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Administração Pública Moçambique: 1975-2004

Este trabalho descreve a evolução da administração pública em Moçambique de 1975 a 2004, incluindo o papel das estruturas tradicionais e sua influência. O documento analisa como a administração mudou após a independência e como as estruturas locais continuaram a desempenhar um papel importante na governança.
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Administração Pública Moçambique: 1975-2004

Este trabalho descreve a evolução da administração pública em Moçambique de 1975 a 2004, incluindo o papel das estruturas tradicionais e sua influência. O documento analisa como a administração mudou após a independência e como as estruturas locais continuaram a desempenhar um papel importante na governança.
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UNIVERSIDADE CATOLICA DE MOÇAMBIQUE

INSTITITUTO DE ENSINO Á DISTÂNCIA

MODALIDADE ON-LINE

Tema do trabalho
Evolução da Administração Pública em Moçambique: O Papel das Estruturas Tradicionais e
suas Influências na Administração Pública no período de 1975 - 2004

Nome da estudante: Fátima Baptista Mustafa Código : 708243634

Curso: Licenciatura em Administração Publica


Disciplina: Teoria Geral de Administração Pública
Ano de frequência: 10 ano

Quelimane, Maio, 2024

1
UNIVERSIDADE CATOLICA DE MOÇAMBIQUE

INSTITITUTO DE ENSINO Á DISTÂNCIA

MODALIDADE ON-LINE

Tema do trabalho
Evolução da Administração Pública em Moçambique: O Papel das Estruturas Tradicionais
e suas Influências na Administração Pública no período de 1975 - 2004

Nome da estudante: Fátima Baptista Mustafa Código : 708243634

Trabalho de Campo da Disciplina


de Teoria Geral de Administração
Pública a ser apresentado no
departamento do curso de
administração publica como um
requisito de carácter avaliativo,
orientado por
Docente:Dr. Rodrigues Pita
Francisco

Quelimane, Maio, 2024

2
Categorias Indicadores Padrões Classificação

Pontuaçã Nota Subtotal


o do
máxima tutor
Estrutura Aspectos Índice 0.5
organizacionais
Introdução 0.5
Discussão 0.5
Conclusão 0.5
Bibliografia 0.5
Conteúdo Contextualização (Indicação 1.0
Introdução clara do problema)
Descrição dos objectivos 1.0
Metodologia adequada ao 2.0
objecto do trabalho
Análise e Articulação e domínio do 2.0
discussão discurso académico (expressão
escrita cuidada, coerência /
coesão textual)
Revisão bibliográfica nacional e 2.0
internacional relevante na área
de estudo

Exploração dos dados 2.0

Conclusão Contributos teóricos práticos 2.0

Aspectos gerais Formatação Tipo e tamanho de letra, 1.0


paragrafo, espaçamento entre
linhas

Referências Normas APA 6ª Rigor e coerência das 4.0


Bibliográficas edição em citações/referências
citações e bibliográficas
bibliografia

3
Recomendações de melhoria:
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Índice
1.0 Introdução ............................................................................................................................. 6

1.1 Objetivos............................................................................................................................... 7

1.2 Geral ..................................................................................................................................... 7

1.3 Especifico ............................................................................................................................. 7

1.4 Metodologia .......................................................................................................................... 7

2.0 Evolução da Administração Pública em Moçambique: O Papel das Estruturas Tradicionais


e suas Influências na Administração Pública no período de 1975 - 2004 .................................. 8

2.1 Evolução da administração pública em Moçambique .......................................................... 8

2.2 Administração Moçambicana pós-colonial .......................................................................... 8

2.3 Importância dos postos administrativos após o sistema colonial ......................................... 8

3.0 Papel das localidades e postos administrativos .................................................................... 9

3.1 Administração Moçambicana 1977 ...................................................................................... 9

3.2 Criação das assembleias do povo ...................................................................................... 9

4.0 Administração Moçambicana 1990 .................................................................................... 10

4.1Administração Moçambicana 2002 ..................................................................................... 10

4.2 Criação da Direção Nacional do Desenvolvimento Autárquico ........................................ 10

5.0 Estratégia Nacional de Descentralização ............................................................................ 11

5.1 Administração Moçambicana 2024 ate no contexto actual ................................................ 11

5.2 Assembleias Provinciais ..................................................................................................... 11

6.0 Nível Local ......................................................................................................................... 12

6.1 Administrações dos distritos............................................................................................... 12


6.2 O Papel das Estruturas Tradicionais e suas Influências na Administração Pública no
período de 1975 - 2004 ............................................................................................................. 12
6.3 Interacção entre Estruturas Tradicionais e Instituições Estatais ......................................... 12
6.4 Influência na Governança Local ......................................................................................... 13
7.0 Conclusão ........................................................................................................................... 14
8.0 Bibliografia ......................................................................................................................... 15

5
1.0 Introdução

O presente trabalho em referente a evolução histórica da administração em Moçambique


perante o trabalho vou a bordar o processo da evolução no contexto geral visto que o processo
de a administração teve a sua origem desde o período colonial até aos nossos dias. A evolução
da administração pública em Moçambique durante o período de 1975 a 2004 foi moldada por
uma série de factores, incluindo a independência, a guerra civil e os esforços de reconstrução
pós-conflito. As estruturas tradicionais desempenharam um papel importante em diversos
momentos, influenciando e sendo influenciadas pelas mudanças políticas, sociais e
económicas do país.

6
1.1 Objetivos

1.2 Geral

 Compreender a evolução histórica da administração publica em Moçambique.

1.3 Especifico

 Identificar as fases da evolução administrativa;

 Descrever o Papel das Estruturas Tradicionais;

 Caracterizar as principais estratégias aplicadas pelo governo.

1.4 Metodologia

Para a elaboração do presente trabalho foi possível com o apoi de alguns livros electrónicos
como os PDF, a acompanhados pela internet com objectivo de fornece-nos uma informação
clara.

7
2.0 Evolução da Administração Pública em Moçambique: O Papel das Estruturas
Tradicionais e suas Influências na Administração Pública no período de 1975 - 2004

2.1 Evolução da administração pública em Moçambique

Segundo Tembe, C. M. (2009),A evolução da administração pública em Moçambique durante


o período de 1975 a 2004 foi moldada por uma série de factores, incluindo a independência, a
guerra civil e os esforços de reconstrução pós-conflito. As estruturas tradicionais
desempenharam um papel importante em diversos momentos, influenciando e sendo
influenciadas pelas mudanças políticas, sociais e económicas do país.

2.2 Administração Moçambicana pós-colonial

Segundo Rosario, (2012:22), o primeiro projeto de construção do Estado pós-colonial, o


posto administrativo sempre representou a unidade territorial imediatamente inferior ao
distrito. O posto administrativo constitui o veículo de transporte de orientações do
distrito para as localidades tendo em vista a garantia da aproximação efetiva dos
serviços da administração do Estado para as populações e assegurar maior participação destes
na realização dos interesses locais. Para tal, o território do posto administrativo
corresponde ao total da área ocupada pelas respectivas localidades que se encontram no seu
ordenamento, podendo em certos caso abranger das áreas das autarquias locais
compreendidas no respetivo território. O que acaba por conflituar com outros poderes
locais - neste caso com o poder autárquico.

2.3 Importância dos postos administrativos após o sistema colonial

Segundo Rosario,(2012:28), o posto administrativo representado pelo chefe do posto,


que normalmente é auxiliado por 2 ou 3 funcionários públicos que asseguram a ligação entre
as autoridades administrativas do Estado e as comunidades locais através da
organização e implementação de orientações do governo distrital.

O posto administrativo leva o Estado à comunidade e garante o fornecimento de serviços


públicos. Contrariamente ao que acontece com o chefe da localidade, o chefe do posto
administrativo por não ser eleito pela comunidade local (mas nomeado pelo ministro da
Administração Estatal) pode não granjear muita simpatia no seio das comunidades locais,
salvo quando recorre a alianças com os chefes tradicionais.

8
3.0 Papel das localidades e postos administrativos

Segundo Rosario,(2012:40), as localidades bem como os postos administrativos organizam


normalmente, reuniões com as populações para auscultação sobre o funcionamento da
administração pública local e para canalizar informações provenientes do governo
distrital. Esses encontros que podem igual serem orientados para duas perspetivas, sendo
uma das sessões do governo distrital e a outra, paras as várias sessões alargadas aos outros
atores locais (para discutir os planos de desenvolvimento do distrito).

Ao nível do posto administrativo, a participação das comunidades tende a não ser efetiva. O
Conselho Consultivo do Posto Administrativo embora com o papel claramente definido,
ainda assim, envolve atores de níveis da localidade e do povoado, para dentre vários assuntos,
discutirem o saneamento dos projetos a serem financiados pelo Fundo de Desenvolvimento
Distrital (FDD). Este é composto por um número mínimo de vinte membros e um máximo
de quarenta (Guião dos Conselhos Locais) na tentativa de representar o maior número
possível de interesses do posto administrativo. Mas, na prática, parece-me orientado ao
projeto de reforço institucional do que propriamente a um espaço de consulta e
participação.

3.1 Administração Moçambicana 1977

3.2 Criação das assembleias do povo

Segundo Monteiro (2014:33), a criação das assembleias do povo em 1977 e a escolha


dos seus respetivos conselhos executivos ao nível dos distritos e localidades, a estruturação
das cidades e bairros comunais, em princípio terá inspirado a ideia da conceção de uma
estratégia de participação nacional mais próxima das tradições político-históricas dos
moçambicanos. Nestes termos, os Conselhos Consultivos Locais, como iniciativa do
governo central (top-down) para as comunidades, são estabelecidos na perspetiva de que
sejam catalisadores do bem estar das comunidades locais, através da participação popular nos
processos de discussão, elaboração e implementação dos planos de desenvolvimento
distrital .

No entanto, apesar de ser uma iniciativa do governo central para responder aos interesses
locais do Estado e da Comunidade não constitui membro do aparelho do Estado. Mas sim,

9
um fórum de caráter consultivo e informativo sem poder legislativo e nem coercivo no seio da
respetiva comunidade.

4.0 Administração Moçambicana 1990

Segundo Monteiro (2014:44), no inicio da década de 1990, foi dirigida pelo MAE e, em
particular, pela Direção Nacional de Administração Local (DNAL) no âmbito do Programa da
Reforma dos Órgãos Locais (PROL), financiado pelo BM. Foi fundamental na preparação e
realização da introdução dos primeiros municípios e do respectivo quadro legislativo e
primeiras medidas de capacitação.

Em termos de divisão administrativa-territorial, durante a maior parte do seu período pós-


colonial o pais esteve dividido em 10 províncias, 128 distritos e 23 centros urbanos, incluindo
as capitais provinciais e nacionais. A divisão territorial do pais baseia-se, em grande medida,
na divisão administrativa colonial do “território ultramarino” de Moçambique, efetuada em
1958, posteriormente confirmada pela Constituição da Independência de 1995, e, em teoria,
reafirmada pela Constituição de 2005. Le-se no seu artigo 7 que Moçambique esta organizado
em Províncias, Distritos, Postos Administrativos, Localidades e Povoações.

4.1Administração Moçambicana 2002

4.2 Criação da Direção Nacional do Desenvolvimento Autárquico

Segundo Monteiro (2014:54), em 2002 foi criada a Direção Nacional do Desenvolvimento


Autárquico (DNDA), com o objetivo de apoiar e controlar o desenvolvimento municipal,
exercendo em parte, portanto, a função de tutela administrativa sobre os municípios, poder
atribuído por lei ao ministro da instituição. Essa função foi agora delegada no governo
provincial, no seu Secretario Permanente (SP), cujas funções são apoiadas por um
Departamento de Administração Territorial e Autárquica (DATA). O cargo do SP e o DATA
estão, na pratica, triplamente subordinados, ou seja, ao governador da província, ao Ministro
do MAEFP e a hierarquia do partido da Frelimo.

O objetivo explicito do MAEFP e reforçar a função de inspeção e controlo exercida pelo


governo principal, ou seja, o seu SP, tanto do governo distrital como do governo municipal, e
do serviço publico.172 A DNDA do MAEFP e um interveniente essencial na definição,
implementação e monitoria de politicas, estratégias e decretos que de alguma forma afectam o
espaço politico, fiscal, institucional e ate territorial que o governo da Frelimo da aos
10
municípios. Estes sao, ao contrario dos governos central, provincial e distrital (“administração
direta”), considerados uma forma de “administração indireta”, apesar da sua legitimação
direta através de um processo democrático.

5.0 Estratégia Nacional de Descentralização

Segundo Faria & Chichava, (1999:76), estratégia Nacional de Descentralização (PEND),


aprovado em 2012, 15 anos apos a criação dos primeiros 33 municípios em Moçambique. Ao
longo do tempo, foi diminuindo a capacidade institucional do MAE, que foi já impressionante
em todos os assuntos técnicos relacionados com a descentralização, tendo a tónica sido posta
nos procedimentos administrativos e legais.

5.1 Administração Moçambicana 2024 ate no contexto actual

Segundo Forquilha (2009;77), a função dos governos provinciais é garantir a execução das
politicas e programas do governo central. Com um estatuto de OLEs, estão subordinados ao
governo central que decide a alocação de recursos. Não tem autonomia na tomada de
decisões, nem uma base de tributação própria. Como e característico de uma abordagem
centralista, do topo para a base, o governador provincial e nomeado – com base na confiança
politica diretamente pelo Presidente, de quem o governador e o representante na província,
fazendo-se a prestação de contas da base para o topo. As funções do governo provincial na
descentralização podem ser descritas como sendo de execução e monitoria, bem como de
controlo e apoio a governos sub provinciais, conforme definido pelas instituições do governo
central. Como mostrado atras, isso e feito principalmente através do SP e do DATA. Dada a
sua configuração institucional e jurídica actual, os governos provinciais dificilmente podem
ser, no sentido formal, promotores de descentralização, a menos que assim sejam instruídos
pelo governo central. Na pratica, porem, os governadores e os governos provinciais tem
alguma influencia na promoção ou obstrução de uma forma mais descentralizada de
governação, prestação de contas e participação.

5.2 Assembleias Provinciais

Segundo Eurosis (2010:94), o governo provincial também responde perante a Assembleia


Provincial (AP),não num sentido politico, mas técnico. De acordo com a Lei 5/2007, que
define a organização e o funcionamento das APs, a sua principal tarefa e monitorar a

11
execução de politicas, planos e programas governamentais, ou seja, o PQG, e o PES e o OE
anuais, pelos governos provinciais na sua área de jurisdição.

6.0 Nível Local

6.1 Administrações dos distritos

Segundo Rosario, (2012:65), o distrito é amplamente aceitem como nível básico da


organização e do desenvolvimento do pais, em termos políticos, administrativos e
económicos. O governo do distrito faz parte da “administração direta do estado”, representado
pelo administrador nomeado para o distrito. A função de gestão da administração distrital esta
nas mãos do SP do distrito, subordinado ao governo da província e ao MAEFP, que e também
o ponto focal do sistema de GFP baseado no e-SISTAFE. Os administradores dos distritos são
frequentemente há quem diga que com demasiada frequência transferidos ou substituídos. A
configuração institucional define que a prestação de serviços e feita através dos Serviços
Distritais, o que pode não representar ainda a forma ideal de organização, por exemplo, no
sector da saúde, que esta agrupado com as questões das mulheres e a Acão social. A
capacidade técnica e de gestão dos funcionários e considerada inadequada em muitos distritos,
tendo as administrações pouca capacidade de manter trabalhadores qualificados.

6.2 O Papel das Estruturas Tradicionais e suas Influências na Administração Pública no


período de 1975 - 2004

Segundo Marrengula, (2015), As estruturas tradicionais desempenharam um papel


multifacetado e complexo na administração pública de Moçambique entre 1975 e 2004.
Enquanto forneciam importantes serviços e contribuíam para a coesão social, elas também
enfrentavam desafios e críticas em um contexto de mudança social e político acelerado. O
equilíbrio entre tradição e modernidade, bem como a promoção de uma administração pública
eficaz e inclusiva, continuaram a ser questões importantes durante este período.

6.3 Interacção entre Estruturas Tradicionais e Instituições Estatais

Segundo Marrengula, (2015), Durante o período de 1975 a 2004, as estruturas tradicionais e


as instituições estatais muitas vezes operavam em paralelo, com diferentes graus de
cooperação e conflito. Por um lado, o governo central buscava consolidar seu poder e
autoridade em todo o país, muitas vezes às custas das estruturas tradicionais. Por outro lado,

12
as estruturas tradicionais resistiam à erosão de sua autoridade e tentavam manter sua
relevância na vida política e social de suas comunidades.

6.4 Influência na Governança Local

As estruturas tradicionais desempenharam um papel significativo na governança local,


especialmente em áreas rurais e remotas onde o Estado tinha presença limitada. Chefes de
aldeia, conselhos de anciãos e outras autoridades locais exerciam autoridade sobre questões
como resolução de conflitos, distribuição de recursos e administração de justiça. Em muitos
casos, essas estruturas foram reconhecidas pelo governo central como parceiras na
governança local e receberam algum grau de legitimidade oficial.

13
7.0 Conclusão

Durante o trabalho conclui que durante esse período, Moçambique passou por uma série de
transformações políticas, econômicas e sociais, que impactaram profundamente sua
administração pública. As estruturas tradicionais desempenharam um papel significativo
nesse contexto, tanto como fonte de estabilidade e coesão social, quanto como desafio para a
integração efetiva com as instituições governamentais formais em termos de divisão
administrativa-territorial, durante a maior parte do período pós-colonial o pais esteve dividido
em 10 províncias, 128 distritos e 23 centros urbanos, incluindo as capitais provinciais e
nacionais. A divisão territorial do pais baseia-se, em grande medida, na divisão
administrativa colonial do “território ultramarino” de Moçambique, efetuada em 1958,
posteriormente confirmada pela Constituição da Independência de 1995, e, em teoria,
reafirmada pela Constituição de 2005.

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8.0 Bibliografia

Eurosis & MGA. (2010). Diagnostico Institucional do Tribunal Administrativo de


Moçambique. Maputo (unpublished).

Faria, F. & Chichava, A. (1999). Descentralização e cooperação descentralizada em


Moçambique. n.p. (Maputo).

Forquilha, S. (2009). O Paradoxo da Articulação dos Órgãos Locais do Estado com as


Autoridades Comunitárias em Moçambique: Do discurso sobre a descentralização a conquista
dos espaços políticos a nível local. Cadernos de Estudos Africanos, 16. DOI: 10.4000/cea.187

Gomes, E. (2008). "Administração pública em Moçambique: desafios e perspectivas". Revista


de Administração Pública, 42(6), 1111-1133.

Marrengula, C. (2015). "Descentralização e Participação Comunitária no Contexto


Moçambicano: uma Análise da Experiência dos Conselhos Consultivos". African Studies
Review, 58(1), 73-91.

Monteiro, J. (2014). Improving land administration in Mozambique: A participatory approach


to improve monitoring and supervision of land use rights through community land
delimitations. Iniciativa para Terras Comunitarias (iTC) presentation, 2014 World Bank
Conference on Land and Poverty, Washington, DC, 24–27 March.

Rosario, D. (2012). Alternância do Poder local: os limites da descentralização democrático


caso do Município da Ilha de Moçambique, 2003–2008. In: B. Weimer (Ed.),Moçambique:
Descentralizar o Centralismo. Economia Politica, Recursos, Resultados (pp. 300–329).
Maputo: Instituto de Estudos Sociais e Economicos (IESE).

Tembe, C. M. (2009). "Governação Tradicional e Modernidade Política em Moçambique".


Análise Social, 44(192), 897-917.

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