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Costume Iinternacional

O documento discute o costume internacional como fonte do direito internacional, definindo-o como uma prática geral aceita como juridicamente obrigatória e composta por dois elementos: conduta e opinio juris. Aborda a evolução histórica do costume, sua relevância atual e desafios, como a falta de uniformidade na interpretação dos elementos constitutivos e dificuldade de adaptação às mudanças globais.

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Bernardo Cefas
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Costume Iinternacional

O documento discute o costume internacional como fonte do direito internacional, definindo-o como uma prática geral aceita como juridicamente obrigatória e composta por dois elementos: conduta e opinio juris. Aborda a evolução histórica do costume, sua relevância atual e desafios, como a falta de uniformidade na interpretação dos elementos constitutivos e dificuldade de adaptação às mudanças globais.

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INSTITUTO SUPERIOR POLITECNICO DE PORTO AMBOIM

(Aprovado por Decreto Presidencial Nº 168/12, Diário da República Nº 141-I Série, de 24 de Julho)
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÓMICAS, SOCIAIS E HUMANAS

LICENCIATURA EM DIREITO

DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO

COSTUME INTERNACIONAL

FEITO POR: LUCINDA VENTURA FORTES

DOCENTE: ROSARIO GARCIA JOÃO

PORTO AMBOIM, JANEIRO DE 2024


INSTITUTO SUPERIOR POLITECNICO DE PORTO AMBOIM

(Aprovado por Decreto Presidencial Nº 168/12, Diário da República Nº 141-I Série, de 24 de Julho)
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÓMICAS, SOCIAIS E HUMANAS

LICENCIATURA EM DIREITO

DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO

COSTUME INTERNACIONAL

FEITO POR: LUCINDA VENTURA FORTES

SALA: 1
2º ANO
PERIODO: MANHÃ
Índice
Introdução ......................................................................................................................... 1
Definição e Natureza do Costume Internacional .............................................................. 2
Evolução Histórica do Costume Internacional ............................................................. 2
Elemento material - Conduta ........................................................................................ 3
Elemento subjetivo - Opnio Iuris.................................................................................. 3
Relevância do Costume Internacional na Atualidade ................................................... 3
Desafios e Controvérsias Associados ao Costume Internacional ................................. 3
O Processo de Formação do Costume Internacional .................................................... 4
Casos Práticos de Costume Internacional ..................................................................... 4
Desafios Contemporâneos na Consolidação do Costume ............................................ 4
Desafios na Identificação e Prova do Costume ............................................................ 4
O elemento material do costume internacional ............................................................ 4
A prática dos Estados pode ser demonstrada por uma série de fontes, como: ............. 4
O elemento subjetivo do costume internacional ........................................................... 5
A Influência das Organizações Internacionais na Formação do Costume .................... 5
A formação do costume internacional ...................................................................... 5
A importância do costume internacional ...................................................................... 6
Exemplos de Costume Internacional: ........................................................................... 6
Desafios do Costume Internacional: ............................................................................. 7
Conclusão ......................................................................................................................... 8
Bibliografia ....................................................................................................................... 9
Meu Pensamento ............................................................................................................ 10
Introdução

O costume internacional, como fonte do direito internacional, desempenha um


papel crucial na regulação das relações entre os Estados. Ao longo da história, os
costumes têm moldado as práticas e normas que orientam a conduta dos atores
internacionais. Este trabalho visa explorar a natureza, evolução e relevância do costume
internacional, destacando sua importância na criação e manutenção das normas que regem
a comunidade internacional.

1
Definição e Natureza do Costume Internacional
O costume internacional refere-se à prática geral aceita como sendo juridicamente
obrigatória. Ele é formado por dois elementos essenciais: a) uma prática geral e constante,
e b) uma convicção de que essa prática é obrigatória por força do direito (opinio juris).
Essa dupla natureza confere ao costume uma força normativa única no cenário
internacional.
Evolução Histórica do Costume Internacional

O costume como fonte do direito internacional remonta aos primórdios da


sociedade internacional. Desde as práticas adotadas pelos antigos impérios até os
costumes contemporâneos, a evolução do costume reflete a adaptação do direito
internacional às mudanças políticas, sociais e econômicas ao longo do tempo. Exemplos
notáveis incluem o princípio da não intervenção e o direito dos tratados.
Historicamente, o costume foi a primeira fonte do direito internacional a tomar
forma, sendo a fonte mais importante até o século XVII, com a assinatura do Tratado de
Westfalia, momento em que os tratados internacionais passaram a ganhar maior
relevância no cenário internacional, principalmente por consolidar de modo formal a
igualdade entre os Estados signatários e dar maior segurança às relações internacionais.
São fonte do direito internacional público clássico e moderno. Eles se formam a
partir de uma situação de falta de autoridade central, por meio de ações recorrentes dos
Estados na sua forma de tutelar as relações internacionais. Eles passaram a ser
questionados durante o processo de descolonização, pois os países sujeitos à colonização
não queriam mais se submeter aos costumes impostos pelos antigos colonizadores. Assim,
em prol da segurança jurídica, eles se tornaram objeto de codificação pela Comissão de
Direito Internacional da ONU, a partir das Convenções de Viena.
Importante ressaltar que o costume ainda é a fonte-base do DIP, vez que mesmo
sendo positivado em tratado, o costume não deixa de existir para aqueles Estados que não
façam parte da convenção ou para aqueles que se retiraram por meio de denúncia
unilateral. Para que um costume seja reconhecido, há três exigências no âmbito do Direito
Internacional Público:
Prática Geral (deve ser praticado nas relações entre os Estados);
Natureza habitual e consistente;
Crença dos Estados (os Estados devem crer que existe obrigação legal nessa
prática).
Segundo o art.38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça, o costume é fonte
do Direito Internacional Público definida como:
Artigo 38. [...]

3. o costume internacional como prova de uma prática geralmente aceita como direito.

2
O costume é não escrito, caracterizado por uma conduta uniforme e reiterada dos
Estados por determinado período de tempo. Subjetivamente, o costume possui um
elemento que é a convicção do ato como sendo de Direito (opinio juris).
Com relação aos elementos que fundam os costumes, a doutrina se divide em duas
percepções:
Voluntaristas: entendem que os Estados aceitam a obrigatoriedade desses atos
por vontade própria.
Objetivistas: entendem que a realidade objetiva obriga que os Estados
mantenham os costumes.
Elemento material - Conduta

O primeiro elemento material dos costumes é a conduta. Os atos não podem ser
isolados, mas não há como determinar um tempo mínimo ou máximo para sua
caracterização, dependendo muito da dinâmica de cada área.
Costumes instantâneos: é uma figura atual que entende existir costumes surgidos em
pouquíssimo tempo, em decorrência do dinamismo das relações internacionais
comerciais, da organização dos Estados e da globalização.
Ademais, não é preciso que todos os Estados pratiquem o mesmo costume para
que seja formado. Existem costumes regionais, como, por exemplo, o asilo político e
costumes gerais formados por poucos atores, como da exploração espacial.
Importante lembrar que os Estados também podem fazer objeções quanto a alguns
costumes. Por exemplo, o feito pela Turquia com relação à Convenção de Montegobay -
sobre direito marítimo.
Elemento subjetivo - Opnio Iuris

Trata-se da noção de que não basta agir, mas deve-se agir com a convicção de se
obrigar. É essa convicção que distingue o costume de uma mera cortesia. Porém, é muito
difícil na prática perceber a intenção por trás da ação do Estado. Normalmente, para tanto,
são utilizadas declarações de representantes diplomáticos e aprovações de resoluções da
ONU. Algumas vezes o próprio silêncio é considerado uma forma de opinio iuris. Trata-
se de um ponto bastante controverso.
Relevância do Costume Internacional na Atualidade

No mundo moderno, onde a interdependência entre os Estados é cada vez mais


evidente, o costume internacional continua a desempenhar um papel crucial na regulação
das relações internacionais. Através do costume, normas emergem e são adaptadas para
lidar com desafios contemporâneos, como as mudanças climáticas, os direitos humanos
e os conflitos armados.
Desafios e Controvérsias Associados ao Costume Internacional

Apesar de sua importância, o costume internacional enfrenta desafios


significativos. A falta de uniformidade na interpretação dos elementos constitutivos do

3
costume e as divergências culturais podem levar a controvérsias na sua aplicação. Além
disso, a velocidade das mudanças globais pode tornar difícil para o costume adaptar-se a
novas realidades.
O Processo de Formação do Costume Internacional

A formação do costume internacional envolve um processo gradual e orgânico. A


prática constante ao longo do tempo é fundamental para sua consolidação, sendo
observada em diversas situações, desde tratados bilaterais até ações unilaterais dos
Estados. A interação complexa entre os Estados e outros atores internacionais cria um
contexto dinâmico no qual os costumes se desenvolvem.
Casos Práticos de Costume Internacional

A análise de casos práticos fornece uma visão mais tangível do papel do costume
internacional. Exemplos como a formação de zonas de paz, a proteção do meio ambiente
ou a regulação do comércio internacional ilustram como o costume é utilizado para
preencher lacunas no direito internacional, adaptando-se às necessidades emergentes da
sociedade global.
Desafios Contemporâneos na Consolidação do Costume

Os desafios contemporâneos, como a ascensão de atores não estatais e a rápida


evolução da tecnologia, apresentam novos dilemas na consolidação do costume
internacional. A necessidade de equilibrar a tradição com a inovação e a inclusão de uma
gama mais ampla de atores na formação do costume desafia a capacidade do sistema
jurídico internacional de se adaptar.
Desafios na Identificação e Prova do Costume

Identificar e provar a existência de um costume internacional podem ser desafios


complexos. A falta de registros formais e a diversidade de práticas culturais e jurídicas
entre os Estados podem dificultar a determinação da generalidade e constância
necessárias para a consolidação do costume. Este desafio exige um exame cuidadoso das
práticas estatais e uma análise minuciosa da opinio juris.
O elemento material do costume internacional

O elemento material do costume internacional é a prática reiterada e constante dos


Estados. Essa prática deve ser realizada por um número significativo de Estados, e deve
ser praticada de forma uniforme e constante ao longo do tempo.
A prática reiterada significa que a ação deve ser realizada repetidamente, por um
período de tempo significativo. A prática constante significa que a ação deve ser realizada
de forma uniforme, sem grandes variações.
A prática dos Estados pode ser demonstrada por uma série de fontes, como:

Tratados internacionais: os tratados internacionais podem ser fonte de costume


internacional, quando estabelecem uma regra que é posteriormente seguida pelos Estados.

4
Por exemplo, o Tratado de Paris de 1856, que proibiu o bombardeio indiscriminado de
cidades, é considerado uma fonte do costume internacional sobre a guerra.
Outros documentos internacionais: outros documentos internacionais, como
declarações, resoluções de organizações internacionais e atos unilaterais dos Estados,
também podem ser fontes de costume internacional. Por exemplo, a Declaração Universal
dos Direitos Humanos de 1948 é considerada uma fonte do costume internacional sobre
os direitos humanos.
Prática dos Estados em suas relações bilaterais: a prática dos Estados em suas
relações bilaterais também pode ser fonte de costume internacional. Por exemplo, a
prática de um Estado de conceder asilo a refugiados é considerada uma fonte do costume
internacional sobre o asilo.
O elemento subjetivo do costume internacional

O elemento subjetivo do costume internacional é a convicção de que a prática é


obrigatória. Os Estados devem agir de acordo com a prática consuetudinária por acreditar
que ela é uma norma jurídica vinculante.
A convicção de que a prática é obrigatória pode ser demonstrada por uma série de
fatores, como:
Expressões de opinio juris: os Estados podem expressar sua opinio juris de forma
explícita, por meio de declarações ou documentos oficiais. Por exemplo, um Estado pode
declarar que reconhece como obrigatória a regra consuetudinária que proíbe o uso de
minas terrestres.
A opinio juris, a convicção de que uma prática é obrigatória por força do direito,
é um componente essencial na formação do costume. Esta consciência jurídica coletiva
entre os Estados confere legitimidade e força ao costume, diferenciando-o de meras
práticas habituais. A compreensão da opinio juris é crucial para avaliar a validade e a
aplicabilidade de um costume específico.
Prática dos Estados: a prática dos Estados também pode ser um indicador da
opinio juris. Por exemplo, a prática de um Estado de protestar contra a conduta de outro
Estado pode ser interpretada como uma expressão de sua opinio juris de que a conduta é
incompatível com o costume internacional.
A Influência das Organizações Internacionais na Formação do Costume

O papel das organizações internacionais na formação do costume é significativo.


Suas práticas e normas muitas vezes contribuem para a criação de expectativas comuns
entre os Estados-membros, influenciando assim o desenvolvimento do costume
internacional. A interação entre organizações internacionais e Estados destaca a
complexidade e a interconexão desses atores na arena global.
A formação do costume internacional

A formação do costume internacional é um processo complexo que pode levar


muitos anos. O processo geralmente começa com a prática de um pequeno número de

5
Estados. Se essa prática for seguida por um número cada vez maior de Estados, e se os
Estados demonstrarem opinio juris, a prática pode se tornar costume internacional.
A formação do costume internacional pode ser acelerada por uma série de fatores,
como:
A atuação das organizações internacionais: as organizações internacionais
podem desempenhar um papel importante na formação do costume internacional. Por
exemplo, a Organização das Nações Unidas (ONU) pode publicar relatórios ou emitir
resoluções que contribuem para a formação de normas consuetudinárias.
A jurisprudência internacional: a jurisprudência internacional também pode
contribuir para a formação do costume internacional. Por exemplo, as decisões da Corte
Internacional de Justiça (CIJ) podem ajudar a esclarecer o conteúdo de uma norma
consuetudinária.
A jurisprudência internacional, emanada de cortes e tribunais internacionais,
desempenha um papel crucial na interpretação e aplicação do costume internacional. As
decisões judiciais contribuem para a consolidação do costume ao estabelecerem
precedentes que orientam a conduta futura dos Estados. A interação dinâmica entre o
costume e a jurisprudência destaca a evolução contínua do direito internacional.
A importância do costume internacional

O costume internacional é uma fonte importante de direito internacional. Ele é


utilizado para regular uma ampla gama de questões, como a navegação marítima, a guerra
e a proteção dos direitos humanos.
O costume internacional é um instrumento flexível, que pode ser adaptado às
mudanças da sociedade internacional. Ele é capaz de regular questões que não são
abordadas pelos tratados, e pode ser utilizado para preencher lacunas na legislação
internacional.
Exemplos de Costume Internacional:

Princípio da inviolabilidade da soberania estatal: Este princípio proíbe a


intervenção de um Estado nos assuntos internos de outro Estado. Ele é considerado uma
norma imperativa do direito internacional, ou seja, uma norma tão fundamental que não
admite derrogações. O costume internacional da inviolabilidade da soberania foi formado
ao longo de séculos, a partir da prática dos Estados de respeitar a independência e a
igualdade jurídica de outros Estados.
Direito marítimo: O costume internacional regula uma série de questões
relacionadas à navegação marítima, como a liberdade de navegação, a delimitação das
águas territoriais e a pirataria. Essas regras surgiram da prática secular dos Estados no
mar, e são consideradas obrigatórias por todos os Estados.
Uso da força: O costume internacional proíbe o uso da força contra a integridade
territorial ou a independência política de outro Estado. Esta regra é considerada uma das
normas fundamentais do direito internacional contemporâneo. Ela foi consagrada na

6
Carta das Nações Unidas, e é reiterada por uma série de resoluções da Assembleia Geral
das Nações Unidas.
Direitos humanos: O costume internacional reconhece uma série de direitos
humanos fundamentais, como o direito à vida, o direito à liberdade de expressão e o
direito à igualdade perante a lei. Essas regras surgiram da prática dos Estados de proteger
os direitos humanos de seus cidadãos e da atuação das organizações internacionais na
promoção dos direitos humanos.
Desafios do Costume Internacional:

A prova da existência do costume: provar a existência de um costume


internacional pode ser difícil, pois não existe um critério preciso para se determinar
quando a prática dos Estados se transformou em uma norma obrigatória.
Incerteza quanto ao conteúdo do costume: O conteúdo de um costume
internacional nem sempre é claro, o que pode levar a divergências de interpretação entre
os Estados.
A influência do poder: A formação e a aplicação do costume internacional podem
ser influenciadas pelo poder relativo dos Estados. Os Estados mais poderosos podem ter
mais facilidade para impor suas práticas como normas consuetudinárias.
Apesar dos desafios, o costume internacional continua sendo uma fonte
importante de direito internacional. Ele desempenha um papel vital em preencher lacunas
na legislação internacional e em adaptar o direito às mudanças da sociedade internacional.

7
Conclusão
O costume internacional é uma peça fundamental no quebra-cabeça do direito
internacional. Sua evolução ao longo dos séculos testemunha a capacidade do sistema
jurídico internacional de se adaptar às transformações do cenário global. No entanto, para
enfrentar os desafios atuais, é imperativo que a comunidade internacional busque
consenso e claridade na formação e aplicação do costume. A contínua reflexão sobre seu
papel e relevância garantirá que o costume internacional continue a ser uma força
normativa eficaz na ordem internacional.
Em um mundo em constante transformação, o costume internacional continua a
ser um instrumento dinâmico para a criação e desenvolvimento do direito internacional.
No entanto, a eficácia do costume depende da capacidade da comunidade internacional
em abordar os desafios contemporâneos, promovendo a coerência na interpretação e
aplicação dos costumes. A reflexão constante sobre a evolução do costume e a busca por
mecanismos de adaptação são essenciais para garantir a sua relevância contínua na ordem
internacional.

8
Bibliografia
1. Kelsen, Hans. (1950). "Principles of International Law."
2. Shaw, Malcolm N. (2017). "International Law."
3. Sands, Philippe. (2003). "Principles of International Environmental Law."
4. Cassese, Antonio. (2005). "International Law."
5. Dixon, Martin. (2019). "Textbook on International Law."
6. Henkin, Louis. (1995). "How Nations Behave: Law and Foreign Policy."
7. Tunkin, Grigory. (1974). "The Legal Condition of Aliens in Socialist States."
8. Brown, Bartram S. (1981). "International Law and the Use of Force by National
Liberation Movements."
9. Posner, Eric A. (2009). "The Perils of Global Legalism."
10. Amerasinghe, C. F. (1997). "Principles of the Institutional Law of International
Organizations."
11. Brownlie, Ian. (2008). "Principles of Public International Law."
12. Shaw, Malcolm N. (2014). "International Law."
13. Oppenheim, L., Lauterpacht, H., & Greenwood, C. (1996). "Oppenheim's
International Law: Volume 1: Peace."
14. Higgins, Rosalyn. (1994). "Themes and Theories in Modern International Law."
15. Crawford, James. (2006). "The Creation of States in International Law."
16. Barbosa, Helton Luiz. Direito Internacional Público. 16. ed. São Paulo: Saraiva,
2021.
17. Cançado Trindade, Antônio Augusto. Direito Internacional: Curso Elementar. 3.
ed. São Paulo: Saraiva, 2022.
18. Gabetta, Jorge. Direito Internacional Público. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2021.
19. https://trilhante.com.br/curso/fontes-do-direito-internacional-publico-2
20. https://bard.google.com/chat/96988444495ee1f5?hl=pt
21. https://chat.openai.com/c/7c4dcf02-1538-489a-b9f1-05766cd6ca04

9
Meu Pensamento
O costume internacional é uma fonte essencial do direito internacional, mas
também é uma fonte complexa e desafiadora.
A formação do costume internacional é um processo lento e gradual. Ele requer a
prática reiterada e constante dos Estados, acompanhada da convicção de que essa prática
é obrigatória. A prova da existência de um costume internacional pode ser difícil, pois
não existe um critério preciso para se determinar quando a prática dos Estados se
transformou em uma norma obrigatória.
O conteúdo de um costume internacional nem sempre é claro. Isso pode levar a
divergências de interpretação entre os Estados, o que pode dificultar a aplicação do
costume internacional.
A formação e a aplicação do costume internacional podem ser influenciadas pelo
poder relativo dos Estados. Os Estados mais poderosos podem ter mais facilidade para
impor suas práticas como normas consuetudinárias.
Apesar desses desafios, o costume internacional continua sendo uma fonte
importante de direito internacional. Ele desempenha um papel vital em preencher lacunas
na legislação internacional e em adaptar o direito às mudanças da sociedade internacional.
Algumas sugestões para melhorar a formação e a aplicação do costume
internacional:
1. O desenvolvimento de critérios mais precisos para determinar a existência de um
costume internacional.
2. A adoção de mecanismos mais eficazes para interpretar o conteúdo de um costume
internacional.
3. A criação de mecanismos para reduzir a influência do poder relativo dos Estados
na formação e na aplicação do costume internacional.
A adoção dessas medidas contribuiria para tornar o costume internacional uma
fonte mais eficaz e justa do direito internacional.

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