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Apostila de Anatomia para Medicina 2016

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Elton Moratelli
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APOSTILA

DE
ANATOMIA
PRIMEIRO PERÍODO
UBERABA-MG (2016)
UNIVERSIDADE DE UBERABA
GIOVANI ZAGO BORGES

APOSTILA DE ANATOMIA

UBERABA-MG
2016
AVISO

Esse material visa uma síntese dos conteúdos propostos pela carga horária de
anatomia do primeiro período do curso de Medicina da Universidade de Uberaba,
baseados, sobretudo, nas aulas do professor. Portanto, os estudos não devem ser
realizados somente por meio dessa apostila, assim, é fundamental o
acompanhamento no atlas de anatomia, além de livros, artigos e outros materiais
que também possam auxiliar no aprendizado.
SUMÁRIO
CAPÍTULO I ................................................................................................................ 4
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA
CAPÍTULO II ............................................................................................................. 10
ACIDENTES, CLASSIFICAÇÃO ÓSSEA E TIPOS DE MOVIMENTOS
CAPÍTULO III ............................................................................................................ 14
OSSOS E ACIDENTES ÓSSEOS DO MEMBRO SUPERIOR
CAPÍTULO IV ............................................................................................................ 19
ORIGENS E INSERÇÕES MUSCULARES DO MEMBRO SUPERIOR
CAPÍTULO V............................................................................................................. 32
MÚSCULOS DO MEMBRO SUPERIOR
CAPÍTULO VI............................................................................................................ 40
PLEXO BRAQUIAL E TOPOGRAFIAS
CAPÍTULO VII........................................................................................................... 48
SISTEMA ARTICULAR- CLASSIFICAÇÕES
CAPÍTULO VIII .......................................................................................................... 54
ARTICULAÇÕES DO MEMBRO SUPERIOR
CAPÍTULO IX ............................................................................................................ 64
OSSOS E ACIDENTES ÓSSEOS DO MEMBRO INFERIOR
CAPÍTULO X............................................................................................................. 69
ORIGENS E INSERÇÕES MUSCULARES DO MEMBRO INFERIOR
CAPÍTULO XI............................................................................................................ 76
MÚSCULOS DO MEMBRO INFERIOR
CAPÍTULO XII........................................................................................................... 86
ARTICULAÇÕES DO MEMBRO INFERIOR
CAPÍTULO XIII .......................................................................................................... 91
ABDOME- MÚSCULOS, ESTRATIFICAÇÃO E ESTRUTURAS
CAPÍTULO XIV ......................................................................................................... 97
PELVE E PERÍNEO
4

CAPÍTULO I
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA

OBJETIVOS:
Conceituar a ciência Anatomia e suas várias subdivisões de estudo.
Descrever a divisão do corpo humano.
Nomear os sistemas do corpo humano.
Descrever a posição anatômica.
Descrever os planos de delimitação e secção, os eixos e os princípios de construção
corpórea.
Descrever a localização das estruturas usando os termos de direção e regionais.

1.1- CONCEITOS DE ANATOMIA

Grego: Latim:
Ana = em partes Dis = em partes
Tomein = cortar Secare = seccionar- No sentido amplo

1.2- DIVISÕES DA ANATOMIA

É possível realizar uma classificação de acordo com o método, assim, divide-se


segundo o método de observação e segundo o método de estudo.

SEGUNDO O MÉTODO DE OBSERVAÇÃO:


ANATOMIA MICROSCÓPICA: estudo da estrutura íntima dos órgãos pela pesquisa
microscópica dos tecidos e das células.
ANATOMIA MACROSCÓPICA: estudo dos órgãos quanto a sua forma, seus
caracteres morfológicos, seu relacionamento e sua constituição.
ANATOMIA MESOSCÓPICA: necessita para o seu estudo do uso de um aparelho
que aumente as dimensões das estruturas, para uma melhor observação de forma
tridimensional.

SEGUNDO O MÉTODO DE ESTUDO:


ANATOMIA SISTEMÁTICA OU DESCRITIVA: ocupa-se da descrição dos diversos
aparelhos (ósseo, muscular, nervoso, etc.).
ANATOMIA TOPOGRÁFICA OU REGIONAL: dedica-se ao estudo em conjunto de
todos os sistemas contidos em cada região do corpo e das relações entre eles.
ANATOMIA POR RÁDIO-IMAGENS: RX, TC, RM.
ANATOMIA DE SUPERFÍCIE: relevos e depressões.
ANATOMIA EM CORTES SEGMENTADOS: cortes seriados associados TC e RM.
ANATOMIA COMPARADA
5

1.3- MÉTODOS UTILIZADOS NO ESTUDO DA ANATOMIA

 Dissecação  Radio-imagens
 Maceração  Macro-modelos
 Corrosão  Pranchas
 Diafanização  “Plastination Technique”
 Cortes segmentados
DISSECAÇÃO: Dissecção (ou dissecação) significa o ato de dissecar, de separar as
partes de um corpo ou de um órgão. Emprega-se tanto em anatomia (dissecção de
um cadáver ou parte deste) como em cirurgia (dissecção de uma artéria, de uma
veia, de um tumor etc.).

MACERAÇÃO: Amolecimento de tecidos por decomposição ao contato prolongado


com soluções líquidas.

DIAFANIZAÇÃO: Injeção com substâncias corantes e radiopacas.

1.4- DIVISÕES DO CORPO HUMANO

É possível realizar a divisão de por segmentos ou por aparelhos e sistemas.

POR SEGMENTOS:
CABEÇA:
 Crânio
 Face
PESCOÇO
TRONCO:
 Tórax
 Abdome
 Pelve
MEMBROS:
 Superiores (Torácicos):
 Raiz (Cintura escapular)
 Parte Livre: a. Braço / Cotovelo
b. Antebraço / Punho
c. Mão: dorso, palma e dedos
 Inferiores (Pelvinos):
 Raiz (Cintura pélvica)
 Parte livre: a. Coxa / Joelho
b. Perna / Tornozelo
c. Pé: dorso, planta e dedos
6

POR APARELHOS E SISTEMAS:


 Sistema tegumentar  Sistema circulatório
 Aparelho locomotor  Sistema nervoso
 Sistema digestório  Sistema endócrino
 Sistema respiratório  Órgãos dos sentidos
 Aparelho urogenital

1.5- POSIÇÃO ANATÔMICA

A posição anatômica é uma posição de referência, que dá significado aos


termos direcionais utilizados na descrição nas partes e regiões do corpo. As
discussões sobre o corpo, o modo como se movimenta sua postura ou a relação
entre uma e outra área assumem que o corpo como um todo está numa posição
específica chamada posição anatômica. Deste modo, os anatomistas, quando
escrevem seus textos, referem-se ao objeto de descrição considerando o indivíduo
como se estivesse sempre na posição padronizada.

O corpo está numa postura ereta (em pé, posição ortostática ou bípede) com
os membros superiores estendidos ao lado do tronco e as palmas das mãos
voltadas para frente. A cabeça e pés também estão apontados para frente e o olhar
para o horizonte.

1.5.1- PLANOS DE DELIMITAÇÃO


São planos que passam tangentes à superfície do corpo humano.

 Planos verticais:  Planos horizontais:


Dorsal ou posterior. Cefálico, cranial ou superior.
Ventral ou anterior. Podálico ou inferior.
Laterais direito e esquerdo.

1.5.2- EIXOS DO CORPO HUMANO


São linhas imaginárias que unem o centro de um plano, ao centro do plano oposto.

 Longitudinal, craniocaudal ou crânio-podálico.


 Sagital, anteroposterior ou dorsoventral.
 Transverso ou latero-lateral.

1.5.3- PLANOS DE SECÇÃO


Plano o qual divide, ou secciona, o corpo em duas metades, sejam iguais ou não.

Sagital mediano (mediano): divide o corpo em duas metades, sendo elas laterais.
Sagitais: planos paralelos ao plano (sagital) mediano.
7

Frontal (coronal): secciona o corpo em duas metades - anterior e posterior.


Transverso: divide o corpo em duas metades – superior e inferior.

1.5.4- TERMOS DE POSIÇÃO E DIREÇÃO


 Mediano  Dorsal
 Medial  Ventral
 Lateral  Médio
 Intermédio  Superior
 Inferior
 Outros:
 Membros: proximal, distal:, palmar, plantar
 Cavidades: externo, interno
 Camadas: superficial e profundo

1.6- PRINCÍPIOS DE CONSTRUÇÃO DO CORPO HUMANO

Antimeria (antímeros): dividir o corpo em duas metades que são semelhantes


morfológica e funcionalmente – princípio da simetria bilateral.
Paquimeria (paquímeros): o segmento axial do indivíduo é constituído por dois
tubos, um ventral (visceral) e outro dorsal (neural).
Metameria (metâmeros): superposição no sentido longitudinal de segmentos
semelhantes, como por exemplo, a superposição de vértebras e costelas.
Estratimeria (estratos): o corpo humano é constituído por camadas: pele, tela
subcutânea, fáscia muscular, músculo.... Estruturas superficiais e profundas.

1.7- TIPOS CONSTITUCIONAIS

Longilíneos: longos (altos), magros, pescoço longo, tórax muito achatado ântero-
posteriormente, com membros longos em relação à altura do tronco.

Brevelíneos: baixos, atarrancados, com pescoço curto, tórax de grande diâmetro


anteroposterior, membros curtos em relação à altura do tronco.

Mediolíneos: médios.

1.8- MÉTODOS DE ESTUDO E AVALIAÇÃO DO ESTADO


ANATÔMICO–FISIOLÓGICO

Ausculta: Audição do som resultante do funcionamento de determinados órgãos


(Ex.: coração, pulmão, intestino).
8

Inspeção: Análise visual, tanto ectoscópica (órgãos externos), como endoscópica


(órgãos internos).
Mensuração: Avaliação da simetria corporal e de eventuais megálias.
Palpação: Análise táctil (pulsação e verificação de saliências ou depressões de
alguns tendões músculos e ossos, entre outras coisas).
Percussão: Análise através de batimentos digitais na superfície corporal,
permissíveis da produção de sons audíveis, que podem ajudar a determinar o
estado, ou composição, de órgãos e diversas estruturas, assim como a presença,
conveniente ou inadequada, de gases, líquidos ou sólidos.

1.9- PRINCIPAIS ABREVIATURAS, TERMOS DE POSIÇÃO E


DIREÇÃO

1.9.1- ABREVIATURAS
 a. = artéria  nn. = nervos
 aa. = artérias  r. = ramo
 v. = veia  rr. = ramos
 vv. = veias  lig. = ligamento
 m. = músculo  ligg. = ligamentos
 mm. = músculos  gl. = glândula
 n. = nervo  gll. = glândulas

1.9.2- TERMOS DE POSIÇÃO E DIREÇÃO


Anterior ou ventral: voltado ou mais Proximal: mais próximo do tronco ou
próximo da fronte; do ponto de origem do membro;
Posterior ou dorsal: voltado ou mais Distal: mais distante do tronco ou do
próximo do dorso; ponto de origem do membro;
Superior ou cranial: voltado ou mais Médio: entre uma estrutura proximal e
próximo da cabeça; outra distal;
Inferior ou podálico: voltado ou mais Superficial: mais próximo da
próximo do pé; superfície;
Medial: mais próximo do plano Profundo: mais distante da superfície;
mediano; Interno: no interior de um órgão ou de
Lateral: mais próximo do plano uma cavidade;
mediano; Externo: externamente a um órgão ou
Intermédio: entre uma estrutura a uma cavidade;
lateral e outra medial; Ipsilateral: do mesmo lado;
Contralateral: do lado oposto.
9

ANOTAÇÕES
___________________________________________________________________
10

CAPÍTULO II
ACIDENTES, CLASSIFICAÇÃO ÓSSEA E TIPOS DE
MOVIMENTOS

As superfícies dos ossos possuem várias características estruturais


adaptadas a funções específicas. Estas características são denominadas marcas
ósseas (acidentes ósseos). Os ossos apresentam saliências, depressões e
aberturas que são os acidentes ósseos. As saliências ósseas podem ser articulares
ou não, assim como as depressões.

Saliências articulares - São elevações nos ossos que se articulam com outras
estruturas. São as cabeças, côndilos, capítulos e trócleas. Exemplo: cabeça do
fêmur e tróclea do úmero.

Saliências não articulares - São elevações nos ossos que não se articulam com
outras estruturas. São as bordas, cristas, espinhas, linhas, apófises ou processos,
tuberosidades e tubérculos. Exemplo: crista ilíaca e espinha esquiática.

Depressões articulares - São reentrâncias nos ossos que se articulam com outras
estruturas. Temos as cavidades, as fóveas, as incisuras (essas podem ser ou não
articulares) e os alvéolos. Exemplo: cavidade glenoide da escápula, a fóvea costal
das vértebras e os alvéolos dentários da mandíbula.

Depressões não articulares - São reentrâncias nos ossos que se não articulam
com outras estruturas. São os sulcos e as fossas. Exemplo: sulco do nervo radial do
úmero, fossa intercondilar do fêmur.

Forames e canais - São aberturas nos ossos que permitem a passagem de


qualquer estrutura anatômica. Essas aberturas podem ser formadas por um único
osso ou por mais de um osso. Exemplo: forame nutrício dos ossos e canal óptico do
osso esfenóide.

2.1- NOMENCLATURA

Côndilo: área articular arredondada, que se articula com outro osso.


Crista: crista do osso.
Epicôndilo: eminência superior a um côndilo.
Fóvea: área plana recoberta por cartilagem onde um osso se articula com outro.
Forame: passagem através de um osso.
Fossa: área côncava ou deprimida.
Sulco: depressão ou ranhura alongada.
Linha: elevação linear.
11

Maléolo: processo arredondado, semelhante à cabeça de um martelo.


Incisura: cavidade de pequena profundidade em uma superfície.
Protuberância: projeção do osso.
Espinha: processo semelhante a um espinho.
Processo espinhoso: parte saliente semelhante a uma espinha.
Trocânter: elevação obtusa grande, grande saliência arredondada.
Tubérculo: pequena eminência elevada.
Tuberosidade: grande elevação arredondada.
Ramo: processo alongado.
Faceta: superfície articular lisa e tendendo a plana.
Fissura: abertura óssea em forma de fenda.
Cavidade: grande depressão óssea.
Meato: canal ósseo.
Cabeça: extremidade arredondada de um osso longa, geralmente separada do
corpo do osso através de uma região estreitada denominada colo.

2.2- CLASSIFICAÇÃO DOS OSSOS

Ossos Longos: Uma das dimensões excede as demais. O osso longo apresenta
duas extremidades, as epífises e um corpo, denominado diáfise. Entre a epífise e a
diáfise encontra-se a metáfise. Nas crianças encontramos a linha epifisária
composta pela cartilagem epifisária, localizada na epífise. Essa cartilagem permite o
crescimento ósseo no eixo longitudinal. Exemplo: Úmero e Fêmur.

Ossos Chatos, Planos ou Laminares: Apresentam pequena espessura e


equivalência entre o comprimento e a largura. Exemplo: ossos da calota craniana.

Ossos Curtos: Suas dimensões, em todos os sentidos, são semelhantes. Exemplo:


os pequenos ossos do carpo ou do tarso.

Ossos Irregulares: Possuem uma caracterização muito específica, não havendo


relação nenhuma entre suas dimensões. Exemplo: Vértebras.

Ossos Pneumáticos: Apresentam em seu interior cavidade aerífera. Exemplo:


maxilar, etmóide, esfenóide e frontal.

Ossos Alongados: São longos, porém achatados e não apresentam canal medular.
Exemplo: costelas.

2.3- TIPOS DE MOVIMENTOS

Flexão: curvatura ou diminuição do ângulo entre os ossos ou partes do corpo.

Extensão: endireitar ou aumentar o ângulo entre os ossos ou partes do corpo.


12

Abdução: é um movimento no plano frontal. Ocorre quando um segmento se afasta


da linha média do corpo.

Adução: também é um movimento no plano frontal. É a volta à posição inicial, após


uma abdução.

Rotação medial (interna): é um movimento no plano transversal. A face anterior do


membro volta-se para a região medial do corpo.

Rotação lateral (externa): também ocorre no plano transversal. Nesse caso, a face
anterior do membro volta-se para a região lateral do corpo.

Retrusão: movimento de retração (para trás) como ocorre na retrusão da mandíbula


e no ombro.

Protrusão: movimento dianteiro (para frente) como ocorre na protrusão da


mandíbula e no ombro.

Rotação Medial: traz a face anterior de um membro para mais perto do plano
mediano.

Rotação Lateral: leva a face anterior para longe do plano mediano.

Pronação: movimento do antebraço e mão que gira o rádio medialmente em torno


de seu eixo longitudinal de modo que a palma da mão olha posteriormente.

Supinação: movimento do antebraço e mão que gira o rádio lateralmente em torno


de seu eixo longitudinal de modo que a palma da mão olha anteriormente.

Inversão: movimento da sola do pé em direção ao plano mediano. Quando o pé


está totalmente invertido, ele também está plantifletido.

Eversão: movimento da sola do pé para longe do plano mediano. Quando o pé está


totalmente evertido, ele também está dorsifletido.

Elevação: elevar ou mover uma parte para cima, como elevar os ombros.

Abaixamento: abaixar ou mover uma parte para baixo, como baixar os ombros.
13

ANOTAÇÕES
___________________________________________________________________
14

CAPÍTULO III
OSSOS E ACIDENTES ÓSSEOS DO MEMBRO SUPERIOR

O membro superior é composto por ossos da cintura escapular, como a


clavícula, escápula; do braço como o úmero; do antebraço como a ulna e o rádio.
Além dos ossos da mão, compostos pelos ossos do carpo, metacarpais e as
falanges.

3.1- CLAVÍCULA

Une o membro superior ao tronco e seu corpo possui uma curva dupla em
um plano horizontal. Os 2/3 mediais são convexos anteriormente, enquanto que o
1/3 lateral é côncavo anteriormente. Sua extremidade esternal é alargada e
triangular, articulando-se com o manúbrio do esterno na articulação
esternoclavicular. Contudo, sua extremidade acromial é plana, articulando-se com o
acrômio da escápula na articulação acromioclavicular.

Assim, a clavícula serve como suporte rígido, transmitindo choques do


membro superior para o esqueleto axial. Sendo sua face superior lisa e ficando logo
abaixo da pele e do músculo platisma e a face inferior é áspera, pois ligamentos
fortes fixam-se nessa região.

Perto da extremidade esternal, na impressão do ligamento costoclavicular, o


ligamento costoclavicular une a clavícula à primeira costela, limitando a elevação.
Próximo da extremidade acromial, no tubérculo conóide, há a fixação do lig. Conóide
(parte medial do lig. Coracoclavicular), pelo qual o restante do membro superior é
passivamente suspenso da clavícula.

Também perto da extremidade acromial existe a linha trapezoide, a qual se


fixa o lig. Trapezoide, que é a parte lateral do lig. Coracoclavicular. Enquanto que no
terço medial do corpo da clavícula existe o sulco para o músculo subclávio, local
onde o músculo subclávio se insere. Na clavícula ainda é local de origem do
músculo deltoide, m. esternocleidomastóideo, m. peitoral maior e m. esterno-hióideo.

3.2- ESCÁPULA

É um osso plano triangular situado sobre a face póstero-lateral do tórax,


sobre as 2ª-7ª costelas. A face posterior convexa da escápula é dividida de forma
desigual por uma crista óssea espessa que se projeta: a espinha da escápula. Logo
é formada uma pequena fossa supraespinal, que é local de origem do m.
supraespinal, e uma grande fossa infra-espinal, que é local de origem do m. infra-
espinal. Existe também uma incisura conectando a fossa supraespinal e infra-
15

espinal, chamada incisura espinoglenoidal. Além disso, a face anterior (costal) da


escapula é côncava e possui uma grande fossa subescapular, que é local de origem
do m. subescapular.

O corpo da escapula é triangular e fino, mas possui margens mais espessas.


A espinha continua lateralmente e forma o acrômio. De modo que o acrômio forma o
ponto subcutâneo do ombro e articula-se com a extremidade acromial da clavícula.
Por outro lado, o tubérculo deltoide da espinha da escápula é a proeminência que
indica o ponto medial de origem do m. deltoide. Ademais, a espinha e o acrômio
servem de alavanca para os músculos que se fixam neles.

Súpero-lateralmente, na face lateral da escápula possui a cavidade


glenoidal, que recebe a cabeça do úmero e articula-se com ela (articulação do
ombro). A cavidade glenoidal é uma fossa oval, côncava e rasa e bem menor que a
esfera que recebe (cabeça do úmero). Superiormente à cavidade glenoidal encontra-
se o tubérculo supraglenoidal e inferiormente o tubérculo infraglenoidal. O processo
coracóide, semelhante a um bico, é superior a cavidade glenoidal e projeta-se
ântero-lateralmente. Sendo o local de fixação do [Link].

A escápula possui margens medial (margem vertebral), lateral (margem


axilar) e superior. Possui também 3 ângulos: ângulo superior, inferior e lateral. No
ápice a margem lateral, existe a parte mais espessa do osso e é chamada de
cabeça da escápula. Sendo que a constrição entre o corpo e cabeça da escápula
chama-se colo da escápula. Ainda assim, a margem superior é marcada pela
incisura da escápula, sendo a margem mais fina.

3.3- ÚMERO

É o maior osso do membro superior. Articula-se com a escápula na


articulação do ombro e com o rádio e a ulna na articulação do cotovelo. A
extremidade proximal possui uma cabeça, colo cirúrgico, colo anatômico, tubérculo
maior e tubérculo menor. A cabeça do úmero é esférica e articula-se com a cavidade
glenoidal. O colo anatômico do úmero é formado pelo sulco que circunscreve a
cabeça e separa-a dos tubérculos. O colo cirúrgico do úmero é um local comum de
fratura, é a parte estreita distal a cabeça e aos tubérculos.

A junção da cabeça com o corpo do úmero é indicada pelos tubérculos maior


e menor, local de inserção de alguns músculos. O tubérculo maior está na margem
lateral do úmero, sendo local de inserção dos m. supraespinal, m. infraespinal e m.
redondo maior. O tubérculo menor está anteriormente e é local de inserção do m.
subescapular. O sulco intertubercular separa os tubérculos e permite a passagem
protegida para o tendão da cabeça longa do m. bíceps.
16

O corpo do úmero tem duas características: a tuberosidade para o músculo


deltoide lateralmente (local de inserção do m. deltoide) e o sulco do nervo radial
(sulco espiral) posteriormente, que é local de passagem do n. radial e a artéria
braquial profunda. Na extremidade inferior do úmero o osso se torna plano e as
margens se expandem formando as cristas supraepicondilar lateral e medial. Além
disso, a epífise distal do úmero possui um côndilo, dois epicôndilos, três fossas. O
côndilo do úmero possui o capítulo e a tróclea, locais de articulação do úmero com
os ossos do antebraço, sendo que o capítulo articula-se com o rádio (lateral) e a
tróclea se articula com a ulna (medial), que se estende posteriormente.

O epicôndilo medial apresenta uma grande impressão oval que é local de


origem do músculo pronador redondo (cabeça umeral) e do tendão flexor comum
dos músculos flexores. Na face posterior do epicôndilo medial também tem o sulco
para o nervo ulnar. O epicôndilo lateral é menos proeminente do que o medial.
Possui uma grande impressão irregular, que é local de origem do tendão extensor
comum e do m. ancôneo. A fossa radial é mais superficial e acomoda a margem da
cabeça do rádio quando o antebraço é completamente fletido. A fossa coronóidea é
superior a tróclea e recebe o processo corónoide da ulna durante a flexão do
cotovelo. Além disso, a fossa o olécrano é posterior e acomoda o olécrano da ulna
durante a extensão do cotovelo.

3.4- RÁDIO

Localizado lateralmente, é o mais curto dos dois ossos do antebraço. Sua


extremidade proximal possui uma cabeça do rádio, o colo do rádio e a tuberosidade
do rádio. A cabeça do rádio é uma espessa estrutura em forma de disco. A
superfície superior circular é côncava para articular com o capítulo do úmero. De
modo que a margem espessa do disco é larga medialmente para articular com a
incisura radial da ulna.
A tuberosidade do rádio (ântero-medial) é uma grande projeção arredondada
na face medial do rádio, imediatamente inferior ao colo. Possui uma parte
acidentada para a inserção do m.bíceps braquial, além disso, essa tuberosidade
limita o movimento de pronação. O corpo do rádio aumenta gradualmente no sentido
distal. Dessa maneira, a extremidade distal é praticamente um corte transversal de
um quadrilátero.
Sua superfície medial forma uma concavidade: a incisura ulnar, que
acomoda a cabeça da ulna. Sua face lateral distal termina no processo estiloide do
rádio. Na região lateral, no terço médio, há o tubérculo pronatório, que é local de
inserção do m. Pronador redondo.

Na face posterior distal existem três sulcos, uma área e um tubérculo:


Mais medialmente, fica o sulco para os músculos extensor dos dedos e
extensor do indicador. Ao lado desse sulco apresenta-se o sulco pata o músculo
17

extensor longo do polegar. Depois tem o tubérculo dorsal do rádio e em seguida,


lateralmente, tem o sulco para os músculos extensor radial longo e curto do carpo.
Por fim, na lateral, tem a área dos m. extensor curto do polegar e abdutor longo do
polegar.

 O corpo do rádio possui três margens:


 Margem anterior
 Margem interóssea: membrana interóssea
 Margem posterior
 Além disso, possui três faces:
 Face anterior
 Face posterior
 Face lateral

3.5- ULNA

Estabiliza o antebraço, é mais medial e maior que o rádio e articula-se com o


rádio e com o úmero. Para a articulação com o úmero possui duas estruturas
proeminentes: o olécrano, sua superfície superior é marcada por uma impressão
para a inserção do m. tríceps braquial; o processo coronóide, a superfície lateral é
marcada pela incisura radial para a articulação com a cabeça do radio. Ademais, o
olécrano e o processo coronóide formam a incisura troclear.

Abaixo do processo coronóide está a tuberosidade da ulna para fixação do


tendão do m. braquial. Inferiormente à incisura radial, na superfície lateral do corpo
da ulna existe a crista do m. Supinador, entre essa crista e distal ao processo
coronóide há uma concavidade, a fossa para o m. supinador. O corpo da ulna é
cilíndrico e diminui de tamanho quando aproxima da parte distal. Na extremidade
distal existe a cabeça da ulna com um pequeno processo estiloide da ulna.

 O corpo da ulna é dividido por três margens:


 Margem anterior
 Margem interóssea: membrana interóssea
 Margem posterior
 E possui três faces:
 Face anterior,
 Face posterior
 Face medial.
18

3.6- MÃO

O punho, ou carpo, é formado por oito ossos carpais dispostos em duas fileiras:

1ª FILEIRA: de lateral pra medial da fileira proximal.


 Escafoide: possui um proeminente tubérculo do escafoide. Articula-se com o
rádio.
 Semilunar: articula-se com o rádio.
 Piramidal: articula-se com o disco articular da articulação radioulnar distal.
 Pisiforme: situado na face palmar do piramidal.

2ª FILEIRA: de lateral pra medial da fileira distal.


 Trapézio: um osso com quatro faces articulares ( 1º e 2º metacarpos,
escafoide e Trapezoide).
 Trapezoide: articula-se com o 2º metacarpal, trapézio, capitato e escafoide.
 Capitato: articula-se com o 3º metacarpo, trapezoide, escafoide, semilunar e
hamato.
 Hamato: articula-se com o 4º e 5º metacarpo, com o capitato e piramidal.
Tem um processo semelhante a um gancho, o hámulo do osso hamato.

As superfícies distais da segunda fileira se articulam com os metacarpais.


Sendo cinco metacarpais divididos em base, corpo e cabeça. O 1º metarcapal é o
polegar e é o mais curto. O 3º possui um processo estiloide na face lateral de sua
base. Além disso, cada dedo possui três falanges, exceto polegar que tem duas.

ANOTAÇÕES
___________________________________________________________________
19

__________________________________________________
CAPÍTULO IV
ORIGENS E INSERÇÕES MUSCULARES DO MEMBRO
SUPERIOR

Quando um músculo contrai e encurta, uma de suas extremidades


geralmente permanece fixa, enquanto a outra extremidade (mais móvel) é puxada
em direção a ele, resultando em movimento. As fixações musculares são descritas
como origem e inserção. A origem geralmente é a extremidade proximal do músculo
e que permanece fixa durante a contração, ou seja, é a extremidade presa ao osso
que não se desloca (ponto fixo). Enquanto que a inserção é a extremidade distal do
músculo que se movimenta durante a contração, ou seja, é a extremidade presa ao
osso que se desloca (ponto móvel).

VIDE NAS IMAGENS ABAIXO OS LOCAIS DE ORIGEM E INSERÇÃO DOS


MÚSCULOS DO MEMBRO SUPERIOR:
20
21
22
23
24
25
26
27
28

Nos desenhos abaixo, relativos aos ossos da mão, desenhe e


identifique no local adequado, as marcações das origens (vermelho) e
inserções (azul) dos músculos intrínsecos e extrínsecos da mão.
29
30
31

ANOTAÇÕES
___________________________________________________________________
32

CAPÍTULO V
MÚSCULOS DO MEMBRO SUPERIOR

5.1- MÚSCULOS TORACOAPENDICULARES ANTERIORES


Músculo Origem Inserção Função
Parte ântero-medial Crista do Adução do ombro e
Peitoral maior da clavícula, tubérculo maior rotação medial
esterno, 4 ou 6 do úmero
cartilagens costais e
bainha do reto do
abdome
Face ântero-lateral Processo Protração da
Peitoral menor das costelas II a V coracóide da escápula e auxilia
escápula na inspiração
1ª cartilagem costal Face inferior da Fixa a clavícula ao
Subclávio clavícula: sulco nível das
para o m. articulações
subclávio Acromioclavicular e
Esternoclavicular
Costelas de 1 a 8 Superfície Rotação superior
Serrátil ou de 1 a 9 anterior da da escápula e
anterior escápula ao auxilia na
longo da margem inspiração
medial

5.2.1- MÚSCULOS TORACOAPENDICULARES POSTERIORES


SUPERFICIAIS

Músculo Origem Inserção Função


Crânio, ligamento nucal Terço lateral da Fibras Superiores:
Trapézio e coluna de C7 a T12. clavícula, elevação e rotação
acrômio e superior da
espinha escápula, extensão
escapular do pescoço.
Fibras médias:
adução da escápula
Fibras inferiores:
depressão da
escápula e rotação
superior.
Aponeurose Sulco Extensão, adução e
Latíssimo toracolombar. Processo intertubercular rotação medial do
do dorso espinhoso (T6 a L5), do úmero braço
sacro e crista ilíaca.
33

5.2.2- MÚSCULOS TORACOAPENDICULARES POSTERIORES


PROFUNDOS

Músculo Origem Inserção Função


Tubérculo posterior Ângulo superior da Elevação da
Levantador da dos processos escápula escápula
escápula transversos de C1
a C4
Processo Margem medial da Rotação inferior
Romboide espinhoso C7 e T1 escápula e adução da
menor escápula e
auxilia na sua
elevação
Processos Margem medial da Rotação inferior
Romboide espinhosos de T2 a escápula abaixo da e adução da
maior T5 espinha da escápula e
escápula auxilia na sua
elevação

5.3- MÚSCULOS ESCAPULOUMERAIS

Músculo Origem Inserção Função


Terço lateral da Tuberosidade Porção clavicular
Deltoide clavícula, acrômio deltoidea do (anterior): flexão de
e espinha da úmero braço e rotação
escápula. medial.
Porção acromial
(media): abdução de
braço
Porção escapular
(posterior): extensão
de braço e rotação
lateral.
Fossa Tubérculo maior Abdução do braço e
Supraespinal Supraespinal da do úmero rotação lateral
escápula.
Fossa Infraespinal Tubérculo maior Rotação lateral do
Infraespinal da escápula do úmero. braço
2/3 superiores da Tubérculo maior Rotação lateral do
Redondo margem lateral da do úmero braço
menor escápula
1/3 inferior da Crista do Rotação medial do
Redondo margem lateral da tubérculo menor braço, adução e
maior escápula do úmero extensão do braço
Subescapular Fossa Tubérculo Rotação interna
subescapular menor do úmero (medial) do braço
34

5.4- MÚSCULOS DO BRAÇO


Músculo Origem Inserção Função
Cabeça longa: Tuberosidade Cabeça longa:
Bíceps braquial tubérculo do rádio flexão do cotovelo e
supraglenoidal do braço e
Cabeça curta: supinação.
processo Cabeça curta:
coracóide da flexão do cotovelo e
escápula supinação.
2/3 distais da face Tuberosidade Flexão do
Braquial anterior do úmero da ulna antebraço
(cotovelo)
Processo Terço médio Flexão e adução do
Coracobraquial coracóide da do úmero na braço
escápula face ântero-
medial
Cabeça longa: Geral: extensão de
Tríceps braquial Olécrano
tubérculo cotovelo.
infraglenoidal da
escápula Cabeça longa: faz
Cabeça lateral: também extensão
face posterolateral do ombro.
do úmero.
Cabeça medial:
face posteromedial
do úmero.
Parte posterior do Superfície Extensão de
Ancôneo epicôndilo lateral posterolateral cotovelo
do úmero. da ulna

5.5.1- MÚSCULOS SUPERFICIAIS ANTERIORES DO ANTEBRAÇO

Músculo Origem Inserção Função


Epicôndilo medial Terço médio da face Pronação do
Pronador do úmero e lateral do rádio antebraço e
redondo processo (tuberosidade flexão do
coronóide da ulna pronatória) cotovelo.
Epicôndilo medial Bases do 2º e 3º Flexão e desvio
Flexor radial do úmero metacarpos radial do carpo
do carpo (punho)
Epicôndilo medial Aponeurose palmar Flexão do punho
Palmar do úmero e enruga a pele
longo da palma da mão
Epicôndilo medial Pisiforme, hamato, lig. Flexão e desvio
Flexor ulnar do úmero e face piso-hamato e na base ulnar do carpo
do carpo medial da ulna do 5º metacarpo pelo (punho)
lig. Pisometacarpo
35

Epicôndilo medial Falanges médias do 2º Flexão dos dedos


Flexor do úmero, ao 5º dedo nas articulações
superficial processo interfalângicas,
dos dedos coronóide da ulna metacarpofalângi
e face anterior do -cas e
rádio radiocárpica.

5.5.2- MÚSCULOS PROFUNDOS ANTERIORES DO ANTEBRAÇO

Músculo Origem Inserção Função


Flexor 2/3 proximais Falanges Flexão dos dedos nas
profundo dos das faces distais do 2º ao articulações
dedos anterior e medial 5º dedo Interfalângicas distais
da ulna e e proximais
membrana metacarpofalângicas e
interóssea radiocárpica.
Flexor longo Epicôndilo Flange distal do Flexão da articulação
do polegar medial do úmero, polegar interfalângica do
1/3 médio da polegar e
face anterior do metacarpofalângica
rádio e do polegar.
membrana
interóssea
Pronador Face anterior da Face anterior Pronação do
quadrado parte distal da da parte distal antebraço
ulna do rádio

5.6.1- MÚSCULOS SUPERFICIAIS POSTERIORES DO ANTEBRAÇO

Músculo Origem Inserção Função


Crista Base do processo Flexão do
Braquiorradial supraepicondilar estiloide do rádio cotovelo, semi
lateral do úmero pronação e semi
supinação
Extensor Crista Face dorsal da base Extensão e
radial longo supraepicondilar do 2º metacarpo desvio radial do
do carpo lateral do úmero carpo

Extensor Epicôndilo lateral Face dorsal da base Extensão e


radial curto do úmero do 3º metacarpo desvio radial do
do carpo carpo
36

Epicôndilo lateral Face posterior de Extensão dos


Extensor dos do úmero todas as falanges dedos
dedos do 2º ao 5º dedo
(maior fixação ao
nível das
articulações
Interfalângicas
proximais)
Epicôndilo lateral Base da falange Extensão do
Extensor do do úmero. distal (pela quinto dedo
dedo mínimo aponeurose
extensora, que se
fixa por um tendão
terminal)
Extensor Epicôndilo lateral Face posterior da Extensão e
ulnar do do úmero e 2/3 base do 5º desvio ulnar do
carpo proximais da face metacarpo carpo
medial da ulna

5.6.2- MÚSCULOS PROFUNDOS POSTERIORES DO ANTEBRAÇO

Músculo Origem Inserção Função


Epicôndilo lateral Face lateral do rádio Supinação do
Supinador do úmero, crista (superior à inserção antebraço
supinatória e lig. do Pronador
Colateral e anular redondo)
do rádio.
1/3 distal e Falange proximal do Extensor do
Extensor do posterior da ulna, 2º dedo (ao nível da indicador
indicador mais a membrana art. Interfalângica
interóssea proximal)
Face posterior da Face lateral da base Abdução do
Abdutor longo ulna e do rádio e do 1º metacarpo polegar
do polegar membrana
interóssea
1/3 distal da face Base da falange Extensão do
Extensor longo posterior da ulna e distal do polegar polegar
do polegar membrana
interóssea
1/3 distal da face Base da falange Extensão do
Extensor curto posterior do rádio proximal do polegar polegar
do polegar e membrana
interóssea
37

5.7- MÚSCULOS DA MÃO

5.7.1- MÚSCULOS DA REGIÃO TENAR (PALMAR LATERAL)

Músculo Origem Inserção Função


Oponente do Escafoide, trapézio, 1º metacarpo Adução e
polegar e retináculo dos oponência do
flexores polegar
Escafoide, trapézio, Osso sesamoide Abdução e
Abdutor curto e retináculo dos lateral e, flexão do
do polegar flexores radialmente, a polegar
falange proximal
do polegar
Escafoide, trapézio, Osso sesamoide Adução e flexão
Flexor curto do base do 1º lateral e falange do polegar
polegar metacarpo e proximal do
retináculo dos polegar
flexores
Porção obliqua: Sesamoide Adução e
Adutor do base do 2º medial e base da oposição do
polegar metacarpo, falange proximal polegar
trapezoide e do polegar
capitato.
Porção transversa:
face anterior do 3º
metacárpico

5.7.2- MÚSCULOS DA REGIÃO HIPOTENAR (PALMAR MEDIAL)

Músculo Origem Inserção Função


Pisiforme, Base da falange Abdução, flexão e
Abdutor do hamato, e proximal do dedo extensão do dedo
dedo mínimo retináculo dos mínimo mínimo
flexores
Flexor curto Hâmulo do Base da falange Flexão da art.
do dedo hamato e proximal do dedo Metacarpofalângica
mínimo retináculo dos mínimo do dedo mínimo
flexores
Hâmulo de Cabeça e corpo Aposição do dedo
Oponente do hamato, pisiforme do 5º metacarpo mínimo
dedo mínimo e retináculo dos
flexores
38

5.7.3- MÚSCULOS CURTOS DA MÃO

Músculo Origem Inserção Função


Faces adjacentes Aponeurose Abdução dos dedos,
Interósseos dos ossos extensora do 2º além de flexão das
dorsais metacárpicos ao 4º dedo falanges proximais
e extensão das
falanges distais
Diáfise do 2º, 4º e Aponeurose Adução dos dedos,
Interósseos 5º dedo dorsal dos além de flexão das
palmares mesmos dedos falanges proximais
e extensão das
falanges distais
Tendões do m. Expansão d Flexão dos dedos
Lumbricais flexor profundo aponeurose do nas art.
dos dedos tendão dos Metacarpofalângica
extensores do 2º s e extensão nas
ao 5º dedo art. Interfalângicas

5.8- OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

 O músculo Coracobraquial, dependendo do autor, pode ser considerado tanto


escapuloumeral como um músculo do braço.
 O músculo Redondo maior possui as mesmas funções do músculo Latíssimo
do dorso.
 Os músculos: Supraespinal, Infraespinal, Redondo menor e Subescapular,
fazem parte de uma topografia anatômica importante denominada “Manguito
Rotador”. Essa topografia é composta por esse conjunto de músculos e
tendões com a finalidade principal de estabilizar o ombro.
 Músculos Intrínsecos da mão: são os músculos que se originam e se
inserem na própria mão.
 Músculos Extrínsecos da mão: originam-se no braço ou no antebraço e
inserem-se na mão por meio de tendões.
 Túneis fribro-ósseo dorsais: composto por seis túneis que passam
dorsalmente pelos sulcos presentes no Rádio e pela Ulna. Vide melhor quais
são os tendões que passam por cada túnel no “Capítulo VI – Plexo Braquial e
Topografias”.
39

ANOTAÇÕES
___________________________________________________________________
40

CAPÍTULO VI
PLEXO BRAQUIAL E TOPOGRAFIAS

6.1- PLEXO BRAQUIAL

O membro superior é inervado pelo plexo braquial situado no pescoço e na


axila, formado por ramos anteriores dos quatro nervos espinhais cervicais inferiores
(C5, C6, C7, C8) e do primeiro torácico (T1). O plexo braquial tem localização lateral
à coluna cervical e situa-se entre os músculos escaleno anterior e escaleno médio,
posterior e lateralmente ao músculo esternocleidomastoideo.

O plexo passa posteriormente à clavícula e acompanha a


artéria axilar sob o músculo peitoral maior. Os ramos ventrais do quinto e do sexto
nervos cervicais (C5-C6) formam o tronco superior; o ramo anterior do sétimo nervo
cervical (C7) forma o tronco médio; e os ramos anteriores do oitavo nervo cervical e
do primeiro nervo torácico (C8-T1) formam o tronco inferior.

Os três troncos, localizados na fossa supraclavicular, dividem-se em dois


ramos, um anterior e um posterior, que formam os fascículos, situados em torno da
artéria axilar. Os ramos anteriores dos troncos superior e médio formam o fascículo
lateral; o ramo anterior do tronco inferior forma o fascículo medial; e os ramos
posteriores dos três troncos formam o fascículo posterior. Na borda inferior e lateral
do músculo peitoral menor, os fascículos se subdividem nos ramos terminais do
plexo braquial.

Fonte: <[Link]
periferico/nervos-espinhais/plexo-braquial/> Acesso em: 26 Maio. 2016.

6.1.1- INERVAÇÕES

Principais inervações do plexo braquial:

N. musculocutâneo: inerva o bíceps braquial, braquial e coracobraquial.

N. radial: inerva o tríceps braquial, ancôneo. Passa pelo sulco espiral e sai entre o
m. braquial e o m. braquiorradial. Inerva também o braquiorradial, supinador,
braquial, tendão comum dos extensores. Na mão inerva as falanges proximais e
mediais do 1º ao 3º e metade do 4º dedo.

N. axilar: inerva o deltoide e redondo menor.


41

N. mediano: passa abaixo do m. pronador redondo. Inerva o pronador redondo,


flexor radial do carpo, palmar longo, flexor longo do polegar, pronador quadrado,
flexor superficial dos dedos e metade lateral do m. flexor profundo dos dedos. Inerva
na mão: 1º, 2º, 3º e metade do 4º dedo. Falange distal do 1º, 2º, 3º e metade do 4º
(dorsal).

N. ulnar: passa no sulco do nervo ulnar no epicôndilo. Depois perfura o m. flexor


superficial dos dedos e profundo dos dedos. Inerva metade do m. flexor profundo
dos dedos e flexor ulnar do carpo. Passa no canal de guion (nervo ulnar e artéria
ulnar). Inerva todos interósseos. Inerva o 5º dedo e metade do 4º dedo (palmar e
dorsal).

6.1.2- ESTRUTURA DO PLEXO BRAQUIAL

Ramos do fascículo lateral:


Nervo peitoral lateral
Nervo musculocutâneo
Raiz lateral do nervo mediano

Ramos do fascículo medial:


Nervo peitoral medial
Nervo ulnar
Nervo cutâneo medial do braço
Nervo cutâneo medial do antebraço

Ramos do fascículo posterior:


Nervo axilar
Nervo radial
Nervo toracodorsal
Nervo subescapular superior
Nervo subescapular inferior

Vide abaixo um esquema ilustrado e desenvolvido por dois alunos do curso


de medicina da Universidade de Uberaba (Uniube), a fim de facilitar a compreensão
da formação essencial do Plexo Braquial.
42
43
44

6.2- TOPOGRAFIAS IMPORTANTES

 MANGUITO ROTADOR
Confere estabilidade à juntura do ombro, mantém o úmero contra a cavidade
glenoide, reforça a cápsula articular e resiste ativamente a movimentos indesejados
da cabeça do úmero em direção anterior, posterior e superior. É formada pela fusão
de inserção dos músculos supraespinal, infraespinal, subescapular e redondo menor
com a cápsula da articulação do ombro.

 TRÍGONO DA AUSCULTA
É uma região na borda medial da escápula que é recoberto por fáscias dos
músculos que estão em seu entorno, sendo eles os músculos: romboide maior,
trapézio e latíssimo do dorso.

 ESPAÇO TRIANGULAR
SUPERIORMENTE: é limitado pelo músculo redondo menor.
INFERIORMENTE: é limitado pelo músculo redondo maior.
LATERALMENTE: é limitado pela cabeça longa do músculo tríceps braquial.
Passa por esse espaço a artéria e a veia circunflexa da escápula.

 ESPAÇO QUADRANGULAR
SUPERIORMENTE: é limitado pelo músculo redondo menor.
INFERIORMENTE: é limitado pelo músculo redondo maior.
MEDIALMENTE: é limitado pela cabeça longa do músculo tríceps braquial.
LATERALMENTE: é limitado pelo colo cirúrgico do úmero.
O nervo axilar e a artérias circunflexa posterior do úmero passam por esse espaço.

 SULCO DELTOPEITORAL
É a região entre os músculos peitoral maior e deltoide. Nesse sulco pode ser
identificada a veia cefálica, acompanhada do ramo deltoideo da artéria
toracoacromial.

 FOSSA CUBITAL
Espaço em forma de “V” na parte anterior do cotovelo.
MEDIALMENTE: músculo pronador redondo.
LATERALMENTE: músculo braquioradial.
PROXIMALMENTE: linha imaginária entre os epicôndilos do úmero.
ASSOALHO: músculo supinador e músculo braquial.
CONTEÚDO: n. mediano, vasos braquiais e tendão do músculo bíceps braquial.

 SULCO BICIPITAL MEDIAL


LIMITES: músculo bíceps braquial e músculo pronador redondo.
CONTEÚDO: n. mediano e vasos braquiais.
45

 SULCO BICIPITAL LATERAL


LIMITES: músculo braquial e músculo braquioradial.
CONTEÚDO: n radial e artéria recorrente radial.

 RETINÁCULO EXTENSOR
Formado ao nível do punho, no dorso da extremidade distal do antebraço,
por um espessamento da fáscia antebraquial.

 TABAQUEIRA ANATÔMICA
Depressão causada pela extensão do polegar.
LATERALMENTE: limitada pelos tendões dos músculos abdutor longo do polegar e
extensor curto do polegar.
MEDIALMENTE: limitada pelo tendão do músculo extensor longo do polegar.
ASSOALHO: osso escafoide e osso trapézio.

 APONEUROSE PALMAR
É uma forte membrana triangular que cobre os tendões da palma. Seu
vértice é contínuo com o tendão do músculo palmar longo (quando presente). Em
suas margens lateral e medial é contínua com a fáscia sobre os músculos tenares e
hipotenares.

 RETINÁCULO FLEXOR
Faixa fibrosa transversa que converte o arco em canal cárpico. As relações
anatômicas de posição dos ulnar e mediano e o retináculo flexor são importantes: o
nervo ulnar passa anteriormente e o nervo mediano passa por baixo (dentro) do
canal cárpico.

 CANAL CÁRPICO
Contém os tendões dos músculos flexores, superficial e profundo, dos
dedos.

 QUIASMA TENDÍNEO
Forma-se quando o tendão do músculo flexor superficial dos dedos se
bifurca para inserir na falange média e entre suas duas porções passa o tendão do
músculo flexor profundo dos dedos que se insere na falange distal.

 AXILA
Limites da topografia:
ANTERIORMENTE: prega axilar anterior (peitoral maior e menor).
POSTERIORMENTE: m. subescapular, m. redondo maior e m. latíssimo do dorso.
MEDIALMENTE: M. serrátil anterior e mm. Intercostais.
LATERALMENTE: sulco intertubercular do úmero.
46

 DESFILADEIRO CÉRVICO-TORÁCICO:
Região compreendida entre a primeira costela e a clavícula. Todos os nevos
e vasos que vão para o membro inferior passam nessa região. A axila superiormente
não tem limite, logo o desfiladeiro torácico tem continuação com a axila.

 TÚNEIS FIBRO-ÓSSEO DORSAIS


1º TÚNEL: m. abdutor longo do polegar e m. extensor curto do polegar.
2º TÚNEL: m. extensor radial longo do carpo e m. extensor radial curto do carpo.
3º TÚNEL: m. extensor longo do polegar.
4º TÚNEL: m. extensor dos dedos e m. extensor do indicador.
5º TÚNEL: m. extensor do dedo mínimo (acima da articulação).
6º TÚNEL: m. extensor ulnar do carpo (acima do processo estiloide da ulna).
47

ANOTAÇÕES
___________________________________________________________________
48

CAPÍTULO VII
SISTEMA ARTICULAR- CLASSIFICAÇÕES

7- CLASSIFICAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES:

As articulações possuem várias maneiras de ser classificadas:


 De acordo com a complexidade articular
 De acordo com o número de eixos
 De acordo com a geometria articular
 De acordo com a capacidade de realizar movimentos

7.1- CLASSIFICAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES DE ACORDO COM A


CAPACIDADE DE REALIZAR MOVIMENTOS:

 Sinartrodial (Fibrosa): syn = junto, arthron = articulação.


IMÓVEIS
Articulação fibrosa que permite pouco ou nenhum movimento dos ossos
articulados.

 Anfiartrodial (Cartilaginosa): amphi = de ambos os lados, arthron =


articulação.
LIGEIRAMENTE MÓVEIS
Articulações cartilaginosas que atenuam as forças aplicadas e permitem mais
movimento que as articulações sinartrodiais.

 Diartrodial (Sinovial): Di(a) = através de, arthron = articulação.


LIVREMENTE MÓVEIS
Articulação que possui apenas pequenas limitações na capacidade de realizar
movimento.

7.1.1- SINARTRODIAL (FIBROSA):

 SUTURAS: Lâminas ósseas com ranhuras irregulares, firmemente


conectadas por fibras. Fibras ossificam e são substituídas por osso.
Ex.: Entre os alguns ossos do crânio.

 SINDESMOSES: Tecido fibroso denso mantém os ossos juntos.


Ex.: Entre rádio e ulna; entre tíbia e fíbula.
49

7.1.2- ANFIARTRODIAL (CARTILAGINOSA):

 SINCONDROSES: Ossos são mantidos juntos por camada de cartilagem


hialina.
Ex.: Articulações esternocostais, esfeno-occipital, manúbrio-esternal e placas
epifisárias.

 SÍNFISES: Cartilagem hialina estabelece separação entre um disco de


fibrocartilagem e os ossos.
Ex.: sínfise púbica, articulações intervertebrais.

7.1.3- DIARTRODIAL (SINOVIAL):

 PLANA (deslizante ou artrodial): Único movimento permitido é o deslizamento


(não axial).
Ex.: articulação sacro-ilíaca, ossos do tarso, do carpo e entre os corpos
vertebrais.

 GÍNGLIMO (dobradiça): Uma superfície é convexa e outra é côncava. Permite


movimento em um plano (uniaxial): flexão e extensão.
Ex.: articulação úmero-ulnar.

 TROCÓIDEA (parafuso ou pivô): Permite movimento em um plano: rotação,


pronação, supinação.
Ex.: articulação atlantoaxial, articulação radioulnar proximal.

 CONDILAR (condilóidea): Uma das superfícies é convexa e outra é côncava,


permitindo movimento primário em um plano (flexão, extensão) com
pequenas quantidades de movimento em outro plano (rotação).
Ex.: articulação do joelho, 2a a 5a articulação metacarpofalângeana.

 SELAR (em sela): Superfícies possuem formato do assento de uma sela,


permitindo movimento em dois planos (flexão, extensão – adução, abdução)
com pequena quantidade de rotação.
Ex.: articulação carpometacárpica do polegar.

 ESFEROIDAL (bola e soquete): Superfícies são convexas e côncavas;


permitem movimento nos três planos (triaxial).
Ex.: articulação do quadril e articulação do ombro.
50

7.2- COMPONENTES DAS ARTICULAÇÕES DIARTRODIAIS OU


SINOVIAIS:

 Cápsula fibrosa  Fibrocartilagem articular


 Membrana sinovial  Ligamentos
 Líquido sinovial  Estruturas articulares associadas
 Cartilagem articular (hialina)

OBSERVAÇÃO: CÁPSULA ARTICULAR = CÁPSULA FIBROSA + MEMBRANA


SINOVIAL

CÁPSULA FIBROSA:
Formada por colágeno (Tecido conectivo fibroso), envolve, fixa e protege a
articulação e permite isolamento das articulações.

MEMBRANA SINOVIAL:
Camada interna da cápsula articular, altamente vascularizada, secreta e
absorve líquido sinovial na cápsula articular.

LÍQUIDO SINOVIAL:
Líquido viscoso e amarelado (‘clara de ovo’) que nutre e lubrifica as
articulações, diminuindo o atrito entre as articulações e minimizando o atrito entre os
ossos. Possibilita maior atividade articular.

CARTILAGEM ARTICULAR (HIALINA):


Não possui vasos sanguíneos, canais linfáticos ou nervos, distribui as cargas
(forças) na articulação, reduz o estresse máximo de contato, permite movimentos
com mínimo atrito e desgaste. Sua espessura varia de 1 a 7 mm.

FIBROCARTILAGEM ARTICULAR:
Cartilagem formada por grande quantidade de tecido fibroso. Estão
presentes em discos de tecidos moles ou meniscos.
 Disco fibrocartilaginoso: Ex.: discos intervertebrais
 Discos parciais: Ex.: meniscos (joelhos)

FUNÇÕES: distribuição das cargas sobre as superfícies articulares,


melhoramento no encaixe das superfícies articuladas, limitação da translação e/ou o
deslizamento de um osso em relação a outro, proteção da periferia da articulação,
lubrificação e absorção dos choques.
51

LIGAMENTOS:
Conectam os ossos entre si, compostos por tecido conjuntivo formado
principalmente por: colágeno, elastina, fibroblastos e água. Suportam cargas
tensivas e de cisalhamento.
 CLASSIFICAÇÃO:
 Capsulares: são espessamentos na parede da cápsula. Ex.:
ligamentos glenoumerais.
 Intra-articulares: estão localizados dentro da articulação diartrodial.
Ex.: ligamentos cruzados no joelho.
 Extracapsulares: estão localizados fora da articulação. Ex.: ligamento
colateral lateral no joelho.
 RESPONDEM AO USO E DESUSO:
 ↑ Cargas impostas a eles ↑ tamanho e resistência (Hipertrofia)
 ↓ Cargas impostas a eles ↓ fortes e rígidos ↓ tamanho e resistência
(Atrofia)

ESTRUTURAS ARTICULARES ASSOCIADAS:


 TENDÕES: conectam os músculos aos ossos.

 BURSAS OU BOLSAS: cápsulas revestidas por membrana sinovial, cheias de


líquido, que se localizam entre tendões e ossos e entre ossos e pele.

 BAINHAS TENDÍNEAS: estruturas sinoviais de duas camadas que circundam


os tendões que estão posicionados próximos aos ossos (tendões de ossos
longos).

7.3- IMAGENS DOS TIPOS DE ARTICULAÇÃO SINOVIAL

PLANA: GÍNGLIMO:
52

TROCÓIDEA:

CONDILAR:

SELAR:

ESFEROIDAL:
53

ANOTAÇÕES
___________________________________________________________________
54

CAPÍTULO VIII
ARTICULAÇÕES DO MEMBRO SUPERIOR

8.1- ARTICULAÇÃO ESTERNOCLAVICULAR

Classificação: É uma articulação sinovial e biaxial que une a clavícula ao esterno.


Anatomicamente: biplana.
Funcionalmente: selar.
Nome do Função do Movimento que Classificação do
componente componente estabiliza componente
Ligamento Estabilizador Estabiliza o movimento
Extracapsular
costoclavicular estático de elevação.
Ligamento Estabilizador Estabiliza o movimento
Extracapsular
interclavicular estático de depressão.
Ligamento
Estabilizador Estabiliza o movimento
esternoclavicular Capsular
estático de retração.
anterior
Ligamento
Estabilizador Estabiliza o movimento
esternoclavicular Capsular
estático de protração.
posterior
Estabilizador Estabiliza os
Músculo
Subclávio
dinâmico movimentos de X
indireto protração e elevação.

Nessa articulação também está presente o disco articular, o qual possui


formato liso, plano, encontrando-se interposto entre as superfícies articulares do
esterno e clavícula. Dessa forma, molda a articulação dividindo a cavidade articular
em dois espaços, cada qual envolto pela membrana sinovial.

8.2- ARTICULAÇÃO ACROMIOCLAVICULAR

Classificação: É uma articulação sinovial plana e triaxial entre face articular


acromial da clavícula e a borda medial do acrômio.

Nome do Função do Movimento Classificação do


componente componente que estabiliza componente
Ligamento
Estabilizador
acromioclavicular
estático. X Capsular
superior
55

Ligamento
Estabilizador
acromioclavicular
estático. X Capsular
inferior (capsular)
Ligamento
Estabilizador
coracoclavicular Estabiliza o
estático; mantém a
porção trapezoide movimento de Extracapsular
posição da
(extracapsular; protração
clavícula.
ântero-lateral)
Ligamento Estabilizador
Estabiliza o
coracoclavicular estático; mantém a
movimento de Extracapsular
porção conóide posição da
retração
(póstero-medial) clavícula.
Estabilizador
estático; reforça o
contato do
Ligamento
processo coracóide
coracoacromial
e acrômio X Extracapsular
(extracapsular)
facilitando a
dispersão das
forças aplicadas.

8.3- ARTICULAÇÃO ESCAPULOUMERAL OU DO OMBRO

Classificação: É uma articulação sinovial esferoide e triaxial que existe entre a


cabeça do úmero e a cavidade glenoidea da escápula.

Nome do Função do Movimento que Classificação do


componente componente estabiliza componente
Ligamento Estabiliza o
Estabilizador
coracoumeral movimento de Extracapsular
estático
(superiormente) adução.

Ligamento Estabiliza o
Estabilizador
glenoumeral movimento de Capsular
estático
(anteriormente) extensão.
Tendão do M.
Estabiliza o
Tríceps braquial Reforço dinâmico
cabeça longa indireto
movimento de X
abdução.
(inferiormente)
Tendão do M. Estabiliza o
Reforço dinâmico
Supraespinal
direto
movimento de X
(superiormente) adução.
Tendão do M.
Estabiliza o
Bíceps braquial Reforço dinâmico
cabeça longa indireto
movimento de X
adução.
(superiormente)
56

Tendão do M. Estabiliza o
Reforço dinâmico
Subescapular
direto
movimento de X
(anteriormente) extensão.
Tendão do M. Estabiliza o
Reforço dinâmico
Infraespinal
direto
movimento de X
(posteriormente) flexão.
Tendão do M. Estabiliza o
Reforço dinâmico
Redondo menor
direto
movimento de X
(posteriormente) flexão.

8.3.1- BURSAS DA ARTICULAÇÃO

FUNÇÃO: redução do atrito entre as duas superfícies em movimento.

Bursa coracoclavicular: entre as porções conóide e trapezoide do lig.


Coracoclavicular.
Bursa subacromial (Bursa subdeltoideana): em um arco abaixo do ligamento
coracoacromial.
Bursa supraespinal: abaixo do tendão do m. Supraespinal.
Bursa infraespinal: abaixo do tendão do m. Infraespinal.
Bursa subescapular: abaixo do tendão do m. Subescapular.

OBSERVAÇÃO: para cada tendão dos músculos do manguito rotador existe uma
bursa, exceto para o músculo Redondo menor.

8.3.2- OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

Ligamento glenoumeral: é muito espesso e resistente. Circunda quase que


totalmente a cabeça do úmero fixando-a aos lábios da cavidade glenoidal. É dividido
em três porções: superior, média e inferior. Possui formato de “Z”.

Resistência: a parte menos resistente da cápsula articular é a inferior, de modo que


ela se rompe quando a cabeça do úmero se desloca da cavidade glenoide.

Lábio glenoidal: formado por fibrocartilagem, aumentando a profundidade da


cavidade glenoide.

Reforço da articulação: o componente inferior limitará a abdução, enquanto que os


componentes superiores limitarão a adução. Todavia, os componentes anteriores
limitarão a extensão e os posteriores, a flexão.
57

8.4- LIGAMENTOS QUE NÃO PERTENCEM A NENHUMA


ARTICULAÇÃO

Nome do
Função do componente Localização
componente
Ligamento Separação do nervo
transverso superior supraescapular e da artéria Incisura da escápula
da escápula e veia supraclavicular.
Ligamento Separação do nervo
transverso inferior supraescapular e da artéria Incisura espinoglenoidal
da escápula e veia supraclavicular.
Estabilizar o tendão do m.
Ligamento Bíceps braquial cabeça Entre o tubérculo maior e
transverso do úmero longa no sulco o menor do úmero
intertubercular.

Observação: no caso dos ligamentos, vale lembrar que o nervo passa abaixo e os
vasos passam acima dos respectivos ligamentos em questão.

8.5- ARTICULAÇÃO DO COTOVELO

Classificação: É uma articulação sinovial do tipo gínglimo (dobradiça) e monoaxial,


uma vez que existem mais de dois ossos se articulando simultaneamente.

Nome do Função do Movimento que Classificação do


componente componente estabiliza componente
Ligamento colateral Tem ação indireta Evita o esforço em
Capsular
do rádio no rádio varo (para dentro)
Ligamento colateral
ulnar porção Estabilizador
Atua na extensão Capsular
anterior ou estático
coronoide
Ligamento colateral
ulnar porção Estabilizador
Atua na flexão Capsular
posterior ou estático
olecraneana

Ligamento colateral Estabilizador Evita o esforço em


Capsular
ulnar porção medial estático valgo (para fora)

Transfere a ação
Ligamento anular Pronação e
do colateral radial Extracapsular
do rádio supinação
para a ulna
58

8.5.1- OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

Ligamento anular do rádio: origina-se na crista supinatória e fixa-se na linha


oblíqua. Esse ligamento pode ser considerado da articulação do cotovelo ou da
articulação raioulnar proximal. Caso seja considerado pertencente à articulação do
cotovelo, será classificado como extracapsular, contudo, se for considerado na
articulação radioulnar proximal, será classificado como capsular.

Cápsula articular: não se fixa no rádio para não impedir o movimento de supinação
e pronação.

Características da cápsula: anteriormente e posteriormente a cápsula é frouxa, o


que permite o movimento de dobradiça, entretanto, lateralmente ela é reforçada
pelos ligamentos colaterais ulnar e radial.

8.6- ARTICULAÇÃO RADIOULNAR PROXIMAL

Classificação: É a articulação sinovial trocoidea ou pivô entre a circunferência


articular da cabeça do rádio com incisura radial da ulna.

Nome do Função do Movimento que Classificação do


componente componente estabiliza componente
Ligamento Fixação do rádio na Pronação e
Capsular
quadrado ulna supinação

Limita o movimento Espessamento da


Pronação e
Corda oblíqua de pronação e membrana
supinação
supinação interóssea

8.7- ARTICULAÇÃO RADIOULNAR DISTAL

Classificação: É uma articulação sinovial trocoidea que ocorre entre a cabeça da


ulna e incisura ulnar do rádio.

Nome do Função do Movimento que Classificação do


componente componente estabiliza componente
Ligamento Estabilizador Pronação e
Capsular
radioulnar palmar estático supinação
Ligamento
Estabilizador Pronação e
radioulnar dorsal Capsular
estático supinação
59

8.8- ARTICULAÇÕES DA MÃO

É SUBDIVIDA EM:
Radiocarpal: articula a extremidade inferior do rádio com os ossos da fileira superior
do carpo.
Intercarpal: articula a fileira superior e a fileira inferior dos ossos do carpo.
Carpometacarpal: articula a fileira inferior e a base dos metacarpos.
Intermetacarpal: articula os do 1º ao 5º metacarpo.
Metacarpofalângicas: articula os metacarpos com as falanges proximais.
Interfalângica proximal: articula a falange proximal com a falange média, ou com a
falange distal, como é o caso do polegar.
Interfalângica distal: articula a falange média com a falange distal, do 2º ao 5º
dedo.

8.8.1- ARTICULAÇÃO RADIOCARPAL (DO PUNHO)

Classificação: sinovial selar, sendo biaxial.

Função do Movimento que Classificação do


Nome do componente
componente estabiliza componente
Transfere o
Ligamento radiocarpal
movimento de
palmar porção Extensão Capsular
supinação para a
radiocapitato
mão

Transfere o
Ligamento radiocarpal
movimento de
palmar porção Extensão Capsular
supinação para a
radioescafossemilunar
mão

Transfere o
Ligamento radiocarpal movimento de
Flexão Capsular
dorsal pronação para a
mão

Estabiliza o
Ligamento Colateral Estabilizador
movimento de Capsular
radial do carpo estático
desvio ulnar

Estabiliza o
Ligamento Colateral Estabilizador
movimento de Capsular
ulnar do carpo estático
desvio radial

Ligamento ulnocarpal Estabilizador


Flexão Capsular
dorsal estático
60

Ligamento ulnocarpal
Estabilizador
palmar porção Extensão Capsular
estático
ulnossemilunar

Ligamento ulnocarpal
Estabilizador
palmar porção Extensão Capsular
estático
ulnopiramidal

OBSERVAÇÕES:
 Ligamento radiocarpal palmar porção radioescafossemilunar: projeção
oblíqua e mais proximal.
 Ligamento colateral radial do carpo: sai do processo Estiloide do rádio e vai
para o escafoide.
 Ligamento colateral ulnar do carpo: sai do processo Estiloide da ulna e vai
para o piramidal/pisiforme.
 Ligamento ulnocarpal palmar porção ulnossemilunar: fibras horizontais.
 Ligamento ulnocarpal palmar porção ulnopiramidal: fibras verticais.

8.8.2- ARTICULAÇÃO INTERCARPAL

Classificação: sinovial plana e não axial, ocorrendo apenas deslizamento.

Nome do Função do Movimento que Classificação do


componente componente estabiliza componente
Ligamento
interósseo carpal
Fixação entre ossos X Intra-articular
Forma o túnel do
Ligamento carpal
transverso
carpo e o retináculo X Extracapsular
dos flexores
Ligamento
radiado do carpo
Estabilizador estático X Capsular

Ligamento
intercarpal X X Capsular
dorsal
Transfere a ação do
Ligamento piso-
hamato
flexor ulnar do carpo X Capsular
para a mão

OBSERVAÇÕES:
O Ligamento radiado do carpo está presente na região palmar e possui
fibras para todos os ossos do carpo, exceto para o osso semilunar. Além disso, o
Ligamento carpal transverso forma o túnel do carpo e o retináculo dos flexores.
61

8.8.3- ARTICULAÇÃO CARPOMETACARPAL

Classificação: essa articulação possui três classificações distintas.


ISOLADAMENTE: sinovial plana e não axial.
PARA O POLEGAR: sinovial selar.
DO 2º AO 5º DEDO: sinovial condilar, acompanhando o movimento da articulação
metacarpofalângica.

Nome do Função do Movimento que Classificação do


componente componente estabiliza componente
Ligamento
carpometacarpal Estabilizador
Extensão Capsular
palmar (fibras estático
verticais)
Ligamento
carpometacarpal Estabilizador
Flexão Capsular
dorsal (fibras estático
verticais)
Transfere a ação
Ligamento
pisometacarpal
do flexor ulnar do X Extracapsular
carpo para a mão

Ligamento Fixação entre


interósseo ossos X Intra-articular

8.8.4- ARTICULAÇÃO INTERMETACARPAL

Classificação: sinovial plana, sendo não axial.

Função do Movimento Classificação


Nome do componente
componente que estabiliza do componente
Ligamento intermetacarpal Estabilizador
palmar estático X Extracapsular

Ligamento intermetacarpal Estabilizador


dorsal estático X Extracapsular

Ligamento intermetacarpal Estabilizador


transverso porção profunda estático X Extracapsular

Ligamento intermetacarpal
Estabilizador
transverso porção
estático X Extracapsular
superficial
62

OBSERVAÇÕES:
Ligamento intermetacarpal transverso porção superficial: FIBRAS DORSAIS E
DISTAIS.
Ligamento intermetacarpal transverso porção profunda: FIBRAS PALMARES E
DISTAIS.
Ligamento intermetacarpal dorsal: FIBRAS HORIZONTAIS E PROXIMAIS.
Ligamento intermetacarpal palmar: FIBRAS HORIZONTAIS E PROXIMAIS.

8.8.4- ARTICULAÇÃO METACARPOFALÂNGICA

Classificação: sinovial condilar, sendo biaxial.

Função do Movimento que Classificação do


Nome do componente
componente estabiliza componente
Estabilizador
Ligamento palmar Extensão Capsular
estático
Estabilizador
Ligamento dorsal Flexão Capsular
estático
Ligamento colateral:
Estabilizador
porção medial e
estático X Capsular
lateral

8.8.5- ARTICULAÇÃO INTERFALÂNGICA PROXIMAL E DISTAL

Classificação: sinovial gínglimo, sendo uniaxial.

Função do Movimento que Classificação da


Nome do componente
componente estabiliza articulação
Estabilizador
Ligamento palmar Extensão Capsular
estático
Estabilizador
Ligamento dorsal Flexão Capsular
estático
Ligamento colateral:
Estabilizador
porção medial e
estático X Capsular
lateral
63

ANOTAÇÕES
___________________________________________________________________
64

CAPÍTULO IX
OSSOS E ACIDENTES ÓSSEOS DO MEMBRO INFERIOR

O membro inferior tem função de sustentação do peso corporal, locomoção,


além disso, possui a capacidade de mover-se de um lugar para outro e manter o
equilíbrio. Os membros inferiores são conectados ao tronco pelo cíngulo do membro
inferior (ossos do quadril e sacro).
A base do esqueleto do membro inferior é formada pelos ossos do quadril,
que são unidos pela sínfise púbica e pelo sacro. É importante lembrar que o cíngulo
do membro inferior e o sacro junto formam a pelve óssea. Assim os ossos dos
membros inferiores podem ser divididos em quatro segmentos: cintura pélvica,
composta pelos ossos do quadril; coxa, composta pelo fêmur e pela patela; perna,
composta pela tíbia e pela fíbula; e ossos do pé, compostos por ossos tarsais,
metatarsais e falanges.
Após o estudo detalhado do membro superior, é possível compreender de
modo mais fácil os acidentes ósseos relativos ao membro inferior. Dessa maneira,
veja abaixo uma lista dos acidentes ósseos necessários para o estudo do membro
inferior, de modo que seja possível acompanhar por meio do atlas de anatomia a
sua localização.

9.1- OSSOS DO QUADRIL

É um osso par, grande, chato e irregular formado pela união de três ossos: o
ílio, o ísquio e o púbis. Esses três ossos se unem em uma grande cavidade articular,
o acetábulo. O ílio é superior e constitui a maior parte do osso do quadril, dividido
em duas partes pela linha arqueada em asa e corpo. O ísquio forma a parte inferior
e posterior do quadril, sendo divido para o estudo em corpo e ramo. Por fim, o púbis
é menor e a mais anterior porção do quadril, dividido em corpo e dois ramos, um
inferior e outro superior.

9.1.1- ÍLIO

Corpo do ílio. Espinhas ilíacas ântero-superior,


Asa do ílio. ântero-inferior, póstero-superior,
Fossa ilíaca. póstero-inferior.
Eminência arqueada. Face glútea.
Crista ilíaca. Linhas glúteas posterior, inferior e
Lábio externo e interno da crista ilíaca. anterior.
Linha intermediária da crista ilíaca. Face sacropélvica – face auricular e
tuberosidade ilíaca.
65

9.1.2- ÍSQUIO

Corpo do ísquio. Espinha isquiática.


Tuberosidade isquiática. Incisura isquiática maior e menor.
Ramo do ísquio.

9.1.3- PÚBIS

Corpo do púbis. Fossa do acetábulo.


Tubérculo púbico. Incisura do acetábulo.
Face sinfisial. Face articular semilunar.
Ramo superior do púbis. Sulco supra-acetabular.
Ramo inferior do púbis. Sulco infra-acetabular.
Eminência iliiopúbica. Tubérculo obturatório anterior.
Linha pectínea do púbis. Tubérculo obturatório posterior.
Forame obturado. Crista obturatória.
Acetábulo. Crista púbica.
Limbo do acetábulo.

9.2- FÊMUR

Cabeça do fêmur. Linha intercondilar.


Fóvea da cabeça do fêmur. Tubérculo quadrado.
Colo do fêmur. Face poplítea.
Trocanter maior. Linha supraepicondilar medial.
Trocanter menor. Linha supraepicondilar lateral.
Fossa trocantérica. Côndilo medial.
Linha intertrocantérica. Côndilo lateral.
Crista intertrocantérica. Epicôndilo medial.
Corpo do fêmur. Epicôndilo lateral.
Linha áspera - lábios lateral e medial. Tubérculo adutor.
Linha pectínea. Face patelar.
Tuberosidade glútea. Sulco poplíteo.
Fossa intercondilar.

9.3- TÍBIA

Côndilo medial. Eminência intercondilar.


Côndilo lateral. Tubérculo intercondilar lateral.
Face articular fibular. Tubérculo intercondilar medial.
Área intercondilar anterior. Face articular superior.
Área intercondilar posterior. Corpo da tíbia.
66

Tuberosidade da tíbia. Sulco para o tendão do músculo flexor


Margem anterior. longo do hálux.
Margem interóssea. Face articular do maléolo medial.
Maléolo medial. Incisura fibular.
Sulco maleolar. Face articular inferior.
Tubérculo de Gerdy. Sulco para o músculo
Linha para o M. Sóleo. Semimembranáceo.

9.4- FÍBULA

Cabeça da fíbula. Margem anterior.


Face articular da cabeça da fíbula. Margem posterior.
Ápice da cabeça da fíbula. Maléolo lateral.
Colo da fíbula. Face articular do maléolo lateral.
Corpo da fíbula. Fossa do maléolo lateral.
Margem interóssea. Crista medial.

9.5- PATELA

Base da patela. Face articular.


Ápice da patela. Face anterior.

9.6- OSSOS DO PÉ

O esqueleto do pé pode ser dividido em três partes, começando pelos ossos


do tarso, distribuídos em duas fileiras, uma proximal, composta pelo tálus e
calcâneo, além de uma fileira distal composta pelo osso cuboide, navicular,
cuneiforme medial, cuneiforme intermédio e cuneiforme lateral. Também é composto
pelos ossos do metatarso, enumerados a partir do Hálux, e pelas falanges, sendo
elas proximais, médias e distais do segundo ao quinto dedo e proximais e distais
para o Hálux.

9.6.1- TÁLUS

Cabeça do tálus. Processo posterior do tálus.


Colo do tálus. Sulco do tendão do músculo flexor
Corpo do tálus. longo do hálux.
Tróclea do tálus. Tubérculo medial.
Face superior do tálus. Tubérculo lateral.
Face maleolar medial. Face articular calcânea anterior.
Face maleolar lateral. Face articular calcânea média.
Sulco do tálus. Face articular calcânea posterior.
Processo lateral do tálus. Face articular navicular.
67

9.6.2- CALCÂNEO

Tuberosidade do calcâneo. Sulco do calcâneo.


Processo medial da tuberosidade do Seio do tarso.
calcâneo. Tróclea da fíbula.
Processo lateral da tuberosidade do Sulco do tendão do músculo fibular
calcâneo. longo.
Sulco do tendão do músculo flexor Face articular talar anterior.
longo do hálux. Face articular talar média.
Sustentáculo do tálus. Face articular talar posterior.
Face articular cuboide.

9.6.3- CUBOIDE 9.6.4- NAVICULAR

Sulco do tendão do músculo fibular Tuberosidade do osso navicular.


longo.
Tuberosidade do cuboide.
Processo calcâneo.

9.6.5- CUNEIFORMES

CUNEIFORME MEDIAL: Localizado entre o navicular e o terceiro metacarpo.


CUNEIFORME INTERMÉDIO: Localizado entre o osso navicular e o segundo
metatarso.
CUNEIFORME MEDIAL: Localizado entre o osso navicular e o primeiro metatarso.

9.6.6- OSSOS METATARSAIS

Base do metatarso. Tuberosidade do 1º metatarso.


Corpo do metatarso. Tuberosidade do 5º metatarso.
Cabeça do metatarso.

9.6.6- OSSOS METATARSAIS

Falange proximal. Base da falange.


Falange média. Corpo da falange.
Falange distal. Cabeça da falange.
Tuberosidade da falange distal. Ossos sesamoides.
68

ANOTAÇÕES
___________________________________________________________________
69

CAPÍTULO X
ORIGENS E INSERÇÕES MUSCULARES DO MEMBRO
INFERIOR

VIDE NAS IMAGENS ABAIXO OS LOCAIS DE ORIGEM E INSERÇÃO DOS


MÚSCULOS DO MEMBRO INFERIOR:
70
71
72

Nos desenhos abaixo, relativos aos ossos do pé, desenhe e


identifique no local adequado, as marcações das origens (vermelho) e
inserções (azul) dos músculos intrínsecos e extrínsecos do pé.
73
74
75

10.1- OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

No osso do quadril também é possível identificar origens e inserções não ilustradas


nas imagens acima:
 Origem do Músculo Isquiococcígeo: extremo superior da espinha do ísquio
e ligamento sacroespinal.
 Origem do Músculo Levantador do ânus: Entre o ramo superior do púbis e
espinha isquiática.
 Origem do Músculo Esfíncter externo da uretra: Ramo inferior do púbis.
 Origem do Músculo Transverso profundo do períneo: Ramo do ísquio.
 Origem do Músculo Eretor da espinha: sacro, crista ilíaca, processos
espinhosos lombares e vértebras torácicas.
 Origem do Músculo Quadrado Lombar: lábio interno da crista ilíaca.
 Origem do Músculo Oblíquo Interno: linha intermédia da crista ilíaca e
aponeurose toracolombar.
 Origem do Músculo Transvero: aponeurose toracolombar, lábio interno da
crista ilíaca e seis últimas cartilagens costais.
 Inserção do Músculo Oblíquo Externo: lábio externo da crista ilíaca e
bainha do reto do abdome.
 Inserção do músculo Reto do Abdome: sínfise púbica e crista obturatória.

ANOTAÇÕES
76

__________________________________________________
CAPÍTULO XI
MÚSCULOS DO MEMBRO INFERIOR

Os músculos do membro inferior estão divididos em três segmentos


principais: a região glútea, a coxa e a perna. Que por sua vez estão também
segmentados em categorias, de modo que seja possível realizar um estudo eficaz.
Veja abaixo a classificação dos músculos do membro inferior:

 MÚSCULOS DO MEMBRO INFERIOR:


 MÚSCULOS DA REGIÃO GLÚTEA:
 Superficiais.
 Profundos.
 MÚSCULOS DA COXA:
 Compartimento anterior.
 Compartimento medial.
 Compartimento posterior.
 MÚSCULOS DA PERNA:
 Compartimento anterior.
 Compartimento lateral.
 Compartimento posterior:
 Superficiais.
 Profundos.
 MÚSCULOS DO PÉ
77

10.1- MÚSCULOS DA REGIÃO GLÚTEA

10.1.1- SUPERFICIAIS

Músculos Origem Inserção Ação

Glúteo máximo Face posterior do ílio e Lábio lateral da Extensão e


póstero-inferior sacro linha áspera, rotação externa
ate tuberosidade trato iliotibial e do quadril
glútea tuberosidade
glútea.

Glúteo médio Face posterior do ílio Trocanter maior Abdução e


(entre a linha glútea rotação interna
anterior e posterior) do quadril

Glúteo mínimo Face posterior do ílio Trocanter maior Abdução e


rotação interna
(entre a linha glútea do quadril
anterior e inferior)

Tensor da fáscia Crista ilíaca e espinha Côndilo lateral Flexão de quadril


lata ilíaca ântero-superior da tíbia através e auxilia na
do trato iliotibial abdução do
quadril.

10.1.2- PROFUNDOS

Músculos Origem Inserção Ação


Face anterior do Margem superior Rotação externa
Piriforme sacro do trocanter maior e abdução do
do fêmur quadril

Obturador Membrana Trocanter maior Rotação externa


interno obturatória do quadril
Tuberosidade Trocanter maior Rotação externa
Gêmeo inferior isquiática do quadril
Espinha isquiática Trocanter maior Rotação externa
Gêmeo superior do quadril
Margem lateral do Crista Rotação externa
Quadrado ísquio intertrocantérica do quadril
Femoral do fêmur no
tubérculo
quadrado
78

10.2- MÚSCULOS DA COXA

10.2.1- COMPARTIMENTO ANTERIOR

Músculos Origem Inserção Ação


Psoas maior Processo Trocanter menor Flexão de quadril
transverso de T12
a L4
Ilíaco Fossa ilíaca Trocanter menor Flexão de quadril

Psoas Laterais das Linha arqueada do Flexão de quadril


menor vértebras T12 e L1 ílio e trocanter menor
Ramo do púbis Linha pectínea do Adução e flexão de
Pectíneo (linha pectínea) fêmur quadril

Espinha ilíaca Medial a Flexão, abdução, e


Sartório ântero-superior tuberosidade da tíbia rotação externa de
(pata de ganso) quadril e flexão de
joelho.
Quadríceps femoral:
Cabeça Reta:
Reto femoral Espinha Ilíaca Tuberosidade da tíbia Extensão de joelho
ântero-inferior e flexão de quadril
Cabeça Reflexa:
sulco supra
acetabular
Lábio lateral da
Vasto lateral linha áspera e face Tuberosidade da tíbia Extensão de joelho
anterior do
trocanter maior
Lábio medial da
Vasto medial linha áspera do Tuberosidade da tíbia Extensão de joelho
fêmur e linha
intertrocantérica
Vasto Face anterior do
intermédio fêmur Tuberosidade da tíbia Extensão de joelho
79

10.2.2- COMPARTIMENTO MEDIAL

Músculos Origem Inserção Ação


Corpo do púbis Lábio medial da linha Adução de quadril
Adutor (próximo à sínfise áspera
longo púbica)
Adutor Ramo inferior do Lábio medial da linha Adução de quadril
curto púbis áspera
Parte adutora:
Adutor ramo inferior do Tubérculo do adutor Adução e flexão de
magno púbis e ramo do quadril
ísquio.
Parte extensora: Lábio medial da linha Adução e extensão
túber isquiático áspera do quadril

Corpo e ramo Parte superior da Adução de quadril e


Grácil inferior do púbis face medial da tíbia flexão de joelho
(pata de ganso)
Margens do Fossa trocantérica do Rotação externa do
Obturador forame obturatório fêmur quadril
externo e membrana
obturatória

10.2.3- COMPARTIMENTO POSTERIOR

Músculos Origem Inserção Ação


Medial a Flexão de
Semitendíneo Túber isquiático tuberosidade da joelho e
tíbia (pata de extensão de
ganso) quadril
Parte posterior do Flexão de
Semimembranáceo Túber isquiático côndilo medial da joelho e
tíbia (sulco para o extensão de
músculo quadril
semimembranáceo)
Cabeça longa: Flexão de
Bíceps femoral túber isquiático Face lateral da joelho e
Cabeça curta: cabeça da fíbula extensão de
Lábio lateral da quadril
linha áspera e linha
supracondilar lateral
do fêmur.
80

10.3- MÚSCULOS DA PERNA

10.3.1- COMPARTIMENTO ANTERIOR

Músculos Origem Inserção Ação


Epicôndilo lateral e Cuneiforme Dorsiflexão e
Tibial anterior Membrana medial e base do inversão do pé.
interóssea. 1º metatarso

Côndilo lateral da Extensão dos


Extensor longo tíbia, ¾ proximais da Falanges distais dedos,
dos dedos face medial da fíbula do 2º ao 5º dedo. dorsiflexão e
e membrana eversão do pé.
interóssea.
1/3 médio da face Extensão do
Extensor longo medial da fíbula e Base da falange Hálux,
do Hálux membrana distal do Hálux Dorsiflexão e
interóssea. inversão do pé.

1/3 inferior da face Base do quinto Dorsiflexão e


Fibular terceiro lateral da fíbula metatarso eversão do pé.

10.3.2- COMPARTIMENTO LATERAL

Músculos Origem Inserção Ação


Cabeça e 2/3 Face ventral da base Flexão plantar e
Fibular longo proximais da face do 1º metatarso e eversão do pé.
lateral da fíbula cuneiforme medial
2/3 distais da face Tuberosidade do 5º Dorsiflexão e
Fibular curto lateral da diáfise metatarso eversão do pé.
da fíbula
81

10.3.3- COMPARTIMENTO POSTERIOR

 SUPERFICIAIS

Músculos Origem Inserção Ação


Lateral: face lateral do Tuberosidade Flexão plantar
Gastrocnêmio côndilo lateral do fêmur calcânea através e flexão do
Medial: face medial do do tendão joelho
côndilo medial do fêmur calcâneo
Linha para o músculo Tuberosidade Flexão plantar
Sóleo sóleo da tíbia, face calcânea através
posterior à cabeça da do tendão
fíbula e ¼ superior da calcâneo
face posterior da fíbula.
Côndilo lateral do fêmur Tuberosidade Flexão plantar
Plantar calcânea e auxilia na
flexão do
joelho

 PROFUNDOS

Músculos Origem Inserção Ação


Face lateral do Face posterior da Travamento do
Poplíteo côndilo lateral do tíbia, superiormente à joelho e auxilia
fêmur e menisco linha para o músculo na flexão do
lateral sóleo. joelho.

Parte medial da face Falanges distais do Flexão dos


Flexor longo posterior da tíbia, 2º ao 4º dedo (em dedos e
dos dedos inferiormente à linha alguns casos o 5º inversão do
para o m. sóleo. dedo) pé.
2/3 inferiores da face Falange distal do Flexão do
Flexor longo posterior da fíbula e hálux. hálux e
do Hálux parte inferior da inversão do
membrana interóssea pé.
Face posterior da Tuberosidade do Flexão plantar
Tibial posterior tíbia, inferiormente a navicular, e inversão do
linha para o m. sóleo, cuneiformes medial, pé.
face posterior da lateral e intermédio,
fíbula e membrana cuboide e bases dos
interóssea. 2º, 3º e 4º metatarso.
82

10.4- MÚSCULOS DO PÉ

10.4.1- PRIMEIRA CAMADA DA FACE PLANTAR

Músculos Origem Inserção Função


Flexor curto Face plantar do Base das falanges Flexão do 2º
dos dedos calcâneo, à frente do médias – ambos os ao 4º dedo
processo medial da lados 2º ao 4º dedo
tuberosidade do
calcâneo.
Abdutor do Processo lateral da Face lateral da base Abdução e
dedo mínimo tuberosidade do da falange proximal do flexão do 5º
calcâneo; 5º dedo; tuberosidade dedo
aponeurose plantar. do 5º metatarso.

Abdutor do Processo medial da Face medial da base Abdução e


hálux tuberosidade do da falange proximal do flexão do hálux
calcâneo e retináculo 1º dedo; sesamoide
dos flexores. medial.

10.4.2- SEGUNDA CAMADA DA FACE PLANTAR

Músculo Origem Inserção Função


Flexor do Base do 5º Base da falange Flete falange proximal do
dedo metatarso proximal do 5º 5º dedo e auxilia na
mínimo dedo flexão do dedo.
Flexor Cuneiforme Face medial e Flete falange proximal
curto do intermédio; lateral da base da hálux.
hálux tendão m. tibial falange proximal
posterior e lig. do 1º dedo;
Plantar longo. sesamoide medial
e lateral.
Quadrado Tubérculo do Tendão do flexor Auxilia o Flexor Longo
plantar calcâneo longo dos dedos. dos dedos na flexão dos
(2 ventres) dedos e mantém arco
plantar.
Lumbricais Tendão do m. Face medial da Flexão da articulação
Total de 4 flexor longo dos expansão sobre os metatarsofalângica e
dedos quatro dedos extensão de
1º lumbrical: laterais. interfalangianas
tendão do 2º proximais e distais;
dedo auxilia os interósseos
2º lumbrical: dorsais na adução dos
tendão do 2º e 3º dedos.
dedo
83

10.4.3- TERCEIRA CAMADA DA FACE PLANTAR

Músculo Origem Inserção Função


Adutor do
hálux Adução e
Base do 2º, 3° e 4º oponência do 1º
Cabeça metatarso. Sesamoide lateral dedo
Oblíqua e face lateral da
base da falange
Ligamentos proximal do 1º Adução
Plantares das dedo
Cabeça articulações
Transversa metatarsofalângicas
(3º, 4º, 5º dedos).
Interósseos
dorsais Face medial da 1º interósseo faz
1º base da falange adução do 2º dedo
Faces adjacentes proximal do 2º
do primeiro ao dedo
quinto dedo.
2º ao 4º Face lateral da Abdução do 2º ao
base da falange 4º dedo
proximal do 2º ao
4º dedo

Interósseos Bases e faces Face medial das Adução do 2º ao


plantares mediais do 3º, 4º e bases das 4º dedo e flete
5º metatarso. falanges proximais articulação
(1º, 2º e 3º) do 3º ao 5º dedo metatarsofalângica

10.4.4- FACE DORSAL

Músculo Origem Inserção Função


Base das Extensão dedos e
Extensor curto Região lateral do falanges médias; auxilia o extensor
dos dedos calcâneo. tendão do longo dos dedos
(mais lateral) músculo flexor
longo dos dedos.
Região dorsal do Face dorsal da Extensão do hálux e
Extensor curto calcâneo próximo falange proximal auxilia o extensor
do hálux ao seio do tarso. do hálux. longo do hálux
(mais dorsal)
84

10.5- OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

 Os músculos que compõem o Quadríceps Femoral, ou seja, o músculo Vasto


lateral, Vasto medial, Vasto intermédio e Reto Femoral, irão se inserir
indiretamente na tuberosidade da Tíbia pelo tendão patelar e diretamente na
patela.
 A “Pata de Ganso” (Pes Anserinus) é composta pela inserção dos seguintes
músculos: Sartório (músculo do compartimento anterior da coxa), Grácil
(músculo do compartimento medial da coxa) e o Semitendíneo (músculo do
compartimento posterior da coxa).
 Os músculos: Glúteo médio e Glúteo mínimo são os únicos músculos
posteriores os quais não realizam rotação externa do quadril, realizando
rotação interna e abdução do quadril.
 Os músculos: Semitendíneo, Bíceps Femoral cabeça Longa e
Semimembranáceo formam o grupo dos isquiotibiais (ou músculos do Jarrete)
e possuem em comum a mesma função: flexão do joelho e extensão do
quadril.
 O trato iliotibial é formado pelo músculo Glúteo Máximo e pelo músculo
Tensor da Fáscia Lata.
 O tendão do músculo Fibular Longo passa pelo sulco maleolar da Fíbula,
abaixo da tróclea fibular no Tálus e abaixo do sulco do tendão do músculo
fibular longo no osso Cuboide.
 O Tríceps Sural é formado pelo músculo Gastrocnêmio (lateral e medial) e
pelo músculo Sóleo.

10.6- TOPOGRAFIAS IMPORTANTES

 FOSSA POPLÍTEA
SÚPERO-LATERALMENTE: é limitado pelo músculo bíceps femoral.
SÚPERO-LATERALMENTE: é limitado pelo músculo semimembranáceo.
INFERORMENTE: é limitado pelo músculo gastrocnêmio.
Por esse espaço passa: a extremidade da veia safena parva, artérias e veias
poplíteas, além de seus ramos e tributárias, nervo tibial e fibular comum, nervo
cutâneo femoral posterior, ademais, passam linfonodos e vasos linfáticos poplíteos.
85

ANOTAÇÕES
___________________________________________________________________
86

CAPÍTULO XII
ARTICULAÇÕES DO MEMBRO INFERIOR

12.1- ARTICULAÇÃO SACROILÍACA

Classificação: é formada posteriormente por uma sindesmose e anteriormente por


uma articulação sinovial plana.

Função do Classificação do
Nome do componente
componente componente
Ligamento Sacroilíaco anterior Estabilizador estático Capsular
Ligamento Sacroilíaco interósseo Estabilizador estático Intra-articular
Faz parte de uma
Ligamento Sacroilíaco posterior Estabilizador estático
sindesmose
Ligamento Iliolombar Estabilizador estático Capsular
Ligamento Sacroespinal Estabilizador estático Extracapsular

Ligamento Sacrotuberal Estabilizador estático Extracapsular

Ligamento Púbico superior Estabilizador estático Extracapsular

Ligamento Púbico Inferior Estabilizador estático Extracapsular

Ligamento Inguinal Estabilizador estático Extracapsular

OBSERVAÇÕES:
O ligamento sacrotuberal transforma as incisuras isquiáticas em forame
isquiático. Enquanto que o ligamento sacroespinal transforma esse forame em
forame isquiático maior e menor. Pelo forame isquiático menor observa-se a
formação do canal isquiático menor por onde passa o nervo pudendo, artéria
pudenda interna e veia pudenda interna.
O músculo Piriforme, por sua vez, corta a região do forame isquiático maior
e transforma esse em:
 Canal suprapiriforme ou hiato piriforme superior: local por onde passa a
artéria glútea superior, veia glútea superior e nervo glúteo superior.

 Canal infrapiriforme ou hiato piriforme inferior: local por onde passa a artéria
glútea inferior, veia glútea inferior, nervo glúteo inferior e nervo isquiático.
87

12.2- ARTICULAÇÃO DO QUADRIL

Classificação: É uma articulação sinovial esferoide, sendo multiaxial.

Nome do Função do Classificação


Movimento que estabiliza
componente componente do componente
Impede a hiperextensão do
Ligamento Estabilizador quadril durante a postura Extracapsular
Iliofemoral estático ereta.
Ligamento Estabilizador Impede a abdução excessiva
Extracapsular
Pubofemoral estático da articulação do quadril.

Ligamento Estabilizador Limita o movimento de flexão


Extracapsular
Isquiofemoral estático e rotação interna do quadril.

Ligamento da
Estabilizador Conduz um vaso sanguíneo
cabeça do Intra-articular
estático até a cabeça do fêmur.
fêmur

Nessa articulação, também é encontrado o Ligamento Transverso do acetábulo, o


qual é uma continuação do Lábio do acetábulo e transpõe a incisura do acetábulo.

12.3- ARTICULAÇÃO DO JOELHO

Classificação: É uma articulação sinovial do tipo gínglimo.

Tipo plana, ocorrendo apenas um eixo de


Patelofemoral
movimento (monoaxial). Realiza apenas
movimento de deslizamento.

Tipo gínglimo (dobradiça monoaxial).


Articulações Tíbiofemoral Movimentos realizados de flexão e extensão.
do Joelho
Articulação deslizante entre a faceta da cabeça
da fíbula e a face posterior do côndilo lateral da
Tíbiofibular
tíbia. Movimento realizado de deslizamento
simples.

Veja abaixo as classificações dos principais ligamentos presentes na articulação do


joelho:
88

Função do Classificação
Nome do componente
componente do componente
Ligamento Cruzado anterior Estabilizador estático Intra-articular
Ligamento Cruzado posterior Estabilizador estático Intra-articular
Ligamento Transverso do joelho Estabilizador estático Intra-articular
Ligamento Meniscofemoral posterior Estabilizador estático Intra-articular
Ligamento Colateral tibial Estabilizador estático Extracapsular

Ligamento Colateral fibular Estabilizador estático Extracapsular

Ligamento Poplíteo oblíquo Estabilizador estático Extracapsular

Ligamento Poplíteo arqueado Estabilizador estático Extracapsular

OBSERVAÇÕES:

FUNÇÃO DOS MENISCOS: aumentam a concavidade das faces articulares dos


côndilos tibiais, tornando a articulação do joelho mais estável, além disso, aumentam
a área de superfície para transferência de carga (melhor distribuição de pressões) e
absorvem cargas impostas ao joelho.

LIGAMENTO PATELAR: situado anteriormente, é a continuação do tendão do


músculo Quadríceps femoral, estende-se do ápice da patela à tuberosidade da tíbia.
O tendão do músculo Quadríceps femoral expande-se enviando também os
retináculo medial e lateral da patela que possuem a função de fixá-la.

Ademais, é necessário lembrar a presença de pregas alares e pregas


infrapatelares na articulação do joelho. Vide imagem no atlas de anatomia para que
seja possível identificar tais estruturas.

12.4- ARTICULAÇÃO DO TORNOZELO (TALOCRURAL)

Classificação: É uma articulação sinovial do tipo gínglimo. Está localizada entre as


extremidades distais da Tíbia e da Fíbula e a parte superior do Tálus.

Componentes:
 COLATERAL LATERAL: Ligamento Talofibular anterior, Talofibular posterior e
Ligamento Calcaneofibular.
 COLATERAL MEDIAL (Deltoide): Ligamento Tibiotalar anterior, Tibiotalar
posterior, Tibiocalcâneo e Tibionavicular.
89

12.5- ARTICULAÇÃO DO PÉ

Articulação Classificação Ligamentos Movimentos


Talocalcânea Sinovial plana Talocalcâneo medial, Inversão e
lateral, interósseo e eversão do
posterior. pé
Talocalcaneonavicular Sinovial, sendo a Calcaneonavicular. Deslizamento
parte talonavicular e rotatórios
do tipo esferoide.

Calcaneocuboide Sinovial plana Calcaneocuboide Inversão,


dorsal, plantar e eversão do
plantar longo. pé e
circundução.
Cuneonavicular Sinovial plana Cuneonavicular Há pouco
dorsal e plantar. movimento.
Tarsometatarsal Sinovial plana Tarsometatarsais Deslizamento.
dorsais, plantares e
interósseos.
Intermetatarsal Sinovial plana Tarsometatarsais Pouco
dorsais, plantares e movimento
interósseos. individual.
Metatarsofalângica Sinovial selar Colaterais laterais e Flexão,
mediais, ligamentos extensão,
plantares. abdução,
adução e
circundução.
Interfalângica Sinovial gínglimo Colaterais laterais e Flexão e
mediais, ligamentos extensão.
plantares.
90

ANOTAÇÕES
___________________________________________________________________
91

CAPÍTULO XIII
ABDOME- MÚSCULOS, ESTRATIFICAÇÃO E ESTRUTURAS

13.1- ESTRATIFICAÇÃO ABDOMINAL

Para melhor compreensão, o abdome é a parte do tronco situada entre o


tórax e a pelve, além disso, possui a função de permitir a flexibilidade entre a pelve e
o tórax. Desse modo, protege o seu conteúdo interno e aumenta a pressão intra-
abdominal quando necessário. Veja abaixo a estratificação da parede abdominal:

Superficial
PELE
TELA SUBCUTÂNEA:
Panículo adiposo (Fáscia de Camper) e Fáscia membranosa (Fáscia de Scarpa)
MÚSCULO OBLÍQUO EXTERNO
FÁSCIA DO MÚSCULO OBLÍQUO EXTERNO
FÁSCIA DO MÚSCULO OBLÍQUO INTERNO
MÚSCULO OBLÍQUO INTERNO
FÁSCIA DO MÚSCULO TRANSVERSO
MÚSCULO TRANSVERSO
FÁSCIA TRANSVERSAL
TECIDO EXTRAPERITONEAL
PERITÔNIO PARIETAL
PERITÔNIO VISCERAL
Profundo

13.2- MÚSCULOS DA PAREDE ABDOMINAL

Os principais músculos do abdome, os quais merecem destaque no estudo a


seguir são: Músculo Oblíquo Externo, Músculo Oblíquo Interno, Músculo Transverso
do Abdome, Músculo Piramidal e Músculo Reto Abdominal. Veja as origens e
inserções dos músculos listados acima:

Músculo Origens Inserções


Da 5ª à 12ª costela. Lábio externo da
Músculo Oblíquo Externo crista ilíaca e bainha
do reto do abdome.
Aponeurose
toracolombar e linha Bainha do reto do
Músculo Oblíquo Interno
intermédia da crista abdome.
ilíaca.
92

Aponeurose
toracolombar, lábio
Bainha do reto do
Músculo Transverso do Abdome interno da crista ilíaca
abdome.
e seis últimas
cartilagens costais.

Músculo Reto Abdominal Processo Xifoide, 5ª e Sínfise púbica e


6ª cartilagens costais. crista obturatória.

Músculo Piramidal Corpo do púbis. Linha Alba.

OBSERVAÇÕES:

LINHA ALBA: segue verticalmente por toda a extensão da parede anterior do


abdome e separa as bainhas do reto bilateralmente. Está presente desde a sínfise
púbica até o processo Xifoide. Essa linha dá passagem a pequenos vasos e nervos
para a pele.

LINHA ARQUEADA: delimita o término da lâmina posterior da bainha do Músculo


Reto do Abdome. Vide mais abaixo.

13.3- BAINHA DO MÚSCULO RETO ABDOMINAL

O Músculo Reto do Abdome é um músculo largo, semelhante a uma tira,


sendo o principal músculo vertical da parede anterior do abdome. A maior parte
desse músculo é revestida pela bainha do reto, a qual é o compartimento fibroso
incompleto e forte dos músculos Reto do Abdome e Piramidal. A bainha é formada
pela disposição em forma de cruz e pelo entrelaçamento das aponeuroses dos
músculos planos do abdome.
A aponeurose do Músculo Oblíquo Externo contribui para a parede anterior
da bainha em toda sua extensão, enquanto que os dois terços superiores da
aponeurose do Músculo Oblíquo interno dividem-se em duas camadas, ou lâminas.
A lâmina anterior une-se à aponeurose do Músculo Oblíquo Externo para formar a
lâmina anterior da bainha do Músculo Reto, enquanto que a lâmina posterior se une
à aponeurose do Músculo Transverso do Abdome para formar a lâmina posterior da
bainha do reto.

Veja na imagem abaixo retirada do livro “Netter- anatomia para colorir”, para
compreender melhor aquilo que foi dito acima:
93

LEGENDA:
1. Músculo Oblíquo Externo do abdome.
2. Músculo Oblíquo Interno do abdome.
3. Músculo Transverso do abdome.
4. Músculo Reto do abdome (note as três intersecções tendíneas).
5. Músculo Piramidal.
1A. Aponeurose do Músculo Oblíquo Externo do abdome.
2A. Aponeurose do Músculo Oblíquo Interno do abdome.
3A. Aponeurose do Músculo Transverso do abdome.

13.4- FACE INTERNA DA PAREDE ABDOMINAL

De acordo com Moore e Persaud (2007), a face interna da parede ântero-


lateral abdominal é recoberta por fáscia transversal, uma quantidade variável de
gordura extraperitoneal e pelo peritônio parietal. Desse modo, a parte infraumbilical
desta superfície apresenta pregas peritoneais, algumas das quais contêm
remanescentes de vasos que conduziam o sangue que entrava e saía do feto.
Assim, cinco pregas peritoneais umbilicais, sendo duas de cada lado e uma
no plano mediano, seguem em direção ao umbigo:

 Prega umbilical mediana: estende-se do ápice da bexiga até o umbigo e


cobre o ligamento umbilical mediano.
 Duas pregas umbilicais mediais: laterais à prega umbilical mediana,
cobrem os ligamentos umbilicais mediais, formados por partes ocluídas das
artérias umbilicais.
 Duas pregas umbilicais laterais: laterais às pregas umbilicais mediais,
cobrem os vasos epigástricos inferiores.
94

Além disso, existem depressões laterais às pregas umbilicais, chamadas de


fossas peritoneais, na qual cada uma é um local de possível hérnia. Veja a seguir a
representação esquemática das pregas e fossas peritoneais:

Medial
PREGA UMBILICAL MEDIANA
FOSSA SUPRAVESICAL
PREGA UMBILICAL MEDIAL
FOSSA INGUINAL MEDIAL: trígonos inguinais ou trígono de Hesselbach
PREGA UMBILICAL LATERAL
FOSSA INGUINAL LATERAL
Lateral

OBSERVAÇÕES:
 Fossas inguinais mediais, também denominadas trígonos de Hesselbach, são
possíveis locais para hérnias inguinais diretas, o tipo menos comum de hérnia
inguinal.
 Fossas inguinais laterais incluem os anéis inguinais profundos e são
possíveis locais do tipo de hérnia inguinal mais comum, a hérnia inguinal
indireta.

13.5- CANAL INGUINAL

A região inguinal é compreendida espinha ilíaca ântero-superior e o


tubérculo púbico, sendo importante anatomicamente, pois nessa região específica
determinadas estruturas entram e saem da cavidade abdominal. Além disso, são
importantes clinicamente, pois são possíveis locais de herniação.
O canal inguinal possui uma abertura em cada extremidade, o anel inguinal
profundo (entrada do canal) e o anel inguinal superficial (saída do canal). Cada qual
possuindo sua importância para a região específica.

 Anel inguinal profundo: localizado superior à região intermediária do


ligamento inguinal e lateral à artéria epigástrica inferior, forma uma abertura
por onde entram no canal inguinal o ducto deferente extraperitonial e os
vasos testiculares no homem e o ligamento redondo do útero no caso das
mulheres. Dessa maneira, a própria fáscia transversal continua até o canal,
formando o revestimento interno das estruturas que passam por ali.

 Anel inguinal superficial: é a saída pela qual o funículo espermático (no


caso dos homens) e o ligamento redondo do útero (no caso das mulheres)
emergem do canal inguinal.
95

13.5.1- LIMITES DO CANAL INGUINAL

O canal inguinal possui duas paredes laterais (anterior e posterior), o teto e o


assoalho:

 Parede anterior: aponeurose do Músculo Oblíquo Externo e parte lateral


reforçada por fibras do Músculo Oblíquo Interno.
 Parede posterior: formada pela fáscia transversal e reforçada pelo tendão
conjuntivo (foice inguinal).
 Teto: lateralmente formado pela fáscia transversal, na parte central possui os
arcos músculos-aponeuróticos do Músculo Oblíquo Interno e Transverso do
Abdome, e medialmente o pilar medial.
 Assoalho: Lateralmente possui o trato iliopúbico, na parte central possui o
ligamento inguinal e medialmente, o ligamento lacunar e pectíneo.

13.5.2- LACUNAS

Na região inferior ao ligamento inguinal, pode-se observar a formação de três


lacunas:

 Lacuna pectínea: por onde passa o Músculo Pectíneo.


 Lacuna dos vasos: por onde passa a artéria femoral, veia femoral e ramo
femoral do nervo genitofemoral.
 Lacuna dos músculos: por onde passa o Músculo Iliopsoas, o nervo cutâneo
lateral da coxa e o nervo femoral.

13.6- HÉRNIAS INGUINAIS

13.6.1- DIRETA
A hérnia inguinal direta, também denominada hérnia inguinal adquirida,
ocorre no Trígono de Hesselbach, sendo responsável por 1/3 a 1/4 das hérnias
inguinais. Nesse caso, o intestino herniado passa MEDIALMENTE aos vasos
epigástricos inferiores, empurrando o peritônio e a fáscia transversal no trígono
inguinal para entrar no canal inguinal. Ocorre através do anel superficial,
lateralmente ao funículo, raramente entrando no escroto, porém, compromete o
canal inguinal, pois leva junto os componentes dele.

13.6.2- INDIRETA
A hérnia inguinal indireta, também denominada hérnia congênita, ocorre no
canal inguinal profundo, sendo responsável por 2/3 a 3/4 das hérnias inguinais.
Nesse caso, o intestino herniado passa LATERALMENTE aos vasos epigástricos
inferiores para entrar no anel inguinal profundo.
96

ANOTAÇÕES
___________________________________________________________________
97

CAPÍTULO XIV
PELVE E PERÍNEO

Para que seja possível o estudo, é necessário compreender o significado e a


importância dos termos abordados, ou seja, pelve e períneo. Assim, após o
entendimento, poderá ser realizada a abordagem dos componentes e das
características fundamentais para o conhecimento.
A pelve é a parte do tronco, localizada inferiormente ao abdome. É a área de
transição entre o tronco e os membros inferiores, dessa forma, a pelve é o espaço
circundado pelo cíngulo do membro inferior, podendo ser dividida em pelve maior, a
qual oferece proteção das vísceras abdominais inferiores, e menor, a qual oferece a
estrutura óssea para os compartimentos da cavidade pélvica e do períneo no tronco.
O períneo refere-se tanto a uma área superficial externa quanto a um
compartimento superficial do corpo. Logo, é limitado inferiormente pela abertura
inferior da pelve e é separado da cavidade pélvica pelo diafragma da pelve, que é
formado pelos músculos: Levantador do Ânus e Isquiococcígeo.

PELVE

14.1- ABERTURAS E DIÂMETROS DA PELVE

A pelve é composta por duas aberturas, abertura superior e abertura inferior,


além disso, também é composta pela cavidade pélvica. Desse modo, cada
componente possui diâmetros específicos que auxiliam nos estudos anatômicos e
nas análises clínicas.

ABERTURA SUPERIOR
 Diâmetro ântero-posterior (conjugado ou anatômico): começa na parte
superior da sínfise púbica e termina no promontório.
 Diâmetro transverso: entre as eminências ílio-púbicas.
 Diâmetro oblíquo: começa na eminência ílio-púbica e vai até a parte mais
superior da articulação sacroilíaca.
 Diâmetro diagonal (toque vaginal): começa na parte inferior da sínfise
púbica e vai até a região do promontório.
 Diâmetro obstétrico: começa no centro da sínfise púbica e vai até a região
do promontório.
CAVIDADE PÉLVICA
 Diâmetro ântero-posterior: começa na parte inferior da sínfise púbica e vai
até a terceira vértebra sacral.
 Diâmetro Transverso: entre as espinhas isquiáticas.
 Diâmetro Oblíquo: começa na parte inferior da articulação sacroilíaca e vai
até o centro do forame obturatório.
98

ABERTURA INFERIOR
 Diâmetro ântero-posterior: começa na extremidade caudal do cóccix e vai
até a extremidade inferior da sínfise púbica.
 Diâmetro Transverso: entre as duas tuberosidades isquiáticas.

14.2- CAVIDADE PÉLVICA- PAREDES E ASSOALHO

14.2.1- PAREDES

 Parede ântero-inferior: formada pelos corpos e ramos do púbis e pela sínfise


púbica.
 Paredes Laterais: formada pelos ossos do quadril direito e esquerdo, cada
qual incluindo o forame obturado fechado pela membrana obturatória. Além
disso, é formada por fixações do Músculo Obturador interno, o qual cobre e
protege essa região.
 Parede Posterior: formada pelo Sacro e pelo cóccix, pela articulação
sacroilíaca e seus ligamentos (sacroilíaco anterior, sacroespinal e
sacrotuberal), além do músculo piriforme.

14.2.2- ASSOALHO

É formado pelo diafragma pélvico (Músculo Isquiococcígeo, Levantador do


ânus e fáscias que recobrem a face inferior e superior desses músculos). O
diafragma separa a cavidade pélvica do períneo. O Músculo Levantador do ânus
forma um assoalho dinâmico para sustentar as vísceras abdominopélvicas e possui
três partes:

 Puborretal: é a parte medial, mais estreita e mais espessa do Músculo


Levantador do ânus. São as fibras continuas entre as faces posteriores dos
copos dos púbis. Forma uma alça em formato de U e delimita o hiato
urogenital. No homem esse músculo ainda e subdividido como pubovesical e
puboprostático. Já na mulher existem o puborretal, pubovaginal e
pubovesical.
 Pubococcígeo: é a parte intermediária mais larga, porém mais fina. Origina-s
lateralmente ao puborretal, a partir da face posterior do corpo do púbis e arco
tendíneo anterior. Suas fibras laterais fixam no cóccix e suas fibras mediais
fundem-se com aquelas do músculo contralateral.
 Iliococcígeo: é a parte póstero-lateral do Músculo Levantador do ânus, que
se origina no arco tendíneo posterior e na espinha isquiática.
99

14.3- TIPOS DE PELVE

Pelve Androide: abertura superior em forma de copa do baralho, desse modo, o


diâmetro transverso é maior que o diâmetro conjugado.
Pelve Antropoide: abertura ovalada em que o diâmetro conjugado é maior que o
diâmetro transverso.
Pelve Ginecoide: abertura superior arredondada, cujo diâmetro transverso é
praticamente igual ao diâmetro conjugado.
Pelve platipeloide: possui formato ovalado, no qual o diâmetro transverso é maior
que o diâmetro conjugado.

OBSERVAÇÃO
 Na maioria das pelves masculinas:
Diâmetro conjugado > Diâmetro transversal < Diâmetro transversal feminino
 Na maioria das pelves femininas:
Diâmetro Transversal > Diâmetro conjugado
14.4- VASCULARIZAÇÃO DA CAVIDADE PÉLVICA

AORTA ABDOMINAL Tronco Celíaco


Mesentérica superior
Testiculares ou ováricas
Sacral mediana
Mesentérica inferior

Retal superior
ILÍACA COMUM

ILÍACA EXTERNA Artéria Femoral

ILÍACA INTERNA TRONCO POSTERIOR

TRONCO ANTERIOR
100

ILÍACA INTERNA TRONCO POSTERIOR

A. Íliolombar

TRONCO ANTERIOR A. Glútea Superior

A. Obturatória A. Sacral Lateral

A. Umbilical Lig. Umbilical Aa. Sacrais Segmentares

A. Vesical Superior

A. Vesical inferior (Homem)

A. Uterina (Mulher)

A. Pudenda Interna A. Retal Inferior

A. Retal Média A. Vesicoprostática (Homem)

A. Vesical Inferior (Mulher)

A. Glútea Inferior

14.5- PELVE MASCULINA

14.5.1- ESTRATIFICAÇÃO DO ESCROTO

Superficial
PELE
TÚNICA DE DARTOS
FÁSCIA ESPERMÁTICA EXTERNA
MÚSCULO E FÁSCIA CREMÁSTER
FÁSCIA ESPERMÁTICA INTERNA
LÂMINA PARIETAL DA TÚNICA VAGINAL
LÂMINA VISCERAL DA TÚNICA VAGINAL
TÚNICA ALBUGÍNEA
Profundo
101

OBSERVAÇÕES:
 Fáscia Espermática Interna: proveniente da Fáscia Transversal.
 Músculo e Fáscia Cremáster: derivados, respectivamente, do músculo
Oblíquo Interno e a Fáscia do Músculo Oblíquo Interno.
 Fáscia Espermática Externa: Surge da aponeurose do Músculo Oblíquo
Externo.

14.5.2- FUNÍCULO ESPERMÁTICO

 Revestimentos: Fáscia Espermática Interna


Músculo e Fáscia Cremáster
Fáscia Espermática Externa
 Constituintes: Plexo Venoso Pampiniforme
Ducto Deferente
Artéria do Ducto Deferente
Ramo Genital do Nervo Genitofemoral
Artéria Testicular
Artéria Cremastérica
Veias Cremastéricas
Vasos Linfáticos

14.5.3- ÓRGÃOS GENITAIS INTERNOS MASCULINOS

 Ducto ejaculatório: cada ducto mede cerca de dois centímetros e são


formados pela união do ducto da glândula seminal e da ampola do ducto
deferente. Convergem para se abrir no colículo seminal por meio de
pequenas aberturas, os óstios dos ductos ejaculatórios.
 Uretra: Serve de passagem para a urina e para o sêmen até a glande do
pênis, de modo esses fluidos sejam expelidos. Possui dois óstios, o interno e
o externo e inicia na bexiga a partir do óstio interno. Composta pela parte
intramural (a qual é circunda pelo Músculo Esfíncter interno da uretra), parte
prostática (contendo o colículo seminal, de modo que o trato urinário e o trato
reprodutivo se fundem), parte membranácea (circundado pelo Músculo
Esfíncter externo da uretra) e a parte esponjosa, a qual termina no óstio
externo da uretra masculina.
 Pênis: é o órgão masculino da cópula e, conduzindo a uretra, oferece saída
para a urina e o sêmen. Possui formato cilíndrico e consiste em corpo, raiz e
glande. Composto por um corpo esponjoso, onde está localizado o orifício da
uretra, além disso, possui dois corpos cavernosos, localizados acima do corpo
esponjoso.
 Glândulas Seminais: posicionadas obliquamente superiores à próstata, não
armazenam espermatozoides, no entanto secretam um líquido viscoso
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alcalino que neutralizam ácidos fornece frutose para a produção de ATP pelos
espermatozoides e, além de contribuírem para a motilidade dos
espermatozoides, auxiliam na coagulação do sêmen.
 Próstata: glândula simples, em forma de anel, presente abaixo da bexiga
urinária, envolvendo a parte prostática da uretra masculina, secreta um
líquido que auxilia na coagulação do sêmen após a ejaculação.
 Glândulas Bulbouretrais: situam-se póstero-lateralmente à parte
membranácea da uretra, de modo que seus ductos abrem-se na parte
esponjosa da uretra masculina. Secretam um líquido mucoso e alcalino que
neutraliza a acidez vaginal e lubrifica o revestimento da uretra e do pênis
durante a excitação sexual, reduzindo, portanto, a quantidade de
espermatozoides danificados durante a ejaculação.
 Epidídimo: cada epidídimo consiste principalmente em ductos fortemente
espiralados, sendo dividido em cabeça, cabeça, corpo e cauda. Armazena
espermatozoides e os impede de irem para o ducto deferente.
 Ducto Defrente: passa pelo canal inguinal e conduz os espermatozoides do
epidídimo para a uretra por meio de contrações peristálticas da túnica
muscular.

Veja abaixo uma imagem de um corte transversal do corpo do pênis retirada do livro
“Netter- anatomia para colorir”, para compreender melhor aquilo que foi dito acima:

LEGENDA:
1. Corpos cavernosos. 3. Corpo esponjoso.
2. Parte esponjosa da uretra. 4. Fáscia do pênis.
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14.6- PELVE FEMININA

14.6.1- ÓRGÃOS GENITAIS INTERNOS FEMININOS

 Vagina: é um tubo fibromuscular que se estende do colo do útero até o


vestíbulo (fenda entre os lábios menores). Contém o óstio da vagina e o óstio
externo da uretra. A extremidade superior da vagina circunda o colo do útero,
nessa região encontra-se o fórnice da vagina (recesso ao redor do colo), que
possui a parte posterior (é a mais profunda), anterior e as partes laterais. A
vagina situa-se posteriormente a bexiga e anteriormente ao reto, passando
entre as margens mediais do Músculo Levantador do ânus.
 Útero: é um órgão muscular oco, com as paredes espessas. O útero não
gravídico geralmente está localizado na pelve menor, com seu corpo sobre a
bexiga e o colo entre a bexiga e o reto. Na mulher adulta o útero encontra-se
antevertido e antefletido, de forma que sua massa está sobre a bexiga. Entre
o útero e o reto pode-se observar a Escavação Retouterina ou Bolsa de
Douglas e entre a bexiga e o útero encontra-se a Escavação Vesicouterina. O
útero comunica-se com a vagina pelo o óstio do útero e sua parede do corpo
é formada por três camadas: perimétrio, miométrio e endométrio.
 Tubas uterinas: divididas em quatro partes: o infundíbulo (presença das
fimbrias), ampola (parte mais larga e mais longa da tuba), istmo (mais estreita
e entra no corno uterino) e parte intramural (atravessa a parede do útero e
abre através do óstio interno da tuba uterina).
 Ovários: par de gônadas do sistema reprodutor feminino, que produz as
células germinativas femininas denominadas óvulos (ovócitos), além de
secretar os hormônios estrógeno e progesterona.

14.6.2- LIGAMENTOS

 Retouterino (colo do útero)


 Largo (corpo do útero)
 Redondo (anteriormente)
 Útero-ovárico (posteriormente)
 Suspensor do ovário (lateralmente)
 Mesovárico (recobrindo o ovário)
 Mesossalpinge (transpassando a tuba)

14.6.3 – VULVA OU PUDENDO

Com o auxílio de uma Atlas de Anatomia, veja a seguir os componentes da vulva ou


pudendo:
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 Monte do púbis  Lábios menores


 Comissura Labial Anterior  Lábios Maiores
 Comissura Labial Posterior  Óstio da Vagina
 Prepúcio do Clitóris  Frênulo dos Lábios Menores
 Frênulo do clitóris  Ânus
 Glande do clitóris  Vestíbulo
 Óstio externo da Uretra

OBSERVAÇÕES:
 Comissura labial: é o encontro dos lábios.
 Vestíbulo: região delimitada pelos lábios menores.
 Clitóris: composto pelo corpo, pela glande, pelos ramos, possuindo um ângulo.

PERÍNEO

Limitado inferiormente pela abertura inferior da pelve, é separado da


cavidade pélvica pelo diafragma da pelve. Na posição anatômica, a superfície do
períneo é a região estreita entre as partes proximais das coxas; entretanto, quando
os membros inferiores são abduzidos, é uma área em forma de losango que se
estende do monte do púbis (anteriormente), das faces mediais das coxas
(lateralmente), e das pregas glúteas (posteriormente). Os limites osteofibrosos que
demarcam o períneo são:
Anteriormente: Sínfise púbica.
Ântero-lateralmente: Ramos inferiores do púbis e Ramos isquiáticos.
Lateralmente: Túberes isquiáticos.
Posteriormente: parte inferior do sacro e cóccix.

Porém, uma linha transversa que une as extremidades anteriores dos


túberes isquiáticos divide o períneo, cujo formato é um losango, em dois triângulos:
O trígono anal (posteriormente a linha): canal anal e seu orifício (ânus), que são
circundados pelo corpo adiposo Ísquioanal.
O trígono urogenital (anteriormente a linha): é fechado pela membrana do
períneo (estendendo-se entre os dois arcos púbicos, cobrindo toda parte anterior da
abertura inferior da pelve).
No ponto médio dessa linha transversa é o ponto central do períneo. Sendo
a localização do corpo do períneo, local de convergência e entrelaçamento de fibras
de vários músculos, incluindo: Bulboesponjoso, Esfíncter Externo do Ânus e da
Uretra, Músculo Transverso Superficial e Profundo do Períneo e Levantador do
ânus.
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ANOTAÇÕES
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REFERÊNCIAS
SOBOTTA,J. Atlas de anatomia humana. [Link], Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan,2000. V1.

NETTER,F.H. Atlas de anatomia humana. 3ªed. Porto Alegre: Artmed, 2003.

SOBOTTA,J. Atlas de Anatomia Humana. 22ed. Rio de Janeiro: Guanabara


Koogan, 2006. V1.

MOORE, K.L. DALLEY, A.F. Anatomia Orientada Para a Clínica. 5ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.

NETTER, F.H. Atlas de Anatomia Humana. 5ª Ed. São Paulo: Elsevier, 2011.

MOORE,K.L. Anatomia orientada para a clínica. [Link]. Rio de Janeiro:Guanabara


Koogan, 2001.

PESQUISE TAMBÉM EM:

 [Link]
 [Link]

AGRADECIMENTOS:
ÉRIKA MONDIN BULOS.
HECTOR ANTUNES PIMENTA RIBEIRO.
ISABELA ROBERTA DA SILVA.
LINDEMBERG BARBOSA JÚNIOR.
PEDRO HENRIQUE BORGES DA CUNHA.

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