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Lei 8.080/90: Fundamentos do SUS

A Lei 8.080/1990 estabelece as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde no Brasil e organiza o Sistema Único de Saúde. A lei define as responsabilidades do Estado em garantir o acesso universal à saúde por meio de políticas públicas. No entanto, parte da lei foi vetada quando publicada.
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Lei 8.080/90: Fundamentos do SUS

A Lei 8.080/1990 estabelece as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde no Brasil e organiza o Sistema Único de Saúde. A lei define as responsabilidades do Estado em garantir o acesso universal à saúde por meio de políticas públicas. No entanto, parte da lei foi vetada quando publicada.
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Módulo 1 - Saúde Pública / SUS

1.2 Lei nº 8.080/1990


Após a promulgação da Constituição de 1988 – CF/88, o Brasil amarga com
maior prejuízo os efeitos da inflação galopante do final da década de 1980 e 1990.

47
1:
O índice de desemprego era alto, assim como as demandas por serviços de

:1
assistência social, previdência e, obviamente, saúde. O Brasil ainda estava se

11
23
abrindo à democracia e ao capital externo. O Governo Collor propôs uma nova

20
forma de gerir a máquina pública e concentrou-se em privatizações de estatais e

5/
/0
pouco geriu as demandas sociais na área de saúde. Aliado a esse cenário pouco

26
propício para o desenvolvimento de políticas públicas, a CF/88, em função de ser

r-
uma norma programática, carecia de regulamentação. Faltava uma lei que

.b
m
instituísse os mecanismos de funcionamento e os conceitos básicos da saúde no

co
o.
país. Muitas práticas de centralização, clientelismo e de problemas de
financiamento persistiram. ho
ya
e@

A Lei 8.080 de 1990 dispõe, assim, sobre as condições para a promoção,


el

proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços


is
og

correspondentes e dá outras providências. Ela é a lei orgânica da saúde e levanta


xa

as principais informações acerca da saúde no Brasil e do Sistema Único de Saúde.


ai
-p

Essa lei foi publicada no início do curto Governo Collor, ou seja, em um


4

ambiente de conservadorismo e do patente despreocupação do governo com a


-5
31

saúde. Em função disso, muitos dos dispositivos em lei foram vetados. Entre as
.2
55

partes vetadas estavam a obrigatoriedade de destinação de pelo menos 45% dos


.0

recursos do Fundo Nacional de Saúde aos municípios, o plano de cargos e salários


08
-0

do SUS (incluindo piso salarial) e a transferência regular e automática de recursos


ão

independente de convênios. Os Conselhos e Conferências de Saúde também


ix

foram vetados na Lei n° 8.080/90. Após a publicação da Lei n° 8.080/90, a


Pa

sociedade civil pressionou o Congresso Nacional e as suas casas para a aprovação


a
m
Li

da Lei 8.142 em dezembro de 1990, com a previsão dos Conselhos e as


de

Conferências de Saúde.
s
ve

É por esse motivo que a Lei n° 8.142/90 também é conhecida como lei
Al

orgânica da saúde. Além disso, no campo financeiro e operacional, as Normas


e
el

Operacionais Básicas e Normas Operacionais de Assistência à Saúde,


is
G

posteriormente, tentaram equacionar parte desses dispositivos vetados na Lei n°


8.080/90.

Atenção: A seção de Saúde da Constituição Federal e as Leis nº 8.080 e nº


8.142 de 1990 constituem respectivamente as bases jurídicas, constitucional e
infraconstitucionais do SUS.

1
Lei orgânica: lei que disciplina o funcionamento de uma área ou de uma
categoria.

47
Vejamos essa lei comentada a seguir.

1:
:1
11
23
LEI Nº 8.080, DE 19 DE SETEMBRO DE 1990.

20
5/
/0
Dispõe sobre as condições para a promoção,

26
r-
proteção e recuperação da saúde, a

.b
organização e o funcionamento dos serviços

m
co
correspondentes e dá outras providências.

o.
ho
ya
A Lei 8.080/1990 dispõe sobre três aspectos fundamentais da saúde:
e@

1. Promoção, proteção e recuperação da saúde


el
is

2. Organização e funcionamento dos serviços correspondentes


og

3. Outras coisas.
xa
ai
-p
4
-5

DISPOSIÇÃO PRELIMINAR
31
.2

Art. 1º Esta lei regula, em todo o território nacional, as ações e serviços de


55

saúde, executados isolada ou conjuntamente, em caráter permanente ou


.0
08

eventual, por pessoas naturais ou jurídicas de direito Público ou privado.


-0
ão
ix

Como os serviços de saúde são de relevância pública, cabe ao Estado a


Pa

regulação das ações e serviços de saúde tanto na área pública quanto na esfera
a
m

privada. Essa regulação ocorre independente do serviço privado atual em


Li
de

conjunto ou em separado dos serviços públicos de saúde.


s
ve
Al

TÍTULO I
e
el

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS


is
G

Art. 2º A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado


prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício.
§ 1º O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e
execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de
doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem
acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção,
proteção e recuperação.

| 2
Já nas disposições gerais a Lei 8.080/90 retoma a Constituição Federal. Ao
falar em promoção, proteção e recuperação da saúde.
Segundo o artigo 2˚, o Estado tem de garantir a saúde, mas como ele faz
isso? Segundo o § 1º, através da formulação e execução de políticas econômicas e
sociais. Para quê? Para a redução de riscos de doenças e de outros agravos.

47
Além disso, o Estado tem a função de prover a universalidade e igualdade às ações

1:
e serviços de saúde.

:1
11
Esquematicamente temos:

23
Responsável O que faz Objetivo

20
formulação e execução de redução de riscos de

5/
/0
políticas econômicas e sociais doenças e de outros

26
agravos

r-
.b
Estado estabelece condições que promoção, proteção e

m
co
assegurem acesso universal e recuperação da saúde

o.
igualitário às ações e aos
ho
ya
serviços
e@
el
is

Um ponto que merece destaque é que a concepção de saúde aqui adotado,


og

do mesmo modo como ocorre com a concepção adotada na Constituição Federal,


xa
ai

é de base social e marxista. Ou seja, ao contrário do utilitarismo liberalista que


-p

entendia a saúde como um fenômeno alcançado com a felicidade individual, aqui


4
-5

a concepção de saúde pressupõe uma abordagem de grandes massas e que vai


31

além do simples “bem-estar”. Quando fala-se em redução de riscos de doenças e


.2
55

de agravos, não há outra forma de viabilizar isso senão através de abordagens


.0
08

sociais e universais.
-0
ão

§ 2º O dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e


ix
Pa

da sociedade.
a
m
Li

Aqui temos um ponto de complementação da Constituição Federal. A CF/88


de

não responsabilizou a família como detentora do dever de promover e proteger a


s
ve

saúde. A Lei 8.080/90 sim!


Al
e

Ao contrário da educação, por exemplo, que tem a família como


el
is

responsável pela sua promoção, na saúde o único responsável, para a CF/88 é o


G

Estado. Veja:
Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado,
garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à
redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso
universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção,
proteção e recuperação.
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da
família, será promovida e incentivada com a colaboração da

| 3
sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu
preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para
o trabalho.
Qual foi a intenção dos legisladores ao colocar a família como responsável
para cuidar da saúde? A intenção foi de ampliar a responsabilização das ações de

47
proteção e promoção da saúde.

1:
:1
11
23
Art. 3o Os níveis de saúde expressam a organização social e econômica do País,

20
tendo a saúde como determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação,

5/
/0
a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a

26
educação, a atividade física, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços

r-
.b
essenciais.

m
co
o.
Parágrafo único. Dizem respeito também à saúde as ações que, por força do
ho
ya
disposto no artigo anterior, se destinam a garantir às pessoas e à coletividade
e@

condições de bem-estar físico, mental e social.


el
is
og

Aqui temos os determinantes sociais da saúde, ou apenas os


xa
ai

determinantes da saúde da Lei 8.080/1990. Não é uma lista exaustiva, mas,


-p

ainda assim, necessita de bastante atenção por parte do candidato. O que significa
4
-5

dizer que temos determinantes e condicionantes sociais na saúde? Que a saúde de


31
.2

um país é afetada DIRETAMENTE por 11 variáveis:


55

1. a alimentação
.0
08

2. a moradia
-0

3. o saneamento básico,
ão

4. o meio ambiente,
ix
Pa

5. o trabalho,
a

6. a renda,
m
Li

7. a educação,
de

8. a atividade física,
s
ve

9. o transporte,
Al
e

10. o lazer e
el
is

11. o acesso aos bens e serviços essenciais


G

Temos mais determinantes além desses? Sim, sem dúvida. A economia é


um exemplo de determinante que afeta diretamente a saúde do brasileiro. O nível
de desenvolvimento, a desigualdade social, a segurança pública, o acesso aos fast-
foods, etc. O que importa é saber esses 11 condicionantes e determinantes, pois
são os explícitos na Lei em estudo.
Essa visão de determinantes da saúde foi abarcada pela reforma sanitária,
que teve grande influência no pensamento da saúde insculpido na Constituição e
nas Leis Orgânicas da Saúde. A grande crítica defendida era de que seria

| 4
necessário entender e alterar o contexto social para promover e proteger a saúde
e não apenas oferecer medicamentos e médicos. Acertaram nisso!
Mas a Lei 8.080/1990 não é a única a creditar aos determinantes sociais o
papel de mantenedor da saúde. Outros documentos de valor legal também
reafirmam essa posição. Em 2006, por exemplo, foi criada a Comissão Nacional

47
sobre os Determinantes Sociais da Saúde (CNDSS). Seu trabalho pode ser

1:
conferido aqui: http://www.determinantes.fiocruz.br/. Em 2008 entregaram um

:1
11
relatório com o título “As causas sociais das iniquidades em saúde no Brasil”. O

23
relatório completo pode ser acessado no seguinte endereço:

20
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/causas_sociais_iniquidades.pdf. Esse

5/
/0
relatório também aponta para a íntima relação da saúde com determinantes

26
sociais, como a educação, nutrição, redes de assistência, etc.

r-
.b
m
co
o.
TÍTULO II - DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
ho
ya
DISPOSIÇÃO PRELIMINAR
e@

Art. 4º O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e


el

instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta e


is
og

indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público, constitui o Sistema Único
xa
ai

de Saúde (SUS).
-p

§ 1º Estão incluídas no disposto neste artigo as instituições públicas federais,


4
-5

estaduais e municipais de controle de qualidade, pesquisa e produção de insumos,


31

medicamentos, inclusive de sangue e hemoderivados, e de equipamentos para


.2
55

saúde.
.0
08

§ 2º A iniciativa privada poderá participar do Sistema Único de Saúde (SUS),


-0

em caráter complementar.
ão
ix
Pa
a
m
Li

Quem compõem o SUS? Órgãos e instituições públicas federais, estaduais e


de

municipais, da Administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo


s
ve

Poder Público. Como que elas exercem seus papéis? Através de um conjunto de
Al
e

ações e serviços de saúde.


el
is

Todos os entes federativos participam do SUS, assim como toda a


G

administração direta, administração indireta (relacionada com a área de saúde) e


fundações mantidas pelo poder público (também relacionada com a área da
saúde).
O que significa dizer que uma instituição é da área da saúde? Significa dizer
que ela oferta serviços de saúde para a população. Também consideramos
instituições de saúde aquelas de (1) controle de qualidade, pesquisa e produção
de (2) insumos, (3) medicamentos, inclusive de (4) sangue e hemoderivados, e
de (5) equipamentos para saúde.

| 5
Aqui vai uma das frases mais cobradas em concursos da história: A
iniciativa privada poderá participar do Sistema Único de Saúde (SUS), em caráter
complementar. O que isso significa? Que a responsabilidade principal é do poder
público, a iniciativa privada apenas complementa os serviços ofertados
diretamente pelo poder público. A Lei detalha o que seria a participação

47
complementar mais a frente.

1:
:1
11
CAPÍTULO I

23
Dos Objetivos e Atribuições

20
Art. 5º São objetivos do Sistema Único de Saúde SUS:

5/
/0
I - a identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes

26
da saúde;

r-
.b
II - a formulação de política de saúde destinada a promover, nos campos

m
co
econômico e social, a observância do disposto no § 1º do art. 2º desta lei;

o.
III - a assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção,
ho
ya
proteção e recuperação da saúde, com a realização integrada das ações
e@

assistenciais e das atividades preventivas.


el
is
og

Esse artigo busca sanar a questão: para que serve o SUS? Serve para uma
xa
ai

infinidade de propósitos, mas, especificamente, para esse artigo, o SUS serve para:
-p

(1) identificar e divulgar os fatores condicionantes e determinantes da saúde;


4
-5

(2) formular a política de saúde destinada a promover, nos campos econômico


31
.2

e social, essas mesmas políticas de saúde de acordo com o § 1º do art. 2˚1;


55

e
.0
08

(3) dar assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção


-0

e recuperação da saúde, com a realização integrada das ações assistenciais


ão

e das atividades preventivas


ix
Pa

Percebam que o terceiro ponto é muito semelhante ao § 1º do art. 2˚ citado


a

pelo inciso II do art. 5˚. Nos dois casos temos a promoção, proteção e
m
Li

recuperação da saúde. Mas, as semelhanças param por ai. No inciso III do art. 5˚,
de

temos a ênfase na realização integrada entre ações assistenciais e das


s
ve

atividades preventivas. No § 1º do art. 2˚ temos a ênfase no acesso universal e


Al
e

igualitário à saúde.
el
is

Vamos para o artigo mais belo de toda a Lei 8.080/1990.


G

Art. 6º Estão incluídas ainda no campo de atuação do Sistema Único de Saúde


(SUS):

1
Art. 2˚. § 1º O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas
econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no
estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços
para a sua promoção, proteção e recuperação.

| 6
I - a execução de ações:
a) de vigilância sanitária;
b) de vigilância epidemiológica;
c) de saúde do trabalhador; e
d) de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica;

47
II - a participação na formulação da política e na execução de ações de

1:
saneamento básico;

:1
11
III - a ordenação da formação de recursos humanos na área de saúde;

23
IV - a vigilância nutricional e a orientação alimentar;

20
V - a colaboração na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do

5/
/0
trabalho;

26
VI - a formulação da política de medicamentos, equipamentos,

r-
.b
imunobiológicos e outros insumos de interesse para a saúde e a

m
co
participação na sua produção;

o.
VII - o controle e a fiscalização de serviços, produtos e substâncias de
ho
ya
interesse para a saúde;
e@

VIII - a fiscalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas para consumo


el

humano;
is
og

IX - a participação no controle e na fiscalização da produção, transporte,


xa

guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e


ai
-p

radioativos;
4
-5

X - o incremento, em sua área de atuação, do desenvolvimento científico e


31

tecnológico;
.2
55

XI - a formulação e execução da política de sangue e seus derivados.


.0
08
-0

Além das funções descritas nos incisos do art. 5, temos 11 grandes


ão

atribuições aqui. Vejamos detalhadamente cada uma.


ix
Pa
a

I - a execução de ações:
m
Li

a) de vigilância sanitária;
de

b) de vigilância epidemiológica;
s
ve

c) de saúde do trabalhador; e
Al

d) de assistência terapêutica integral, inclusive


e
el
is

farmacêutica;
G

O SUS é responsável pela vigilância sanitária e epidemiológica, definidas


adiante. Assim como também é responsável pela saúde do trabalhador e pela
assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica. A grande questão é: de
quem? Saúde de quem? De todos! Lembre-se do critério de universalidade aqui.
Apenas a saúde do trabalhador é restrita a um grupo, obviamente, seleto de
pessoas.

| 7
Como que isso costuma confundir o candidato? De modo bastante
elementar muitos erram a literalidade do que está escrito. Acreditam, por
exemplo, a assistência terapêutica integral não inclui a assistência farmacêutica,
que aqui não está a saúde do trabalhador ou, como veremos adiante, que não
compete ao SUS ações de saneamento básico. Esses são os três erros mais

47
elementares na identificação das funções do SUS. Não erre!

1:
Sigamos com as funções do SUS:

:1
11
23
II - a participação na formulação da política e na execução de ações

20
de saneamento básico;

5/
/0
26
O SUS terá papel fundamental, junto com representantes de outras funções

r-
.b
sociais, na elaboração das políticas e execução de ações de saneamento básico. É

m
co
comum vermos, portanto, descentralizações orçamentárias para o pagamento de

o.
estruturas de saneamento em municípios. O SUS tem como função compartilhada
ho
ya
com os municípios a promoção do saneamento básico. É importante observar que
e@

sanear não é apenas ligar dutos de esgoto entre as casas e a estação de


el

tratamento de esgoto, mas também produzir água potável, manejo de resíduos


is
og

sólidos e líquidos, melhorias sanitárias domiciliares, etc.


xa

A FUNASA tem papel fundamental na promoção do saneamento básico.


ai
-p

Veja:
4
-5

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão do Ministério da Saúde,


31

detém a mais antiga e contínua experiência em ações de saneamento no País,


.2
55

atuando a partir de critérios epidemiológicos, sócio-econômicos e ambientais,


.0
08

voltados para a promoção e proteção da saúde.


-0

[...]
ão

Promove as melhorias sanitárias domiciliares, a cooperação técnica,


ix
Pa

estudos e pesquisas e ações de saneamento rural, contribuindo para a erradicação


a

da extrema pobreza.
m
Li

O risco à saúde pública está ligado a fatores possíveis e indesejáveis de


de

ocorrerem em áreas urbanas e rurais, e que podem ser minimizados ou eliminados


s
ve

com o uso apropriado de serviços de saneamento.


Al

A utilização de água potável é vista como o fornecimento de alimento


e
el
is

seguro à população. O sistema de esgoto promove a interrupção da “cadeia de


G

contaminação humana”. A melhoria da gestão dos resíduos sólidos reduz o


impacto ambiental e elimina ou dificulta a proliferação de vetores.
Dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), a Funasa respeita o pacto
federativo nacional promovendo o fortalecimento das instituições estaduais e
municipais com o aporte de recursos que desoneram as tarifas dos serviços e
aceleram a universalização do atendimento dos serviços. E utilizando ferramentas
de abrangência regional, sempre que se mostrar necessário.
Na esfera federal, cabe à Funasa a responsabilidade de alocar recursos não

| 8
onerosos para sistemas de abastecimento de água, esgotamento sanitário,
manejo de resíduos sólidos urbanos e melhorias sanitárias domiciliares. Compete,
ainda, à Funasa, ações de saneamento para o atendimento, prioritariamente, a
municípios com população inferior a 50.000 habitantes e em comunidades
quilombolas e de assentamentos.

47
Fonte: Fundação Nacional de Saúde – Ministério da Saúde. Disponível em:

1:
http://www.funasa.gov.br/site/engenharia-de-saude-publica-2/saneamento-para-

:1
11
promocao-da-saude/

23
Em continuidade, o SUS tem a seguinte função:

20
5/
/0
III - a ordenação da formação de recursos humanos na área de

26
saúde;

r-
.b
m
co
Significa ter uma política de programas de treinamento e ofertar esses

o.
treinamentos a toda a cadeia de profissionais que compõe o atendimento direto
ho
ya
de saúde ao público. Educando desde agentes de saúde e de vigilância sanitária
e@

até enfermeiros e médicos de hospitais universitários.


el
is
og

IV - a vigilância nutricional e a orientação alimentar;


xa
ai
-p

Vigilância significa estar atento, vigiar. Temos quatro tipos de vigilância de


4
-5

responsabilidade do SUS: epidemiológica, sanitária, nutricional e ambiental.


31

Sobre a orientação alimentar, o Ministério da Saúde lançou em 2008 os


.2
55

Protocolos do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional – SISVAN na


.0
08

assistência à saúde. Esses protocolos orientam para ações nutricionais mínimas


-0

para os seguintes tipos de vulnerabilidades:


ão

• vulnerabilidade etária: abrange crianças menores de dois anos,


ix
Pa

gestantes adolescentes e idosos com mais de 80 anos;


a

• vulnerabilidade por morbidade: abrange casos de indivíduos com


m
Li

diagnóstico de doenças crônicas não-transmissíveis, com especial atenção para


de

portadores de hipertensão arterial, diabetes mellitus e obesidade;


s
ve

• vulnerabilidade social: corresponde aos beneficiários de programas


Al

sociais, de doação de alimentos ou de transferência de renda, como o Programa


e
el
is

Bolsa Família, povos e comunidades tradicionais, moradores sem teto, pessoas em


G

situação de rua, acampados e assalariados rurais e moradores de áreas


favelizadas.

V - a colaboração na proteção do meio ambiente, nele compreendido


o do trabalho;

Aqui o meio ambiente é tanto a conservação e manutenção da fauna e flora


quanto o meio ambiente laboral.

| 9
VI - a formulação da política de medicamentos, equipamentos,
imunobiológicos e outros insumos de interesse para a saúde e a
participação na sua produção;
VII - o controle e a fiscalização de serviços, produtos e substâncias de

47
interesse para a saúde;

1:
VIII - a fiscalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas para

:1
11
consumo humano;

23
IX - a participação no controle e na fiscalização da produção,

20
transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos,

5/
/0
tóxicos e radioativos;

26
r-
.b
E quem participa de todas essas funções? Além de outras instituições, a

m
co
ANVISA.

o.
Criada pela Lei nº 9.782, de 26 de janeiro 1999, a Agência Nacional de
ho
ya
Vigilância Sanitária (Anvisa) é uma autarquia sob regime especial, que tem como
e@

área de atuação não um setor específico da economia, mas todos os setores


el

relacionados a produtos e serviços que possam afetar a saúde da população


is
og

brasileira.
xa
ai

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Disponível em:


-p

http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/anvisa/agencia
4
-5
31

Por fim, ainda temos as seguintes funções:


.2
55
.0
08

X - o incremento, em sua área de atuação, do desenvolvimento


-0

científico e tecnológico;
ão

XI - a formulação e execução da política de sangue e seus


ix
Pa

derivados.
a
m
Li

A seguir veremos as definições de vigilância sanitária, vigilância


de

epidemiológica e saúde do trabalhador.


s
ve
Al
e

Art. 6º.
el
is

§ 1º Entende-se por vigilância sanitária um conjunto de ações capaz de


G

eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas


sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de
bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo:
I - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se
relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e
processos, da produção ao consumo; e
II - o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou
indiretamente com a saúde.

| 10
A vigilância sanitária tem relação direta com os riscos à saúde. Seu
objetivo é duplo: (1) eliminar, diminuir ou até prevenir esses riscos e (2) intervir nos
problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de
bens e da prestação de serviços de interesse da saúde.

47
1:
:1
11
§ 2º Entende-se por vigilância epidemiológica um conjunto de ações que

23
proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer

20
5/
mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual

/0
ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de

26
r-
prevenção e controle das doenças ou agravos.

.b
m
co
A vigilância epidemiológica tem como função recomendar e adotar as

o.
ho
medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. Para isso, monitora os
ya
fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva. É a
e@

vigilância epidemiológica que atua, segundo a Lei 8.080/90, sobre os fatores


el
is

determinantes e condicionantes de saúde.


og

Observe que é fundamental distinguir a vigilância sanitária da vigilância


xa
ai

epidemiológica. Essa diferenciação ocorre pelo modo como cada tipo de vigilância
-p

atua em relação aos casos de doença. A vigilância sanitária está preocupada


4
-5

com os riscos anteriores à doença (vigiar e controlar aquilo que pode trazer
31
.2

problemas de saúde). Por outro lado, a vigilância epidemiológica atua nos


55

efeitos sobre a saúde quando os agravos já estão instalados ou na iminência de


.0
08

ocorrer (previne e controla doenças e agravos).


-0

Junto da função de vigilância sanitária e epidemiológica, temos a


ão

vigilância ambiental, que, apesar de não estar explícita nessa lei, é uma das
ix
Pa

funções do SUS inferidas a partir de vários dispositivos da mesma lei – inciso V do


a
m

art. 6˚, por exemplo.


Li

A Vigilância Ambiental em Saúde é um conjunto de ações que proporciona


de

o conhecimento e a detecção de qualquer mudança nos fatores determinantes e


s
ve

condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana, com a


Al
e

finalidade de identificar as medidas de prevenção e controle dos fatores de risco


el
is

ambientais relacionados as doenças ou outros agravos à saúde.


G

Para sua implementação, a FUNASA vem articulando com outras


instituições dos setores públicos e privado que compõem o SUS e demais
integrantes das áreas de meio ambiente, saneamento e saúde, a adoção de ações
integradas com o propósito de exercer a vigilância dos fatores de risco ambientais
que possam vir a afetar a saúde da população.
Fonte: Vigilância Ambiental em Saúde. Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_sinvas.pdf

| 11
A partir da união das três vigilâncias (epidemiológica, sanitária e
ambiental), temos a vigilância em saúde. Um conceito ampliado e fundamentado
na universalidade, integralidade e equidade das ações de promoção da saúde
entre os indivíduos e grupos.

47
1:
:1
11
23
§ 3º Entende-se por saúde do trabalhador, para fins desta lei, um conjunto

20
de atividades que se destina, através das ações de vigilância

5/
/0
epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e proteção da saúde dos

26
trabalhadores, assim como visa à recuperação e reabilitação da saúde dos

r-
.b
trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de

m
co
trabalho, abrangendo:

o.
I - assistência ao trabalhador vítima de acidentes de trabalho ou
ho
ya
portador de doença profissional e do trabalho;
e@

II - participação, no âmbito de competência do Sistema Único de


el

Saúde (SUS), em estudos, pesquisas, avaliação e controle dos riscos


is
og

e agravos potenciais à saúde existentes no processo de trabalho;


xa
ai

III - participação, no âmbito de competência do Sistema Único de


-p

Saúde (SUS), da normatização, fiscalização e controle das condições


4
-5

de produção, extração, armazenamento, transporte, distribuição e


31

manuseio de substâncias, de produtos, de máquinas e de


.2
55

equipamentos que apresentam riscos à saúde do trabalhador;


.0
08

IV - avaliação do impacto que as tecnologias provocam à saúde;


-0

V - informação ao trabalhador e à sua respectiva entidade sindical e


ão

às empresas sobre os riscos de acidentes de trabalho, doença


ix
Pa

profissional e do trabalho, bem como os resultados de fiscalizações,


a

avaliações ambientais e exames de saúde, de admissão, periódicos e


m
Li

de demissão, respeitados os preceitos da ética profissional;


de

VI - participação na normatização, fiscalização e controle dos


s
ve

serviços de saúde do trabalhador nas instituições e empresas


Al

públicas e privadas;
e
el
is

VII - revisão periódica da listagem oficial de doenças originadas no


G

processo de trabalho, tendo na sua elaboração a colaboração das


entidades sindicais; e
VIII - a garantia ao sindicato dos trabalhadores de requerer ao órgão
competente a interdição de máquina, de setor de serviço ou de todo
ambiente de trabalho, quando houver exposição a risco iminente
para a vida ou saúde dos trabalhadores.

| 12
A saúde do trabalhador é o conjunto de ações de vigilância
epidemiológica e vigilância sanitária orientados para a promoção, proteção,
recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores.

CAPÍTULO II

47
Dos Princípios e Diretrizes

1:
Art. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou

:1
11
conveniados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS), são desenvolvidos de

23
acordo com as diretrizes previstas no art. 198 da Constituição Federal,

20
obedecendo ainda aos seguintes princípios:

5/
/0
26
r-
Temos agora o conjunto de princípios e diretrizes que complementam as

.b
diretrizes do art. 198: participação da comunidade, atendimento integral com

m
co
prioridade para as atividades preventivas sem prejuízo das assistenciais e

o.
ho
descentralização com direção única para cada esfera de governo.
ya
e@

I - universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de


el
is

assistência;
og

II - integralidade de assistência, entendida como conjunto articulado e


xa
ai

contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e


-p

coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do


4
-5

sistema;
31
.2
55

A universalidade em saúde, como sabemos, não possui limites. Aqui ela é


.0
08

apresentada e reafirmada como princípio para garantir o acesso à saúde em todos


-0

os seus níveis (primário, secundário e terciário).


ão
ix

Observe que a universalidade é um princípio oriundo da luta do movimento


Pa

sanitarista no Brasil. Porém, se por um lado não há explicitação dos limites


a
m

distributivos da assistência da saúde, por outro não há também a medida na qual


Li

essa universalidade deve ser equilibrada com a equidade.


de
s

Por falar em equidade, vale uma observação:


ve
Al

a CF/88 não fala no conceito de equidade


e

Qual o motivo disso? Simples, o movimento sanitarista receava que tal tipo
el
is

de conceito justificasse a omissão do Estado em alguns setores para alguns


G

grupos. A CF/88 adotou, portando, uma perspectiva de coletivismo igualitário. O


cidadão possui igualdade de direitos, independente das necessidades, que devem
ser atendidos de forma direta e indireta pelo Estado.
A integralidade, por sua vez, é um conceito não tão conciso. Mesmo na VIII
Conferência de Saúde tínhamos diferentes definições de integralidade. Leiamos
com maior atenção o que está em nosso art. 7˚:
II - integralidade de assistência, entendida como conjunto articulado e
contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e

| 13
coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade
do sistema;
O que significa? Que temos a integralidade nesse inciso expressa como um
continuum de ações em diferentes critérios:
1. preventivos e curativos;

47
2. individuais e coletivos; e

1:
3. todos os níveis de complexidade do sistema.

:1
11
Não significa que as ações deixam de ser preventivas para serem curativas

23
ou deixam de ser individuais para serem coletivas. Mas que devem variar de um

20
polo ao outro.

5/
/0
Teríamos mais algum critério para entendermos a integralidade? Sim, a

26
visão do paciente como um ser social, histórico e que deve ser entendido para

r-
.b
além da perspectiva exclusivamente médica. Significa, nesse dimensão que está

m
co
além do presente inciso, admitir que há relação entre os condicionantes da saúde

o.
e os problemas de saúde apresentados.
ho
ya
e@

III - preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade


el

física e moral;
is
og
xa
ai

O paciente tem direito de fazer escolhas terapêuticas e de acordo com seus


-p

valores pessoais. Aqui entramos em um campo de colisão de direitos humanos. Se


4
-5

por um lado o Estado e o profissional de saúde tem o dever de promover e


31
.2

preservar a vida, por outro deve respeitar a escolha do paciente.


55

Que instrumentos legais temos que “garantem” opção do paciente?


.0
08

Inicialmente temos a própria Constituição Federal:


-0

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer


ão

natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes


ix
Pa

no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à


a

segurança e à propriedade, nos termos seguintes:


m
Li

II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa


de

senão em virtude de lei;


s
ve

Além disso, temos o art. 15 do Código Civil:


Al
e

Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de


el
is

vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.


G

A Lei 10.741/2003 (mais conhecida como o Estatuto do Idoso) contribui


para assegurar a opinião do paciente em seu art. 17:
Art. 17. Ao idoso que esteja no domínio de suas faculdades mentais é
assegurado o direito de optar pelo tratamento de saúde que lhe for
reputado mais favorável.
Parágrafo único. Não estando o idoso em condições de proceder à
opção, esta será feita:
I – pelo curador, quando o idoso for interditado;

| 14
II – pelos familiares, quando o idoso não tiver curador ou este
não puder ser contactado em tempo hábil;
III – pelo médico, quando ocorrer iminente risco de vida e não
houver tempo hábil para consulta a curador ou familiar;
IV – pelo próprio médico, quando não houver curador ou

47
familiar conhecido, caso em que deverá comunicar o fato ao

1:
Ministério Público.

:1
11
Nesse caso, mesmo em casos graves, o profissional de saúde não pode agir

23
sem o consentimento do paciente, a não ser quando não estiver em condições de

20
proceder sua opção.

5/
/0
Segundo a Portaria n˚ 1.820/2009 do Ministério da Saúde, que dispõe

26
sobre os direitos e deveres dos usuários da saúde, fala o seguinte em seu art. 5˚:

r-
.b
Art. 5º Toda pessoa deve ter seus valores, cultura e direitos

m
co
respeitados na relação com os serviços de saúde, garantindo-lhe:

o.
V - o consentimento livre, voluntário e esclarecido, a quaisquer
ho
ya
procedimentos diagnósticos, preventivos ou terapêuticos,
e@

salvo nos casos que acarretem risco à saúde pública,


el

considerando que o consentimento anteriormente dado


is
og

poderá ser revogado a qualquer instante, por decisão livre e


xa

esclarecida, sem que sejam imputadas à pessoa sanções


ai
-p

morais, financeiras ou legais;


4
-5

VI -a não-submissão a nenhum exame de saúde pré-


31

admissional, periódico ou demissional, sem conhecimento e


.2
55

consentimento, exceto nos casos de risco coletivo;


.0
08

VII -a indicação de sua livre escolha, a quem confiará a tomada


-0

de decisões para a eventualidade de tornar-se incapaz de


ão

exercer sua autonomia;


ix
Pa

VIII - o recebimento ou a recusa à assistência religiosa,


a

psicológica e social;
m
Li

IX - a liberdade, em qualquer fase do tratamento, de procurar


de

segunda opinião ou parecer de outro profissional ou serviço


s
ve

sobre seu estado de saúde ou sobre procedimentos


Al

recomendados;
e
el
is
G

Mas Alyson, e os casos dos Testemunhas de Jeová que precisam de


transfusão de sangue e os pais alegam o respeito da convicção religiosa para
evitar que tal transfusão seja feita2? É um caso para a Bioética discutir isso. Temos
um conflito de direitos e deveres. De um lado figura a autonomia do paciente em
recusar o tratamento médico por crença religiosa; e de outro lado figura a
autonomia do médico em atuar de forma a zelar pela vida e saúde do paciente.

2
Posto esse caso, pois sempre é o primeiro na mente de nossos alunos.

| 15
Do Código Penal, em seu artigo 146, § 3º, inciso I, percebemos que é lícita a
intervenção médica/cirúrgica sem consentimento do paciente ou seu
representante legal, se justificada por iminente risco de vida. Ainda pelo Código
Penal, em seu artigo 135, é crime deixar de prestar assistência, quando possível
fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa

47
inválida ou ferida, ao desamparado ou em grave e iminente perigo; ou não pedir,

1:
nesses casos, o socorro da autoridade pública. A pena é de detenção, de um a seis

:1
11
meses, ou multa, sendo aumentada de metade se da omissão resulta lesão

23
corporal de natureza grave, e triplicada se resulta morte.

20
Pelo Estatuto da Criança e Adolescente temos dispositivos que, de forma

5/
/0
especial, estabelecem o dever de proteção à vida e à integridade de indivíduo

26
menor de idade.

r-
.b
Finalmente, a criança deve ou não receber o sangue para salvar sua vida?

m
co
Cabe transcrever uma decisão judicial que retrata a posição mais comum sobre

o.
esse caso:
ho
ya
“APELAÇÃO CÍVEL. TRANSFUSÃO DE SANGUE. TESTEMUNHA DE
e@

JEOVÁ. RECUSA DE TRATAMENTO. INTERESSE EM AGIR. Carece de


el

interesse processual o hospital ao ajuizar demanda no intuito de


is
og

obter provimento jurisdicional que determine à paciente que se


xa

submeta à transfusão de sangue. Não há necessidade de


ai
-p

intervenção judicial, pois o profissional de saúde tem o dever de,


4
-5

havendo iminente perigo de vida, empreender todas as diligências


31

necessárias ao tratamento da paciente, independentemente do


.2
55

consentimento dela ou de seus familiares. Recurso desprovido”.


.0
08

(BRASIL. AC 70020868162, 2007)


-0

Para fins de concurso, a Lei n˚ 8.080/1990 prevê a autonomia do sujeito na


ão

defesa de sua integridade, mas tal direito encontra limitações jurídicas e éticas em
ix
Pa

outros fundamentos constitucionais e legais. Questões como eutanásia e suicídio,


a

por exemplo, apesar de serem escolha do sujeito, não são possíveis dentro do
m
Li

atual ordenamento jurídico.


de
s
ve

IV - igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de


Al

qualquer espécie;
e
el
is
G

Aqui temos a equidade horizontal: tratamento igual para os iguais e igual


acesso para igual necessidade. A equidade vertical, por sua vez, significa que o
tratamento desigual para desiguais e o atendimento prioritário a quem mais
necessita.

V - direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde;

| 16
Em complemento, a Portaria 1.820/2009 dispõe das informações a que a
pessoa tem direito:
Art. 3º [...]
II -informações sobre o seu estado de saúde, de maneira clara,
objetiva, respeitosa, compreensível quanto a:

47
a) possíveis diagnósticos;

1:
b) diagnósticos confirmados;

:1
11
c) tipos, justificativas e riscos dos exames solicitados;

23
d) resultados dos exames realizados;

20
e) objetivos, riscos e benefícios de procedimentos

5/
/0
diagnósticos, cirúrgicos, preventivos ou de tratamento;

26
f) duração prevista do tratamento proposto;

r-
.b
g) quanto a procedimentos diagnósticos e tratamentos

m
co
invasivos ou cirúrgicos;

o.
h) a necessidade ou não de anestesia e seu tipo e
ho
ya
duração;
e@

i) partes do corpo afetadas pelos procedimentos,


el

instrumental a ser utilizado, efeitos colaterais, riscos ou


is
og

consequências indesejáveis;
xa

j) duração prevista dos procedimentos e tempo de


ai
-p

recuperação;
4
-5

k) evolução provável do problema de saúde;


31

l) informações sobre o custo das intervenções das quais


.2
55

a pessoa se beneficiou;
.0
08

m) outras informações que forem necessárias;


-0

III - toda pessoa tem o direito de decidir se seus familiares e


ão

acompanhantes deverão ser informados sobre seu estado de


ix
Pa

saúde;
a
m
Li

Art. 4º [...]
de

Parágrafo único. É direito da pessoa, na rede de serviços de saúde,


s
ve

ter atendimento humanizado, acolhedor, livre de qualquer


Al

discriminação, restrição ou negação em virtude de idade, raça, cor,


e
el

etnia, religião, orientação sexual, identidade de gênero, condições


is
G

econômicas ou sociais, estado de saúde, de anomalia, patologia ou


deficiência, garantindo-lhe:
III - nas consultas, nos procedimentos diagnósticos,
preventivos, cirúrgicos, terapêuticos e internações, o seguinte:
e) a confidencialidade de toda e qualquer informação
pessoal;
IX - a informação a respeito de diferentes possibilidades
terapêuticas de acordo com sua condição clínica, baseado nas

| 17
evidências científicas e a relação custo-benefício das
alternativas de tratamento, com direito à recusa, atestado na
presença de testemunha;

VI - divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e

47
a sua utilização pelo usuário;

1:
:1
11
No mesmo documento legal, Portaria 1.820/2009, temos:

23
Art. 7º Toda pessoa tem direito à informação sobre os serviços de

20
5/
saúde e aos diversos mecanismos de participação.

/0
§ 1º O direito previsto no caput deste artigo, inclui a

26
r-
informação, com linguagem e meios de comunicação

.b
adequados, sobre:

m
co
I - o direito à saúde, o funcionamento dos serviços de

o.
ho
saúde e sobre o SUS; ya
II -os mecanismos de participação da sociedade na
e@

formulação, acompanhamento e fiscalização das


el
is

políticas e da gestão do SUS;


og

III - as ações de vigilância à saúde coletiva


xa
ai

compreendendo a vigilância sanitária, epidemiológica


-p

e ambiental; e
4
-5

IV - a interferência das relações e das condições sociais,


31
.2

econômicas, culturais, e ambientais na situação da


55

saúde das pessoas e da coletividade.


.0
08
-0

VII - utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a


ão

alocação de recursos e a orientação programática;


ix
Pa
a
m

Aqui temos os dados epidemiológicos como orientadores das políticas


Li

públicas. Eles devem ser a base para a alocação de recursos (gasto público) e a
de
s

orientação programática (planejamento dos programas de governo orientados


ve
Al

para a saúde).
e
el
is

VIII - participação da comunidade;


G

A participação social está na CF/88, na Lei 8.080/1990 e, mais claramente,


na Lei 8.142/1990.

IX - descentralização político-administrativa, com direção única em cada


esfera de governo:

| 18
a) ênfase na descentralização dos serviços para os municípios;
b) regionalização e hierarquização da rede de serviços de saúde;

O princípio da descentralização político-administrativa deve ser entendido


sempre em conjunto com o direcionamento único em cada esfera do governo.

47
Significa que em cada ente da federação temos um arranjo institucional único

1:
responsável pela saúde. A descentralização na Lei 8/080/1990, em complemento

:1
11
ao que já está posto de forma geral na Constituição Federal, define que esta deve

23
ser feita em direção aos municípios, e de forma regionalizada e hierarquizada.

20
Não confunda a regionalização com a descentralização. Na regionalização

5/
/0
temos o planejamento baseado em áreas com perfis epidemiológicos comuns e

26
que necessitam de intervenções comuns. Temos, portanto, aglomerados de

r-
.b
territórios municipais contíguos que recebem o nome de Regiões de Saúde.

m
co
Significa, por exemplo, planejar a construção de um hospital de média

o.
complexidade entre 3 municípios para atender determinados perfis de saúde
ho
ya
desses municípios. Na descentralização temos a responsabilidade e a gestão
e@

financeira do ente mais próximo do usuário para melhor administração, ou seja,


el

para o município. Significa que o município vai traçar como quiser a sua política de
is
og

saúde? Não, ele deve sempre observar o Plano Plurianual federal e os estaduais. O
xa
ai

que vai acontecer é que o município terá uma relativa autonomia para executar
-p

suas ações de saúde.


4
-5

Significa que quanto mais a política pública for descentralizada melhor


31

será a saúde da população? Na vida real não. Mais de cinco mil municípios e
.2
55

menos do que algumas centenas são competentes para isso. Na vida dos
.0
08

concursos é o contrário, devemos assumir que a descentralização torna a política


-0

pública mais próxima do cidadão, facilita sua participação social, facilita a


ão

regionalização das políticas e atende de modo mais personalizado as populações


ix
Pa

locais.
a

Esqueça a vida real e siga essa dica.


m
Li
de

X - integração em nível executivo das ações de saúde, meio ambiente e


s
ve

saneamento básico;
Al
e

XI - conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e


el
is

humanos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios na


G

prestação de serviços de assistência à saúde da população;


XII - capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de
assistência; e
XIII - organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de
meios para fins idênticos.
XIV – organização de atendimento público específico e especializado para
mulheres e vítimas de violência doméstica em geral, que garanta, entre
outros, atendimento, acompanhamento psicológico e cirurgias plásticas

| 19
reparadoras, em conformidade com a Lei nº 12.845, de 1º de agosto de
2013.

O que significa dizer que deve haver integração em nível executivo das
ações de saúde, meio ambiente e de saneamento básico? Significa que essas

47
políticas devem ser realizadas de forma integrada..

1:
A saúde pertence a todos os entes federativos do governo. Por isso, sua

:1
11
articulação é fundamental para o seu correto funcionamento. Ela deve ser

23
conjugada tanto em termos financeiros quanto em termos estruturais, de modo a

20
evitar duplicidade de meios para fins idênticos e para evitar que alguma

5/
/0
necessidade fique descoberta.

26
r-
.b
m
co
o.
ho
CAPÍTULO III ya
Da Organização, da Direção e da Gestão
e@

Art. 8º As ações e serviços de saúde, executados pelo Sistema Único de Saúde


el
is

(SUS), seja diretamente ou mediante participação complementar da iniciativa


og

privada, serão organizados de forma regionalizada e hierarquizada em níveis de


xa
ai

complexidade crescente.
-p
4
-5

Esse artigo é ponto fundamental da aula de hoje. Aqui falamos da


31
.2

participação da iniciativa privada e da organização do SUS. A iniciativa privada


55

participará de forma complementar na prestação de ações e serviços de saúde


.0
08

em relação ao SUS.
-0

A organização dos serviços de saúde ocorre de forma regionalizada e


ão

hierarquizada em níveis de complexidade crescente. Vejamos cada uma dessas


ix
Pa

duas expressões:
a
m

a) de forma regionalizada: ações e serviços de saúde devem ser oferecidos


Li

de acordo com áreas específicas e populações específicas.


de

b) Hierarquizada em níveis de complexidade crescente: ações e serviços de


s
ve

saúde devem ser dispostos dos níveis mais simples até os níveis mais
Al
e

complexos. A porta de entrada de todos deveria ser as Unidades Básicas de


el
is

Saúde e as pessoas, somente então, seriam encaminhadas para os


G

hospitais gerais ou centros especializados de tratamento.


A pergunta que faço é a seguinte: as ações e serviços de saúde da iniciativa
privada também devem ser oferecidas de forma regionalizada, hierarquizada e em
níveis de complexidade crescente? Pelo exposto pelo artigo sim, mas na vida real
não há qualquer relação entre essas diretrizes descritas e a atuação da iniciativa
privada. Ficaremos com a vida abstrata da má redação do artigo.

| 20
Art. 9º A direção do Sistema Único de Saúde (SUS) é única, de acordo com o inciso I
do art. 198 da Constituição Federal, sendo exercida em cada esfera de governo
pelos seguintes órgãos:
I - no âmbito da União, pelo Ministério da Saúde;
II - no âmbito dos Estados e do Distrito Federal, pela respectiva Secretaria

47
de Saúde ou órgão equivalente; e

1:
III - no âmbito dos Municípios, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão

:1
11
equivalente.

23
20
5/
Qual o propósito de ter uma direção única em cada esfera do governo?

/0
Unificar as ações e serviços de saúde. Lembre-se que antes da instituição do SUS,

26
r-
esses serviços e ações estavam dispersos entre várias subáreas e instituições

.b
responsáveis na área da saúde e na área da previdência.

m
co
Temos os seguintes responsáveis, segundo a Lei 8.080/1990, pela direção

o.
ho
única do SUS em cada esfera de governo. ya
União à Ministério da Saúde;
e@

Estados e Distrito Federal à Secretaria de Saúde ou órgão


el
is

equivalente
og

Municípios à Secretaria de Saúde ou órgão equivalente.


xa
ai

Nesses órgãos temos a atuação dos gestores de saúde. Eles são os


-p

responsáveis pela proposição de diretrizes para a formulação de políticas de


4
-5

saúde, e pela atuação na formulação de estratégias e consolidação de


31
.2

orçamento na área.
55
.0
08
-0

Art. 10. Os municípios poderão constituir consórcios para desenvolver em


ão

conjunto as ações e os serviços de saúde que lhes correspondam.


ix
Pa

§ 1º Aplica-se aos consórcios administrativos intermunicipais o princípio da


a
m

direção única, e os respectivos atos constitutivos disporão sobre sua observância.


Li

§ 2º No nível municipal, o Sistema Único de Saúde (SUS), poderá organizar-se


de

em distritos de forma a integrar e articular recursos, técnicas e práticas voltadas


s
ve

para a cobertura total das ações de saúde.


Al
e
el
is

Observe que os consórcios intermunicipais podem constituir consórcios,


G

consórcios estaduais não!


Nos consórcios municipais, quem manda? Sempre teremos a direção única,
assim, o ato constitutivo do consórcio dirá como será aplicado esse princípio.
Entre municípios podemos ter consórcios, dentro dos municípios podemos
ter distritos. Qual a vantagem de termos consórcios ou distritos? A vantagem dos
consórcios é ter uma melhor estrutura para atender às demandas da população e,
mais propriamente, conseguir recursos da União para políticas de saúde, como a
construção de hospitais, por exemplo. A vantagem de dividir um grande município

| 21
em distritos é de administrar melhor as necessidades da população. Com a
organização por distritos é mais fácil atender demandas mais específicas de cada
área municipal e de identificar responsáveis por cada área.
Foi a Constituição Federal de 1988 que instituiu o consórcio de municípios?
Não, temos a figura dos consórcios desde o ano passado. É importante distinguir

47
consórcios de associações. Consórcios3 podem ocorrer apenas entre municípios,

1:
sendo uma forma de organização horizontal para atender às demandas da saúde.

:1
11
Associações são vinculações entre entes de mesmo nível, como municípios

23
(associação horizontal) e entre diferentes níveis, como associações entre a União,

20
Estado e Município. Observe que a Lei n˚ 8.080/1990 trata de consórcios e não de

5/
/0
associações.

26
Por fim, para a Lei nº 11.107/2005, a União somente participará de

r-
.b
consórcios públicos em que também façam parte todos os Estados em cujos

m
co
territórios estejam situados os Municípios consorciados.

o.
Isso significa que a União só pode consorciasse com um município se o
ho
ya
Estado de localização do mesmo também se consorciar.
e@
el

Art. 12. Serão criadas comissões intersetoriais de âmbito nacional, subordinadas


is
og

ao Conselho Nacional de Saúde, integradas pelos Ministérios e órgãos


xa
ai

competentes e por entidades representativas da sociedade civil.


-p

Parágrafo único. As comissões intersetoriais terão a finalidade de articular


4
-5

políticas e programas de interesse para a saúde, cuja execução envolva áreas não
31

compreendidas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).


.2
55
.0
08

O décimo segundo artigo trata das comissões intersetoriais. Essas


-0

comissões são de âmbito nacional e são subordinadas ao Conselho Nacional de


ão

Saúde. Quem compõe essas comissões intersetoriais? Ministérios e órgãos


ix
Pa

competentes e por entidades representativas da sociedade civil.


a

Segundo a página do Conselho Nacional de Saúde:


m
Li

Comissões do Conselho Nacional de Saúde


de

As comissões do Conselho Nacional de Saúde – CNS –


s
ve

estão constituídas pela Lei nº 8.080/90, com a finalidade de


Al
e

articular políticas e programas de interesse para a saúde. Com o


el
is

objetivo de assessorar o pleno do CNS, fornecem subsídios de


G

discussão para deliberar sobre a formulação da estratégia e


controle da execução de políticas públicas de saúde.
O Conselho Nacional de Saúde, em conformidade com o
seu regimento, pode ainda criar comissões e grupos de
trabalho, permanentes ou temporários, de acordo com a
3
A Lei afirma que, quando de direito público, o consórcio integrará a administração indireta
de todos os entes da Federação consorciados, constituindo uma forma de autarquia
plurifederativa.

| 22
necessidade e com a aprovação do seu pleno, homologadas
pelo Ministro da Saúde e publicadas em Diário Oficial da União.
Segundo o Regimento do CNS, a “constituição e funcionamento
de cada Comissão e Grupo de Trabalho serão estabelecidos em
Resolução específica e deverão estar embasados na explicitação

47
de suas finalidades, objetivos, produtos, prazos e demais

1:
aspectos que identifiquem claramente a sua natureza”.

:1
11
A coordenação das Comissões permanentes é de

23
responsabilidade dos conselheiros nacionais, e as “Comissões

20
não coordenadas por conselheiros deverão ter suas atividades

5/
/0
acompanhadas por um conselheiro especialmente indicado

26
para integrá-las”.

r-
.b
Comissões e grupos de trabalho não são deliberativos,

m
co
nem normatizadores. Seu papel consiste em discutir e articular

o.
as políticas, normas e programas das instituições e setores de
ho
ya
interesse do Sistema Único de Saúde, como também submetem
e@

ao pleno do CNS as suas recomendações.


el

Em cumprimento ao estabelecido na Lei nº 8.080/90, as


is
og

Comissões previstas em Lei são: Alimentação e Nutrição;


xa

Vigilância Sanitária e Farmacoepidemiologia; Recursos


ai
-p

Humanos; Ciência e Tecnologia; Saúde do Trabalhador; e


4
-5

Comissão de Orçamento e Finanças.


31
.2
55

Abaixo as comissões do Conselho Nacional de Saúde.


.0
08
-0

Alimentação e Nutrição (CIAN) Saúde da Mulher (CISMU)


ão
ix
Pa

Ciência e Tecnologia (CICT) Saúde do Idoso (CISID)


a
m

Comunicação e Informação em
Li

Saúde Suplementar (CISS)


de

Saúde (CICIS)
s
ve

Eliminação da Hanseníase (CIEH) Trauma e Violência (CITV)


Al
e
el
is

Saúde da Pessoa com Deficiência


G

Ética em Pesquisa (CONEP)


(CISPD)
Educação Permanente para o
Pessoas com Patologias (CIPP)
Controle Social no SUS (CIEPCSS)
Práticas Integrativas e
Acompanhamento das Políticas
Complementares no SUS
em DST/ AIDS (CIAPAIDS)
(CIPICSUS)

| 23
Orçamento e Financiamento
Saúde População Negra (CISPN)
(COFIN)
Saúde da População de Lésbicas,
Saúde do Trabalhador (CIST) Gays, Bissexuais, Travestis e
Transexuais (CISPLGBTT)

47
Vigilância Sanitária e

1:
Recursos Humanos (CIRH)

:1
Farmacoepidemiologia (CIVSF)

11
23
Saneamento e Meio Ambiente
Assistência Farmacêutica (CIAF)

20
(CISAMA)

5/
/0
26
Saúde Mental (CISM) Saúde Bucal (CISB)

r-
.b
Atenção Integral à Saúde da

m
co
Saúde Indígena (CISI) Criança, do Adolescente e do

o.
ho
Jovem (CIASAJ)
ya
e@
el
is
og
xa
ai
-p

Art. 13. A articulação das políticas e programas, a cargo das comissões


4

intersetoriais, abrangerá, em especial, as seguintes atividades:


-5
31

I - alimentação e nutrição;
.2
55

II - saneamento e meio ambiente;


.0

III - vigilância sanitária e farmacoepidemiologia;


08
-0

IV - recursos humanos;
ão

V - ciência e tecnologia; e
ix

VI - saúde do trabalhador.
Pa
a
m
Li

Essas são as comissões básicas descritas na Lei n˚ 8.080/1990. Mas, como


de

vimos antes, o CNS não fica restrita apenas a criação dessas comissões.
s
ve
Al
e
el

Art. 14. Deverão ser criadas Comissões Permanentes de integração entre os


is
G

serviços de saúde e as instituições de ensino profissional e superior.


Parágrafo único. Cada uma dessas comissões terá por finalidade propor
prioridades, métodos e estratégias para a formação e educação continuada dos
recursos humanos do Sistema Único de Saúde (SUS), na esfera correspondente,
assim como em relação à pesquisa e à cooperação técnica entre essas instituições.

Essas comissões permanentes são implementadas nas esferas


correspondentes.

| 24
Art. 14-A. As Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite são reconhecidas
como foros de negociação e pactuação entre gestores, quanto aos aspectos
operacionais do Sistema Único de Saúde (SUS).

47
O que são as Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite? São instâncias

1:
colegiadas de gestores que discutem a saúde. Essas instâncias possuem poder

:1
11
consultivo e deliberativo e estão no nível mais amplo da federação (União,

23
Estados, Distríto Federal e Municípios) e no nível mais regionalizado (Estados e

20
5/
Municípios). São constituídas, portanto, as Comissões Intergestores Bipartite (de

/0
âmbito estadual) e Comissão Intergestores Tripartite (nacional) como

26
r-
importantes espaços de negociação, pactuação, articulação, integração entre

.b
gestores.

m
co
Segundo o “SUS de A a Z”, as Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite

o.
ho
são definidas do seguinte modo: ya
Comissão Intergestores Tripartites Comissões Intergestores Bipartites
e@

(CIT) (CIB)
el
is

Instância de articulação e pactuação na Espaços estaduais de articulação e


og

esfera federal que atua na direção pactuação política que objetivam


xa
ai

nacional do SUS, integrada por gestores orientar, regulamentar e avaliar os


-p

do SUS das três esferas de governo - aspectos operacionais do processo de


4
-5

União, estados, DF e municípios. Tem descentralização das ações de saúde.


31
.2

composição paritária formada por 15 São constituídas, paritariamente, por


55

membros, sendo cinco indicados pelo representantes do governo estadual,


.0
08

Ministério da Saúde (MS), cinco pelo indicados pelo Secretário de Estado da


-0

Conselho Nacional de Secretários Saúde, e dos secretários municipais de


ão

Estaduais de Saúde (Conass) e cinco Saúde, indicados pelo órgão de


ix
Pa

pelo Conselho Nacional de Secretários representação do conjunto dos


a
m

Municipais de Saúde (Conasems). A municípios do estado, em geral


Li

representação de estados e municípios denominado Conselho de Secretários


de

nessa Comissão é regional, sendo um Municipais de Saúde (Cosems).


s
ve

representante para cada uma das cinco


Al
e

regiões no País. Nesse espaço, as


el
is

decisões são tomadas por consenso e


G

não por votação. A CIT está vinculada à


direção nacional do SUS.

Didaticamente, podemos separar as informações apresentadas da seguinte


forma:

| 25
CIT CIB4
Objetivo Articulação e Pactuação Política e todos os do parágrafo único
do art. 14-A da Lei n˚ 8.080/1990
Quem participa Gestores do SUS das três Gestores Estaduais e Municipais
esferas de governo

47
Composição e Composição paritária Composição paritária e número

1:
quantidade de formada por 15 membros depende de cada CIB.

:1
11
membros

23
Distribuição da 5 MS, 5 Conass e 5 É constituída (em nível estadual)

20
composição Conasems (um de cada paritariamente por

5/
/0
região do país nos últimos representantes da Secretaria

26
dois casos) Estadual de Saúde e das

r-
.b
Secretarias Municipais de Saúde,

m
co
indicados pelo Conselho de

o.
ho
Secretários Municipais de Saúde
ya
(Cosems). Incluem,
e@

obrigatoriamente, o Secretário de
el
is

Saúde da capital do estado.


og
xa
ai

Como exemplo da composição da Comissão Intergestores Bipartite, temos


-p

a CIB da Bahia5:
4
-5

A Comissão Intergestores Bipartite (CIB) é o fórum de


31
.2

negociação entre gestores do Estado e Municípios,


55

na implantação e operacionalização do Sistema


.0
08

Único de Saúde (SUS). Como um colegiado de


-0

decisões bipartite, a CIB é composta por dez


ão

membros, sendo cinco representantes da Secretaria


ix
Pa

da Saúde do Estado (Sesab) e cinco, do Conselho de


a

Secretários Municipais de Saúde (COSEMS).


m
Li

Como é possível perceber ao longo da aula, estamos construindo um


de

vocabulário próprio do SUS. É importante definir três siglas6:


s
ve

Conass - Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde:


Al
e

Conselho NACIONAL que conta com a participação dos Estados.


el
is

Conasems - Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde:


G

Conselhos NACIONAL que conta com a participação dos Municípios.

4
As CIBs foram institucionalizadas pela Norma Operacional Básica nº 1 de 1993 e instaladas em
todos os estados do País.
5
Fonte: http://www.saude.ba.gov.br/
6
Perceba o seguinte: se a sigla não tiver “M”, é o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de
Saúde.

| 26
Cosems - Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde:
Conselho ESTADUAL que conta com a participação dos municípios
Segundo a Portaria nº 2.203, de 5 de novembro de 1996, quando trata dos
processos de articulação das políticas de saúde, fala o seguinte:
A direção do Sistema Único de Saúde (SUS), em

47
cada esfera de governo, é composta pelo órgão setorial

1:
do poder executivo e pelo respectivo Conselho de Saúde,

:1
11
nos termos das Leis Nº 8.080/90 e Nº 8.142/1990.

23
O processo de articulação entre os gestores, nos

20
diferentes níveis do Sistema, ocorre, preferencialmente,

5/
/0
em dois colegiados de negociação: a Comissão

26
Intergestores Tripartite (CIT) e a Comissão Intergestores

r-
.b
Bipartite (CIB).

m
co
A CIT é composta, paritariamente, por

o.
representação do Ministério da Saúde (MS), do Conselho
ho
ya
Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (CONASS) e
e@

do Conselho Nacional de Secretários Municipais de


el

Saúde (CONASEMS).
is
og

A CIB, composta igualmente de forma paritária, é


xa
ai

integrada por representação da Secretaria Estadual de


-p

Saúde (SES) e do Conselho Estadual de Secretários


4
-5

Municipais de Saúde (COSEMS) ou órgão equivalente. Um


31

dos representantes dos municípios é o Secretário de


.2
55

Saúde da Capital. A Bipartite pode operar com


.0
08

subcomissões regionais.
-0

As conclusões das negociações pactuadas na CIT


ão

e na CIB são formalizadas em ato próprio do gestor


ix
Pa

respectivo. Aquelas referentes a matérias de


a

competência dos Conselhos de Saúde, definidas por


m
Li

força da Lei Orgânica, desta NOB ou de resolução


de

específica dos respectivos Conselhos são submetidas


s
ve

previamente a estes para aprovação. As demais


Al

resoluções devem ser encaminhadas, no prazo máximo


e
el
is

de 15 dias decorridos de sua publicação, para


G

conhecimento, avaliação e eventual recurso da parte que


se julgar prejudicada, inclusive no que se refere à
habilitação dos estados e municípios às condições de
gestão desta Norma.

Vejamos, na continuidade do art. 14-A da Lei n˚ 8.080/1990, os objetivos da


CIT e das CIB.

| 27
Parágrafo único. A atuação das Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite
terá por objetivo:
I - decidir sobre os aspectos operacionais, financeiros e administrativos da
gestão compartilhada do SUS, em conformidade com a definição da política
consubstanciada em planos de saúde, aprovados pelos conselhos de saúde;

47
II - definir diretrizes, de âmbito nacional, regional e intermunicipal, a respeito

1:
da organização das redes de ações e serviços de saúde, principalmente no tocante

:1
11
à sua governança institucional e à integração das ações e serviços dos entes

23
federados;

20
III - fixar diretrizes sobre as regiões de saúde, distrito sanitário, integração de

5/
/0
territórios, referência e contrarreferência e demais aspectos vinculados à

26
integração das ações e serviços de saúde entre os entes federados.

r-
.b
Art. 14-B. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o

m
co
Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) são

o.
reconhecidos como entidades representativas dos entes estaduais e municipais
ho
ya
para tratar de matérias referentes à saúde e declarados de utilidade pública e de
e@

relevante função social, na forma do regulamento.


el

§ 1o O Conass e o Conasems receberão recursos do orçamento geral da União


is
og

por meio do Fundo Nacional de Saúde, para auxiliar no custeio de suas despesas
xa
ai

institucionais, podendo ainda celebrar convênios com a União.


-p

§ 2o Os Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) são


4
-5

reconhecidos como entidades que representam os entes municipais, no âmbito


31

estadual, para tratar de matérias referentes à saúde, desde que vinculados


.2
55

institucionalmente ao Conasems, na forma que dispuserem seus estatutos.


.0
08
-0

A CIT e as CIBs têm, resumidamente, as seguintes funções:


ão

I. decidir sobre os aspectos operacionais, financeiros e


ix
Pa

administrativos da gestão compartilhada do SUS (de acordo com


a

os planos de saúde)
m
Li

II - definir diretrizes sobre a organização das redes de ações e


de

serviços de saúde
s
ve

III - fixar diretrizes sobre as regiões de saúde, distrito sanitário,


Al
e

integração de territórios, referência e contrarreferência e outros.


el
is

Observe que o Conass e o Conasems recebem recursos do orçamento geral


G

da União por meio do Fundo Nacional de Saúde (FUNASA) e podem celebrar


convênios com a União. Outro ponto importante é que os Cosems só são
reconhecidos para participarem da CIB se estiverem vinculados ao Conasems.
E como são tomadas essas decisões nesses Conselhos de Saúde? Em regra
é por consenso.

CAPÍTULO IV

| 28
Da Competência e das Atribuições - Seção I
Das Atribuições Comuns
Art. 15. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios exercerão, em seu
âmbito administrativo, as seguintes atribuições:
I - definição das instâncias e mecanismos de controle, avaliação e de

47
fiscalização das ações e serviços de saúde;

1:
II - administração dos recursos orçamentários e financeiros destinados, em

:1
11
cada ano, à saúde;

23
III - acompanhamento, avaliação e divulgação do nível de saúde da

20
população e das condições ambientais;

5/
/0
26
As atribuições comuns são atribuições que todos os entes da federação

r-
.b
fazem. Nos três primeiros incisos temos que todos os entes são responsáveis, cada

m
co
um em seu âmbito, pelo campo e mecanismos de controle, avaliação e fiscalização

o.
da saúde, assim como a divulgação do nível de saúde da população e das
ho
ya
condições ambientais. Os entes também são responsáveis pela gestão financeira
e@

anual da saúde.
el

Em continuidade, temos as seguintes atribuições:


is
og
xa
ai

IV - organização e coordenação do sistema de informação de saúde;


-p

V - elaboração de normas técnicas e estabelecimento de padrões de


4
-5

qualidade e parâmetros de custos que caracterizam a assistência à saúde;


31
.2

VI - elaboração de normas técnicas e estabelecimento de padrões de


55

qualidade para promoção da saúde do trabalhador;


.0
08

VII - participação de formulação da política e da execução das ações de


-0

saneamento básico e colaboração na proteção e recuperação do meio ambiente;


ão

VIII - elaboração e atualização periódica do plano de saúde;


ix
Pa
a
m

O que é o plano de saúde? É o instrumento que, a partir da análise


Li

situacional, apresenta as intenções e os resultados a serem buscados no período


de

de quatro anos de cada esfera de governo. Ele deve estar alinhado com uma série
s
ve

de outros instrumentos, como o Plano Plurianual, as políticas transetoriais, as


Al
e

políticas regionais, etc. Observe que ele traça objetivos e metas para a saúde e é
el
is

plurianual.
G

Mas, qual a função maior desses planos de saúde na vida real? Receber
repasses da União e dos Estados?
O Decreto nº 1.232/1994, que regulamenta o repasse fundo a fundo, diz o
seguinte:
Art. 1º. § 1º Enquanto não forem estabelecidas, com base
nas características epidemiológicas e de organização dos
serviços assistenciais previstas no art. 35 da Lei nº 8.080, de
1990, as diretrizes a serem observadas na elaboração dos

| 29
planos de saúde, a distribuição dos recursos será feita
exclusivamente segundo o quociente de sua divisão pelo
número de habitantes, segundo estimativas populacionais
fornecidas pelo IBGE, obedecidas as exigências deste
decreto.

47
Art. 2º A transferência de que trata o art. 1º fica

1:
condicionada à existência de fundo de saúde e à

:1
11
apresentação de plano de saúde, aprovado pelo respectivo

23
Conselho de Saúde, do qual conste a contrapartida de

20
recursos no Orçamento do Estado, do Distrito Federal ou do

5/
/0
Município.

26
[...]

r-
.b
§ 2º O plano de saúde discriminará o percentual destinado

m
co
pelo Estado e pelo Município, nos respectivos orçamentos,

o.
para financiamento de suas atividades e programas.
ho
ya
Assim, o plano de saúde é uma programação de ações e serviços integrado
e@

com uma programação orçamentária.


el
is
og

IX - participação na formulação e na execução da política de formação e


xa
ai

desenvolvimento de recursos humanos para a saúde;


-p

X - elaboração da proposta orçamentária do Sistema Único de Saúde (SUS),


4
-5

de conformidade com o plano de saúde;


31
.2

XI - elaboração de normas para regular as atividades de serviços privados de


55

saúde, tendo em vista a sua relevância pública;


.0
08

XII - realização de operações externas de natureza financeira de interesse da


-0

saúde, autorizadas pelo Senado Federal;


ão

XIII - para atendimento de necessidades coletivas, urgentes e transitórias,


ix
Pa

decorrentes de situações de perigo iminente, de calamidade pública ou de


a

irrupção de epidemias, a autoridade competente da esfera administrativa


m
Li

correspondente poderá requisitar bens e serviços, tanto de pessoas naturais como


de

de jurídicas, sendo-lhes assegurada justa indenização;


s
ve

XIV - implementar o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados;


Al
e

XV - propor a celebração de convênios, acordos e protocolos internacionais


el
is

relativos à saúde, saneamento e meio ambiente;


G

Observe que todos os entes podem propor acordos e protocolos


internacionais!

XVI - elaborar normas técnico-científicas de promoção, proteção e


recuperação da saúde;

| 30
XVII - promover articulação com os órgãos de fiscalização do exercício
profissional e outras entidades representativas da sociedade civil para a definição
e controle dos padrões éticos para pesquisa, ações e serviços de saúde;
XVIII - promover a articulação da política e dos planos de saúde;
XIX - realizar pesquisas e estudos na área de saúde;

47
XX - definir as instâncias e mecanismos de controle e fiscalização inerentes ao

1:
poder de polícia sanitária;

:1
11
XXI - fomentar, coordenar e executar programas e projetos estratégicos e de

23
atendimento emergencial.

20
5/
/0
Como percebido, a quantidade de atribuições comuns a todos os entes é

26
enorme. As principais atribuições são:

r-
.b
a) Elaborar

m
co
a. Proposta orçamentária do SUS

o.
b. Normas técnico-científicas de promoção, proteção e
ho
ya
recuperação da saúde
e@

c. Pesquisas na área da saúde


el

b) Regular através de normas


is
og

a. Atividades de serviços privados de saúde


xa
ai

c) Elaborar e implementar
-p

a. Mecanismos de controle, avaliação e fiscalização na área


4
-5

da saúde, incluindo as sanitárias.


31

b. Padrões de qualidade para promoção da saúde do


.2
55

trabalhador
.0
08

c. Políticas de saneamento básico e recuperação do meio


-0

ambiente.
ão

d. Plano de saúde
ix
Pa

e. Formação de recursos humanos para a saúde


a

f. Sistemas de informação de saúde


m
Li

d) Administrar
de

a. Recursos financeiros e orçamentários


s
ve

b. A articulação da política e dos planos de saúde


Al

e) Acompanhar, avaliar e divulgar


e
el
is

a. Níveis de saúde da população de das condições


G

ambientais
f) Realizar
a. Operações externas de natureza financeira autorizadas
pelo Senado Federal
b. Requisições de bens e serviços em caráter de urgência

Observe que cabe a todos os entes definir as instâncias e mecanismos de


controle e fiscalização inerentes ao poder de polícia sanitária.

| 31
A seguir falaremos das competências próprias da União, em sua função de
coordenadora da direção nacional do SUS.

Seção II - Da Competência
Art. 16. A direção nacional do Sistema Único da Saúde (SUS) compete:

47
I - formular, avaliar e apoiar políticas de alimentação e nutrição;

1:
II - participar na formulação e na implementação das políticas:

:1
11
a) de controle das agressões ao meio ambiente;

23
b) de saneamento básico; e

20
c) relativas às condições e aos ambientes de trabalho;

5/
/0
III - definir e coordenar os sistemas:

26
a) de redes integradas de assistência de alta complexidade;

r-
.b
b) de rede de laboratórios de saúde pública;

m
co
c) de vigilância epidemiológica; e

o.
d) vigilância sanitária;
ho
ya
IV - participar da definição de normas e mecanismos de controle, com órgão
e@

afins, de agravo sobre o meio ambiente ou dele decorrentes, que tenham


el

repercussão na saúde humana;


is
og

V - participar da definição de normas, critérios e padrões para o controle das


xa
ai

condições e dos ambientes de trabalho e coordenar a política de saúde do


-p

trabalhador;
4
-5

VI - coordenar e participar na execução das ações de vigilância


31

epidemiológica;
.2
55

VII - estabelecer normas e executar a vigilância sanitária de portos,


.0
08

aeroportos e fronteiras, podendo a execução ser complementada pelos Estados,


-0

Distrito Federal e Municípios;


ão

VIII - estabelecer critérios, parâmetros e métodos para o controle da


ix
Pa

qualidade sanitária de produtos, substâncias e serviços de consumo e uso


a

humano;
m
Li

IX - promover articulação com os órgãos educacionais e de fiscalização do


de

exercício profissional, bem como com entidades representativas de formação de


s
ve

recursos humanos na área de saúde;


Al

X - formular, avaliar, elaborar normas e participar na execução da política


e
el
is

nacional e produção de insumos e equipamentos para a saúde, em articulação


G

com os demais órgãos governamentais;


XI - identificar os serviços estaduais e municipais de referência nacional para
o estabelecimento de padrões técnicos de assistência à saúde;
XII - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de
interesse para a saúde;
XIII - prestar cooperação técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal
e aos Municípios para o aperfeiçoamento da sua atuação institucional;

| 32
XIV - elaborar normas para regular as relações entre o Sistema Único de
Saúde (SUS) e os serviços privados contratados de assistência à saúde;
XV - promover a descentralização para as Unidades Federadas e para os
Municípios, dos serviços e ações de saúde, respectivamente, de abrangência
estadual e municipal;

47
XVI - normatizar e coordenar nacionalmente o Sistema Nacional de Sangue,

1:
Componentes e Derivados;

:1
11
XVII - acompanhar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde,

23
respeitadas as competências estaduais e municipais;

20
XVIII - elaborar o Planejamento Estratégico Nacional no âmbito do SUS, em

5/
/0
cooperação técnica com os Estados, Municípios e Distrito Federal;

26
XIX - estabelecer o Sistema Nacional de Auditoria e coordenar a avaliação

r-
.b
técnica e financeira do SUS em todo o Território Nacional em cooperação técnica

m
co
com os Estados, Municípios e Distrito Federal.

o.
Parágrafo único. A União poderá executar ações de vigilância epidemiológica e
ho
ya
sanitária em circunstâncias especiais, como na ocorrência de agravos inusitados à
e@

saúde, que possam escapar do controle da direção estadual do Sistema Único de


el

Saúde (SUS) ou que representem risco de disseminação nacional.


is
og
xa
ai

Perceba que a responsabilidade de estabelecer normas e executar a


-p

vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras, podendo a execução ser


4
-5

complementada pelos Estados, Distrito Federal e Municípios é da UNIÃO.


31

A seguir veremos as competências Estaduais.


.2
55
.0
08

Art. 17. À direção estadual do Sistema Único de Saúde (SUS) compete:


-0

I - promover a descentralização para os Municípios dos serviços e das ações


ão

de saúde;
ix
Pa

II - acompanhar, controlar e avaliar as redes hierarquizadas do Sistema Único


a

de Saúde (SUS);
m
Li

III - prestar apoio técnico e financeiro aos Municípios e executar


de

supletivamente ações e serviços de saúde;


s
ve

IV - coordenar e, em caráter complementar, executar ações e serviços:


Al
e

a) de vigilância epidemiológica;
el
is

b) de vigilância sanitária;
G

c) de alimentação e nutrição; e
d) de saúde do trabalhador;
V - participar, junto com os órgãos afins, do controle dos agravos do meio
ambiente que tenham repercussão na saúde humana;
VI - participar da formulação da política e da execução de ações de
saneamento básico;
VII - participar das ações de controle e avaliação das condições e dos
ambientes de trabalho;

| 33
VIII - em caráter suplementar, formular, executar, acompanhar e avaliar a
política de insumos e equipamentos para a saúde;
IX - identificar estabelecimentos hospitalares de referência e gerir sistemas
públicos de alta complexidade, de referência estadual e regional;
X - coordenar a rede estadual de laboratórios de saúde pública e

47
hemocentros, e gerir as unidades que permaneçam em sua organização

1:
administrativa;

:1
11
XI - estabelecer normas, em caráter suplementar, para o controle e

23
avaliação das ações e serviços de saúde;

20
XII - formular normas e estabelecer padrões, em caráter suplementar, de

5/
/0
procedimentos de controle de qualidade para produtos e substâncias de consumo

26
humano;

r-
.b
XIII - colaborar com a União na execução da vigilância sanitária de portos,

m
co
aeroportos e fronteiras;

o.
XIV - o acompanhamento, a avaliação e divulgação dos indicadores de
ho
ya
morbidade e mortalidade no âmbito da unidade federada.
e@
el

A seguir, veremos as competências da direção municipal do SUS.


is
og
xa
ai

Art. 18. À direção municipal do Sistema de Saúde (SUS) compete:


-p

I - planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde e


4
-5

gerir e executar os serviços públicos de saúde;


31
.2

II - participar do planejamento, programação e organização da rede


55

regionalizada e hierarquizada do Sistema Único de Saúde (SUS), em articulação


.0
08

com sua direção estadual;


-0

III - participar da execução, controle e avaliação das ações referentes às


ão

condições e aos ambientes de trabalho;


ix
Pa

IV - executar serviços:
a

a) de vigilância epidemiológica;
m
Li

b) vigilância sanitária;
de

c) de alimentação e nutrição;
s
ve

d) de saneamento básico; e
Al
e

e) de saúde do trabalhador;
el
is

V - dar execução, no âmbito municipal, à política de insumos e equipamentos


G

para a saúde;
VI - colaborar na fiscalização das agressões ao meio ambiente que tenham
repercussão sobre a saúde humana e atuar, junto aos órgãos municipais,
estaduais e federais competentes, para controlá-las;
VII - formar consórcios administrativos intermunicipais;
VIII - gerir laboratórios públicos de saúde e hemocentros;

| 34
IX - colaborar com a União e os Estados na execução da vigilância sanitária de
portos, aeroportos e fronteiras7;
X - observado o disposto no art. 26 desta Lei, celebrar contratos e convênios
com entidades prestadoras de serviços privados de saúde, bem como controlar e
avaliar sua execução;

47
XI - controlar e fiscalizar os procedimentos dos serviços privados de saúde;

1:
XII - normatizar complementarmente as ações e serviços públicos de saúde

:1
11
no seu âmbito de atuação.

23
20
Acabamos de ver uma série de atribuições da União, dos Estados e dos

5/
/0
Municípios. E o Distrito Federal? Ele assume as atribuições dos Estados e

26
Municípios. Veja.

r-
.b
m
co
Art. 19. Ao Distrito Federal competem as atribuições reservadas aos Estados e aos

o.
ho
Municípios. ya
e@

A seguir, veremos três subsistemas de atenção à saúde que foram


el
is

incorporados à Lei n˚ 8.080/1990 depois de sua sanção: o subsistema indígena, o


og

subsistema de atendimento e internação domiciliar e o subsistema de


xa
ai

acompanhamento durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. Qual a


-p

função desses três subsistemas? Conferir direitos aos seguintes subgrupos: os


4
-5

índios, os que necessitam de atendimento domiciliar e as parturientes.


31
.2

Entraremos nos artigos da saúde indígena. Tal rol de artigos passou a


55

integrar a lei em comento em 1999, após pressões sociais que clamavam pelo
.0
08

reconhecimento das necessidades diferenciadas da população indígena.


-0
ão
ix

CAPÍTULO V - Do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena


Pa

Art. 19-A. As ações e serviços de saúde voltados para o atendimento das


a
m

populações indígenas, em todo o território nacional, coletiva ou individualmente,


Li

obedecerão ao disposto nesta Lei.


de
s

Art. 19-B. É instituído um Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, componente


ve
Al

do Sistema Único de Saúde – SUS, criado e definido por esta Lei, e pela Lei
e

no 8.142, de 28 de dezembro de 1990, com o qual funcionará em perfeita


el
is

integração.
G

Art. 19-C. Caberá à União, com seus recursos próprios, financiar o Subsistema de
Atenção à Saúde Indígena.

7
Observe que quem executa tais políticas é a União. Municípios apenas colaboram com a vigilância
sanitária de portos, aeroportos e fronteiras.

| 35
Quem financia a saúde indígena? A União. Mas outros entes e outras
instituições (governamentais ou não) também podem bancar o custeio da saúde
dos índios e a sua execução.

Art. 19-D. O SUS promoverá a articulação do Subsistema instituído por esta Lei

47
com os órgãos responsáveis pela Política Indígena do País.

1:
Art. 19-E. Os Estados, Municípios, outras instituições governamentais e não-

:1
11
governamentais poderão atuar complementarmente no custeio e execução das

23
ações.

20
Art. 19-F. Dever-se-á obrigatoriamente levar em consideração a realidade local e

5/
/0
as especificidades da cultura dos povos indígenas e o modelo a ser adotado para a

26
atenção à saúde indígena, que se deve pautar por uma abordagem diferenciada e

r-
.b
global, contemplando os aspectos de assistência à saúde, saneamento básico,

m
co
nutrição, habitação, meio ambiente, demarcação de terras, educação sanitária e

o.
integração institucional.
ho
ya
e@

O subsistema de saúde indígena adapta o SUS às condições indígenas ao


el
is

falar que deve-se levar em conta a realidade local, as especificidades da cultura


og

dos povos indígenas e o modelo a ser adotado para a atenção à saúde indígena na
xa
ai

oferta de serviços de saúde a essa população. A única grande variável diferente do


-p

sistema maior e que deve ser incluída no subsistema indígena é a demarcação de


4
-5

terras.
31
.2

Além disso, esse subsistema deve obedecer aos mesmos princípios que o
55

SUS obedece: descentralização, hierarquização e regionalização.


.0
08
-0

Art. 19-G. O Subsistema de Atenção à Saúde Indígena deverá ser, como o SUS,
ão

descentralizado, hierarquizado e regionalizado.


ix
Pa

§ 1o O Subsistema de que trata o caput deste artigo terá como base os


a
m

Distritos Sanitários Especiais Indígenas.


Li

§ 2o O SUS servirá de retaguarda e referência ao Subsistema de Atenção à


de

Saúde Indígena, devendo, para isso, ocorrer adaptações na estrutura e


s
ve

organização do SUS nas regiões onde residem as populações indígenas, para


Al
e

propiciar essa integração e o atendimento necessário em todos os níveis, sem


el
is

discriminações.
G

§ 3o As populações indígenas devem ter acesso garantido ao SUS, em âmbito


local, regional e de centros especializados, de acordo com suas necessidades,
compreendendo a atenção primária, secundária e terciária à saúde.
Art. 19-H. As populações indígenas terão direito a participar dos organismos
colegiados de formulação, acompanhamento e avaliação das políticas de saúde,
tais como o Conselho Nacional de Saúde e os Conselhos Estaduais e Municipais de
Saúde, quando for o caso.

| 36
Segundo a FUNASA8:
O Subsistema de Atenção à Saúde Indígena está
organizado na forma de 34 Distritos Sanitários Especiais
Indígenas (DSEI) e como um subsistema em perfeita
articulação com o Sistema Único de Saúde, atendendo as

47
seguintes condições:

1:
· Considerar os próprios conceitos de saúde e

:1
11
doença da população e os aspectos

23
intersetoriais de seus determinantes;

20
· Ser construído coletivamente a partir de um

5/
/0
processo de planejamento participativo;

26
· Possuir instâncias de controle social

r-
.b
formalizados em todos os níveis de gestão.

m
co
O DSEI é uma unidade organizacional da FUNASA e

o.
deve ser entendido como uma base territorial e
ho
ya
populacional sob responsabilidade sanitária claramente
e@

identificada, enfeixando conjunto de ações de saúde


el

necessárias à atenção básica, articulado com a rede do


is
og

Sistema Único de Saúde - SUS, para referência e contra-


xa
ai

referência, composto por equipe mínima necessária para


-p

executar suas ações e com controle social por intermédio


4
-5

dos Conselhos Locais e Distrital de Saúde.


31

Os territórios distritais foram definidos num


.2
55

processo de construção com as comunidades indígenas,


.0
08

profissionais e instituições de saúde. A definição destas


-0

áreas se pautou não apenas por critérios técnico-


ão

operacionais e geográficos, mas respeitando também a


ix
Pa

cultura, as relações políticas e a distribuição demográfica


a

tradicional dos povos indígenas, o que necessariamente


m
Li

não coincide com os limites de Estados e/ou Municípios


de

onde estão localizadas as terras indígenas.


s
ve
Al
e

Esses são os Distritos Sanitários Especiais Indígenas:


el
is
G

8
Fonte: http://www.bvsde.paho.org/bvsapi/p/fulltext/distritos/distritos.pdf

| 37
47
1:
:1
11
23
20
5/
/0
26
r-
.b
m
co
o.
ho
ya
A seguir, veremos o subsistema de atendimento e internação domiciliar,
e@

incluído em 2002, e que trata, entre outras coisas, do home-care no SUS.


el

A lei é linda.
is
og
xa
ai

CAPÍTULO VI - DO SUBSISTEMA DE ATENDIMENTO E INTERNAÇÃO DOMICILIAR


-p

Art. 19-I. São estabelecidos, no âmbito do Sistema Único de Saúde, o


4
-5

atendimento domiciliar e a internação domiciliar.


31

§ 1o Na modalidade de assistência de atendimento e internação domiciliares


.2
55

incluem-se, principalmente, os procedimentos médicos, de enfermagem,


.0
08

fisioterapêuticos, psicológicos e de assistência social, entre outros necessários ao


-0

cuidado integral dos pacientes em seu domicílio.


ão

§ 2o O atendimento e a internação domiciliares serão realizados por equipes


ix
Pa

multidisciplinares que atuarão nos níveis da medicina preventiva, terapêutica e


a

reabilitadora.
m
Li

§ 3o O atendimento e a internação domiciliares só poderão ser realizados por


de

indicação médica, com expressa concordância do paciente e de sua família.


s
ve
Al
e

Do art. 19-I você deve guardar duas grandes informações: os cuidados aos
el
is

pacientes internados são realizados por vários profissionais, em equipe


G

interdisciplinar, mas cabe ao médico, com expressa concordância da família,


autorizar o atendimento e a internação domiciliar.
Para finalizarmos os subsistemas, o Subsistema de Acompanhamento
Durante o Trabalho de Parto, Parto e Pós Parto Imediato foi inserido na lei que
estamos comentando em 2005.

CAPÍTULO VII - DO SUBSISTEMA DE ACOMPANHAMENTO DURANTE O


TRABALHO DE PARTO, PARTO E PÓS-PARTO IMEDIATO

| 38
Art. 19-J. Os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde - SUS, da rede própria
ou conveniada, ficam obrigados a permitir a presença, junto à parturiente, de 1
(um) acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-
parto imediato.
§ 1o O acompanhante de que trata o caput deste artigo será indicado pela

47
parturiente.

1:
§ 2o As ações destinadas a viabilizar o pleno exercício dos direitos de que

:1
11
trata este artigo constarão do regulamento da lei, a ser elaborado pelo órgão

23
competente do Poder Executivo.

20
§ 3o Ficam os hospitais de todo o País obrigados a manter, em local visível de

5/
/0
suas dependências, aviso informando sobre o direito estabelecido no caput deste

26
artigo.

r-
.b
m
co
O próximo capítulo foi integrado à Lei n˚ 8.080/1990 em 2011 e trata da

o.
Assistência Terapêutica e da Incorporação de Tecnologia em Saúde.
ho
ya
e@

CAPÍTULO VIII - DA ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA E DA INCORPORAÇÃO DE


el
is

TECNOLOGIA EM SAÚDE
og

Art. 19-M. A assistência terapêutica integral a que se refere a alínea d do inciso I


xa
ai

do art. 6o consiste em:


-p

I - dispensação de medicamentos e produtos de interesse para a saúde, cuja


4
-5

prescrição esteja em conformidade com as diretrizes terapêuticas definidas em


31
.2

protocolo clínico para a doença ou o agravo à saúde a ser tratado ou, na falta do
55

protocolo, em conformidade com o disposto no art. 19-P;


.0
08

II - oferta de procedimentos terapêuticos, em regime domiciliar,


-0

ambulatorial e hospitalar, constantes de tabelas elaboradas pelo gestor federal do


ão

Sistema Único de Saúde - SUS, realizados no território nacional por serviço


ix
Pa

próprio, conveniado ou contratado.


a
m
Li

Decorrente do presente artigo, podemos definir o que é a assistência


de

terapêutica integral:
s
ve

1. dispensação 9 de medicamentos e produtos de interesse, de


Al
e

acordo com protocolo clínico ou outros parâmetros (19-P)


el
is

2. oferta de procedimentos terapêuticos de três modalidades de


G

atendimento e três formas de vinculação com quem executa:


a. Formas de atendimento: em regime domiciliar, ambulatorial e
hospitalar

9A dispensação é o ato farmacêutico de distribuir um ou mais medicamentos a


um paciente em resposta a uma prescrição elaborada por um profissional
autorizado.

| 39
b. Formas de prestação do serviço: serviço próprio (direto),
conveniado ou contratado

Art. 19-N. Para os efeitos do disposto no art. 19-M, são adotadas as seguintes
definições:

47
I - produtos de interesse para a saúde: órteses, próteses, bolsas coletoras e

1:
equipamentos médicos;

:1
11
II - protocolo clínico e diretriz terapêutica: documento que estabelece

23
critérios para o diagnóstico da doença ou do agravo à saúde; o tratamento

20
preconizado, com os medicamentos e demais produtos apropriados, quando

5/
/0
couber; as posologias recomendadas; os mecanismos de controle clínico; e o

26
acompanhamento e a verificação dos resultados terapêuticos, a serem seguidos

r-
.b
pelos gestores do SUS.

m
co
Art. 19-O. Os protocolos clínicos e as diretrizes terapêuticas deverão estabelecer

o.
os medicamentos ou produtos necessários nas diferentes fases evolutivas da
ho
ya
doença ou do agravo à saúde de que tratam, bem como aqueles indicados em
e@

casos de perda de eficácia e de surgimento de intolerância ou reação adversa


el

relevante, provocadas pelo medicamento, produto ou procedimento de primeira


is
og

escolha.
xa
ai

Parágrafo único. Em qualquer caso, os medicamentos ou produtos de que trata


-p

o caput deste artigo serão aqueles avaliados quanto à sua eficácia, segurança,
4
-5

efetividade e custo-efetividade para as diferentes fases evolutivas da doença ou do


31

agravo à saúde de que trata o protocolo.


.2
55

Art. 19-P. Na falta de protocolo clínico ou de diretriz terapêutica, a dispensação


.0
08

será realizada:
-0

I - com base nas relações de medicamentos instituídas pelo gestor federal do


ão

SUS, observadas as competências estabelecidas nesta Lei, e a responsabilidade


ix
Pa

pelo fornecimento será pactuada na Comissão Intergestores Tripartite;


a

II - no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, de forma suplementar,


m
Li

com base nas relações de medicamentos instituídas pelos gestores estaduais do


de

SUS, e a responsabilidade pelo fornecimento será pactuada na Comissão


s
ve

Intergestores Bipartite;
Al

III - no âmbito de cada Município, de forma suplementar, com base nas


e
el
is

relações de medicamentos instituídas pelos gestores municipais do SUS, e a


G

responsabilidade pelo fornecimento será pactuada no Conselho Municipal de


Saúde.

A seguir, o restante dos artigos 19s. Até hoje nunca vi questão sobre eles em
qualquer concurso e acredito que são de menor atenção.

Art. 19-Q. A incorporação, a exclusão ou a alteração pelo SUS de novos


medicamentos, produtos e procedimentos, bem como a constituição ou a

| 40
alteração de protocolo clínico ou de diretriz terapêutica, são atribuições do
Ministério da Saúde, assessorado pela Comissão Nacional de Incorporação de
Tecnologias no SUS.
§ 1o A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, cuja
composição e regimento são definidos em regulamento, contará com a

47
participação de 1 (um) representante indicado pelo Conselho Nacional de Saúde e

1:
de 1 (um) representante, especialista na área, indicado pelo Conselho Federal de

:1
11
Medicina.

23
§ 2o O relatório da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no

20
SUS levará em consideração, necessariamente:

5/
/0
I - as evidências científicas sobre a eficácia, a acurácia, a efetividade e a

26
segurança do medicamento, produto ou procedimento objeto do processo,

r-
.b
acatadas pelo órgão competente para o registro ou a autorização de uso;

m
co
II - a avaliação econômica comparativa dos benefícios e dos custos em

o.
relação às tecnologias já incorporadas, inclusive no que se refere aos
ho
ya
atendimentos domiciliar, ambulatorial ou hospitalar, quando cabível.
e@

Art. 19-R. A incorporação, a exclusão e a alteração a que se refere o art. 19-Q


el

serão efetuadas mediante a instauração de processo administrativo, a ser


is
og

concluído em prazo não superior a 180 (cento e oitenta) dias, contado da data em
xa

que foi protocolado o pedido, admitida a sua prorrogação por 90 (noventa) dias
ai
-p

corridos, quando as circunstâncias exigirem.


4
-5

§ 1o O processo de que trata o caput deste artigo observará, no que couber,


31

o disposto na Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, e as seguintes determinações


.2
55

especiais:
.0
08

I - apresentação pelo interessado dos documentos e, se cabível, das


-0

amostras de produtos, na forma do regulamento, com informações necessárias


ão

para o atendimento do disposto no § 2o do art. 19-Q;


ix
Pa

III - realização de consulta pública que inclua a divulgação do parecer


a

emitido pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS;


m
Li

IV - realização de audiência pública, antes da tomada de decisão, se a


de

relevância da matéria justificar o evento.


s
ve

Art. 19-T. São vedados, em todas as esferas de gestão do SUS:


Al

I - o pagamento, o ressarcimento ou o reembolso de medicamento, produto


e
el

e procedimento clínico ou cirúrgico experimental, ou de uso não autorizado pela


is
G

Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA;


II - a dispensação, o pagamento, o ressarcimento ou o reembolso de
medicamento e produto, nacional ou importado, sem registro na Anvisa.”
Art. 19-U. A responsabilidade financeira pelo fornecimento de medicamentos,
produtos de interesse para a saúde ou procedimentos de que trata este Capítulo
será pactuada na Comissão Intergestores Tripartite.

| 41
A seguir, veremos a caracterização dos serviços privados na assistência à
saúde no Brasil. Ele é uma complementação do que já foi dito no decorrer da
presente lei e também da Constituição Federal.

TÍTULO III - DOS SERVIÇOS PRIVADOS DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE

47
CAPÍTULO I - Do Funcionamento

1:
Art. 20. Os serviços privados de assistência à saúde caracterizam-se pela atuação,

:1
11
por iniciativa própria, de profissionais liberais, legalmente habilitados, e de

23
pessoas jurídicas de direito privado na promoção, proteção e recuperação da

20
saúde.

5/
/0
Art. 21. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.

26
r-
.b
Como sabemos, a assistência à Saúde é livre à iniciativa privada e ela tua

m
co
de forma complementar ao poder público.

o.
ho
ya
Art. 22. Na prestação de serviços privados de assistência à saúde, serão
e@

observados os princípios éticos e as normas expedidas pelo órgão de direção do


el
is

Sistema Único de Saúde (SUS) quanto às condições para seu funcionamento.


og

Art. 23. É permitida a participação direta ou indireta, inclusive controle, de


xa
ai

empresas ou de capital estrangeiro na assistência à saúde nos seguintes casos:


-p
4
-5

I - doações de organismos internacionais vinculados à Organização das Nações


31
.2

Unidas, de entidades de cooperação técnica e de financiamento e empréstimos;


55

II - pessoas jurídicas destinadas a instalar, operacionalizar ou explorar:


.0
08

a) hospital geral, inclusive filantrópico, hospital especializado, policlínica,


-0

clínica geral e clínica especializada; e


ão

b) ações e pesquisas de planejamento familiar;


ix
Pa

III - serviços de saúde mantidos, sem finalidade lucrativa, por empresas, para
a
m

atendimento de seus empregados e dependentes, sem qualquer ônus para a


Li

seguridade social; e
de

IV - demais casos previstos em legislação específica.


s
ve
Al
e

Agora vem a parte perigosa.


el
is
G

CAPÍTULO II
Da Participação Complementar
Art. 24. Quando as suas disponibilidades forem insuficientes para garantir a
cobertura assistencial à população de uma determinada área, o Sistema Único de
Saúde (SUS) poderá recorrer aos serviços ofertados pela iniciativa privada.

O SUS poderá recorrer aos serviços ofertados pela iniciativa privada


quando suas disponibilidades forem insuficientes para garantir a cobertura

| 42
assistencial à população de uma determinada área. Observe que ele PODERÁ, não
DEVERÁ. Cuidado para não se confundir na hora da prova.

Parágrafo único. A participação complementar dos serviços privados será


formalizada mediante contrato ou convênio, observadas, a respeito, as normas de

47
direito público.

1:
Art. 25. Na hipótese do artigo anterior, as entidades filantrópicas e as sem fins

:1
11
lucrativos terão preferência para participar do Sistema Único de Saúde (SUS).

23
Art. 26. Os critérios e valores para a remuneração de serviços e os parâmetros de

20
cobertura assistencial serão estabelecidos pela direção nacional do Sistema Único

5/
/0
de Saúde (SUS), aprovados no Conselho Nacional de Saúde.

26
§ 1° Na fixação dos critérios, valores, formas de reajuste e de pagamento da

r-
.b
remuneração aludida neste artigo, a direção nacional do Sistema Único de Saúde

m
co
(SUS) deverá fundamentar seu ato em demonstrativo econômico-financeiro que

o.
garanta a efetiva qualidade de execução dos serviços contratados.
ho
ya
§ 2° Os serviços contratados submeter-se-ão às normas técnicas e
e@

administrativas e aos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS),


el

mantido o equilíbrio econômico e financeiro do contrato.


is
og

§ 4° Aos proprietários, administradores e dirigentes de entidades ou serviços


xa
ai

contratados é vedado exercer cargo de chefia ou função de confiança no Sistema


-p

Único de Saúde (SUS).


4
-5
31
.2

Veja que mesmo sendo um serviço contratado, teremos a obediência aos


55

princípios do SUS.
.0
08
-0

TÍTULO IV
ão

DOS RECURSOS HUMANOS


ix
Pa

Art. 27. A política de recursos humanos na área da saúde será formalizada e


a
m

executada, articuladamente, pelas diferentes esferas de governo, em


Li

cumprimento dos seguintes objetivos:


de

I - organização de um sistema de formação de recursos humanos em todos os


s
ve

níveis de ensino, inclusive de pós-graduação, além da elaboração de programas de


Al
e

permanente aperfeiçoamento de pessoal;


el
is

IV - valorização da dedicação exclusiva aos serviços do Sistema Único de


G

Saúde (SUS).
Parágrafo único. Os serviços públicos que integram o Sistema Único de Saúde
(SUS) constituem campo de prática para ensino e pesquisa, mediante normas
específicas, elaboradas conjuntamente com o sistema educacional.
Art. 28. Os cargos e funções de chefia, direção e assessoramento, no âmbito do
Sistema Único de Saúde (SUS), só poderão ser exercidas em regime de tempo
integral.

| 43
§ 1° Os servidores que legalmente acumulam dois cargos ou empregos
poderão exercer suas atividades em mais de um estabelecimento do Sistema
Único de Saúde (SUS).
§ 2° O disposto no parágrafo anterior aplica-se também aos servidores em
regime de tempo integral, com exceção dos ocupantes de cargos ou função de

47
chefia, direção ou assessoramento.

1:
:1
11
Quem possui cargo de Direção, Chefia e Assessoramento não pode acumular

23
2 cargos, em hipótese alguma.

20
5/
/0
Art. 30. As especializações na forma de treinamento em serviço sob supervisão

26
r-
serão regulamentadas por Comissão Nacional, instituída de acordo com o art. 12

.b
desta Lei, garantida a participação das entidades profissionais correspondentes.

m
co
o.
ho
ya
e@

TÍTULO V - DO FINANCIAMENTO
el
is

CAPÍTULO I - Dos Recursos


og
xa

Art. 31. O orçamento da seguridade social destinará ao Sistema Único de Saúde


ai

(SUS) de acordo com a receita estimada, os recursos necessários à realização de


-p

suas finalidades, previstos em proposta elaborada pela sua direção nacional, com
4
-5

a participação dos órgãos da Previdência Social e da Assistência Social, tendo em


31
.2

vista as metas e prioridades estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias.


55
.0
08

Orçamento da Seguridade Social é destinado ao SUS de acordo com a


-0

proposta da direção nacional,] e deve estar de acordo com a participação de


ão
ix

órgãos da Previdência Social e Assistência Social, e as metas e prioridades da LDO.


Pa
a
m

Art. 32. São considerados de outras fontes os recursos provenientes de:


Li
de

II - Serviços que possam ser prestados sem prejuízo da assistência à saúde;


s

III - ajuda, contribuições, doações e donativos;


ve
Al

IV - alienações patrimoniais e rendimentos de capital;


e
el

V - taxas, multas, emolumentos e preços públicos arrecadados no âmbito


is
G

do Sistema Único de Saúde (SUS); e


VI - rendas eventuais, inclusive comerciais e industriais.
§ 1° Ao Sistema Único de Saúde (SUS) caberá metade da receita de que trata
o inciso I deste artigo, apurada mensalmente, a qual será destinada à recuperação
de viciados.[era a CPMF]
§ 2° As receitas geradas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) serão
creditadas diretamente em contas especiais, movimentadas pela sua direção, na
esfera de poder onde forem arrecadadas. [existem contas especiais no SUS]

| 44
§ 3º As ações de saneamento que venham a ser executadas supletivamente
pelo Sistema Único de Saúde (SUS), serão financiadas por recursos tarifários
específicos e outros da União, Estados, Distrito Federal, Municípios e, em
particular, do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
§ 5º As atividades de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico em

47
saúde serão co-financiadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pelas

1:
universidades e pelo orçamento fiscal, além de recursos de instituições de

:1
11
fomento e financiamento ou de origem externa e receita própria das instituições

23
executoras.

20
5/
/0
As ações de saneamento não são obrigação direta do SUS, mas ele pode

26
executar tais ações de forma suplementar.

r-
.b
m
co
CAPÍTULO II - Da Gestão Financeira

o.
ho
Art. 33. Os recursos financeiros do Sistema Único de Saúde (SUS) serão
ya
depositados em conta especial, em cada esfera de sua atuação, e movimentados
e@

sob fiscalização dos respectivos Conselhos de Saúde.


el
is
og

São os Conselho de Saúde que controlam a execução financeira do SUS.


xa
ai
-p

§ 1º Na esfera federal, os recursos financeiros, originários do Orçamento da


4
-5

Seguridade Social, de outros Orçamentos da União, além de outras fontes, serão


31
.2

administrados pelo Ministério da Saúde, através do Fundo Nacional de Saúde.


55

[FNS]
.0
08

§ 4º O Ministério da Saúde acompanhará, através de seu sistema de


-0

auditoria, a conformidade à programação aprovada da aplicação dos recursos


ão
ix

repassados a Estados e Municípios. Constatada a malversação, desvio ou não


Pa

aplicação dos recursos, caberá ao Ministério da Saúde aplicar as medidas


a
m

previstas em lei.
Li

Art. 34. As autoridades responsáveis pela distribuição da receita efetivamente


de
s

arrecadada transferirão automaticamente ao Fundo Nacional de Saúde (FNS),


ve
Al

observado o critério do parágrafo único deste artigo, os recursos financeiros


e

correspondentes às dotações consignadas no Orçamento da Seguridade Social, a


el
is

projetos e atividades a serem executados no âmbito do Sistema Único de Saúde


G

(SUS).
Parágrafo único. Na distribuição dos recursos financeiros da Seguridade Social
será observada a mesma proporção da despesa prevista de cada área, no
Orçamento da Seguridade Social.
Art. 35. Para o estabelecimento de valores a serem transferidos a Estados, Distrito
Federal e Municípios, será utilizada a combinação dos seguintes critérios, segundo
análise técnica de programas e projetos:
I - perfil demográfico da região;

| 45
II - perfil epidemiológico da população a ser coberta;
III - características quantitativas e qualitativas da rede de saúde na área;
IV - desempenho técnico, econômico e financeiro no período anterior;
V - níveis de participação do setor saúde nos orçamentos estaduais e
municipais;

47
VI - previsão do plano qüinqüenal de investimentos da rede;

1:
VII - ressarcimento do atendimento a serviços prestados para outras esferas

:1
11
de governo.

23
§ 2º Nos casos de Estados e Municípios sujeitos a notório processo de

20
migração, os critérios demográficos mencionados nesta lei serão ponderados por

5/
/0
outros indicadores de crescimento populacional, em especial o número de

26
eleitores registrados.

r-
.b
§ 6º O disposto no parágrafo anterior não prejudica a atuação dos órgãos de

m
co
controle interno e externo e nem a aplicação de penalidades previstas em lei, em

o.
caso de irregularidades verificadas na gestão dos recursos transferidos.
ho
ya
e@
el
is

CAPÍTULO III
og

Do Planejamento e do Orçamento
xa
ai

Art. 36. O processo de planejamento e orçamento do Sistema Único de Saúde


-p

(SUS) será ascendente, do nível local até o federal, ouvidos seus órgãos
4
-5

deliberativos, compatibilizando-se as necessidades da política de saúde com a


31
.2

disponibilidade de recursos em planos de saúde dos Municípios, dos Estados, do


55

Distrito Federal e da União.


.0
08

§ 1º Os planos de saúde serão a base das atividades e programações de cada


-0

nível de direção do Sistema Único de Saúde (SUS), e seu financiamento será


ão

previsto na respectiva proposta orçamentária.


ix
Pa

§ 2º É vedada a transferência de recursos para o financiamento de ações não


a

previstas nos planos de saúde, exceto em situações emergenciais ou de


m
Li

calamidade pública, na área de saúde.


de

Art. 37. O Conselho Nacional de Saúde estabelecerá as diretrizes a serem


s
ve

observadas na elaboração dos planos de saúde, em função das características


Al
e

epidemiológicas e da organização dos serviços em cada jurisdição administrativa.


el
is

Art. 38. Não será permitida a destinação de subvenções e auxílios a instituições


G

prestadoras de serviços de saúde com finalidade lucrativa.

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS


[...]
Art. 41. As ações desenvolvidas pela Fundação das Pioneiras Sociais e pelo
Instituto Nacional do Câncer, supervisionadas pela direção nacional do Sistema

| 46
Único de Saúde (SUS), permanecerão como referencial de prestação de serviços,
formação de recursos humanos e para transferência de tecnologia.
Art. 43. A gratuidade das ações e serviços de saúde fica preservada nos serviços
públicos contratados, ressalvando-se as cláusulas dos contratos ou convênios
estabelecidos com as entidades privadas.

47
Art. 45. Os serviços de saúde dos hospitais universitários e de ensino integram-se

1:
ao Sistema Único de Saúde (SUS), mediante convênio, preservada a sua

:1
11
autonomia administrativa, em relação ao patrimônio, aos recursos humanos e

23
financeiros, ensino, pesquisa e extensão nos limites conferidos pelas instituições a

20
que estejam vinculados.

5/
/0
§ 1º Os serviços de saúde de sistemas estaduais e municipais de previdência

26
social deverão integrar-se à direção correspondente do Sistema Único de Saúde

r-
.b
(SUS), conforme seu âmbito de atuação, bem como quaisquer outros órgãos e

m
co
serviços de saúde.

o.
§ 2º Em tempo de paz e havendo interesse recíproco, os serviços de saúde
ho
ya
das Forças Armadas poderão integrar-se ao Sistema Único de Saúde (SUS),
e@

conforme se dispuser em convênio que, para esse fim, for firmado.


el

Art. 46. O Sistema Único de Saúde (SUS), estabelecerá mecanismos de incentivos


is
og

à participação do setor privado no investimento em ciência e tecnologia e


xa

estimulará a transferência de tecnologia das universidades e institutos de


ai
-p

pesquisa aos serviços de saúde nos Estados, Distrito Federal e Municípios, e às


4
-5

empresas nacionais.
31

Art. 47. O Ministério da Saúde, em articulação com os níveis estaduais e


.2
55

municipais do Sistema Único de Saúde (SUS), organizará, no prazo de dois anos,


.0
08

um sistema nacional de informações em saúde, integrado em todo o território


-0

nacional, abrangendo questões epidemiológicas e de prestação de serviços. [foi


ão

feito]
ix
Pa

Art. 50. Os convênios entre a União, os Estados e os Municípios, celebrados para


a

implantação dos Sistemas Unificados e Descentralizados de Saúde, ficarão


m
Li

rescindidos à proporção que seu objeto for sendo absorvido pelo Sistema Único de
de

Saúde (SUS).
s
ve

Art. 52. Sem prejuízo de outras sanções cabíveis, constitui crime de emprego
Al

irregular de verbas ou rendas públicas (Código Penal, art. 315) a utilização de


e
el

recursos financeiros do Sistema Único de Saúde (SUS) em finalidades diversas das


is
G

previstas nesta lei.


Art. 53-A. Na qualidade de ações e serviços de saúde, as atividades de apoio à
assistência à saúde são aquelas desenvolvidas pelos laboratórios de genética
humana, produção e fornecimento de medicamentos e produtos para saúde,
laboratórios de analises clínicas, anatomia patológica e de diagnóstico por
imagem e são livres à participação direta ou indireta de empresas ou de capitais
estrangeiros.

| 47
Vamos para as questões?

47
1:
:1
11
23
20
5/
/0
26
r-
.b
m
co
o.
ho
ya
e@

Questões
el
is
og
xa

1. FUNCAB - 2010 - SEJUS-RO – Nutricionista


ai

Com base na Lei nº 8.080/90, assinale a afirmativa INCORRETA acerca do


-p

financiamento do Sistema Único de Saúde – SUS.


4
-5
31

a) O processo de planejamento e orçamento do SUS é ascendente.


.2

b) Os planos de saúde são a base das atividades e programações de cada nível de


55
.0

direção.
08

c) Em situações emergenciais, é permitida a transferência de recursos para o


-0

financiamento de ações não previstas nos planos de saúde.


ão
ix

d) O orçamento da seguridade social destinará ao SUS os recursos necessários à


Pa

realização de suas finalidades.


a
m

e) É permitida a destinação de subvenções e auxílios a instituições prestadoras de


Li
de

serviços de saúde com finalidade lucrativa.


s
ve
Al

2. IADES - EBSERH – HUOL - Assistente Administrativo - 2013


e

Quando as disponibilidades forem insuficientes para garantir a cobertura


el
is

assistencial à população de uma determinada área, é correto afirmar que o SUS


G

(A) poderá recorrer aos serviços ofertados pela iniciativa privada.


(B) deverá, prioritariamente, formalizar convênios com outras nações do Mercosul.
(C) poderá contratar unicamente as entidades filantrópicas para complementar os
serviços.
(D) fica sujeito às sanções previstas em lei pelo não cumprimento das metas e
objetivos.
(E) passa a ter prioridade no uso dos recursos do Fundo Nacional de Educação e
Saúde.

| 48
3. IADES – EBSERH/SEDE – Administração – 2013
A expansão do conceito de saúde, com seus determinantes, e a crescente
complexidade epidemiológica da situação das populações estimulam a
diversidade de responsabilidade nos serviços de saúde. Sobre os Determinantes

47
Sociais de Saúde (DSS), assinale a alternativa correta.

1:
(A) Em geral, poucos são os fatores que exercem influência sobre a saúde das

:1
11
pessoas, e a presença desses fatores, mesmo que conjuntamente, não são capazes

23
de determinar o estado de saúde da população.

20
(B) A relação entre os determinantes da saúde e o estado de saúde é simples e

5/
/0
não envolve os níveis da sociedade, atingindo apenas o nível macroambiental.

26
(C) Existe uma ampla categoria de determinantes da saúde, desde os

r-
.b
determinantes proximais ou micro determinantes, associados à características do

m
co
nível individual, até os determinantes distais ou macro determinantes, associados

o.
à variáveis dos níveis de grupo e sociedade, isto é, populações.
ho
ya
(D) A diversidade genética, a diferença biológica de sexo, a nutrição e dieta, o
e@

funcionamento dos sistemas orgânicos e os processos de maturação e


el
is

envelhecimento são determinantes fundamentais da saúde, sobre os quais não é


og

possível intervir, positivamente para promover e recuperar a saúde.


xa
ai

(E) A relação entre os determinantes da saúde e o estado de saúde é complexa,


-p

porém envolve, prioritariamente, o nível de microcelular.


4
-5
31
.2

4. IADES – EBSERH/SEDE – Assistente Administrativo - 2012


55

A Lei n˚ 8.080, de 19 de setembro de 1990, é também definida como


.0
08

arcabouço jurídico constitucional do Sistema Único de Saúde (SUS). A este


-0

respeito, assinale a alternativa que não representa competência da direção


ão

estadual do SUS.
ix
Pa

(A) Promover a descentralização, para os Municípios, dos serviços e das ações de


a

saúde.
m
Li

(B) Acompanhar, controlar e avaliar as redes hierarquizadas do Sistema Único de


de

Saúde-SUS.
s
ve

(C) Prestar apoio técnico e financeiro aos Municípios e executar, supletivamente,


Al
e

ações e serviços de saúde.


el
is

(D) Identificar estabelecimentos hospitalares de referência e gerir sistemas


G

públicos de alta complexidade, de referência estadual e regional.


(E) Formar consórcios administrativos intermunicipais.

5. IADES – EBSERH – HC-UFTM – Assistente Social – 2013


A complexidade da garantia à saúde é um permanente desafio para a
consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS). Diante disso, a intersetorialidade
também é tratada na Lei Orgânica da Saúde. Considerando essas informações e
com base no disposto na Lei n˚ 8.080/1990 sobre as comissões intersetoriais,

| 49
assinale a alternativa correta.
(A) Essas comissões terão a finalidade de articular políticas e programas de
interesse para a saúde, cuja execução envolva áreas não compreendidas no
âmbito do SUS.
(B) Atividades de ciência e tecnologia, por serem afetas diretamente à saúde, não

47
estão no âmbito dessas comissões.

1:
(C) Atividades de lazer são um exemplo de articulação a cargo das comissões

:1
11
intersetoriais.

23
(D) É função das comissões intersetoriais articular o Conselho Nacional de Saúde

20
5/
com o Conselho Nacional de Justiça.

/0
(E) As comissões intersetoriais estão subordinadas à Secretaria Executiva do

26
r-
Ministério da Saúde.

.b
m
co
6. IADES – EBSERH – HC-UFTM – Assistente Social – 2013

o.
ho
A respeito dos determinantes sociais em saúde, assinale a alternativa correta.
ya
(A) A rede social em que se inserem os indivíduos tem relação com realizações ou
e@

frustrações, mas não interfere na determinação de doenças.


el
is

(B) Comportamento individual e fatores biológicos podem ser considerados


og
xa

fatores de risco para determinadas doenças, no entanto, não se enquadram no


ai

conceito mais estrito de determinantes sociais em saúde.


-p

(C) O alto índice de alcoolismo, que se relaciona com diferentes tipos de violência
4
-5
31

a que os indivíduos e as populações são submetidos, é consequência de processos


.2

sociais, sem relação com a saúde.


55
.0

(D) Renda e trabalho não são exemplos de condições que interferem nos
08

determinantes sociais em saúde.


-0

(E)
ão

Doenças sexualmente transmissíveis são consequências dos


ix

comportamentos individuais e, portanto, não podem ter relação com


Pa

determinantes sociais em saúde.


a
m
Li
de

7. IADES – EBSERH – HU-UFP – Enfermeiro Superior – 2012


s

Em relação à Lei n˚ 8.080/1990 – Lei Orgânica da Saúde (LOS), bem como a


ve
Al

legislação regulatória da Saúde Pública no Brasil, julgue os itens a seguir.


e
el

I- Os serviços de atenção primária, constituídos pelos hospitais de


is
G

maior complexidade ou resolutividade da região ou do Estado


constituem as chamadas “portas de entrada” do sistema de saúde.
II - Uma percepção importante sobre as determinantes sociais da
saúde e a legislação dos últimos vinte anos pode ser percebida pelo
fato de que, antes da Lei n˚ 8.080, a legislação preconizava que aos
municípios brasileiros só competia “organizar serviços de Pronto
Socorro”, diferente da dimensão da gestão da saúde incorporada na
nova perspectiva da atual legislação.
III - Embora os avanços na concepção do SUS, apresentados pela Lei

| 50
n˚ 8.080 possam ser relevantes quanto à promoção do atendimento
à saúde da população, a característica principal da LOS foi a
responsabilidade única do Ministério da Saúde na gestão do SUS.
IV - Uma das grandes críticas sobre a LOS é a ausência do
rompimento das chamadas “algemas que caracterizam o acesso à

47
saúde como uma política excludente, precária e centrada no modelo

1:
médico-hegemônico”. Especificamente na política de saúde, a LOS

:1
11
não garantiu a articulação das políticas sociais de maneira

23
integrada, de modo a constituir um diferencial de qualidade no

20
atendimento à população brasileira, mesmo fora dos centros

5/
/0
regionais de excelência – um grande desafio à sociedade em geral.

26
A quantidade de itens certos é igual a

r-
.b
(A) 0.

m
co
(B) 1.

o.
(C) 2.
ho
ya
(D) 3.
e@

(E) 4.
el
is
og

8. IADES – EBSERH - HC-UFTM – Técnico em Saúde Bucal – 20136


xa

A história clínica de muitas pessoas atendidas nos serviços de saúde revela


ai
-p

condições de vida que afetam o bem-estar e a saúde. Considerando essa


4
-5

informação e com base nos determinantes sociais da saúde, assinale a alternativa


31

correta.
.2
55

(A) O processo saúde-doença deve ser entendido como a relação entre as


.0
08

condições biológicas e as psicológicas e exclui a necessidade de abordar o


-0

contexto social.
ão

(B) As condições de trabalho, a estrutura das redes sociais e comunitárias, o estilo


ix
Pa

de vida dos indivíduos, a idade, o sexo e aspectos hereditários são alguns dos
a

fatores que exemplificam determinantes sociais da saúde.


m
Li

(C) O impacto que a doença pode ter sobre a situação socioeconômica do


de

indivíduo e da respectiva família compõe um contexto diferente do relativo à


s
ve

análise dos determinantes sociais da saúde.


Al

(D) Políticas públicas de abrangência populacional, que promovem mudanças de


e
el

hábitos, interferem apenas na saúde do indivíduo, sem qualquer importância para


is
G

alterações nos determinantes sociais da saúde.


(E) Diminuir a exposição a riscos é a forma mais eficaz para alterar os
determinantes sociais da saúde.

9. AOCP – EBSERH – HU/UFS – Psicólogo Hospitalar – 2013


O conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou
prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de
saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas

| 51
de prevenção e controle das doenças ou agravos é o que se entende por
(A) vigilância sanitária.
(B) vigilância epidemiológica
(C) saúde do trabalhador.
(D) assistência terapêutica integral.

47
(E) assistência social. 23

1:
:1
11
10. AOCP – EBSERH – HU/UFS – Psicólogo Hospitalar – 2013

23
Em relação ao Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, analise as assertivas e

20
assinale a alternativa que aponta as corretas.

5/
/0
I. As ações e serviços de saúde voltados para o atendimento das

26
populações indígenas, em todo o território nacional, coletiva ou

r-
.b
individualmente, obedecerão ao disposto na Lei 8.080/1990.

m
co
II. Caberá à União, com seus recursos próprios, financiar o Subsistema de

o.
Atenção à Saúde Indígena.
ho
ya
III. O SUS promoverá a articulação do Subsistema de Atenção à Saúde
e@

Indígena com os órgãos responsáveis pela Política Indígena do País.


el

IV. Os Estados, Municípios, outras instituições governamentais e não-


is
og

governamentais poderão atuar complementarmente no custeio e execução


xa
ai

das ações.
-p

(A) Apenas I, II e III.


4
-5

(B) Apenas I, III e IV.


31

(C) Apenas II e III.


.2
55

(D) Apenas I e IV.


.0
08

(E) I, II, III e IV. 24


-0
ão

11. AOCP - EBSERH/HUJM-UFMT - 2014


ix
Pa

À direção estadual do Sistema Único de Saúde (SUS) compete coordenar e, em


a

caráter complementar, executar ações e serviços, EXCETO


m
Li

(A) de vigilância epidemiológica.


de

(B) de vigilância sanitária.


s
ve

(C) de atendimento psiquiátrico.


Al

(D) de alimentação e nutrição.


e
el
is

(E) de saúde do trabalhador. 23


G

12. ESAF – CGU – 2008


Assinale a opção que contemple alguns dos princípios e diretrizes do SUS,
segundo a Lei n. 8.080, de 1990.
a) Universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de
assistência, integralidade de assistência, divulgação de informações quanto ao
potencial dos serviços de saúde e a sua utilização pelo usuário, priorização das
necessidades da população de baixa renda.

| 52
b) Universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de
assistência, integralidade de assistência, priorização das necessidades da
população de baixa renda, enfoque sistêmico na condução das ações de saúde.
c) Universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de
assistência, integralidade de assistência, preservação da autonomia das pessoas

47
na defesa de sua integridade física e moral, divulgação de informações quanto ao

1:
potencial dos serviços de saúde e a sua utilização pelo usuário.

:1
11
d) Integralidade de assistência, preservação da autonomia das pessoas na defesa

23
de sua integridade física e moral, priorização das necessidades da população de

20
baixa renda, enfoque sistêmico na condução das ações de saúde.

5/
/0
e) Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e

26
moral, divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a

r-
.b
sua utilização pelo usuário, enfoque sistêmico na condução das ações de saúde,

m
co
integralidade de assistência.

o.
ho
ya
13. ESAF – CGU – 2008
e@

Considerando o financiamento do SUS, assinale a opção incorreta.


el

a) O orçamento da seguridade social destinará ao SUS os recursos necessários à


is
og

realização de suas finalidades, previstos em proposta elaborada pela sua direção


xa

nacional, com a participação dos órgãos da Previdência Social e da Assistência


ai
-p

Social.
4
-5

b) As receitas geradas no âmbito do SUS serão creditadas diretamente em contas


31

especiais, movimentadas pela sua direção, na esfera de poder onde forem


.2
55

arrecadadas.
.0
08

c) As ações de saneamento que venham a ser executadas supletivamente pelo SUS


-0

serão financiadas por recursos tarifários específicos e outros da União, dos


ão

estados, do Distrito Federal, dos municípios e, em particular, do Sistema


ix
Pa

Financeiro da Habitação.
a

d) As atividades de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico em saúde


m
Li

serão cofinancia das pelo SUS, pelas universidades e pelo orçamento fiscal, além
de

de recursos de instituições de fomento e financiamento ou de origem externa e


s
ve

receita própria das instituições executoras.


Al

e) O Ministério da Saúde acompanhará, por meio de seu sistema de auditoria, a


e
el

conformidade à programação aprovada da aplicação dos recursos repassados a


is
G

estados e municípios. Constatada a malversação, desvio ou não aplicação dos


recursos, caberá ao Ministério Público aplicar as medidas previstas em lei.

14. FCC – ANS – 2007


Considere as seguintes assertivas a respeito da Organização, da Direção e
da Gestão do Sistema Único de Saúde − SUS:

| 53
I. As ações e serviços de saúde executados pelo SUS serão
organizados deforma regionalizada e hierarquizada em níveis de
complexidade crescente.
II. Os Municípios poderão constituir consórcios para desenvolver em
conjunto as ações e os serviços de saúde que lhes correspondam.

47
III. A articulação das políticas e programas, a cargo das comissões

1:
intersetoriais, não abrangerá as atividades de vigilância sanitária e

:1
11
farmacoepidemiologia.

23
IV. A direção do SUS é única, sendo exercida no âmbito dos Estados

20
pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente.

5/
/0
De acordo com a Lei no 8.080/90, está correto o que consta APENAS em

26
(A) I e II.

r-
.b
(B) I, II e III.

m
co
(C) I, II e IV.

o.
(D) II, III e IV.
ho
ya
(E) III e IV.
e@
el

15. FCC – ANS – 2007


is
og

Considere as seguintes assertivas a respeito da assistência à saúde pela


xa

iniciativa privada:
ai
-p

I. As instituições privadas poderão participar de forma


4
-5

complementar do sistema único de saúde, segundo diretrizes deste,


31

mediante contrato de direito público ou convênio.


.2
55

II. É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou


.0
08

subvenções às instituições privadas com fins lucrativos.


-0

III. Em regra, é vedada a participação direta ou indireta de empresas


ão

ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País.


ix
Pa

IV. As entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos não possuem


a

qualquer tipo de preferência na participação complementar do


m
Li

sistema único de saúde.


de

De acordo com a Constituição Federal brasileira, está correto o que consta


s
ve

APENAS em
Al

(A) I e II.
e
el

(B) I, II e III.
is
G

(C) I, II e IV.
(D) II, III e IV.
(E) II e IV.

16. FCC – ANS – 2007


De acordo com a Lei no 8.080/90, compete à direção estadual do Sistema
Único de Saúde − SUS

| 54
(A) estabelecer normas, em caráter suplementar, para o controle e avaliação das
ações e serviços de saúde.
(B) definir e coordenar os sistemas de rede integrada de assistência de alta
complexidade.
(C) normatizar e coordenar nacionalmente o Sistema Nacional de Sangue,

47
Componentes e Derivados.

1:
(D) elaborar normas para regular as relações entre o Sistema Único de Saúde e os

:1
11
serviços privados contratados de assistência à saúde.

23
(E) formar consórcios consultivos intermunicipais, bem como gerir laboratórios

20
públicos de saúde e hemocentros.

5/
/0
26
17. FCC – ANS – 2007

r-
.b
De acordo com a Lei no 8.080/90, os serviços de saúde do Sistema Único de

m
co
Saúde − SUS, da rede própria ou conveniada, ficam obrigados a permitir a

o.
presença, junto à parturiente, de
ho
ya
(A) dois acompanhantes, indicados por sua genitora, esposo ou descendente
e@

maior de 18 (dezoito) anos, durante todo o período de trabalho de parto, parto e


el

pós-parto imediato.
is
og

(B) um acompanhante, indicado pela autoridade competente responsável,


xa

durante todo o período de trabalho de parto, parto, excetuando-se o pós-parto


ai
-p

imediato.
4
-5

(C) dois acompanhantes, indicados pela parturiente, durante todo o período de


31

trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.


.2
55

(D) dois acompanhantes, indicados pela autoridade responsável, durante todo o


.0
08

período de trabalho de parto, parto, excetuando-se o pós-parto imediato.


-0

(E) um acompanhante, indicado pela parturiente, durante todo o período de


ão

trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.


ix
Pa
a

CESPE/SESA-ES/2011
m
Li

Com base na Lei n.º 8.080/1990, que dispõe sobre as condições para a
de

promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento


s
ve

dos serviços correspondentes e dá outras providências, julgue os itens que se


Al

subseguem. Nesse sentido, considere que a sigla SUS, sempre que empregada,
e
el

refere-se ao Sistema Único de Saúde.


is
G

18. De acordo com a lei em questão, a saúde é um direito


fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as
condições indispensáveis ao seu pleno exercício, mas esse dever
do Estado não exclui o dever das pessoas, da família, das
empresas e da sociedade quanto à saúde coletiva.

19. A aplicação da referida lei obriga o Estado brasileiro a garantir


atenção integral à saúde de todo cidadão, a assisti-lo, portanto,

| 55
no conjunto de suas necessidades de saúde, independentemente
da disponibilidade de recursos dos entes federados.

20. Estão incluídas no campo de atuação do SUS as ações de


vigilância sanitária, de vigilância epidemiológica e de saúde do

47
trabalhador, mas não as de controle de qualidade, pesquisa e

1:
produção de insumos e equipamentos para a saúde.

:1
11
23
21. A lei em apreço regula, em todo o território nacional, as ações e

20
os serviços de saúde, públicos e privados, contratados ou

5/
/0
conveniados ao SUS, em caráter permanente ou eventual,

26
executados por pessoas naturais ou jurídicas de direito público

r-
.b
ou privado.

m
co
o.
ho
ya
e@
el

Questões Comentadas e Gabaritadas


is
og
xa
ai
-p

1. FUNCAB - 2010 - SEJUS-RO – Nutricionista


4
-5
31

Com base na Lei nº 8.080/90, assinale a afirmativa INCORRETA acerca do


.2

financiamento do Sistema Único de Saúde – SUS.


55
.0

a) O processo de planejamento e orçamento do SUS é ascendente.


08

b) Os planos de saúde são a base das atividades e programações de cada nível de


-0

direção.
ão
ix

c) Em situações emergenciais, é permitida a transferência de recursos para o


Pa

financiamento de ações não previstas nos planos de saúde.


a
m

d) O orçamento da seguridade social destinará ao SUS os recursos necessários à


Li
de

realização de suas finalidades.


s

e) É permitida a destinação de subvenções e auxílios a instituições prestadoras de


ve
Al

serviços de saúde com finalidade lucrativa.


e

Gabarito: E
el
is

Comentários: Segundo a referida Lei


G

Art. 38. Não será permitida a destinação de subvenções e


auxílios a instituições prestadoras de serviços de saúde com
finalidade lucrativa.

2. IADES - EBSERH – HUOL - Assistente Administrativo - 2013


Quando as disponibilidades forem insuficientes para garantir a cobertura
assistencial à população de uma determinada área, é correto afirmar que o SUS
(A) poderá recorrer aos serviços ofertados pela iniciativa privada.

| 56
(B) deverá, prioritariamente, formalizar convênios com outras nações do Mercosul.
(C) poderá contratar unicamente as entidades filantrópicas para complementar os
serviços.
(D) fica sujeito às sanções previstas em lei pelo não cumprimento das metas e
objetivos.

47
(E) passa a ter prioridade no uso dos recursos do Fundo Nacional de Educação e

1:
Saúde.

:1
11
Gabarito: A

23
Comentários: Literalidade da lei n˚ 8.080/1990:

20
Art. 24. Quando as suas disponibilidades forem insuficientes para

5/
/0
garantir a cobertura assistencial à população de uma determinada área, o

26
Sistema Único de Saúde (SUS) poderá recorrer aos serviços ofertados pela

r-
.b
iniciativa privada.

m
co
Observe que são as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos que

o.
terão preferência para participar do Sistema Único de Saúde (SUS). As com fins
ho
ya
lucrativos poderão participar? Sim, de acordo com o art. 24, depois das sem fins
e@

lucrativos.
el
is
og

3. IADES – EBSERH/SEDE – Administração – 2013


xa
ai

A expansão do conceito de saúde, com seus determinantes, e a crescente


-p

complexidade epidemiológica da situação das populações estimulam a


4
-5

diversidade de responsabilidade nos serviços de saúde. Sobre os Determinantes


31

Sociais de Saúde (DSS), assinale a alternativa correta.


.2
55

(A) Em geral, poucos são os fatores que exercem influência sobre a saúde das
.0
08

pessoas, e a presença desses fatores, mesmo que conjuntamente, não são capazes
-0

de determinar o estado de saúde da população.


ão

(B) A relação entre os determinantes da saúde e o estado de saúde é simples e


ix
Pa

não envolve os níveis da sociedade, atingindo apenas o nível macroambiental.


a

(C) Existe uma ampla categoria de determinantes da saúde, desde os


m
Li

determinantes proximais ou micro determinantes, associados à características do


de

nível individual, até os determinantes distais ou macro determinantes, associados


s
ve

à variáveis dos níveis de grupo e sociedade, isto é, populações.


Al
e

(D) A diversidade genética, a diferença biológica de sexo, a nutrição e dieta, o


el
is

funcionamento dos sistemas orgânicos e os processos de maturação e


G

envelhecimento são determinantes fundamentais da saúde, sobre os quais não é


possível intervir, positivamente para promover e recuperar a saúde.
(E) A relação entre os determinantes da saúde e o estado de saúde é complexa,
porém envolve, prioritariamente, o nível de microcelular.
Gabarito: C
Comentários: Vejamos cada assertiva:
(A) Em geral, poucos são os fatores que exercem influência sobre a saúde
das pessoas, e a presença desses fatores, mesmo que conjuntamente, não

| 57
são capazes de determinar o estado de saúde da população. [São dezenas
de variáveis que afetam a saúde humana. Observe que os fatores
determinantes descritos no art. 3˚ da Lei n˚ 8.080/1990 não são os únicos,
mas afetam diretamente o estado de saúde da população].
(B) A relação entre os determinantes da saúde e o estado de saúde é

47
simples e não envolve os níveis da sociedade, atingindo apenas o nível

1:
macroambiental. [Os determinantes de saúde descritos no art. 3˚ da Lei n˚

:1
11
8.080/1990, são considerados determinantes sociais. Entre eles, temos o

23
trabalho, o transporte, o lazer, etc.]

20
(C) Existe uma ampla categoria de determinantes da saúde, desde os

5/
/0
determinantes proximais ou micro determinantes, associados à

26
características do nível individual, até os determinantes distais ou macro

r-
.b
determinantes, associados à variáveis dos níveis de grupo e sociedade, isto

m
co
é, populações. [Correta, veja a explicação ao final]

o.
(D) A diversidade genética, a diferença biológica de sexo, a nutrição e
ho
ya
dieta, o funcionamento dos sistemas orgânicos e os processos de
e@

maturação e envelhecimento são determinantes fundamentais da saúde,


el
is

sobre os quais não é possível intervir, positivamente para promover e


og

recuperar a saúde. [Não é possível? Claro que é!]


xa
ai

(E) A relação entre os determinantes da saúde e o estado de saúde é


-p

complexa, porém envolve, prioritariamente, o nível de microcelular. [Os


4
-5

determinantes sociais da saúde não envolvem esse nível]


31

Sobre essa classificação de determinantes proximais e distais em saúde, é válido


.2
55

destacar:
.0
08

As diversas definições de Determinantes Sociais de Saúde


-0

(DSS) representam um conceito atualmente disseminado de que


ão

as condições de vida e trabalho das pessoas estão relacionadas


ix
Pa

com sua situação de saúde(1).


a
m

As teorias, em torno da determinação social da saúde,


Li

assumem que a saúde de membros de uma sociedade será


de

determinada pela maneira como ela organiza e distribui seus


s
ve

recursos econômicos, sociais e derivados. Os DSS, mais


Al
e

comumente citados, são: saneamento, inclusão social,


el
is

transporte, segurança, modelos de atenção à saúde, habitação,


G

alimentação, autoestima, droga-adição, lazer, emprego,


educação, paz, renda, stress, primeiros anos de vida, rede de
suporte social, distribuição de renda, ambiente de trabalho,
justiça social/equidade, recursos sustentáveis e ecossistema
saudável.
O principal desafio dos estudos sobre as relações entre os DSS
consiste em estabelecer uma hierarquia de determinações entre
os fatores sociais, econômicos, políticos e as mediações, através

| 58
das quais esses fatores sobrevêm sobre a situação de saúde de
indivíduos e grupos, já que a relação de determinação não é uma
simples relação direta de causa e efeito.
O modelo de Dahlgren e Whitehead inclui os DSS dispostos em
diferentes camadas, segundo seu nível de abrangência, com

47
determinantes proximais, associados aos comportamentos

1:
individuais, intermediários, relacionados às condições de vida e

:1
11
trabalho e distais, onde se situam os macrodeterminantes

23
econômicos, sociais e culturais

20
Fonte: Santana FR, Lima RP, Lopes MM, Fernandes JS, Oliveira

5/
/0
NS, Santos WS, et al. Conhecimento de agentes comunitárias de

26
saúde acerca dos determinantes sociais em sua comunidade

r-
.b
adscrita. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2012 abr/jun;14(2):248-56.

m
co
Available from: http://dx.doi.org/10.5216/ree.v14i2.13102.

o.
ho
ya
4. IADES – EBSERH/SEDE – Assistente Administrativo - 2012
e@

A Lei n˚ 8.080, de 19 de setembro de 1990, é também definida como


el

arcabouço jurídico constitucional do Sistema Único de Saúde (SUS). A este


is
og

respeito, assinale a alternativa que não representa competência da direção


xa
ai

estadual do SUS.
-p

(A) Promover a descentralização, para os Municípios, dos serviços e das ações de


4
-5

saúde.
31

(B) Acompanhar, controlar e avaliar as redes hierarquizadas do Sistema Único de


.2
55

Saúde-SUS.
.0
08

(C) Prestar apoio técnico e financeiro aos Municípios e executar, supletivamente,


-0

ações e serviços de saúde.


ão

(D) Identificar estabelecimentos hospitalares de referência e gerir sistemas


ix
Pa

públicos de alta complexidade, de referência estadual e regional.


a

(E) Formar consórcios administrativos intermunicipais.


m
Li

Gabarito: E
de

Comentários: Formar consórcios administrativos intermunicipais, segundo o


s
ve

inciso VII do art. 18, compete à direção municipal, e não estadual, do SUS.
Al
e
el
is
G

5. IADES – EBSERH – HC-UFTM – Assistente Social – 2013


A complexidade da garantia à saúde é um permanente desafio para a
consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS). Diante disso, a intersetorialidade
também é tratada na Lei Orgânica da Saúde. Considerando essas informações e
com base no disposto na Lei n˚ 8.080/1990 sobre as comissões intersetoriais,
assinale a alternativa correta.
(A) Essas comissões terão a finalidade de articular políticas e programas de
interesse para a saúde, cuja execução envolva áreas não compreendidas no

| 59
âmbito do SUS.
(B) Atividades de ciência e tecnologia, por serem afetas diretamente à saúde, não
estão no âmbito dessas comissões.
(C) Atividades de lazer são um exemplo de articulação a cargo das comissões
intersetoriais.

47
(D) É função das comissões intersetoriais articular o Conselho Nacional de Saúde

1:
com o Conselho Nacional de Justiça.

:1
11
(E) As comissões intersetoriais estão subordinadas à Secretaria Executiva do

23
Ministério da Saúde.

20
5/
Gabarito: A

/0
Comentários: Parágrafo único do art. 12:

26
r-
Art. 12. Serão criadas comissões intersetoriais de âmbito nacional,

.b
subordinadas ao Conselho Nacional de Saúde, integradas pelos

m
co
Ministérios e órgãos competentes e por entidades representativas

o.
ho
da sociedade civil. ya
Parágrafo único. As comissões intersetoriais terão a finalidade de
e@

articular políticas e programas de interesse para a saúde, cuja


el
is

execução envolva áreas não compreendidas no âmbito do Sistema


og

Único de Saúde (SUS).


xa
ai
-p

6. IADES – EBSERH – HC-UFTM – Assistente Social – 2013


4
-5

A respeito dos determinantes sociais em saúde, assinale a alternativa correta.


31
.2

(A) A rede social em que se inserem os indivíduos tem relação com realizações ou
55

frustrações, mas não interfere na determinação de doenças.


.0
08

(B) Comportamento individual e fatores biológicos podem ser considerados


-0

fatores de risco para determinadas doenças, no entanto, não se enquadram no


ão
ix

conceito mais estrito de determinantes sociais em saúde.


Pa

(C) O alto índice de alcoolismo, que se relaciona com diferentes tipos de violência
a
m

a que os indivíduos e as populações são submetidos, é consequência de processos


Li
de

sociais, sem relação com a saúde.


s

(D) Renda e trabalho não são exemplos de condições que interferem nos
ve
Al

determinantes sociais em saúde.


e
el

(E) Doenças sexualmente transmissíveis são consequências dos


is
G

comportamentos individuais e, portanto, não podem ter relação com


determinantes sociais em saúde.
Gabarito: B
Comentários: A rede social interfere na determinação de doenças. O alto índice
de alcoolismo tem estreita relação com a saúde, como uma das causas do
problema , em conjunto com os fatores sociais, ou como um problema de saúde
pública. Renda e trabalho são determinantes sociais da saúde (art. 3˚ da Lei n˚
8.080/1990). Por fim, DSTs possuem estreita relação com a dinâmica social da
população e têm relação com os determinantes sociais em saúde.

| 60
7. IADES – EBSERH – HU-UFP – Enfermeiro Superior – 2012
Em relação à Lei n˚ 8.080/1990 – Lei Orgânica da Saúde (LOS), bem como a
legislação regulatória da Saúde Pública no Brasil, julgue os itens a seguir.
I- Os serviços de atenção primária, constituídos pelos hospitais de

47
maior complexidade ou resolutividade da região ou do Estado

1:
constituem as chamadas “portas de entrada” do sistema de saúde.

:1
11
II - Uma percepção importante sobre as determinantes sociais da

23
saúde e a legislação dos últimos vinte anos pode ser percebida pelo

20
fato de que, antes da Lei n˚ 8.080, a legislação preconizava que aos

5/
/0
municípios brasileiros só competia “organizar serviços de Pronto

26
Socorro”, diferente da dimensão da gestão da saúde incorporada na

r-
.b
nova perspectiva da atual legislação.

m
co
III - Embora os avanços na concepção do SUS, apresentados pela Lei

o.
n˚ 8.080 possam ser relevantes quanto à promoção do atendimento
ho
ya
à saúde da população, a característica principal da LOS foi a
e@

responsabilidade única do Ministério da Saúde na gestão do SUS.


el

IV - Uma das grandes críticas sobre a LOS é a ausência do


is
og

rompimento das chamadas “algemas que caracterizam o acesso à


xa

saúde como uma política excludente, precária e centrada no modelo


ai
-p

médico-hegemônico”. Especificamente na política de saúde, a LOS


4
-5

não garantiu a articulação das políticas sociais de maneira


31

integrada, de modo a constituir um diferencial de qualidade no


.2
55

atendimento à população brasileira, mesmo fora dos centros


.0
08

regionais de excelência – um grande desafio à sociedade em geral.


-0

A quantidade de itens certos é igual a


ão

(A) 0.
ix
Pa

(B) 1.
a

(C) 2.
m
Li

(D) 3.
de

(E) 4.
s
ve

Gabarito: C
Al

Comentários: A I e a III estão erradas. Vejamos os erros:


e
el

I- Os serviços de atenção primária, constituídos pelas Unidades


is
G

básicas de Saúde pelos hospitais de maior complexidade ou


resolutividade da região ou do Estado constituem as chamadas
“portas de entrada” do sistema de saúde.
III - Embora os avanços na concepção do SUS, apresentados pela Lei
n˚ 8.080 possam ser relevantes quanto à promoção do atendimento
à saúde da população, a característica principal da LOS foi a
responsabilidade única do Ministério da Saúde na gestão do SUS.
Todos os entes foram responsabilizados na LOS.

| 61
8. IADES – EBSERH - HC-UFTM – Técnico em Saúde Bucal – 20136
A história clínica de muitas pessoas atendidas nos serviços de saúde revela
condições de vida que afetam o bem-estar e a saúde. Considerando essa
informação e com base nos determinantes sociais da saúde, assinale a alternativa

47
correta.

1:
(A) O processo saúde-doença deve ser entendido como a relação entre as

:1
11
condições biológicas e as psicológicas e exclui a necessidade de abordar o

23
contexto social.

20
(B) As condições de trabalho, a estrutura das redes sociais e comunitárias, o estilo

5/
/0
de vida dos indivíduos, a idade, o sexo e aspectos hereditários são alguns dos

26
fatores que exemplificam determinantes sociais da saúde.

r-
.b
(C) O impacto que a doença pode ter sobre a situação socioeconômica do

m
co
indivíduo e da respectiva família compõe um contexto diferente do relativo à

o.
análise dos determinantes sociais da saúde.
ho
ya
(D) Políticas públicas de abrangência populacional, que promovem mudanças de
e@

hábitos, interferem apenas na saúde do indivíduo, sem qualquer importância para


el

alterações nos determinantes sociais da saúde.


is
og

(E) Diminuir a exposição a riscos é a forma mais eficaz para alterar os


xa

determinantes sociais da saúde.


ai
-p

Gabarito: B
4
-5

Comentários: O contexto social deve ser abordado no conceito de Determinantes


31

Sociais de Saúde, pois implicam em uma relação de variáveis, como estudamos,


.2
55

bio-psico-sociais. Observe que o conceito de Determinantes Sociais de Saúde não


.0
08

implica apenas em determinantes sociais, mas agrega a dimensão biológica e


-0

psicológica. Por fim, a melhor maneira de lidar com os Determinantes Sociais de


ão

Saúde é promover o desenvolvimento do povo e não isolá-lo da vida em


ix
Pa

sociedade.
a
m
Li

9. AOCP – EBSERH – HU/UFS – Psicólogo Hospitalar – 2013


de

O conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou


s
ve

prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de


Al

saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas


e
el

de prevenção e controle das doenças ou agravos é o que se entende por


is
G

(A) vigilância sanitária.


(B) vigilância epidemiológica
(C) saúde do trabalhador.
(D) assistência terapêutica integral.
(E) assistência social. 23
Gabarito: B
Comentários: Segundo o art. 6˚ da Lei n˚ 8.080/1990,

| 62
§ 2º Entende-se por vigilância epidemiológica um conjunto de ações que
proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer
mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual
ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de
prevenção e controle das doenças ou agravos.

47
1:
10. AOCP – EBSERH – HU/UFS – Psicólogo Hospitalar – 2013

:1
11
Em relação ao Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, analise as assertivas e

23
assinale a alternativa que aponta as corretas.

20
I. As ações e serviços de saúde voltados para o atendimento das

5/
/0
populações indígenas, em todo o território nacional, coletiva ou

26
individualmente, obedecerão ao disposto na Lei 8.080/1990.

r-
.b
II. Caberá à União, com seus recursos próprios, financiar o Subsistema de

m
co
Atenção à Saúde Indígena.

o.
III. O SUS promoverá a articulação do Subsistema de Atenção à Saúde
ho
ya
Indígena com os órgãos responsáveis pela Política Indígena do País.
e@

IV. Os Estados, Municípios, outras instituições governamentais e não-


el

governamentais poderão atuar complementarmente no custeio e execução


is
og

das ações.
xa

(A) Apenas I, II e III.


ai
-p

(B) Apenas I, III e IV.


4
-5

(C) Apenas II e III.


31

(D) Apenas I e IV.


.2
55

(E) I, II, III e IV. 24


.0
08

Gabarito: E
-0

Comentários: Todas estão corretas e de acordo com os seguintes artigos:


ão

Art. 19-A. As ações e serviços de saúde voltados para o atendimento


ix
Pa

das populações indígenas, em todo o território nacional, coletiva ou


a

individualmente, obedecerão ao disposto nesta Lei.


m
Li

Art. 19-C. Caberá à União, com seus recursos próprios, financiar o


de

Subsistema de Atenção à Saúde Indígena.


s
ve

Art. 19-D. O SUS promoverá a articulação do Subsistema instituído


Al

por esta Lei com os órgãos responsáveis pela Política Indígena do


e
el
is

País.
G

Art. 19-E. Os Estados, Municípios, outras instituições


governamentais e não-governamentais poderão atuar
complementarmente no custeio e execução das ações.

11. AOCP - EBSERH/HUJM-UFMT - 2014


À direção estadual do Sistema Único de Saúde (SUS) compete coordenar e, em
caráter complementar, executar ações e serviços, EXCETO
(A) de vigilância epidemiológica.

| 63
(B) de vigilância sanitária.
(C) de atendimento psiquiátrico.
(D) de alimentação e nutrição.
(E) de saúde do trabalhador. 23
Gabarito: C

47
Comentários: Não precisamos nem lembrar de todas as atribuições da direção

1:
estadual do SUS nessa questão. Basta lembrarmos que cabe ao SUS, segundo o

:1
11
art. 3˚:

23
I - a execução de ações:

20
a) de vigilância sanitária;

5/
/0
b) de vigilância epidemiológica;

26
c) de saúde do trabalhador; e

r-
.b
d) de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica;

m
co
E o atendimento psiquiátrico? Em nenhum momento da Lei é citado tal tipo

o.
de assistência.
ho
ya
e@

12. ESAF – CGU – 2008


el

Assinale a opção que contemple alguns dos princípios e diretrizes do SUS,


is
og

segundo a Lei n. 8.080, de 1990.


xa
ai

a) Universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de


-p

assistência, integralidade de assistência, divulgação de informações quanto ao


4
-5

potencial dos serviços de saúde e a sua utilização pelo usuário, priorização das
31

necessidades da população de baixa renda.


.2
55

b) Universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de


.0
08

assistência, integralidade de assistência, priorização das necessidades da


-0

população de baixa renda, enfoque sistêmico na condução das ações de saúde.


ão

c) Universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de


ix
Pa

assistência, integralidade de assistência, preservação da autonomia das pessoas


a

na defesa de sua integridade física e moral, divulgação de informações quanto ao


m
Li

potencial dos serviços de saúde e a sua utilização pelo usuário.


de

d) Integralidade de assistência, preservação da autonomia das pessoas na defesa


s
ve

de sua integridade física e moral, priorização das necessidades da população de


Al

baixa renda, enfoque sistêmico na condução das ações de saúde.


e
el
is

e) Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e


G

moral, divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a


sua utilização pelo usuário, enfoque sistêmico na condução das ações de saúde,
integralidade de assistência.
Gabarito: C
Comentários: É mais fácil perguntar o que não é contemplado como princípio e
diretriz do SUS na Lei n˚ 8.080/1990. Eis a lista:
Priorização das necessidades da população de baixa renda
Enfoque sistêmico na condução das ações de saúde

| 64
13. ESAF – CGU – 2008
Considerando o financiamento do SUS, assinale a opção incorreta.
a) O orçamento da seguridade social destinará ao SUS os recursos necessários à
realização de suas finalidades, previstos em proposta elaborada pela sua direção

47
nacional, com a participação dos órgãos da Previdência Social e da Assistência

1:
Social.

:1
11
b) As receitas geradas no âmbito do SUS serão creditadas diretamente em contas

23
especiais, movimentadas pela sua direção, na esfera de poder onde forem

20
arrecadadas.

5/
/0
c) As ações de saneamento que venham a ser executadas supletivamente pelo SUS

26
serão financiadas por recursos tarifários específicos e outros da União, dos

r-
.b
estados, do Distrito Federal, dos municípios e, em particular, do Sistema

m
co
Financeiro da Habitação.

o.
d) As atividades de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico em saúde
ho
ya
serão cofinancia das pelo SUS, pelas universidades e pelo orçamento fiscal, além
e@

de recursos de instituições de fomento e financiamento ou de origem externa e


el

receita própria das instituições executoras.


is
og

e) O Ministério da Saúde acompanhará, por meio de seu sistema de auditoria, a


xa

conformidade à programação aprovada da aplicação dos recursos repassados a


ai
-p

estados e municípios. Constatada a malversação, desvio ou não aplicação dos


4
-5

recursos, caberá ao Ministério Público aplicar as medidas previstas em lei.


31

Gabarito: E
.2
55

Comentários: Segundo o art. 33: § 4º O Ministério da Saúde acompanhará, através


.0
08

de seu sistema de auditoria, a conformidade à programação aprovada da


-0

aplicação dos recursos repassados a Estados e Municípios. Constatada a


ão

malversação, desvio ou não aplicação dos recursos, caberá ao Ministério da


ix
Pa

Saúde aplicar as medidas previstas em lei.


a

Essa é ótima para derrubar candidatos.


m
Li
de

14. FCC – ANS – 2007


s
ve

Considere as seguintes assertivas a respeito da Organização, da Direção e


Al

da Gestão do Sistema Único de Saúde − SUS:


e
el

I. As ações e serviços de saúde executados pelo SUS serão


is
G

organizados deforma regionalizada e hierarquizada em níveis de


complexidade crescente.
II. Os Municípios poderão constituir consórcios para desenvolver em
conjunto as ações e os serviços de saúde que lhes correspondam.
III. A articulação das políticas e programas, a cargo das comissões
intersetoriais, não abrangerá as atividades de vigilância sanitária e
farmacoepidemiologia.

| 65
IV. A direção do SUS é única, sendo exercida no âmbito dos Estados
pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente.
De acordo com a Lei no 8.080/90, está correto o que consta APENAS em
(A) I e II.
(B) I, II e III.

47
(C) I, II e IV.

1:
(D) II, III e IV.

:1
11
(E) III e IV.

23
Gabarito: C

20
Comentários: A articulação das políticas e programas, a cargo das comissões

5/
/0
intersetoriais, não abrangerá as atividades de vigilância sanitária e

26
farmacoepidemiologia.

r-
.b
m
co
15. FCC – ANS – 2007

o.
Considere as seguintes assertivas a respeito da assistência à saúde pela
ho
ya
iniciativa privada:
e@

I. As instituições privadas poderão participar de forma


el

complementar do sistema único de saúde, segundo diretrizes deste,


is
og

mediante contrato de direito público ou convênio.


xa

II. É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou


ai
-p

subvenções às instituições privadas com fins lucrativos.


4
-5

III. Em regra, é vedada a participação direta ou indireta de empresas


31

ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País.


.2
55

IV. As entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos não possuem


.0
08

qualquer tipo de preferência na participação complementar do


-0

sistema único de saúde.


ão

De acordo com a Constituição Federal brasileira, está correto o que consta


ix
Pa

APENAS em
a

(A) I e II.
m
Li

(B) I, II e III.
de

(C) I, II e IV.
s
ve

(D) II, III e IV.


Al

(E) II e IV.
e
el

Gabarito: B
is
G

Comentários: Apesar de falar da Constituição, a questão refere-se a Lei n˚


8.080/1990. Segundo o art. 24, parágrafo único. A participação complementar dos
serviços privados será formalizada mediante contrato ou convênio, observadas, a
respeito, as normas de direito público.
O art. 25 diz: Na hipótese do artigo anterior, as entidades filantrópicas e as sem
fins lucrativos terão preferência para participar do Sistema Único de Saúde (SUS).

16. FCC – ANS – 2007

| 66
De acordo com a Lei no 8.080/90, compete à direção estadual do Sistema
Único de Saúde − SUS
(A) estabelecer normas, em caráter suplementar, para o controle e avaliação das
ações e serviços de saúde.
(B) definir e coordenar os sistemas de rede integrada de assistência de alta

47
complexidade.

1:
(C) normatizar e coordenar nacionalmente o Sistema Nacional de Sangue,

:1
11
Componentes e Derivados.

23
(D) elaborar normas para regular as relações entre o Sistema Único de Saúde e os

20
serviços privados contratados de assistência à saúde.

5/
/0
(E) formar consórcios consultivos intermunicipais, bem como gerir laboratórios

26
públicos de saúde e hemocentros.

r-
.b
Gabarito: A

m
co
Comentários: definir e coordenar os sistemas de rede integrada de assistência de

o.
alta complexidade cabe ao Sistema Nacional do SUS, que também é responsável
ho
ya
por normatizar e coordenar nacionalmente o Sistema Nacional de Sangue,
e@

Componentes e Derivados e elaborar normas para regular as relações entre o


el

Sistema Único de Saúde e os serviços privados contratados de assistência à saúde.


is
og

Por fim, cabe à direção municipal do SUS formar consórcios consultivos


xa

intermunicipais, bem como gerir laboratórios públicos de saúde e hemocentros.


ai
-p
4
-5

17. FCC – ANS – 2007


31

De acordo com a Lei no 8.080/90, os serviços de saúde do Sistema Único de


.2
55

Saúde − SUS, da rede própria ou conveniada, ficam obrigados a permitir a


.0
08

presença, junto à parturiente, de


-0

(A) dois acompanhantes, indicados por sua genitora, esposo ou descendente


ão

maior de 18 (dezoito) anos, durante todo o período de trabalho de parto, parto e


ix
Pa

pós-parto imediato.
a

(B) um acompanhante, indicado pela autoridade competente responsável,


m
Li

durante todo o período de trabalho de parto, parto, excetuando-se o pós-parto


de

imediato.
s
ve

(C) dois acompanhantes, indicados pela parturiente, durante todo o período de


Al

trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.


e
el

(D) dois acompanhantes, indicados pela autoridade responsável, durante todo o


is
G

período de trabalho de parto, parto, excetuando-se o pós-parto imediato.


(E) um acompanhante, indicado pela parturiente, durante todo o período de
trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.
Gabarito: E
Comentários: Art. 19-J. Os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde - SUS, da
rede própria ou conveniada, ficam obrigados a permitir a presença, junto à
parturiente, de 1 (um) acompanhante durante todo o período de trabalho de
parto, parto e pós-parto imediato.

| 67
CESPE/SESA-ES/2011
Com base na Lei n.º 8.080/1990, que dispõe sobre as condições para a
promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento
dos serviços correspondentes e dá outras providências, julgue os itens que se

47
subseguem. Nesse sentido, considere que a sigla SUS, sempre que empregada,

1:
refere-se ao Sistema Único de Saúde.

:1
11
18. De acordo com a lei em questão, a saúde é um direito

23
fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as

20
condições indispensáveis ao seu pleno exercício, mas esse dever

5/
/0
do Estado não exclui o dever das pessoas, da família, das

26
empresas e da sociedade quanto à saúde coletiva.

r-
.b
Gabarito: C

m
co
Comentários: E lembre-se sempre do art. 2˚: § 2º O dever do Estado não exclui o

o.
das pessoas, da família, das empresas e da sociedade.
ho
ya
e@

19. A aplicação da referida lei obriga o Estado brasileiro a garantir


el

atenção integral à saúde de todo cidadão, a assisti-lo, portanto,


is
og

no conjunto de suas necessidades de saúde, independentemente


xa

da disponibilidade de recursos dos entes federados.


ai
-p

Gabarito: E
4
-5

Comentários: Cuidado, se não tem dinheiro não tem como garantir saúde. Por
31

isso que a lei fala o seguinte:


.2
55

Art. 36. O processo de planejamento e orçamento do Sistema Único de Saúde


.0
08

(SUS) será ascendente, do nível local até o federal, ouvidos seus órgãos
-0

deliberativos, compatibilizando-se as necessidades da política de saúde com a


ão

disponibilidade de recursos em planos de saúde dos Municípios, dos Estados,


ix
Pa

do Distrito Federal e da União.


a
m
Li

20. Estão incluídas no campo de atuação do SUS as ações de


de

vigilância sanitária, de vigilância epidemiológica e de saúde do


s
ve

trabalhador, mas não as de controle de qualidade, pesquisa e


Al

produção de insumos e equipamentos para a saúde.


e
el

Gabarito: E
is
G

Comentários: Não só estão, como aparecem no art. 16 da referida lei.

21. A lei em apreço regula, em todo o território nacional, as ações e


os serviços de saúde, públicos e privados, contratados ou
conveniados ao SUS, em caráter permanente ou eventual,
executados por pessoas naturais ou jurídicas de direito público
ou privado.
Gabarito: C

| 68
Comentários: Logo no começo da lei encontramos essa literalidade:
Art. 1º Esta lei regula, em todo o território nacional, as ações e serviços de
saúde, executados isolada ou conjuntamente, em caráter permanente ou
eventual, por pessoas naturais ou jurídicas de direito Público ou privado.

47
1:
:1
11
Bons estudos! =]

23
Professor Alyson Barros

20
5/
/0
26
r-
.b
m
co
o.
ho
ya
e@
el
is
og
xa
ai
-p
4
-5
31
.2
55
.0
08
-0
ão
ix
Pa
a
m
Li
de
s
ve
Al
e
el
is
G

| 69

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