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República de Angola
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Complexo Escolar Pitabel -Parque das Acácias
--Ensino Particular --
LUANDA
TEORIA DO CONHECIMENTO
SEGUNDO DAVID HUME E
EMMANUEL KANT
Grupo nº 2
Classe: 11
Turma: EJ-A
Docente:
____________________
2024
INTEGRANTES DO GRUPO:
- YURI MORAIS
- RICARDO DIAS
- GRAÇA MAKOLA
Luanda-Angola
2024
Índice
1. Introdução …………………………………………………………………...5
2. O empirismo...……………………………......................................................6
3. O criticismo……………………………………………………......................8
4. Conclusão..…………………………………………………………………...9
5. Bibliografia……………..…………………………………............................10
INTRODUÇÃO
Neste trabalho iremos abordar sobre a contribuição de David Hume e de Emmanuel
Kant para o tema teorias do conhecimento apresentando as suas ideias quanto ao assunto
e o que foi abordado por tais cientistas e o motivo de eles defenderem tais ideias.
Emmanuel Kant: foi um filósofo iluminista nascido em 1724, na Prússia, região da
atual Alemanha. Ele cresceu na cidade de Konigsberg, onde viveu até sua morte, em
1804.
David Hume: foi um filósofo, historiador e ensaísta britânico nascido na Escócia, que
se tornou célebre pelo seu empirismo radical e ceticismo filosófico.
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DAVID HUME;TEORIA DO CONHECIMENTO: O EMPIRISMO
Hume é conhecido por seu ceticismo e empirismo extremos. O filósofo questionava até
fatos e elementos que pareciam já ter sido esclarecidos pela ciência e pela filosofia. Com
os diversos questionamentos e dúvidas, Hume buscava descobrir as origens e
construções das crenças humanas e não apenas a superficialidade da existência de fatos
e elementos.
Defensor do empirismo, o escocês afirma que todo processo de entendimento inicia-se
com impressões. Não seria possível desvincular o pensamento das sensações. O autor
define que as sensações são as únicas capazes de serem comprovadas. A perceção a
partir das nossas sensações é a única realidade que os seres humanos são capazes de
conhecer. Hume discorda da tradição científico filosófica ao questionar o princípio da
causalidade. O princípio define a relação entre eventos, de forma que um é a causa e o
outro o evento dessa mesma causa. De acordo com Hume, a filosofia não deveria tentar
entender a relação entre causa e efeito e nem a eficiência desse conceito na vida humana,
mas sim a força que o conceito exerce no cotidiano e na sociedade.
David Hume identifica dois tipos de conhecimento: matérias de fato e relação de ideias.
O primeiro está relacionado com a perceção imediata e seria a única forma verdadeira
de conhecimento. A relação de ideias é uma inferência de outras ideias, ou seja, ao
relacionar duas ideias que temos na nossa mente provenientes da experiência
concluímos outra ideia. Esta nova ideia, é logicamente verdadeira e necessária, pois é
inferida através de um raciocínio demonstrativo (regras da lógica formal). Mas este
conhecimento é tautológico, pois não acrescenta nada de novo, é apenas uma relação de
ideias que já possuíamos. Baseado nisso, Hume refuta a própria causalidade, a noção de
causa e efeito, fundamental para a ciência.
No desenvolvimento de todas as suas obras filosóficas, Hume defende o empirismo
como forma de se atingir o conhecimento. O conceito de empirismo foi definido pela
primeira vez em 1690, por John Locke, filósofo que foi grande influenciador das obras
de Hume.
Os empiristas creem que as experiências e sensações humanas são as únicas capazes e
responsáveis pela formação de ideias. A razão, por sua vez, é responsável pela
organização dos conhecimentos obtidos a partir das sensações.
Para que o indivíduo atinja o conhecimento é preciso que primeiro, passe por
experiências sensoriais. Posteriormente, o pensador deve submeter o objeto a diversas
análises, testes, experiências e observações para garantir ou não a veracidade daquilo
que pesquisa. Por fim, os resultados e conhecimentos obtidos a partir das experiências,
observações e testes são organizados são organizados.
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Para Hume, as ideias não são inatas, mas derivam das sensações e das perceções que o
ser humano adquire. As sensações e perceções são fruto de um conjunto de vivências
que adquirimos por meio dos sentidos. O que determina o grau e a capacidade de
conhecimento humano são o nível e a intensidade das experiências adquiridas pelos
sentidos.
Exemplo que Hume nos dá dessa sua tese é o nascimento do Sol: "O Sol nascerá
amanhã!" nada mais é que uma crença que nos temos a partir da observação dos dias
que se passaram. Mas só a experiência de ver o Sol sempre nascer todos os dias não
prova, necessariamente, que ele nascerá amanhã; o que nos faz acreditar que ele nascerá
é meramente nosso hábito, nosso costume de vê-lo nascer todos os dias.
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EMMANUEL KANT;TEORIA DO CONHECIMENTO: O CRITICISMO
Criticismo é uma doutrina filosófica que nega todo o conhecimento cujos fundamentos
não tenham sido analisados criticamente. Elaborada pelo filósofo iluminista Immanuel
Kant (1724-1804), essa doutrina também é conhecida por Criticismo Kantiano.
Insatisfeito com ambas doutrinas e inspirado nas ideias do empirista David Hume (1711-
1776) - outro filósofo da época do iluminismo - Kant propõe uma abordagem que se
contrapõe ao empirismo e ao racionalismo.
Para Kant, o conhecimento é adquirido por meio da interação entre o objeto e o sujeito
e tem como ponto de partida o interesse do indivíduo em aprender sobre o objeto, ou
seja, Kant coloca o sujeito como peça principal em uma relação cognitiva.
Kant critica o racionalismo e o empirismo, pois defende que ambas as doutrinas não
consideram o papel ativo da pessoa no processo de aquisição do conhecimento.
Dessa forma, Kant estabelece limites para o intelecto humano em relação ao
conhecimento. Diferente de uma perspetiva ceticista, Kant acredita na possibilidade do
conhecimento, mas defende que o indivíduo tem um conteúdo sensível a partir do qual
ele capta e interpreta informações.
Isso significa que um pensamento não pode ser explicado com elementos externos ao
indivíduo, mas deve ser relacionado com o próprio funcionamento de sua mente.
Ao compreender a relação entre o sujeito e o conhecimento - colocando o indivíduo
como peça central dessa relação - Kant promove uma revolução na maneira de entender
como o processo de aprendizagem acontece.
Essa mudança de perspetiva ficou conhecida como Revolução Copernicana de Kant,
numa referência à Copérnico, que revolucionou a ciência ao mostrar que não era a Terra
o centro do universo, mas o Sol.
Kant propõe que os indivíduos possuem conhecimentos "a priori" e a "posteriori".
"A priori" é o conhecimento anterior à experiência, são as noções puras de
entendimento, aquelas capacidades que o indivíduo tem desde que nasce. "A posteriori",
por sua vez, é o conhecimento que vem após a experiência.
Baseando-se nessa estrutura, Kant acredita que os indivíduos possuem uns óculos da
razão, compostos por conceitos a priori. Esses óculos influenciam como as pessoas
interpretam e entendem o mundo. Isso significa que os objetos não podem ser vistos
como realmente são (em si mesmos), mas como a razão os interpreta.
Por isso o sujeito é a peça central do conhecimento, afinal, é a partir de seus óculos da
razão que ele construirá uma interpretação de um objeto. Assim, seria impossível
afirmar o que é um objeto em si, apenas dizer como ele se manifesta, como ele aparece.
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CONCLUSÃO
Concluímos que, tanto a Tese de David Hume e de Emmanuel Kant são importantes
para o desenvolvimento humano, e contribui muito para o estudo sobre o tema teorias
do conhecimento pois ajuda-nos a entender como o ser humano adquire o conhecimento
ao longo do tempo, vemos que são duas ideias distintas mas que por fim acabam por
fazer sentido se for bem estudada e interpretada.
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BIBLIOGRAFIA
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Empirismo#Etimologia
- https://querobolsa.com.br/enem/filosofia/david-hume
- https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/empirismo.htm
- https://www.significados.com.br/criticismo/
- https://beduka.com/blog/materias/filosofia/criticismo/
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