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Entendendo o Processo Judicial e Seus Pressupostos

O documento define o que é processo, descrevendo-o como um método de atuação do Poder Judiciário para solucionar situações jurídicas entre partes. Também define pressupostos processuais como requisitos para a existência e validade de um processo.
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Entendendo o Processo Judicial e Seus Pressupostos

O documento define o que é processo, descrevendo-o como um método de atuação do Poder Judiciário para solucionar situações jurídicas entre partes. Também define pressupostos processuais como requisitos para a existência e validade de um processo.
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 O processo nada mais é do que um método de atuação do Poder

Judiciário para o exercício das atividades jurisdicionais em que participam


sujeitos interessados com o objetivo de solucionar uma determinada
situação jurídica.

 Pode ser entendido como um método de criação de normas jurídicas, um


ato jurídico complexo (procedimento) e, também, como uma relação
jurídica.

 Nesse sentido, enquanto o processo é o método, o procedimento é uma


sucessão de atos interligados de maneira lógica e consequencial visando
a obtenção de um resultado final.

 É ato jurídico complexo porque o seu procedimento pode variar conforme


a atuação dos sujeitos envolvidos na relação.
 AUTONOMIA: É autônoma porque não se confunde com a relação de
direito material que se discute no processo.

 COMPLEXIDADE: É complexa porque possui recíprocos direitos, deveres e


ônus.

 DINAMISMO: É dinâmica porque desenvolve-se no sentido de alcançar um


resultado final.

 UNIDADE: Os atos praticados pelos sujeitos processuais estão interligados


de forma lógica.

 NATUREZA PÚBLICA: O juiz nela figura como órgão do poder estatal.


 No processo de conhecimento, o procedimento pode ser comum ou
especial, enquanto que no processo de execução aquele varia conforme
a modalidade da obrigação. Ademais, a legislação extravagante traz
outros procedimentos específicos, a exemplo da Lei n. 9.099/95.
 Os pressupostos processuais são requisitos exigidos pela lei para que o
processo EXISTA e desenvolva-se VALIDAMENTE.

 PRESSUPOSTOS DE EXISTÊNCIA: SUBJETIVOS: a) Necessidade de um órgão


investido de jurisdição; e b) capacidade de ser parte. OBJETIVOS: Existência de
uma demanda.

 PRESSUPOSTOS DE VALIDADE: SUBJETIVOS: a) Juiz competente e imparcial; e b)


capacidade processual e capacidade postulatória. OBJETIVOS: a) respeito ao
formalismo processual; e b) inexistência de perempção, litispendência, coisa
julgada ou convenção de arbitragem.

 Embora haja entendimento de que a legitimidade passou a ser um pressuposto


processual, a doutrina majoritária ainda entende que se trata de uma
condição da ação, não se confundindo com a capacidade processual e
postulatória.
 A capacidade pode ser: a) CAPACIDADE PARA SER PARTE, que consiste na
aptidão que todos possuem em ser autor, réu ou terceiro interveniente de
um processo; b) CAPACIDADE PARA ESTAR EM JUÍZO, tratando-se da
aptidão que algumas pessoas possuem em ser autor, réu ou terceiro
interveniente de um processo sem precisar de representante ou assistente;
e c) CAPACIDADE POSTULATÓRIA, que é aquela atribuída aos advogados,
defensores e promotores para realizarem requerimentos ao Poder
Judiciário, havendo, inclusive, situações legais em que a lei confere às
partes esse tipo de capacidade.

 Há situações em que o indivíduo é incapaz materialmente, mas possui a


capacidade para estar em juízo, como é o caso da ação popular (o
eleitor de dezesseis anos pode ajuizar).
 Se o indivíduo está praticando os atos processuais sem a necessidade de
representante ou assistente, significa que aquele possui capacidade
processual.

 Por fim, a capacidade processual não se confunde com a legitimidade,


posto que essa caracteriza-se pela correspondência do titular da ação e
do direito material invocado na demanda, enquanto que aquela é um
atributo intrínseco da pessoa. Assim, uma pessoa pode ter capacidade
para ser parte e capacidade para estar em juízo, mas pode ser ilegítima
para propor determinada demanda. Na falta de qualquer das duas, o
processo é extinto sem resolução do mérito (art. 485, IV e VI, do CPC).

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