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Definições e Tratamento de Sepse e Choque

O documento define sepse, síndrome da resposta inflamatória sistêmica e choque séptico, e discute o escore SOFA e qSOFA para avaliação de risco. Também caracteriza a fisiopatologia da sepse e os mecanismos que levam à disfunção orgânica, citando parâmetros clínicos e laboratoriais para identificação.

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Definições e Tratamento de Sepse e Choque

O documento define sepse, síndrome da resposta inflamatória sistêmica e choque séptico, e discute o escore SOFA e qSOFA para avaliação de risco. Também caracteriza a fisiopatologia da sepse e os mecanismos que levam à disfunção orgânica, citando parâmetros clínicos e laboratoriais para identificação.

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Esther Rizzo TXXIII 1

Resumo -
P2M3
1. Definir disfunção orgânica, sepse e choque.
 Sindrome da Resposta Inflamatória Sistêmica
(SIRS)  Precisa de pelo menos 2 dos seguintes
critérios:
- Temperatura: > 37,8º ou < 35º;
- FC: > 90 bpm;
- FR: > 20 irpm ou PaCO2 < 32 mmHg;
- Leucócitos: > 12000 ou < 4000 ou > 10% de formas
jovens (desvio à esquerda).
 O conceito de Sepse grave NÃO existe mais.
SIRS = instrumento de triagem para identificação de 2. Conhecer SOFA e qSOFA.
infecção  NÃO é critério para a definição de sepse,
apenas averigua o risco. QSOFA  pode ser aplicado a beira-leito, usado em
pacientes com maiores riscos = não necessita de
 Infecção sem disfunção: com ou sem os critérios exames laboratoriais.
SIRS + foco infeccioso suspeito ou confirmado
SEM apresentar disfunção orgânica. Protocolo com 3 componentes:
 Sepse: presença de disfunção ameaçadora à vida
- Rebaixamento do nível de consciência.
em decorrência de resposta desregulada à infecção
 SOFA NÃO se aplica. Segue abaixo as - FR > ou = 22 irpm.
principais disfunções orgânicas:
- PAS < 100 mmHg.
- Hipotensão: PAS < ou igual a 90 ou PAM < 65 ou
Para a positividade no escore precisa-se de no mínimo
queda de PA > 40.
2 pontos.
- Oligúria < ou = 0,5 ou elevação de creatina > 2.
- PaO2/FiO2 < 300 ou necessário O2 para manter
SpO2 > 90%.
- Plaquetas < 100000 ou redução de 50% nos últimos 3
dias.
- Lactato acima do VR. Esse escore NÃO deve ser usado como triagem e
mostra dentre os pacientes fora da UTI aqueles com
- Rebaixamento do nível de consciência, agitação, maior risco de óbito. USAR PÓS-TRIAGEM PARA
delirium. AVALIAR RISCO DE ÓBITO.
- Aumento de bilirrubinas > 2x o VR. Apresenta alta especificidade e baixa sensibilidade.
Na presença de uma dessas disfunções, sem outra SOFA  caracteriza clinicamente o paciente.
explicação plausível e com foco infeccioso presumível,
o diagnóstico de sepse deve ser feito. O escore SOFA > ou = a 2 reflete um risco de
mortalidade de 10 % em população hospitalar com
 Choque séptico: hipotensão não responsiva aos suspeita infecciosa.
fluidos, independente de lactato  SCC não aceita
a nova classificação que exige lactato aumentado Esse escore não é bem conhecido = dificuldade de
pós reposição volêmica. aplicação.
Esther Rizzo TXXIII 2

endotelinas)  fagocitose + morte do invasor +


fagocitose  reparação e cicatrização de tecidos.
Sepse  inflamação intravascular descontrolada, que
pode levar à lesão celular. Liberação de mediadores
pró-inflamatórios em resposta a infecções locais que
respondem de forma generalizada.
Causa de generalização (multifatorial):
1. Efeito de microrganismos invasores ou seus
produtos, toxinas bacterianas.
2. Liberação maciça de TNF-alfa e IL-1 
mediadores pró-inflamatórios.
3. Ativação do complemento.
3. Traçar um algoritmo organizacional para 4. Susceptibilidade genética do hospedeiro.
critérios clínicos de sepse e choque séptico.
Alterações circulatórias (hipoxemia):
- Sistêmicas: vasodilatação, maior permeabilidade
capilar  geram hipovolemia relativa e hipotensão.
- Microvascular: fluxo heterogêneo, menor densidade
capilar, trombose e alteração da viscosidade celular.
Lesão celular (disfunção orgânica):
- Isquemia tecidual: redução de O2 nas demandas
metabólicas do tecido inflamado.
- Lesão citopática: lesão celular direta, 2ª a disfunção
mitocondrial por mediadores pró-inflamatórios e
aumento da indução de apoptose.

4. Caracterizar a fisiopatologia da sepse e do


mecanismo gerador das disfunções orgânicas
citando parâmetros clínicos e laboratoriais
para identificação.
Sepse  liberação de mediadores pró-inflamatórios
 resposta inflamatória sistêmica  lesão celular +
disfunção orgânica. Achados clínicos:
Resolução da infecção: 1. Sinais de resposta inflamatória:
Células imunes inatas (macrófagos) se ligam aos - Taquicardia reflexa à redução da RVP  garantir
componentes microbianos  gera os fenômenos o débito cardíaco.
inflamatórios (OxN, citocinas, radicais livres,
Esther Rizzo TXXIII 3

- Taquipneia compensatória  resposta ao


aumento da produção de CO2 pelo acúmulo de 8. Disfunção hematológica:
citocinas no centro respiratório ou por hipoxemia. - CIVD  endotélio se torna pró-coagulante +
deposição de fibrina + trombose na
- Hipotensão 2ª à redução da RVP.
microcirculação + hipoperfusão e isquemia.
2. Disfunção neurológica: - Plaquetopenia  consumo exacerbado, reduz
- Delirirum  idosos. produção 2ª e reduz produção de trombopoetina.
- Degeneração axonal difusa por resposta - Leucocitose com aumento de bastonetes e
inflamatória  hiporeflexia, fraqueza, atrofia linfopenia.
muscular = maior risco de pneumonia, necessidade - Anemia  redução da produção de EPO, perda
de ventilação mecânica e recorrência de sepse. de sangue e bloqueio medular.
- Redução do nível de consciência  graus 9. Distúrbios endocrinológicos:
variados (desorientação, confusão, agitação - Disfunção tireoidiana, adrenal (vasodilatação e
psicomotora ou letargia). hipotensão) e distúrbios glicêmicos
Comprometimento cognitivo e neuromuscular 
continua meses após a sepse com reabilitação 10. Sinais de choque:
lenta. - Pele fria.
- Maior tempo de enchimento capilar.
3. Disfunção respiratória: - Livedo + cianose de extremidades.
- Taquipneia, dispneia, hipoxemia, PaO2/FiO2 < - Estado mental alterado.
400. - Hipotensão.
- Aumenta espaço morto redução da complacência - Redução do débito urinário.
pulmonar (colapso alveolar – reduz surfactante e
aumenta permeabilidade vascular). 11. Hiperlactemia:
- Hipoperfusão e hipoxemia  energia anaeróbica,
4. Disfunção CV (mais grave da sepse): aumentando os níveis de lactato
- Hipotensão  2ª à vasodilatação e reduz
pressões de enchimento das câmaras cardíacas.
- Hipovolemia  aumenta perdas insensíveis por
febre ou taquipneia, redução da ingestão de
líquidos e extravasamento capilar.
- Débito cardíaco  ocorre ou não seu aumento
efetivamente ou há redução (depressão
miocárdica).
- Hipoperfusão  reduz enchimento capilar e
cianose de extremidades e livedo.

5. Disfunção gastrointestinal:
- Pouco perceptíveis e pouco valorizadas.
- Gastroparesia e íleo adinâmico, lesão aguda de
mucosas e hemorragias.

6. Disfunção hepática:
- Colestase transinfecciosa  comum, 2ª a
comprometimento de excreção de bilirrubinas 
eleva enzimas canaliculares como fosfatase
alcalina e gamaglutamiltransferase.
- Insuficiência hepática  rara, hepatócitos
mantem a função, mas a elevação das
Exames complementares:
transaminases mostra icterícia e sinal de mau
prognóstico.

7. Disfunção renal:
- Pré-renal  hipovolemia e hipotensão.
- Renal  lesão direta.
Esther Rizzo TXXIII 4

- Dose máxima para foco suspeito ou


confirmado. Manutenção sem ajuste para a
função renal até 24 horas
- Diluir adequadamente  infusão estendida
para beta-lactâmicos, com exceção da 1ª dose,
que deve ser feita em bolus o mais rápido
possível.
- Terapia combinado, 2 ou 3 drogas na
suspeita de resistência. Se choque séptico, usar
diferentes classe para 1 mesmo agente.
- Restringir o espectro ATB se a sensibilidade
do patógeno for conhecida. Terapia combinada
escalonada de acordo com a resposta clínica.
 Para hipotensos ou com sinais de
hipoperfusão, iniciar ressuscitação volêmica
de 30 mL/kg de cristaloides na 1ª hora dos
sinais. O uso de amidos está CI, aumenta
disfunção renal. Cardiopatas precisam de
atenção na velocidade de infusão, caso haja
disfunção diastólica ou sistólica.
- Pacientes em que a reposição volêmica não
deve ser feita, precisam de vasopressores.
 Vasopressores  usar em PAM < 65 mmHg
por mais de 30-40 min. Iniciar na 1ª hora.
- Casos de hipotensão importante = início do
vasopressor antes ou durante a reposição
volêmica.
- Recomenda-se: noradrenalina, vasopressina,
adrenalina (melhor se DC baixo), dobutamina
5. Conhecer o protocolo do tratamento da sepse e
(baixo DC ou sinais de hipoperfusão).
do choque sépticos (ILAS).
 Lactato > 2x VR  meta terapêutica =
Pacote 1 hora: clareamento, 2 a 4 horas pós-ressuscitação
volêmica, solicitar novas dosagens.
 Coleta de exames laboratoriais  pesquisa de - Hiperlactemia residual isolada sem sinais
disfunção orgânica. clínicos de hipoperfusão ou má evolução NÃO
- Gasometria. precisa, necessariamente, ser tratada.
- Lactato arterial.
- Hemograma completo.
- Creatinina.
Reavaliação de 6 horas:
- Bilirrubina.
- Coagulograma.  Deve ser realizada em pcts com choque
 Coleta de lactato arterial  na 1ª hora + séptico, hiperlactatemia, sinais clínicos de
encaminhamento ao laboratório imediatamente hipoperfusão tecidual.
 buscar resultado em 30 min.  Reavaliação periódica  registro - reavaliação
 Coleta de 2 hemoculturas em sítios distintos do status volêmico e da perfusão tecidual.
até 1 hora + culturas de todos os sítios  Reavaliação da continuidade da ressuscitação
pertinentes  caso não seja possível, NÃO volêmica:
postergar o uso de ATBs. - Pressão venosa central.
 Administrar ATB de amplo espectro, visando - Variação da pressão de pulso.
o foco suspeito na 1ª hora de identificação da - Variação da distensibilidade da veia cava.
sepse  seguir o tto empírico da instituição. - Elevação passiva dos MMII.
 Seguir farmacocinética e farmacodinâmica  -Qualquer outra forma de avaliação da
otimização da terapia ATB, com auxílio do responsividade a fluídos.
farmacêutico e enfermagem. Recomendações: - Mensuração da saturação venosa central.
- Tempo de enchimento capilar.
Esther Rizzo TXXIII 5

- Presença de livedo. - Seguir as diretrizes de prevenção de infecção


- Sinais indiretos. relacionadas à dispositivos invasivos.
 Sinais de hipoperfusão e níveis de
hemoglobina abaixo de 7 mg/dL  devem
6. Identificar medidas gerais de suporte ao
receber transfusão o mais rápido possível.
paciente em sepse e em choque séptico.
 Pcts com choque séptico  monitorar a PA
invasiva durante o uso do vasopressor. Apenas Recomendações:
usar manguito se a invasiva for indisponível.
 Pcts sépticos + hipertensão  redução da pós- TRIAGEM/TTO PRECOCE
carga para estabilizar a oferta de O2. Não usar 1) Uso do programa de melhoria de desempenho para
medicações de efeito prolongado = levam a sepse + rastreamento em pcts de alto risco com
hipotensão. doenças agudas e tto padrão.
- Escolha  vasodilatadores endovenosos. 2) Recomendação contra o uso de qSOFA, preferir
Recomendações: SIRS, NEWS ou MNEWS para triagem de choque
séptico.
Uso de corticoides  quadros de choque séptico 3) Suspeita de sepse – medir o lactato sanguíneo.
refratário, PA não sustentada após ressuscitação
volêmica e uso de vasopressores. RESSUCITAÇÃO INICIAL:

- Os corticoides podem ser úteis na redução do tempo 4) Tto de reanimação deve começar imediatamente.
de ventilação mecânica e internação em UTI. Uso 5) Hipoperfusão por sepse ou choque séptico = pelo
individualizado. menos 30 mL/kg de fluido cristaloide IV nas
primeiras 3 horas de ressuscitação.
Recomendação: hidrocortisona 50 mg a cada 6 horas. 6) Adultos com sepse ou choque séptico – usar
medidas dinâmicas para orientar a ressuscitação
Ventilação mecânica  IOT não deve ser postergada
com fluidos.
em pcts com sepse + insuficiência respiratória aguda +
hipoperfusão. - Dinâmicos = elevação passiva das pernas, bolus de
fluido, usando volume diastólico ou sua variação,
VM protetora  prevenção de SDRA  Fração
variação de pressão de pulso ou ecocardiografia se
inspirada de O2 deve ficar entre 70 e 90 mmHg. Em
possível.
casos de SDRA há menos de 48 horas, com
PaO2/FiO2 < 150 e FiO2 > 59% a posição prona é 7) Adultos com S ou CS, guiar ressuscitação para
recomendada. diminuir o lactato sérico, quanto elevado 
sempre buscar outras causas de lactato elevado na
Bicarbonato  não está indicado se pH > 7,15 
fase aguda da ressuscitação.
reestabelecer perfusão. Abaixo desse valor a terapia
8) Adultos  usar o tempo de enchimento capilar
com bicarbonato deve ser avaliada para SOS.
para orientar a ressuscitação, como
Controle glicêmico  hiperglicemia 2ª da REMIT, complementação.
usar protocolos específicos e manter abaixo de 180
OBS:
mg/dl  evitar hipoglicemia abrupta.
- A ressuscitação com fluidos, oportuna e eficaz, é
Terapia renal substituta  não há recomendação de
crucial para a estabilização da hipoperfusão tecidual
início precoce, assim como não há uma recomendação
induzida pela sepse na sepse e no choque séptico.
para a hemodiálise intermitente ou contínua, devendo
deixar esses métodos para pcts hemodinamicamente - O lactato sérico é um importante biomarcador de
instáveis  INDIVIDUALIZAR. hipóxia e disfunção tecidual, mas não é uma medida
direta da perfusão tecidual.
Observações: o bom atendimento nas primeiras 24
horas é de suma importância para o bom prognóstico - O nível de lactato sérico deve ser interpretado
assim como o auxílio multidisciplinar e as boas considerando o contexto clínico e outras causas de
orientações no momento da alta. lactato elevado. Como no rastreamento da sepse, a
medição do lactato pode nem sempre estar disponível
Prevenção de infecções hospitalares:
em alguns locais com recursos limitados.
- Uso de dispositivos invasivos pelo menor tempo
possível. PRESSÃO ARTERIAL MÉDIA
Esther Rizzo TXXIII 6

9) Adultos + CS + vasopressores a meta inicial da 18) Adultos  baixo risco para S. aureus MRSA, é
PAM é de 65 mmHg. sugerido CONTRA o uso de ATB para cobertura
MSRA.
PAM = (2x PAS + PAD) / 3
19) Adultos  com alto risco para organismos
ADMISSÃO EM CUIDADOS INTENSIVOS resistentes à múltiplas medicações  usar 2 ATBs
para Gram – no tto empírico.
10) Adultos + S ou CS + necessidade de UTI = UTI 20) Adultos  + baixo risco, sugere-se contra 2
em até 6 horas. agentes Gram -.
DIAGNÓSTICO DE INFECÇÃO 21) Adultos  contra cobertura dupla para Gram -,
caso o patógeno seja conhecido.
11) Adultos + CS ou S + infecção não confirmada 
reavaliar continuamente, buscar por diagnósticos TERAPIA ANTIFÚNGICA
alternativos e interromper os ATBs, caso haja 22) Adultos  + alto risco de infecção fúngica terapia
confirmação ou alta suspeita de outra etiologia. antifúngica empírica.
TEMPO PARA ATBs 23) Adultos  + baixo risco de infecção fúngica,
sugere-se contra o uso empírico de antifúngicos.
12) Adultos  ATBs imediatamente, em 1 hr após o
reconhecimento. Exemplos de fatores de risco para infecções fúngicas:
13) Adultos com sepse sem choque  avaliação
rápida da probabilidade de causas infecciosas X
não infecciosas das doenças agudas.
14) Adultos com sepse sem choque  investigação
rápida por tem limitado, caso continue a
preocupação com infecção, administrar ATB em 3
horas a partir de quando a sepse foi reconhecida.
15) Adultos + baixa probabilidade de infecção sem
choque  ATBs + monitorização.

BIOMARCADORES PARA INICIAR ATBS


16) Adultos  CONTRA o uso de procalcitonina +
avaliação clínica para decidir início de ATBs,
melhor clínica isolada.
Obs: quando eu escrever so adultos, significa adultos +
CS ou S. A decisão sobre o início da terapia empírica depende
ESCOLHA DO ATB do tipo e do número de fatores de risco +
epidemiologia local das infecções fúngicas.
17) Adultos  com alto risco de S. aureus MRSA 
ATB empírico com cobertura para MRSA. TERAPIA ANTIVIRAL
Esther Rizzo TXXIII 7

24) Não há recomendação sobre o uso de antivirais. BIOMARCADORES PARA DESCONTINUAL


ATBs
ADMINISTRAÇÃO DE ATBs
31) Adultos com diagnóstico inicial de S ou CS de
25) Adultos  infusão prolongada de beta-lactâmicos
foco adequado onde a duração ideal da terapia não
para manutenção após bolus inicial.
é clara. O uso de procalcitonina + avaliação clínica
FARMACOCINÉTICA E FARMACODINÂMICA é sugerido para decidir quando descontinuar os
ATBs.
26) Adultos  aperfeiçoar as estratégias de dosagem
ATB com base em princípios farmacodinâmicos MANEJO DE FLÚIDOS
(PK/PD) aceitos nas propriedades específicas dos
32) Adultos  cristaloides como fluido de primeira
medicamentos.
linha para ressuscitação.
33) Adultos  uso de cristaloides balanceados ao
invés de solução salina para ressuscitação.
34) Adultos  uso de abulmina em pacientes que
receberam grandes volumes de cristaloides.
35) Adultos  recomenda-se contra o uso de amidos
para ressuscitação.
36) Adultos  recomenda-se contra o uso de gelatina
para ressuscitação.

Os fármacos em amarelos foram destacados como AGENTES VASOATIVOS


antifúngicos importantes pelo professor Marcelo 37) Adultos com CS  usar norepinefrina como
Pimenta. agente de 1ª linha.
CONTROLE DE FOCO Outras medicações:
27) Adultos  identificar ou excluir um diagnóstico - Dopamina.
autonômico específico de infecção que exija
controle SOS do foco e programar intervenções de - Vasopressina.
controle de foco necessária assim que possível.
- Epinefrina.
28) Adultos  remoção imediata de dispositivos de
acesso IV que sejam uma possível fonte de S ou - Selepressina.
CS após o estabelecimento de outro acesso
vascular. - Angiotensina II.

DESCALONAMENTO DE ATBs Observação: em locais onde a norepinefrina não está


disponível, epinefrina e dopamina podem ser usadas
29) Adultos  avaliação diária para descalonamento como alternativa, mas encorajamos esforços para
de ATBs ao invés do uso de durações fixas de melhorar a disponibilidade de norepinefrina.
terapia sem reavaliação diária para
descalonamento. Atenção especial deve ser dada aos pacientes com
risco de arritmias ao usar dopamina e epinefrina.
DURAÇÃO DOS ATBs
38) Adultos com CS em uso de norepinefrina com
30) Adultos  diagnóstico inicial de S ou CS + níveis inadequados de PAM, sugere-se adicionar
controle adequado de foco, sugere-se o uso de vasopressina ao invés de aumentar a dose da NE.
terapia ATB de duração mais curta.
Observação: a vasopressina normalmente é iniciada
quando a dose de NE está entre 0,25 e 0,5.
39) Adultos + CS e níveis inadequados da PAM apesar
de NE e vasopressina, sugere adicionar epinefrina.
40) Adultos com CS  sugere-se contra uso de
terlipressina.
Recomendação de escolha:
1º - Norepinefrina.
Esther Rizzo TXXIII 8

2º - Vasopressina. 1º - Reposição volêmica (cristaloide B)  30 ml/kg


em até 3 horas.
3º - Dobutamina (mandatória se IC) ou epinefrina.
2º - ATB  1h e 3 h.
Ao usar vasopressores perifericamente, eles devem ser
administrados apenas por um curto período de tempo e 3º - Drogas vasoativas se CS com PAM < 65 
em uma veia próxima à fossa antecubital. seguir a ordem de escolha.
INOTRÓPICOS
41) Adultos + CS + disfunção cardíaca + hipoperfusão
persistente apesar de status volêmica e PA
adequados  sugere-se adicionar dobutamina à
NE persistente ou usar epinefrina isoladamente.
42) Adultos + CS + DC com hipoperfusão persistente
apesar de status volêmico e PA adequados 
sugere-se contra o uso de levosimendan.
MONITORIZAÇÃO E ACESSO IV
43) Adultos + CS  monitorização invasiva da PA ao
invés de monitorização não invasiva, assim que
possível caso fique disponível.
44) Adultos + CS  iniciar vasopressores
perifericamente (restaura PAM até que consiga um
Acesso Venoso Central).
BALANÇO HÍDRICO
45) Não há evidências suficientes para fazer
recomendação.
46) Não há evidências suficientes para fazer
recomendação.
OXIGENOTERAPIA NASAL DE ALTO FLUXO
47) Adultos + insuficiência respiratória hipóxico-
isquêmica induzida por sepse  O2 nasal de alto
fluxo ao invés de VNI.
VNI
48) Não há evidências suficientes para fazer
recomendação.
VENTILAÇÃO PROTETORA NA SDRA
49) Adultos com SDRA induzida por sepse 
ventilação com baixo volume corrente 6 ml/kg ao
invés de alto > 10 ml/kg.
50) Adultos + SDRA grave induzida por sepse  usar
meta de limite superior para pressões de platô de
30 cmH2O ao invés de muito altas.
51) Adultos + SDRA induzida por sepse moderada a
grave  sugere-se usar PEEP mais alta ao invés
da baixa.
LEMBRAR: BAIXO VOLUME CORRENTE NA
Sequência de ação em CS: INSUFICIENCIA RESPIRATÓRIA NÃO SDRA
52) Adultos + insuficiência respiratória sem SDRA 
uso de ventilação com volume corrente baixo em
Esther Rizzo TXXIII 9

comparação com a ventilação em volume corrente IMUNOGLOBULINAS


alto.
62) Adultos + S ou CS  sugere-se contra o uso de Ig
MANOBRAS DE RECRUTAMENTO IV.
53) Adultos + SDRA moderada a grave induzida por PROFILAXIA DE ÚLCERA DE ESTRESSE
sepse  usar manobras de recrutamento
63) Adultos + S ou CS + fatores de risco para
tradicionais.
sangramento GI  profilaxia para úlceras de
54) Ao usar manobras de recrutamento  sugere-se
estresse.
contra o uso de titulação/estratégia de PEEP
incremental. PROFILAXIA DO TEV
VENTILAÇÃO PRONA 64) Adultos + S ou CS  profilaxia farmacológica
para TEV, a menos que exista CI para tal terapia.
55) Adultos + SDRA moderada a grave induzida por
65) Adultos + S ou CS  HBPM ao invés de HNF
sepse  usar ventilação em posição prona por
para profilaxia de TEV.
mais de 12 h diárias.
66) Adultos + S ou CS  sugere-se contra o uso de
AGENTES BLOQUADORES profilaxia mecânica para TEV em adição da
NEUROMUSCULARES terapia farmacológica ao invés de apenas
profilaxia farmacológica.
56) Adultos + SDRA moderada a grave induzida por
sepse  uso de bolus intermitentes de BNMs ao TERAPIA DE SUBSTITUÇÃO RENAL
invés de infusão contínua de BNMs.
67) Adultos + S ou CS + LRA + necessidade de
OXIGENAÇÃO POR ECMO terapia de substituição renal  uso da terapia de
substituição renal contínua ou intermitente.
57) Adultos + SDRA grave induzida por sepse  uso
68) Adultos + S ou CS + LRA sem indicação
de ECMO venovenosa quando a ventilação
definitiva para terapia renal substitutiva 
mecânica falha, em centros experientes com
recomenda-se CONTRA o uso de terapia renal
infraestrutura para oferecer esse suporte.
substitutiva.
CORTICOESTEROIDES
CONTROLE DE GLICEMIA
58) Adultos + CS e necessidade contínua de
69) Adultos + S ou CS  terapia insulínica iniciada
vasopressores  uso de corticosteroides IV 
com níveis de glicose > ou = 180 mg/dl.
recomendado o uso em casos refratários.
- Após início da terapia  intervalo alvo típico de
- Corticoide típico usado em adultos com CS =
glicemia passa a ser 140 – 180.
hidrocortisona IV 200 mg/dia na dose de 50 mg IV de
6/6 h ou em infusão contínua  iniciar com NE ou VITAMINA C
epinefrina 0,25 mcg/kg/min pelo menos 4 horas após o
70) Adultos + S ou CS  recomenda-se contra o uso
início.
de Vitamina C IV.
PURIFICAÇÃO DO SANGUE
TERAPIA COM BICARBONATO
59) Adultos + S ou CS  sugere-se contra o uso de
71) Adultos com CS e acidose láctica induzida por
purificação de sangue com polimixina B.
hipoperfusão  recomenda-se contra uso de
60) Não há evidência suficiente para recomendação
terapia com bicarbonato de sódio para melhorar a
sobre o uso de técnicas de purificação de sangue.
hemodinâmica ou reduzir a necessidade de
METAS DE TRANSFUSÃO DE HEMÁCIAS vasopressores.
72) Adultos + CS + acidose metabólica grave (< 7,2) +
61) Adultos + S ou CS  usar estratégia de transfusão
LRA (AKIN 2 ou 3)  terapia com bicarbonato de
restritiva (ao invés de liberal)  gatilho de
sódio.
transfusão de concentrado de hemácias de 7 g/dl,
mas a transfusão deve ser guiada pela NUTRIÇÃO
concentração de hemoglobina  avaliar o estado
73) Adultos + S ou CS que podem ser alimentados por
clínico geral de um paciente e considerar
via enteral  fazer início precoce em 72 h da
circunstâncias agravantes (isquemia, hipoxemia ou
nutrição enteral.
hemorragia aguda).
Esther Rizzo TXXIII 10

METAS DE CUIDADO 85) Adultos + S ou CS e suas famílias  programa de


transição de cuidados intensivos ao invés de
74) Adultos + S ou CS  discutir metas de cuidado e
habituais na transferência para a enfermaria.
prognóstico com os pacientes e familiares ao invés
86) Adultos + S ou CS  reconciliar os medicamentos
de não ter discussão.
tanto na UTI quanto na alta hospitalar.
75) Adultos + S ou CS  discutir metras de cuidado
87) Adultos sobreviventes de sepse e CS e suas
precocemente (até 72 h).
famílias  incluir informações sobre a
76) Não há evidencia suficiente par fazer uma
permanência a UTI, sepse e diagnósticos
recomendação para critérios padronizados.
relacionados, ttos e deficiências comuns após a
CUIDADOS PALIATIVOS sepse no resumo escrito e verbal da alta hospitalar.
88) Adultos + S ou CS + desenvolvimento de novas
77) Adultos + S ou CS  integrar princípios dos deficiências  recomenda-se planos de alta
cuidados paliativos no plano de tto para abordar hospitalar com acompanhamento com médicos
sintomas e sofrimento do pct e da família. capazes de apoiar e manejar sequelas novas e a
78) Adultos + S ou CS  consulta formal com longo prazo.
especialistas de cuidados paliativos de rotina para 89) Não há evidências suficiente para recomendação
todos os pcts ao invés de uma consulta de cuidados sobre acompanhamento pós-alta hospitalar
paliativos com base no julgamento médico. precoce.
GRUPOS DE APOIO DE PARES TERAPIA COGNITIVA
79) Adultos sobreviventes de sepse ou CS e suas 90) Não há evidências suficientes para fazer
famílias  encaminhar para grupos de apoio de recomendação.
pares ao invés de não ser feito o encaminhamento.
ACOMPANHAMENTO PÓS-ALTA
TRANSIÇÕES DE CUIDADO
91) Adultos sobreviventes de sepse ou CS  avaliação
80) Adultos + S ou CS  usar processo de e acompanhamento de problemas físicos e
transferência de informações criticamente emocionais após a alta hospitalar.
importantes nas transições de cuidados. 92) Adultos sobreviventes de CS + Ventilação
81) Não há evidência suficiente de fazer Mecânica por > 48h ou permaneceram em UTI >
recomendação no uso de ferramenta de 72h  encaminhar para um programa de
transferência estruturada específica ao invés de reabilitação pós-hospitalar.
processos usuais de transferência.
TRIAGEM PARA APOIO ECONÔMICO OU
SOCIAL
82) Adultos + S ou CS e suas famílias  triagem de
apoio econômico e social + encaminhamentos.
EDUCAÇÃO EM SEPSE PARA PCTS E
FAMILIARES
83) Adultos + S ou CS e suas famílias  oferecer
educação escrita e verbal sobre sepse antes da alta
hospitalar e nos setores de acompanhamento.
TOMADA DE DECISÃO COMPARTILHADA
84) Adultos + S ou CS e suas famílias  fornecer a
oportunidade de participar da tomada de decisão
compartilhada no planejamento pós-UTI e alta
hospitalar para garantir que os planos de alta sejam
aceitáveis e viáveis.
PLANEJAMENTO DE ALTA

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