PREMATURIDADE 1
Gizelle Felinto
INTRODUÇÃO • Malformações fetais:
▪ Anencefalia
➢ DEFINIÇÃO: A prematuridade relaciona-se ao recém-nascido vivo,
▪ Agenesia renal
cuja Idade Gestacional (IG) está entre 21 semanas e 1 dia e 36
▪ Hipoplasia pulmonar
semanas e 6 dias de gestação
• Malformações placentárias
• < 21 semanas e 1 dia → aborto
• Partos prematuros anteriores:
• > 36 semanas e 6 dias → parto a termo
▪ 1 parto prematuro anterior aumenta em 37% as
➢ A prematuridade é a principal causa de morbidade e mortalidade
chances de prematuridade
neonatal, podendo ser responsável por:
▪ 2 partos prematuros ou mais anteriores aumentam o
• Distúrbios respiratórios risco para 70%
• Complicações infecciosas ➢ FATORES GINECOLÓGICOS:
• Complicações neurológicas • Amputação do colo uterino:
• Óbito neonatal → em decorrência das sequelas ▪ Essa amputação do colo uterino é feita quando a mulher
EPIDEMIOLOGIA tem uma lesão de alto grau (câncer de colo uterino),
que é detectada através da biópsia. Assim, esse colo
➢ Incidência da mortalidade neonatal dos prematuros: uterino fica mais curto, havendo uma maior
• 4 a 11% nos países desenvolvidos probabilidade de desencadear um trabalho de parto
• Mais de 150.000/ano no Brasil prematuro
• Malformação uterina:
CLASSIFICAÇÃO ▪ Útero didelfo (30% de chance de causar um parto
➢ PREMATURO EXTREMO: prematuro)
• Nascido antes de 28 semanas de gestação ▪ Útero bicorno (25%)
➢ PREMATURO GRAVE: ▪ Útero septado (10%)
• Nascido entre 28 e 32 semanas de gestação • Miomas:
➢ PREMATURO MODERADO: ▪ A prematuridade é causada principalmente pelos
• Nascido entre 32 e 37 semanas de gestação miomas submucosos, quando estão próximos à
➢ Quando menor a idade gestacional, maiores os riscos de inserção placentária
complicações e maiores o número de sequelas, sendo ▪ Existem 3 localizações para os miomas:
inversamente proporcionais ✓ Subseroso → cresce para fora do útero
✓ Intramural → cresce dentro da parede do útero
FATORES DE RISCO PARA O PARTO PREMATURO o Pode levar à prematuridade, mas em uma
menor proporção que o mioma submucoso
➢ FATORES OBSTÉTRICOS:
✓ Submucoso → cresce para dentro da cavidade
• Infecção intra-amniótica: uterina
▪ Quando isso ocorre, deve-se interromper a gestação, o O mioma submucoso é um tumor que irá
independentemente da idade gestacional competir com o feto. Assim, muitas vezes,
▪ Muitas vezes, essa infecção pode levar à sepse esse feto fica sem espaço para crescer, o
materna e até mesmo ao óbito materno, por isso a útero começa a se contrair e a mulher entra
importância de se interromper a gestação em trabalho de parto prematuro
• Rotura Prematura das Membranas (Amniorrexe Prematura) ➢ FATORES EPIDEMIOLÍGICOS:
• Alterações Hormonais (Progesterona): • Baixo nível socioeconômico → exemplos:
▪ Principalmente a diminuição da progesterona → é por ▪ Más condições de higiene → muitas vezes, podem
isso que se utiliza a progesterona até o final da causar infecções urinárias, devido às condições
gestação, como um método de profilaxia para que a sanitárias precárias
mulher não entre em trabalho de parto prematuro ▪ Conflitos familiares
• Insuficiência Istmocervical (IIC) • Desnutrição:
• Sangramentos vaginais do 1º e 2º trimestres ▪ Principalmente a baixa ingesta de Vitamina C, que faz
• Inserção baixa da placenta com que haja uma baixa produção de colágeno
• Descolamento Prematuro da Placenta (DPP) • Gravidez indesejada:
• Gemelaridade e Polidrâmnio: ▪ É por isso que, sempre na primeira consulta do pré-
▪ Podem causar um parto prematuro devido à natal, deve-se perguntar se a gravidez foi planejada.
sobredistensão uterina. Assim, o útero fica muito Caso não seja, é essencial que essa gestante seja
grande e a musculatura não suporta, começando a se encaminhada para o psicólogo
contrair e, consequentemente, a mulher entre em • Assistência pré-natal inadequada:
trabalho de parto prematuro ▪ Uma assistência ruim pode fazer com que passem
despercebidas algumas patologias, como HAS, DM, ITU...
PREMATURIDADE 2
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•Estresse: ➢ Problemas Cardíacos:
▪ Altos níveis de estresse podem desencadear as • Persistência do Canal Arterial
contrações uterinas e, consequentemente, o trabalho ➢ Problemas Hematológicos:
de parto prematuro • Anemia
• Fumo: ➢ Problemas Digestivos:
▪ Influencia tanto no trabalho de parto prematuro quanto • Icterícia
no bom funcionamento placentário e na oxigenação • Enterocolite Necrosante → é bastante grave e, muitas
fetal, levando a um Crescimento Intrauterino Restrito vezes, pode levar ao óbito
(CIUR) ➢ Problemas Neurológicos:
▪ Assim, mulheres que fumam mais de 20 cigarros/dia • Paralisia Cerebral:
têm grandes chances de ter um parto prematuro ▪ É o problema neurológico mais comum
▪ Na gravidez, o ideal é que a mulher não fume! ▪ Principalmente quando o bebê nasce abaixo de 32
• Drogas: semanas de gestação
▪ Cocaína e derivados • Hemorragia Intracraniana
▪ Na gravidez, o ideal é que a mulher não faça uso de • Leucomalácia
drogas! ➢ Infecções
➢ FATORES CLÍNICO-CIRÚRGICOS:
• Doenças maternas → exemplos: PREDIÇÃO PARA TRABALHO DE PARTO PREMATURO (TPP)
▪ Diabetes Mellitus (DM) ➢ Quando se está diante de uma mulher com fatores de risco para
▪ Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) um parto prematuro, pode-se predizer que ela pode vir a ter um
▪ Nefropatias → também está inclusa a Litíase Renal filho prematuro
▪ Cardiopatias ➢ MONITORIZAÇÃO DAS CONTRAÇÕES UTERINAS:
▪ Doenças da Tireoide
• De forma simplificada, as contrações uterinas são
▪ Pielonefrite
percebidas quando o abdômen fica rígido e a há dor
▪ Pneumonia
▪ Apenas o abdômen rígido, sem dor → representa as
▪ Ou seja, praticamente qualquer patologia que a
contrações de treinamento (contrações de Braxton
gestante apresente pode ser fator de risco para um
Hicks)
parto prematuro
✓ É comum que a gestante apresente essas
• Procedimentos cirúrgicos na gravidez → exemplos:
contrações fisiológicas ao realizar um movimento
▪ Colecistectomia brusco, levantar, deitar ou praticar exercícios
▪ Apendicectomia físicos
▪ Ooforectomia ✓ Geralmente, só ocorre no 3º trimestre ou no final
▪ Ou seja, qualquer procedimento cirúrgico durante a da gestação
gestação pode desencadear um trabalho de parto
• Exemplo: Paciente gestante com história de parto prematuro
prematuro
anterior → deve-se pedir para que essa gestante observe
➢ FATORES IATROGÊNICOS:
se a barriga fica rígida ou não
• Cesáreas eletivas:
➢ MEDIDA DO COLO UTERINO PELA ULTRASSONOGRAFIA
▪ Exemplo: gestante que faz acompanhamento pré-natal TRANSVAGINAL:
em clínica particular e que deseja que o seu filho nasça
• Exemplo: paciente com história de partos prematuros, com
em uma data específica, antes do tempo
o primeiro sendo entre 22 a 26 semanas, e, à medida em que
COMPLICAÇÕES DA PREMATURIDADE PARA O RECÉM-NASCIDO ela engravida, a cada gestação futura, ela apresenta um
parto prematuro (ou um aborto) com uma idade gestacional
➢ Atenção → Para a mãe, o parto prematuro não leva a menor → nessa paciente deve-se solicitar a USG
complicações severas, exceto se essa prematuridade decorreu transvaginal para medir o colo uterino
de alguma comorbidade materna • Na USG que se pede até as 12 semanas já se pode solicitar a
• Exemplo: Gestante com Pré-Eclâmpsia com sinais de medida do colo uterino
gravidade → nesse caso, deve-se interromper a gestação • Medidas obtidas:
com 34 semanas, ou até mesmo antes desse período. Nesse ▪ Colo uterino > 25 mm (25cm) → deve-se repetir a USG
caso, tanto haverão complicações para a mãe, pois se a entre 18 e 24 semanas de gestação
gestação foi interrompida antes é porque a mulher estava ✓ Se, nessa idade gestacional, entre 18 e 24
correndo algum risco de vida, quanto para o bebê, pois ele semanas, o colo estiver curto (< 25mm), deve-se
nascerá prematuro considerar como alto risco para a prematuridade
➢ Problemas Respiratórios: ▪ Colo uterino < 25 mm (2,5cm) → indica alto risco para
• Síndrome do Desconforto Respiratório prematuridade
• Taquipneia Transitória do Recém-nascido ✓ Nesse caso, deve-se seguir algumas condutas
PREMATURIDADE 3
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• Conduta quando há alto risco para prematuridade: ▪ Cerclagem uterina (entre 12 e 16 semanas):
▪ Repouso ✓ Fazer em cerclagem em colos uterinos muito
▪ Investigar infeções geniturinárias: curtos pode-se acabar causando uma iatrogenia,
✓ Investigar corrimento, infecção urinária... que é a Aminorrexe prematura
✓ Solicitar hemograma ▪ Progesterona
▪ Abstinência sexual: ▪ Pessário:
✓ Pois acredita-se que o esperma tem substâncias ✓ Trata-se de um anel de silicone em formato de
que podem ativar o ciclo infeccioso da mulher concha que se coloca no colo do útero quando a
▪ Progesterona → é usada até o final da gravidez para gestante tem o colo uterino muito curto e não
que seja prevenido o parto prematuro apresenta mais idade gestacional para fazer a
PROGESTERONA 200mg Oral ou Vaginal cerclagem
✓ É usada para inibir a síntese das prostaglandinas ✓ Ainda não é estabelecido pelo Ministério da Saúde,
e deixar o miométrio relaxado pois ainda se encontra em fases de estudo
▪ Testes Bioquímicos ➢ PREVENÇÃO TERCIÁRIA:
▪ Internação → caso a gestante apresente sintomas • Indicação → é a prevenção feita quando a gestante chega
➢ USO DE MARCADORES BIOQUÍMICOS → o principal é a ao serviço já em trabalho de parto prematuro
Fibronectina fetal • Consiste em:
• É uma glicoproteína de alto peso molecular com alto valor ▪ Trocólise
preditivo negativo para o parto prematuro nas gestantes ▪ Corticoterapia
sintomáticas ou de alto risco para prematuridade
• Se essa fibronectina estiver presente na secreção vaginal CONDUÇÃO DO TRABALHO DE PARTO PREMATURO
significa que essa mulher tem alto risco para prematuridade ESTÁGIO 1
• Esse marcador não está disponível pelo SUS
➢ CARACTERIZA-SE POR:
PREVENÇÃO DO TRABALHO DE PARTO PREMATURO • Gestantes com fatores de risco para parto prematuro
➢ PREVENÇÃO PRIMÁRIA: ➢ CONDUTA:
• Indicação → quando se faz a predição e não se encontra • Realizar pré-natal multiprofissional e compartilhado →
alterações, mas essa gestante continua com fatores de tanto no risco habitual quanto no pré-natal de alto risco
risco para prematuridade • Orientar a gestante quanto a:
• Consiste em: ▪ Hábitos de higiene
▪ Remover todas as causas de parto prematuro: ▪ Nutrição
✓ Exemplo: gestante que teve parto prematuro ▪ Aporte psicológico
devido a uma pré-eclâmpsia com sinais de • Realizar Ultrassonografia (USG) precoce:
gravidade → nessa nova gestação, para que ela ▪ Para corrigir a idade gestacional, ver o comprimento
não tenha pré-eclâmpsia novamente, pode-se do colo uterino e analisar as situações de risco
fazer uso do AAS e do Cálcio, de 12 a 16 semanas • Tratar intercorrências clínicas
de gestação, e observar • Usar, a partir de 16 semanas, se necessário:
✓ Exemplo: gestante que teve parto prematuro PROGESTERONA MICRONIZADA
anterior devido a insuficiência istmocervical → ✓ Exemplo de indicação → quando a gestante tem o
nessa nova gestação, entre 14 e 16 semanas de colo uterino curto
gestação, deve-se fazer a Cerclagem • CERCLAGEM entre 12 e 16 semanas:
✓ Exemplo: gestante que teve parto prematuro ▪ Indicação → Insuficiência Istmocervical (IIC)
anterior devido à infecções do trato urinário (ITU) ▪ Existem profissionais que indicam a Cerclagem quando
de repetição → deve-se solicitar uma urocultura a gestante tem apenas o colo uterino curto. Porém, se
já na primeira consulta do pré-natal para que a paciente tem um colo curto, mas a história obstétrica
sejam tratadas as infecções urinárias anterior não é compatível com IIC, é melhor indicar-se
recorrentes, além de orientar as medidas o Pessário ou a Progesterona
higiênicas para essa gestante • Repouso físico a partir de 25 semanas:
➢ PREVENÇÃO SECUNDÁRIA: ▪ Indicação → gestante gemelar com história de
• Detectar alterações (para que se veja o que pode ser feito contrações uterinas ou de contrações de treinamento
como medida preventiva): • Consultas pré-natais:
▪ Bioquímicas ▪ QUINZENAIS até 28 semanas
▪ Da contratilidade uterina ▪ SEMANAIS após 28 semanas
▪ Das características do colo uterino
• Consiste em, por exemplo:
▪ Repouso
PREMATURIDADE 4
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ESTÁGIO 2 ✓ É o principal dos agentes tocolíticos, sendo a
droga de 1º escolha
➢ CARACTERIZA-SE POR: ✓ Indicação: é usada em gestantes em trabalho de
• Quando ocorrem eventos bioquímicos de Trabalho de Parto parto com idade gestacional entre 24 semanas e 1
Prematuro (TPP), a contratilidade uterina é anormal e as dia e 34 semanas e 6 dias
alterações cervicais podem ser pequenas ou ausentes ✓ Mecanismo de ação → inibe a entrada do cálcio
▪ Exemplo: gestante chega ao hospital com dor, com extracelular pela membrana citoplasmática
contrações não características de trabalho de parto ou ✓ Dosagem → utiliza-se em doses bem maiores do
sem contrações e sem dilatação que aquelas utilizadas nas gestantes com pico
➢ CONDUTA: hipertensivo
• Repouso relativo: ✓ Só deve ser utilizada à nível hospitalar, pois pode
▪ Não há necessidade de um repouso absoluto, no qual a causar hipotensão severa e a gestante pode
gestante precisaria passar o dia na cama acabar desmaiando
▪ Exemplo: a gestante não pode descer ou subir escadas, ✓ Efeito colateral:
andar de moto, fazer caminhadas muito longas e o Hipotensão
pesadas... ✓ Contraindicações:
• Sedação → a depender da dor da paciente o Hipotensão materna (PA < 90 x 50 mmHg)
• Tratar intercorrências clínicas o Bloqueio Atrioventricular
• Investigar Infecção do Trato Urinário (ITU) e Infecções o Alergia ao Nifedipino (é algo raro de ocorrer)
Vaginais ▪ Inibidores de Prostaglandinas:
• Solicitar Ultrassonografia Obstétrica: ✓ Mecanismo de ação → inibição da enzima
▪ Para avaliar a idade gestacional, o perfil biofísico fetal cicloxigenase, necessária para a conversão do
(estruturas fetais) e o crescimento fetal ácido araquidônico em prostaglandinas
• Avaliar a vitalidade fetal a partir da 28ª semana com os ✓ Efeitos colaterais:
seguintes: o Enterocolite necrosante
▪ Cardiotocografia (CTG) o Fechamento precoce do ducto arterioso
▪ Perfil Biofísico Fetal (PBF) o Hipertensão pulmonar primária
o Oligodrâmnio/Oligoâmnio
ESTÁGIO 3 o Hemorragia intracraniana fetal
➢ CARACTERIZA-SE POR: ✓ Contraindicações:
• Quando existem contrações uterinas rítmicas, capazes de o Disfunção renal
provocar dilatação cervical, apresentando: o Disfunção hepática
▪ 1 contração a cada 5 minutos (ou 2 contrações a cada o Úlcera péptica ativa
10 minutos) o Asma sensível a anti-inflamatório não
▪ Dilatação cervical de 1 cm ou mais hormonal
▪ Apagamento cervical de 80% o Desordens da coagulação
• Ou seja, a gestante está iniciando o trabalho de parto o Trombocitopenia
➢ CONDUTA: o Amniorrexe
✓ Atenção → não deve ser administrado após 32
• Repouso no leito
semanas de gestação, pois pode levar ao
• Hidratação parenteral
fechamento precoce do ducto arterioso
• Tocolíticos: ▪ Sulfato de Magnésio:
▪ Indicação → devem ser iniciados os Tocolíticos se ✓ Mecanismo de ação → é um antagonista do cálcio
após 1 hora persistirem as contrações na fibra muscular
✓ Nesse caso, deve-se internar a paciente para ✓ Tem pouca eficácia como Tocolítico
iniciar a Tocólise ▪ Antagonista da Ocitocina (ATOSIBAN®):
• Corticoterapia ✓ Mecanismo de ação → compete com a ocitocina
• Neuroproteção → Sulfato de Magnésio no receptor da célula miometrial
➢ TOCÓLISE → É FEITA APENAS À NÍVEL HOSPITALAR! ✓ Desvantagem → alto custo
• Definição → trata-se do uso de medicações para o ✓ Vantagens → menores efeitos colaterais
relaxamento do útero e, consequentemente, minimizar ou maternos e fetais
cessar as contrações uterinas ▪ Agentes Betamiméticos:
• PRINCIPAIS AGENTES TOCOLÍTICOS: TERBUTALINA
▪ Bloqueadores do Canal de Cálcio (BCC): SALBUTAMOL
NIFEDIPINA ISOXSUPRINA
FENOTEROL
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RITODRINA → é a única aprovada pelo FDA provocar uma hiperglicemia severa e,
✓ Mecanismo de ação → atuam em receptores consequentemente, o feto não tem insulina suficiente
Beta-1 e Beta-2 (miométrio, vasos sanguíneos e para toda essa glicose, fazendo com que ele tenha uma
bronquíolos), estimulando-os e determinando o cetoacidose e acabe indo a óbito
relaxamento da musculatura uterina, diminuindo o • Efeitos benéficos do uso do corticoide durante o trabalho de
cálcio livre no interior das células parto prematuro para o recém-nascido:
✓ Efeitos Colaterais: ▪ Menor incidência de:
o Fetais: ✓ Síndrome da Angústia Respiratória (SAR)
❖ Taquicardia → principal efeito ✓ Membrana hialina
colateral. Assim, o feto permanece em ✓ Hemorragia intracraniana
taquicardia durante todo o período de ▪ Melhor estabilidade circulatória
tocólise ▪ Necessidades reduzidas de Oxigênio e de suporte
❖ Hiperinsulinismo ventilatório
❖ Hipoglicemia ➢ NEUROPROTEÇÃO → até 32 semanas de gestação
❖ Hipocalcemia SULFATO DE MAGNÉSIO
❖ Hipotensão arterial • Indicação → quando a idade gestacional estiver até 32
o Maternos: semanas e a gestante estiver em trabalho de parto
❖ Edema agudo de pulmão (Hipervolemia prematuro ativo ou a interrupção do parto for eletiva
materna, polidrâmnio e gestação • Dose → 6g (dose de ataque e dose de manutenção)
gemelar) ▪ É a mesma dose utilizada na prevenção da eclampsia
❖ Hiperglicemia • Não há necessidade de fazer a neuroproteção em gestantes
• CONTRAINDICAÇÕES À TOCÓLISE → não se pode utilizar os com mais de 32 semanas de gestação
tocolíticos nas seguintes situações:
▪ Óbito fetal: ESTÁGIO 4
▪ Sofrimento fetal: ➢ CARACTERIZA-SE POR:
✓ Pois não há necessidade de prorrogar essa
• Quando a gestante chega em trabalho de parto fraco e é feita
gestação se o bebê se encontra em sofrimento
a tocólise, mas ela não responde aos medicamentos e
fetal
continua em trabalho de parto
▪ Malformações fetais incompatíveis com a vida
➢ CONDUTA:
▪ Crescimento Intrauterino Restrito (CIUR)
• Assistência ao parto prematuro:
▪ Infecção Amniótica (Corioamnionite)
▪ Bom berçário e UTI neonatal
▪ Descolamento Prematuro de Placenta (DPP)
▪ A gestante deve ser atendida em serviço especializado
▪ Placenta Prévia Sangrante (com sangramento ativo)
▪ Via de parto:
▪ Pré-eclâmpsia com sinais de gravidade
✓ Vaginal → faz-se em apresentações cefálicas
▪ Diabetes insulinodependente descompensada
fletidas ou apresentações pélvicas abaixo de
▪ Hipertireoidismo
1000g ou acima de 2500g
▪ Anemia falciforme
✓ Cesárea → realiza-se quando há intercorrências
➢ CORTICOTERAPIA → deve ser feito entre 24 e 34 semanas de
clínicas e obstétricas, e nas apresentações
gestação
cefálicas defletidas e pélvicas com peso entre
BETAMETASONA – é o corticoide mais utilizado
1000g e 2499g
▪ Dose: 12mg intramuscular por 2 dias consecutivos
o Parto prematuro não é igual a cesárea!
▪ Pode-se repetir após 7 dias
▪ Cuidados:
DEXAMETASONA:
✓ Evitar toques vaginais frequentes
▪ Dose: 6mg intramuscular de 12 em 12 horas, por 2 dias
✓ Evitar o uso de analgésicos e tranquilizantes ou
consecutivos
sedativos
▪ Pode-se repetir após 7 dias
✓ Analgesia combinada (Raqui + Peridural) → caso
• Indicações:
a gestante evolua para o parto
▪ Alto risco de prematuridade
✓ O cordão deve ser ligado tardiamente
• Ação → acelera a maturação dos pneumócitos
• Profilaxia da infecção neonatal pelo Streptococcus do grupo
• Mecanismo de ação → atua nos receptores pulmonares
B:
fetais, levando à produção de Fosfatidilcolina, acelerando a ▪ É feita apenas se a gestante está em trabalho de parto!
maturação dos pneumócitos II e estimulando a produção do ▪ Streptococcus agalactiae → é encontrado na vagina e
surfactante no reto da mulher grávida e, quando transmitido para o
• Efeitos colaterais: feto, pode causar sepse neonatal
▪ Hiperglicemia → assim, deve-se ter cuidado ▪ Como há o risco de o parto ser vaginal, é importante
principalmente em gestantes diabéticas, pois podem que se faça essa profilaxia
PREMATURIDADE 6
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▪ Indicações da antibioticoprofilaxia:
✓ Gestantes com fatores de risco para a infecção
✓ Gestantes com cultura positiva para o agente
▪ Fatores de risco para a infecção:
✓ Trabalho de parto prematuro
✓ Amniorrexe prematura em feto prematuro
✓ Amniorrexe por mais de 18 horas
✓ Recém-nascido anterior com infecção pelo
Streptococcus do grupo B → gestante que já teve
um filho anteriormente que teve infecção pelo
Estreptococo do grupo B
✓ Bacteriúria por Streptococcus agalactiae durante
a gestação
✓ Febre durante o trabalho de parto
▪ Swab Anal e Vaginal:
✓ Para cultura do Streptococcus do grupo B
✓ Deve ser feito em gestantes com fatores de risco
para a infeção
✓ Caso não dê tempo de ser feito ou caso o serviço
não disponha → deve-se iniciar a
antibioticoprofilaxia mesmo assim
✓ Cultura positiva → tratar
✓ Cultura negativa → O Ministério da Saúde orienta
que gestantes com cultura negativa na atual
gestação não precisam de profilaxia
▪ Esquema da profilaxia → usar um dos seguintes
PENICILINA G CRISTALINA:
o Dose de ataque: 5.000.000 UI
o Após a dose de ataque: 2.500.000 UI de 4 em
4 horas até o parto
AMPICILINA → é uma alternativa quando não se
tem a Penicilina G cristalina
o Dose de ataque: 2 g
o Após a dose de ataque: 1 g de 4 em 4 horas
até o parto
CLINDAMICINA → em caso de alergia à Penicilina
o Dose: 900mg, endovenoso, de 8 em 8 horas,
até o parto
ERITROMICINA → em caso de alergia à Penicilina
o Dose: 500mg, endovenoso, de 6 em 6 horas,
até o parto
VANCOMICINA → em caso de alergia à Penicilina
o Dose: 1 g de 12 em 12 horas até o parto
• Atenção → caso a gestante chegue em trabalho de parto
franco e responda à tocólise, não há necessidade de iniciar
a profilaxia. Porém, caso a profilaxia tenha sido iniciada, se
a gestante respondeu à tocólise também não há necessidade
de continuar essa profilaxia