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Contabilização do Goodwill em Empresas

Este documento discute o conceito de goodwill e sua evolução histórica. Aborda como o goodwill foi inicialmente usado em decisões judiciais sobre terras na Inglaterra e como o termo evoluiu para se referir a ativos intangíveis em empresas. O documento também descreve marcos históricos importantes no desenvolvimento do entendimento do goodwill ao longo dos séculos.
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Contabilização do Goodwill em Empresas

Este documento discute o conceito de goodwill e sua evolução histórica. Aborda como o goodwill foi inicialmente usado em decisões judiciais sobre terras na Inglaterra e como o termo evoluiu para se referir a ativos intangíveis em empresas. O documento também descreve marcos históricos importantes no desenvolvimento do entendimento do goodwill ao longo dos séculos.
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Goodwill

Cleiton Rodrigues1

Resumo

Devido a constantes mudanças no mundo corporativo, uma análise aprofundada


com conclusões precisas quanto à situação patrimonial das companhias se faz
necessária. O tema abordado por tratar-se mais especificamente aos ativos
intangíveis em companhias que sofrem por mutações nos atos de transações como
incorporações, cisões e até mesmo nas simples operações de compra e venda
destas empresas. Como estas operações são cada vez mais comuns, surge a real
necessidade de entendimento quanto aos processos de contabilização e valorização
destes ativos que foram negociados. Onde surge uma questão. Como e através de
que calcular estes valores. O Goodwill, nome que se da à ativos intangíveis oriundos
de valoração de negócios através de bons relacionamentos com clientes,
fornecedores, bancos, localização do empreendimento e outros fatores que
contribuam a facilidade de aplicação do negócio.

1 Considerações iniciais

Goodwill de forma sintética é o meio utilizado a fim de medir o valor


adicional aplicado na compra e venda de empreendimentos onde o mesmo, seja
valorizado ou desvalorizado na operação. Assunto abordado pela comunidade
cientifica, a fim de buscar entendimentos quanto a sua aplicação e contabilização.
Sendo que há anos a comunidade acadêmica vem constantemente buscando o seu
entendimento mais evidente e passível de aplicação, mas ainda existem
controvérsias a respeito da matéria.

1
Cleiton Rodrigues – Acadêmico da 7ª Fase do Curso de Ciências Contábeis da UNESC –
[email protected]
1
2 Evolução histórica do Goodwill
O Goodwill, antes do século XVI, já vem sido objeto de discussão devido à
valorização de terras de grandes senhores, onde, estas mesmas já eram
supervalorizadas devido a suas privilegiadas localizações.
O termo foi utilizado pela primeira vez na corte da Inglaterra, em decisões
de disputa por terras, onde foi considerado na valorização do terreno um valor
adicional pela sua localização. No entanto, o primeiro trabalho sistematizado sobre o
goodwill foi produzido por Francis More, publicado em 1891 pela revista The
accountant na Escócia, onde foi abordado a questão da mensuração do goodwill.
(MARTINS, 1973).
Notavelmente o goodwill vem assumindo seu lugar nas discuções
acadêmicas deixando de modo um grande ponto de interrogação quanto a sua real
aplicabilidade e em muitos casos os métodos adequados quanto a sua aplicação.
Necessariamente estudos mais aprofundados de pesquisa se fazem necessários ao
seu melhor entendimento e principalmente quanto a sua forma adequada de
contabilização.
Segundo Schmidt e Santos (2002, p.36)
A definição de goodwill, sua natureza, sua característica de não ser
separável do negócio todo e seu tratamento contábil estão entre os
objetivos de estudo mais difíceis e controvertidos da Teoria da
Contabilidade.

Isso se confirma na citação de Canning (1929) em obras de autores de


renome2 onde fica claro não somente a preocupação com o assunto mais a
transparência quanto sua real expressão quanto a complexibilidade da matéria aqui
exposta.
Aprofundado um pouco mais no quesito dos passos históricos quanto ao
desenvolvimento do goodwill, vê-se aproximadamente vinte e cinco eventos
marcantes aos quais contribuiram para o desenvolvimento ao entendimento do
goodwill.
Conforme Schimdt e Santos (2002, p.39)
[...] a evolução do goodwill acompanhou os avanços da humanidade na área
econômica: tinha como base inicialmente a terra, o comércio, a indústria e
atualmente consiste na informação, ou seja, no conhecimento aplicado ao
trabalho para criar valor.

2
Catlett e Olson (1968, p.9), Bedford (1970, p.19) e Martins (1972, p.57).
2
Na tabela a seguir, pode-se ver com um pouco mais de clareza quanto
esta evolução do goodwill a partir de 1571, onde por meio de decisões judiciais já
era motivo de debate.
Evolução histórica do goodwill
Ano Autor Evento significativo
1571 Decisões judiciais Indícios na literatura da especialidade demonstram que o problema da
avaliação do goodwill é muito antigo e sua aplicação em decisões
judiciais existe há muito tempo, sendo que o primeiro registro que se
tem da utilização do termo data de 1571. Essas primeiras avaliações
referiam-se à terra (Catlett e Olson, 1968, p.8).
1884 William Harris O primeiro trabalho na área contábil publucado na The Accountant,
intitulado “Goodwill”, referia-se ao crescimento significativo do
goodwill com o surgimento das sociedades por ações (Catlett e Olson,
1968, p.38).
1888 J. H. Bourne É publicado na The Accountant, com o mesmo título – “Goodwill” -,
um trabalho referindo-se mais ao aspecto conceitual do goodwill
(Catlett e Olson, 1968, p.10).
1891 Francis More Primeiro trabalho sistemático tendo como tema central o goodwill –
artigo publicado na revista The Accountant, relacionado a avaliação
do goodwill, iniciando assim uma nova fase na mensuração do
goodwill (Catsberg, 1966).
1897 Lawrence R. Dicksee Publica em Londres Goodwill and its treatment in accounts, enfocando
o assunto mais do seu ponto de vista do seu tratamento contábil,
ressaltando os perigos de contabilizar o mesmo, propondo a imediata
liquidação contra o patrimônio líquido nos casos em que ele
obrigatoriamente tivesse que ser contabilizado e cintando também a
necessidade da inclusão da remuneração dos acionistas no cálculo
(Carsberg, 1966).
1898 Edwin Guthrie Ministrou palestra, seguindo o pensamento de Dicksee, em que
explicitava a forma adequada de ajustar o lucro líquido da entidade,
obtendo-se uma base apropriada para a avaliação do goodwill. Esse
trabalho também foi publicado na The Accountant (Carsberg, 1966).
1902 E.A. Browne Em seu trabalho publicado na The Accountant intitulado “Goodwill: its
assertainment and treatment in accounts”, enfatiza que o goodwill
deveria ser registrado contra a conta de capital e não aparecer no
balanço patrimonial. (Catlett e Olson, 1968, p.38).
1909 Henry Rand Hatfield Introduz nova maneira de cálculo do goodwill, em sua obra Modern
accounting: its principles and some of its problems, publicada em New
York.
Hatfield foi professor de Contabilidade da Universidade da Califórnia e
grande estudioso dos ativos intangíveis em geral. Em seu trabalho,
percebeu que o goodwill dependia do montante de superlucros da
entidade (Carsberg, 1966).
1914 Percy Dew Leake Apresenta um estudo intitulado “Goodwill: its nature and how to value
it”, que se constituiu em um grande esforço para a evolução do
tratamento contábil do goodwill, também publicado na The Accountant
(catlett e Olson, 1968, p.39).
1927 J. M. Yang Publica o estudo intitulado “Goodwill and other intangibles”, onde faz
uma retrospectiva histórica do goodwill (Catlett e Olson, 1968, p.40).
1929 John B. Canning Em seu trabalho intitulado “The economics of accountancy”,
demonstra a importância do goodwill, em vista dos inúmeros
contadores, escritores, economistas e engenheiros que sobre o tema
discorreram em vários anos, sem que se chegasse a um acordo sobre
o se tratamento contábil (Catlett e Olson, 1968, p.9).
1936 Gabriel A. D. Prein- Elabora um estudo, posteriormente publicado na Accounting Review
reich (p.317-329, Dec. 1966), denominado “The law of Goodwill”, sobre as
decisões judiciais relativas às tendências no campo do goodwill.
3
Essas decisões proferidas foram sofrendo mudança gradativa,
partindo do valor relativo às terras, incluindo progressivamente o valor
referente à localização do negócio, à clientela formada, à marca, à
continuidade da entidade e assim sucessivamente, até chegar ao
conceito atual.
1937 James C. Bonbright Em sua obra The valuation of property, discorre sobre a natureza do
goodwill, citando que o mesmo não é justificado em termos históricos,
mas sim nas crenças dos investidores (Catlett e Olson, 1968, p.15).
1945 Walter A. Staud Publica uma obra intitulada Intangible assets, contemporary
accounting, em cujo capítulo 8 descreve a natureza do goodwill e o
tratamento contábil a ser dado à escrituração, bem como o de sua
amortização (Catlett e Olson, 1968, p.87).
1946 Roy B. Kaster Em sua obra Advanced accounting o autor discute a respeito do por
ele intitulado “Goodwill latente”, que é o excesso de ganhos que
existiriam caso a entidade fosse bem administrada (Catlett e Olson,
1968, p.41).
1952 Willim A. Paton e Elaboraram a obra intitulada Asset accounting, discorrendo sobre a
Paton Jr. natureza do goodwill (Catlett e Olson, 1968, p.11).
1953 George T, Walker Em seu trabalho “Why purchased goodwill should be a amortize don a
systematc basis”, na revista Jurnal of Accountancy, o autor ressalta
ser o goodwill originado pela capacidade de ganhos acima do normal
em empreendimentos similares (Catlett e Olson, 1968, p.11).
1963 Maurice Moonitz Publica uma obra denominada Accounting: an analysis of its
problems, na qual cita o problema que envolve a mensuração do
goodwill, em especial no que tange a capitalização de ganhos futuros.
(Catlett e Olson, 1968, p.17).
1963 Arthur R. Wyatt Publica no Accounting Research Study nº 5 “A Critical study of
accounting for business combination”, descrevendo, entre outros
assuntos, o tratamento contábil dado ao goodwill adquirido de 192
companhias (Catlett e Olson, 1968, p.44).
1963 J.E. Sands Em sua obra Wealth, icome, and intangibles, o autor discute o
conceito de custo de oportunidade sobre a provável riqueza futura do
empreendimento e afirma que o mesmo só existirá se os investidores
estiverem dispostos a pagar por ele (Catlett e Olson, 1968, p.73).
1966 Raymond J. Cham- Em sua obra Accounting: evaluation and economic behavior, o autor
bers destaca que o goodwill é um ativo do acionista e não da entidade.
(Catlett e Olson, 1968, p.19).
1966 Bryan V. Casberg Elaborou um estudo histórico sobre o goodwill denominado “The
contribuitions of P.D. Leake to the theory of Goodwill valuation”,
publicado na Juornal of Accounting Research, University of Chicago.
1968 Catlett e Olson Elaboram um trabalho que é considerado um marco no estudo
contábil do goodwill – publicado em 1968 pelo AICPA, sob o título de
Accounting for Goodwill.
1971 Dean S. Eiteman Elabora um trabalho denominado “Critical problems in accounting for
goodwill”, publicado na revista Journal of Accountancy, do ALCPA, em
New Yourk.
1972 Eliseu Martins Elabora tese de doutorado, apresentada na FEA-USP, denominada
Contribuição à avaliação do ativo intangível, marco de referência na
literatura brasileira sobre o tema.
Fonte: Avaliação de Ativos Intangíveis – Schmidt e Santos (2002).

Uma operação histórica quanto a um exemplo prático na utilização de


goodwill pode ser bem representado pela Philip Morris onde procedeu a
incorporação da Indústria de Produtos Alimentares Kraft, detendora de grandes
marcas como Tang, Milka, Toblerone e outras. Esta operação ocorreu em meados

4
de 1988 onde o patrimônio da empresa era de US$ 1 bilhão. Com esta operação de
incorporação, a empresa Kraft fora negociada a um valor de US$ 10 bilhões onde
essa diferená de US$ 9 bilhões nada mais é do que o goodwill propriamente dito.
(LAMELAS, 200_?)

3 Conceituação de Goodwill

O Goodwill é definido com base na diferença de compra e venda de um


determinado patrimônio, analisando seu valor de mercado e o comercializado. Para
exemplificar pode-se dizer que na aquisição de empresas onde seu valor
comercializado é muito superior ao valor de mercado.
Segundo Kucera (200_?, p.1),
goodwill se apresenta genericamente como valor subjetivo atribuido a um
bem de capital sobre o qual se amparam espectativas de lucros futuros ou
outros benefícios que indiretamente representem espectativas futuras de
resultado.

Nao há um consenso entre alguns autores quanto as definições da


matéria, entre eles pode-se citar Martins (1973), Hoog (2007) e Assunção et al
(2005). Todavia, Martins (1973) e Assunção et al (2005) alegam que Goodwill pode
ser equiparado a uma espécie de ágil e deságio. Entretanto, Hooh (2007, p. 28)
nega esta afirmação, conforme pode ser observado na citacao abaixo:
[...] o ágio não é sinônimo de goodwill, portanto têm sentidos e alcances
dados pela ciência contábil, totalmente diferenciados, pois entendemos que
o ágio ou o deságio são frutos da habilidade de negociação ou o resultado
da lei de oferta e procura, não sendo sinônimo ou fruto do goodwill, pois o
goodwill é o excesso de lucros, enquanto o ágio representa o quantum
alguém esta disposto a pagar por algo, pode alguém pagar um ágio
simplesmente para fechar uma atividade de um concorrente, ou para ter
uma maior fatia de mercado sem que isso seja goodwill.

De acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade – NBC,


O goodwill é denominado de ágio, que é o valor da diferença entre o valor
pago e o valor contábil, enquanto que sob a ótica das normas
internacionais e norte-americanos o goodwill é a diferença entre o valor
pago e o valor justo dos ativos líquidos adquiridos, ou seja, é realizado o
cotejamento dos ativos líquidos, procurando alocar o valor pago aos ativos.
O valor residual, ou o valor não alocado a nenhum ativo é chamado de
goodwill.

Nestas citações percebe-se indícios quanto à discordância a respeito da


matéria e o ponto de interrogação onde Assunção completa no parágrafo abaixo.

5
“O Goodwill é reconhecido pela contabilidade [...] como sendo a
diferença entre o valor pago pela empresa e o seu valor contábil.” (ASSUNÇÃO et.
al. 2005, p.4).
Desta forma fica claro que não há consenso entre os autores
mencionados, deixando assim um imenso ponto de interrogação quanto a sua
definição específica. E para firmar mais ainda como se trata de um tema avesso,
Schimidt e Santos (2002, p.37) diz: “A definição de goodwill, sua natureza, sua
característica de não ser separável do negócio todo e seu tratamento contábil estão
entre os objetos de estudo mais difíceis da Teoria da Contabilidade.”

4 Tipologias do Goodwill

O Goodwill não mantém seu foco em uma única área da empresa, mas
também em outras diversas áreas onde podem ser chamadas de tipologias, estas
tipologias nos últimos trinta anos eram divididas em cinco tipos diferentes de
goodwill:
1. Goodwill Comercial;
2. Goodwill Pessoal;
3. Goodwill Profissional;
4. Goodwill Evanescente e;
5. Goodwill de Nome ou Marca Comercial;
No que diz respeito ao goodwill comercial, Paton e Paton (1952 apud
MARTINS, 2002, p.51) esclarecem que é

criado de serviços colaterais como equipe cortês de vendedores, entregas


convenientes, facilidade de crédito, dependências apropriadas para serviço
de manutenção; qualidade do produto em relação ao preço; atitude e hábito
do consumidos como fruto de nome comercial e marca tornados
proeminentes em função de propaganda persistente; localização da firma.

Neste tipo de Goodwill o relacionamento comercial é de grande valia para


o bom resultado e valorização dos negócios. Por isso para se alcançar um patamar
elevado em relação à concorrência é preciso de um grande investimento na imagem
do empreendimento e de contrapartida pode-se obter com mais êxito um nome
respeitado e por conseqüência um constante aumento no valor de mercado da
empresa.

6
Em relação ao Goodwill industrial, Paton & Paton (1952 apud MARTINS,
2002, p. 51) elucidam que
decorrente de altos salários, baixo turnover de empregados, oportunidades
internas satisfatórias para o acesso às posições hierárquicas superiores,
serviço médico, sistema de segurança adequado, desde que tais fatores
contribuam para a boa imagem da empresa e também para a redução do
custo unitário de produção, devido à eficiência de uma força de trabalho
operando nessas condições

Quanto ao Goodwill industrial à companhia considerada como ótima


empresa pra se desenvolver carreira também conta como classe de Goodwill desde
que estes pontos colaborem para uma boa imagem e para melhorar a valorização da
companhia.
O Goodwill financeiro, de acordo com Paton & Paton (1952 apud
MARTINS, 2002, p. 51) é
derivado da atitude de investidores e de fontes de financiamento e de
crédito em função de a empresa possuir sólida situação para cumprir suas
obrigações e manter sua imagem ou, ainda, obter recursos financeiros que
lhe permitam aquisições de matéria-prima ou mercadorias em melhores
termos e preços.

No Goodwill financeiro pode-se equipará-lo ao comercial em alguns


aspectos onde as facilidades de aquisição de matéria-prima devido ao crédito
facilitado proveniente de sua liquides sólida. Em sua maioria pode-se enquadrar este
tipo de Goodwill a empresas de capital aberto onde verifica-se com mais freqüência
a procura de investidores por suas ações. Pode-se cita como exemplos: todos os
dias nos pregões eletrônicos com empresas como a Petrobrás, Vale do Rio Doce,
enfim, na maioria das empresas ligadas a investidores externos.
Advinda das boas relações com o Governo, o Goodwill político, segundo
Paton e Paton (1952 apud MARTINS, 2002, p. 51),
decorre especificamente de boas relações com autarquias do Governo, seja
ele Federal, Estadual e Municipal. Tem-se como exemplo as facilidades
fiscais onde juridicamente não seriam corretas devido a algumas
inconstitucionalidades ferindo o princípio da isonomia violando assim o Art.
5º da Constituição Federal de 1988.

Diante disso o Goodwill em um contexto geral é oriundo de frutos de bons


relacionamentos tanto quanto no lado comercial, como no lado administrativo e
fiscal. Também este provém de uma boa localização e principalmente seu grande
nome no mercado.

7
5 Tratamento Contábil do Goodwill,

Goodwill como um todo, pode ser tratado especificamente como um ativo.


Em sua aquisição, pode e deve sofrer tratamento contábil, e quanto movimentado
internamente assim não o é considerado como tal.
De acordo com Johnson e Petrone (1998, apud MARTINS, 2002),
Goodwill é um ativo não porque tem um custo, mas porque possui a capacidade de
construir às futuras entradas líquidas de caixa.
O que difere uma operação da outra a não ser por seu nome, ocorre em
virtude de que as operações realizadas com ativos, existem uma atribuição
relacionada aos custos do mesmo, enquanto em operações internas este fato não
ocorre.
Por sua vez, a contabilização de Goodwill é somente feita nas operações
de compra de ativos. Diante disso, somente o Goodwill adquirido é registrado
contabilmente. Seu registro contábil deve ser feito individualmente e debitado como
um ativo intangível como já se observou no início.
Deve-se ficar muito atento quanto a legislação vigente, como a maioria
dos paises contabilizam este como sendo um ativo e posteriormente amortizado.
Conforme Schmidt e Santos (2002, p.46)
Somente em poucos países, como a Suíça e, atualmente, os Estados
Unidos, é permitida sua capitalização sem que haja posteriormente sua
amortização. Contudo, nos Estados Unidos deve ser realizado, no mínimo
anualmente, um teste de impairment para verificar se o valor do goodwill é
recuperável [...]

Com isso fica muito claro a questão quanto a permanecia do Goodwill,


sendo que não necessariamente possa haver uma operação com Goodwill e por
quanto tempo este Goodwill possa permanecer passível de amortização ou não.

6 Mensuração do Goodwill

Muitos se questionam quanto ao significado de mensuração, mas


propriamente em um termo específico como o de Goodwill a mensuração ocorre em
virtude de real avaliação. Sugerindo um termo mais específico a quantificar o valor
de um ativo, seja ele tangível ou intangível.

8
Contudo a mensuração do Goodwill pode se sintetizar em alguns
enfoques.
Consoante Schmidt e Santos (2002, p.46)
 Por meio de avaliação de atitudes favoráveis em relação à entidade.
Nesse enfoque, o goodwill resulta de relações negociais vantajosas,
boas relações com funcionários e atitudes favoráveis de clientes,
que podem originar-se de uma localização estratégica, nome,
reputação etc.[...]
 Por meio do valor presente de lucros superiores[...] Nesse sentido, o
goodwill representa o valor presente de lucros futuros esperados,
acima daquilo que poderia ser considerado retorno normal, também
denominado de superlucros;
 Por meio de uma conta geral de avaliação. Neste enfoque, o
goodwill é considerado simples conta de fechamento. Todos os
ativos possuem para a entidade em função do fluxo futuro de
benefícios que serão gerados.[...]

Diante disso se vê que a qualquer sombra de expectativa de aumento no


fluxo de caixa exponencialmente superior ao esperado, por conseqüência os ativos
são registrados como Goodwill e assim valorizados.
No entanto acredita-se que em virtude da legislação brasileira, ter sofrido
alteração nos últimos meses este favor de reavaliação de ativos, sejam eles
tangíveis ou intangíveis, ficariam de forma inadequada.

Considerações Finais

Em conformidade a todo o material coletado e uma análise minuciosa


quanto a aplicabilidade do Goodwill, fora constatado que não há material suficiente a
fim de se ter um entendimento satisfatório quanto a matéria.
Porém, não quer dizer que não há um entendimento básico a fim de
levantar grandes dúvidas a respeito tanto de sua aplicação como sua exata
definição.

9
Referências

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