Anatomia e Fisiologia do Sistema Respiratório
Anatomia e Fisiologia do Sistema Respiratório
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ZONA CONDUTORA
A parte de condução inclui as vias de passagem respiratórias que
transportam o ar para os locais de troca gasosa; suas estruturas
também filtram, umidificam e aquecem o ar que passa por elas.
Desse modo, o ar que chega aos pulmões contém muito menos
poeira do que continha quando entrou pelo nariz, sendo
aquecido e eliminado.
ZONA RESPIRATÓRIA
A parte de respiração, o local real da troca gasosa nos pulmões,
é composta pelas vias de passagem respiratórias terminais que
contêm os alvéolos — ou seja, bronquíolos respiratórios, ductos CAVIDADE NASAL
alveolares e sacos alveolares. A cavidade nasal situa-se imediatamente posterior ao nariz
externo. Durante a respiração, o ar entra nessa cavidade,
passando pelas narinas, na base do nariz externo.
A cavidade nasal é dividida nas metades direita e esquerda pelo
septo nasal na linha mediana.
Posteriormente, a cavidade nasal é contínua à parte nasal da
faringe (nasofaringe) por meio de aberturas nasais posteriores,
os cóanos (“funis”), ou narinas internas. O teto da cavidade
nasal é formado pelos ossos etmoide e esfenoide; seu assoalho é
composto pelo palato, que separa as cavidades nasal e bucal e
mantém o alimento fora das vias aéreas. Anteriormente, onde o
palato contém os processos horizontais dos ossos palatinos e os
processos palatinos das maxilas, ele se chama palato duro; a
parte posterior, é o palato mole muscular.
A parte da cavidade nasal situada imediatamente acima das
narinas, no interior das asas do nariz externo, é o vestíbulo do
nariz (“entrada”). Ele é revestido com pele contendo glândulas
NARIZ sebáceas e sudoríferas, além de muitos folículos pilosos. Os pelos
O nariz é a única parte do sistema respiratório visível nasais, ou vibrissas, filtram grandes partículas (até mesmo
externamente. insetos), do ar inspirado.
Suas principais funções são: Posteriormente, a cavidade nasal é revestida com dois tipos de
membrana mucosa:
Proporciona uma via aérea para a respiração;
Umidifica e aquece o ar inspirado; (1) a pequena lâmina de mucosa olfatória perto do teto da
Filtra o ar para limpá-lo das partículas estranhas; cavidade nasal, que abriga os receptores olfatórios e
Serve como uma câmara de ressonância para a fala; (2) a mucosa respiratória, uma membrana mucosa que reveste a
Abriga os receptores olfatórios; ampla maioria das vias da parte de condução.
Detecção de estímulos olfatórios.
As estruturas do nariz são divididas em nariz externo e cavidade
nasal (interna). O esqueleto do nariz externo consiste nos ossos MUCOSA RESPIRATÓRIA
frontal e nasal superiormente (formando a raiz e o dorso,
respectivamente), nas maxilas lateralmente e nas placas flexíveis A mucosa respiratória consiste em epitélio pseudoestratificado
de cartilagem hialina inferiormente (as cartilagens lateral, do septo colunar (prismático) ciliado e uma lâmina própria de tecido
nasal e alar). conjuntivo subjacente. Essa lâmina própria é rica em glândulas
tubuloalveolares compostas que contêm células mucosas e
células serosas. (As células mucosas secretam muco, enquanto
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as células serosas nas glândulas secretam um fluido aquoso nasal, são revestidos pela mucosa respiratória e desempenham
contendo enzimas digestórias.) Todos os dias, as glândulas nasais as mesmas funções de processamento do ar realizadas pela
e as células caliciformes epiteliais secretam aproximadamente um cavidade nasal. Seu muco drena para as cavidades nasais, e o
quarto de muco contendo lisozima, uma enzima que digere e efeito de sucção provocado pelo ato de assoar o nariz também
destrói bactérias. ajuda a drená-los.
O muco pegajoso forma uma lâmina que cobre a superfície da
mucosa e aprisiona a poeira inalada, bactérias, pólen, vírus e
outros detritos do ar. Desse modo, uma função importante da
mucosa respiratória é filtrar o ar inalado.
As células ciliadas criam uma corrente suave que move a lâmina de
muco contaminado em direção posterior para a faringe, onde é
deglutida. Assim, as partículas filtradas do ar acabam sendo
destruídas pelos sucos digestivos no estômago. Além disso, a
lâmina de muco é uma película molhada que umidifica o ar
inalado.
A mucosa nasal é ricamente suprida por terminações nervosas
sensitivas do nervo trigêmeo, NCV. Um reflexo de espirro é
estimulado quando partículas irritantes (poeira, pólen etc.) entram
em contato com essa mucosa sensível. O espirro resultante impele
o ar para fora em uma explosão violenta, expelindo as FARINGE
partículas irritantes do nariz.
A faringe é uma passagem em forma de funil que une as cavidades
Quando a temperatura do ar inalado cai, como acontece quando nasal e oral respectivamente com a laringe e o esôfago,
você sai de casa em um dia frio, os plexos vasculares inferiormente. Ela desce da base do crânio até o nível de C VI e
respondem enchendo-se com sangue quente, o que intensifica o serve como via de passagem comum para o alimento e o ar.
processo de aquecimento do ar. Devido à abundância e
localização superficial desses vasos, os sangramentos nasais são No contexto do trato digestório, a faringe costuma ser chamada
comuns e frequentemente profusos. de garganta.
Com base na localização e na função, de superior para inferior
a faringe é dividida em nasal, oral e laríngea.
CONCHAS NASAIS
Existem três estruturas espiraladas cobertas por mucosa
PARTE NASAL DA FARINGE
medialmente: as conchas nasais superior e média do osso
etmoide e a concha nasal inferior, que é um dos ossos da face. O A parte nasal da faringe é diretamente posterior à cavidade nasal,
sulco inferior a cada concha é um meato nasal. inferior ao osso esfenoide e superior ao palato mole.
As conchas e a mucosa nasal funcionam durante a inspiração Como está acima do nível de entrada do alimento, ela serve
filtrando, aquecendo e umidificando o ar. Durante a expiração, apenas como via de passagem de ar. Durante a deglutição, o
elas recuperam esse calor e umidade. O ar inspirado resfria as palato mole e sua úvula se refletem superiormente, uma ação
conchas e depois, durante a expiração, essas conchas resfriadas que fecha essa parte da faringe e impede a entrada de alimento
precipitam a umidade e extraem calor do ar úmido que flui ao na cavidade nasal.
longo delas. Esse mecanismo de recuperação minimiza a
quantidade de umidade e calor perdidos pelo corpo por meio da Quando uma pessoa ri enquanto bebe, essa ação de vedação
respiração, ajudando as pessoas a sobreviver nos climas secos falha, e os líquidos podem ser aspergidos pelo nariz.
e frios.
A parte nasal da faringe é contínua à cavidade nasal, por meio
dos cóanos (aberturas nasais posteriores), e seu epitélio
pseudoestratificado ciliado assume a função de impelir o muco
SEIOS PARANASAIS onde não existe mais a mucosa nasal, de modo que o muco
empoeirado é impelido inferiormente através da parte nasal da
A cavidade nasal é circundada por um anel de cavidades cheias faringe. Na linha média da sua parte mais superior e posterior
de ar chamadas seios paranasais, situados nos ossos frontal,
esfenoide, etmoide e maxilas. Esses seios se abrem na cavidade
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encontra-se a tonsila faríngea, um órgão linfático que destrói os PARTE LARÍNGEA DA FARINGE
patógenos que entram com o ar na nasofaringe.
Assim como a parte oral acima dela, a parte laríngea da faringe
serve como via de passagem comum para o alimento e o ar,
sendo revestida por um epitélio estratificado pavimentoso.
Localizada posteriormente à laringe, que leva o ar para o trato
respiratório, e contínua ao esôfago, que conduz o alimento e os
líquidos para o estômago, e se estende até a margem inferior da
cartilagem cricóidea.
TRAQUEIA
A traqueia é um tubo flexível à laringe e entra no mediastino;
ela termina na parte média do tórax, dividindo-se em dois
brônquios principais (brônquios primários ou de 1a ordem).
A submucosa (“abaixo da mucosa”), outra camada de tecido As cartilagens traqueais são substituídas por peças cartilagíneas
conjuntivo, contém glândulas com células serosas e mucosas, irregulares à medida que os brônquios principais entram nos
chamadas glândulas seromucosas, que ajudam a produzir as pulmões.
camadas de muco dentro da traqueia. As cartilagens traqueais, o
tecido conjuntivo fibroelástico que as conecta, e a parede No nível dos bronquíolos, a cartilagem de sustentação não está
membranácea com o músculo traqueal situam-se no lado externo mais presente nas suas paredes. Por outro lado, a elastina, que
da submucosa e formam a camada fibromusculocartilaginosa da ocorre nas paredes de toda a árvore bronquial, não diminui.
traqueia. A camada externa de tecido conjuntivo é a adventícia.
O epitélio torna-se delgado à medida que muda de
ÁRVORE BRONQUIAL pseudoestratificado para simples prismático (colunar) e
depois para simples cúbico nos bronquíolos terminais e
BRÔNQUIOS NA PARTE DE CONDUÇÃO respiratórios.
Os brônquios principais direito e esquerdo, também chamados Nem os cílios nem as células produtoras de muco estão presentes
brônquios de primeira ordem, são os maiores tubos da árvore nesses bronquíolos, onde terminam as camadas de muco para a
bronquial, um sistema tubular que se ramifica amplamente no filtragem do ar.
interior dos pulmões.
As partículas de poeira que ultrapassem os bronquíolos não ficam
aprisionadas no muco, mas são removidas por macrófagos nos
alvéolos.
aos ductos alveolares, cujas paredes são formadas quase As substâncias mais comuns são os resíduos gástricos e as
inteiramente por alvéolos. Os ductos alveolares conduzem aos secreções colonizadas contidas na cavidade orofaríngea,
agrupamentos terminais de alvéolos chamados sacos favorecendo a ocorrência de pneumonite aspirativa e/ou
alveolares. pneumonia.
Cerca de 400 milhões de alvéolos cheios de ar se apinham nos
pulmões, contribuindo para a maior par te do volume pulmonar
e proporcionando uma enorme superfície para a troca gasosa. CLASSIFICAÇÃO
A parede de cada alvéolo consiste em uma única camada de A aspiração broncopulmonar pode ser aguda ou crônica.
células epiteliais pavimentosas, chamadas pneumócito tipo I (ou
1. AGUDA
célula alveolar pavimentosa).
Pode ocorrer desde o período neonatal até a adolescência.
As superfícies externas dos alvéolos são densamente cobertas com
uma “teia de aranha” de capilares pulmonares, cada um deles 2. CRÔNICA
circundado por uma luva delgada de tecido conjuntivo frouxo.
Juntas, as paredes dos alvéolos e dos capilares e suas lâminas Podem ocorrer devido a Doença do Refluxo Gastroesofágico
basais fundidas formam a membrana respiratória, onde o (DRGE) com aspiração do conteúdo gástrico e alimentos, em função
oxigênio e o dióxido de carbono são trocados entre os alvéolos de distúrbios da deglutição com predomínio de alimentos, saliva e
e o sangue. secreções brônquicas.
O ar está presente no lado alveolar da membrana e o sangue Está diretamente ligado a disfagia (dificuldade de engolir
flui no lado capilar. Os gases passam facilmente através dessa alimentos e líquidos, a percepção de “arranhar”, ou ficar “presa”
fina membrana: O oxigênio se difunde dos alvéolos para o a comida ou bebida na passagem da garganta).
sangue, e o dióxido de carbono, do sangue para os alvéolos
Doenças neurológicas como o coma e epilepsia, as quais são
cheios de ar. Espalhadas entre os pneumócitos tipo I nas paredes
aspirados saliva e conteúdo gástrico podem ocasionar casos de
alveolares encontram -se as células epiteliais cúbicas chamadas
aspiração crônica.
pneumócitos tipo II, que secretam surfactante, um fluido que cobre
internamente as superfícies alveolares. Esse fluido contém uma Outra causa é a síndrome adeno-tonsilo-sinusal, com aspiração de
substância similar a um detergente, que reduz a tensão superficial secreções infectadas.
dentro dos alvéolos. Sem esse surfactante, as paredes internas
do alvéolo se juntariam durante a expiração. A síndrome de aspiração também pode ser classificada de acordo
com o tipo de material aspirado em: irritativa, infeciosa e
É importante destacar ainda as seguintes características: obstrutiva.
Os alvéolos são circundados por finas fibras elásticas; 1. IRRITATIVA
Os alvéolos adjacentes são interconectados por poros
alveolares, que permitem que a pressão do ar seja Encontra pneumonites químicas por ácido, hidrocarbonetos, óleo
equalizada no pulmão inteiro e proporcionam rotas vegetal, mecônio, álcool e gordura animal.
alternativas para o ar alcançar os alvéolos cujos 2. ASPIRAÇÃO INFECCIOSA
brônquios entraram em colapso devido a uma doença.
Ocorre aspiração de saliva e secreções contaminadas.
As superfícies alveolares internas proporcionam um local
3. ASPIRAÇÃO OBSTRUTIVA
para o movimento livre dos macrófagos alveolares, que
vivem realmente no espaço de ar e removem as São causadas por afogamento e aspiração de corpos estranhos.
partículas inaladas mais finas que não foram
aprisionadas pelo muco. FISIOPATOLOGIA
Os macrófagos cheios de partículas migram superiormente, dos O engasgo acontece porque o alimento entrou no caminho do
alvéolos “sem saída” para os brônquios, onde a ação ciliar os sistema respiratório.
transporta para a faringe para serem deglutidos.
Isso ocorre por uma falha na epiglote, válvula que está sempre
OBJETIVO 2: EXPLICAR A FISIOPATOLOGIA, aberta para a passagem de ar.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E COMPLICAÇÕES DA Essa epiglote pode abrir e fechar, independentemente da
BRONCOASPIRAÇÃO. nossa vontade, por várias vezes ao longo do dia, regulando a
passagem do ar e dos alimentos.
- Contemplar a Manobra de Heimlich em adultos e crianças.
BRONCOASPIRAÇÃO
INTRODUÇÃO
A broncoaspiração ou aspiração broncopulmonar é a entrada de
conteúdo, endógeno ou exógeno, colonizados por bactérias
residentes, ou não, do tubo digestivo para o trato respiratório
inferior (traqueia, brônquios e pulmões), ocasionando alterações
inflamatórias e crescimento bacteriano.
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Às vezes, a laringe falha no fechamento, principalmente quando Doença Neurológica: Distrofia muscular, tumor de sistema
comemos muito rápido, assim, o alimento que deveria ir para o nervoso central, polineuropatia, acidente vascular
esôfago passa pelo caminho errado, ou seja, ele é desviado para encefálico, traumatismos cranianos, doença de Parkinson;
a laringe. Alteração do nível de consciência: escala de RASS
(Escala de Agitação e Sedação de Richmond) com
Nossa laringe existe apenas para receber ar e controlar pontuação diferente de zero;
sons da nossa fala, recebendo alimento ela sofre uma Intubação Orotraqueal: Permaneceu em IOT (intubação
irritação, que é o engasgo. orotraqueal) mais de 48 horas e foi extubado;
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica descompensada:
Assim que a laringe percebe que não é ar que está ali, em uso de antibioticoterapia, corticoterapia sistêmica e
suas terminações nervosas reagem, provocando a tosse inalatória, broncodilatador e imunomodulados;
para expelir o material que pegou o caminho do Disfagia mecânica: por doença de cabeça e pescoço,
aparelho respiratório. buco maxilo facial e traumas de face;
Outros: Gestantes; obesos; íleo adinâmico.
Objetos maiores tendem a impactar-se na via aérea proximal,
podendo ocasionar uma obstrução completa seguida de parada MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
respiratória, enquanto os objetos menores atingem as vias aéreas
mais distais, produzindo uma obstrução total ou parcial do Os principais sintomas de broncoaspiração podem ser:
segmento pulmonar.
Tosse ou engasgo;
Quando a obstrução é parcial, eles desencadeiam Regurgitação;
um mecanismo que permite a entrada de ar no Dor ou impossibilidade de engolir;
pulmão durante a inspiração, mas não permite toda Problemas para falar;
a saída durante a expiração, ocasionando um
Excesso de saliva;
enfisema obstrutivo.
Engasgo;
Um importante fator protetor que possuímos contra a regurgitação Pigarro;
é a competência do esfíncter esofágico inferior, o qual pode Desconforto respiratório durante ou após a alimentação;
suportar uma pressão intragástrica de até 20 cm de H₂O no seu Presença de resto alimentar orotraqueal;
estado normal. Na falha deste mecanismo, o vômito pode ocorrer Cianose durante ou após alimentação;
favorecendo a broncoaspiração. Apneia;
Em lactentes: presença de leite na boca ou narinas nos
A broncoaspiração também cursa com aumento da intervalos das mamadas;
permeabilidade capilar pulmonar e diminuição da complacência
Vômitos.
exigindo suporte ventilatório com pressão positiva.
Nesse sentido, a aspiração leva a uma tosse paroxística e apneia COMPLICAÇÕES
em grau variável, com asfixia, levando a morte, dependendo do As principais complicações ocasionadas pela broncoaspiração
material aspirado tais como: volume, capacidade de lesar os incluem: pneumonite, pneumonia e atelectasia.
tecidos e tamanhos das partículas.
Se ficar alojado em laringe ou faringe, os sintomas aparecem em
tempo variável após o incidente, muitas vezes demorando a se PNEUMONITE
manifestar causando dissociação entre causa e efeito, o chamado
“período de silencio”. Refere-se à aspiração das substâncias que são tóxicas para as vias
respiratórias inferiores, independentemente da infecção
Quando o objeto ingerido tem um calibre superior ao dos brônquios bacteriana.
ele pode ficar livre na traqueia, havendo o risco de ele encravar-
se na glote. Nessa situação os sinais de localização não aparecem
e temos tosse, estridores, sibilos e retração simulando um quadro
de laringite.
FATORES DE RISCO
Algumas situações ou condições clínicas comprometem a proteção
fisiológica das vias aéreas inferiores, alterando principalmente o
correto fechamento glótico e o reflexo da tosse, dentre elas:
Distúrbios de deglutição;
Doença do Refluxo Gastroesofágico;
Lesão mecânica na glote ou no esfíncter esofágico
inferior devido à traqueostomia, intubação endotraqueal,
broncoscopia, endoscopia digestiva alta ou alimentação
por sonda nasogástrica;
Ausência de jejum adequado no processo de anestesia
geral;
Anestesia utilizando máscara laríngea;
Uma pneumonite química pode instalar-se nos casos em que o pH
for menor do que evoluindo com processo inflamatório 4h após
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a aspiração. A presença de atelectasias e broncoespasmo não é A maioria dos pacientes apresenta manifestações comuns de
infrequente. pneumonia, incluindo tosse, febre, expectoração purulenta e
dispnéia, mas o processo se desenvolve ao longo de um período de
Estudos subsequentes mostraram que esta forma de aspiração vários dias ou semanas. Muitos pacientes apresentam
geralmente segue um curso mais fulminante, pois a lesão emagrecimento e anemia como características comuns de um
pulmonar por aspiração de conteúdo gástrico ocorre em processo mais crônico.
segundos, e que pode resultar na síndrome de angústia
respiratória aguda (SARA). Diferentemente da pneumonia comum, a pneumonia por
aspiração é causada por bactérias presentes na flora do TGI,
Nesses casos, a gasometria arterial geralmente mostra que a sendo, portanto, menos virulentas. A maioria dos casos envolvem
pressão parcial de oxigênio é reduzida, acompanhada por uma bactérias anaeróbias e estreptococos aeróbio ou microaerófilos
pressão parcial normal ou baixa de CO2, com alcalose que normalmente residem nas fendas gengivais. Existe uma
respiratória. associação com a doença periodontal, e esta complicação é menos
Dentro de três minutos, ocorre atelectasia, hemorragia comum em pacientes com boa higiene dental e aqueles que não
peribrônquica, edema pulmonar, e a degeneração das células apresentam dentição.
epiteliais brônquicas. Em quatro horas, os espaços alveolares são A microaspiração oriunda de secreção das vias aéreas superiores,
preenchidos por leucócitos polimorfonucleares e fibrina. devido ao vazamento do balonete do tubo endotraqueal, tem sido
Membranas hialinas são vistas dentro de 48 horas. reconhecida como a principal causa de pneumonia pós-intubação.
O pulmão neste momento torna-se edemaciado, com focos
hemorrágicos e com consolidações alveolares. Todos os
resultados acima descritos também foram observados na ATELECTASIA
autópsia de pacientes com pneumonite fatal. O mecanismo
presumido é a liberação de citocinas pró-inflamatórias, fator de É a perda de volume ou ausência de ar no pulmão.
necrose tumoral-alfa (TNF-a) e interleucina (IL) – 8.
As seguintes características clínicas devem levantar a
possibilidade de pneumonite química:
Acalmar o paciente.
Incentivar o estímulo da tosse.
Monitorar o paciente de forma vigilante, pois o quadro
pode se agravar.
Os casos graves dependem se o paciente se encontra responsivo
ou não. Nos pacientes responsivos, deve ser iniciada a
MANOBRA DE HEIMLICH. Se não obtiver sucesso em expulsar o
corpo estranho e você notar que a vítima está prestes a desmaiar,
coloque-a gentilmente no chão (ela vai perder a consciência e
pode evoluir para parada respiratória). Estenda o pescoço da
vítima, facilitando a passagem do ar, abra a boca e tente
visualizar algo que possa estar causando a obstrução. Se
possível retire o corpo estranho. Se não for possível, iniciar as
manobras de reanimação.
Abrace a vítima na altura na crista ilíaca. para que as compressões ocorram em região torácica, de modo
Posicione uma mão com o punho fechado e polegar a não comprimir o processo xifoide.
voltado para região abaixo do apêndice xifoide e a
outra mão espalmada sobre a primeira cobrindo-a. Nos pacientes sentados, a compressão pode ser feita com o
paciente na cadeira.
Faça compressões rápidas e firmes, para dentro e para
cima, em movimento que lembre um J. No caso de uma vítima sozinha, ela pode se apoiar a uma
Repetir manobra até sucesso na desobstrução ou até o superfície, como a de uma cadeira, inclinando-se sobre ela, e
paciente perder a consciência. conduzindo seu punho em direção a si mesmo, simulando as
compressões, para tentar expulsar o corpo estranho. Diante do
insucesso, deve-se fazer o movimento sem o uso das mãos,
sendo diretamente na cadeira.
CONDUTA
Crianças com casos leves de obstrução apresentam uma
abordagem semelhante ao do adulto.
Acalmar o paciente.
Incentivar o estímulo da tosse.
Monitorar o paciente de forma vigilante, pois o quadro
Algumas situações especiais merecem ser abordadas, como é o pode se agravar.
caso da obstrução em pacientes obesos, gestantes, sentados ou Os casos graves em pacientes responsivos devem ser abordados
sozinhos. através da manobra de Heimlich, buscando expulsar o corpo
A abordagem de paciente obeso ou grávida (último trimestre) estranho, caso a vítima esteja prestes a desmaiar ou não
segue o mesmo padrão, sendo adaptada a manobra de Heimlich, demonstrar melhora do quadro, evoluir para uma parada
respiratória, deve-se iniciar as manobras de reanimação.
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Nos casos leves de OVACE, com obstrução parcial da via aérea, Se insucesso no meio extra-hospitalar, manter compressões
encontramos uma vítima capaz de tossir, emitir sons e chorar. Nos torácicas até expulsão do corpo estranho ou caso evolua para PCR,
casos graves, a vítima apresenta uma obstrução total da via aérea, realizar manobras de reanimação cardiopulmonar.
não conseguindo tossir ou chorar.
CONDUTA
Anteriorizar a vítima.
Permitir a tosse.
Monitorar o paciente de forma vigilante, pois o quadro
pode se agravar.
Os bebês com quadros graves e responsivos:
Devem ser apoiados sobre o antebraço do socorrista em OBJETIVO 3: ENTENDER AS ESTRATÉGIAS DIAGNÓSTICAS
decúbito ventral, estando esse apoiado sobre a coxa, DA BRONCOASPIRAÇÃO.
posicionando a mão próxima ao mento, com os dedos
próximos às clavículas e fúrcula. AVALIAÇÃO DE RISCO PARA BRONCOASPIRAÇÃO
O socorrista deve realizar uma inclinação da vítima, de maneira Todos os pacientes internados devem ser avaliados na admissão e
que a cabeça fique em um nível inferior aos membros e diariamente quanto à presença dos seguintes fatores de risco:
posteriormente promover 5 golpes com a região hipotênar entre
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Alterações neurológicas associadas à disfagia; EXAME FÍSICO: analisa a ororfaringe, vendo como está a
Doenças e cirurgias de cabeça e pescoço c. Doenças do movimentação e a deglutição.
refluxo gastroesofágico;
Pacientes críticos acima de 65 anos e. Primeiras 24h pós EXAMES COMPLEMENTARES
extubação de pacientes que permaneceram > 48h sob RADIOGRAFIA DE TÓRAX
IOT;
Desconforto respiratório durante ou após a ingestão Tipicamente mostra infiltrado bilateral difuso (aspiração maciça) ou
alimentar; em segmentos pulmonares dependentes (segmentos posteriores do
Sinais de engasgo e/ou voz molhada; lobo superior, segmentos superiores dos lobos inferiores e
Reflexo de tosse diminuído i. Rebaixamento do nível de segmentos basais dos lobos inferiores).
consciência; Entretanto, qualquer distribuição do infiltrado radiológico
Presença sonda naso/oro gástrica/enteral; associado às alterações clínicas sugerem o diagnóstico.
Sialorréia e /ou acúmulo de resíduo alimentar em
cavidade oral; Presença de corpo estranho radiopaco ou condensação por
Sensação de bolo parado na garganta; dor ao engolir; atelectasia e/ou pneumonia secundária, além de possível obstrução
parcial que pode originar um enfisema pulmonar.
Prótese dentária mal adaptada;
Uso de drogas sedativas. Deve ser feita em mais de uma incidência.
Caso apresente UM ou MAIS fatores de risco, este deve ser
classificado como paciente com ALTO RISCO DE
BRONCOASPIRAÇÃO, sendo identificado o risco na placa a beira RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
leito e no censo/passagem de plantão, para a implementação das
Permite a detecção de lesões pulmonares e para caracterização
medidas preventivas recomendadas.
de nódulos, massas e doenças das vias aéreas. No geral, usa-se a
Uma equipe multidisciplinar deve se organizar, uma vez que cada fim de mostrar, com precisão, estruturas que foram lesionadas.
um possuirá suas próprias funções:
BRONCOSCOPIA
A Técnica de Expiração Forçada (TEF), também chamada de Procurar um profissional dentista para possíveis tratamentos
“huffing” é uma técnica que consiste de uma inspiração seguida de dentários.
expirações forçadas, com a glote aberta (com sons de “huff”),
acompanhada de tosse – alto volume pulmonar, para
expectoração da secreção e um período de relaxamento com
PREVENÇÃO DA BRONCOASPIRAÇÃO
respiração diafragmática controlada.
Evitar e aconselhar crianças a não inserirem pequenos objetos
na boca;
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Grupos de risco devem manter sempre elevada, especialmente
durante a alimentação;
Para suspeita de corpos estranhos periféricos.
Não ingerir líquidos ou medicamentos enquanto estiver
deitado;
Comer em ritmo lento;
CINTILOGRAFIA DE REFLUXO GASTROESOFÁGICO Em caso de prótese dentária, se certificar de que a mesma está
firme e adaptada;
É feito para avaliar refluxo esofágico, condição em que parte do Por fim, evitar distrações na hora de se alimentar.
conteúdo do estômago retorna para o esôfago, causando sintoma
e desconforto. O exame é realizado através de aplicação
intravenosa ou oral de radiofármaco no paciente.
O QUE NÃO FAZER EM CASO DE BRONCOASPIRAÇÃO
É um exame de imagem da medicina nuclear que utiliza doses
mínimas de substâncias radioativas no diagnóstico de diversas A primeira ação deve ser chamar ajuda!
patologias. Deitar a pessoa engasgada.
Não coloque a mão ou o dedo em forma de pinça na boca do
engasgado, na tentativa de retirar o alimento, pois há risco de
VIDEODEGLUTOGRAMA obstruir ainda mais a via aérea.
Não provoque o vômito, pois a obstrução é da via aérea, não
É um exame de raio-x dinâmico, que permite avaliar a função de da via digestiva.
deglutição e as estruturas anatômicas do trato digestivo, como Não dê líquidos ao engasgado, ele não conseguirá engolir e
boca, faringe, esôfago. poderá piorar o quadro.
CUIDADOS
Após o diagnóstico, deve-se evitar o uso de laxante por óleo
mineral em idosos. Além disso, apenas ingerir essa substância
quando estiver atento e relaxado. Outras recomendações do
especialista: