Relação de tecido, agulha, linha e ponto
Para obter os melhores resultados, escolha sempre uma agulha de número e
ponta adequados ao tecido. A agulha mais fina é de nº 9 e a mais grossa é de nº 18.
Quanto mais leve o tecido, e mais fina a linha, mais fina deverá ser a agulha. Você
deve ter em mente que cada máquina de costura tem o seu tipo específico de
agulha, portanto, antes de colocar a agulha procure ter certeza de que esta é
adequada à máquina. Existem também agulhas duplas ou triplas, para fazer
costuras decorativas.
Partes da agulha:
• Tronco ou cabo: é a parte superior da agulha;
• Lâmina ou haste: trata-se do corpo da agulha;
• Concavidade: é a reentrância que há por trás do fundo da agulha. Serve
para facilitar a passagem da linha;
• Buraco ou fundo: está situado imediatamente acima da ponta;
• Ponta: é a parte que penetra no tecido, formando a costura;
• Fresado: é uma ranhura que há em um dos lados do tronco, para facilitar
o desdize da linha, sendo, portanto o lado pelo qual a linha deve ser enfiada.
Tipos de pontas:
• ponta fina: utilizada mais frequentemente, é a agulha “comum”. É indicada
para todos os tipos de tecidos.
• ponta arredondada: é especialmente indicada para costurar todos os tipos
de malhas, pois não rompe os fios de elastano . Também pode ser utilizada em
tecidos finos e delicados.
• ponta facetada: esta agulha é indicada para costurar couro e materiais
vinílicos.
O quadro abaixo tem as indicações de agulhas, linhas e comprimento de
pontos adequados aos vários tipos de tecidos:
Fonte: O novo livro da costura SINGER
Sobre o Risco e o Corte
Esta etapa é uma das mais delicadas na confecção de uma peça de vestuário,
pois se deve proceder minuciosamente no risco e no corte das partes do molde, para
que estas realmente se encaixem na montagem. Quando o molde é mal cortado,
dificilmente a peça cairá bem e seria muito complicado fazer correções.
Como utilizar as peças do molde
1. Reúna todas as partes necessárias ao modelo;
2. Verifique quantas vezes deverá cortar cada peça;
3. Se as peças do molde estiverem muito amarrotadas, passe-as a ferro;
4. Prenda as peças do molde ao tecido com alfinetes ou alinhavos.
Como prender o molde ao tecido
1. Comece a prender os alfinetes sempre partindo da dobra do tecido,
passando depois para os cantos e depois para as bordas;
2. Os alfinetes devem ser pregados diagonalmente nos cantos e
perpendicularmente às beiradas, com as pontas para fora do molde;
3. Utilize apenas os alfinetes necessários, exceto em tecidos maleáveis e
escorregadios;
4. Estude a posição de todas as peças do molde antes mesmo de riscar;
5. Depois que fizer o risco, siga-o rigorosamente.
Processos de marcação
A marcação consiste em transferir as indicações do molde para o tecido.
Devem-se marcar as linhas de costura, as pences, os pontos de encontro, as partes
que serão dobradas, etc.
As marcações podem ser feitas com carbono e carretilha, ou giz.
Para marcar com carretilha e papel carbono, coloque o papel carbono sobre o
avesso do tecido e por cima deste o molde correspondente. Em seguida passe a
carretilha seguindo todas as marcações contidas no molde, para reproduzi-las no
tecido. Este processo de marcação é aconselhável para tecidos lisos e opacos.
Para marcar com giz, una o tecido à parte do molde correspondente, em
seguida, espete alfinetes por cima de cada marcação. Faça as marcações com o giz
seguindo o caminho dos alfinetes. Este método é aconselhável para tecidos mais
delicados ou multicoloridos, onde a marca do carbono não seria muito visível.
Como cortar
Antes de cortar certifique-se se é necessário dobrar o tecido. Em caso
afirmativo, isto deve ser feito com o máximo de precisão, unindo as ourelas
perfeitamente, prendendo-as com alfinetes. Verifique também se há alguma falha de
fabricação no tecido, para não cortar uma das partes do molde neste local. Lembre-se
de sempre dobrar o tecido unindo direito com direito.
Para cortar o tecido perfeitamente, mantenha o tecido bem esticado sobre uma
superfície lisa adequada para o corte e siga as orientações alistadas abaixo:
1. utilize uma tesoura adequada para este fim. Verifique sempre se as
lâminas estão bem afiadas, para que estas não “mastiguem” o tecido. Tenha cuidado
para não prender os alfinetes entre as lâminas da tesoura, ao cortar, pois isso
prejudica as mesmas;
2. durante o corte segure o molde com uma das mãos, para que este não
saia do lugar;
3. não levante o tecido da superfície em que ele se encontra enquanto
estiver cortando;
4. corte junto às margens do molde, com golpes longos e firmes nas partes
mais retas e golpes curtos nas partes curvas e nos cantos;
5. deixe a tesoura deslizar livremente, tendo o cuidado para não cortar o
molde, pois além de danificá-lo, poderá haver uma alteração na margem de costura.
Sobre o Passar do Ferro
No processo de montagem de uma peça de vestuário, é muito importante
passar a ferro à medida que se costura. Pode ser uma coisa dispensável, porém, isto
irá garantir o bom caimento da peça e evitará qualquer defeito de montagem. Para
isso, devem-se ter alguns cuidados:
1. Sempre faça um teste com um retalho do tecido antes de passar a peça;
2. Retire alfinetes e alinhavos antes de passar a ferro, pois os alfinetes
estragam o tecido e a chapa do ferro e os alinhavos podem deixar marcas. Se
necessitar passar a peça o com alinhavo, use linha bem fina e alinhavos diagonais;
3. Passe sempre pelo lado avesso;
4. Use um pano de passar entre o ferro e o tecido a ser passado. O tipo de
pano de passar irá depender do tipo de tecido a ser passado. Os únicos tecidos que
dispensam este cuidado são o algodão puro e o linho;
5. Faça o mínimo de pressão no ferro e acompanhe o sentido do fio do
tecido ao passa-lo;
6. Os detalhes que devem sempre ser passados a ferro são: costuras,
pences, pregas, bolsos, golas, mangas, acabamentos de decotes, etc. Ou seja,
deve-se passar a peça praticamente em todas as operações de montagem.
Acabamentos Finos Manuais
Escolha uma agulha que seja adequada ao tecido. Para fazer os pontos a
seguir, prefira agulhas mais finas e curtas para pontos pequenos, e mais longos para
alinhavos.
Costure com linha relativamente curta, de 45 a 60 cm para costuras definitivas.
Para os alinhavos, pode ser usada uma linha maior. A linha só deverá ser dobrada
para pregar botões e colchetes. Para alinhavar e fazer marcações utiliza-se linhas de
cores claras, que façam certo contraste no tecido. As linhas muito escuras podem
deixar marcas no tecido. A seguir, estão os mais utilizados pontos à mão.
BAINHAS
Para fazer bainhas viradas, dobre na altura desejada, marque e pregue os
alfinetes perpendicularmente à dobra, passando um alinhavo, não esquecendo de que
a bainha deve ter uma altura uniforme. Passe a bainha a ferro e costure com um dos
pontos de bainha. A seguir, estão os pontos mais utilizados para fazer bainhas à mão.
De acordo com o tecido, deve-se escolher o ponto que mais se aplica ao resultado
desejado para a peça.
Bainha dobrada com ponto espinha de peixe: indicada para peças de
tecidos médios a pesados sem forro e que desfiam muito.
Bainha debruada com ponto espinha de peixe: indicada para peças de
tecidos médios a pesados sem forro, quando a peça não tem corte reto.
Bainha com ponto Invisível: este ponto é simples e rápido, executado por
dentro, indicado para tecidos leves.
Bainha com ponto clássico: é bastante prático, porém menos resistente
indicado para peças delicadas.
Acabamentos Finos a Máquina
COSTURAS ABERTAS
Costura com borda rebatida: este acabamento é indicado para tecidos leves
e de peso médio, em peças que não levam forros.
Costura debruada com viés: indicada para uma peça em tecido médio ou
pesado que não seja forrada.
COSTURAS FECHADAS
Costura francesa: indicada para tecidos transparentes nos quais as costuras
são visíveis do lado de exterior da peça.
Costura tombada: esta costura é útil para reforçar e dar mais resistência a
uma parte da peça.
Sobrecostura: esta costura é muito resistente e proporciona durabilidade à
peça.
Costura debruada em si mesma: esta costura dispensa qualquer acabamento
e dá melhor resultado em tecidos leves que não desfiem facilmente.
Costura debruada com viés: indicada para uma peça em tecido médio ou
pesado que não seja forrada.
BAINHAS
As bainhas à máquina são mais práticas e rápidas, proporcionando também
muita resistência. Por outro lado podem não cair tão bem em uma peça mais social,
por dar um aspecto mais informal à roupa. Abaixo estão apenas alguns dos tipos de
bainhas feitas à máquina. Além destes, também há bainhas coladas, reforçadas,
debruadas, etc. Para saber mais, você pode consultar um dos livros da bibliografia
indicada.
Bainhas com ponto invisível: arremate resistente e relativamente discreto é
uma alternativa para peças mais delicadas. Só é possível fazer em máquinas que
dispõem deste tipo de ponto.
Bainha em rolinho: é uma bainha delicada e estreita indicada para tecidos
delicados.
Bainha simples: é uma bainha comum, indicada para tecidos médios ou
pesada.
Bainha postiça: esta bainha é indicada para peças que não têm um corte reto
e não é possível dobrar a borda.
CASAS
As casas de botão podem ser verticais ou horizontais. O comprimento das
casas deve ser igual ao diâmetro do botão, mais a sua espessura. As casas podem
ser debruadas ou bordadas à máquina.
Casa debruada: este tipo de casa é indicado para tecidos leves e de peso
médio que não desfiam e que vincam bem.
Casa bordada à máquina: é o tipo mais comum de casa, indicada para a
maioria dos tecidos.
Princípios de Composição do Vestuário
Para trabalhar com roupas mais elaboradas é importante conhecer os
princípios de composição do vestuário. Neste nicho de mercado, este tipo de peça é
desenvolvido para clientes específicos que estão dispostos a pagar um preço mais
elevado para ter uma roupa mais personalizada. Por isso, quem vai atender este
cliente deve levar em consideração uma série de aspectos antes de fazer o projeto de
uma roupa.
Estas regras não precisam necessariamente ser seguidas a risca, porém, é
bom lembrar que em algumas ocasiões, não raro, há uma exigência de traje a rigor,
muitas vezes expressa no próprio convite do evento. Cabe ao estilista usar a sua
criatividade para elaborar peças interessantes dentro da realidade de sua clientela.
Os princípios da composição do vestuário levam em conta os seguintes aspectos:
PROPORÇÃO – significa manter as relações coerentes de dimensão das
peças que comporão o “look”. HARMONIA tornar um “look” harmônico é fazer com
que este tenha um aspecto visual agradável. OCASIÃO – as ocasiões estão
classificadas em:
• Esporte: é o mais simples e informal. Mulheres: calças leves, camisetas
coloridas, vestidos de tecidos leves, bermudas, sandálias, etc. Homens: calças de
brim, camisas pólo e de manga curta, jeans, sandálias.
• Passeio (esporte fino/tenue de ville): este tipo de traje requer um pouco de
formalidade as principais ocasiões são: vernissagens, almoços, conferências, etc.
Mulheres: pantalonas, túnicas, tailleur, bolsas pequenas e salto alto. Homens: ternos
com gravata, mocassins.
• Passeio completo ou social: é um traje formal, as principais ocasiões são
festas e recepções. Mulheres: conjuntos de crepe tailleurs de seda, vestidos finos,
salto alto, meias finas e bolsas pequenas. Homens: terno padrão de cor escura,
camisa social, gravata e sapato preto.
• Black-tie (tênue de soirée): é o traje mais chique, noite de bgala, com
glamour e requinte. Mulheres: vestidos longos, sofisticados, com bordados e tecidos
nobres, saltos alto, meias finas, carteiras e bolsas pequenas, e uso de jóias.
Homens: smoking, camisa branca, gravata borboleta e faixa preta na cintura, sapato
liso com verniz. Festas ao ar livre: smoking branco.
Etiqueta no Vestir
Trajes Masculinos
Esporte: camisa sem gravata ou suéter de malha.
Esporte Completo: acrescenta-se o blazer ou paletó esportivo acompanhado
de gravata esporte.
Passeio Completo: terno padrão único para homens mais formais.
Recepção: terno escuro, camisa branca, gravata discreta. Rapazes ou homens
jovens que queiram sair mais descontraídos tendem a abolir a gravata, usando
camisa lisa e camiseta branca.
Para Entrevistas: opte por roupas sóbrias, não usando e nem misturando
cores vivas. O sapato deve combinar com o cinto, e nunca use meias claras com
calças escuras.
Trajes femininos
Esporte: calça comprida, bermuda. Saia e blusa. Não se deve usar este tipo
de roupa em cerimônias oficiais.
Esporte Completo: são os tailleurs, vestidos e chemisier. Passeio Completo:
usa-se vestido, tailleur, sapato scarpin; pode acompanhar uma bolsa pequena
combinando com o sapato e/ou cinto.
Recepção: o traje de recepção é feito por vestidos de deux pièces (saia/blusa,
ou tailleur) em tecidos nobres.
Para entrevistas: evite roupas decoradas ou curtas, prefira roupas sóbrias e
discretas; evite as roupas de tecidos transparentes ou muito justas.
TIPO FÍSICO
Além da ocasião em que a roupa será usada, deve-se levar também em
consideração o tipo físico ou biótipo do cliente a fim de fazer com que a roupa lhe caia
bem. Os principais biótipos são:
• Longilineo: é o tipo manequim, pouco busto, pouco quadril, pernas
alongadas e estatura acima de 1,64m, geralmente todas as peças de roupas caem
bem.
• Mini-longilíneo: as mesmas características do longilineo, apenas com
estatura inferior. Deve tomar o cuidado apenas de não usar comprimentos muito
longos para não achatar a silhueta.
• Triangular: pouco busto, ombros estreitos, quadris largos, deve usar roupas
que proporcione volume ao busto e não usar peças inferiores volumosas.
• Triangular invertido: contrario ao triangular, ombros largos, busto volumoso e
quadris estreitos, valorizar o busto e procurar usar roupas que dêem mais volume
aos quadris.
• Quadrado: ombros e quadris da mesma largura, cintura não muito definida,
estatura mediana, não deve usar roupas muito justas.
• Forte: muito parecida com o quadrado, porém mais alto.