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Universidade Licungo
Faculdade de Ciências de Educação
Licenciatura em Ensino de Geografia 2º ano
Munliua Xavier Chimica
A visita de estudo no PEA da Geografia
Quelimane
2023
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Munliua Xavier Chimica
A visita de estudo no PEA da Geografia
Trabalho da Cadeira de Didática
da Geografia II, a ser entregue
ao docente.
Dr. Eusébio Máquina
Quelimane
2023
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Indice
1 Introdução............................................................................................................................ 4
2 Objetivos ............................................................................................................................. 4
2.1 Objetivo geral: ............................................................................................................. 4
2.2 Objetivos específicos: .................................................................................................. 4
3 Metodologia ........................................................................................................................ 4
4 Conceitualização ................................................................................................................. 5
5 Importância.......................................................................................................................... 5
6 Benefícios da visita ............................................................................................................. 5
7 Desafios para a realização de visitas de estudo ................................................................... 6
8 Recomendações para o uso eficaz da visita de estudo ........................................................ 7
9 O Processo De Ensino E Aprendizagem Em Geografia ..................................................... 7
10 Conclusão ...................................................................................................................... 10
11 Referências Bibliográficas ............................................................................................. 11
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Introdução
O presente trabalho busca realizar um levantamento sobre os aspectos teóricos pertinentes à
compreensão do processo de ensino e aprendizagem da disciplina de Geografia, objetivando
reconhecer as características da ciência geográfica e sua importância social para a assimilação
dos conteúdos trabalhados. A Geografia é uma disciplina rica em conceitos teóricos que
descrevem e explicam a complexidade do espaço geográfico. Ensinar e aprender Geografia
proporciona entender a sociedade onde se vive.
Especificamente tem o intuito de reconhecer que a aprendizagem de Geografia requer do
professor o estudo e atualização constante e reconhecer que o ensino da disciplina pode
estabelecer um diálogo entre os alunos a partir do lugar de vivência de cada um.
1 Objetivos
1.1 Objetivo geral:
• Analisar a importância da visita de estudo no processo de ensino e aprendizagem da
Geografia.
1.2 Objetivos específicos:
• Identificar os benefícios da visita de estudo para o ensino de Geografia;
• Analisar os desafios para a realização de visitas de estudo;
• Propor recomendações para o uso eficaz da visita de estudo no ensino de Geografia.
2 Metodologia
Para atingir os objetivos deste trabalho, serão utilizadas as seguintes metodologias:
• Revisão bibliográfica: Será realizada uma revisão bibliográfica sobre a visita de estudo
no ensino de Geografia.
• Pesquisa de campo: Será realizada uma pesquisa de campo com professores e alunos
de Geografia para identificar a importância, os desafios e as recomendações para o uso
da visita de estudo.
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3 Conceitualização
A visita de estudo é uma metodologia de ensino que consiste em levar os alunos a um local
externo à escola para que eles possam observar, de forma direta, os fenômenos geográficos
estudados em sala de aula. Essa metodologia pode ser muito eficaz para o ensino de Geografia,
pois permite que os alunos relacionem os conceitos aprendidos com a realidade concreta.
4 Importância
• Ajudando os alunos a compreender a diversidade do mundo: A Geografia ajuda os
alunos a compreender a diversidade do mundo, incluindo a diversidade física, humana
e cultural. Isso é importante para que os alunos possam desenvolver uma visão global
do mundo e respeitar as diferentes culturas.
• Estimulando o pensamento crítico e a resolução de problemas: A Geografia estimula o
pensamento crítico e a resolução de problemas, pois ela requer a capacidade de analisar
e compreender os problemas do espaço geográfico. Isso é importante para que os alunos
possam enfrentar os desafios do mundo moderno.
• Contribuindo para a formação de cidadãos conscientes e responsáveis: A Geografia
contribui para a formação de cidadãos conscientes e responsáveis, pois ela ajuda os
alunos a compreender a importância da preservação do meio ambiente e da
sustentabilidade. Isso é importante para que os alunos possam construir um futuro
melhor para todos.
5 Benefícios da visita
A visita de estudo pode trazer diversos benefícios para o ensino de Geografia, dentre os quais:
• Melhora a compreensão dos conceitos geográficos: Ao observarem os fenômenos
geográficos de forma direta, os alunos têm uma melhor compreensão dos conceitos
geográficos estudados em sala de aula. Por exemplo, ao visitar um parque nacional, os
alunos podem compreender melhor os conceitos de biodiversidade, ecossistemas e
conservação ambiental.
• Favorece o desenvolvimento de competências geográficas: A visita de estudo pode
contribuir para o desenvolvimento de diversas competências geográficas, como:
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o Capacidade de observação e análise;
o Capacidade de interpretação e síntese;
o Capacidade de resolução de problemas;
o Capacidade de comunicação e expressão;
o Capacidade de trabalho em grupo.
• Estimula a curiosidade e o interesse pela Geografia: A visita de estudo pode despertar
a curiosidade e o interesse dos alunos pela Geografia, tornando o aprendizado mais
significativo e prazeroso.
• Contribui para a formação de cidadãos conscientes e críticos: A visita de estudo
pode contribuir para a formação de cidadãos conscientes e críticos, pois permite que os
alunos conheçam a realidade do mundo ao seu redor e desenvolvam uma visão crítica
sobre a sociedade.
6 Desafios para a realização de visitas de estudo
A realização de visitas de estudo pode enfrentar alguns desafios, dentre os quais:
• Dificuldade de acesso a locais adequados: Nem sempre é fácil encontrar locais
adequados para a realização de visitas de estudo, especialmente em áreas rurais ou
remotas.
• Custos associados: As visitas de estudo podem ser caras, pois envolvem custos de
transporte, alimentação e entrada em locais turísticos.
• Planificação e organização: A realização de visitas de estudo requer uma boa
planificação e organização, para garantir que a visita seja eficaz e segura.
• Segurança dos alunos: A segurança dos alunos é sempre uma preocupação importante
na realização de visitas de estudo. É importante tomar todas as medidas necessárias para
garantir a segurança dos alunos durante a visita.
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7 Recomendações para o uso eficaz da visita de estudo
Para que a visita de estudo seja eficaz, é importante que ela seja bem planejada e organizada.
Algumas recomendações incluem:
• Escolher um local adequado aos objetivos da visita: O local escolhido deve ser
adequado aos objetivos da visita, ou seja, deve permitir que os alunos observem os
fenômenos geográficos que estão sendo estudados.
• Realizar uma pesquisa prévia sobre o local: Antes de realizar a visita, é importante
realizar uma pesquisa prévia sobre o local, para conhecer as características do local e as
atividades que podem ser realizadas.
• Planejar as atividades a serem realizadas no local: É importante planejar as
atividades a serem realizadas no local, para garantir que a visita seja eficaz e que os
alunos aprendam o máximo possível.
• Avaliar os resultados da visita: É importante avaliar os resultados da visita, para
identificar o que funcionou bem e o que pode ser melhorado.
8 O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM EM GEOGRAFIA
Os processos de ensino-aprendizagem referente aos conteúdos geográficos, devem se fazer
presentes no cotidiano escolar, para isso o professor necessita da busca pelo domínio e
conhecimento pedagógico do conteúdo a ser trabalhado, haja vista que estes estão envoltos por
métodos e modos para torná-los efetivos.
A maneira mais comum de se ensinar Geografia tem sido por meio do uso unicamente do
livro didático e as proposições do professor, onde o docente avalia por meio da memorização,
da capacidade de decorar o que foi ensinado nas aulas. Assim, os livros didáticos, segundo
Oliveira (1994), tornou-se a bíblia para os professores, porém, não acompanham as
transformações que a ciência geográfica tem vivido ao longo dos anos.
Para tanto, o aluno deve ser considerado sujeito ativo e interativo em seu processo de
construção do conhecimento, por isso é necessário priorizar práticas que incentivem a
curiosidade e a troca de informação. Essas práticas devem, ainda, mobilizá-lo para a utilização
de diversas fontes de conhecimento. Nesse sentido, os procedimentos de observação, pesquisa
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e debate são conteúdos necessários para que o aluno desenvolva em plenitude o processo de
construção do conhecimento.
É importante ressaltar que a vivência do aluno deve ser valorizada, e que ele possa perceber
que a ciência geográfica faz parte do seu cotidiano.
O aluno não pode ser visto como um receptáculo vazio que irá assimilar ou aprender
um conteúdo externo a sua realidade (etária ou psicogenética, social, espacial). Ele é um ser
humano, com uma história de vida a ser levada em conta no processo de aprendizagem, que
reelabora e assimila a sua maneira – inclusive reconstruindo e até criando o saber apropriado
para tal disciplina.
O professor que quiser implantar um ensino crítico deve avaliar o aluno tanto no seu
desenvolvimento cognitivo (isto é, a aquisição de conhecimentos) quanto no desenvolvimento
de suas habilidades (raciocínio, aplicação de conceitos, capacidade de observação e criticidade)
e atitudes (inteligência emocional, isto é, sociabilidade, responsabilidade, ausência de
preconceitos).
O aluno torna-se um mero transmissor, sem que haja espaço para o desenvolvimento e
exposição dos meios pelos quais o conhecimento pode ser construído e adquirido, valorizando
aquilo que o aluno lembra, do que lhe foi transmitido, em detrimento do que ele pode fazer com
o que aprendeu. Segundo Cavalcanti (1998): Não se trata, então, nem de simplesmente o
professor transmitir conhecimentos para os alunos, nem de apenas mobilizá-los e atender a
suas necessidades imediatas. Ou seja, nesse processo nem é passivo o aluno, nem o professor.
O aluno é ativo porque ele é o sujeito do processo e, por isso, sua atividade mental ou física é
fundamental para a relação ativa com os objetos de conhecimento; o professor é ativo porque
é ele quem faz a mediação do aluno com aqueles objetos (CAVALCANTI, 1998).
O conceito de avaliação da aprendizagem que tradicionalmente tem como alvo o
julgamento e a classificação do aluno necessita ser redimensionado, pois a competência ou
dificuldade do aluno resulta, em última instância ou competência da escola, não podendo a
avaliação restringir-se a um de seus elementos de forma isolada (LUCKESI, 2002).
Deste modo os resultados desta análise de\monstram diferentes concepções,
principalmente no que diz respeito à Geografia em sala de aula, pois ao observarmos o que vem
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sendo posto para os alunos, ainda é perceptível o distanciamento da disciplina com a realidade
que o cerca e trazer estas discussões que proporcionem uma análise mais crítica sobre uma
disciplina que envolve muito do que vivenciamos, mas que pouco se consegue assimilar.
As perspectivas que a Geografia, como disciplina, deveria construir, estimulariam muito
mais o ser pensante, assim determinaria a escola com seu papel primordial, proporcionando o
que realmente precisaria ser compreendido como teia de relações entre o aprender e o ensinar.
Alguns questionamentos e observações nos levam muito a perceber o desenvolvimento crítico
do aluno e a contribuição de uma disciplina humanista.
A compreensão do espaço vivido também se entrelaça com situações concretas de
atuação, desenvolvidas desde os primeiros anos até os processos iniciais da escolarização. Desta
forma foi observado que ainda faz-se após as leituras realizadas a necessidade de possibilitar
uma intensificação nos conteúdos repassados em sala de aula, ou seja, trazer para sua própria
vivência, pois os alunos ainda necessitam de mais aprendizado e muito mais assimilações com
os espaços vividos.
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9 Conclusão
Em conclusão, a visita de estudo é uma metodologia de ensino eficaz que pode contribuir
significativamente para o processo de ensino e aprendizagem da Geografia. Ela permite que os
alunos relacionem os conceitos aprendidos em sala de aula com a realidade concreta, o que
torna o aprendizado mais significativo e prazeroso. Para que a visita de estudo seja eficaz, é
muito importante que ela seja bem planejada e organizada.
Esta proporciona experiências práticas, estimula a observação direta e integra conhecimentos
de várias disciplinas, essas atividades não apenas enriquecem o aprendizado, mas também
preparam os alunos para uma compreensão mais profunda e holística do espaço geográfico em
que vivem.
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10 Referências Bibliográficas
PARENTE, Analine Maria Martins. A Geografia No Processo De Ensino E
Aprendizagem: Aspectos Teóricos. SP. 2016.
CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimento. 16ª ed.
Campinas, SP: Papirus, 1998.
GEBRAN, Raimunda Abou. A Geografia no Ensino Fundamental – Trajetória histórica e
Proposições Pedagógicas. Colloquium Humanarum, Presidente Prudente, v.1, n.1, p. 81 -88,
jul./dez., 2003.
LUCKESI, Cipriano C. Avaliação da Aprendizagem escolar: estudos e proposições. São Paulo:
Editora Cortez, 2002.