MATEMÁTICA A – 12º ANO TI-NspireTM CX – CX II
Funções (Guião do Professor)
Complexos Conjugados Eduardo Cunha
Raul Aparício Gonçalves
RESUMO E OBJETIVOS
Os alunos irão utilizar a tecnologia TI-Nspire para tirar conclusões sobre a relação geométrica entre
os afixos de dois números complexos e dos respetivos conjugados, num polígono por eles definido,
relativo ao tema dos números complexos, do 12º ano de escolaridade. Neste sentido será
necessário mobilizar conhecimentos anteriores de diferentes temas de modo a validar conjeturas
que se farão com muita vantagem com a manipulação de uma aplicação fornecida.
MATERIAIS E PREPARAÇÃO
• TI-Nspire CX ou CX II-T • Folha de tarefas
• Ficheiro ramos complexos1.tns
TAREFAS E INVESTIGAÇÕES PARA OS ALUNOS
A resposta à 1ª questão é relativamente simples, óbvia com a manipulação da aplicação caso não
consiga o aluno obtê-la de imediato. Aliás, esta tarefa pode até ser trabalhada após o aluno ter
aprendido que os afixos de um número complexo e do respetivo conjugado são simétricos
relativmente ao eixo real do plano de Argand. É, no entanto, uma pergunta necessária e útil para
enquadrar o trabalho seguinte.
Para tratar algebrcamente as respostas, considere-se 𝑧𝐴 = 𝑎 + 𝑏𝑖 (afixo A) e 𝑧𝐵 = 𝑐 + 𝑑𝑖 (afixo B).
Designem-se ainda os afixos de 𝑧̅𝐴 por A’ e de ̅̅̅
𝑧𝐵 por B’.
Para responder à 2ª questão, e seguintes, esperam-se algumas dificuldades, sobretudo na
validação algébrica de conjeturas. Uma análise a partir de uma organização em tabela relativa às
coordenadas dos afixos, pode simplificar este trabalho.
𝑏=𝑑 𝑏≠𝑑
𝑎=𝑐 𝐴(𝑎, 𝑏); 𝐵(𝑎, 𝑏); 𝐴′(−𝑎, −𝑏); 𝐵′(−𝑎, −𝑏) 𝐴(𝑎, 𝑏); 𝐵(𝑎, 𝑑); 𝐴′(𝑎, −𝑏); 𝐵′(𝑎, −𝑑)
𝑎≠𝑐 𝐴(𝑎, 𝑏); 𝐵(𝑐, 𝑏); 𝐴′(𝑎, −𝑏); 𝐵′(𝑐, −𝑏) 𝐴(𝑎, 𝑏); 𝐵(𝑐, 𝑑); 𝐴′(𝑎, −𝑏); 𝐵′(𝑐, −𝑑)
Este recurso pedagógico é disponibilizado com a respetiva licença Criative
Commons
https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/
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Vejamos a situação em que 𝒂 = 𝒄 ∧ 𝒃 = 𝒅:
A manipulação da aplicação, rapidamente vai suscitar a necessidade de uma subdivisão deste
caso, como o que é referido neste nova tabela:
𝑏=0 𝑏≠0
𝑎=0 𝐴(0,0); 𝐵(0,0); 𝐴′(0,0); 𝐵′(0,0) 𝐴(0, 𝑏); 𝐵(0, 𝑏); 𝐴′(0, −𝑏); 𝐵′(0, −𝑏)
𝑎≠0 𝐴(𝑎, 0); 𝐵(𝑎, 0); 𝐴′(𝑎, 0); 𝐵′(𝑎, 0) 𝐴(𝑎, 𝑏); 𝐵(𝑎, 𝑏); 𝐴′(𝑎, −𝑏); 𝐵′(𝑎, −𝑏)
Neste caso, basta que as partes imaginárias sejam nulas para que os quatro afixos coincidam,
estando assim o polígono degenerado num ponto sobre o eixo real. Já no caso em que as partes
imaginárias não são nulas, os afixos definem um segmento de reta paralelo ao eixo imaginário.
Analizemos agora a situação em que 𝒂 = 𝒄 ∧ 𝒃 ≠ 𝒅.
Tendo os complexos a mesma parte real, e tendo em consideração que os respetivos conjugados
também terão, esta situação vai originar sempre um segmento de reta paralelo ao eixo imaginário.
Já considerando as partes imaginárias iguais, com as partes reais diferentes ( 𝒂 ≠ 𝒄 ∧ 𝒃 = 𝒅 ),
necessariamente teremos um retângulo. Note-se que os afixos dos números conmplexos estão no
mesmo semiplano definido pelo eixo vertical.
Note-se ainda que 𝐴(𝑎, 𝑏); 𝐵(𝑐, 𝑏); 𝐴′ (𝑎, −𝑏) 𝑒 𝐵′(𝑐, −𝑏).
Deste modo,
𝐴𝐵 = (𝑐 − 𝑎, 0), ⃗⃗⃗⃗⃗⃗
⃗⃗⃗⃗⃗ 𝐴𝐴′ = (0, −2𝑏), ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = (0, −2𝑏), donde
𝐴′𝐵′ = (𝑐 − 𝑎, 0) e 𝐵𝐵′
se concluí que os lados opostos do polígono são paralelos e têm a mesma
medida de comprimento e os vetors são paralelos e perpendiculares aos
eixos, consecutivamente perpendiculares.
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Complexos Conjugados Eduardo Cunha
Raul Aparício Gonçalves
Note-se que, em particular, quando 𝑎 e 𝑐 forem simétricos e cujo módulo é igual ao módulo de 𝑏, o
retângulo é um quadrado.
⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ‖ = 2|𝑏|, o
⃗⃗⃗⃗⃗ ‖ = 2|𝑎| e ‖𝐴𝐴′
Tendo em consideração o trabalho algébrico anterior, tem-se que ‖𝐴𝐵
que permite confirmar a afirmação anterior.
Vejamos agora a situação em que 𝒂 ≠ 𝒄 ∧ 𝒃 ≠ 𝒅
Na manipulação feita com a aplicação, pode observar-se que em muitas
situações o polígono convexo era um trapézio não retângulo. Ora, tal
ocorre apenas nestas circunstâncias, mas nem sempre.
Note-se que há, neste caso, situações em que o quadrilátero fica
degenerado num triângulo.
Basta que apenas um dos números complexos coincida com o seu
conjugado, ou seja, quando apenas um dos números complexos seja um
número real.
Sem perda de generalidade, considere-se que é 𝑧𝐴 o número complexo real.
Ora, 𝐴 ≡ 𝐴′, de coordenadas (𝑎, 0). Temos então três pontos, que definem naturalmente um
⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = (𝑐 − 𝑎, −𝑑),
⃗⃗⃗⃗⃗ = (𝑐 − 𝑎, 𝑑) e 𝐴𝐵′
triângulo. Podemos ainda dizer que este triângulo é isósceles, pois 𝐴𝐵
vetores que têm a mesma norma, sendo 2|𝑑| a medida do comprimento do lado do triângulo paralelo
ao eixo imaginário.
Deste modo, o triângulo é equilátero se √(𝑐 − 𝑎)2 + 𝑑2 = 4𝑑2 , ou seja,
|𝑐 − 𝑎| = √3𝑑. Esta relação pode também ser obtida trabalhando apenas
medidas num triângulo equilátero.
Da análise exaustiva, resultam as respostas às diferentes questões,
incluindo a última, pois um losango não quadrado é algo que nunca irá ocorrer.
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