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Estrutura e Formação de Palavras em Português

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Língua Portuguesa – Orientações de Estudo

Sumário

Aula 1 – Estrutura de palavras


Aula 2 – Processos de formação de palavras
Aula 3 – Arcadismo: contexto e características
Aula 4 – A impessoalidade nos textos
Aula 5 – Conectores discursivos
Aula 1: Estrutura de palavras

Olá, querido(a) aluno(a)!


Nesta primeira aula do bimestre, iremos conhecer um pouco sobre a estrutura das palavras. As
palavras são formadas por unidades mínimas de significação que damos o nome de morfemas ou
elementos mórficos. Vejamos a classificação dos morfemas abaixo.

• Radical: é o morfema base que contém o significado de uma palavra. É a partir dele que
constitui-se a família de palavras. Exemplos: pedra, pedreiro, pedrinha, pedregulho.

• Afixos: são morfemas que são acrescentados antes ou depois do radical, modificando seu
sentido. Quando inseridos antes do radical, chamam-se prefixos; quando inseridos depois do
radical, chamam-se sufixo. Exemplos: infeliz (in – prefixo), felizmente (mente – sufixo)

• Vogal temática: é a vogal que vem depois do radical. Pode ser verbal ou nominal.
Observemos:
→ Vogal temática verbal: indica a conjugação do verbo.
-a → 1° conjugação
-e → 2º conjugação
-i → 3º conjugação
Exemplos:
Cantar
Comer
Cair

→ Vogal temática nominal: são 3


-a: Cas – a, Folh – a
-e: Dent – e, Pel – e
-o: Med – o, Carr – o

• Desinências: são morfemas acrescidos no final dos vocábulos e indicam a flexão dos nomes
e dos verbos. São divididas em duas: desinência nominal e desinência verbal. Vejamos:
→ Desinência nominal: indica o gênero (feminino e masculino) e número (singular e plural) nos
nomes, entre eles, substantivos, adjetivos e certos pronomes. Exemplo: garotas
Garot – radical
-a: desinência de gênero
-s: desinência de número

→ Desinência verbal: indica modo e tempo (desinências modo-temporais) e número e pessoa,


(desinências número-pessoal) dos verbos. Exemplo: cantávamos
Cant: radical
-á: vogal temática
-va: desinência modo-temporal
-mos: desinência número-pessoal

• Vogais ou consoantes de ligação: são elementos que aparecem no interior de uma palavra
apenas com a finalidade de facilitar a pronúncia ou ligar morfemas. Não são consideradas
morfemas, pois não são portadoras de informações.

Exemplos: Gasômetro, chaleira, cafeteira, mamadeira. (ô e i são vogais de ligação e t e d são


consoantes de ligação)

Atividade I
1. Destaque o radical das palavras abaixo.
a) Casa: _______________________________
b) Pedreiro: ____________________________
c) Menino: _____________________________
d) Florista: _____________________________

2. Identifique os elementos mórficos das palavras abaixo.


a) Escola: _____________________________________________________
b) Garotas: ____________________________________________________
c) Lutaremos: __________________________________________________
d) Pedisse: ____________________________________________________

3. Nas palavras abaixo, destaque os elementos mórficos entre parênteses.


a) Barbaridade (vogal de ligação) ___________________________________
b) Estudante (radical) ____________________________________________
c) Cansada (vogal temática) _______________________________________
d) Papelada (sufixo) _____________________________________________

Aula 2 – Processos d formação de palavras

Olá, querido(a) aluno(a)!e


Na aula hoje, conheceremos como as palavras são formadas e, quando o assunto é formação de
palavras, os processos morfológicos composição e derivação logo aparecem. Esses dois processos
são utilizados, basicamente, em 90% das palavras formadas na nossa língua. Vejamos com mais
detalhes cada um deles.

→ Composição: Esse processo consiste na formação de novas palavras a partir da junção de duas
ou mais palavras (ou radicais), que se associam por:

→ Justaposição: quando as palavras/radicais conservam sua anatomia fonética e acentual, em


alguns casos são ligadas por hífen.
Matéria-prima, pontapé, passatempo, girassol

→ Aglutinação: quando as palavras /radicais sofrem perdas fonéticasem um dos elementos e,


consequentemente, mudança no acento.
Pernalta (perna + alta), planalto (plano + alto), fidalgo (filho + de + algo)

Há alguns casos especiais no processo de composição. Observemos:


Compostos Eruditos: palavras compostas apenas de radicais gregos e latinos. Exemplos: Pentágono
– penta- (grego) + -gono (grego), Agrícola – agri- (latim) + - cola (latim).

Hibridismo: palavras compostas de radicais de línguas diferentes. Exemplos: Monocultura - -mono


(grego) + -cultura (latim), Burocracia: -buro (francês) + - cracia (grego).

Derivação: Esse processo consiste na formação de uma palavra nova, chamada de derivada, a partir
de outra já existente, chamada de primitiva. Há vários tipos de derivação. Vejamos:
→ Derivação prefixal: quando há acréscimo de um prefixo a um radical ou palavra primitiva.
Exemplos: infeliz (in – prefixo + feliz – palavra primitiva)

→ Derivação sufixal: quando há acréscimo de um sufixo a um radical ou palavra primitiva, que


pode gerar alteração de significado ou mudança de classe gramatical. Exemplos: alfabetização (o
verbo alfabetizar transforma-se em substantivo a partir do acréscimo do sufixo ção)

A derivação sufixal poder ser:


Nominal: formando substantivos e adjetivos. Exemplos: livro – livraria, riso - risonho
Verbal: formando verbos. Exemplos: atual - atualizar
Adverbial: formando advérbios. Exemplos: apaixonadamente

→ Derivação prefixal e sufixal: quando há acréscimo de um prefixo e um sufixo de forma não


simultânea a uma palavra primitiva ou a um radical. Exemplos: infelizmente (in – prefixo + feliz
(palavra primitiva) = infeliz / feliz + mente – sufixo = felizmente / in + feliz + mente =
infelizmente)

→ Derivação parassintética: quando há acréscimo de um prefixo e sufixo de forma simultânea a


uma palavra primitiva/radical. Exemplos: envelhecer (en – prefixo + velho (palavra primitiva) + ecer
- sufixo)

→ Derivação regressiva: quando a palavra resulta de verbo que perdeu elementos terminais
(sufixos e desinências). As palavras que se originam desse processo são chamadas de deverbais.
Exemplos: pulo (pular > pulo), alcance (alcançar > alcance).

→ Derivação imprópria: quando uma palavra muda de classe gramatical, mas não há alteração na
forma. Exemplos: O jantar estava muito bom (substantivo); Fui jantar ontem à noite com Luís.
(verbo).

Além de todos esses processos, que, normalmente são os principais, temos mais alguns. Vejamos:

Redução: consiste no uso da palavra de maneira abreviada. Exemplos: moto – motocicleta, refri –
refrigerante, foto – fotografia.
Onomatopeia: quando a palavra imita/representa certos sons. Exemplos: fiu-fiu, tique-taque,
atchim.

Estrangeirismo: quando palavras ou expressões estrangeiras passam a fazer parte da nossa língua.
Exemplos: shopping center, show, personal trainer.

Neologismo: quando palavras novas são criadas para atender a necessidade de expressão dos
falantes da língua. Exemplos: deletar (derivado da tecla do computador “delete”), internetês (a
linguagem da internet)

Atividade II
1. Marque a opção que indica os processos de formação das palavras abaixo, pela ordem que
aparecem.
Adormecer – releitura – enganoso - agito
a) Derivação sufixal, derivação parassintética, derivação imprópria, derivação prefixal.
b) Derivação parassintética, derivação prefixal, derivação sufixal, derivação regressiva.
c) Derivação regressiva, derivação prefixal, derivação parassintética, derivação imprópria.
d) Derivação imprópria, derivação parassintética, derivação sufixal, derivação prefixal.

2. Considerando o processo de formação de palavras, relacione a coluna da direita com a da


esquerda:
(1) Derivação imprópria ( ) seminovo
(2) Sufixação ( ) pontapé
(3) Prefixação ( ) alfabetização
(4) Composição por ( ) o feito
Justaposição

a) 3, 4, 2, 1
b) 4, 1, 3, 2
c) 3, 1, 2, 4
d) 4, 2, 1, 3

3. Algumas palavras são formadas, como vimos, pelo processo de composição por justaposição e/ou
aglutinação. Sabendo disso, pesquise, com auxílio de um dicionário e/ou internet, 6 palavras que são
frutos desses processos (3 para cada processo).
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Aula 3 – Arcadismo: contexto e características

Olá, querido(a) aluno(a),


Na aula de hoje, após termos estudado bastante sobre morfologia, vamos estudar literatura,
mais especificamente, o movimento literário Arcadismo, também conhecido como Neoclassicismo.
Antes de tudo, é importante sabermos que o século XVIII foi marcado por transformações sociais,
políticas e culturais, todas impulsionadas pelos ideais do Iluminismo e, consequentemente, os
padrões das produções culturais foram redefinidos. Esse período é muito importante para
compreendermos o declínio do absolutismo e a ascensão da burguesia, assuntos que normalmente
estudamos em História.

Em linhas gerais, a Arcadismo, ou Neoclassicismo, foi o principal movimento literário do século


XVIII, teve início na Europa e, em oposição ao estilo Barroco, visava enaltecer a vida bucólica, a
simplicidade, a tradição clássica, entre outras características que veremos mais abaixo. O nome
desse movimento faz referência à Arcádia, região sul da Grécia, que se tornou lendária com a poesia
bucólica ou pastoral da Antiguidade Clássica.

No Brasil, o Arcadismo se desenvolveu na segunda metade do século XVII, mais


especificamente na cidade de Minas Gerais, e teve como principais representantes Claudio Manuel
da Costa e Tomás Antônio Gonzaga. Além desses dois, temos nomes como: Santa Rita Durão,
Basílio da Gama, Silva Alvarenga e Alvarenga Peixoto.

Vejamos algumas características desse movimento:


• Exaltação à natureza
• Valorização do cotidiano e da vida simples, pastoril e no campo (bucolismo)  Crítica à vida
nos centros urbanos
• Modelo clássico
• Linguagem simples
• Utilização de pseudônimos
• Objetividade
• Temas simples: amor, vida, casamento, paisagem

Devido a essa forte influência clássica, certos temas tornam-se frequentes nas obras árcades, tais
como:
• carpe diem, “aproveita o dia”, porque a vida é breve e o futuro incerto;  inutilia truncat,
cortar o inútil, eliminar os excessos, aproximando os textos da perfeição estética;
• aureas mediocritas, a valorização da vida mais simples e do equilíbrio;  locus amoenus, um
lugar mais calmo e aprazível, onde os amantes podem desfrutar os prazeres da natureza;
• fugere urbem, a “fuga da cidade” para o campo, em busca de melhor qualidade de vida.

Agora que já temos um breve resumo sobre o Arcadismo, chegou a hora de colocarmos nosso
conhecimento em prática!

Atividade III

1. Em relação ao Arcadismo é possível afirmar que:


a) Foi um movimento literário que deu continuação à visão barroca.
b) O Arcadismo valorizava a vida bucólica, a linguagem simples, a objetividade.
c) Surgiu em um contexto de exaltação do absolutismo e queda da burguesia.
d) Faz uso de uma linguagem rebuscada, parecida, inclusive, com a utilizada pelos poetas barrocos.

2. O poeta Claudio Manuel da Costa foi uma das principais referências do Arcadismo no Brasil.
Sabendo disso, leia o texto abaixo e faça o que se pede.
XIV
Quem deixa o trato pastoril amado
Pela ingrata, civil correspondência,
Ou desconhece o rosto da violência,
Ou do retiro a paz não tem provado.
Que bem é ver nos campos transladado
No gênio do pastor, o da inocência!
E que mal é no trato, e na aparência
Ver sempre o cortesão dissimulado!
Ali respira amor sinceridade;
Aqui sempre a traição seu rosto encobre;
Um só trata a mentira, outro a verdade.
Ali não há fortuna, que soçobre;
Aqui quanto se observa, é variedade:
Oh ventura do rico! Oh bem do pobre!

a) Tendo em vista que o texto foi escrito por um poeta do árcade, explique, com as suas próprias
palavras, qual é o tema do texto?
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b) Destaque do texto palavras ou expressões, no mínimo duas, que confirmem a resposta anterior.
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3. Ainda no texto acima, identifique os dois advérbios de lugar que demonstram oposição entre os
dois espaços (cidade e campo).
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Aula 4 – A impessoalidade nos textos

Olá, querido(a) aluno(a)!


Na aula de hoje, após termos visto brevemente sobre o Arcadismo, iremos estudar sobre a
impessoalidade nos textos, isto é, o uso da 3° pessoa. Normalmente, quando o objetivo de um texto
é transmitir uma informação faz-se o uso da 3° pessoa. Essa escrita impessoal é muito utilizada em
artigo acadêmico, jornalístico e enciclopédico. No entanto, nos exames vestibulares, quando o tipo
textual exigido é o dissertativo-argumentativo, com toda certeza o uso da impessoalidade deve ser
feito, pois, apesar de exigir que o estudante construa e defenda seu ponto de vista, esse tipo textual
não deve apresentar marcas de pessoalidade. Em outras palavras, o uso da impessoalidade nos textos
ocorre quando a intenção do autor é se afastar do assunto e ser objetivo. Além disso, a
impessoalidade confere maior credibilidade ao texto, como se ele expressasse verdades universais.
Fique atento e substitua expressões como: Na minha opinião, Eu acho, Do meu ponto de vista,
por outras como: Não se pode esquecer, É importante, Acredita-se, entre outras. Relembrando... a 3°
pessoa marca a impessoalidade.
Agora que já estamos por dentro do assunto, vamos praticar!

Atividade IV

1. Sobre o uso da impessoalidade nos textos, podemos afirmar que:


a) A impessoalidade é marcada pelo uso da 1° pessoa, pois o autor tem a intenção de transmitir a
sua opinião de forma clara e objetiva.
b) Expressões como “Na minha opinião” “Eu acho”, “Para mim” “Acredito que” são indicadas
quando a intenção do autor é ser impessoal.
c) Faz-se uso da impessoalidade quando a intenção do autor é se afastar do assunto e ser objetivo.
d) O autor faz uso da 3° pessoa para marcar diretamente a sua opinião.

2. Reescreva a frase abaixo fazendo uso da impessoalidade, caso seja necessário, faça adaptações sem
mudar o sentido.
Na minha opinião¸ as escolas precisam reavaliar a forma como os conteúdos são aplicados.
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Aula 5 – Conectores discursivos

Olá, querido(a) aluno(a)!


Na aula passada conversamos sobre o uso da impessoalidade nos textos, com isso, vimos o tipo
textual dissertativo-argumentativo. Na aula de hoje, estudaremos os conectores discursivos ou
operadores discursivos, como também são conhecidos, que são muito utilizados no tipo textual
estudado na aula passada. Quando a intenção é redigir um excelente texto, o uso dos conectores
discursivos é uma excelente estratégia, pois são utilizados para estabelecer diferentes relações de
sentido entre as orações e os parágrafos de um texto, o que favorece a sua progressão. Esses
conectores, normalmente, são agrupados de acordo com a relação que estabelecem. Vejamos alguns
conectores no quadro abaixo:
Chegou a hora de colocarmos nosso conhecimento em prática. Vamos lá! 

Atividade V
1. Considere a sentença: “Felipe se atrasou para aula de Português e levou falta”. As duas orações do
período estão unidas pela conjunção “e”, que, além de indicar adição, introduz a ideia de:
a) oposição
b) continuidade
c) consequência
d) adição

2. Leia o texto abaixo e, em seguida, explique a relação de cada operador discursivo destacado.
“É fato que a tecnologia revolucionou a vida em sociedade nas mais variadas esferas, a exemplo da
saúde, dos transportes e das relações sociais. No que concerne ao uso da internet, a rede
potencializou o fenômeno da massificação do consumo, pois permitiu, por meio da construção de
um banco de dados, oferecer produtos de acordo com os interesses dos usuários. Tal personalização
se observa, também, na divulgação de informações que, dessa forma, se tornam, muitas vezes,
tendenciosas. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligado a aspectos
educacionais e econômicos.”
(Redação nota 1000 no Enem de 2018. Disponível em: [Link]
redacao-nota-1000-no-enem/)
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3. Ainda sobre o texto acima, substitua os conectores sem que haja mudança de sentido.
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