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Dinâmica e Mutações Patrimoniais

Este documento discute a dinâmica patrimonial e as mutações patrimoniais em entidades contábeis. A dinâmica patrimonial representa as transações financeiras que afetam o patrimônio e devem ser registradas contabilmente. As mutações patrimoniais podem ser permutativas, modificativas ou mistas e alteram a composição ou valor do patrimônio.
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Dinâmica e Mutações Patrimoniais

Este documento discute a dinâmica patrimonial e as mutações patrimoniais em entidades contábeis. A dinâmica patrimonial representa as transações financeiras que afetam o patrimônio e devem ser registradas contabilmente. As mutações patrimoniais podem ser permutativas, modificativas ou mistas e alteram a composição ou valor do patrimônio.
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Dinâmica Patrimonial

Mutação e Variações Patrimoniais, Actos e factos administrativos

Dinamica Patrimonial

Na perspectiva de Ribeiro (2009), a dinâmica patrimonial é representada pelo conjunto dos factos
contábeis ou transações financeiras ocorridas na entidade contbil ( pessoa físia ou jurídica) e que,
obrigatoriamente, terão de ser registrados pela contabilidade.

Transações financeiras ou fatos contábeis Fato contábil ou transações financeiras, siguinifica que todo
acontecimento passível de registro contábil, ou seja, todo fato contábil ou transação financeira tem que
ser obrigatoriamente registrado pela contabilidade.

O património constitui-se com a intenção de suprir necessidades através da utilização ou função dos
meios que constituem. Para que o património produza sua utilidade é preciso que seja accionado por
actos administrativos ou por influências não voluntárias.( Ribeiro, 2009)

A Dinâmica Patrimonial património de uma empresa não é estática. Acompanha a evolução da mesma.
Os factos patrimoniais estão associados a tudo aquilo que implique variações no
património.Permutativos ou Qualitativos: provocam alteração na composição do património, mas não
no seu valor.Modificativos ou Quantitativos: provocam alteração na composição e no valor. (Ribeiro,
2009)

Segundo Carvalho (2012), as mutações do Patrimônio Líquido são as variações ocorridas nos valores que
compõem o patrimônio líquido de uma empresa, como resultado das operações realizadas ao longo de
um determinado período.

Essas mutações podem ser apresentadas em uma Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido
(DMPL), que tem como objetivo demonstrar de forma clara e objetiva as principais movimentações que
ocorreram no patrimônio líquido de uma empresa.

A DMPL é composta por duas partes principais: a primeira apresenta a situação do patrimônio líquido no
início do período, enquanto a segunda apresenta as mutações ocorridas durante o período.

Principais mutações

As principais mutações que podem ocorrer no patrimônio líquido são:

Capital Social: refere-se às variações ocorridas no valor do capital social da empresa, como aumento ou
redução do valor nominal das ações.

Reservas de Capital: são reservas criadas pela empresa para registrar os ganhos de capital obtidos em
operações como a venda de ações acima do valor nominal, entre outras.
Reservas de Lucros: são reservas criadas pela empresa para registrar parte dos lucros obtidos em
operações anteriores. Essas reservas podem ser distribuídas aos acionistas em forma de dividendos, ou
mantidas na empresa para uso futuro.

Ajustes de Avaliação Patrimonial: são ajustes feitos no valor dos ativos e passivos da empresa, com o
objetivo de refletir seu valor justo de mercado.

Prejuízos Acumulados: refere-se aos prejuízos acumulados pela empresa ao longo de sua existência.
Esses prejuízos podem ser utilizados para compensar lucros futuros. (Carvalho, 2012).

Para Araújo (2012), as variações patrimoniais são transações que promovem alterações nos elementos
patrimoniais da entidade do setor público. Podem ser quantitativas (são aquelas decorrentes de
transações no setor público que aumentam ou diminuem o patrimônio líquido) ou qualitativas (são
aquelas decorrentes de transações no setor público que alteram a composição dos elementos
patrimoniais sem afetar o patrimônio líquido).

Acto Administrativo
De acordo com Ribeiro (2009), atos administrativos são os acontecimentos que ocorrem na empresa e
que não provocam alterações no Patrimônio.

Assim, os actos administrativos não irão afetar as contas do passivo e patrimônio líquido, entre os quais
destacamos alguns: duplicatas a pagar, impostos a pagar e Capital Social.

Por não provocarem modificações no patrimônio, os atos administrativos não são objetos de
contabilização. Entretanto, alguns deles, considerados relevantes, tendo em vista que seus efeitos
podem se traduzir em modificações futuras no patrimônio da empresa deverá ser contabilizado por
meio de contas de compensação. (Ribeiro, 2009)

São elementos do ato administrativo a Competência, a Finalidade, a Forma, o Motivo e o Objeto. A falta
de um dos elementos ou vício na sua configuração pode levar à invalidação do ato.

Segundo Melo (2012), todo acto administrativo é dotado de atributos, que lhe são peculiares:
presunção de legitimidade, porque presume-se legal a atividade administrativa, por conta da inteira
submissão ao princípio da legalidade; autoexecutoriedade, uma vez que será executado, quando
necessário e possível, ainda que sem o consentimento do seu destinatário; imperatividade, ante a
inevitabilidade de sua execução, porquanto reúne sempre poder de coercibilidade para aqueles a que se
destina.
Os atributos possibilitam a execução imediata do ato administrativo, afastando a necessidade de
concorrência de provimento judicial para que se tornem efetivos e, salvo prova em contrário, são
presumivelmente legais. A presunção é relativa, admitindo prova em contrário (júris tantum). (Melo,
2012)

Estrutura do acto administrativo


No que se refere a estrutura, são quatro as ordens de elementos que compõem a estrutura do acto
administrativo, são eles:

 os elementos subjectivos: são o autor e o destinatário, ou seja, o acto administrativo relaciona


dois sujeitos: A administração Pública e um particular ou, por vezes pessoas colectivas públicas;
 os elementos formais: são a forma e as formalidades, isto é, o acto administrativo tem
obrigatoriamente uma forma, uma maneira de como manifesta a conduta voluntária;
 os elementos objectivos: são o conteúdo e o objecto, ou seja, o conteúdo é a parte da conduta
voluntária em que o acto consiste e o objecto é a parte exterior onde o acto recai;
 os elementos funcionais: são a causa, os motivos e o fim. A causa é vista em duas vertentes: a
objectiva, sendo a função jurídico-social de cada tipo de acto administrativo; e a subjectiva
sendo o motivo imediato de Ada acto administrativo. Os motivos são tudo aquilo que leva a
Administração pública a praticar um dado acto administrativo; o fim é o objectivo a alcançar
através de um dado acto administrativo.

Factos administrativos

Para Carvalho (2012), os factos administrativos são ocorrências que alteram a composição do
patrimônio, seja em seu aspecto qualitativo ou quantitativo. Podendo ser classificados em:

 Factos Contábeis Permutativos ou Compensativos: Não aumentam nem diminui o patrimônio


liquido;
 Fatos Contábeis Modificativos: Modificam o patrimônio liquido para mais ou menos.
 Fatos Contábeis mistos: São fatos contábeis que envolvem fatos permutativos e fatos
modificativos.

Aspectos qualitativos: são os factos que qualificam o patrimônio, de maneira que podemos verificar e
nomear cada componente do patrimônio como: caixa, veículos, estoque, etc.

Aspectos quantitativos: Os aspectos quantitativos estão ligados a quantidade, que correspondem ao


saldo em caixa ou ao valor do veículo que está sendo demonstrado no Balanço Patrimonial, ou até
mesmo as obrigações que se encontram no Passivo com a nomenclatura de Salários a pagar, mas até o
momento não sabemos quanto temos que pagar aos nosso funcionários. (Carvalho, 2012)

Referências bibliográficas

Araújo, Edmir Netto, (2012). Curso de Direito Administrativo. São Paulo: Saraiva.

Carvalho, Filho José dos Santos, (2012). Manual de Direito Administrativo. 25.ed. São Paulo: Atlas
Melo, Celso Antônio Bandeira, (2012). Curso de Direito Administrativo. São Paulo: Malheiros.

Ribeiro, Osni Moura, (2009). Contabilidade Básica Fácil. 26. ed. (ampl e atual.). São Paulo: Saraiva.

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