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Preservação do Patrimônio Histórico

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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Preservação e Conservação do Património Histórico

Ana Cristina Narciso da Graça


Código: 708216361

Curso: Licenciatura em Ensino de História


Disciplina: MIC
Ano de Frequência: 1º
Tutor: Momade Abubacar Tauate

Tete, Dezembro, 2021

1
Critérios de avaliação

Classificação
Categorias Indicadores Padrões Nota
Pontuação Subtota
do
máxima l
tutor
 Capa 0.5
 Índice 0.5
Estrutura
Aspectos  Introdução 0.5
organizacionais  Discussão 0.5
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)
Introdução  Descrição dos
1.0
objectivos
 Metodologia adequada
2.0
ao objecto do trabalho
 Articulação e domínio
do discurso académico
Conteúdo (expressão escrita 2.0
cuidada, coerência /
Análise e coesão textual)
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e internacional
2.0
relevante na área de
estudo
 Exploração dos dados 2.0
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
 Paginação, tipo e
Aspectos tamanho de letra,
Formatação 1.0
gerais paragrafo, espaçamento
entre linhas
Normas APA
Referências  Rigor e coerência das
6ª edição em
Bibliográfica citações/referências 4.0
citações e
s bibliográficas
bibliografia

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Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor
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Índic

e
1.0. Introdução..................................................................................................................................5

1.1. Objectivos..................................................................................................................................6

1.1.1. Geral.......................................................................................................................................6

1.1.2. Específicos..............................................................................................................................6

1.2. Metodologia usada no trabalho................................................................................................6

2.0. Preservação e Conservação do Património Histórico................................................................7

2.1. Património.................................................................................................................................7

2.2. Os riscos à manutenção do património......................................................................................7

2.3. A Conservação Preventiva........................................................................................................8

2.3. Papel do Sector Público na protecção e conservação do património......................................10

2.4. Acções de restauro...................................................................................................................11

3.0. Conclusão................................................................................................................................13

4.0. Referências Bibliográficas.......................................................................................................14

4
1.0. Introdução

Património Histórico pode ser definido como um bem material, natural ou imóvel que possui
significado e importância artística, cultural, religiosa, documental ou estética para a sociedade.
Estes patrimónios foram construídos ou produzidos pelas sociedades passadas, por isso
representam uma importante fonte de pesquisa e preservação cultural. Há uma preocupação
mundial em preservar os patrimónios históricos da humanidade, através de leis de protecção e
restaurações que possibilitam a manutenção das características originais.

5
1.1. Objectivos

1.1.1. Geral

 Compreender a Preservação e Conservação do Património Históricos.

1.1.2. Específicos

 Conceituar património;
 Descrever os riscos à manutenção do património;
 Falar do papel do Sector Público na protecção e conservação do património.

1.2. Metodologia usada no trabalho

O presente trabalho será feito com base na pesquisa bibliográfica. Pesquisa bibliográfica consiste
na etapa inicial de todo o trabalho científico ou académico, com o objectivo de reunir as
informações e dados que servirão de base para a construção da investigação proposta a partir de
determinado tema.

6
2.0. Preservação e Conservação do Património Histórico

2.1. Património

O património é compreendido como os elementos materiais e imateriais, naturais ou culturais,


herdados do passado ou criados no presente, no qual um determinado grupo de indivíduos
reconhece sinais de sua identidade (Castillo Ruiz, 1996).

Nele se incluem todos os bens que são expressões e testemunhos da criação humana, como os
conjuntos de edifícios, obras de arte, sítios e espécimes arqueológicos e etnográficos, colecções
zoológicas, botânicas ou geológicas, livros, documentos, manuscritos, partituras, instrumentos
musicais e discos, fotografias, materiais têxteis e objectos culturais e históricos em geral, ou seja,
artefactos que traduzem a maneira de ser e fazer de um povo. Esses bens são conservados porque
indivíduos ou a sociedade, através de organizações criadas por eles, lhes conferem algum
significado especial, estético, documental, histórico, educativo, científico. Conservá-lo é uma
forma de garantir o testemunho e o referencial de seus valores, de sua representatividade técnica
e social.

A conservação do componente material do património requer uma série de habilidades e


conhecimentos que permitam conhecer e então se evitar os riscos de seu desaparecimento.

Para Gonçalves (2003, p. 35), a palavra património surge na sua origem associada ao conjunto de
bens de pertença familiar, assumindo hoje uma noção totalmente diferente. Em séculos passados,
este termo possuía uma dimensão quase sagrada, mas produziam-se novos paradigmas
conceptuais no domínio da cultura e do património.

Hebert (1989) citado por Gonçalves (2003, p. 35) define património como todos os bens tangíveis
e intangíveis, do passado incluindo a paisagem natural, e o meio construído, ofícios culturais,
idiomas, crenças, religiosas, e tradições culturais.

2.2. Os riscos à manutenção do património

O componente material do património é constituído por estruturas que variam ao longo do tempo
em função de acções físicas e químicas, eventualmente disparadas por processos biológicos, que
influem sobre eles. As transformações que ocorrem ao longo da vida dos artefactos ou muito
7
lentamente são comummente referidas como envelhecimento, pois se fazem sem alterar
repentinamente sua estabilidade ou suas características essenciais (como a cor de uma pintura).

Não raras vezes, isso contribui para dar um tom adicional aos materiais, a chamada pátina do
tempo ou os pequenos sinais de idade, que se acumulam nas superfícies dos objectos (Mccracken,
1990, p. 32).

Esse processo, ao sofrer aceleração ou associação a mecanismos adicionais de agressão, pode


provocar alterações mais radicais e, nesse caso, se fala em degradação ou deterioração (ou ainda,
biodeterioração). A natureza e, sobretudo, a velocidade das transformações são determinadas
pelas propriedades intrínsecas dos materiais, seus componentes, origem e técnicas de produção,
mas também pela interacção dos materiais com o seu entorno. É assim que, identificando e
conhecendo os factores que caracterizam o ambiente circunstante e as formas de interacção com a
matéria, a degradação dos materiais pode ser retardada (BACCI et al., 2008, p. 1984).

Evidentemente, nem todos os factores agressores têm a mesma propensão ao controle técnico e as
mesmas implicações nos bens culturais. Terramotos, erupções vulcânicas, inundações,
deslizamentos de terra, furacões, tufões, etc., são algumas ocorrências que resultam num efeito
devastador e imediato sobre um bem. É preciso, ainda, considerar outros factores, mais ou menos
graduais e cumulativos, que igualmente se abatem sobre o património, como a falta de
preocupação com a sua conservação, o abandono, a negligência, a ausência do estado, e a
depredação e o vandalismo (Michalski, 1990, p. 591; Froner & Souza, 2008, p. 16).

2.3. A Conservação Preventiva

As intervenções de conservação são acções que se executam sem que haja uma intervenção
directa sobre o objecto (Gonzalez-Varas, 2003). Essas acções visam a prevenção da degradação e
se expressam na análise dos factores de degradação, na intervenção sobre o ambiente para o
controle das condições ambientais, na manutenção ordinária e na intervenção directa de
conservação (Gonzalez-Varas, 2003, Bermúdez et al, 2004).

8
De um ponto de vista estritamente técnico, estratégias de conservação preventiva tendem a focar
no entorno dos objectos, no controle ambiental, na gestão dos espaços fechados e numa adequada
organização dos recursos financeiros e humanos para essa gestão.

A conservação preventiva compreende operações de conhecimento e análise, de controlo e


manutenção, que incidem, principalmente, sobre o ambiente onde o bem se encontra. Nelas estão
o conhecimento dos objectos e estudos analíticos sobre a estrutura e consistência material dos
mesmos, dos factores de degradação internos e externos que incidem ou podem incidir sobre eles.

Para que a conservação seja, de facto, preventiva, se faz necessário o conhecimento prévio e
exaustivo do bem. Isso significa seu registo e identificação, tarefas que se realizam por meio de
inventários.

Os inventários são instrumentos de documentação que produzem uma informação especializada


sobre o bem, entre os quais a identificação, descrição e localização do mesmo, seus valores
históricos, artísticos, culturais, sua conformação material, as técnicas empregadas em sua
fabricação, os materiais e métodos empregados em sua produção, as intervenções por venturas
havidas no mesmo, os componentes primitivos e os acréscimos posteriores, suas dimensões e
estado de conservação.

Cada objecto ou bem material é constituído por um ou mais materiais, foi criado com técnicas
particulares e se situa em um determinado lugar, exposto a factores de deterioração em maior ou
menor intensidade. Para melhor compreender esse estado há que se fazer um diagnóstico, ou seja,
uma análise dos materiais e a identificação de patologias e de eventuais mecanismos de
deterioração em ato, objectivando a apresentação de possíveis soluções. Para isso, empregam-se
métodos analíticos variados que dependem da natureza do bem, de sua estrutura física, de seu
tamanho e de sua localização, e, sobretudo, da informação analítica desejada, do grau de precisão
e acurácia, da complexidade de matriz em exame e da possibilidade de realizar uma amostragem
e/ou uma análise com carácter não-destrutivo.

A realização do diagnóstico comporta etapas que ensejam:

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 Caracterizar o objecto em termos de seus elementos constitutivos e suas técnicas de
execução,
 Definir seu estado de conservação e diagnosticar possíveis alterações ou patologias,
 Identificar os factores de deterioração e determinar como esses factores incidem sobre o
bem,
 Orientar a eleição dos tratamentos, produtos ou operações de conservação mais adequados
para o ambiente e de conservação e ou restauração do bem

O diagnóstico deve ainda incluir:

 Estudos documentais sobre o bem que considerem as transformações sofridas pelo mesmo
como acréscimos, repintura, actualização estética e funcional,
 Análise das condições ambientais: temperatura e humidade relativa do ar, tipo e
intensidade da radiação luminosa, poluentes atmosféricos,
 Análise de detalhes precisos de técnicas empregadas, o que requer o uso de fotografias,
técnicas de irradiação, microscopia, etc. (Gonzalez-Varas, 2003, pp. 88-89).

2.3. Papel do Sector Público na protecção e conservação do património

De acordo com Luís (2018):

 É importante referir que as entidades públicas promovam palestras, debates, excursões,


visitas guiadas, para consciencializar a comunidade sobre o valor do património bem
como na importância da protecção e conservação do mesmo;
 Tem promovido debates, excursões, visitas guiadas integrando a comunidade e os
operadores turístico para de forma conjunta conhecerem os patrimónios para poderem
geri-los;
 Incentivar a comunidade local a valorizarem e limparem os locais históricos;
 Integrar os operadores turísticos bem como a comunidade local nos projectos de
restauração e manutenção do património;
 Criar projectos de gestão do património.

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Aqui pode-se trazer o plasmado na lei10/88, no seu número 1, do art.4 que passamos a citar: são
responsabilidades do Estado na protecção do património cultural as seguintes:

 Incentivar a criação de instituições científicas e técnicas (museus, bibliotecas, arquivos,


laboratórios e oficinas de conservação e restauro) necessárias à protecção e valorização do
património cultural.
 Promover através dos órgãos locais a protecção, conservação, valorização e revitalização
de bens classificados situados no seu âmbito territorial integrando as referidas medidas
nos seus planos;
 Estimular a utilização dos meios do Sistema Nacional de Educação e órgãos de
comunicação social para educar os cidadãos sobre a importância do património cultural e
a necessidade da sua protecção;
 Promover a criação de associações de protecção e valorização do património cultural;
 Promover acções que visem atribuir a cada bem classificado uma função que o integre na
vida social, económica, científica e cultural da comunidade;
 Estimular a fruição do património cultural e a participação popular na protecção e
conservação dos bens culturais.

2.4. Acções de restauro

Segundo González-Varas (2003, p. 74), a conservação se aplica a todo bem e o restauro “somente
aos produtos da actividade humana nos quais se reconhecem valores formais, ou seja, em obras
de arte ou em objectos artesanais”.

As acções para a restauração são operações que tem por finalidade a restituição ou melhora da
legibilidade da imagem e o restabelecimento de sua unidade potencial. As operações
características de restauração compreendem a reintegração de lacunas, limpeza e eliminação de
acréscimos considerados prejudiciais para a integridade física ou estética do bem. O restauro
pode ser, em alguns casos, uma operação de deposição de uma camada protectora transparente,
um procedimento de limpeza ou a pulverização de um insecticida – no entanto, via de regra, a
operação ocorre após danos e prejuízos substanciais nos objectos.

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É um tipo de intervenção que deve ser realizada excepcionalmente, pois não deixa de ser
traumática aos bens, uma vez que “não existe nenhuma intervenção directa sobre um objecto, por
mínima ou correta que seja, que não resulte na fadiga ou no decaimento do mesmo” (Gonzalez-
Varas, 2003, p. 100).

Por isso, ela deve ser considerada um último recurso para sua conservação. Após a intervenção
directa o bem resulta mais frágil e vulnerável do que antes da intervenção, isso porque “foram
eliminados alguns de seus componentes materiais e acrescidos substâncias ou produtos novos que
deverão estabelecer um novo equilíbrio com os materiais originais” (Ibídem, p. 101).

A intervenção directa sobre o objecto é uma actividade sumamente delicada, que requer
conhecimentos históricos, artísticos, capacidade técnica e analítica, preparação científica e
conhecimento exaustivo das técnicas e materiais artísticos, dos factores de degradação e técnicas
de conservação e restauração.

Por essa razão, qualquer intervenção pressupõe uma formação interdisciplinar e o concurso de
diversos especialistas. A intervenção directa é, portanto, uma operação delicada que deve seguir
uma série de princípios entre os quais: ser a mínima possível, utilizar materiais suficientemente
experimentados e dos quais se conheçam os efeitos, empregar métodos inócuos e reversíveis, ela
deve sempre ser documentada.

Ainda que haja investimentos e os avanços no plano técnico-científico para a conservação do


património cultural isso não é suficiente para garantir a durabilidade e permanência do bem por
mais tempo. os processos de deterioração são também, ou sobretudo, decorrentes da falta de
manutenção periódica, da escassa preparação e integração dos atores envolvidos, da carência de
meios de treinamento e formação, da dificuldade de utilizar materiais e técnicas tradicionais para
sua conservação, da ausência do estado e, não menos importante, do fraco comprometimento da
sociedade civil.

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3.0. Conclusão

Património histórico é um título conferido a um bem móvel, imóvel ou natural, que seja
considerado valioso para um povo, uma sociedade, uma região, um povoado, ou uma
comunidade. O património dito histórico não costuma ter um valor puramente histórico, mas em
geral está intimamente interligado a um ou mais de uma série de outros atributos, de natureza
estética, cultural, artística, ambiental, social, simbólica, documental, científica, antropológica,
religiosa, espiritual e outras. O reconhecimento de um bem como património histórico visa, em
essência, preservar um legado importante do passado para as gerações futuras.

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4.0. Referências Bibliográficas

 Bacci, M; Cucci, M, C; Azelio, A; Mignani, A. G. (2008). Innovative Sensors for


Environmental Monitoring in Museums. Sensors, pp. 1984-2005
 Bermúdez, A; Arbeloa, J. V.; Giralt, A. (2004). Intervención en el patrimonio cultural.
Madrid: Síntesis
 Castillo, R. J. (1996). Hacia una nueva definición de património histórico? PH Boletín
del Instituto Andaluz del Patrimonio Histórico, n. XVI, Sevilla, IAPH, septiembre.
 Froner, Y.; Souza, L. A. C. (2008). Preservação de bens patrimoniais: conceitos e
critérios, Tópicos em conservação preventiva.
 Gonçalves, A. R. (2003). A Componente Cultural do Turismo Urbano como Oferta
Complementar ao Produto”sol e Praia” O Caso de Faro e Silves. Instituto de
Financiamento de Apoio ao Turismo;
 González-Varas, I. (200). Conservación de bienes culturales. Madrid: Catedra.
 Mccracken, G. D. (1990). Culture & consumption: new approaches to the symbolic
character of consumer goods and activities. Bloomington: Indiana University Press.
 Michalski, S. (1990). An Overall Framework for Preventive Conservation and Remedial
Conservation. Ninth Triennial Meeting. ICOM-CC, ICOM-CC, Paris, pp.589-591.

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