RATTIS CENTRO DE ESTUDOS
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CONHECIMENTOS GERAIS - LÍNGUA PORTUGUESA
Texto I
01. Os Textos I e II, embora diferentes quanto ao gênero e à abordagem, relacionam-
se em aspectos temáticos. Comparando os dois, pode-se afirmar que o Texto I
(A) defende que o direito à cidade só se manifesta na liberdade, e o Texto II não ratifica
essa opinião.
(B) entende o direito à cidade como uma realidade da urbanização, e o Texto II exemplifica
tal processo.
(C) encara o direito à cidade como um direito humano, e o Texto II exemplifica a falência
desse direito.
(D) argumenta que a urbanização significou maior direito à cidade, e o Texto II se converte
em contra-argumento.
02. “Será que o espantoso ritmo e a escala da urbanização nos últimos 100 anos
contribuíram para o bem-estar humano?” (Texto I, linhas 8-9)
No Texto I, o autor utiliza essa pergunta no início do segundo parágrafo, cuja
resposta fica evidente no terceiro parágrafo, principalmente pela utilização da
palavra
(A) “relacionamentos” (linha 16).
(B) “remodelar” (linha 20).
(C) “preciosos” (linha 22).
(D) “negligenciados” (linha 23).
03. A utilização dos tempos verbais em determinadas circunstâncias segue um
critério mais de sentido do que estritamente temporal, para atender a propósitos
discursivo-textuais.
No título da reportagem (Texto II), temos um exemplo dessa estratégia linguística
porque se utiliza o tempo
(A) presente para referir-se a uma ação no passado, a fim de evidenciar o passado recente
do acontecimento em relação à notícia.
(B) presente para referir-se a uma ação no passado, a fim de evidenciar a simultaneidade
entre o acontecimento e a notícia.
(C) passado para referir-se a uma ação no presente, a fim de evidenciar a atemporalidade
do acontecimento.
(D) passado para referir-se a uma ação no presente, a fim de evidenciar o caráter
corriqueiro do acontecimento.
04. “Os lanches só foram entregues cerca de quatro horas depois de a ida para a
praia ser interrompida.” (Texto II, linhas 17-18)
A palavra em destaque no fragmento acima, no contexto em que está inserido,
enfatiza o(a)
(A) pouco tempo sem comida.
(B) interrupção da ida à praia.
(C) período curto de detenção.
(D) demora na entrega dos lanches.
TEXTO III
05. Considerando os elementos verbais e
não verbais usados na composição da
charge, nota-se que a crítica do
cartunista Angeli centra-se, sobretudo,
no(a)
(A) superlotação das praias do Rio de
Janeiro.
(B) precariedade dos serviços nas praias
cariocas.
(C) excessivo número de feriados no
calendário nacional.
(D) contraste étnico-racial entre banhistas e
trabalhadores.
06. Com base na leitura integral do texto, o título da canção “As caravanas” remete-
se metaforicamente ao(à)
(A) presença de vendedores vestidos de árabes nas praias da Zona Sul do Rio de Janeiro.
(B) chegada de moradores dos subúrbios e favelas às praias da Zona Sul do Rio de
Janeiro.
(C) atuação da polícia na contenção da violência nas praias da Zona Sul do Rio de Janeiro.
(D) tráfego de ônibus para várias partes da cidade, saindo da Zona Sul do Rio de Janeiro.
07. O discurso indireto livre é um recurso de grande expressão linguística pelo qual
o eu lírico pode não apenas reproduzir a fala de personagens, como também seus
pensamentos e sentimentos. É um exemplo de discurso indireto livre o seguinte
trecho:
(A) “Não há barreira que retenha esses estranhos” (v. 7).
(B) “A gente ordeira e virtuosa que apela” (v. 15).
(C) “O suor que embaça os olhos e a razão” (v. 22).
(D) “Ou doido sou eu que escuto vozes” (v. 28).
08. “Um mar azul turquesa à la Istambul enchendo os olhos” (Texto IV, verso 2)No
verso destacado, há a presença de figuras de linguagem, dentre as quais destacam-
se
(A) antítese e metonímia.
(B) anacoluto e paradoxo.
(C) comparação e metáfora.
(D) prosopopeia e aliteração.
09. No texto IV, em qual dos pares de rima se revela a permanência histórica da
opressão racial no Brasil?
(A) “Maré” (v. 13) / ”Guiné” (v.18)
(B) “apela” (v. 15) / “favela” (v. 17)
(C) “prisão” (v. 23) / ”porão” (v. 24)
(D) “gritaria” (v. 26) / ”covardia” (v. 27)
TEXTO IV
10. No texto V, Zé do Mundo vive uma espécie de “invisibilidade social”, porém,
percebe-se um momento de efetiva visibilidade do personagem no seguinte trecho:
(A) Zé do Mundo não acredita que seu sonho vai ser realizado daqui a alguns minutos.
(linha 1)
(B) – Amiga! O meu desejo será alcançado em um sorrateiro momento de reconhecimento
do meu esforço para sobreviver. (linhas 8-9)
(C) Hábitos comuns fazem parte da sua rotina. (linha 13)
(D) – Aceita algo, querido? Sirva-se à vontade. (linha 26)
11. Relacionando o título com o desenvolvimento do conto, podemos dizer que há
em sua constituição uma ironia, porque
(A) o termo “próximo” remete a um comportamento social oposto ao vivido por Zé do
Mundo, o que contrasta com o sentido inicial do adjetivo.
(B) o termo “mundo” associa-se à noção de agrupamento de blocos de Carnaval, nos quais
se insere o personagem Zé do Mundo.
(C) o termo “próximo” é um adjetivo que deve caracterizar o substantivo “mundo”, uma vez
que estão todos numa festa popular.
(D) a expressão “Mundo próximo” é representação literal da invisibilidade social, não
admitindo interpretação em sentido figurado.
12. Zé do Mundo antecipa o evento tão esperado por ele a partir do emprego de
termos associados diretamente à sua grande expectativa. A seguir, o único termo
que remete à condição que tanto almeja é
(A) “ocorrido”. (linha 7)
(B) “injustiças”. (linha 10)
(C) “rotina”. (linha 13)
(D) “multidão”. (linha 31)
13. Ele grita de felicidade. (Texto V, linha 4)
As preposições podem assumir diversos valores semânticos, contribuindo para o
sentido do texto. No período em destaque, o vocábulo de assume o seguinte valor
significativo:
(A) Causa.
(B) Espécie.
(C) Oposição.
(D) Finalidade.
14. A alternativa em que se indica corretamente o valor semântico da oração em
destaque é:
(A) […] para matar a sua sede […] (linhas13-14) – causa.
(B) Mas entra em um beco […] (linha 22) – adição.
(C) […] de mascar […] (linha 24) – condição.
(D) […] ao perceber […] (linha 27) – tempo.
15. No que se refere às atitudes dos personagens da charge, observa-se que
(A) a primeira mãe não demonstra tanto afeto por seu filho quanto o faz a segunda.
(B) a segunda mãe pressupõe que seu filho possa fazer alguma travessura na rua.
(C) o primeiro menino parece ter mais liberdade para sair despreocupadamente.
(D) o segundo menino recebe recomendações adequadas para a sua faixa etária.
16. O uso da forma variante “tô” nos balões de fala dos meninos deixa entrever a
escolha do cartunista em representar uma situação comunicativa de
(A) inadequação.
(B) informalidade,
(C) desrespeito.
(D) equívoco.
17. As falas das mães dos meninos caracterizam basicamente a seguinte função de
linguagem:
(A) Referencial.
(B) Apelativa.
(C) Emotiva.
(D) Poética.
18. A respeito das opções de usos linguísticos dos textos da charge, é correto
afirmar que
(A) o advérbio “ainda” nega a permanência do contraste entre as duas situações.
(B) as exclamações exprimem as emoções dos personagens no momento da fala.
(C) o vocativo “mãe” revela o emissor preferencial das mensagens dos personagens.
(D) as reticências no final do último balão sugerem uma ideia de continuidade na fala.
19. Retirado do site do Colégio Ernesto, o Texto VII, que trata de informações acerca
do RIOCARD – bilhete de acesso ao transporte urbano a que estudantes da rede
pública têm direito – é um exemplo de documento oficial. Sobre esse gênero de
texto, é correto afirmar que
(A) o comunicado necessita de informações subjetivas, como opiniões, para sua
construção.
(B) por ser um gênero predominantemente informativo, o comunicado deve ser conciso.
(C) o comunicado, por seu caráter oficial, assemelha-se a um aviso ou ofício.
(D) o gênero comunicado só deve ser empregado em instituições federais.
20. Considerando a mensagem do Texto VII, deduz-se que
(A) todos os estudantes tiveram problemas com o RIOCARD.
(B) a atualização do RIOCARD nunca ocorre periodicamente.
(C) o RIOCARD já deveria ter sido atualizado pelo sistema.
(D) o colégio se responsabilizou pelos problemas com o RIOCARD.
Para nos inspirar:
NÃO DESISTA NUNCA – Martha Medeiros
Se você não acreditar naquilo que você é capaz de fazer; quem vai acreditar?
Dizer que existe uma idade certa, tempo certo, local certo, não existe.
Somente quando você estiver convicto daquilo que deseja e esta convicção fizer parte integrante
do processo.
Mas quando ocorre este momento? Imagine uma ponte sobre um rio.
Você está em uma margem e seu objetivo está na outra.
Você pensa, raciocina, acredita que a sua realização está lá.
Você atravessa a ponte, abraça o objetivo e não olha para traz.
Estoura a sua ponte.
Pode ser que tenha até dificuldades, mas se você realmente acredita que pode realizá-lo, não
perca tempo: vá e faça.
[...]
As pessoas que realizaram a oportunidade de estourar as suas pontes de modo adequado e
consistente, não só imaginaram, atravessaram e encontraram os objetivos do outro lado.
Os objetivos a serem perseguidos, foram construídos dentro de uma visão clara do que se queria
alcançar, em tempo suficiente, de modo adequado, através de fatores pessoais ou impessoais,
facilitadores ou não, enfim o grau de comprometimento utilizado para a sua concretização.
A visão sem ação, não passa de um sonho.
A ação sem visão é só um passatempo.
A visão com ação pode mudar o mundo.
GABARITO: AULA LEITURA, INTERPRETAÇÃO, GRAMÁTICA_CICLO2_RATTIS2024
1C 2D 3A 4D 5D 6B 7A
8C 9C 10D 11A 12A 13A 14D
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Leitura, interpretação e sintaxe
Formadora Monica Rattis