Texto I: Japão
O Japão é um país localizado no continente asiático e também chamado de “Terra do Sol Nascente”.
País insular, tem uma área de 377 mil quilômetros quadrados e é a terceira economia mundial.
Dados Gerais:
● Capital: Tóquio
● População: 126 730 000 de habitantes
● Regime de Governo: monarquia parlamentarista
● Monarca: Imperador Akhito
● Primeiro-ministro: Shinzō Abe
● Moeda: iene
● Religião: xintoísmo, budismo
● Idioma: japonês
Bandeira do Japão:
A bandeira do Japão exibe um círculo que representa o Sol. Também chamada de Hinomaru, a bandeira é
utilizada desde 1870.
O desenho é utilizado desde o século XII pelos “samurai bushi”. Em batalha entre os clãs Taira e
Minamoto, os samurais desenhavam o círculo do Sol em leques, os chamados “gunsen”.
A figura começou a aparecer em batalhas como a de Sekigahara, em 1600 e enfeitava em diversos painéis.
Geografia:
O território japonês é integrado por 3 mil ilhas que, agregadas, correspondem às áreas dos estados
brasileiros de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As principais ilhas são Honshu, Shikoku, Hokkaido,
Kyushu.
A ilha está localizada entre o Oceano Pacífico e o Mar do Japão. Faz parte do Círculo do Fogo do
Pacífico, com grande instabilidade tectônica, atividade vulcânica intensa, além de um solo pobre, com
baixa oferta de minérios e combustíveis.
O relevo é formado por montanhas e planaltos, sendo que a maioria do território é montanhosa. Na região
denominada Chubu em Honshu Central, há uma cadeia de montanhas com mais de 3 mil metros de altura.
A mais alta é o Monte Fugi, que tem 3,7 mil metros de altura e está localizado entre as províncias
Yamanashi e Shizuoka.
Por conta do relevo, o Japão é marcado por intensa atividade vulcânica. Existem hoje 80 vulcões ativos no
país e a maioria tem capacidade para causar intensa destruição.
A atividade sísmica também é intensa em função da energia da crosta terrestre. O último terremoto em
larga escala foi registrado em 2001, atingindo 9 graus na escala Richter. Conforme as autoridades
japonesas, a quantidade de mortos e desaparecidos chegou a 19 mil pessoas.
Hidrografia:
O rio mais longo e importante do Japão é o Shinano, com 367 quilômetros de extensão. Também são de
grande importância os rios Chubu, Tone e Ishikari.
A topografia influi diretamente no curso, impulsionando fortes correntezas em direção ao mar. Essa
característica resultou na formação geológica, como as planícies e os deltas.
Clima:
O Japão está sob a influência do clima subártico onde as quatro estações do ano são bem delimitadas.
O inverno é influenciado por ventos sazonais e parte do território, em especial a região montanhosa, é
influenciada por nevascas intensas. Nessa época, a temperatura média é de 5ºC.
O outono japonês é marcado pela ocorrência de tufões. Ao menos 30 tufões atingem o arquipélago nessa
época do ano.
Já no verão, as chuvas são intensas e as temperaturas médias chegam a 30ºC. A umidade relativa do ar é
elevada nesse período e há chuvas e tempestades constantes. A temperatura oscila bastante na primavera
japonesa, marcada também por ventos quentes e baixa pressão.
Economia:
O Japão está entre as maiores economias do mundo e, até os anos 90, era a segunda, atrás somente dos
Estados Unidos. Hoje, em terceiro lugar, foi ultrapassado pela China.
A indústria tecnológica é sua principal fonte de renda e os destaques são para a produção nos setores de
informática, eletrônica, robótica e nanotecnologia.
Ao menos 85% da produção industrial do Japão estão localizados nas regiões de Tóquio e Osaka que,
juntas, formam a maior megalópole do país.
Devido ao território limitado, há uma pequena parte de terra agricultável. A produção de arroz é a mais
importante, mas também há o investimento no cultivo de frutas e legumes.
História:
O povoamento do território hoje ocupado pelo Japão começou no século III a.C. A partir do século VI, a
região foi unificada e, somente no século XVI, passou a ter contato com o europeu.
Por meio de navegadores portugueses e espanhóis, o Japão iniciou o processo de trocas comerciais com o
mundo ocidental. Entre 1542 e 1543, navegadores portugueses atracaram na praia de Tanegashima.
Japoneses e portugueses iniciaram o processo de trocas comerciais. Porém, a imposição do cristianismo
fez os governantes locais proibirem a entrada de estrangeiros e a saída de japoneses.
No século XVI, o Japão ainda limitava o comércio exterior aos portugueses e holandeses. Este
isolamento, chamado de “sakoku”, tinha como objetivo preservar as tradições e costumes japoneses.
Assim, estava proibia a entrada de estrangeiros na ilha e a saída de japoneses.
Este regime, sob o comando do clã Tokugawa, era militarizado. Começou em 1603 e perdurou até à
chegada dos norte-americanos, em 1853. Um ano depois, o Japão assinava o Tratado de Kanagawa, que
resultou no fim do domínio Tokugawa.
Através da Revolução Meiji, o processo de industrialização começou em 1868, quando o imperador
Mitsuhito sobe ao poder.
Esse período foi denominado Era Meiji (1868-1912) e foi marcado pelos investimentos em meios de
transporte, principalmente as ferrovias, bem como portos e minas. A educação voltada para a qualificação
de mão de obra foi universalizada.
A economia foi dominada por clãs familiares que se infiltraram no comércio, nas finanças e na indústria
de todos os portes.
Nesse período, o processo de industrialização foi dificultado pela falta de matéria-prima, energia e um
limitado mercado interno.
Na tentativa de suplantar esses obstáculos, o governo decidiu investir no militarismo para conquistar
novos territórios e formar colônias.
Entre as sucessivas campanhas militares, a primeira foi a Guerra Sino-japonesa, ocorrida entre 1894 e
1895. Nessa altura foi ocupada a Coreia e Taiwan. Quando derrotou a Rússia entre 1904 e 1905, o Japão
conquistou as ilhas Sacalinas.
A Manchúria foi ocupada em 1931, para onde foi enviado Pu Yi, o último imperador chinês. Confiante
nas vitórias, o Japão invadiu a China em 1937, conflito que integrava a Segunda Guerra Mundial.
Em 1941, o exército japonês invadiu Pearl Harbor, no Havaí, e provocou a entrada dos Estados Unidos na
Segunda Guerra.
Os americanos combateram os japoneses em várias ilhas do Pacífico como Iwo Jiwa. Com o intuito de
abreviar as batalhas, foram lançadas bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima, em 6 de agosto de
1945, e Nagasaki, três dias depois.
O Japão se rendeu em setembro de 1945 e foi obrigado a aceitar as imposições dos Estados Unidos,
tornando-se seu principal aliado.
A maior transformação em termos sociais, econômicos e políticos na sociedade japonesa ocorreu ao fim
da Segunda Guerra Mundial.
Os Estados Unidos determinaram a mudança do Japão no pós-guerra. Com objetivo de encerrar o regime
feudal e o militarismo, os norte-americanos aplicaram diversas medidas:
● reforma agrária;
● desmilitarização da ilha;
● suas forças armadas seriam limitadas e usadas como autodefesa;
● o Japão passou a ser laico;
● o Imperador deixou de ser considerado um deus;
● a monarquia parlamentarista tornou-se o regime de governo.
Houve impacto na sociedade, na economia e na cultura japonesas sob a justificativa de modernizá-lo e
sepultar seu passado feudal e militar.
Os EUA permaneceram sob o controle do território japonês até 1952, quando o Japão recuperou a
soberania.
O modelo industrial japonês está entre as explicações para a rápida recuperação do país. A adoção do
toyotismo garantiu que o país rapidamente alcançasse o posto de segunda nação mais rica do mundo nos
anos 70.
Brasil e Japão:
O Brasil possui a maior colônia japonesa fora do Japão. Atualmente, vivem 1,5 milhões de japoneses e
descendentes no país.
A imigração começou oficialmente em 1908 quando o primeiro navio vindo do Japão atracou em
Santos/SP. Os japoneses se dedicavam ao cultivo de tomate, café, frutas e, posteriormente, foram para as
cidades maiores.
O bairro da Liberdade, em São Paulo, é o mais tradicional bairro japonês do país. Contudo, também
encontramos japoneses no interior do Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Pará.
Para celebrar este acontecimentos várias cidades como o Distrito Federal e Belo Horizonte organizam
anualmente festivais sobre o Japão.
Curiosidades sobre o Japão:
● O Japão tem um festival de inverno chamado Kokutai que reúne milhares de pessoas para
incentivar a prática desportiva.
● O aventureiro Marco Polo teria sido o primeiro europeu a chegar ao Japão após viajar à China em
1291.
● Os portugueses apresentaram as armas de fogo aos japoneses.
● Há palavras de origem portuguesa no vocabulário japonês, como obrigada – pronunciada arigatô.
Texto II: Segunda Guerra Mundial
A Segunda Guerra Mundial ocorreu entre 1º de setembro de 1939 e terminou em 8 de maio de 1945, e em
2 de setembro, no Pacífico.
As operações militares envolveram 72 países, entre os quais estão Grã-Bretanha, Estados Unidos e União
Soviética, combatendo a Alemanha, Itália e Japão.
A contenda deixou cerca de 45 milhões de mortos, 35 milhões de feridos e três milhões de desaparecidos.
Calcula-se que o custo total da Segunda Guerra Mundial chegou a 1 trilhão e 385 bilhões de dólares.
Causas da Segunda Guerra Mundial:
Entre os fatores que levaram à 2ª Guerra Mundial está o descontentamento da Alemanha com o desfecho
da Primeira Guerra (1914-1918).
A Alemanha foi declarada a única culpada deste conflito, teve suas Forças Armadas reduzidas e teve que
pagar indenizações aos vencedores.
Isto provocou fragilidade econômica, alta inflação e acúmulo de problemas sociais. Na década de 20,
surgem movimentos radicais como o nazismo, liderado por Adolf Hitler, que conquistam parte da
população.
Hitler defendia o nacionalismo, a ideia que os arianos eram uma raça superior e as demais deveriam ser
submetidas ou eliminadas, especialmente, os judeus, considerados culpados de todos os males. Isto gerou
o chamado Holocausto, que foi o assassinato em escala industrial deste povo.
Igualmente foram condenados e assassinados descapacitados mentais e físicos, comunistas,
homossexuais, religiosos e ciganos.
Fases da Segunda Guerra
O conflito pode ser dividido em três fases:
● As vitórias do Eixo (1939-1941);
● O equilíbrio das forças (1941-1943);
● A vitória dos Aliados (1943-1945).
A 2ª Guerra Mundial se iniciou com a invasão da Polônia pela Alemanha no dia 1º de setembro de 1939 e
terminou com a rendição da Alemanha em 8 de maio de 1945. No Pacífico, porém, a contenda continuaria
até a capitulação do Japão em 2 de setembro de 1945.
A frente de batalha era formada pelas nações do Eixo (integrado por Alemanha, Itália e Japão) e os países
Aliados (Grã-Bretanha, União Soviética e Estados Unidos).
O Brasil declarou guerra ao Eixo em 22 de agosto de 1942 e mandou soldados para a Itália em 1944.
Além disso, os Estados Unidos usaram uma base aérea em Natal/RN.
1ª fase: vitórias do Eixo (1939-1941)
A primeira fase da 2ª Guerra Mundial ocorreu com a invasão da Polônia pela Alemanha em 1939.
Na tentativa de barrar as incursões do chanceler alemão Adolf Hitler (1889-1945), os governos de França
e Grã-Bretanha impuseram bloqueios econômicos à Alemanha. No entanto, não chegaram ao conflito
direto.
Eficaz no campo de batalha, a Alemanha realizou em 1940, uma operação em que combinou ataques
terrestres, aéreos e navais para ocupar a Dinamarca.
O exército alemão também tomou a Noruega como forma de salvaguardar o comércio de aço com a
Suécia e marcar posição contra a Grã-Bretanha. Para tanto, foi ocupado o porto norueguês de Narvik.
Em maio de 1940, Hitler ordenou a invasão da Holanda e da Bélgica, e uma vez ocupados estes países, as
tropas nazistas rumam à França e conseguem dominá-la.
A França assina o armistício com a Alemanha em 14 de junho de 1940 e é dividida em duas áreas: uma
administrada pelos alemães e a outra, pelo Marechal Petáin, que colaborava com os nazistas.
Hitler volta seus olhos para a Grã- Bretanha e, no dia 8 de agosto, a Alemanha bombardeou as cidades
britânicas com a Luftwaffe, a força aérea alemã. Embora tivessem em menor número, a Força Aérea
Britânica (RAF), consegue neutralizar o ataque e o governo da Grã-Bretanha ordenou incursões em solo
alemão.
Esta foi a única derrota de Adolfo Hitler na primeira fase da guerra e permitiu aos Aliados a recompor
suas forças.
No ano seguinte, em 1941, o exército de Hitler chegou à Líbia, no norte da África, com objetivo de
conquistar o canal de Suez. Em maio deste mesmo ano, Iugoslávia e Grécia foram ocupadas por tropas do
Eixo.
2ª fase: equilíbrio de forças (1941-1943)
Com a vitória soviética em Stalingrado, os nazistas não conquistaram mais nenhum território
O equilíbrio das forças caracteriza a segunda fase da Segunda Guerra. Esta etapa se inicia em 1941 com a
invasão da União Soviética pelos alemães e termina em 1943 com a capitulação da Itália.
A conquista da União Soviética tinha como finalidade a ocupação das regiões de Leningrado (hoje São
Petersburgo), Moscou, Ucrânia e Cáucaso.
A entrada do exército alemão ocorreu pela Ucrânia e, posteriormente, seguiu para Leningrado. Quando as
forças de Hitler chegaram a Moscou, em dezembro de 1941, foram contidas pelo Exército Vermelho.
Batalhas no Pacífico
Paralelo ao conflito na Europa, as forças do Japão e dos Estados Unidos tinham relações estremecidas.
Antes da guerra, na década de 30, o Japão invadiu a China e em 1941, a Indochina francesa. Como
consequência, em novembro daquele ano, os EUA decretaram o embargo comercial ao Japão, exigindo a
desocupação da China e Indochina.
Em meio a negociações diplomáticas entre EUA e Japão, este bombardeou a base naval de Pearl Harbor,
no Havaí, e prosseguiu a ofensiva contra os americanos na Ásia meridional e no Pacífico. Diante do
ataque, os Estados Unidos declararam guerra ao Japão.
Os japoneses invadiram a Malásia Britânica, o porto de Cingapura, a Birmânia, a Indonésia e as Filipinas.
No meio da tensão, o Japão ocupou o porto de Hong Kong e ilhas no Oceano Pacífico que pertenciam à
Grã-Bretanha e aos Estados Unidos. Além disso, a Alemanha e a Itália declararam guerra aos Estados
Unidos.
Até janeiro de 1942, a ofensiva japonesa resultou na conquista de 4 milhões de quilômetros quadrados e o
comando de uma população de 125 milhões de habitantes.
O momento da virada: derrota alemã na União Soviética
O cenário da Segunda Guerra Mundial começa a mudar ao final de 1942, quando os Aliados passam a ter
êxito contra os ataques do Eixo. A Batalha de Estalingrado marca essa fase, alterando o curso do conflito.
O Japão sofre importantes derrotas no Pacífico, sendo impedido de conquistar a Austrália e o Havaí.
As forças britânicas e americanas também tem êxito na Líbia e Tunísia. A partir do norte da África, os
Aliados desembarcam na Sicília e invadem a Itália, em 1943.
Veja também: Principais Batalhas da Segunda Guerra Mundial
3ª fase: vitória dos Aliados (1943-1945)
A partir da capitulação da Itália, a Segunda Guerra Mundial entra na terceira fase, que termina com a
rendição do Japão em setembro de 1945.
Na Itália, o governo de Benito Mussolini (1883-1945) é destituído pelo rei Vítor Emanuel III em julho de
1943. No norte do país é proclamada a República de Saló, um Estado reconhecido somente pelos países
do Eixo. Em setembro do mesmo ano, a Itália firma o armistício com os Aliados.
Após esse ponto, a Itália muda de lado e declara guerra à Alemanha em outubro de 1943. Em abril de
1945, depois da captura das forças nazistas na Itália, Mussolini tentou fugir para a Suíça, mas foi detido e
fuzilado pela resistência.
O cerco à Alemanha se concretiza com a queda da Itália. Em paralelo, em 1944, os soviéticos libertaram a
Romênia, a Hungria, a Bulgária e a Tcheco-Eslováquia.
Em 6 de junho daquele ano, ocorreu o Dia D, como é chamado o desembarque do exército Aliado na
Normandia, (França), que provocou o recuo dos alemães e a libertação da França.
Ainda na Europa, o Exército soviético libertou a Polônia em janeiro de 1945, conquistando a Alemanha e
derrotando o III Reich. Em 8 de maio, o conflito termina na Europa.
Já no Pacífico, os Estados Unidos pressionam o Japão e no fim de 1944, conquistam as ilhas Marshall,
Carolinas, Marianas e Filipinas. A Birmânia é conquistada em 1945 e a ilha de Okinawa é ocupada.
Sem perspectiva de capitular, o Japão sofre a pior ofensiva bélica da Segunda Guerra Mundial. Em 6 de
agosto de 1945, os Estados Unidos jogam uma bomba atômica sobre Hiroshima e em 9 de agosto fazem o
mesmo em Nagasaki
A rendição do Japão é assinada em 2 de setembro de 1945, pondo fim ao conflito no Pacífico.
O Brasil na Segunda Guerra Mundial
Inicialmente, o Brasil se manteve neutro na guerra, mas diante do bombardeamento de navios brasileiros,
o governo de Getúlio Vargas declara guerra ao Eixo.
A participação ficou a cargo da FEB (Força Expedicionária Brasileira), formada em 9 de agosto de 1943 e
integrada por um contingente de 25.445 soldados, permanecendo em combate durante sete meses.
Três mil soldados brasileiros foram feridos e 450 morreram.
Consequências da Segunda Guerra Mundial
A Segunda Guerra Mundial marcou profundamente o mundo contemporâneo.
A Alemanha não foi declarada culpada da guerra, como no conflito anterior, porém passou por um
profundo processo de depuração ideológica.
Os países europeus se encontravam destruídos e com sua população reduzida. Somente com a ajuda
americana, através do Plano Marshall, foi possível a reconstrução europeia.
Também foi concretizada a criação de um fórum internacional, a Organização das Nações Unidas (ONU),
que seria um instrumento diplomático entre as nações para evitar a guerra.
No entanto, o grande vencedor da contenda foram os Estados Unidos, que não tiveram seu território
invadido (exceto o Havaí). Desta maneira, o país não acumulava grandes perdas materiais, comparado aos
países europeus.
A Europa também foi dividida em dois blocos econômicos de acordo com o país que libertou e ocupou as
nações. Países do leste europeu como Polônia, Hungria e Romênia passara a sofrer influência da União
Soviética e construíram governos de caráter socialista.
Já países como França, Bélgica e Holanda, se viram ocupadas pelos Estados Unidos e inauguram a época
do Estado de Bem-Estar Social.
O confronto entre as duas ideologias marcou o mundo inteiro e foi conhecido como Guerra Fria.
Texto III: Vitórias japonesas na Segunda Guerra Mundial
A primeira fase do conflito na Ásia durante a Segunda Guerra Mundial foi marcada por vitórias do Japão,
garantindo-lhe o domínio sobre Cingapura, Malásia e outras regiões.
"Os cenários de guerra da Ásia e Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial colocaram o Japão contra
tropas americanas, britânicas e australianas principalmente. O conflito do Japão contra essas nações
iniciou-se a partir de 1941, mas desde 1937 japoneses já estavam em guerra contra a China (Segunda
Guerra sino-japonesa). O ataque ao sudeste asiático era parte do projeto de expansão territorial do Japão.
O objetivo deste texto é cobrir apenas a primeira parte desse cenário de guerra marcado pelas rápidas
vitórias do Japão no sudeste asiático.
Ataque a Pearl Harbor
"Durante toda a década de 1930, a elite política e intelectual do Japão defendeu o militarismo como uma
forma de garantir a defesa dos seus interesses internos. Nesse contexto, a guerra contra os Estados Unidos
era defendida abertamente por parte da liderança militar do país. Além disso, o Japão possuía uma série
de interesses imperialistas sobre os vizinhos asiáticos.
A entrada do Japão na Segunda Guerra Mundial aconteceu oficialmente a partir do ataque à base naval de
Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941. O ataque japonês aconteceu sem uma declaração formal de
guerra e tinha como objetivo a destruição total da frota americana do Oceano Pacífico. Isso, entretanto,
não aconteceu, pois o ataque a Pearl Harbor conseguiu destruir apenas parcialmente a frota americana. O
resultado foi um saldo de mais de dois mil americanos mortos.
Ataque ao sudeste asiático
O próximo passo do Japão foi levar a guerra ao sudeste asiático, nas colônias britânicas da região. Antes
disso, em 1940, o Japão havia invadido a Indochina Francesa com o objetivo de fechar uma rota de envio
de armamentos aos rebeldes chineses. O objetivo do Japão no sudeste asiático era o de expulsar as forças
coloniais britânicas e americanas para garantir o controle sobre os recursos materiais dessa região.
As tropas britânicas do sudeste asiático eram extremamente mal equipadas, e a guerra mostrou que, além
disso, eram também mal preparadas e mal lideradas. As melhores tropas britânicas haviam sido
posicionadas na Europa e no Oriente Médio. Isso resultou em um fracasso total das forças britânicas
quando os japoneses atacaram a região a partir de dezembro de 1941.
O Japão obteve rápidas vitórias em Cingapura, Malásia e Hong Kong e formou tropas extremamente bem
preparadas para o conflito. Assim, cobriam grandes faixas de terra por dia e possuíam boa capacidade de
se embrenhar na selva da região. Isso garantiu uma grande vantagem em relação às tropas britânicas, que
não sabiam lutar na selva tropical. Os relatos das batalhas nesses três locais são repletos de fuga e
verdadeira desordem nas defesas britânicas."
"Após garantir o controle sobre Cingapura, Malásia e Hong Kong, o Japão partiu ao ataque das Índias
Holandesas Orientais (atual Indonésia). A região era controlada pela Holanda e, durante o confronto,
contou com o apoio dos Aliados (grupo formado por Estados Unidos, Reino Unido e União Soviética que
lutava contra o Eixo, formado por Alemanha, Itália e Japão).
A disputa nas Índias Holandesas Orientais ocorreu, principalmente, pela ilha de Java (a maior ilha
indonésia). A frota naval holandesa foi derrotada pela Marinha Imperial Japonesa em fevereiro de 1942 e,
em março, o Japão assegurou o controle sobre a região. A grande importância das Índias Holandesas
Orientais era as grandes reservas de petróleo.
A maior disputa nos ataques japoneses ao sudeste asiático ocorreu na batalha da Birmânia. A resistência
britânica na região durou 127 dias após o primeiro ataque, que aconteceu em 23 de dezembro de 1941.
Apesar disso, o cenário na Birmânia não foi diferente: defesas mal preparadas e que se dispersam
facilmente com os ataques japoneses. Os ataques da aviação japonesa foram importantes para desmontar a
frágil defesa britânica na região.
Em aproximadamente seis meses, o Japão havia conquistado uma grande faixa de terras e garantiu o
controle sobre fontes importantes de recursos naturais, principalmente reservas de petróleo (não existiam
reservas de petróleo no Japão). As perdas em equipamentos e soldados foram muito pequenas, e a
velocidade das vitórias foi inesperada.
Com a instalação do Japão na região, os relatos de violência e brutalidade retrataram a realidade da
dominação japonesa. O exército japonês tinha uma violência institucionalizada que não poupava
prisioneiros de guerra nem civis. Inúmeros prisioneiros foram executados, e os civis sofreram com
inúmeros abusos, como os estupros em massa promovidos por soldados japoneses.
Continuidade da guerra: conclusão
A continuidade da guerra viu o declínio total do exército japonês. Esse declínio, porém, aconteceu de
maneira lenta, pois os Aliados tiveram de pagar um preço alto por cada nova conquista. A rápida vitória
japonesa no sudeste asiático reforçou a propaganda de guerra no Japão, que difundia a importância vital
da guerra e o caráter invencível do exército japonês. Eufórico, o povo japonês lutou literalmente até a
morte em todas as regiões na Ásia.
As vitórias, porém, tornaram difícil enxergar um fato relevante: a inferioridade japonesa em relação aos
Estados Unidos. As vozes contrárias à guerra, além de perseguidas, foram abafadas pelas rápidas vitórias.
A história mostrou que o Japão não tinha capacidade financeira e, tampouco, material humano para
manter uma guerra a longo prazo contra os Estados Unidos e sua poderosa economia."
Links de referência:
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