Indicadores Da Análise Fundamentalista E O Retorno Das Ações Listadas No Ibrx 100 À Luz Do Value Investing No Período de 2009 A 2018
Indicadores Da Análise Fundamentalista E O Retorno Das Ações Listadas No Ibrx 100 À Luz Do Value Investing No Período de 2009 A 2018
Resumo
Este estudo analisou os indicadores financeiros e contábeis que melhor explicaram os retornos
das ações listadas no 4º trimestre de 2019 no índice IBrX 100 no período de 2009 a 2018. Para
tanto, através de uma revisão bibliográfica, foram selecionados os indicadores aplicados em
estudos anteriores, como também os filtros para seleção de ações desenvolvidos por Graham,
considerado o formador da análise financeira. A amostra foi composta por 78 ativos, uma vez
que foram excluídas ações de empresas financeiras e sociedades gestoras de participação
sociais. Os dados foram obtidos através da plataforma Economática® e tratados através do
softwares Microsof Excel e GRETL. Foram analisadas 36 variáveis em cada trimestre,
primeiramente através do modelo de POLS para averiguar a adequação quanto a aplicação do
modelo de dados de painel com efeitos fixos ou aleatórios, e em seguida, após a verificação dos
testes, foi aplicado o modelo de dados em painel com efeitos fixos. Como resultado, 9 variáveis
foram selecionadas com melhores preditoras do retorno acionário: Variação da Média Trienal
do Lucro Líquido (VarLL), Índice Preço Lucro Médio (P/L), Índice Dívida Financeira de Curto
Prazo Dívida Financeira Total (PFCP/PFT), Liquidez Seca (LS), Ativo Total (AT), Liquidez
Corrente (LC), Índice Preço Valor Patrimonial por Ação (P/VPA), Lucro por Ação (LPA) e
Return on Assets (ROA). O resultado do presente estudo indicou a relevância dos filtros de
Graham para a seleção de ativos, ratificando os estudos anteriores que utilizaram os filtros para
gerar carteiras com retornos superiores ao índice de mercado nacional sem incorrer a riscos
maiores no longo prazo.
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1 Introdução
O mercado de capitais tem como fundamento a alocação da propriedade do capital social
da economia, sendo idealizado através da hipótese do mercado eficiente como um mercado em
que os preços fornecem sinais precisos para alocação de recursos e investidores selecionam
ativos pressupondo que seus preços reflitam todas as informações disponíveis. Seja do seu
passado através da hipótese fraca, das informações públicas disponíveis na hipótese semiforte,
ou até mesmo informações relevantes de acesso monopolístico a determinados investidores, ou
grupos por meio da hipótese forte, não sendo possível gerar retornos extraordinários acima da
média do mercado (Fama, 1970).
Apesar do idealismo fundamentado e gerado através da hipótese do mercado eficiente
Leković (2018) conclui de maneira geral que a literatura em finanças ainda não chegou a um
consenso sobre a presença ou ausência de sua validade. Estudos como de Fernandes, Hamberger
e Valle (2015), e Gaio, Alves e Pimenta Júnior (2009) contestam a hipótese de eficiência do
mercado por meio da hipótese fraca, sendo possível, portanto, a existência de retornos acima
da média propiciados no mercado brasileiro.
Sendo admissível refutar a hipótese do mercado eficiente e buscando retornos sobre suas
aplicações acima da média do mercado, investidores formulam filosofias e estratégias de
alocação de recursos. Para tanto, as estratégias são formuladas objetivando um possível
aumento do grau de previsibilidade do desempenho futuro dos ativos utilizando principalmente
duas abordagens, a análise técnica e a análise fundamentalista (Lyrio, Prates, Lima, & Lunkes
2015).
A análise técnica objetiva o entendimento das forças comportamentais que formam o
preço e suas movimentações, com a convicção de que os comportamentos passados tendem a
se repetir no futuro sendo possível compreender o movimento dos preços através da avaliação
gráfica de suas variações, tendências e padrões (Suciu, 2013; Lyrio et al., 2015).
A análise fundamentalista estuda as informações da empresa, como lucro, ativos,
passivos, receitas e outras diversas informações financeiras e contábeis disponíveis em seus
demonstrativos com a premissa que o mercado não é completamente eficiente, e de que apesar
de todas as informações disponíveis ao público, o preço a mercado do ativo pode estar em
desacordo com os modelos e indicadores de avaliação e precificação, sendo este tipo de
abordagem a que será praticada no presente estudo. (Suciu, 2013; Lyrio et al., 2015).
Estabelecida em 1934 por Benjamin Graham e David Dodd, value investing é uma
aplicação específica de seleção de ações cujos valores de mercado demonstram-se
subvalorizados frente ao seu valor intrínseco baseado em um estudo rigoroso das demonstrações
financeiras da empresa por meio do emprego de análises fundamentalistas (Yan & Zhao, 2010;
Grimm, 2012; Yadav & Jain, 2016).
Apesar da idade da visão fundamentalista de Graham e Dood, estudos atuais como o de
Artuso e Chaves Neto (2010) e Palazzo, Savoia, Securato e Bergmann (2018) concluem que a
aplicação das estratégias de value investing adaptadas ao mercado acionário brasileiro são
capazes de gerar carteiras com retornos significativamente superiores ao índice de mercado
nacional sem incorrer a riscos maiores no longo prazo.
A adaptação dos indicadores da estratégia de value investing ao mercado acionário
brasileiro se fez necessária nos estudos de Artuso e Chaves Neto (2010) e Palazzo et al. (2018),
uma vez que os indicadores trazem qualificadores fixos de definição de critérios de seleção que
foram desenvolvidos e aplicados ao mercado dos EUA, sendo sua aplicação original
extremamente restritiva ao nosso mercado, ademais Pätäri e Leivo (2015) evidenciaram que os
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melhores critérios de seleção de ações que assimilam o value premium (prêmio de valor) variam
ao longo do tempo e entre os mercados, e eficácia dependente das opções metodológicas
empregadas.
Embora os resultados do estudo de Artuso e Chaves Neto (2010) se mostrarem
estatisticamente significativos, os autores sugerem a utilização de técnicas de análise
multivariada para o reconhecimento de padrões nos dados contábeis das empresas tendo como
fundamentação a abordagem de Graham, com especial atenção no emprego da análise fatorial
para combinar e eliminar variáveis que não se mostrem relevantes, sendo este o objetivo do
presente artigo.
A importância desta pesquisa está na possibilidade de auxiliar tanto investidores pessoa
física que desejam selecionar ativos na formação de suas carteiras como também gestores e
analistas financeiros na aplicação de recursos no mercado de capitais, mediante o estudo e a
compreensão da relação dos indicadores financeiros e contábeis das empresas com os retornos
das ações. Esta pesquisa ainda se mostra relevante por desenvolver os estudos científicos na
área de finanças que se demonstram difusos quanto as suas conclusões.
A questão problema deste estudo será: Quais são os critérios da seleção de ações de
Benjamin Graham e os indicadores da análise fundamentalista que melhor explicaram o retorno
das ações não financeiras listadas no índice Brasil 100 (IBrX 100) no período de 2009 a 2018?
Para responder essa questão, foi definido como objetivo geral a análise estatística sobre os
retornos das ações não financeiras listadas no índice Brasil 100 (IBrX 100) no período de 2009
a 2018, utilizando como variáveis dependentes os critérios de seleção de ações abordados por
Benjamin Graham, como também outros indicadores contábeis e financeiros.
A pesquisa deverá elencar os critérios estabelecidos por Benjamin Graham para seleção
de ações em seu livro O Investidor Inteligente como também outros indicadores contábeis e
financeiros abordados em pesquisas anteriores que possam explicar os retornos acionários, para
em seguida aplicar análises de estatística multivariável através dos modelos de dados em painel.
Por fim, após a aplicação da análise estatística, os indicadores serão selecionados frente a sua
relevância estatística em explicar os retornos das ações no período de 2009 a 2018.
2 Referencial Teórico
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assegura o valor do principal investido a um retorno adequado, sendo o livro conduzido para
essa operação.
Graham (2019) ainda diferencia duas categorias de investidores entre “empreendedores”
e “defensivos”. Os investidores empreendedores se caracterizam pela sua vontade de dedicar
tempo à seleção de títulos que sejam seguros e mais atraentes do que a média. Os investidores
defensivos objetivarão evitar perdas ou erros graves e evitarão tomar decisões com frequência.
Para esse segundo investidor Graham indica a seleção de uma lista diversificada de ações, seja
através da replicação de um índice de mercado ou através de um método quantitativo composto
por sete critérios sugeridos por ele para seleção das ações conforme apresentando no Quadro 1.
3 Estabilidade de lucros Apresentar lucro para as ações ordinárias em cada um dos dez anos anteriores.
Histórico de
4 Pagamento ininterruptos durante, pelo menos, os últimos vinte anos
dividendos
Crescimento dos Aumento mínimo de um terço nos lucros por ação durante os últimos dez anos
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lucros através de médias trienais.
Razão preço/lucro O preço atual não deveria ultrapassar 15 vezes os lucros médios dos últimos três
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moderada anos
O preço atual não deveria ser mais do que 1,5 vezes o último valor contábil
Razão preço/ativos
7 divulgado, e ainda, o produto do múltiplo preço/lucro vezes a razão preço/valor
moderada
contábil não deve exceder 22,5.
* Os valores mínimos são arbitrários, o objetivo concerne na exclusão de companhias pequenas que possam estar
sujeitas a adversidades anormais.
Fonte: Adaptado de Graham (2019)
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os indicadores Return on Assets (ROA) e o Tamanho da empresa apresentaram-se
estatisticamente significantes e com relação positiva ao retorno das ações das empresas listadas
na B3.
Contribuindo com os estudos acerca do value investing no Brasil, Holloway, Rochman
e Laes (2013) identificam os fatores que influenciam a seleção de ativos dos value managers
(gestores de valor) em fundos de investimento. Os resultados da regressão evidenciaram que
para uma ação participar do portfólio dos fundos que seguem a filosofia do value investing, os
gestores consideram o desvio padrão do lucro por ação, Return on Assets (ROA), margem bruta,
tamanho da empresa (representado pelo total de ativos) e liquidez (representada pela presença
no índice Bovespa). Os indicadores Crescimento do Lucro, Dívida/Ativo Total e margem
EBITDA (Earnings before interest, taxes, depreciation and amortization) apresentaram
resultados interessantes em alguns modelos, porém não foi possível determinar sua influência
estatisticamente.
Artuso e Chaves Neto (2012) evidenciam em seu estudo oito fatores fundamentalistas
que explicam 78% da variabilidade do mercado acionário brasileiro sendo eles: Liquidez Seca,
Liquidez Corrente, Liquidez Imediata, Preço/Valor Contábil, Preço/Valor Contábil Tangível,
Retorno sobre Ativo (ROA), Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) e Dívida
Total/Patrimônio Líquido. A aplicação das variáveis observadas na criação de um escore bruto
para desenvolvimento de uma carteira de investimentos propiciou, conforme o estudo, um
retorno de 39,07% a.a. frente a 12,37% do Índice Bovespa para uma janela temporal de um ano,
demonstrando a aplicabilidade da análise fatorial para avaliação de ativos.
Objetivando testar a validade das estratégias de investimento quantitativas
Sareewiwatthana e Janin (2017) constroem carteiras de ações no mercado tailandês por meio
de estratégias simples difundidas por dez investidores famosos entre eles Graham, Fisher e
O’Neil. Em sua conclusão, todas as estratégias construíram carteiras com retornos superiores
ao índice de mercado tailandês, tendo a estratégia de Benjamin Graham net nets cuja seleção
de ações envolve aquelas com a razão Capitalização de Mercado/Valor Líquido do Ativo
Circulante menor que 2/3 o maior retorno. A estratégia que gerou o maior retorno ajustado ao
risco foi a de Tobias Carlisle através da seleção de ações com as menores razões entre os
indicadores EBIT/Enterprise Value.
Segundo Malta e Camargos (2016), os indicadores fundamentalistas que melhor
explicam o retorno acionário das companhias brasileiras não financeiras listadas no IBrx100 de
2007 a 2014 foram: participação do capital de terceiros (PCT), margem bruta (MB), retorno
sobre ativos (ROA), retorno sobre patrimônio líquido (ROE) e retorno sobre o investimento
(ROI), liquidez no mercado (INEG), lucro por ação (LPA) e market-to-book ratio (MBR).
É possível observar que muitos dos indicadores estudados e evidenciados como
estatisticamente significantes na explicação dos retornos das ações como Tamanho da empresa,
Endividamento, Lucros, e as razões Preço/Lucro e Preço/Ativo também foram evidenciados
pelos critérios de Graham, ficando unicamente o critério acerca de Dividendos ausente nas
conclusões dos estudos supracitados.
Acerca dos dividendos, Leite, Bambino e Hein (2017) evidenciam a influência negativa
da política de dividendos sobre o desempenho econômico e financeiro das organizações
brasileiras, indicando que empresas que pagam mais dividendos são menos eficientes
economicamente e financeiramente em relação às empresas que não pagam dividendos, sendo
essa uma possível sinalização do motivo da variável não ter sido apresentada como explicativa
aos retornos acionários dos estudos abordados.
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Através dos resultados dos estudos supracitados foi gerado o Quadro 2 com as
evidências encontradas sobre os indicadores fundamentalistas que melhor explicam os retornos
acionários.
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Autores/Ano Objetivo Resultados
Todas as estratégias construíram carteiras com
Analisar se as estratégias
retornos superiores ao índice de mercado tailandês,
Sareewiwatthana e quantitativas de investimento são
tendo a estratégia de Benjamin Graham net nets o
Janin (2017) adequadas para a Bolsa de Valores
maior retorno, e estratégia de Tobias Carlisle a que
da Tailândia.
gerou o maior retorno ajustado ao risco.
3 Metodologia
O presente trabalho propõe-se investigar os indicadores econômicos e financeiros das
empresas listadas no IBrX 100 que melhor explicam os retornos acionários. Por ter como
objetivo primordial o estabelecimento de relações entre variáveis por meio de determinações
numéricas de testes estatísticos, o estudo é caracterizado, segundo Gil (2008), como uma
pesquisa descritiva quantitativa com metodologia estatística.
Em sua elaboração serão adotados como procedimentos a pesquisa bibliográfica de
variáveis financeiras e econômicas que explicam os retornos das ações, a seleção de amostras
baseada em dados secundários e o tratamento de variáveis através de modelos econométricos
de Dados em Painel.
Receita Operacional
ROL NA
Líquida
DIV Dividendos NA
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Referência Sigla Variável Explicativa Forma de Cálculo
𝑃𝑟𝑒ç𝑜 𝑑𝑎 𝐴çã𝑜
Índice Preço Lucro 𝑃/𝐿 =
P/L 𝑀é𝑑𝑖𝑎 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑝𝑜𝑟 𝐴çã𝑜 𝑑𝑒 3 𝑎𝑛𝑜𝑠
Médio
Fluxo de Caixa
FCO FCO = LL + Depreciação + Aumento de CGL
Operacional
𝑁𝑂𝑃𝐴𝑇
Bastos et al. 𝑅𝑂𝐼 =
ROI¹ Return on Investiment 𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑙 𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑑𝑜
(2009)
𝐷𝑢𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑡𝑎𝑠 𝑎 𝑅𝑒𝑐𝑒𝑏𝑒𝑟
PR Prazo de Recebimento 𝑃𝑅 = ∗ 360
𝑅𝑒𝑐𝑒𝑖𝑡𝑎
𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐵𝑟𝑢𝑡𝑜
Grau de Alavancagem 𝐺𝐴𝑂 =
GAO 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑂𝑝𝑒𝑟𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙
Operacional
Tavares e Silva
(2012) Índice Dívida 𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜𝑠 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑛𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜𝑠 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
PFT/PL Financeira Patrimônio 𝑃𝐹𝑇/𝑃𝐿 =
𝑃𝑎𝑡𝑟𝑖𝑚ô𝑛𝑖𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
Líquido
Índice Dívida
𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜𝑠 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑛𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝐶𝑃
Financeira de Curto 𝑃𝐹𝐶𝑃/𝑃𝐹𝑇 =
PFCP/PFT 𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜𝑠 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑛𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜𝑠 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
Prazo Dívida Financeira
Total
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒 − 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒𝑠
LS Liquidez Seca 𝐿𝑆 =
𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐶𝑖𝑟𝑐𝑢𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒
𝑃𝑟𝑒ç𝑜 𝑑𝑒 𝑀𝑒𝑟𝑐𝑎𝑑𝑜
Preço/Valor Contábil 𝑃/𝑉𝐶𝑇 =
P/VCT 𝑃𝐿 − 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜𝑠 𝐼𝑛𝑡𝑎𝑛𝑔í𝑣𝑒𝑖𝑠
Tangível
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Referência Sigla Variável Explicativa Forma de Cálculo
𝑅𝑒𝑐𝑒𝑖𝑡𝑎 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
S/EV
Sales-to-Enterprise 𝑆/𝐸𝑉 =
Value 𝐸𝑛𝑡𝑒𝑟𝑝𝑟𝑖𝑠𝑒 𝑉𝑎𝑙𝑢𝑒
Malta e 𝐿𝐴𝐽𝐼𝑅
𝑅𝑂𝐼 =
Camargos ROI² Return on Investment 𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜𝑠 𝐹𝑖𝑛𝑎𝑛𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜𝑠 + 𝑃𝐿
(2016)
𝑛 𝑣
INEG Liquidez no Mercado 𝐼𝑁𝐸𝐺 = √ ∗
𝑁 𝑉
𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑙𝑖𝑧𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑀𝑒𝑟𝑐𝑎𝑑𝑜
Benjamin Graham net 𝑀𝐶/𝑁𝐶𝐴𝑉 =
MC/NCAV 𝐴𝐶 − (𝑃𝐶 + 𝐸𝐿𝑃)
nets
Sareewiwatthana
e Janin (2017) 𝐸𝐵𝐼𝑇
Índice EBIT Enterprise 𝐸𝐵𝐼𝑇/𝐸𝑉 =
EBIT/EV 𝐸𝑛𝑡𝑒𝑟𝑝𝑟𝑖𝑠𝑒 𝑉𝑎𝑙𝑢𝑒
Value
Santos et al. 2
EVA®² Economic Value Added 𝐸𝑉𝐴® = 𝐿𝐿 − (𝐾𝑒 ∗ 𝑃𝑎𝑡𝑟𝑖𝑚ô𝑛𝑖𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜)
(2018)
Holloway et al.
(2013); Santos et
AT Ativo Total NA
al. (2018);
Graham (2019)
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Referência Sigla Variável Explicativa Forma de Cálculo
(2012); Graham
(2019); Pätäri e
Leivo (2015)
Bastos et al.
(2009); Malta e 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
EPS ou Earnings Per Share ou 𝐿𝑃𝐴 =
Camargos 𝑄𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝐴çõ𝑒𝑠
LPA Lucro por Ação
(2016); Bin et al.
(2017)
Tavares e Silva
(2012); 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐵𝑟𝑢𝑡𝑜
Hollowayet al. 𝑀𝐵 =
MB Margem Bruta 𝑅𝑒𝑐𝑒𝑖𝑡𝑎 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎
(2013); Malta e
Camargos
(2016)
Artuso e Chaves
Neto (2012);
Holloway et al. 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
(2013); Malta e ROA Return on Assets 𝑅𝑂𝐴 =
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
Camargos
(2016); Santos et
al. (2018)
Artuso e Chaves
Neto (2012); 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
𝑅𝑂𝐸 =
Malta e ROE Return on Equity 𝑃𝑎𝑡𝑟𝑖𝑚ô𝑛𝑖𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
Camargos
(2016)
NA, não se aplica; LL, Lucro Líquido; CGL, Capital de Giro Líquido; NOPAT, Net Operating Profit After Taxes
(lucro operacional depois dos impostos); Capital Investido, Ativos Totais – Passivos Onerosos de Curto Prazo;
WACC, Weighted Average Capital Cost (Custo Médio Ponderado do Capital); PL, Patrimônio Líquido; FCO,
Fluxo de Caixa Operacional; EBIT ou LAJIR, earnings before interest and taxes (lucro antes de juros e imposto
de renda); n, nº de negócios com a ação no período analisado; N, nº de negócios com todas as ações no período
analisado; v, volume em dinheiro negociado com a ação no período analisado; V, volume em dinheiro negociado
com todas as ações no período analisado; AC, Ativo Circulante; PC, Passivo Circulante; ELP, Exigível a Longo
Prazo; Ke, Custo do Capital Próprio.
Fonte: Dados da Pesquisa, 2019
3.2 Variáveis
A variável dependente foi o retorno das ações sobre os seus valores no fechamento
trimestral, ajustado por proventos e outros eventos corporativos, e as variáveis independentes
foram todos os indicadores fundamentalistas obtidos pelo referencial teórico e listados no
Quadro 3, apresentados conjuntamente com suas fórmulas de cálculo. Todos os dados das
variáveis, incluindo as variações percentuais trimestrais do retorno acionário, foram obtidos da
plataforma Economática® para o período de janeiro de 2009 a dezembro de 2018.
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3.3 Modelos de Dados em Painel
A análise de dados em painel permite o estudo econométrico ao longo do tempo e de
unidades básicas de estudo dispostas em cortes transversais. Suas principais vantagens estão na
possibilidade da observação de relações dinâmicas e no controle da heterogeneidade individual,
especificidades essas não observadas em análises em dados transversais. O uso da análise de
dados em painel permite associar comportamentos individuais distintos, tipificando as respostas
de diferentes indivíduos a determinados acontecimentos em momentos diferentes, identificando
e medindo os efeitos que são somente detectáveis em estudos seccionais ou temporais
(Marques, 2000; Castro Junior e Yoshinaga, 2012).
De acordo com Marques (2000), o modelo geral para dados em painel é dado pela
equação 1:
𝑦𝑖𝑡 = 𝛽1𝑖𝑡 𝑥1𝑖𝑡 + 𝛽2𝑖𝑡 𝑥2𝑖𝑡 + ⋯ + 𝛽𝑘𝑖𝑡 𝑥𝑘𝑖𝑡 + 𝑢𝑖𝑡 ⇔ 𝑦𝑖𝑡 = 𝑥 ′ 𝑖𝑡 𝛽𝑖𝑡 + 𝑢𝑖𝑡 ; 𝑖 = 1 𝑒 𝑡 = 1 (1)
Sendo que, 𝛽1𝑖𝑡 corresponde ao vetor (kx1) de parâmetros desconhecidos relativos ao
indivíduo i no momento t e 𝑥𝑖𝑡 a matriz (kx1) de variáveis explicativas, cuja primeira coluna,
no caso do modelo ter termo independente, será integralmente constituída por 1’s.
Segundo Castro Junior e Yoshinaga (2012), tradicionalmente, modelos de dados em
painel utilizam métodos de estimação por dados agrupados (pooled ordinary least squares -
POLS), efeitos aleatórios e efeitos fixos. Os efeitos aleatórios supõem que a correlação entre as
variáveis explicativas e o efeito não observado é nula, enquanto os efeitos fixos permitem que
essa correlação seja não nula.
Para avaliar a escolha entre utilização entre o modelo de efeitos aleatórios e efeitos fixos,
Rodrigues (2019) indica a reflexão sobre as características específicas a cada indivíduo e se
elas estarão ou não correlacionadas com os regressores incluídos na equação estudada, para
posteriormente realizar a aplicação do teste de Hausman. O Quadro 4 sistematiza um conjunto
de princípios que norteiam a escolha entre os dois modelos.
Observa-se o mesmo conjunto de entidades (todo o universo), Observa-se uma amostra aleatória do
como por ex. todos os países da UE. universo em estudo.
Tem-se um número significativo de observações, para que a Se o número de observações for pequeno,
perda de graus de liberdade (que advém do uso de muitos pode ser preferível optar pela especificação
dummies) não seja problemática. em RE.
Fonte: Rodrigues (2019)
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ROE 0,0695865 0,0920501 0,756 0,456
SP 0,20885 0,196079 1,065 0,2959
Variância residual: 16,3339/(73 - 45) = 0,583352
Significância conjunta da diferenciação das médias de grupo: F(9,28) = 4,49612 p-valor 0,00101345
(Um p-valor baixo contraria a hipótese nula de que o modelo MQO agrupado (pooled) é adequado, validando
a hipótese alternativa da existência de efeitos fixos.)
Fonte: Dados da Pesquisa, 2019
5 Conclusão
Este estudo teve como objetivo analisar estatisticamente quais os critérios na seleção de
ações abordados por Benjamin Graham como também outros indicadores contábeis e
financeiros que melhor explicaram os retornos das ações não financeiras listadas no índice
Brasil 100 (IBrX 100) no período de 2009 a 2018.
Foram analisadas 36 variáveis e os resultados evidenciaram a significância estatística
de nove variáveis que melhor explicaram os retornos acionários: três relacionadas ao
rendimento (VarLL, LPA, ROA), duas relacionadas a indicadores de mercado (P/L e P/VPA),
duas relacionadas a liquidez financeira (LS e LC), uma relacionada a endividamento
(PFCP/PFT) e uma relacionada ao tamanho da empresa (AT).
Uma constatação adicional do estudo foi referente a diferença da significância estatística
apresentada entre os dois cálculos do EVA®. O EVA®2 apresentou significância a 10%
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enquanto o EVA®1 não apresentou significância estatística como variável explicativa do
retorno acionário, explicitando um possível indicativo da metodologia de cálculo mais
adequada para mensuração do valor econômico agregado.
Das nove variáveis explicativas identificadas como melhor preditoras do retorno
acionário, cinco delas estavam presentes nos filtros de seleção de ações de Graham: VarLL
(Variação da Média Trienal do Lucro Líquido), P/L (Preço Lucro Médio), AT (Ativo Total),
LC (Liquidez Corrente) e P/VPA (Preço Valor Patrimonial por Ação). Tal constatação reafirma
as fundamentações promovidas por Graham no emprego de seus filtros para seleção de ações
demonstrando que a abordagem se mantém atual e relevante.
Os resultados ainda corroboram com estudos anteriores cujas abordagens concerniam
na utilização dos filtros de Graham para a criação de carteiras de ações. Como as variáveis que
apresentaram maior significância também se fizeram presentes nos filtros de seleção de
Graham, o atual estudo ratifica os retornos anormais apresentados nas carteiras elaboradas por
essa metodologia em estudos predecessores.
Ademais, por meio desse estudo, recomenda-se que tanto investidores pessoa física ou
profissionais utilizem as variáveis explicativas obtidas como resultado dessa pesquisa no
auxílio de suas tomadas de decisão ao selecionar ações para compor sua carteira de
investimento. Caso tenham dificuldades em determinar o valor ideal de cada variável para
realização do investimento, recomendamos a utilização dos filtros de Graham para a seleção de
ações.
Como limitações, é possível existir viés de seleção uma vez que foram definidas como
amostra as empresas presentes no índice IBrX 100 no 4º trimestre de 2019, e apesar de
relacionadas as variáveis que melhor explicam o retorno das ações, o presente estudo não
determinou os valores ideais de cada variável, tampouco sendo o objetivo deste trabalho.
Recomenda-se para estudos futuros a utilização da mesma metodologia empregada
nesta pesquisa em diferentes séries de tempo e com uma amostra maior de empresas e até
mesmo em outros mercados. Sugere-se também a criação de carteiras elaboradas através de
diferentes valores das variáveis explicativas resultantes do presente estudo objetivando a
determinação de seus valores ideais para realização de investimentos.
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