INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO INTERNACIONAL DE ANGOLA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA E ARQUITECTURA
TRABALHO DE GESTÃO DE CONFLITOS
TEMA:
CONSEPÇÃO DE UM PRODUTO E SELEÇÃO DE PROCESSSO DE
FABRICAÇÃO
Dicente: PALMIRA ANA NLANDO QUILOMBO
Curso: ARQUITECTURA E URBANSMO
Ano académico: 3º ANO
Nº de matrícula: 20219922
Cadeira: GESTÃO DE CONFLITOS
Período: MANHÃ
Ano lectivo: 2023/2024
Docente
___________________________
ANTÓNIO MESQUITA
LUANDA, NOVEMBRO DE 2023
RESUMO
Estamos vivendo uma transformação digital intensa onde Produtos ,
Serviços e Tecnologia são uma unicidade em tempos de equipe
multidisciplinares. Concepção de um produto, é um assunto desafiador e
apaixonante, pois trata de negócios, produtos e pessoas. O produto por sua vez,
é algo manufaturado e tangível. A concepção está relacionada com a ideia,
criação, o desenvolvimento, a venda e o resultado de algo. Um bom produto
nasce de uma ideia, uma coisa nova, que pode ser resultado de uma
necessidade ou um problema e descobre-se que tem utilidade para a sociedade
ou do indivíduo. A lista é composta por benefícios ao cliente, características,
design, qualidades, nome, garantia, suporte (atendimento ao cliente), às vezes
treinamento para uso, entrega (formas de chegar ao cliente), seguro, assistência
técnica, preço adequado etc. Os clientes preferem adquirir produtos de melhor
desempenho, qualidade e preço adequado. Cada conjunto de clientes ou nicho
de mercado tem suas particularidades. Um grande sucesso na criação de
produtos dentro da diversidade e multiplicidade deste século é a manutenção do
foco no cliente. Organizações que conseguem manter a prioridade nas
necessidades dos clientes têm tido mais sucesso do que suas concorrentes. No
marketing, bens significam o resultado de um esforço de produção que gera algo
tangível, que pode ser tocado. Um serviço é algo intangível ou impalpável. Como
conceber um produto e desenvolver o mesmo não é tarefa fácil.
Palavras Chaves: Clientes; Concepção do Produto; Produto.
SUMMARY
We are experiencing an intense digital transformation where Products,
Services and Technology are a unity in times of multidisciplinary teams.
Designing a product is a challenging and exciting subject, as it deals with
business, products and people. The product, in turn, is something manufactured
and tangible. Conception is related to the idea, creation, development, sale and
result of something. A good product is born from an idea, a new thing, which
may be the result of a need or a problem and is discovered to be useful for
society or the individual. The list is made up of customer benefits, features,
design, qualities, name, warranty, support (customer service), sometimes
training for use, delivery (ways to reach the customer), insurance, technical
assistance, appropriate price, etc. Customers prefer to purchase products with
better performance, quality and adequate price. Each set of customers or
market niche has its particularities. A great success in creating products within
the diversity and multiplicity of this century is maintaining customer focus.
Organizations that manage to prioritize customer needs have been more
successful than their competitors. In marketing, goods mean the result of a
production effort that generates something tangible that can be touched. A
service is something intangible or impalpable. How to design a product and
develop it is not an easy task.
Keywords: Customers; Product Design; Product.
Sumário
INTRODUÇÃO............................................................................................................ 5
CAPÍTULO II – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................... 6
1. PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS: OS 6
ESTÁGIOS. ................................................................................................................. 6
a) Concepção da ideia (ideação): ............................................................................. 6
b) Definição do produto: .................................................................................... 7
c) Prototipagem: ................................................................................................... 7
c) Design inicial: ................................................................................................... 8
d) Validação e testes: .......................................................................................... 9
e) Comercialização: ........................................................................................... 10
2. CICLO DE VIDA DO PRODUTO ...................................................................... 10
2.1 As 5 Fases do Ciclo de Vida de um Produto ........................................ 11
3. GESTÃO DE DEMANDAS ................................................................................. 13
3.1 Qual a importância da gestão de demanda? ....................................... 13
3.2 Consequências da má gestão de demanda ......................................... 14
3.3 As 5 formas de fazer uma gestão de demanda eficiente .................. 14
3.4 Lei da Oferta e Procura .............................................................................. 16
CONCLUSÃO ........................................................................................................... 17
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................... 18
INTRODUÇÃO
A concepção de produto é um processo complexo e multifacetado.
Envolve várias etapas que permitem transformar ideias em conceitos de
produto sólidos. Neste artigo, discutiremos o processo de concepção de
produto e ofereceremos dicas para uma concepção eficiente.
O desenvolvimento de produtos tornou-se um processo essencial para
garantir a competitividade das empresas. Com os avanços tecnológicos, o
aumento da concorrência, diminuição do ciclo de vida dos produtos, entre
outros fatores, exigem que as empresas tenham um processo de
desenvolvimento de produtos cada vez mais eficiente.
O processo abrange algumas fases e a que será abordada com ênfase
neste trabalho, será a fase de projetar processo. Durante essa fase, uma das
etapas fundamentais é definir se os itens que compõem o produto serão
comprados ou fabricados e no que se refere aos itens fabricados, definir qual
será o processo de fabricação. O presente trabalho propõe definir o processo
de fabricação de um produto em desenvolvimento, baseando-se nos custos de
fabricação.
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CAPÍTULO II – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
1. PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS: OS 6 ESTÁGIOS.
O processo de desenvolvimento de produtos não somente ajuda a
simplificar o lançamento, mas também incentiva a colaboração entre equipes,
pois leva o trabalho em equipe e a comunicação para a linha de frente do
processo.
Vamos entender o ciclo de vida do produto e definir as seis fases pelas
quais o produto passa. Tudo isso poderá ajudar você a lançar o seu próximo
produto com êxito.
a) Concepção da ideia (ideação):
O estágio inicial do processo de desenvolvimento de produtos se dá com a
concepção de novas ideias de produto. Neste estágio, você imagina conceitos
de produto com base nas necessidades dos clientes, preço e pesquisa de
mercado.
É uma boa ideia levar em conta os seguintes fatores ao começar com um
novo conceito de produto:
Mercado-alvo: diz respeito ao perfil do consumidor para quem você está
construindo o produto. Isto é importante identificar no início, para que
você construa o conceito do seu produto em torno do mercado-alvo.
Outros produtos: quando tiver um novo conceito de produto, é uma boa
ideia avaliar o seu portfólio de produtos disponíveis. Há outros que
resolvem um problema semelhante? Em caso afirmativo, o novo
conceito é suficientemente diferente para ser viável? Responder a estas
perguntas pode assegurar o sucesso do seu novo conceito.
Funcionalidade: embora ainda não seja necessário um relatório
detalhado da funcionalidade do produto, você precisa ter uma ideia das
funções a que ele se propõe. Leve em consideração o aspecto visual e
material do seu produto e pondere por que alguém teria interesse em
comprá-lo.
Análise SWOT (ou FOFA): a análise dos pontos fortes, das fraquezas,
das oportunidades e das ameaças ao seu produto no início do processo
pode ajudar a construir a melhor versão possível do seu novo conceito.
Isto vai garantir que o seu produto seja diferente dos concorrentes e
preencha uma lacuna no mercado.
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Método SCAMPER: para refinar a sua ideia, use métodos de debate
criativo como o SCAMPER, que substitui, combina, adapta, modifica,
testa outros casos de uso, elimina ou rearranja o seu conceito de
produto.
Para validar um conceito de produto, documente as ideias sob a forma de
um caso de negócios. Isto permitirá que todos os membros da equipe
entendam claramente os recursos do produto inicial e os objetivos do
lançamento do produto.
b) Definição do produto:
Após concluir o caso de negócios e debater o mercado-alvo e a
funcionalidade do produto, é hora de definir o produto, o que também se
conhece como definição de escopo ou desenvolvimento de conceito. Esta fase
se concentra no refinamento da estratégia de produto.
Durante este estágio, é importante definir as particularidades, inclusive:
Análise comercial: consiste no mapeamento das estratégias de
distribuição e de comércio eletrônico, além de uma análise mais
aprofundada da concorrência. O propósito desta etapa é começar a
construir um roteiro de produto bem-definido.
Proposta de valor: trata-se do problema que se espera resolver com o
produto. Pense em como ele difere de outros produtos no mercado. Este
valor pode ser útil para a pesquisa de mercado e para o
desenvolvimento da sua estratégia de marketing.
Métricas de sucesso: é essencial esclarecer as métricas de sucesso
antecipadamente, para que se possa avaliar e medir o sucesso do
produto depois de lançado. Há métricas principais em que você queira
ficar de olho? Elas podem ser indicadores-chave de desempenho
(KPIs) básicos, como o valor médio do pedido, ou algo mais específico,
como metas personalizadas relevantes para a sua organização.
Estratégia de marketing: depois de identificar a proposta de valor e as
métricas de sucesso, comece a debater ideias para uma estratégia de
marketing que se enquadre nas suas necessidades. Pense nos canais
em que pretende promover o seu produto, como redes sociais ou um
artigo de blog. Ainda que seja necessário revisar esta estratégia,
dependendo do produto finalizado, é bom pensar nisso logo ao definir o
seu produto, para começar com o planejamento antecipadamente.
Definidas estas ideias, é momento de começar a montar o seu produto
viável mínimo (MVP) com a prototipagem inicial.
c) Prototipagem:
Durante o estágio de prototipagem, a sua equipe vai pesquisar e
documentar exaustivamente o produto, criando um plano de negócios
detalhado e construindo o conceito.
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Estes protótipos em fase inicial podem ser tão simples como um
desenho ou uma renderização computacional mais complexa do design inicial.
Estes protótipos ajudam a identificar as áreas de risco antes da criação do
produto.
Durante a fase de prototipagem, você trabalhará em detalhes como estes:
Pesquisa de risco de mercado: é importante analisar possíveis riscos
associados à produção do seu produto antes que ele seja criado
fisicamente. Isto evitará que o lançamento do produto seja prejudicado
mais tarde e assegurará a comunicação dos riscos à equipe por meio de
um registro de riscos.
Estratégia de desenvolvimento: em seguida, você pode começar a
trabalhar com o seu plano de desenvolvimento, ou seja, entender como
atribuir tarefas e qual será o cronograma aplicado a elas. Uma maneira
de planejar as tarefas e estimar o cronograma é pela utilização
do método do caminho crítico.
Análise de viabilidade: a etapa seguinte no processo é avaliar a
estratégia de produto com base na viabilidade. Determine se o volume
de trabalho e o cronograma estimado são viáveis. Se não forem, ajuste
as suas datas e peça a ajuda de outros participantes.
Produto viável mínimo (MVP): o resultado da fase de prototipagem é um
produto viável mínimo, isto é, um produto que tem os recursos
estritamente necessários para que funcione ao ser lançado. Por
exemplo, o MVP de uma bicicleta incluiria um quadro, as rodas e um
selim, mas não um cesto ou um sino. A criação de um MVP pode ajudar
a sua equipe a lançar o produto mais depressa do que a elaboração de
todos os recursos desejáveis, que poderia atrasar o cronograma. Os
recursos desejáveis podem ser adicionados depois, ao longo do
processo, quando houver capacidade produtiva disponível.
Chegou o momento de começar a projetar o produto para o lançamento no
mercado.
c) Design inicial:
Durante a fase do design inicial, os participantes do projeto trabalham
juntos para produzir um modelo do produto com base no protótipo do MVP. O
design deve levar em consideração o público-alvo e complementar as funções
principais do seu produto.
Um design de produto bem-sucedido pode passar por várias versões até
ganhar a forma certa, e pode ser necessário o contato com os distribuidores a
fim de obter os materiais necessários.
Para produzir o design inicial, você precisará:
Obter os materiais: este processo desempenha um papel importante na
elaboração do modelo inicial. Isto pode implicar o trabalho com vários
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fornecedores e a encomenda de materiais ou a criação dos seus
próprios materiais. Dado que esses recursos podem vir de vários locais,
você deveria documentar a utilização do material em um espaço
compartilhado para consulta posterior, se necessário.
Interagir com os participantes: é importante manter uma comunicação
estreita durante a fase de design para certificar-se de que o design
inicial está no caminho certo. Envie relatórios de progresso semanais ou
diários para compartilhar as atualizações e receber o aval conforme
necessário.
Receber feedback inicial: quando o design estiver concluído, peça
feedback inicial aos gestores seniores e aos participantes do projeto. Em
seguida, você pode revisar o design do produto, conforme necessário,
até que a versão final esteja pronta para ser desenvolvida e
implementada.
Depois que o design for aprovado e estiver pronto para a próxima etapa,
você passará à validação, para que sejam feitos os testes finais antes do
lançamento do produto.
d) Validação e testes:
Para a comercialização de um novo produto, é necessário primeiro
validá-lo e testá-lo. Isto garante que cada parte do produto (do
desenvolvimento ao marketing) esteja funcionando de modo eficaz antes de ele
ser lançado para o público.
Para assegurar a qualidade do seu produto, realize estas etapas:
Desenvolvimento do conceito e testes: mesmo tendo êxito na
elaboração do protótipo, você ainda precisará trabalhar em qualquer
problema que surja durante o desenvolvimento do conceito. Isto pode
envolver o desenvolvimento de software ou a produção física do
protótipo inicial. Recrute membros da equipe e avaliadores de fase beta
para testar a funcionalidade e garantir a qualidade do desenvolvimento.
Teste de front-end: durante este estágio, examina-se a funcionalidade
de front-end para apurar os riscos com código de desenvolvimento ou
erros expostos ao cliente. Isto inclui a verificação da funcionalidade de
comércio eletrônico e da estabilidade para o lançamento.
Teste de marketing: antes de começar a produção da versão final, teste
a funcionalidade e detecte erros no seu plano de marketing. Este é
também o momento de assegurar que todas as campanhas estejam
corretamente definidas e prontas para o lançamento.
Concluídos os testes iniciais, está tudo pronto para você começar a produzir
o conceito final do produto e lançá-lo para a sua base de clientes.
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e) Comercialização:
Este é o momento de comercializar o seu conceito. Isso implica lançar o
seu produto e incluí-lo no seu website.
Você já finalizou o design e testou a qualidade do desenvolvimento e da
estratégia de marketing; agora, você deve estar confiante na sua iteração final
e a postos para produzir o seu produto final.
Neste estágio, você trabalhará nos seguintes aspectos:
Desenvolvimento do produto: trata-se da criação física do produto que
será lançado aos seus clientes. Isto pode exigir produção ou
desenvolvimento adicional de conceitos de software. Dê à sua equipe o
protótipo final e as versões do MVP para que produzam segundo as
especificações corretas.
Implementação do comércio eletrônico: Depois que o produto tiver sido
desenvolvido e estiver pronto para o lançamento, a sua equipe de
desenvolvimento colocará no ar os seus materiais de comércio
eletrônico. Isto pode exigir testes adicionais para assegurar que o seu
produto já disponível esteja funcionando como previsto durante a fase
anterior de testes de front-end.
O seu produto final está lançado. Tudo o que resta é mensurar o sucesso com
as métricas iniciais de sucesso que você preparou.
2. CICLO DE VIDA DO PRODUTO
O ciclo de vida do produto é um conceito que identifica e considera todas
as fases pelas quais um item passa, indo desde a sua criação até a sua perda
de força no mercado.
Conhecer esse ciclo é essencial para que a empresa saiba o momento
certo de aplicar as suas ações de marketing e de venda, e quais devem ser
utilizadas.
A ideia é evitar que o produto em questão seja extinto, ou seja, que saia
de circulação. Mas, caso essa saída seja inevitável, que isso aconteça de uma
forma que não prejudique a imagem da empresa ou a aceitação e a venda de
outros artigos da marca para o público.
Entender o significado do ciclo de vida do produto também é
fundamental para que a companhia consiga alinhar as suas estratégias à fase
que o item está passando. Com isso é possível identificar, por exemplo,
quando intensificar campanhas de divulgação, ou quando lançar uma versão
atualizada da mesma solução.
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2.1 As 5 Fases do Ciclo de Vida de um Produto
Como dissemos, o ciclo de vida de um produto tem 5 fases, que são
Desenvolvimento, Introdução, Crescimento, Maturidade e Declínio, segundo
Levitt.
Fase 1: Desenvolvimento
A fase de desenvolvimento de um produto é aquela na qual as ideias
saem da mente dos seus criadores, passam para o papel para, somente após
análises e testes, se tornarem realidade.
É nesse período que são identificadas, consideradas e analisadas as
características, funcionalidades e finalidades de uma solução.
Quanto a isso, é essencial que a empresa teste os seus protótipos, a fim
de encontrar falhas e pontos de melhoria antes de, efetivamente, disponibilizar
o artigo pronto para o público.
De modo geral, durante a fase de desenvolvimento do ciclo de vida do
produto, não são necessárias ações de vendas. No entanto, a empresa pode
se antecipar no que diz respeito ao marketing, e criar campanhas que chamam
a atenção e despertem a curiosidade dos potenciais clientes sobre um novo
produto que está para ser lançado.
Fase 2: Introdução
Com o item criado e devidamente ajustado para atender às
necessidades do público-alvo, chega o momento de lançá-lo ao mercado. No
ciclo de vida do produto, essa fase é chamada de introdução.
Esse período é aquele no qual a marca distribui e/ou libera a sua
solução para venda. Por ser uma etapa bastante inicial, é comum que o volume
de vendas e de faturamento não seja alto. Isso acontece porque os potenciais
consumidores ainda estão conhecendo o artigo e analisando se ele realmente
resolve a sua dor.
A fim de potencializar essa aceitação e de tornar o produto mais
conhecido, a empresa deve investir em marketing, com ações que evidenciem
as funcionalidades, benefícios e retorno que a aquisição desse item pode trazer
para o cliente.
Fase 3: Crescimento
Se a etapa anterior do ciclo de vida do produto foi bem planejada e
executada, a tendência natural é que o item entre na fase de crescimento.
Na prática, isso quer dizer que o público já tomou conhecimento da nova
oferta feita pela empresa e de boa parte das suas vantagens. Por conta disso,
o volume de vendas costuma aumentar e, consequentemente, o faturamento
da marca.
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No entanto, é nessa fase que muitas companhias erram. A questão é
que consideram que a sua solução já está sendo bem-aceita e, por essa razão,
acabam se cuidando das ações de divulgação e estratégias de vendas.
Porém, é preciso ter em mente que esse crescimento é essencial para
que o produto entre na fase seguinte do ciclo, que é a maturidade.
Se isso não acontece, do crescimento ele corre o risco de ir diretamente
para o declínio, colocando a perder todo o esforço e investimentos aplicados
até então, além das chances de comprometer negativamente a imagem da
marca.
Fase 4: Maturidade
Produtos em maturidade no mercado são aqueles que alcançaram o
auge do seu potencial. Nessa etapa, as vendas tendem a se estabilizar e o
item em questão ganha um público fiel que, além de comprar, o divulga
positivamente.
O desafio dos gestores nessa fase é cuidar para que a sua solução se
mantenha nessa posição de amadurecimento e de destaque o máximo de
tempo que for possível.
É claro que marcas, produtos e serviços não são eternos, mas quanto
mais extenso for o período de maturidade, mais lucros gerará para a
companhia. Além disso, esse intervalo contribui para a consolidação da
empresa e para potencializar a aceitação de produtos que ainda serão
lançados.
Quanto a isso, partimos do princípio que marcas positivamente
conhecidas são aquelas que conquistaram o “coração” dos consumidores.
Assim, quanto mais credibilidade e tempo de mercado tiverem, maiores são as
chances de os clientes se interessarem e comprarem novas soluções criadas e
disponibilizadas por ela.
Fase 5: Declínio
Os motivos pelos quais um produto entra em declínio são os mais
diversos. Por exemplo, podem ter sido lançadas novas tecnologias que
tornaram a solução inicial obsoleta, o comportamento e as necessidades do
público mudaram, chegaram novos concorrentes com mercadorias mais
modernas etc.
O fato é que, por mais consolidada e estabelecida que seja a marca, e
por mais maturidade que tenha o produto, é quase inevitável que, uma hora ou
hora, o momento de declínio chegue.
Quando isso acontece, a companhia tem a opção de melhorar as suas
soluções e, com isso, deixá-las atrativas novamente, ou descontinuar a oferta e
se dedicar a outros itens mais atuais e procurados pelos clientes.
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3. GESTÃO DE DEMANDAS
Quando avaliamos que uma Demanda diz respeito a busca por alguma
coisa, em atendimento, quando nos referimos a Gestão de Demanda, estamos
falando da possibilidade de gerenciar os desejos, sejam eles produtos ou
serviços dos clientes.
A questão principal é: nenhum estabelecimento administra uma só
demanda, ou somente um consumidor. Quando falamos em gerenciar
necessidades, precisamos garantir o equilíbrio entre as solicitações e os
atendimentos efetivos, o que é aparentemente fácil, mas, na prática é uma
tarefa bem complexa.
Utilizar a estratégia de administrar demandas exige fiscalização, controle
e direcionamento, para que seja criada uma constância entre oferta e
demanda. Nesse processo, a empresa precisa investir em
tecnologia, capacitação de equipe, comunicação com seus compradores, e
experiência, para que os serviços oferecidos sejam tão ágeis quanto às
solicitações do mercado.
Portanto, quando surgir a dúvida de o que é gestão de demanda,
lembre-se que se trata da capacidade que o negócio tem em analisar,
organizar e resolver solicitações dos consumidores, de maneira rápida e
controlada, a fim de atender essas demandas.
3.1 Qual a importância da gestão de demanda?
A administração de demanda é importante por possibilitar que o negócio
esteja sempre preparado e organizado para oferecer um atendimento eficiente
para seu o público, mantendo assim o equilíbrio entre oferta e procura.
Diversas são as vantagens dessa estratégia, dentre elas estão:
a redução de falhas;
aumento da produtividade das equipes;
assertividade nas decisões;
eficiência no cumprimento de prazos;
foco no que realmente importa;
otimização do serviço;
redução de custos;
visibilidade dos atendimentos em andamento;
dentre outras.
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3.2 Consequências da má gestão de demanda
Se acompanhar o fluxo de gestão de demanda é tão importante, quais os
prejuízos a má administração de solicitações pode causar? Na má gestão de
demanda exemplos como:
alto custo com manutenção e reparo de bens não utilizados;
baixo desempenho dos colaboradores;
baixa competitividade;
estoque insuficiente, ou em excesso;
redução no faturamento;
ociosidade ou sobrecarga de trabalho;
dentre outros.
3.3 As 5 formas de fazer uma gestão de demanda eficiente
Agora que você já sabe o que é gestão de demanda e qual a sua
importância, confira algumas formas eficientes de realizar uma boa
administração das suas solicitações.
1. Entenda as necessidades dos seus consumidores
É de extrema importância que todas as necessidades dos clientes sejam
levadas em consideração ao longo de um atendimento, isso ajuda na tomada
de decisões, e facilita o direcionamento do consumidor para o agente certo.
Boas maneiras de entender essas necessidades, são realizando pesquisas
de mercado ou contando com um sistema de CRM, a ferramenta que vai
transformar suas vendas.
2. Conheça os padrões do seu segmento
As demandas mudam sempre de acordo com as características do público,
já os padrões de um segmento específico do mercado, tendem a seguir para a
mesma direção. Saber identificar esses padrões ajuda muito na hora que um
negócio for recompor o seu estoque.
Fica mais fácil entender esse direcionamento quando avaliamos a prática.
Uma empresa de chocolates produz mais chocolates na Páscoa, assim como a
de papel fabrica mais no período de volta às aulas.
3. Monitore os indicadores de desempenho
Os indicadores de desempenho, ou KPIs, servem para guiar e avaliar se a
direção que a companhia segue é a certa, e na administração de demandas,
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contar com bons KPI’s pode facilitar o acompanhamento de muitos processos
relacionados aos níveis de estoque e qualidade de processos.
Na gestão de demandas exemplos de indicadores de desempenho
eficientes são:
giro de estoque;
número de clientes não atendidos;
participação de mercado (market share);
porcentagem de produtos em falta;
perdas, roubos e furtos;
tempo médio de reposição do estoque;
dentre outros.
4. Prepare sua equipe
Funcionários bem preparados são fundamentais em qualquer empresa.
Investir na capacitação dos profissionais que lidam diretamente com o
cumprimento das demandas, e tem contato direto com os consumidores, não é
um gasto, mas sim um investimento!
Uma equipe bem preparada se torna muito mais eficiente e capaz de
atender as expectativas de quem requisita seus serviços, o que facilita na
realização das demandas, e reflete em mais bons resultados.
5. Automatize os processos
Apesar de parecer, a gestão de demandas não é uma tarefa fácil, por isso,
apostar em tecnologias que auxiliem nessa estratégia pode ser uma forma de
facilitar esse gerenciamento.
Investir em uma ferramenta de CRM automatizada, pode melhorar o
atendimento ao cliente, auxiliar no cumprimento de demandas, e facilitar o
acompanhamento do desempenho da equipe, sendo positivo de várias formas.
Obs.: Em economia, a Lei da Oferta e Procura, também conhecida
como Lei da Oferta e Demanda, é um modelo de determinação de preços
num mercado. Num mercado em concorrência perfeita, os agentes
econômicos tomam decisões que variam o preço até que este seja tal que
a quantidade procurada seja igual à quantidade oferecida, resultando daí
um equilíbrio econômico em que não há incentivos para a alteração de
quantidades ou preços.
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3.4 Lei da Oferta e Procura
A Lei da Oferta e da Procura (Demanda) busca estabilizar a procura e a
oferta de um determinado bem ou serviço. Oferta é a quantidade do produto
disponível em mercado, enquanto procura é o interesse existente em relação
ao mesmo. A oferta depende do preço, da quantidade, da tecnologia utilizada
na fabricação entre outras coisas relacionadas aos produtos e serviços. A
procura é influenciada pela preferência do consumidor final, a compatibilidade
entre preço e qualidade e a facilidade de compra do produto.
O fator determinante para a procura de um determinado bem ou serviço
deixou de ser o preço, pois o mesmo sofre alterações por causa de qualquer
desequilíbrio entre a oferta e a procura. Dessa forma, pode-se dizer que o
preço de algo é determinado pelo próprio consumidor, pois quando esses
passam a buscar mais um produto qualquer, o produtor eleva o seu preço,
fazendo com que o consumidor pague mais se deseja adquirir o mesmo. Em
contrapartida, quando um produto não é mais procurado o produtor é
estimulado a deixar de produzi-lo para que não tenha despesas em relação à
oferta sem demanda.
O preço de um bem ou serviço é fixado levando em consideração a
relação entre a procura e a necessidade do consumidor final e, ainda, os
custos gerados na fabricação e o tempo gasto em sua produção. Os fatores
que influenciam o consumidor final a procurar um determinado produto são as
necessidades em relação ao mesmo, o poder de compra, a concorrência, a
qualidade, a satisfação do cliente entre outros.
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CONCLUSÃO
Concluíndo, a concepção de produto é um processo que envolve pesquisa,
geração de ideias, avaliação, design conceitual e desenvolvimento. Para
uma concepção eficiente, é importante entender as necessidades dos
consumidores, priorizar a simplicidade e a usabilidade, fazer testes e iterações
e trabalhar em colaboração.
A gestão e concepção do produto é o fator de sucesso para o êxito do
produto e para o índice exportador de um país. Nós os consumidores, somos
os principais responsáveis por este sucesso. Uma empresa deve produzir
produtos e bens de maneira ótima para competir no mercado global de hoje.
E o objetivo final do produto é um meio da empresa para orientar os
recursos às necessidades do mercado.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Concepção de produto: Transformando ideias em conceitos
Concepção de Novos Produtos e Ciclo de Gestão.
Ciclo de vida do produto: o que é e qual a importância?
Definição do processo de fabricação de um produto em desenvolvimento
baseado no custo de fabricação de uma indústria metalúrgica
Processo de desenvolvimento de produtos: 6 estágios (com exemplos) [2022] •
Asana
O que é gestão de demanda e por que é tão importante?
Lei da Oferta e Procura - Brasil Escola
Lei da oferta e da procura – Wikipédia, a enciclopédia livre
18