA, Raimundo Domingos. Do Rovuma ao Maputo: a marcha triunfal de
Samora Machel,primeiro presidente de Moçambique. Maputoʺ. (2005; 12); “
MONDLANE, Eduardo Chivambo. Lutar por Moçambique, declaração da luta
armada.ʺ (Mondlane, 1975:68);
MONDLANE, Eduardo Chivambo. Lutar por Moçambique. Maputoʺ. (Mondlane,
1995, p.114);
CABAÇO, José Luis de Oliveira. Moçambique: identidades, colonialismo e liberação.
Tese de Doutorado em Antropologia. São Paulo, Universidade de São Paulo (USP)ʺ.
(Cabaço,2007, p.362-3);