Conversor NPC para Sistemas de Energia
Conversor NPC para Sistemas de Energia
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO
EM ENGENHARIA ELÉTRICA
FORTALEZA
2011
i
FORTALEZA
2011
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação
Universidade Federal do Ceará
Biblioteca de Pós-Graduação em Engenharia - BPGE
CDD 621.3
ii
iii
AGRADECIMENTOS
RESUMO
Neste tabalho é realizado o estudo de um conversor de três níveis com ponto neutro
grampeado (NPC), proposto para a interligação de sistemas de conversão de
energia à rede elétrica. Para tanto é utilizado um filtro indutivo L, técnicas de controle
vetorial, e a técnica PLL como método de sincronismo. São desenvolvidas equações
para a determinação das perdas do conversor, as quais podem ser aplicadas a
diversas técnicas de modulação PWM. Três técnicas são apresentadas: modulação
PD; modulação com injeção de terceiro harmônico (THIPWM); e modulação vetorial
baseada em portadora (CB-SVPWM). Toda a modelagem do sistema é apresentada,
bem como um exemplo de projeto para um sistema de 6 kW. São realizadas
simulações computacionais para diferentes estudos de caso, validando o projeto do
conversor e a modelagem desenvolvida. A resposta às dinâmicas do sistema é
satisfatória, sendo o conversor capaz de controlar o fluxo de potência ativa (com
fator de potência uniário) e reativa entregues à rede.
ABSTRACT
dos SANTOS, C. A., Analyse and Design of a NPC Converter for Grid-Connected
Energy Conversion Systems. Fortaleza, UFC, 2011, 170p. Programa de Pós-
Graduação em Engenharia Elétrica, Centro de Tecnologia, Universidade Federal do
Ceará, Fortaleza, 2011.
This work deals with the study of a three-level inverter with Neutral Point Clamped
(NPC), proposed for the interconnection of energy conversion systems to the grid. In
order to accomplish a complete study an inductive L is proposed and, vector control
techniques, and PLL technology as synchronization method are used. Equations are
developed for the determination of the losses of the converter, which can be applied
to various PWM techniques. Three Modulation techniques are presented: Phase
Disposition modulation (PD), modulation with injection of the third harmonic
(THIPWM) and carrier-based space vector modulation (SVPWM-CB). The complete
modeling system is presented, as well as an example for designing a system of 6
kW. Numerical simulations are performed for different study cases, validating the
converter design and modeling developed. The simulation results show that the
proposed NPC converter is fully satisfactory, the converter being able to control the
power flow (unity power factor) and deliver to the reactive network when required.
LISTA DE FIGURAS
CAPÍTULO I
Figura 1.2. Inversor de três níveis com ponto neutro grampeado (NPC)...... 4
CAPÍTULO II
Figura 2.8. Tensão de fase Vao para o conversor NPC com modulação PD. 23
ix
PD.................................................................................................. 24
positivo........................................................................................... 37
Figura 2.28. Corrente que flui através dos dispositivos externos, S11 e Df11 ,
Figura 2.29. Corrente que flui através dos dispositivos internos, S12 e Df12 ,
Figura 2.30. Corrente que flui através do diodo de grampeamento Dc11 ........
50
xi
CAPÍTULO III
CAPÍTULO IV
Figura 4.1. Sistema a ser modelado: conversor bidirecional NPC com filtro
indutivo L conectado à rede........................................................ 78
CAPÍTULO V
CAPÍTULO VI
Figura 6.2. (a) correntes entregues à rede; (b) tensão Vao e corrente Ia ,
em pu.......................................................................................... 127
Figura 6.9. (a) correntes injetadas na rede, (b) componente no eixo direto
das correntes, e (c) componente no eixo em quadratura das
correntes...................................................................................... 131
Figura 6.24. Correntes nos eixos, (a) direto e em (b) quadratura................... 141
LISTA DE TABELAS
CAPÍTULO II
CAPÍTULO IV
CAPÍTULO V
Tabela 5.1. Componentes comerciais adotados para o filtro ativo do PLL.... 107
ACRÔNIMOS E ABREVIATURAS
SIMBOLOS
CI ( s) Controlador de corrente
Kp Ganho proporcional
Tj Temperatura da junção
x̂ ( t ) Perturbação
XC Reatância capacitiva
xd Componente no eixo direto
Zf Impedância de realimentação
SUMÁRIO
RESUMO......................................................................................................... vii
ABSTRACT..................................................................................................... viii
LISTA DE FIGURAS........................................................................................ ix
SÍMBOLOS...................................................................................................... xx
CAPÍTULO I
INTRODUÇÃO
1.1 MOTIVAÇÃO.................................................................................................... 01
1.2 OBJETIVOS..................................................................................................... 10
CAPÍTULO II
O CONVERSOR NPC
2.8 CONCLUSÃO.............................................................................................. 65
xxvi
CAPÍTULO III
ESTRATÉGIA DE SINCRONISMO COM A REDE ELÉTRICA
3.4 CONCLUSÃO............................................................................................ 75
CAPÍTULO IV
MODELAGEM DO CONVERSOR NPC CONECTADO À REDE
ELÉTRICA ATRAVÉS DE FILTRO L
CAPÍTULO V
PROJETO DO SISTEMA DE SINCRONISMO, ESTÁGIO DE
POTÊNCIA E CONTROLE
5.2.4.6 Esforços de Corrente nos Diodos Df11, Df11, Df11 e Df11....... 112
CAPÍTULO VI
RESULTADOS
CAPÍTULO VII
CONCLUSÃO GERAL
REFERÊNCIAS................................................................................................ 150
CAPÍTULO I
INTRODUÇÃO
1.1 MOTIVAÇÃO
Figura 1.1. Sistema de geração eólica baseado em DFIG com conversor back-to-back e filtro LCL.
RC
RC
Figura 1.2. Inversor de três níveis com ponto neutro grampeado (NPC).
5
Vantagens:
Desvantagens:
RC
RC
Vantagens:
Desvantagens:
+ + +
S11 S21 S11 S21 S11 S21
C C C
Df11 Df21 Df11 Df21 Df11 Df21
a b c
E E E
C C C
S12 S22 S12 S22 S12 S22
Df12 Df22 Df12 Df22 Df12 Df22
_ _ _
Figura 1.4. Conversor com conexão em cascata de pontes monofásicas de três níveis conectado em
estrela.
Vantagens:
Desvantagens:
9
Uma descrição das três topologias básicas, juntamente com suas vantagens
e desvantagens pode ser encontrada na literatura (RODRIGUEZ et al., 2002)(LAI &
PENG, 1996)(SHAKWEH & LEWIS, 1999). A escolha de uma topologia que seja
mais adequada para determinada aplicação não é obvia.
1.2 OBJETIVOS
CAPÍTULO II
O CONVERSOR NPC
c c
b
Figura 2.1. Célula de comutação de dois estados.
13
a a
c b c
b d
(a) (b )
Figura 2.2. Concepção de um braço do conversor NPC.
e S14 ). Assim, uma carga conectada entre os pontos b e c passa a assumir três
Tabela 2-1
Comando dos interruptores no conversor NPC.
Nível de Interruptores em condução
Tensão S11 S12 S13 S14
Vao/2 1 1 0 0
0 0 1 0 0
-Vao/2 0 0 1 1
0 0 0 1 0
VC1
ia L R ea
a
ib L R eb
b
I CC ec
ic L R
c
VC 2
Ic arg a < 0 .
16
VCC VCC
Etapa 1: Vao = Etapa 2 : Vao = −
2 2
VCC VCC
2 2
VCC VCC
2 2
VCC VCC
2 2
VCC VCC
2 2
Tabela 2-2
Dispositivos em condução com base nos sinais de corrente e nível de tensão
Dispositivos em
Sinal da corrente Nível de tensão
condução
Vcc/2 S11, S12
Icarga > 0 0 Dc11, S12
-Vcc/2 D14, D13
-Vcc/2 S13, S14
Icarga < 0 0 S13, DC12
Vcc/2 Df11, Df12
complementares. Nesse instante S12 está sempre conduzindo e S14 está sempre
bloqueado e a tensão de saída assume o valor de VCC 2 V (Etapa 1); de outra forma
(Etapa 3).
assume o valor de − VCC 2 V (Etapa 2). Quando S12 é bloqueado, S14 é desligado e a
MVCC
Tensão
− MVCC
Tempo
(a)
S11
Tensão
Tempo
(b)
S12
Tensão
Tempo
(c)
Figura 2.5 Modulação PD aplicada ao conversor NPC: (a) moduladora e portadoras, (b) sinal de
comando da chave S11 , e (c) sinal de comando da chave S12 .
VCC
VS max = (2.1)
N −1
19
Na qual:
Num inversor de três níveis, a máxima tensão a que estarão submetidos seus
interruptores, de acordo com (2.1) é VCC 2 .
as portadoras;
O conversor é chaveado em zero quando a referência é maior que a
portadora inferior e menor que a portadora superior;
VCC
MVCC
Tensão
VCC
− MVCC
−VCC
Tempo
(a)
VCC
MVCC
Tensão
− MVCC
−VCC
Tempo
(b)
VCC
MVCC
Tensão
− MVCC
−VCC
Tempo
(c)
Figura 2.6. Técnicas de modulação senoidais LSMPWM para conversores com diodos de
grampeamento de cinco níveis: (a) PD, (b) POD, e (c) APOD.
22
M cos (ωo t + θ o )
VCC
2 1.0
o a
0
VCC
2
−1.0
(Figura 2.5.c).
Figura 2.8. Tensão de fase Vao para o conversor NPC com modulação PD.
Tabela 2-3
Parâmetros utilizados na simulação do conversor NPC
VCC 700 V
M 0.8
fo 60 Hz
fc 2400 Hz
Figura 2.9. Espectro harmônico da tensão de fase Vao do conversor NPC com modulação PD.
Figura 2.10. Tensão de linha Vab do conversor NPC utilizando modulação PD.
Figura 2.11. Espectro harmônico da tensão de linha Vab do conversor NPC utilizando modulação PD.
ao ∞
f (t ) = + ∑ am cos ( mωt ) + bm sin ( mωt ) (2.2)
2 m =1
Na qual,
1 π
π∫π
am = f ( t ) cos ( mωt ) d (ωt ) m = 0,1,...∞ (2.3)
−
1 π
π∫π
bm = f ( t ) sin ( mωt ) d (ωt ) m = 1, 2,...∞ (2.4)
−
A00 ∞ ∞
f ( x, y ) = + ∑ [ A0 n cos ny + B0 n sin ny ] +∑ [ Am0 cos mx + Bm 0 sin my ]
2 n =1 n =1
∞ ∞ (2.5)
+∑ ∑ Amn cos ( mx + ny ) + Bmn sin ( mx + ny )
m = 1 n = −∞
( n ≠ 0)
26
No qual x e y são definidas pela Equação (2.6), Amn e Bmn pelas equações
x = ωct + θc
(2.6)
y = ωot + θo
1 π π
Amn =
2π 2 ∫ π ∫ π f ( x, y ) cos ( mx + ny ) dx dy
− −
(2.7)
1 π π
Bmn =
2π 2 ∫ π ∫ π f ( x, y ) sin ( mx + ny ) dx dy
− −
(2.8)
Na forma complexa,
1 π π
∫ π ∫ π f ( x, y ) e
j ( mx + ny )
Cmn = Amn + jBmn = 2
dx dy
2π − −
(2.9)
∑ A
m =1
0n cos ( m [ωct + θ c ]) + B0 n sin ( m [ωc t + θ c ]) ;
∑∑
m = 1 n = −∞
Amn cos ( m [ωc t + θ c ] + n [ωo t + θ o ]) + Bmn sin ( m [ωc t + θ c ] + n [ωo t + θ o ]) .
( n ≠ 0)
Para o conversor NPC com modulação PD, a tensão de fase Vao é descrita
4V 1 2 k −1 ( [ 2m − 1] π M )
∞ ∞ J
VCC
Vao ( t ) =
2
Mco (ωot ) + CC
π2
∑ ∑
m = 1 2m − 1 k = 1 [ 2k − 1]
cos ([ 2m − 1] ωc t )
VCC ∞
1 ∞
+
π
∑ 2m ∑
m =1 n = −∞
J 2 n +1 ( 2mπ M ) cos nπ cos ( 2mωc t + [ 2n + 1] ωo t )
4VCC ∞
1 ∞ J 2 k −1 ([ 2m − 1] π M ) [ 2k − 1] cos nπ
+
π2
∑ ∑
m = 1 2 m − 1 n = −∞ [2k − 1 + 2n][ 2k − 1 − 2n ]
cos ([ 2m − 1] ωc t + 2nωo t )
( n ≠ 0)
(2.10)
Na qual Vbo é descrito da mesma forma que Vao , porém com uma defasagem
de − 2π 3 .
∑
n
h=2
Vh2
DHT = (2.12)
V1
2
V
∑ h=2 hh
n
WTHD0 = (2.13)
V1
28
1
DHT = 70,96%
Magnitude do Harmônico (p.u.)
WTHD0 = 1,26%
0.1
0.01
0.001
0.0001
0 20 40 60 80 100 120 140
Número do Harmônico
Figura 2.12. Espectro harmônico da tensão de fase Vao do conversor NPC utilizando modulação PD.
29
1
DHT = 34,55%
Magnitude do Harmônico (p.u.)
WTHD0 = 0,39%
0.1
0.01
0.001
0.0001
0 20 40 60 80 100 120 140
Número do Harmônico
Figura 2.13. Espectro harmônico da tensão de linha Vab do conversor NPC utilizando modulação PD
– analisado analiticamente.
MVCC
Tensão
− MVCC
Tempo
Figura 2.14. Modulação PD com injeção do terceiro harmônico para o conversor NPC.
1
Magnitude do Harmônico (p.u.)
0.1
0.01
0.001
0.0001
0 20 40 60 80 100 120 140
Número do Harmônico
Figura 2.15. Espectro harmônico da tensão de fase Vao do conversor NPC utilizando modulação PD
com injeção do terceiro harmônico – analisado analiticamente.
A tensão de linha Vab com esta modulação tem, por sua vez, seu espectro
harmônico ilustrado na Figura 2.16.
31
1
DHT = 41,49%
Magnitude do Harmônico (p.u.)
WTHD0 = 0,35%
0.1
0.01
0.001
0.0001
0 20 40 60 80 100 120 140
Número do Harmônico
Figura 2.16. Espectro harmônico da tensão de fase Vab do conversor NPC utilizando modulação PD
com injeção do terceiro harmônico – analisado analiticamente.
dbSVM
db
dcSVM
dc
Gerador de dz
Sequência Zero
Figura 2.17. Diagrama de blocos do algoritmo da SVM baseado em portadora proposto em (Burgos et
al., 2008).
d xSVM = 2 3 dx + dz (2.17)
MVCC
Tensão
− MVCC
Tempo
(a)
MVCC
Tensão
− MVCC
Tempo
(b)
MVCC
Tensão
− MVCC
Tempo
(c)
Figura 2.18. Modulação SVPWM baseada em portadora para o conversor NPC. Índices de
modulação: (a) M = 0,6 , (b) M = 0,8 e (c) M = 0,9 .
1
DHT = 85,49%
Magnitude do Harmônico (p.u.)
gu
WTHD0 = 7,08%
0.1
0.01
0.001
0.0001
0 20 40 60 80 100 120 140
Número do Harmônico
Figura 2.19. Espectro harmônico da tensão de fase Vao do conversor NPC utilizando modulação
SVPWM baseado em portadora – analisado analiticamente.
1
DHT= 41%
Magnitude do Harmônico (p.u.)
WTHD0 = 0,5%
0.1
0.01
0.001
0.0001
0 20 40 60 80 100 120 140
Número do Harmônico
Figura 2.20. Espectro harmônico da tensão de linha Vab do conversor NPC utilizando modulação
SVPWM passeado em portadora – analisado analiticamente.
DTS /2 VCC
Vao = (2.18)
TS /2 2
2Vao
=D (2.19)
VCC
37
Etapa 1 Etapa 3
S11
S12
VCC
Vao =
2
DTs (1 − D ) Ts
2 2
2Vaop
M= (2.21)
VCC
D (t ) = M cos( y ) (2.22)
uma referência senoidal - para alguns valores de M e para meio período da tensão
da rede.
0.889
0.778
M = 0.9
0.667
M = 0.7
0.556 M = 0.5
D (θ )
0.444 M = 0.3
0.333 M = 0.1
0.222
0.111
0
0 20 40 60 80 100 120 140 160 180
θ ( graus )
Figura 2.22. Variação da razão cíclica para certos valores de M durante meio-período da tensão da
rede.
PC = iCVcc = Po (2.23)
2 DT2 S TS
∫ 0 ( ) ∫ DTS ( − I CC ) dt (2.24a)
2
IC = I L − I CC dt +
TS 2
I C = D ( I L − I CC ) − I CC (1 − D ) (2.24b)
39
Po
iL (ωot ) = 2 sin (ωot ) (2.25)
Vabeficaz
Po
iC (ωot ) = 2M sin 2 (ωot ) − ICC (2.27)
Vabeficaz
Po Po
iC (ωot ) = 2M sin 2 (ωot ) − (2.28)
Vaoeficaz VCC
∆VCp = X C ICp
(2.29)
1
XC = (2.30)
ωoCEQ
Na qual ωo = 2π f o .
40
I Cp
∆VC = (2.31)
4π foCEQ
Po Po
2M −
Vaoeficaz VCC
C EQ = (2.32)
4π f o ∆VCp
C = 2C EQ (2.33)
2 2S
DT TS
∫ 0 ∫
2 2
I Ceficaz = ( I L − I CC ) dt + DTS ( − I CC ) dt
2
(2.34a)
TS 2
2
I Ceficaz = ( I L − I CC ) D + I CC 2 (1 − D ) (2.34b)
2
Po
iCeficaz (ωo t ) = 2 sin ( ωot ) − I CC M sin ( ωo t ) + I CC 2 1 − M sin (ωo t ) (2.35)
Vaoeficaz 3
1 π Po
2
I Ceficaz =
π ∫ 2 cos (ωot ) − I CC M cos (ωo t ) + I CC 2 1 − M cos (ωo t ) d ωo t (2.36)
0 VCC
d ∆I V
L iL ( t ) = L L = CC − Vao ( t ) (2.37)
dt ∆t 2
Na qual
TS
∆t = D (ωot ) (2.39)
2
2 L ∆I L V
= D (ωo t ) CC − Vaop cos (ωo t ) (2.40)
TS 2
Na qual,
4 L∆I L 2
= M cos (ωot ) − M cos ( ωot ) (2.42).
TSVCC
VCC ∆I L max
L= (2.44)
4∆I L f s
0.27
0.24
0.21
0.18 M = 0.9
0.15 M = 0.7
∆I L
0.12 M = 0.3
0.09 M = 0.1
0.06
0.03
0
0 20 40 60 80 100 120 140 160 180
θ ( graus )
Figura 2.23. Ondulação de corrente para alguns valores de M durante meio-período da tensão da
rede.
Tensão
0
Vao ( t )
θ iao ( t )
Corrente
Tempo
Figura 2.24. Tensão e corrente consideradas na análise. Destaque para o ângulo de defasagem θ.
2.7.1 Característica estática de um dispositivo IGBT
I CE C
I CE
G
VCE
VCE
E
Figura 2.25. Simbologia para um IGBT e suas condições de operação.
100
vf v ce
corrente, I , %
t j = 125º C
v F0 1 v CE0 3 4
tensão, V
Figura 2.26. Curva característica tensão/corrente para um IGBT e um diodo.
VCEN − VCE 0
VCE = I C + VCEO (2.45)
I CN
VCE = f ( I C ) .
VFN − VF 0
VF = I C + VF 0 (2.46)
I CN
VF = VF 0 + rdD I C (2.49)
Na qual,
VCEN − VCE 0 V − VF 0
rdS = e rdD = FN (2.50)
I CN ICN
Ei = VCE iC f x ( t )τ (2.51)
1 α2
PconS =
2π ∫α
1
rdS I op sin ( t − θ ) + VCE 0 I op sin ( t − θ ) f x ( t ) dt
1 α2 1 α2 2
=
2π ∫α
1
VCE 0 I op sin ( t − θ ) f x ( t ) dx +
2π ∫α 1
rdS I op sin ( t − θ ) f x ( t ) (2.53)
1 α2 1 α2 2
= VCE 0
2π ∫α 1
I op sin ( t − θ ) f x ( t ) dt + rdS
2π ∫α 1
I op sin ( t − θ ) f x ( t ) dt
1 α2 1 α2 2
PconD = VF 0
2π ∫α1
I op sin ( t − θ ) f x ( t ) dt + rdD
2π ∫α 1
I op sin ( t − θ ) f x ( t ) dt (2.54)
47
Das Equações (2.53) e (2.54) as perdas por condução, dos IGBTs PconS e
2
PconS = I médiaVCE 0 + I eficaz rdS (2.55)
2
PconD = I médiaVF 0 + I eficaz rdD (2.56)
No qual I média e Ieficaz são os valores médio e eficaz da corrente que flui
1 2π
I media =
2π ∫ 0
I op sin ( t − θ ) f x ( t ) dt (2.57)
1 2π 2
I eficaz =
2π ∫0
I CM sin ( t − θ ) f x ( t ) dt (2.58)
Tabela 2-4
Casos críticos de operação do conversor NPC que ocasionam máximo desequilíbrio de perdas
nos dispositivos de potência.
2.7.2.1 Modulação PD
VCC
2
o a
VCC
2
e diodo Df11 ) é ilustrada na Figura 2.28. O comando de S11 ocorre entre 0 e π . Para
tempo em que estão conduzindo - podendo assim, ser utilizada a mesma equação
na determinação de suas perdas.
1
magnitude ( pu )
I S11 + I D11
0 θ π π +θ 2π Vao
Io
−1
tempo
Figura 2.28. Corrente que flui através dos dispositivos externos, S11 e Df11 , ilustrando os devidos
intervalos de condução.
semelhante a S12 , podendo ter suas perdas expressas de forma semehante a S12 .
1, t ∈ [θ , π ]
f S12 ( t ) = (2.61)
1 + M sin ( t ) , t ∈ [π , π + θ ]
1
magnitude ( pu )
I S12 + I D12
0 θ π π +θ 2π
Vao
Io
−1
tempo
Figura 2.29. Corrente que flui através dos dispositivos internos, S12 e Df12 , ilustrando os devidos
intervalos de condução.
50
comportam como S13 entre [0, π ] e como S12 entre [π , 2π ] . Suas funções de
modulação são expressas conforme Equação (2.62). A mesma sendo válida para
Dc12 .
1 − M sin ( t ) , t ∈ [θ , π ]
f Dc11 ( t ) = (2.62)
1 + M sin ( t ) , t ∈ [π , π + θ ]
1
magnitude ( pu )
I D f 12
0 θ π π +θ 2π Vao
Io
−1
tempo
Figura 2.30. Corrente que flui através do diodo de grampeamento Dc11 .
Tabela 2-5
Intervalos de condução e respectivas funções de modulação.
1 π
∫θ I sin ( t − θ ) M sin ( t ) dt (2.63)
S11
I média = op
2π
Iop M
S11
I média = sin (θ ) + (π − θ )cos (θ ) (2.64)
4π
Equação (2.65).
1 π 2
∫ θ I sin ( t − θ ) M sin ( t )dt (2.65)
S11
I eficaz = op
2π
2
I op 2 M 1 + cos (θ )
I S11
eficaz = (2.66)
6π
1 π 1 π +θ
∫θ I sin ( t − θ ) dt + ∫π I op sin ( t − θ ) 1 + M sin ( t ) dt (2.67)
S12
I média = op
2π 2π
52
Iop M Iop
S12
I média = θ cos (θ ) − sin (θ ) + (2.68)
4π π
1 π 2 1 π +θ 2
∫ θ I sin ( t − θ ) dt + ∫π I op sin ( t − θ ) 1 + M sin ( t ) dt (2.69)
S12
I eficaz = op
2π 2π
I op 2 I op 2 M
S12
I eficaz = − 1 − 2 cos (θ ) + cos 2 (θ ) (2.70)
4 6π
Iop M Iop
S13
I média = θ cos (θ ) − sin (θ ) + (2.71)
4π π
Da mesma forma que S12 a corrente eficaz de S13 pode ser expressa pela
Equação (2.72).
I op 2 I op 2 M
S13
I eficaz = − 1 − 2 cos (θ ) + cos 2 (θ ) (2.72)
4 6π
53
Iop M
S14
I média = sin (θ ) + (π − θ )cos (θ ) (2.73)
4π
Da mesma forma que S11 a corrente eficaz de S14 pode ser expressa pela
Equação (2.74).
2
I op 2 M 1 + cos (θ )
I S14
eficaz = (2.74)
6π
mesma forma são as funções de modulação de Df12 , Df13 e Df14 . Assim, sabendo
que a corrente que circula pelo diodo é −io ( t ) , para os diodos de roda livre a
1 θ
∫ − I op sin ( t − θ ) M sin ( t ) dt (2.75)
Df11
I média =
2π 0
Iop M
S12
I média = sin (θ ) − θ cos (θ ) (2.76)
4π
1 θ 2
∫ − I op sin ( t − θ ) M sin ( t )dt (2.77)
Df11
I eficaz =
2π 0
I op 2 M 2
Df11
I eficaz = cos (θ ) − 1 (2.78)
6π
1 π 1 π +θ
∫θ I sin ( t − θ ) 1 − M sin ( t ) dt + ∫π I op sin ( t − θ ) 1 + M sin ( t ) dt (2.79)
Dc11
I média = op
2π 2π
Iop M Iop
S12
I média = ( 2θ − π ) cos (θ ) − 2sin (θ ) + (2.80)
4π π
1 π 2 1 π +θ 2
∫θ I sin ( t − θ ) 1 − M sin ( t ) dt + ∫π I op sin ( t − θ ) 1 + M sin ( t ) dt
Dc12
I eficaz = op
2π 2π
(2.81)
I op 2 I op 2 M
I S12
eficaz = − 1 + cos 2 (θ ) (2.82)
4 3π
55
1
f STHI = M sin ( t ) + sin ( 3t ) (2.83)
11
6
1, t ∈ [θ , π ]
f S12 ( t ) = 1 (2.84)
1 + M sin ( t ) + 6 sin ( 3t ) , t ∈ [π , π + θ ]
f SSVM
11
= d SVM (2.85)
56
As perdas por comutação devem ser consideradas tanto nos IGBTs quanto
nos diodos do conversor NPC. As perdas por comutação nos IGBTs são constituídas
pelas perdas que ocorrem na entrada em condução e no bloqueio, estas
influenciadas pela recuperação reversa dos diodos. Para as perdas nos diodos, são
consideradas, basicamente, as perdas devido sua recuperação reversa.
seja continuamente cortada, a tensão nos terminais de Df12 é nula, pois S12
A mesma observação, feita anteriormente, pode ser feita para Df13 e Df14
Tabela 2-6
Intervalos de comutação dos dispositivos do conversor NPC.
compreendido entre 2 e 3 (Figura 2.31), VCC é suportado pelo IGBT – quase todas as
t
E = ∫ VCC iC ( t ) dt (2.86)
0
58
tensão / corrente
tempo, t
Figura 2.31. Formas de onda da tensão e da corrente durante a entrada em condução e o bloqueio do
IGBT.
como:
t
iC ( t ) = iC (2.87)
ta
tr t 1
Eon12 = ∫ VCC ic dt = VCC iC tr (2.88)
o ta 2
iC
tr = trN (2.89)
I CN
Desta forma a Expressão (2.88) passa a ser expressa pela Equação (2.90).
1 i
Eon12 = VCC iC trN C (2.90)
2 I CN
Sabendo que a corrente que circula pelo IGBT e pelo diodo é senoidal
(Equação 2.46). Tem-se finalmente:
59
1 I 2 sin 2 ( t )
Eon12 = VCC trN CM (2.91)
2 I CN
t
iC ( t ) = iC + I rr (2.92)
ta
ta t
Eon 23 = ∫ VCC iC + I rr dt (2.93)
o
ta
2
ta = trr (2.94)
3
i
trr ≈ 0.8 + 0.2 C trrN (2.95)
I CN
2 i i
Eon 23 = VCC trrN 0.8 + 0.2 C 0.35 I rrN + 0.15 C I rrN + iC (2.96)
3 I CN I CN
2 I sin ( t ) I CM sin ( t )
Eon 23 = VCC trrN 0.8 + 0.2 CM 0.35 I rrN + 0.15 I rrN + I CM sin ( t ) (2.97)
3 I CN I CN
60
1 α2 1 α2
Eon ( av ) =
2π ∫α
1
Eon12 dt +
2π ∫α
1
Eon 23dt (2.98)
Pon = E on ( av ) f s (2.99)
2 1 iC
tf = + t fN (2.100)
3 3 I CN
t
iC ( t ) = iC − iC (2.101)
tf
tf t
Eoff = ∫ VCC iC − iC dt (2.102)
0 t f
1
Eoff = VCC iC t f (2.103)
2
1 1 I
Eoff IGBT = VCC I CM sin ( t ) + sin 2 ( t ) CM t fN (2.104)
3 6 I CN
1 α2
Eoff IGBT ( av ) =
2π ∫α
1
Eoff IGBT dt (2.105)
t
iD ( t ) = iF + I rr − I rr (2.107)
tb
tb t
EcomD = ∫ VCC iF + I rr − I rr dt (2.108)
0 tb
1
EcomD = VCC tb iF + I rr (2.109)
2
1
tb ≈ trr (2.110)
3
62
A relação entre trr e a corrente pode ser aproximada pela seguinte relação
linear:
i
trr ≈ 0.8 + 0.2 F (2.111)
I FN
1 I CM sin ( t ) I CM sin ( t )
EcomD = VCC trrN 0.8 + 0.2 0.35 I rrN + 0.15 I rrN + I CN sin ( t ) (2.112)
3 I FN I FN
1 α2
EcomD =
2π ∫α1
EcomD dt (2.113)
entrada em condução pode ser estipulada pela Equação (2.99). Sua energia média
(Equação 2.98) é encontrada considerando os intervalos de comutação
apresentados na Tabela 2-6. Ficando assim expresso:
1 π 1 π
EonS11( av ) =
2π ∫θ Eon12 dt +
2π ∫θ E on 23 dt (2.115)
1 VCC I 2
PonS11 = trN CM π − θ + sin ( 2θ ) f s +
8π 2 I CN
0.095 I CM 0.3 I CM 2
0.28 + cos ( )
θ + π − θ + sin ( 2θ ) QrrN
2 (2.116)
2 VCC π ICN 4π I CN
fs
3 2 0.4 0.05 I CM
+
π cos (θ ) +
π − θ + sin ( 2θ )
I CM trrN
π ICN
1 π
Eoff IGBT ( av ) =
2π ∫θ E off IGBT dt (2.117)
1 1 I CM
PoffS11 = VCC I CM t fN f s cos (θ ) + π − θ + sin ( 2θ ) (2.118)
6π 24π I CN
recuperação reversa do diodo de roda livre Df14 . Da mesma forma que S11 , sua
1 π +θ 1 π +θ
EonS11( av ) =
2π ∫π Eon12 dt +
2π ∫π Eon 23dt (2.119)
1 VCC I 2
PonS12 = trN CM θ − sin ( 2θ ) f s +
8π 2 I CN
0.095 I CM 0.3 I CM 2
0.28 − cos (θ ) + θ − sin ( 2θ ) QrrN
2 (2.120)
2 VCC π ICN 4π I CN
fs
3 2 0.4 0.05 I CM
+ − π cos (θ ) + π I θ − sin ( 2θ ) I CM trrN
CN
1 π +θ
Eoff IGBT ( av ) =
2π ∫π Eoff IGBT dt (2.121)
1 1 I CM
PoffS11 = VCC I CM t fN f s − cos (θ ) + θ − sin ( 2θ ) (2.122)
6π 24π I CN
1 θ
∫ (2.123)
Df11
Ecom ( av ) = EcomD dt
2π 0
0.095 I CM 0.3 I CM 2
0.28 − cos ( )
θ + θ − sin ( 2θ ) QrrN
2
1 V π ICN 4π I CN
PonDf11 = CC fs (2.124)
3 2 0.4 0.05 I CM
+ − cos (θ ) +
θ − sin ( 2θ )
I CM trrN
π π ICN
1 π
∫θ E (2.125)
Dc11
Ecom ( av ) = comD dt
2π
0.095 I CM 0.3 I CM 2
0.28 + cos ( θ ) + π − θ + sin ( 2θ ) QrrN
2
1 V π ICN 4π I CN
PonDc11 = CC fs (2.126)
3 2 0.4 0.05 I CM
+ π cos (θ ) + π I π − θ + sin ( 2θ ) I CM trrN
CN
Em (dos Santos & Antunes, 2011) é apresentado uma análise das perdas
para as modulaçoes discutidas: PD, THIPWM e CB-SVPWM. É mostrado que as
65
2.8 CONCLUSÃO
CAPITULO III
ESTRATÉGIA DE SINCRONISMO COM A REDE ELÉTRICA
VCO
vRef vd vC
PD F(s) vLO
Vd : saída do detector, ud ( t ) ;
O sinal de entrada para o PLL advém das tensões da rede (Equação 3.1) –
representadas em coordenadas αβ 0 através da transformada de Clark.
Vα 1 −1 2 −1 2 Va
Vβ = 0 3 2 − 3 2 Vb (3.1)
V0 1 2 1 2 1 2 Vc
u ( t ) = uα + juβ (3.3)
Na qual
Vα 1 2 3 1 3 Vab
V = (3.5)
β 2 0 1 Vbc
entrada u f ( t ) (Equação3.6).
ω2 = ωo + u f ( t ) (3.6)
ud ( t ) = u1 ( t ) u2 ( t ) (3.7)
ud ( t ) = ( vα iα + vβ iβ ) + j ( vβ iα − vα iβ ) (3.9)
A Equação (3.9) pode ser analisada através dos conceitos da teoria das
potências real e imaginária instantânea (Akagi et al., 1984). Tanto a potência real -
parte real da Equação (3.9) - quanto a potência imaginária – parte imaginária da
Equação (3.9) – pode ser utilizada no controle do PLL. Para o caso de se fazer uso
da potência real o circuito do PLL é denominado p-PLL. Quando ao invés da
potência real, se faz uso da parte imaginária, tem-se o q-PLL. As duas configurações
possuem o mesmo princípio de funcionamento. A diferença de um para o outro é no
tocante a defasagem do sinal de saída em relação ao sinal de entrada. Para o p-PLL
o sinal de saída está defasado 90º (adiantado) em relação ao sinal de entrada. No q-
PLL o sinal de saída está em fase com o sinal de entrada.
3.2 O q-PLL
ud ( t ) = vβ ( t ) iα ( t ) − vα ( t ) iβ ( t )
= − cos (ω1t + φ1 ) sen (ω2t + φ2 ) + sen (ω1t + φ1 ) cos ( ω2t + φ2 ) (3.10)
= sen (ω1t + φ1 − ω2t − φ2 )
sen
Figura 3.3. Circuito q-PLL com frequência inicial na saída do controlador.
71
A Equação (3.11) é uma equação não linear. Para pequenos erros de fase a
Equação (3.11) pode ser aproximada por uma equação linear (Equação 3.12).
ud ( t ) = φ1 ( t ) − φ2 ( t ) (3.12)
Desta forma o comportamento linear do PLL pode ser descrito pelo diagrama
de blocos simplificado da Figura 3.4.
ωo
φ1 ( t ) φe ( t ) uf ω 1
PI
s φ2 ( t )
φ2 ( t )
Figura 3.4. Diagrama de blocos de pequenos sinais do circuito q-PLL.
φ2 G ( s ) Vabp
H PLL ( s ) = ( s ) = PI (3.16)
φ1 s + GPI ( s ) Vabp
Para o filtro de laço diversos tipos de filtros podem ser considerados. Para o
caso particular do controlador PI, sua função de transferência é definida como:
1 + sτ
GPI ( s ) = K p (3.17)
sτ
K pVabp
K pVabp s +
H PLL ( s ) = τ (3.18)
2
K pVabp
s + K pVabp s +
τ
2ζωn s + ωn 2
Hc ( s) = (3.19)
s 2 + 2ζωn s + ωn 2
(Equação 3.21).
K pVabp
ωn = (3.20)
τ
73
K pVabp τ K pVabp
ζ = = (3.21)
2ω n 2
4ζ 2
Kp = (3.22)
Vabpτ
Kp
Ki = (3.23)
τ
Zf
R1 R2 C GPLL ( s )
ωt + +
–
vd vC
+
R2 0 dB/dec
– – R1
(a ) (b) f z
Figura 3.5. (a) Implementação analógica do controlador PI. (b) Diagrama de Bode assintótico da
função de transferência do controlador PI.
VC Z f
= +1 (3.24)
Vd R1
74
R12Cs + 1
Zf = (3.25)
Cs
R12Cs + 1
GPI ( s ) = +1 (3.26)
R11Cs
1
f PLLz = (3.28)
2π R12C
1
f PLLp = (3.29)
2π R11C
R2 = K p R1 (3.30)
τ
C= (3.31)
R2
75
3.4 CONCLUSÃO
CAPITULO IV
MODELAGEM DO CONVERSOR NPC CONECTADO À REDE
ELÉTRICA ATRAVÉS DE FILTRO INDUTIVO
trabalhar tanto como inversor quanto retificador, tendo em vista que o lado CA é
ativo.
VC1
ia L R ea
a
ib L R eb
b
I CC ec
ic L R
c
VC 2
Figura 4.1. Sistema a ser modelado: conversor bidirecional NPC com filtro indutivo L conectado à
rede.
vb
va
vc
braço.
i2
1 t
xavg ( t ) = x ( t ) =
Ts ∫ t −Ts
x (τ ) dτ (4.5)
82
Tabela 4.1
Tensão sobre os interruptores segundo o estado de comando
Dispositivo Tensão no
Estado
semicondutor semicondutor
P VCC/2
Sa O 0
N -VCC/2
P VCC/2
Sb O 0
N -VCC/2
P VCC/2
Sc
O 0
N -VCC/2
VCC
Vao = Da ( t )
2
V
Vbo = CC Db ( t ) (4.6)
2
V
Vco = CC Dc ( t )
2
Para que haja uma diferença mínima entre os valores reais e as variáveis
médias, é necessário que a frequência de comutação seja muito maior que a
frequência da rede. Considerando que a frequência do sistema alternado é de 60Hz,
para garantir uma relação mínima de 50 entre a frequência de chaveamento e a
frequência da rede, a escolha de uma frequência de comutação de no minímo 3kHz
é suficiente.
Vao ia (t ) L R ea
a
Vbo ib (t ) L R eb
b
Vco ic (t ) L R ec
c
Figura 4.4. Circuito equivalente para valores médios instantâneos do conversor NPC conectado à
rede através de filtro indutivo L.
dia ( t )
Vao ( t ) = L + Ria ( t ) + ea ( t )
dt
di ( t )
Vbo ( t ) = L b + Rib ( t ) + eb ( t ) (4.7)
dt
di ( t )
Vco ( t ) = L c + Ric ( t ) + ec ( t )
dt
dia ( t ) V
ea ( t ) = − L − Ria ( t ) + o Da ( t )
dt 2
di ( t ) V
eb ( t ) = − L b − Rib ( t ) + o Db ( t ) (4.8)
dt 2
di ( t ) V
ec ( t ) = − L c − Ric ( t ) + o Dc ( t )
dt 2
84
dI abc V
Eabc = − L − RI abc + O Dabc (4.10)
dt 2
R 1 V
− L 0 0 L 0 0 CC Da ( t ) − ea
a 2
i ia
d 1
0 ib + 0
R VCC
ib = 0 − 0 D ( t ) − eb (4.11)
dt L L 2 a
ic ic
R 1 VCC
0 0 − 0 0 Da ( t ) − ec
L L 2
1 1 1
2 2 2
2 1 1
Tαβ 0 = 1 − − (4.12)
3 2 2
3 3
0 −
2 2
85
1 0 0
R (ωt ) = 0 cos (ωt ) − sen (ωt ) (4.13)
0 sen ωt cos ωt
( ) ( )
1 1 1
2 2 2
2 2π 2π
Tdq 0 = cos (ωt ) cos ωt + cos ωt − (4.14)
3 3 3
2π 2π
sen (ωt ) sen ωt + sen ωt −
3 3
1
cos (ωt ) sen (ωt )
2
2 1
Tdq 0 −1 = Tdq 0T = cos (ωt + 1200 ) sen (ωt + 1200 ) (4.15)
3 2
1
cos (ωt − 1200 ) sen (ωt − 1200 )
2
E dq 0 = Tdq 0 E abc
I dq 0 = Tdq 0I abc (4.16)
Ddq 0 = Tdq 0 Dabc
Na qual:
e0 ( t ) i0 ( t ) D0 ( t )
Edq 0 = ed ( t ) ; I dq 0 = id ( t ) e Ddq 0 = Dd ( t ) (4.17)
eq ( t ) iq ( t ) Dq ( t )
R 1 V
0 0 − 0 0 CC D0 ( t ) − e0
i0 L i L 2
0
d R 1 VCC
id = − ω
0 id + 0 0 D ( t ) − ed (4.18)
dt L L 2 d
iq iq
R 1 VCC
−ω − 0 0 0 Dq ( t ) − eq
L L 2
se:
R 1 V
− L ω i 0 CC Dd ( t ) − ed
d d i d L 2
=
+ (4.19)
dt iq R iq 1 VCC
−ω − 0 Dq ( t ) − eq
L L 2
0
e0 ( t )
3
Edq 0 = Tdq 0Eabc = ed ( t ) = E (4.20)
2 p
eq ( t ) 0
d R 1 V 3
id ( t ) = − id + ωiq + CC Dd ( t ) − Ep (4.21a)
dt L L 2 2
d R 1 VCC
id ( t ) = −ωid − iq + Dq ( t ) (4.21b)
dt L L 2
3
Ep
2 R
VCC 1
Dd Id
2 sL
ωL
VCC 1
Dq Iq
2 sL
3 R
Ep
2
Figura 4.5. Diagrama de blocos do conversor NPC em coordenadas dq0.
Dq' .
Lω
Dd' ( t ) = Dd ( t ) − Iq (t ) (4.22a)
VCC
Lω
Dq' ( t ) = Dq ( t ) + Id (t ) (4.22b)
VCC
d R 1 V 3
id ( t ) = − id + ωiq − ωid + CC Dd' ( t ) − Ep (4.23a)
dt L L 2 2
88
d R 1 VCC '
iq ( t ) = − iq ( t ) − ωid ( t ) + ωid ( t ) + Dq ( t ) (4.23b)
dt L L 2
d R 1 V 3
id ( t ) = − id + CC Dd' ( t ) − Ep (4.24a)
dt L L 2 2
d R 1 VCC '
iq ( t ) = − iq ( t ) + Dq ( t ) (4.24b)
dt L L 2
x ( t ) = X + xˆ ( t ) (4.25)
id ( t ) = I d + iˆd ( t )
iq ( t ) = I q + iˆq ( t )
(4.26)
Dd' ( t ) = Dd' + dˆq' ( t )
Dq' ( t ) = Dq' + dˆq' ( t )
' '
Os valores I d , I q , Dd e Dq na Equação (4.26) correspondem a um ponto,
d R 1 V 3
I d + iˆd ( t ) = − I d + iˆd ( t ) + CC Dd' + dˆd' ( t ) − Ep (4.27a)
dt L L 2 2
d ˆ R 1 VCC ˆ '
id ( t ) = − iˆd ( t ) + dd ( t ) (4.28a)
dt L L 2
d ˆ R 1 VCC ˆ '
iq ( t ) = − iˆq ( t ) + dq ( t ) (4.28b)
dt L L 2
iˆd ( s ) VCC 1
= (4.29a)
dˆd ( s )
'
2 Ls + R
iˆq ( s ) VCC 1
= (4.29b)
dˆq' ( s ) 2 Ls + R
90
d d
id ( t ) = iq ( t ) = 0 (4.30)
dt dt
R 1 V 3
− I d + ω I q + CC Dd − Ep = 0 (4.31)
L L 2 2
2 3
Dd = RI d − ω LI q + Ep (4.32)
VCC 2
R 1 VCC
−ω I d − Iq + Dq = 0 (4.33)
L L 2
2
Dq =
VCC
( RI q + ω LI d ) (4.34)
iC ( t ) = i2 ( t ) − iCC ( t ) (4.35a)
d
C vCC ( t ) = iCC ( t ) − i2 ( t ) (4.35b)
dt
91
i2 ( t ) = Da ( t ) ia ( t ) + Db ( t ) ib ( t ) + Dc ( t ) ic ( t )
(4.36)
i2 ( t ) = Dd ( t ) id ( t ) + Dq ( t ) iq ( t )
i2 ( t )
iC ( t )
Figura 4.6. Circuito equivalente para o lado CC do conversor NPC – considerando capacitância
equivalente.
d
CEQ vCC ( t ) = iCC ( t ) − Dd ( t ) id ( t ) − Dq ( t ) iq ( t ) (4.37)
dt
d i D ( t ) id ( t ) + Dq ( t ) iq ( t )
vCC ( t ) = CC − d (4.38)
dt C EQ C EQ
iCC ( t ) = i2 ( t ) (4.39)
1
C∫
vCC ( t ) = i2 ( t ) dt (4.40)
d
vCC ( t ) = 0 (4.41)
dt
I CC Dd I d + Dq I q
− =0 (4.42)
CEQ CEQ
I CC − D d I d − D q I q = 0 (4.43)
2 3 2
I CC −
VCC
RI d − ω LI q +
2
Ep I d −
V
( RI q + ω LI d ) I q = 0 (4.44)
CC
3
VCC I CC − 2 RI d − ω LI q + Ep I d − 2 ( RI q + ω LI d ) I q = 0 (4.45)
2
3
2 RI d2 + 2 E p I d − ( 2 RI q2 − VCC I CC ) = 0 (4.46)
2
−b ± b 2 − 4ac
Id = (4.47)
2a
Na qual:
93
3 2
a = 2R ; b = 2 Ep ; c = 2RIq −VCC ICC (4.48)
2
2
3 3
− Ep ± E p − 4 ( 2 R ) ( 2 RI q2 − VCC I CC )
2 2
Id = (4.49)
2 ( 2R )
3 3 2
− Ep ± E p + 8 RVCC I CC − 16 R 2 I q2
Id = 2 2 (4.50)
4R
2
3 E p VCC I CC 3 Ep
Id = 2
+ − I q2 − (4.51)
32 R 2R 2 4R
1
Iq = ± Id −1 (4.52)
FP
id ( t ) = I d + iˆd ( t )
iq ( t ) = I q + iˆq ( t )
vCC ( t ) = VCC + vˆCC ( t ) (4.53)
Dd ( t ) = Dd + dˆd ( t )
Dq ( t ) = Dq + dˆq ( t )
3
ed = Ep
2 (4.56)
eq = 0
P = ed I d + eq I q (4.57)
Q = ed I q − eq I d (4.58)
2 P
Id = (4.59)
3 Ep
2 Q
Iq = (4.60)
3 Ep
2 2 P 2 Q 3
Dd = R − ωL + Ep (4.61)
VCC 3 Ep 3 Ep 2
95
2 2 Q 2 P
Dq = R + ωL (4.62)
VCC 3 Ep 3 Ep
2 2 P 2 Q 3 ˆ 2 P ˆ
iˆCC ( s ) = R − ωL + Ep id ( s ) + dd ( s ) +
VCC 3 Ep 3 Ep 2 3 Ep
(4.63)
2 2 Q 2 P ˆ 2 Q ˆ
+ R + ωL iq ( s ) + dq ( s )
VCC 3 Ep 3 Ep 3 Ep
2sL ˆ 2R ˆ 2ω L ˆ
dˆd ( s ) = id ( s ) + id ( s ) − iq ( s ) (4.64)
VCC VCC VCC
2 sL ˆ 2R ˆ 2ω L ˆ
dˆq ( s ) = iq ( s ) + iq ( s ) + id ( s ) (4.65)
VCC VCC VCC
2 2 P 2 Q 3 ˆ 2 P 2sL ˆ 2R ˆ 2ω L ˆ
iˆCC ( s ) = R − ωL + Ep id ( s ) + id ( s ) + id ( s ) − iq ( s ) +
VCC 3 Ep 3 Ep 2 3 Ep VCC VCC VCC
2 2 Q 2 P ˆ 2 Q 2sL ˆ 2R ˆ 2ω L ˆ
+ R + ωL iq ( s ) + iq ( s ) + iq ( s ) + id ( s )
VCC 3 Ep 3 Ep 3 Ep VCC VCC VCC
(4.66)
3 Ep 2 P 2 sL 4 R 2 Q 2 sL 4 R
iˆCC ( s ) = 2 + + iˆd ( s ) + + iˆq ( s ) (4.67)
2 VCC 3 E p VCC VCC 3 E p VCC VCC
iˆ2 ( s )
vˆCC ( s ) = (4.68)
sC EQ
3
Ep + Id ( sL + 2 R )
vˆCC ( s ) 2 2
= (4.69)
iˆd ( s ) VCC sCEQ
vˆCC ( s ) 2 Iq ( sL + 2 R )
= (4.70)
iˆq ( s ) VCC sCEQ
vd
va abc
vb PLL ωt
vc vq
dq 0
ωt
Controlador I dref
VCCref VCC
VCC
Dd'
Dd
idref Controlador
−1
id
id abc
ia abc kdes
ib D0 Modulação
ic iq PWM
dq 0 k des dq0
ωt Dq' ωt
iqref Controlador −1
iq Dq
Figura 4.7. Diagramas de blocos da estratégia de controle: (a) Circuito de sincronismo; (b) Malha de
tensão; (c) Malha de corrente.
CI ( s ) : controlador de corrente;
98
idref ( s ) d d' ( s ) id ( s )
CI ( s ) K PWM HI (s)
K Hall
Figura 4.8. Diagramas de blocos do sistema de controle da malha de corrente do eixo direto.
CI 2
RI 2 CI 1 C( f )
20
dB
/d
0 dB/dec
ec
RI 1 G fp
20
id
dB
/d
d d'
ec
idref fz f p2
(a) (b)
Figura 4.9.(a) Implementação analógica do controlador de corrente; (b) diagrama de Bode assintótico
da função de transferência do controlador.
RI 2 C I 1 s + 1
CI ( s ) = +1 (4.71)
RI 2C I 1C I 2
sRI 1 ( C I 1 + C I 2 ) s + 1
CI 1 + CI 2
RI 2 C I 1 s + 1
CI ( s ) = (4.72)
R C C
sRI 1 ( C I 1 + C I 2 ) I 2 I 1 I 2 s + 1
CI1 + CI 2
1
f Iz = (4.73)
2π RI 2CI 1
f Ip1 = 0 (4.74)
CI 1 + CI 2
f Ip 2 = (4.75)
2π RI 2CI 1CI 2
100
idHall1
K Hall1 = (4.76)
id
Uma portadora triangular, para meio período, é descrita pela Equação (4.78).
Vtri
vtri ( t ) = Ts
t (4.78)
2
Vtri DTs
vtri ( t ) = va ( t ) = (4.79a)
Ts
2 2
va ( t )
D= (4.79b)
Vtri
D 1
K PWM = = (4.80)
va ( t ) Vtri
101
FTMFI ( s )
K Hall
'
VCC
KV
CV ( s ) : Compensador de tensão;
CV 2
RV 2 CV 1
RV 1
'
VCC
idref
VCCref
Figura 4.11. Controlador de tensão.
RV 2CV 1s + 1
CI ( s ) = (4.81)
R C C
sRV 1 ( CV 1 + CV 2 ) V 2 V 1 V 2 s + 1
CV 1 + CV 2
1
fVz = (4.82)
2π RV 2CV 1
fVp1 = 0 (4.83)
CV 1 + CV 2
fVp 2 = (4.84)
2π RV 2CV 1CV 2
VCC
RCC1
'
VCC
RCC 2
RCC 2
KV = (4.85)
RCC1 + RCC 2
CI ( s ) K PWM H I ( s )
FTMFI ( s ) = (4.86)
1 + CI ( s ) K PWM H I ( s ) K Hall
1
FTMFI ( 0 ) = (4.87)
K Hall
4.7 CONCLUSÃO
CAPITULO V
PROJETO DO SISTEMA DE SINCRONISMO, ESTÁGIO DE
POTÊNCIA E CONTROLE
4ζ 2
Kp = (5.1)
Vabpτ
Kp
Ki = (5.2)
τ
4(0, 707) 2
Kp = = 49,95 (5.3)
(1)0, 04
49,95
Ki = = 1248, 75 (5.4)
0, 4
K pVabp
ωn = (5.5)
τ
(49.95)(1)
ωn = = 35,34 (5.6)
(0.04)
2ζωn s + ωn2
Hc ( s ) = (5.7)
s 2 + 2ζωn s + ωn2
Hc ( s) Fase de H c ( s )
20 0
− 20
− 10
Ganho [dB]
Fase [º]
− 40
− 40
− 60
− 70
− 80
− 100 − 100
3 4 5
1 10 100 1× 10 1× 10 1× 10
Frequência [Hz]
Figura 5.1. Diagrama de Bode da função de transferência do PLL.
Zf
R1 R2 C GPLL ( s )
ωt + +
–
vd vC
+
R2 0 dB/dec
– – R1
(a ) (b) f z
Figura 5.2. (a) Implementação analógica do controlador PI. (b) Diagrama de Bode assintótico da
função de transferência do controlador PI.
R2 = K p R1 (5.8)
τ
C= (5.9)
R2
0, 04
C= = 80, 08n (5.11)
499,5k
Tabela 5.2
Especificações de Projeto
Parâmetro Valor
Potência (P) 6 kW
Tensão de entrada (VCC) 700 V
Tensão eficaz de fase da rede (Veficaz) 220 V
Frequência da rede (fo) 60 Hz
Frequencia de chaveamento (fsw) 10020 Hz
Ondulação na corrente de fase (∆I) 10%
Ondulação na tensão de entrada (∆VCC) 3%
Po 6 ⋅103
I oeficaz = = = 9, 09 A (5.12)
Vaoeficaz 3 ⋅ 220
Corrente de pico:
Índice de modulação:
2Vaop 2(311.13)
M= = = 0,89 (5.15)
VCC 700
Po Po
2M −
Vaoeficaz 3 VCC
CEQ = (5.16)
4π f o ∆VCp
6 ⋅103 6 ⋅ 103
2 (0.89) −
(220) 3 700
C EQ = = 708,84 µF (5.18)
4π (60)(21)
C1 = C 2 = 2 C EQ = 1418 µF (5.19)
2
1 π
2 P
ICeficaz = ∫ o
sin (ωot ) − ICC M sin ( ωot ) + ICC 2 1 − M sin ( ωot ) dωot
π 0 Vaoeficaz 3
(5.20)
I Crms = 9, 53 A (5.21)
Tabela 5.3
Parâmetros para a escolha dos capacitores utilizados no barramento CC.
Parâmetro Valor
C1 1418 µF
C2 1418 µF
Iceficaz 9,53 A
VC1
450 V
VC2 450 V
110
∆ I L = 0,1 (5.22)
∆I L = 0,25 (5.24)
VCC ∆I L max
L= (5.25)
4∆I L f s
L = 43, 66 mA (5.26)
Corrente média:
Iop M
S11
I média = sen (θ ) + (π − θ ) cos (θ ) (5.27)
4π
S11
Imédia = 2,86A (5.28)
Corrente eficaz:
2
I op 2 M 1 + cos (θ )
I S11
eficaz = (5.29)
6π
S11
I eficaz = 5,58 A (5.30)
Corrente média:
Iop M Iop
S12
I média = θ cos (θ ) − sen (θ ) + (5.31)
4π π
S12
I média = 4, 09 A (5.32)
Corrente eficaz:
I op2 I op2 M
I S12
eficaz = − 1 − 2 cos (θ ) + cos 2 (θ ) (5.33)
4 6π
S12
I eficaz = 6, 43 A (5.34)
Os esforços de corrente nos IGBTs externos são os mesmos, bem como dos
internos. Assim, S13 possui os mesmos esforços que S12.
Corrente média:
S13
I média = 4, 09 A (5.35)
112
Corrente eficaz:
S13
I média = 6, 43 A (5.36)
Corrente média:
S11
Imédia = 2,86A (5.37)
Corrente eficaz:
S11
I eficaz = 5,58 A (5.38)
Corrente média:
Iop M
Df12
I média = sen (θ ) − θ cos (θ ) (5.39)
4π
Df11
I média =0 (5.40)
Corrente eficaz:
I op2 M 2
Df11
I eficaz = cos (θ ) − 1 (5.41)
6π
Df11
I eficaz =0 (5.42)
Corrente média:
Iop M I op
Dc12
I média = ( 2θ − π ) cos (θ ) − 2sen (θ ) + (5.41)
4π π
Dc11
I média = 1, 23 A (5.42)
Corrente Eficaz:
I op2 I op2 M
I S12
eficaz = − 1 + cos 2 (θ ) (5.43)
4 3π
Dc11
I rms = 3,18 A (5.44)
Com o valor das correntes calculadas, é possível estimar as perdas nos dispositivos
semicondutores do conversor. Considerando que seja usado o IGBT IK30N60T, as
perdas para um braço do conversor podem ser visualizadas na Figura 5.3a. É
perceptível o desequilíbrio de perdas nos dispositivos do conversor NPC. O
comportamento das perdas totais, variando o índice de modulação e o fator de
potência, pode ser visualizado na Figura 5.3b.
114
Figura 5.3. Perdas nos dispositivos do conversor NPC: (a) perdas em um braço do conversor; (b)
perdas totais variando o índice de modulação e o fator de potência.
Tais parâmetros devem ser ajustados, de tal forma, que o sistema seja
estável e responda dentro de um tempo determinado.
iˆd ( s ) VCC 1
H I (s) = = (5.45)
dˆd ( s )
'
2 Ls + R
HI (s) Fase de H I ( s )
100 0
− 20
50
Ganho [dB]
Fase [º]
− 40
− 60
0
− 80
− 50 − 100
3 4 5
10 100 1×10 1×10 1×10
Frequência [Hz]
Figura 5.4. Diagrama de Bode da malha de corrente não compensada.
d d' ( s ) id ( s )
CI ( s ) K PWM HI (s) K Hall
(5.47).
1
K PWM = (5.47a)
Vtri
116
K PWM = 0, 2 (5.47b)
K Hall = 0, 02 (5.48)
CI 2
RI 2 CI 1 C( f )
20
dB
/d
0 dB/dec
ec
RI 1 G fp
20
id
dB
/d
d d'
ec
idref fz f p2
(a) (b)
Figura 5.6. (a) Implementação analógica do controlador de corrente; (b) diagrama de Bode assintótico
da função de transferência do controlador.
f sw
f Ic = = 2004 Hz (5.49)
5
f Iz = 10 f o = 600 Hz (5.50)
frequência deste pólo não pode ser demasiado alta. O segundo pólo é posicionado
conforme Equação (5.51).
f Ip 2 = 10 f Iz = 6 kHz (5.51)
FTMAI ( j 2π f Ic ) = 1 (5.52a)
1
GIfp = 20log (5.52c)
K PWM K Hall H I ( j 2π f Ic )
R
GIfp = 20 log I 2 (5.54)
RI 1
GIfp
RI 2 = RI 110 20 (5.55)
RI 1 = 2 k Ω (5.56)
RI 2 = 785, 39 kΩ (5.57)
1
CI 1 = = 0,34 nF (5.58)
2π f Iz RI 2
1
CI 2 = = 0,04nF (5.59)
2π RI 2 ( f Ip 2 − f Iz )
Tabela 5.4
Componentes comerciais adotados para os compensadores de corrente.
Parâmetro Valor
RI1 2 kΩ
RI21 750 kΩ
RI22 36 kΩ
CI1 330 pF
CI2 39 pF
RI 2CI 1s + 1
CI ( s ) = (5.60)
R C C
sRI 1 ( CI 1 + CI 2 ) I 2 I 1 I 2 s + 1
CI 1 + CI 2
119
CI ( s ) Fase de CI ( s )
150 − 20
− 40
100
Ganho [dB]
Fase [º]
− 60
50
− 80
0 − 100
3 4 5
10 100 1×10 1×10 1×10
Frequência [Hz]
Figura 5.7. Diagrama de Bode do compensador de corrente.
50 − 120
Ganho [dB]
− 50 − 160
− 100 − 180
3 4 5
10 100 1×10 1×10 1×10
Frequência [Hz]
Figura 5.8. Diagrama de Bode da FTMAI.
3
E p + I d ( sL + 2 R )
vˆ ( s ) 2 2
HV ( s ) = CC = (5.61)
iˆd ( s ) VCC sCEQ
HV ( s ) Fase de HV ( s )
0
− 20
30
Ganho [dB]
Fase [º]
− 40
20
− 60
10
− 80
0 − 100
3
10 100 1×10
Frequência [Hz]
Figura 5.9. Diagrama de Bode da malha de tensão não compensada.
'
id ( s ) VCC VCC
CV ( s ) FTMFI ( s ) HV ( s ) KV
1
FTMAV ( s ) = CV ( s ) HV ( s ) KV (5.62)
K Hall
CV 2
RV 2 CV 1 C( f )
20
dB
/d
ec
RV 1 0 dB/dec
'
G fp 20
V dB
CC /d
idref ec
VCCref fz f p2
(a) (b)
Figura 5.11. (a) Implementação analógica do controlador de tensão; (b) diagrama de Bode assintótico
da função de transferência do controlador.
f Ic
fVc = = 40,08 Hz (5.64)
50
fVz = 10 Hz (5.65)
'
VCC = K V VCC = 5 V (5.67)
1
CV ( j 2π fVc ) KV H V ( j 2π fVc ) =1 (5.68b)
K Hall
K Hall
GVfp = 20log (5.68c)
KV HV ( j 2π fVc )
GVfp = − 7, 63 dB (5.69)
R
GVfp = 20 log V 2 (5.70)
RV 1
GIfp
RV 2 = RV 110 20 (5.71)
RV 1 = 10 kΩ (5.72)
RV 2 = 4,15 kΩ (5.73)
1
CV 1 = = 3,83 µF (5.74)
2π fVz RV 2
123
1
CV 2 = = 348 nF (5.75)
2π RV 2 ( fVp 2 − fVz )
Tabela 5.5
Componentes comerciais adotados para o compensador de tensão.
Parâmetro Valor
RV1 10 kΩ
RV2 4.3 kΩ
3.9 µF
CV1
CV2 360 nF
RV 2CV 1s + 1
CV ( s ) = (5.76)
R C C
sRV 1 ( CV 1 + CV 2 ) V 2 V 1 V 2 s + 1
CV 1 + CV 2
CV ( s ) Fase de CV ( s )
40 − 20
20
− 40
0
Ganho [dB]
Fase [º]
− 20 − 60
− 40
− 80
− 60
− 80 − 100
3
0.1 1 10 100 1×10
Frequência [Hz]
Figura 5.12. Diagrama de Bode do compensador de tensão.
− 100
50
Ganho [dB]
Fase [º]
− 120
0
− 140
− 50
− 160
− 100 − 180
3 4
0.1 1 10 100 1×10 1×10
Frequência [Hz]
Figura 5.13. Diagrama de Bode da FTMAV.
5.4 CONCLUSÃO
CAPITULO VI
RESULTADOS
identificado que o conversor NPC está entregando corrente puramente ativa à rede –
tendo o sistema, assim, fator de potência unitário PF = 1 .
200
−200
−400
0, 25 0, 26 0, 27 0, 28 0, 29 0, 3
Tempo( s )
Vao [ p.u ] θ [ p.u ] (a)
−1
0, 25 0, 26 0, 27 0, 28 0, 29 0, 3
Tempo( s )
(b)
Figura 6.1. Simulação do sistema em regime permanente: (a) tensões da rede elétrica; (b) tensão da
fase a ( Vao ) e ângulo de referência gerado pelo circuito PLL ( θ ), em pu.
127
Ia [A] Ib [A ] Ic [A]
15
10
−5
−10
−15
0, 25 0, 26 0, 27 0, 28 0, 29 0,3
Tempo( s )
Vao [ p.u.] I a [ p.u.] (a)
1
−1
0, 25 0, 26 0, 27 0, 28 0, 29 0,3
Tempo( s )
(b)
Figura 6.2. (a) correntes entregues à rede; (b) tensão Vao e corrente I a , em pu.
reativos.
0
0, 25 0, 26 0, 27 0, 28 0, 29 0, 3
Tempo( s )
Figura 6.3. Correntes de referência nos eixos, direto e em quadratura, das correntes injetadas na
rede.
VCC [ V ]
701
700
699
0, 25 0, 26 0, 27 0, 28 0, 29 0, 3
Tempo( s )
Figura 6.4. Tensão do barramento CC.
200
−200
−400
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s )
Figura 6.5. Tensão da rede elétrica submetida a variações de tensão.
P [ W]
7k
6.5k
6k
5.5k
5k
Q [ VAr ]
100
50
−50
−100
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s )
Figura 6.7. Comportamento da potência reativa, entregue pelo sistema de conversão, quando a
tensão da rede é submetida a variações de tensão.
VCC [ V ]
720
710
700
690
680
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s)
Figura 6.8. Comportamento da tensão do barramento CC quando a tensão da rede é submetida a
variações de tensão.
10
−10
−20
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s)
Id (a)
0.42
0.4
0.38
0.36
0.34
0.32
0.3
0.28
0.26
0.24
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s)
Iq (b)
0.2
0.1
− 0.1
0.5
−0.5
−1
−1.5
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s)
Figura 6.10. Corrente e tensão da fase a, quando as tensões da rede estão submetidas a variações
de tensão, operando com PF = 1 .
200
−200
P [W]
10k
5k
Q [ VAr ]
6k
4k
2k
−2k
−4k
−6k
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s )
Figura 6.13. Comportamento da potência reativa, entregue pelo sistema de conversão, quando a
tensão da rede é submetida a variações de frequência.
VCC [ V ]
780
760
740
720
700
680
660
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s )
Figura 6.14. Comportamento da tensão do barramento CC quando a tensão da rede é submetida a
variações de frequência.
Ia [A] Ib [ A] Ic [A]
20
10
−10
−20
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s)
Id
0.6
0.4
0.2
Iq
0.2
−0.2
Figura 6.15.(a) correntes injetadas na rede, (b) componente no eixo direto das correntes, e (c)
componente no eixo em quadratura das correntes.
136
−1
Vao [ V ] Vco [ V ]
200
−200
P [W]
8k
6k
4k
2k
Q [ VAr ]
4k
2k
−2k
−4k
VCC [ V ]
740
720
700
680
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s )
Figura 6.20. Comportamento da potência reativa, entregue pelo sistema de conversão, quando a
tensão da rede é submetida a variações de fase.
Ia [A] Ib [ A] Ic [A]
20
10
−10
−20
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s)
Id
0.4
0.2
Iq
0.2
0.1
− 0.1
−0.2
Figura 6.21. (a) correntes injetadas na rede, (b) componente no eixo direto das correntes, e (c)
componente no eixo em quadratura das correntes.
140
0.5
−0.5
−1
I CC [ A ]
10
0
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s )
Figura 6.23. Corrente no barramento CC do conversor NPC.
Id
0.4
0.2
Iq
0.002
0.001
−0.001
P [ W]
8k
6k
4k
2k
−2k
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s )
Q [ VAr ]
60
40
20
−20
−40
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s )
VCC [ V ]
740
720
700
680
660
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s )
Figura 6.26. Tensão no barramento CC quando sistema submetido a variação no fluxo de potência
ativa.
Ia [A] Ib [ A] Ic [A]
15
10
−5
−10
−15
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s )
Figura 6.27. Corentes entregues a rede elétrica quando sistema submetido a variação no fluxo de
potência ativa.
144
0.5
−0.5
−1
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s )
Figura 6.28. Tensão da rede e corrente entregue à rede – fator de potência unitário.
Para este caso a potência ativa é mantida em seu valor nominal e é aplicado
um degrau na refência da corrente do eixo em quadratura, de forma a analisar o
comportamento do sistema. A Figura 6.29a exibe a corrente do eixo direto em seu
valor nominal. A Figura 6.29b mostra o degrau aplicado à corrente em quadratura.
Id
0.36
0.34
0.32
0.3
Iq
0.1
− 0.1
−0.2
−0.3
Figura 6.29. (a) Corrente do eixo direto, e (b) corrente do eixo em quadratura.
146
P [W]
7k
6.5k
6k
5.5k
5k
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s )
Q [ VAr ]
2k
−2k
−4k
−6k
−8k
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s )
0.5
−0.5
−1
−1.5
0.3 0.4 0.5 0.6 0.7
Tempo( s)
Figura 6.31. Tensão da rede e corrente entregue à rede quando sistema injeta reativos.
147
6.7 CONCLUSÃO
CAPÍTULO VI
CONCLUSÃO GERAL
TRABALHOS FUTUROS
REFERÊNCIAS
BORDONAU, J.; COSAN, M.; Borojevic, D.; Mao, H.; Lee, F. C. A state-space
model for the comprehensive dynamic analysis of three-level voltage-source
inverters, IEEE Power Electronics Specialists Conference (PESC’97), vol. 2, pp.
942-948, jun. 1997.
BURGOS, R.; LAI, R.; PEI, Y.; WANG, F.; BOROYEVICH, D.; POU, J. Space vector
modulator for Vienna-type rectifiers based on the equivalence between two-
and three-level converters: a carrier-based implementation. IEEE Transactions
on Power Electronics, vol. 23. pp. 1888-1988, jul., 2008.
151
GILABERT, A.; ALEPUZ, S.; SALAET, S.; BUSQUETS-MONGE, S.; BERISTAIN, A.;
BORDONAU, J. Benefits of multilevel converters to wind turbines in terms of
output filter reduction. 11th International Power Electronics and Motion Control
Conference (EPE-PEMC’04). Riga, Latvia, 2004.
HENN, G. A. L.; PRAÇA, P. P.; SILVA, R. N. A. L.; OLIVEIRA Jr, D. S.; BARRETO,
L. H. S. C.; da SILVA, E. R. C. Adapted modulation for THD performance
improvement and losses reduction on multilevel inverters. Eletrônica de
Potência – SOBRAEP, vol. 16, n. 2, p. 103-109, mar./mai. 2011.
IEEE SCC21. IEEE P1547 Std Draft 06 standard for distributed resources
interconnected with electric power systems. IEEE, 2000.
LESCALE, V. F. Modern HVDC: state of the art and development trends. In Proc.
Int. Conf. on Power System Technology (POWERCON’98), vol. 1, pp. 446-450, 1998.
PENA, R.; CLARE, J. C.; ASHER, G. M. Doubly fed induction generator using
back-to-back PWM converters and its application to variable speed wind-
energy generation. IEE Proceedinds – Electric Power Applications, vol. 143, n. 3,
pp. 231-241, may. 1996.
PENG, L.; FRANCOIS, B.; YONGDONG, LI. Low voltage ride- through of high
power DFIG wind turbine using three-level NPC converters. IECON 2009 - 35th
Annual Conference of IEEE Industrial Electronics, pp. 609-614, nov. 2009.
SASSO, E.; SOTELO, G.; FERREIRA, A.; WATANABE, E.; Aredes, M.; Barbosa, P.
G. Investigação dos Modelos de sincronismo trifásicos baseados na teoria das
potências real e imaginária instantâneas (p-PLL e q-PLL), in.: XV Congresso
Brasileiro de Automática – CBA, pp. 480-485, Natal-RN, Set. 2002.
APÊNDICE A
CIRCUITO UTILIZADO NA SIMULAÇÃO
156
APÊNDICE B
TRANFORMAÇÃO dq0
xd xa
xq = [ xr ] = T [ x ] = T xb (B.1)
x xc
0
2π 2π
cos (θ r ) cos θ r − 3 cos θ r + 3
2 2π 2π
Tdq 0 = − sin (θ r ) − sin θ r − − sin θ r + (B.2)
3 3 3
1 1 1
2 2 2
t
θ = ∫ (ω t ) dt + θ o (B.3)
0
Na qual,
2 2
T= T ⇒ TT = T (B.4)
3 3
2 2 2
TTT = T TT = TTT = I 3 x 3 ⇒ TT = T −1 (B.5)
3 3 3
[ x1r ] = T [ x1 ] ; [ x2 r ] = T [ x2 ] (B.6)
T
[ x1r ] [ x2r ] = ( T [ x1 ]) ( T [ x2 ]) = [ x1 ]
T T T
TT T [ x2 ] = [ x1 ] [ x2 ] (B.7)
159
ic
(B.8)
T
( T
p = v f i f = v f TT ) (T i ) = v
f fr
T
i fr
id
T
p = v fr i fr = vd vq v0 iq = vd id + vqiq + v0i0
i
0