Programa de Educação Emocional e Saúde Mental
Programa de Educação Emocional e Saúde Mental
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PRÓ-REITORIA DE ENSINO
Edslei Rodrigues de Almeida
PRODUÇÃO VISUAL
Collien Rodrigo Néry
Claudete Marques das Neves
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Sumário
1. INTRODUÇÃO 4
2. OBJETIVOS 6
3. EIXOS DO PROGRAMA 7
3.1 – Eixo1: Ações em Educação Emocional 7
3.1.1 Ações com os estudantes 7
[Link] Habilidades para a Vida 9
[Link] Orientação e planejamento de estudos 28
3.1.2 Ações com os pais/responsáveis 35
[Link] Escola da Família 35
3.2 – Eixo 2: Ações para acompanhamento de
estudantes identificados em processo de
adoecimento psíquico e vítimas de violência 38
3.2.1 Protocolo para acompanhamento de
estudantes em situação de adoecimento psíquico 39
3.2.2 Protocolo institucional para acompanhamento
de estudantes que apresentam comportamento
suicida 42
3.2.3 Protocolo institucional para acompanhamento
em casos de estudantes que tiveram ou estão em
situação de violação de direitos 47
3.2.4 Adaptações pedagógicas para estudantes em
situação de adoecimento psíquico 50
3.3 – Eixo 3: Ações complementares 52
4. REFERÊNCIAS 53
Anexo 55
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1. INTRODUÇÃO
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Os Parâmetros Curriculares Nacionais, por meio dos temas transversais, incluiu a Saúde
como tema que deve permear todo o currículo escolar, com isso as ações de
promoção da saúde foram ganhando mais espaço e consistência nas escolas. Os
Parâmetros Curriculares Nacionais estão em consonância com os princípios orientados
pela OMS. Mas além de disseminar informações sobre processos de saúde e doença
cabe à escola ser promotora de saúde por meio práticas e princípios inerentes aos
projetos escolares. Estanislau e Bressan (2014, p. 18), apontam princípios necessários à
prática de escolas promotoras de saúde:
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2. OBJETIVOS
Objetivos Específicos
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3. EIXOS DO PROGRAMA
EIXO 1
3.1 Ações em Educação Emocional
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Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS (WHO, 1997), algumas habilidades são
consideradas essenciais para o desenvolvimento pessoal:
A intervenção deve ser realizada em contexto grupal, sendo desenvolvida uma habilidade de
vida por encontro, as habilidades são interligadas e complementares, por tanto é importante
que todas sejam desenvolvidas. As técnicas sugeridas para desenvolvimento das oficinas
temáticas incluem interação grupal, dinâmicas de grupo, discussões e atividades em
pequenos grupos.
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Oficina: Autoconhecimento
Autoconhecimento é a capacidade de reconhecimento que cada indivíduo tem de si
mesmo, das suas habilidades e limites.
Atividade
•Introdução ao tema: discutir o conceito e importância da
1 habilidade com os estudantes.
Atividade
•Leitura do poema: Auto Retrato de Mário Quintana.
2 •Recursos: Folha com poema para cada participante.
Atividade
•Dinâmica: Auto retrato desenhado.
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Atividade
•Introdução ao tema: discutir o conceito e importância da
1 habilidade com os estudantes.
Atividade
•Dinâmica "PASSEIO DE BARCO"
2 •Recursos: Cartaz com figuras de rostos humanos .
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Oficina: Empatia
Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, imaginando como este se sente,
procurando compreender e não julgar..
Atividade
•Introdução ao tema: discutir o conceito e importância da
1 habilidade com os estudantes.
Atividade
•Dinâmica: "O QUE VOCÊ FARIA?"
2 •Recursos: Papel, canetas com a mesma cor.
Pedir que cada participante escreva um ponto de dificuldade pessoal que o impede
de ter um bom relacionamento interpessoal (escrita em letra de forma, todos os
participantes com a mesma cor de caneta para se manter o anonimato). O detalhe
dessa característica é que ela deve ser uma que a pessoa tenha muito medo de que
seja revelada em público. Depois os papéis são misturados e distribuídos para que
cada um leia em voz alta o material que pegou. Cada problema deve ser discutido
com todos, bem como a elaboração de uma solução ou o início de um processo para
tal. Após esse procedimento, o condutor pergunta a cada um se a discussão em grupo
trouxe um resultado positivo para o seu problema. Tudo isso acontece sem a revelação
da identidade de quem propôs o problema. Assim, ninguém é exposto.
Dinâmica apresentada em: Minto, E. C.; Pedro, C. P.; Netto, J. R. C.; Bugliani, M. A. P.; Gorayeb, R. (2006).
Ensino de habilidades de vida na escola: uma experiência com adolescentes. Psicologia em Estudo, 11(3),
561-568.
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Atividade
•Dinâmica: Retrato Chinês da sua emoção
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Atividade
•Introdução ao tema: discutir o conceito e importância da
1 habilidade com os estudantes.
Atividade
Apresentar para os estudantes o perfil de cada um dos Cinco Estressados (pode ser em
slides) e solicitar que escolham o perfil que mais se identificam. Após, a definição entregar
um folha de papel com o antídoto para cada perfil, após a leitura e reflexão sobre o
antídoto, solicite que os estudantes respondam as questões elencadas para cada um.
Após, abra a discussão, questionando sobre quem quer compartilhar sua experiência e
enfoque que é comum que algumas crenças que nos impomos, “sob a forma de ordens
imperiosas de maneira automática aumentam inutilmente a quantidade de estresse com a
qual devemos lidar. Por isso, é importante identificá-las e neutralizá-las (PETITCOLLIN, 2017,
p. 16).
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Perfis
1. Seja perfeito!
Característica:
A pessoa dominada pelo “seja perfeito” vai além da busca saudável pela
excelência e cai na armadilha de um perfeccionismo doentio. Nunca satisfeita com
os resultados, ela é muito crítica com relação a si mesma. Como perde muito
tempo e energia acertando detalhes, diminui sua produtividade. Os erros, por
mínimos que sejam, são vivenciados como fracassos dolorosos.
É proibido errar!
2. Seja forte!
Característica:
A pessoa sob o jugo do “seja forte” não escuta suas necessidades nem suas
emoções. Pensa que não deve ouvir a si mesma na vida e que é preciso aguentar o
tranco, custe o que custar. Ela se sentiria culpada se se mostrasse fraca. Acha que é
um mérito superar seus próprios limites e um orgulho ser mais resistente que a maioria
das pessoas. Corre o risco de ficar sobrecarregada
3. Faça esforço!
Característica:
A pessoa dominada pelo “faça esforço” acredita que é preciso dar duro para ter
algum êxito. Somente coisas difíceis lhe dão o gostinho da vitória. Algo fácil é
desvalorizado. Ela trabalha muito, persiste em reler dez vezes o mesmo texto antes de
se autorizar a dizer que o sabe de cor, faz muitos exercícios ou testes, copia páginas
inteiras em vez de se contentar em lê-las ou resumi-las. Ela ficaria com a consciência
pesada se fizesse o trabalho “nas coxas”. Os indivíduos que parecem obter as coisas
facilmente, sem nenhum esforço, deixam na exasperada. Ela enxerga isso como uma
injustiça
É proibido ser preguiçoso!
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Característica:
A pessoa oprimida pelo “agrade aos outros” tem medo de desagradar, ser rejeitada ou
abandonada. Os desejos e necessidades dos outros são mais importantes do que os
seus. Ela não sabe dizer não, não ousa se opor e tenta adivinhar o que esperam dela.
Está sempre com medo de fazer mal feito, magoar alguém ou ofender as pessoas ao seu
redor. Precisa ser incentivada e reconfortada
5. Anda logo!
Característica:
A pessoa oprimida pelo “anda logo” tem uma natureza impaciente. Ela detesta perder
tempo e estar atrasada. Está sempre correndo, tem medo de perder o ônibus, de não
terminar tudo a tempo e faz as coisas com pressa, mesmo que isso signifique não
reservar tempo suficiente para refletir, ler instruções ou estabelecer um plano de
trabalho. A precipitação muitas vezes leva-a cometer erros e, portanto, perder aquele
precioso tempo que ela queria ganhar, pois será necessário recomeçar tudo.
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Antídotos
1. Seja perfeito!
É normal ser você mesmo. Os erros fazem parte da vida dos seres humanos e são
oportunidades de aprendizado. Dê a si próprio o direito de 10% de erros para não
cair nas garras do perfeccionismo. Aprove seus êxitos e progressos sem dizer: “tudo
bem, mas...” Aprenda a distinguir excelência e perfeição e depois aspire a
excelência!
Ao ler estas linhas, eu percebi que ………………………................................………
2. Seja forte!
3. Faça esforço!
As coisas podem se dar de maneira simples e agradável. É normal alcançar sucesso
com facilidade. Confie mais na sua inteligência, nas suas capacidades e na sua
memória. Selecione as prioridades e deixe de lado os detalhes inúteis. O resultado é o
único elemento importante. Dê a si mesmo o direito de ser descontraído. Coloque sua
inteligência a serviço de sua preguiça.
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5. Anda logo!
É normal reservar o tempo necessário para fazer as coisas. Tenha sempre à mão um
relógio para controlar o tempo de que você dispõe. Determine uma divisão horária
das tarefas com margens de tempo mais amplas para cada coisa na sua
organização. Acrescente igualmente uma mensagem especialmente concebida
para os eternos imprevistos. a) A pressão por urgência com frequência é
manipulável. Dê a si mesmo o direito de levar o tempo que for necessário para
refletir com calma...
Dinâmica apresentada em: PETITCOLLIN, Christel. Caderno de exercícios para se organizar melhor e viver
sem estresse. Petropólis: Vozes, 2017.
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Atividade
•Introdução ao tema: discutir o conceito e importância da habilidade
1 com os estudantes.
Atividade
Não assertiva: existe falta de expressão da comunicação ou a faz de forma indireta, mas sem
intimidar o outro.
Após apresentar os conceitos, leia a seguinte situação para os estudantes e solicitem que
classifiquem cada opção de resposta apresentada:
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Situação: Você combinou com um amigo/a para jantar em sua casa. Ele acaba de chegar,
mas com uma hora de atraso, e não telefonou para avisar. Você está incomodado pelo atraso.
O que você diz:
Resposta 2. Você é um cara de pau! Como se atreve a chegar tão tarde? É a última vez que o
convido.
Tipo de comunicação utilizada: Comunicação agressiva
Resposta 3. Estou esperando há uma hora. Gostaria que tivesse telefonado para dizer que
chegaria tarde.
Tipo de comunicação utilizada: Comunicação assertiva
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DESENVOLVIMENTO:
1- O facilitador entrega para cada participante uma folha de sulfite e um lápis e diz que irão
executar um desenho de acordo com as instruções que serão dadas para a execução.
Nota: NÃO FALAR QUE O DESENHO É DE UMA GALINHA, SÓ FALAR QUE FARÃO UM DESENHO.
2- Inicia, então, lendo pausadamente, cada instrução para o desenho, conforme o texto,
abaixo. Nota: O facilitador pode ler mais que uma vez a instrução, mas não pode responder
perguntas, nem dar explicações.
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3- Quando todos tiveram terminado, o facilitador pede que mostrem seus desenhos, uns
para os outros.
Perguntar:
Por que todos receberam a mesma informação e saíram desenhos tão diferentes?
contento?
que se poderia fazer para amenizar as dificuldades? Levantar com o grupo que foi
muito difícil, pois eles não puderam tirar suas dúvidas, perguntar se não
utilizados.
4- Propor então, uma nova tentativa. Dizer que dessa vez podem perguntar e pedir
esclarecimentos quando acharem necessário.
5- Iniciar lendo o texto, novamente, só que agora parando para responder as perguntas e
dúvidas, podendo até o facilitador desenhar algumas partes como: uma elipse, ou um
triangulo isósceles, por exemplo.
6- Ao final da execução, pedir novamente para que cada um mostre seu desenho ao
grupo.
DISCUSSÃO:
Terminada essa etapa, pedir para que o grupo se disponha em círculo e perguntar?
3- Que sentimentos tiveram quando não conseguiram realizar a tarefa da primeira vez?
Sentiram-se frustrados, desmotivados? Quiseram desistir?
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A necessidade de ser claro, objetivo, usar uma linguagem própria para quem está
ouvindo, colocar-se disponível para responder perguntas, dúvidas, ouvir e perceber a
pessoa com quem está dialogando.
Trocar informações e ideias, não apenas falar e deixar de ouvir o que o outro tem para
falar. Estar disposto a usar as várias formas de comunicação para expor sua mensagem,
como: gestos, desenhos, exemplos, explicações. Respeitar o outro e suas possíveis
deficiências. Ser empático. Reconhecer suas próprias limitações enquanto comunicador
e buscar alternativas para minimizá-las.
Saber e reconhecer que as pessoas são diferentes, com cultura, grau de instrução,
experiências, etc, diferentes e que podem fazer interpretações diversas sobre a
mensagem que se está querendo transmitir.
CONCLUSÃO:
Enfatizar que muitas vezes os relacionamentos tendem a sofrer com brigas, desavenças,
discórdias, devido a falhas na maneira como nos comunicamos, não prestarmos
atenção, ou não tomamos os devidos cuidados quando comunicamos nossas ideias,
pontos de vista, projetos, etc. Precisamos estar em sintonia com nosso interlocutor estar
abertos para suas reais necessidades e compreendermos suas dificuldades. Assim,
poderemos ter adesão e também sermos compreendidos. A comunicação eficaz se
estabelece em duas vias e através do respeito mútuo.
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Atividade
•Introdução ao tema: discutir o conceito e importância da
1 habilidade com os estudantes.
Atividade
2 •Dinâmica: DEBATE.
Dinâmica apresentada em: Minto, E. C.; Pedro, C. P.; Netto, J. R. C.; Bugliani, M. A. P.; Gorayeb, R. (2006). Ensino de
habilidades de vida na escola: uma experiência com adolescentes. Psicologia em Estudo, 11(3), 561-568.
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Atividade
•Introdução ao tema: discutir o conceito e importância da
1 habilidade com os estudantes.
Atividade
•Dinâmica: TEMPESTADE DE IDÉIAS
2 •Recursos: Canetas para quadro branco.
Dinâmica apresentada em: Minto, E. C.; Pedro, C. P.; Netto, J. R. C.; Bugliani, M. A. P.; Gorayeb, R. (2006).
Ensino de habilidades de vida na escola: uma experiência com adolescentes. Psicologia em Estudo, 11(3), 561-
568.
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Atividade
•Introdução ao tema: discutir o conceito e importância da
1 habilidade com os estudantes.
Atividade
•Dinâmica
2 •Recursos: Papel e caneta.
Dinâmica apresentada em: Minto, E. C.; Pedro, C. P.; Netto, J. R. C.; Bugliani, M. A. P.; Gorayeb, R.
(2006). Ensino de habilidades de vida na escola: uma experiência com adolescentes. Psicologia em
Estudo, 11(3), 561-568.
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Análise da utilização do
Material sugerido:
tempo, atribuindo
Livro PRONATEC EMPREENDEDOR - Plano de Vida
prioridades: Urgente, Não
e Carreira - Guia do Educador, produzido pelo
Tempo e História Urgente, Importante, Não
SEBRAE/2013 (pg. 19 - 37).
de Vida Importante;
Resgate e reflexão sobre a
Obs.: Este livro está disponível junto à equipe do
trajetória de vida do
PRONATEC e/ou Biblioteca do campus.
estudante.
Possibilitar aos estudantes
uma reflexão sobre o que
Material sugerido:
desejam para sua vida e
Livro PRONATEC EMPREENDEDOR - Plano de Vida
como pretendem realizar
e Carreira - Guia do Educador, produzido pelo
Sonho, desejo e esses desejos;
SEBRAE/2013 (pg. 38 - 61).
sucesso. Trabalhar a perspectiva de
que o sucesso é construído,
Obs.: Este livro está disponível junto à equipe do
passo a passo, a partir do
PRONATEC e/ou Biblioteca do campus.
planejamento e de ações
objetivas.
Material sugerido:
Como melhorar de vez os seus hábitos,
disponível em:
[Link]
Conhecer as três etapas de o-melhorar-de-vez-seus-habitos/;
Mudança de como o hábito se instala Criando novos hábitos, disponível em:
Hábitos (Gatilho, rotina e [Link]
recompensa); dores/criando-novos-habitos/;
[Infográfico] Hábitos: Como Criar novos Hábitos,
disponível em:
[Link]
novos-habitos/;
Material sugerido:
Vídeo “Procrastinação”, disponível em:
[Link]
Conhecer o que é e
ue=31&v=Mivz8Qh-DwI;
Procrastinação como vencer a
5 formas de vencer a procrastinação com
procrastinação;
base na ciência, disponível em:
[Link]
PSc;
Desenvolver o Tabela 1: “Minhas Disciplinas”;
planejamento de estudos, Tabela 2: “Registro de Atividades Diárias”;
a partir dos Tabela 3: “Tabela de Revisão de Estudos”;
Planejamento de conhecimentos adquiridos Tabela 4: “Registro das Atividades Pendentes
estudos e com utilização das no AVA”;
ferramentas propostas Tabela 5 - Agenda Diária
(tabelas de 1 a 5). Obs.: Estas tabelas encontram-se disponíveis
em anexo.
Material complementar:
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Preenchimento da Tabela 1: “Minhas Disciplinas”, aqui o aluno irá relacionar todas as disciplinas
cursadas, inclusive o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Em seguida, deve destacar nas
respectivas colunas as disciplinas de “vou bem”, “vou mal” e as que está em “Dependência”. O
objetivo desta atividade é proporcionar ao aluno uma visão mais clara de sua realidade acadêmica,
facilitando o preenchimento futuro da Tabela 3;
Preenchimento da Tabela 2: “Registro de Atividades Diárias”, aqui o aluno irá relacionar todas as
atividades diárias (trabalhos individuais ou em grupo, seminários, etc.) solicitadas em cada disciplina,
com sua respectiva data de entrega. Esta tabela possui campo para observações que poderão ser
utilizadas conforme necessidade;
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a) O Horário de estudo - Oriente-o para que tente estudar sempre no mesmo horário todos os dias
para reforçar a criação do novo hábito de estudo;
b) O local de estudo - Oriente-o a ter um local adequado para estudar, a cama por exemplo,
não é um local recomendado;
c) O que estudar - O aluno deve analisar as tabelas 1 e 2, priorizando as disciplinas registradas na
coluna do “VOU MAL” e as atividades que estão com prazo de entrega mais próximos;
d) Ameaças - Aqui deverá ser feita a seguinte pergunta ao aluno após o preenchimento desta
tabela: “Existe alguma coisa que pode impedi-lo de realizar este planejamento?”, a resposta
deve ser relacionada de forma sucinta, pois, trata-se de uma ameaça ao planejamento e
deve estar bem clara (Exemplo de ameaça: Celular);
e) Antídoto - Para cada ameaça existe um antídoto, ou seja, algo que pode ser feito para
amenizar ou anular a ameaça. Pergunte: “O que você pode fazer para amenizar ou anular a
ameaça …para o seu planejamento?” (é importante que esta pergunta seja repetida para
cada ameaça relacionada. Por exemplo, se o celular for uma ameaça, a pergunta ficará
assim: “O que você pode fazer para amenizar ou anular a ameaça do celular para o seu
planejamento?”). Conhecendo as ameaças e prevendo um meio de amenizá-la ou combatê-
la, o aluno se sentirá fortalecido para executar o planejamento de estudos.
É importante orientar o aluno a conversar com a família sobre este planejamento, verificando em
como os familiares poderão auxiliá-los neste processo.
●Beba água! Água hidrata e auxilia no bom funcionamento do cérebro! Então, leve uma
garrafinha com água para a mesa de estudos e beba a água!
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Preenchimento da Tabela 4: “Registro das Atividades Pendentes no AVA” - Para os alunos que não
tem o hábito de executar as atividades do AVA, oriente para que nesta primeira semana de
planejamento conste horário específico para o preenchimento desta tabela, para tanto, o aluno
deverá visitar todas as disciplinas no AVA, registrando as atividades e suas respectivas datas de
entrega e em seguida, acrescentar a realização destas atividades na tabela 3. Para os alunos que já
executam esta atividade de forma rotineira, a tabela servirá como elemento de apoio.
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No contexto educacional existem muitos atores envolvidos em todo o processo de formação dos
estudantes. A BNCC sinaliza a atuação da escola na formação socioemocional dos estudantes,
contudo, segundo CORTELLA, “O papel da família, principalmente dos pais, na educação dos
filhos não pode ser substituída pela escola. A escola, enquanto instituição, tem a função de auxiliar
os pais na formação, ou seja, na educação de seus filhos, e não o contrário.” STATI reforça este
pensamento ao afirmar que “[...] é na família que se aprende a amar, a respeitar e a fazer o bem a
todos. A escola é apenas o espaço onde tudo que se aprende em casa é enriquecido com outros
saberes.”
Neste contexto, as ações propostas neste eixo, visam promover este engajamento dos pais no
processo de educação socioemocional de seus filhos. REIS Apud CORTELLA afirma que “[...] é
preciso uma parceria entre a escola e as famílias. A estratégia é manter, como algumas instituições
fazem, uma escola de pais, com reuniões periódicas para ajudar as famílias na reflexão.”
Acredita-se que o desenvolvimento das temáticas a serem trabalhadas com os educandos
apresentarão um melhor resultado se forem também realizadas com os pais, pois assim, estes
estarão aptos a auxiliarem seus filhos neste processo de ensino-aprendizagem. Assim, é
fundamental que os pais tenham conhecimento de que o padrão de relacionamento e apoio
familiar pode ser um importante fator de proteção para o adoecimento psíquico.
A proposta do projeto Escola da Família é contribuir para que os responsáveis pelos alunos possam
auxiliá-los no processo de desenvolvimento pessoal, tendo em mente que a educação é uma
temática que vai além dos muros da escola. Neste contexto, serão abordados os temas
relacionados a algumas habilidades consideradas essenciais para o desenvolvimento pessoal que
serão trabalhadas com os educandos.
O conteúdo proposto será desenvolvido através de palestras, mesas redondas, oficinas, etc.,
visando o fortalecimento do ambiente familiar. A sugestão é que as atividades da Escola da
Família sejam desenvolvidas em grupos pequenos, se possível, por turma, sendo a princípio
realizadas com os alunos dos primeiros anos e seus respectivos pais e/ou responsáveis.
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Estratégia: Place-Mat
Público-alvo: Pais e/ou responsáveis
Descrição
1. Os participantes são divididos em grupo de no máximo 5 membros (ideal 4).
2. Cada grupo recebe um cartaz, conforme ilustração abaixo (Figura 1).
3. Juntamente com o cartaz, o grupo recebe uma lista de perguntas enumeradas conforme o cartaz.
4. Cada um deve fazer anotações individuais em um espaço lateral específico do cartaz.
5. Quando cada um terminar de anotar suas ideias, o grupo deve discutir e sumarizar as ideias ao centro do
cartaz.
6. Um representante é escolhido para apresentar as ideias do grupo.
Descrição da estratégia
Figura 1 - Esquema do cartaz para 4 membros
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Orientações:
●Ao formularem as ações, tenham em mente que “o menos é mais”, ou seja, elaborem um
cronograma que seja possível desenvolver com qualidade;
●Levem em conta o conhecimento empírico dos pais e/ou responsáveis, mesmo que eles não
se deem conta, tem muito a oferecer através de suas experiências;
●É interessante que pelo menos uma das ações sejam desenvolvidas entre pais e alunos,
visando o fortalecimento dos vínculos familiares;
●A estratégia Place Mat é uma sugestão, cada campus poderá utilizar o método que melhor
lhe convier.
Leituras recomendadas:
Escola em Movimento. E book Qual o nível de engajamento dos pais da sua escola?. Disponível em:
[Link]
Blog Estante Mágica. Como incluir os pais na educação dos alunos. Disponível em:
[Link]
Escola em Movimento. Artigo: A importância da parceria entre pais e escola para um bom rendimento escolar
dos filhos. Disponível em: [Link]
escola-para-um-bom-rendimento-escolar-dos-filhos/
GSHOW. Artigo: Desafios do Ensino Médio: como ajudar seu filho a passar por essa fase. Disponível em:
[Link]
positivo/noticia/2017/07/[Link]
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EIXO 2
3.2 Ações para acompanhamento de estudantes identificados
em processo de adoecimento psíquico e vítimas de violência
As ações elencadas neste eixo têm como finalidade a construção de protocolos institucionais para
atendimento de estudantes em situação de adoecimento psíquico e/ou vítimas de violência.
Propõe-se com este material o estabelecimento de diretrizes que visam auxiliar os servidores no
atendimento e desenvolvimento de suas ações no que se referem estes temas. Com isso, objetiva-
se ofertar um atendimento efetivo às demandas apresentadas pelos estudantes do IFRO que se
encontre em situação de vulnerabilidade psíquica, física e/ou social.
A Constituição Federal, em seu Art. 227, prevê que a família, sociedade e estado têm o dever de:
[..] assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à
saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao
respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda
forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (BRASIL, 1988)
No contexto escolar, essa responsabilidade integra as atribuições dos agentes públicos, não sendo
discricionária a este a decisão de tomar ou não providências frente à constatação ou suspeita de
que os direitos da criança ou adolescente estão sendo violados, de acordo com o Art. 13 do ECA:
Ainda, cabe estabelecermos medidas orientativas mais específicas para atuação frente à possível
identificação de situações que envolvam adoecimento psíquico, comportamento suicida e
violação de direitos de menores. Desta forma, a seguir serão expostos os procedimentos a serem
adotados pelo(s) profissional(is) que venham a prestar atendimento aos estudantes com estas
demandas, abordando: procedimentos a ser seguido na escuta, os principais itens a serem
avaliados durante o atendimentos; os encaminhamentos internos e externos que devem ser
realizados e medidas para proceder para o acompanhamento da demanda.
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1-Definição
Este protocolo tem por objetivo a padronização de procedimentos a serem utilizados para o
acompanhamento regular de estudantes que apresentem indícios de adoecimento psíquico com
quadro de transtorno psiquiátrico diagnosticado ou não.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a “saúde é um estado de completo bem-estar
físico, mental e social e não apenas a mera ausência de doença ou enfermidade”, ou seja, a saúde
mental é mais do que a ausência de transtornos mentais ou deficiências. Estima-se que 10% a 20%
dos adolescentes em todo o mundo vivenciam problemas relacionados à saúde mental, todavia
permanecem diagnosticados e tratados de forma inadequada. De acordo com dados da OMS, a
Depressão é a 9ª causa de doença e incapacidade entre todos os adolescentes e Ansiedade é a 8ª
principal causa. (OPAS, 2018).
Outro comportamento que merece total atenção de todos nós que trabalhamos no ambiente
escolar é a autolesão. A literatura internacional tem constatado a frequência de autolesão entre
adolescentes, demonstrando que nos últimos anos a prática desse comportamento tem aumentado
(MUEHLENKAMP, CLAES, HAVERT, & PLENER, 2012; PLENER ET AL., 2016 APUD FONSECA ET AL, 2018).
E ainda:
De forma geral, no atendimento dos estudantes com este tipo de demanda deve-se estabelecer
uma abordagem acolhedora, calma, aberta, de aceitação e de não julgamento para facilitar a
comunicação e, especialmente, tomar medidas que garantam o sigilo do conteúdo compartilhado,
assim segue algumas orientações:
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“Como se comunicar:
O estudante esteja em crise de choro, agitação e angústia acentuada, e não for possível
estabelecer uma conversa que possibilite a coleta de informações mais apuradas sobre a situação,
o profissional deverá realizar o acolhimento do estudante. Se necessário chamar os responsáveis e
agendar um novo encontro para colher às informações necessárias para compreensão do caso e
possíveis encaminhamentos.
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5-Encaminhamentos externos
•Se o estudante for menor de idade ou caso seja maior de idade, mas não apresente
condições psíquicas para tomadas de decisões, os responsáveis ou familiares próximos deverão
ser convocados para que o profissional possa informar sobre o estado de saúde do estudante,
bem como para colher outras informações sobre o caso;
•Encaminhar o estudante para avaliação e acompanhamento com Psicólogo Clínico e/ou
Psiquiatra na rede pública ou privada de saúde. Registrar o encaminhamento por escrito e
colher a assinatura de recebimento do responsável;
•Caso constatado a necessidade encaminhar o estudante por escrito para avaliação e
acompanhamento com outros profissionais, que julgar necessário (Neurologista, Psicopedagogo
e outros).
•O profissional caso convoque os responsáveis e estes não compareçam fará o registro e
notificará o Conselho Tutelar. A primeira convocação do responsável pelo estudante deve ser
feita via telefone, caso não comparecerem sem justificativa prévia, a convocação deverá ser
feita por escrito. Somente após estas duas primeiras tentativas o Conselho Tutelar será notificado.
•O Conselho Tutelar deverá ser notificado, em todos os casos que seja constatado
comportamento de autolesão ou suicida, conforme Art. 6º da Lei nº 13.819, de 26 de abril de
2019.
•Realizar encaminhamento para serviços de Assistência Social (CRAS), caso seja constatado a
necessidade de fortalecimento do vínculo familiar, por meio do Serviço Social do Campus.
•Em situações que indique negligência dos responsáveis e/ou das instituições de saúde que não
propiciaram a efetivação do atendimento em saúde encaminhado, o Ministério Público deverá
ser notificado.
6-Acompanhamento da demanda
•O estudante que apresentar sofrimento psíquico ou quadro diagnosticado de adoecimento
psíquico deverá ser acompanhado regularmente, o profissional definirá de acordo com sua
avaliação como ocorrerá a periodicidade do acompanhamento (ex: semanal, quinzenal...),
com o objetivo de verificar se o estudante está recebendo os atendimentos externos
necessários, bem como acompanhar o processo de escolarização do mesmo, seu desempenho
escolar, processo de interação com colegas e docentes, entre outros.
•Solicitar dos responsáveis que apresentem relatórios e/ou laudos dos profissionais externos da
área da saúde mental, que atendam os estudantes, com objetivo de acompanhar o estado de
saúde deste, bem como manter um registro atualizado da situação.
7-Referências
BRASIL. Lei nº 13.819, 26 de abril de 2019. Institui a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do
Suicídio, a ser implementada pela União, em cooperação com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; e
altera a Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998. Disponível em: [Link]
2022/2019/Lei/[Link]. Acesso em: 06 ago. 2019.
FONSECA, Paulo Henrique Nogueira da et al . Autolesão sem intenção suicida entre adolescentes. Arq. bras.
psicol., Rio de Janeiro , v. 70, n. 3, p. 246-258, 2018. Disponível em:
[Link] Acesso
em: 18 jul. 2019.
GIUSTI, J. S. Automutilação: Características clínicas e comparação com pacientes com transtorno obsessivo-
compulsivo (tese). Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil, 2013.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS). Folha informativa - Saúde mental dos adolescentes. Brasil,
2018. Disponível em: [Link]
informativa-saude-mental-dos-adolescentes&Itemid=839. Acesso em: 05 ago. 2019.
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1-Definição
Este protocolo tem por objetivo a padronização dos procedimentos a serem utilizados para o
acompanhamento regular dos casos de estudantes que apresentem comportamento suicida.
Uma vez que há uma alta taxa de suicídio em jovens de 15 a 19 anos, a prevenção do suicídio entre
crianças e adolescentes é de alta prioridade. Tendo em vista que a maioria desses jovens frequenta a
escola, este parece ser um importante local para a prevenção (OMS, 2000a).
Os transtornos psiquiátricos mais comuns em crianças e adolescentes que tentam o suicídio são:
depressão; transtornos de ansiedade; abuso de álcool e outras drogas; transtornos alimentares;
transtornos psicológicos; tentativas prévias de suicídio (OMS, 2000a).
Outros eventos de vida negativos podem atuar como desencadeadores do comportamento suicida:
problemas familiares, separação de amigos, morte de pessoas amadas ou significativas, término de
relacionamento amoroso, conflitos ou perdas interpessoais, opressão pelo seu grupo de identificação
ou comportamento autodestrutivo para aceitação no grupo, opressão e vitimização, fracasso nos
estudos, demandas altas na escola, desemprego e dificuldades financeiras, gravidez indesejada e
aborto, infecção por HIV ou outras ISTs, doença física grave, desastres naturais (OMS, 2000a).
O outro aspecto relevante a ser observado é o efeito contágio que pode ocorrer no fenômeno do
suicídio, por meio de um processo de imitação do comportamento um determinado suicídio pode
facilitar a ocorrência de outros, mesmo que não se tenha convívio com a vítima.
Um suicídio pode vir a facilitar a ocorrência de outro, seja pelo fato exposto acima, de que a imitação
do processo serve como modelo para novos suicídios, seja pelo fato de que a exposição a
comportamentos suicidas de outras pessoas pode ensinar novas estratégias de lidar com sofrimento
emocional. Esta influência pode ocorrer por meio de contato direto com a vítima ou pela transmissão
da informação sobre o suicídio. A mídia pode contribuir com tal processo, com a divulgação dos
casos de maneira sensacionalista.
Não há uma “receita” para detectar de forma segura uma crise suicida em um estudante, entretanto
na maioria dos casos são manifestados certos sinais que devem chamar a atenção de quem trabalha
em um ambiente escolar. Portanto, apresentaremos abaixo alguns sinais de alerta que nossos alunos
podem emitir, os quais precisaremos estar atentos e avaliar no momento em que realizarmos o seu
atendimento.
O estudante pode emitir FRASES DE ALERTA. Pode parecer óbvio, mas muitas vezes são
ignoradas:
"Vou desaparecer.”
“Vou deixar vocês em paz.”
“Eu queria poder dormir e nunca mais acordar.”
“É inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar.”
“Eu preferia estar morto.”
“Eu não posso fazer nada.”
“Eu não aguento mais.”
“Eu sou um perdedor e um peso pros outros.”
“Os outros vão ser mais felizes sem mim.”
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Risco baixo: A pessoa teve alguns pensamentos suicidas, mas não fez nenhum plano.
Risco médio: A pessoa tem pensamentos e planos, mas não pretende cometer suicídio
imediatamente.
Risco alto: A pessoa tem um plano definido, tem os meios para fazê-lo e planeja fazê-lo
prontamente. Pode já ter tentado suicídio recentemente e apresenta rigidez quanto a uma
nova tentativa. Pode ter tentado várias vezes em um curto espaço de tempo
Encontrar um momento apropriado e um lugar calmo para falar com o estudante, onde não
haja interrupções. Deixe-o saber que você está ali para ouvir, ouça-o com a mente aberta e
tranquila, e ofereça seu apoio e o da instituição.
É necessário que a abordagem com o estudante com ideação suicida seja de forma
responsável, empática, atenciosa e acolhedora, pois para muitas deles falar sobre isso é
muito difícil e delicado. Caso a abordagem traga implicitamente uma rejeição, julgamento,
uma condenação, provavelmente o estudante não conseguirá manifestar o que está
sentindo, a ideação suicida permanecerá, e ele não mais irá contar sobre ela.
Essa comunicação deve seguir as orientações elencadas no tópico que trata sobre “como se
comunicar” e “como não se comunicar”, disponível no protocolo de adoecimento psíquico.
Comece perguntando ao estudante como ele está se sentindo, sobre sua vida e procure
estabelecer uma relação empática para posteriormente entrar no conteúdo do suicídio.
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Quando for questionar o aluno, você deverá fazer as perguntas de maneira gradual.
Iniciando com perguntas mais simples, como por exemplo: “Como está a sua vida? Como
você se sente sobre o futuro? Há algo que está te incomodando?” (MICHEL, 2000).
Dependendo da resposta podem-se fazer perguntas mais diretas: “Você sente-se infeliz ou
sem esperança? Você sente-se desesperado? Você sente-se incapaz de enfrentar os dias?
Você sente que sua vida é um fardo? Você acha que não vale a pena viver? Até que se
pergunte diretamente: Você pensa em cometer suicídio?”. Esta última pergunta deverá ser
feita de forma clara, portanto, abaixo apresentamos algumas maneiras de perguntar
diretamente se o indivíduo tem intenções de se ferir ou de cometer suicídio (OMS, 2000b):
Em caso de resposta positiva, questione se o estudante possui planos para cometer suicídio:
Tem planos para pôr fim à sua vida? Tem um plano para como vai consegui-lo?
Focalize nos aspectos positivos da pessoa, fazendo-a falar sobre como problemas anteriores
foram resolvidos sem recorrer ao suicídio. É uma forma de motivá-la e ao mesmo tempo
recuperar a confiança em si mesma.
4-Encaminhamentos internos
Realizar o acolhimento dos estudantes que forem encaminhados ou buscarem o setor por
demanda espontânea apresentando indícios de sofrimento/adoecimento psíquico;
O profissional fará orientações aos docentes via e-mail ou reunião, com o objetivo de
discutir a situação do estudante e estabelecer em conjunto com demais medidas
necessárias para a realização de atendimento diferenciado, quando necessário;
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5-Encaminhamentos externos
Se você percebe que essa pessoa está em perigo imediato que corresponde ao alto risco
de suicídio, não a deixe sozinha. Encaminhe o indivíduo para o serviço de psiquiatria para
avaliação e conduta e, se necessário, para a internação. Providencie uma ambulância ou
veículo institucional e encaminhe a pessoa ao pronto-socorro.
Explique ao profissional que irá recebê-la o resultado da sua avaliação, uma vez que é
indispensável que ele entenda o motivo do encaminhamento. Além do mais, você já
conseguiu obter informações importantes.
Total cuidado com possíveis meios (por exemplo, pesticidas, armas de fogo, estiletes,
tesouras, facas ou medicamentos) de cometer suicídio que possam estar no próprio espaço
de atendimento e/ou no ambiente escolar, e repassar orientações acerca destes cuidados
aos responsáveis;
Notificar o Conselho Tutelar caso seja constatado tentativa de suicídio e/ou ato de
automutilação, conforme Art. 6º da Lei nº 13.819, de 26 de abril de 2019. Assim como, notificar
o Ministério Público os casos que podem indicar negligência dos responsáveis ou das
instituições de saúde que não propiciaram a efetivação do atendimento em saúde
encaminhado.
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O profissional caso convoque os familiares de estudante maior de idade que não esteja
em plenas condições psicológicas e estes não compareçam fará o registro e notificará o
Ministério Público. O primeiro contato deve ser feito via telefone, se os responsáveis não
comparecerem sem justificativa prévia, deverá se feito por escrito. Somente em caso de
negativa das duas primeiras tentativas o Ministério Público será notificado, salvo casos
avaliados como alto risco, nos quais devem ser tomadas medidas em caráter de urgência.
Realizar encaminhamento para serviços de Assistência Social (CRAS), caso seja constatado
a necessidade de fortalecimento do vínculo familiar, por meio do Serviço Social do
Campus.
6-Acompanhamento/reavaliação da demanda
Solicitar dos responsáveis que apresentem relatórios e/ou laudos dos profissionais externos
da área da saúde mental, que atendam os estudantes, com objetivo de acompanhar o
estado de saúde deste, bem como manter um registro atualizado da situação.
7-Referências
MICHEL, K. Suicide prevenjon and primary care. In: Hawton, K., Van Heeringen, K. The Internajonal
Handbook of Suicide and A4empted Suicide. John Wiley & Sons: Chichester, 2000.
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Este protocolo tem por objetivo a padronização dos procedimentos a serem utilizados para o
acompanhamento regular dos casos de estudantes que tiveram ou estão em situação de violação
dos seus direitos.
A violação de direitos consiste em “toda e qualquer situação que ameace ou viole os direitos da
criança ou do adolescente, em decorrência da ação ou omissão dos pais ou responsáveis, da
sociedade ou do Estado, ou até mesmo em face do seu próprio comportamento.” (VARA DA
INFÂNCIA E JUVENTUDE DO DISTRITO FEDERAL, 2013, p. 1).
A violação de direitos contra menores de idade pode ser configurada em casos de “abandono,
negligência, conflitos familiares, convivência com pessoas que fazem uso abusivo de álcool e outras
drogas, além de todas as formas de violência (física, sexual e psicológica)”. (VARA DA INFÂNCIA E
JUVENTUDE DO DISTRITO FEDERAL, 2013. p 1-2).
Após a identificação dos casos supramencionados a notificação por parte da instituição escolar é
obrigatória, caso após a comunicação aos responsáveis, estes não a façam.
2- Executantes
Estabelecer uma relação de confiança com o estudante, de modo que este se sinta à
vontade e acolhido ao revelar o que aconteceu;
Ter como princípio a “escuta como "direito", e não como "obrigação" (respeito à condição
da criança/adolescente como sujeito de direitos e não mero "objeto" de intervenção estatal
ou "instrumento de produção de prova"); (DIGIÁCOMO, 2019)
Respeitar o desejo de livre manifestação do atendido. Necessidade de compreender o
"tempo” do estudante, nem sempre este conseguirá fazer todo o relato de uma só vez,
devendo haver flexibilidade no processo de escuta, e caso o estudante concorde, realizar
novo atendimento em data posterior;
Evitar a revitimização do estudante. O mesmo jamais deve ser "forçado" a relatar o que
sofreu, sendo necessário, ante sua eventual recusa/resistência em revelar os fatos, postergar
ou interromper o atendimento. Tal medida é essencial para evitar trauma/constrangimento.
A suspeita ou indícios de violação de direitos se configura como suficientes para o
encaminhamento de denúncia;
Assegurar sua privacidade, respeitando os aspectos legais
Se o estudante ainda está vivenciando a suposta violência e se ainda tem contato com o
agressor;
É importante avaliar o risco imediato de reincidência dos maus-tratos;
Se a violência for intrafamiliar, identificar quem é o membro agressor e quem são os membros
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5-Encaminhamentos internos
6- Encaminhamentos externos
Convocar o responsável do estudante (se for violência intrafamiliar, convocar membro não
agressor), informar a suspeita de violação de direitos e solicitar que a denúncia seja feita na
Delegacia, de preferência em uma Especializada (Delegacia Especializada de Atendimento
à Mulher (DEAM) e/ou Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente
(DPCA).
Pedir ao responsável comprovação documental de que a notificação foi realizada nos
órgãos responsáveis.
Se a família não quiser, não fizer ou não puder assumir a notificação, deverá informar ser
informada que, por força da lei, a Instituição terá que notificar o fato aos órgãos
competentes. Iniciará com a notificação a Delegacia e dependendo do caso a demais
órgãos como Conselho Tutelar e Ministério Público. A notificação (modelo em anexo) deve
ser enviada pela Direção da Unidade o mais rapidamente possível.
Caso o estudante menor esteja em situação de violência intrafamiliar e em contato com o
agressor, a notificação às Delegacias Especializadas (de acordo com o caso) e ao Conselho
Tutelar deverá ser imediata.
Especificamente, em casos de relato de violência sexual sofrida por menores de idade, é
importante ressaltar que independente da época em que a suposta violência tenha
ocorrido, o profissional deverá tomar as medidas supracitadas nos parágrafos anteriores.
É importante orientar os familiares, em linguagem apropriada, as graves consequências da
vivência de violência para o desenvolvimento da criança/adolescente e o importante papel
que eles terão para reverter/minimizar os danos causados.
Caso necessário, encaminhar a família para serviços de apoio existentes no município,
complementando a rede de suporte (CRAS, CREAS, CAPS, outros).
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7. Acompanhamento/reavaliação da demanda
Aos estudantes que tiveram violação dos seus direitos, o profissional definirá de acordo
com sua avaliação como ocorrerá o acompanhamento regular (ex: semanal, quinzenal...)
com o objetivo de verificar se está recebendo os atendimentos externos necessários, bem
como realizar o acompanhamento do processo de escolarização do mesmo, seu
desempenho escolar, processo de interação com colegas e docentes, entre outros.
Solicitar dos responsáveis que apresentem relatórios e/ou laudos dos profissionais externos
quando o estudante estiver em acompanhamento, com objetivo de acompanhar o caso,
bem como manter atualizado o seu registro de atendimento na escola.
8. Referências
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Na realização do atendimento pedagógico é importante que o docente organize seu tempo para
construir um ambiente de aprendizagem efetivo e eficaz, com intuito de atender o ritmo do
estudante (RIBEIRO & PAULA, 2011). Neste sentido seguem algumas orientações quanto aos
procedimentos para atendimento aos estudantes em situação de adoecimento psíquico.
É importante destacar que cada caso exigirá um conjunto de medidas de acordo com sua
especificidade. No entanto segue algumas orientações gerais para a realização do atendimento
individualizado:
Durante as aulas evitar expor o estudante na frente dos colegas, com perguntas sobre seu
humor e/ou comportamento.
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Utilize linguagem clara, objetiva, com termos conhecidos, evitando dupla ou vaga
interpretação;
Elabore enunciados com textos curtos, com linguagem objetiva, direta, com palavras
precisas e inequívocas (sem ‘duplo’ sentido);
Trate de um só assunto em cada questão;
Divida um “grande” texto, do qual decorre uma “grande” questão, em “pequenos” textos
acompanhados de suas respectivas questões;
Evitar prova extensa que possa provocar cansaço e consequentemente mais falhas nas
questões finais.
Se possível permitir consulta em material de apoio ou resumo/esqueleto de estudo para a
avaliação.
Orientações para atendimento de estudantes em situação de adoecimento psíquico e em
atendimento domiciliar
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Eixo 3
3.3 Ações complementares
3.3.1 Capacitação
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4. REFERÊNCIAS
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. Disponível em:
[Link]
[Link]. Acesso em: 25 ago. 2019
CORTELLA, Mário Sérgio. O papel dos pais na educação dos filhos. Disponível em:
[Link] Acesso
em: 13 mai. 2019.
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World Health Organization (WHO). Life skills education in schools. Geneva: 1997.
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Anexo
MINUTA DE OFÍCIO
@vocativo_destinatario@,
I - IDENTIFICAÇÃO DA CRIANÇA/ADOLESCENTE
Nome:___________________________________________________________
DN: _____/_____/_____ Idade: ____________________ Sexo: __________
Responsável(is) Legal(is):
________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
Endereço:
_____________________________________________________________________________________________
Tel. p/contato:
____________________________________________________________________________________________
II – Descrição do ocorrido (Tipo de violência e prováveis agressores)
____________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
Atenciosamente,
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