Sarja: tecido de lã, algodão ou mistos, com ligamento sarja, apresentando
estrias no sentido diagonal.
Seda: nome atribuído a diversos tipos de tecidos produzidos com essa fibra
como tafetá, cetim, crepe, etc.
Seersucker: veja Anarruga.
Serge: tecido pesado de seda ou lã, com ligamento sarja, originário da Itália,
tem o nome derivado da palavra sérica.
Shantung: tecido originário de Chan-tung, China, produzindo com fio de seda
ou filamentos químicos no urdume e trama mais grossa de fio, com efeito, flamê,
muito usado para roupas e para estofamento.
Shetland: tecido produzido com a lã do carneiro de igual nome, da Escócia,
empregado em roupas esportivas.
Surah: tecido sarja de seda originário de Suran, Índia.
Tafetá: tecido muito antigo tem esse nome originado na palavra persa Taftan, com
ligamento tafetá ou tela, geralmente feito com fios de seda ou filamentos químicos.
Talagarça: tecido de algodão com ligamento aberto, apresentando um aspecto
furado, com acabamento engomado, próprio para aplicação de bordados.
Tapete: tecido grosso, em lã pura ou mista, geralmente jacquard, para
decoração ou forração.
Tartan: veja Escocês. Originário da Espanha significa "tecido da Tartaria".
Tergal: nome genérico de tecido produzido com fios puros ou mistos de
poliester de marca Tergal.
Tricoline: tecido de algodão penteado puro ou misto, liso, estampado ou xadrez
de peso ligeiramente maior do que a cambraia, muito usado em camisaria.
Tricotine: nome derivado da palavra tricot, é um tecido tipo gabardine de lã,
usado para ternos.
Tropical: tecido fino de lã pura ou mista, com ligamento tela, usado para ternos.
Tubic: tecido duplo que tem como característica a existência de um colchão de
ar entre as duas camadas, resultando num isolamento da temperatura.
Tussor: tecido leve, de seda.
Tweed: tecido originariamente produzido na região de Tweed, Escócia,
produzido com fios cardados de lã com duas ou mais cores, em ligamento tela ou
sarja 2X2, muito usado para paletós e sobretudos.
Twill: tecido fino de lã com ligamento sarja.
Veludo: tecido de algodão, viscose ou acetato, com pelos cortados, formando
uma superfície suave e macia que pode ser lisa ou formando canaletas (cotelê ou
corduroy). Nome originário da palavra italiana veludo.
Voal: veja Voile.
Voile: conhecido também com o nome aportuguesado Voal, uma corruptela
Francesa da palavra italiana Vela. Muito parecido com a musseline, é produzido com
fios muito finos altamente torcidos e com baixa densidade, resultando numa aparência
fluida, leve e transparente. Muito usado para cortinas.
Waffle: veja Ninho de Abelha.
Xadrez: nome genérico dado a tecidos das mais variadas matérias primas que
apresentam motivos xadrezes por estampagem ou por utilização de fios tintos.
Zuarte: tecido Brim rústico de algodão mesclado.
PREPARAÇÃO DO TECIDO
Quando compramos um tecido geralmente os vendedores rasgam o mesmo
puxando por uma das pontas e isso faz com que as beiradas fiquem desiguais, sendo
preciso acertá-las.
1. Corte a ourela com a tesoura;
2. Puxe um fio do tecido;
3. Corte cuidadosamente ao longo do fio puxado até atingir a outra ourela.
O tecido também pode ter sofrido alguma distorção na fábrica, de modo que a
trama e o urdume não estejam perfeitamente perpendiculares. Neste caso, é preciso
fazer o alinhamento dos fios.
1. Coloque o tecido sobre uma superfície plana e dobre, juntando as
ourelas. Se o tecido ficar enrugado, precisa ser acertado seguindo os passos
seguintes.
2. Puxe o tecido no viés em todo o seu comprimento, até que fique
alinhado;
3. Passe a ferro o tecido antes de cortar.
É muito importante tomar todos estes cuidados para corrigir as distorções do
tecido antes de cortá-lo, porém, devemos ter conhecimento de que nem sempre é
possível fazer tais correções. Alguns tecidos como os que possuem acabamento à
prova d’água, vinco permanente ou forro colado, não permitem que seja feito este
realinhamento da trama.
No caso de tecidos que têm a tendência para encolher ou quando se tem a
intenção de fazer uma peça com dois ou mais tecidos diferentes, é aconselhável
molhar estes tecidos e deixá-los secar a sombra antes de cortar. Quando o tecido
estiver muito enrugado é importante passar a ferro, para que não ocorra qualquer
alteração do molde.
Estrutura dos Tecidos
Todos os tecidos de tear são produzidos pelo entrelaçamento de dois tipos de
fios: os da teia (dispostos no sentido do comprimento) e os da trama (no sentido da
largura). Os fios da teia são dispostos perpendicularmente aos da trama. A estrutura
do tecido pode ser modificada alterando o padrão de entrecruzamento da teia e da
trama. Existem três tipos fundamentais de estruturas – tafetá, sarja e cetim, sendo o
restante, em sua maioria, variantes destes três tipos, com exceção da estrutura
Jacquard.
Devido à sua estrutura ou ao seu acabamento, os tecidos mais finos e
delicados exigem cuidados especiais. O conhecimento das características destes
tecidos é importante para determinar o modelo, o tipo de acabamento e os
equipamentos e utensílios adequados.
Conhecer as principais estruturas dos tecidos é de grande utilidade para que
você saiba identificar um tecido, mesmo que não haja nenhuma informação mais
específica na etiqueta de fábrica, pois nomes dados aos tecidos variam muito de
fabricante para fabricante. Saber qual a estrutura do tecido pode ser de grande
utilidade para decidir a sua utilização, o seu manuseio e que tipos de acabamentos
poderão ser feitos na peça a ser confeccionada.
Dicas para compra de Tecidos
Ao comprar um tecido verifique os critérios abaixo:
• Estrutura: deve ser firme, sem fios soltos ou rompidos, de uma
espessura uniforme.
• Fios: os fios da trama devem ser perpendiculares às ourelas. Caso
contrário, o tecido está desalinhado.
• Cor: deve ser uniforme e firme. No caso de tecido estampado, verifique
se há falhas na estampa.
• Sempre ao comprar um tecido, verifique a sua composição para saber
como manuseá-lo durante a confecção da peça e como passar e lavar a peça já
pronta.
De preferência, anote a composição do mesmo na hora da compra.
Como reconhecer o Avesso e o Direito do Tecido
Sempre devemos identificar o direito do tecido antes de cortar uma peça, pois o
risco deve ser feito sempre pelo avesso. Nos tecidos que são enrolados em peça ou
tubos, o direito está sempre para dentro e você deve observar isso quando estiver
comprando.
Outras formas de identificação são:
• Os tecidos macios são mais brilhantes do lado direito;
• Nos tecidos com textura, esta apresenta mais definição do lado direito e
no lado avesso podem-se observar irregularidades como bolinhas ou linhas soltas;
• Tecidos com textura no estilo brocado são mais macios do lado direito e
tem fios levantados do lado avesso;
• Nos tecidos estampados as cores são mais vivas do lado direito;
• Geralmente a ourela dos tecidos é mais macia do lado direito;
• Muitas malhas quando esticadas, enrolam as suas bordas para o lado
direito;
• Existem tecidos que o lado direito e o avesso são muito semelhantes,
neste caso, escolha um dos lados para ser o direito e marque o avesso com giz,
para não confundir.
Como Trabalhar com: Tecidos delicados, pelos, lisos, etc...
TECIDOS COM PELO
Estes tecidos pertencem ao grupo de estrutura com pelos. Há uma rica
variedade deste tipo de tecido, podendo ser de fibras naturais ou artificiais. Podem ser
veludos, pelúcia, peles ou imitação de peles. Podem ter pelo curto, com a superfície
aveludada, com pelos com menos de 3 mm; ou pelo longo com superfície com pelos
com mais de 3 mm. Cada tipo deste tecido precisa de cuidados específicos. Os
veludos podem ser feitos de seda, de acetato e ou de raiom.
Risco e corte
• Nos tecidos de pelo curto, você pode cortar com sentido do pelo para
cima, para obter um efeito de cor mais viva, e com sentido do pelo para baixo, para
obter um tom mais opaco;
Nos tecidos de pelo longo, corte sempre com o sentido do pelo para baixo.
• Coloque as partes do molde sempre sobre o lado avesso do tecido;
• Risque cuidadosamente as partes do molde com giz e corte
rigorosamente em cima da linha riscada. Separe as partes e identifique todas do lado
avesso para não confundi-las.
Montagem
• Antes de costurar, prenda as partes com alfinetes ou alinhave;
• Mantenha as margens de costura regulares;
Costure apenas uma vez, pois se a costura for desfeita, deixará marcas no
tecido;
• Deve-se utilizar uma agulha fina de ponta arredondada (ponta bola);
As costuras devem ser feitas de preferência seguindo o sentido do pelo;
• Para os tecidos de pelo alto, deve-se tomar também o cuidado de
regular a tensão da máquina e aumentar o comprimento do ponto;
• Nos tecidos de pelo alto, elimina-se o excesso de volume nas margens
de costura aparando o pelo neste local;
• Para os veludos, recomenda-se o acabamento da bainha com debrum,
podendo este ser uma tira de tule. Em seguida vira-se a bainha e costura-se com um
ponto invisível.
Passar a ferro
• Para passar o veludo de algodão a ferro, coloca-se um pano tipo flanela ou
sarja e por cima deste outro tecido de algodão cru, e sobre este é que o ferro será
passado;
• Para passar o veludo de seda ou sintético, coloca-se o ferro com a base
para cima e desliza-se suavemente sobre este o avesso do veludo. Quando se tratar
de abrir costuras, dá-se com o ferro em temperatura baixa, ligeiras pancadinhas
sobre a costura, pelo lado avesso da peça;
• Tome cuidado para que a temperatura do ferro esteja sempre baixa, pois
temperaturas elevadas podem derreter o veludo. Durante a montagem, passe a peça
a ferro o menos possível, e quando o fizer faça sempre pelo avesso;
• Da mesma forma, passe os tecidos de pelo alto pelo avesso, fazendo o
mínimo de pressão para evitar amassar o pelo.
• Para abrir costuras, utilize o bico do ferro ou apenas os dedos.
TECIDOS LISOS E TRANSPARENTES
Risco e corte
• Estenda o tecido sobre uma superfície plana e lisa;
Prenda as partes do molde ao tecido com alfinetes finos ou corte as partes do molde
em papel de seda e una-as ao tecido por alinhavos, costurando papel e tecido juntos,
para que o tecido não deslize;
• Se for riscar o tecido, faça-o sempre pelo lado avesso;
• Quando o molde tiver partes de contorno bem definido, corta-se em papel
de seda, já com as margens, alinhavando em seguida estas peças ao tecido e
recortando tudo junto;
• Ao costurar as partes, deve-se manter o papel de seda, só retirando este
após ter terminado de unir as partes.
Montagem
• Costure apenas uma vez, pois os pontos depois de retirados deixam
marcas no tecido. Para isso é necessário alfinetar ou alinhavar sempre as partes
antes de unir;
Deve ser manuseado com cuidado, pois amarrota suja e desfia com facilidade.
• Para evitar que o tecido escorregue ao costurar, coloque tiras de papel de
seda entre o tecido e o impelente;
• Ajuste o comprimento e a tensão do ponto para evitar que o tecido franza
com a costura. A tensão deve ser reduzida e o ponto deve ser pequeno;
• Para evitar que o tecido estique, prenda sempre às partes com alinhavos;
• Use agulha de máquina fina de ponta arredondada;
• Os detalhes de montagem nos tecidos transparentes devem ter
acabamento perfeito, por serem visíveis do lado direito. Nestes casos, pode-se
recorrer a costuras francesas ou debruadas;
• Os tecidos transparentes podem ser arrematados com uma simples bainha
virada. Nos tecidos mais maleáveis, pode-se aplicar uma bainha em rolinho. Estas
bainhas podem ser feitas à mão ou à máquina, com o auxílio de um pé calcador
embainhador.
Passar a ferro
• Passe a seco, pois a água pode manchar o tecido;
• A tábua de passar deve ser coberta com um tecido macio e a temperatura
do ferro deve ser sempre baixa;
• O ferro só deve entrar em contato direto com o tecido quando for
necessário. Utilize um tecido de algodão para proteger enquanto passa. Para abrir
as costuras deve-se usar apenas a bico do ferro, sem pressionar;
• Antes de passar, faça um teste num pequeno retalho, para saber se o
tecido tem a tendência a encolher ou franzir ao ser passado;
TECIDOS COM ELASTANO
Atualmente a Indústria Têxtil tem produzido tecidos finos como crepes, veludos
e rendas com fios de elastano, para dar mais aderência e conforto às roupas mais
sofisticadas. Porém, a utilização destes tecidos é bem mais difícil. São precisos
alguns cuidados no corte e na montagem das peças feitas com tecidos que
contenham fios de elastano.
Risco e corte
• Estenda o tecido sobre uma superfície plana e lisa, com cuidado para não
esticá-lo;
• Prenda as partes do molde ao tecido com alfinetes finos, pois os alfinetes
mais grossos podem romper os fios de elastano e deixar marcas no tecido;
• Se o tecido tiver a tendência a deslizar, corte as partes do molde em papel
de seda como já foi explicado acima;
• Se for riscar o tecido, faça-o sempre pelo lado avesso;
Montagem
• Para evitar que as costuras arrebentem, utilize linha adequada ao tipo de
fibra do tecido e agulha fina de ponta arredondada;
• Nos locais onde a elasticidade não for conveniente (como nos ombros, por
exemplo), costure uma fita de tecido como reforço;
• Para que as partes não estiquem ao serem costuradas, alinhave antes e se
for preciso, faça pontos de fixação em locais estratégicos;
Passar a ferro
• Manuseie suavemente o tecido, para evitar que este se distenda ou
deforme;
• Para evitar que as margens das costuras deixem marcas do lado direito,
coloque tiras de papel por baixo destas;
• Use ferro com temperatura baixa.
TECIDOS COM FIOS METÁLICOS
Os tecidos para noite ganham um glamour a mais quando têm em sua trama
fios metálicos os que lhes confere brilho e um aspecto luxuoso. Estes fios metálicos
são geralmente muito frágeis e é preciso atenção para não danifica-los.
Risco e corte
• Estenda o tecido sobre uma superfície plana e lisa;
• Ao cortar o tecido tenha cuidado para não puxar ou deformar os fios
metálicos durante o corte;
Montagem
• Costure apenas uma vez, pois os pontos depois de desmanchados deixam
marcas no tecido;
• Para evitar que os fios metálicos se partam ao costurar, utilize uma agulha
fina e por precaução, verifique sempre se a sua ponta está em forma;
• Forre a peça para evitar que os fios arranhem a pele.
Passar a ferro
• Passe o a seco, pois os fios metálicos perdem o brilho pela ação do vapor;
• Passe com o ferro em temperatura sempre baixa.
RENDAS
A renda é um tecido de trama muito aberta, geralmente combina estrutura de
enredamento e bordados com ou sem relevo. As rendas podem ser leves ou pesadas.
Risco e corte
• Corte a renda procurando conservar todos os desenhos na mesma direção,
de forma que haja uma continuidade sem interrompê-los;
• O forro deve ser cortado em primeiro lugar. Deve ser de uma cor
harmoniosa com a renda e a composição de sua fibra também tem que ser
compatível com a renda que será utilizada;
• Corte a renda de acordo com o forro e transfira todas as marcações para o
forro. Uma boa opção é riscar as partes do molde em papel fino, prendendo o papel
à renda com alfinetes e cortar os dois juntos. Depois de cortadas às partes, retire o
papel;
• Risque cuidadosamente as partes do molde com giz sobre o forro, cortando
em cima da linha riscada. Separe as partes e identifique todas do lado avesso do
forro e prenda com alfinetes as partes de renda e de forro correspondentes, para não
confundi-las.
• Da mesma maneira que a renda leve deve ser cortada procurando
conservar todos os desenhos na mesma direção, de forma que haja uma
continuidade sem interrompê-los. Os desenhos nas costuras laterais e nos ombros
devem ser harmoniosos;
• Todas as marcas de costuras devem ser feitas pelo avesso da peça,
através de alinhavos.
Montagem
• Para evitar que a renda deslize ao costurar, coloque tiras de papel de seda
entre o impelente e o tecido;
• Use agulha de máquina “ponta bola” nº 11 e de mão nº 10, bem fina e
longa, se a renda for fina. Se a renda for mais pesada, pode ser usada uma agulha
mais grossa;
• Se for colocar forro solto, todas as costuras feitas na renda devem ter
acabamento perfeito. Para isso, pode-se recorrer a costurar debruadas;
• Se a renda exigir forro preso, este deve ter a função de entretela, de forma
que a renda se uma a ele, formando uma tela única. O forro deve ser preso à peça
por meio de alinhavo diagonal, sobre uma superfície plana;
• A bainha deve ser feita com todo o cuidado, de forma a manter o desenho
na posição certa. Nas rendas pesadas, a barra pode ser recortada, aproveitando o
contorno do desenho;
• Para bainhas em renda pesada, recomenda-se uma bainha postiça. Para
uma renda leve, recomenda-se a bainha em rolinho ou a aplicação de uma tira para
reforçar. Pode-se ainda optar-se pela aplicação de uma renda decorativa como
arremate da bainha, costurada com ponto de luva ou zig-zag. Algumas rendas
permitem que se recorte o contorno dos motivos, sendo isso suficiente para o
acabamento da barra.
Passar a ferro
• Proceda cautelosamente ao passar peças com renda;
• A temperatura do ferro deve ser correspondente à fibra;
• A renda deve ser passada o menos possível, pelo avesso, protegida por
um tecido;
• A tábua de passar deve ser bem acolchoada, por causa da delicadeza da
renda.