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Vulcanismo Intraplaca e Hotspots

Este documento descreve o vulcanismo intraplaca, que ocorre no interior das placas tectônicas, diferentemente do vulcanismo de fronteira de placas. Exemplos incluem o planalto do Decão na Índia e algumas ilhas da Islândia e dos Açores. O documento explica que a origem deste tipo de vulcanismo está associada a pontos quentes, que são centros de atividade vulcânica associados a plumas térmicas no manto.
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Vulcanismo Intraplaca e Hotspots

Este documento descreve o vulcanismo intraplaca, que ocorre no interior das placas tectônicas, diferentemente do vulcanismo de fronteira de placas. Exemplos incluem o planalto do Decão na Índia e algumas ilhas da Islândia e dos Açores. O documento explica que a origem deste tipo de vulcanismo está associada a pontos quentes, que são centros de atividade vulcânica associados a plumas térmicas no manto.
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Vulcanismo Intraplaca

No interior das placas tectónicas existe um conjunto de vulcões, não menos importantes que os
referidos anteriormente - os vulcões intraplacas. Este tipo de vulcanismo não se localiza,
geralmente, como os dois casos anteriores, nas fronteiras das placas tectónicas, mas no
interior das placas tectónicas. O planalto do Decão (índia) e algumas das ilhas da Islândia e
dos Açores estão associadas a este tipo de vulcanismo, que, tal como o vulcanismo associado
a limites divergentes, é um vulcanismo do tipo efusivo. A origem destes vulcões encontra-se
associada aos pontos quentes (hot spots).

Um ponto quente é um centro de actividade vulcânica, passada ou presente, que se encontra


associado a uma pluma térmica, originando, geralmente, ilhas vulcânicas no interior das placas
litosféricas. As plumas térmicas são colunas de material magmático quente e pouco denso
que sobe ao longo do manto, até à base da litosfera, onde terminam com a forma de cogumelo.
O magma que ascende ao longo da pluma térmica vai alimentar um vulcão à superfície da
litosfera.

Nuno Correia
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Os pontos quentes mantêm uma posição fixa no manto e originam, à superfície, vulcões
efusivos, de lava basáltica. Como a litosfera se movimenta devido à expansão provocada junto
das fronteiras divergentes e como o ponto quente se mantém fixo, com o passar dos tempos
vai-se formar um alinhamento de vulcões, tanto mais antigos quanto mais afastados do rifte e
do ponto quente. À medida que a placa litosférica se movimenta, o ponto quente, como é fixo,
deixa de alimentar um vulcão, que se extingue, passando a alimentar um novo vulcão.

Para explicar a existência de vulcanismo no seio de placas litosféricas, isto é, em zonas


geotectonicamente estáveis, foi proposto o modelo representado no esquema seguinte.

Nuno Correia
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Neste modelo, pressupõe-se que o magma tenha origem em zonas mais profundas do manto,
nas proximidades da sua fronteira com o núcleo. O material rochoso do manto, sobreaquecido
por transferência de calor do núcleo, ascende sob a forma de colunas designadas plumas
térmicas. Durante a sua ascensão, a rocha sobreaquecida pode fundir, originando magma. No
local onde estas plumas atingem a superfície da geosfera forma-se um ponto quente, ou
hotspot, com actividade vulcânica.

Nuno Correia
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