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Contabilidade Internacional

O documento discute a normalização contabilística em Moçambique. Aborda conceitos e objetivos da normalização contabilística, bem como a adoção das Normas Internacionais de Relato Financeiro em Moçambique e seus impactos nas empresas.

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Contabilidade Internacional

O documento discute a normalização contabilística em Moçambique. Aborda conceitos e objetivos da normalização contabilística, bem como a adoção das Normas Internacionais de Relato Financeiro em Moçambique e seus impactos nas empresas.

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FACULDADE DE ECONOMIA E GESTÃO

Curso: Licenciatura em Contabilidade e Auditoria

Cadeira: Contabilidade Internacional

TEMA:

NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA EM MOÇAMBIQUE

Discente:

Piaraly Pedro Baina

Docente:

Msc Anselmo Rodrigues Matanha e Msc Emília Canhaua.

Lichinga, Agosto de 2022


FACULDADE DE ECONOMIA E GESTÃO

Curso: Licenciatura em Contabilidade e Auditoria

Cadeira: Contabilidade Internacional

TEMA:

NORMALIZAÇÃO CONTABILÍSTICA EM MOÇAMBIQUE

Discente:

Piaraly Pedro Baina

Docente: Msc Anselmo Rodrigues Matanha e Msc Emília Canhaua

Lichinga, Agosto de 2022


Indice Paginas
1. Introdução............................................................................................................................................. 3
1.2. Objectivos do Trabalho ..................................................................................................................... 3
1.2.1. Objectivo Geral .............................................................................................................................. 3
1.2.2. Objectivos Específicos ................................................................................................................... 3
1.3. Metodologias ..................................................................................................................................... 3
2. Revisão da Literatura............................................................................................................................ 4
2.1. Fundamentos Teóricos da Normalização Contabilística ................................................................... 4
2.2.1. Conceito da Normalização Contabilística ...................................................................................... 4
2.2.2. Objectivo da Normalização Contabilística ..................................................................................... 4
2.2.3. Vantagens da Normalização Contabilística .................................................................................... 5
2.3. Desvantagens da Normalização Contabilística.................................................................................. 5
2.4. Perspectiva Histórica do Processo de Normalização Contabilística.................................................. 5
2.5. Estrutura Conceptual de Preparação e Apresentação das Demonstrações Financeiras ..................... 7
2.5.1. Objectivo das Demonstrações Financeiras na Normalização Contabilística .................................. 7
2.5.3. Características Qualitativas ............................................................................................................ 8
2.5.4. Elementos das Demonstrações Financeira ..................................................................................... 8
3. Normalização Contabilística em Moçambique .................................................................................... 9
3.1. Adopção das Normas Internacionais de Contabilidade em Moçambique ......................................... 9
5. Conclusão ........................................................................................................................................... 13
6. Referências Bibliograficas.................................................................................................................. 14
3

1. Introdução

O Trabalho ora desenvolvido enquadra-se no âmbito do trabalho do campo do curso de


Licenciatura Contabilidade e Auditoria, promovido pela ISCED, na Cadeira de Contabilidade
Internacional o mesmo tem como tema principal “Normalização Contabilística em
Moçambique”. De referir que a Normalização Contabilistica é um processo dinâmico que visa a
adequação da realidade contabilística face as mutações do meio envolvente económico-financeiro
que rodeia as unidades económicas.
O objectivo deste trabalho é avaliar o impacto da normalização contabilística em Moçambique, a
principal razão que levou-me a desenvolver um trabalho sobre este tema deveu-se à necessidade de
compreender o processo de implementação das Normas Internacionais de Relato Financeiro
(NIRF) em Moçambique nas empresas, que tem como base formular e publicar de forma
totalmente independente um novo padrão de normas contabilistas internacionais que fossem de
aceitação universal.

1.2. Objectivos do Trabalho

A presente pesquisa procura alcançar os objectivos traçados, isto é, geral e os específicos de modo
que se materialize a questão acima colocada acerca da Normalização Contabilística em
Moçambique.

1.2.1. Objectivo Geral


 Avaliar a normalização contabilística em Moçambique e os impactos do processo de
implementação das Normas Internacionais de Relato Financeiro (NIRF) em Moçambique
nas empresas.

1.2.2. Objectivos Específicos


 Conceituar as normas contabilísticas em Moçambique;
 Avaliar o impacto de adopção das NIRF sobre Normas Internacionais de Relato Financeiro
(NIRF);
 Conhecer as normas internacionais usadas no proecsso da normalizacao Contabilística em
Moçambique.

1.3. Metodologias
Para este projecto de pesquisa, colectei dados por meio de pesquisa bibliográfica, e buscas na
internet. Para tal, consultei algumas fontes bibliográficas, buscas na internet e outros documentos
importantes que facultaram as abordagens em torno do tema em questão.
4

2. Revisão da Literatura

2.1. Fundamentos Teóricos da Normalização Contabilística

2.2.1. Conceito da Normalização Contabilística


A Normalização Contabilística foi objecto de estudo de vários autores por isso possui inúmeras
definições a sabe:

De acordo com BORGES & FERRÃO (1999:14) definem a


Normalização Contabilística como um processo dinâmico que visa a
adequação da realidade contabilística face as mutações do meio
envolvente económico-financeiro que rodeia as unidades
económicas.

Para NOBES apud RODRIGUES & PEREIRA (2004:133) a Normalização Contabilística é um


processo de aumento de comparabilidade das práticas contabilísticas estabelecendo-se limites ao
seu grau de variação.

E por fim, FEREIRA (1984:25) define a Normalização Contabilística como sendo "um processo
que consiste em criar uma metodologia uniforme a ser seguida pelas unidades económicas",
BORGES (2007:122) acrescenta ainda, "visando a comparabilidade das informações inter-
unidades, a universalidade dos dados recolhidos e a sua compreensibilidade pelos agentes
económicos".

Das três definições acima descritas se conclui que:

 A Normalização Contabilística é um processo dinâmico;


 A uniformização e a unificação dos procedimentos e regras de contabilidade não são um
fim em si mesmo;
 O processo de Normalização Contabilística visa aumentar a comparabilidade das
Demonstrações Financeiras.

2.2.2. Objectivo da Normalização Contabilística


Segundo BORGES & FERRÃO (1999:15); CHOI et ai (1999:249) e RODRIGUES & PEREIRA
(2004:132), o principal objectivo da Normalização Contabilística é a procura de comparabilidade
da informação. RODRIGUES; PEREIRA (2004:133) e FEREIRA (1984:14) acrescentam ainda
que "a Normalização não significa que as normas de contabilidade de todos os países devem ser
idênticas, mas antes assegurar que a informação publicada pelas empresas de diferentes países seja
equivalente e comparável"
5

2.2.3. Vantagens da Normalização Contabilística


Segundo LAÍNEZ & CALLAO apud RODRIGUES & PEREIRA (2004:138-139) o processo de
normalização contabilística traz consigo as seguintes vantagens:

 Diminuição do custo de elaboração e apresentação da informação para as empresas


multinacionais. Estas seriam dispensadas da obrigação de cumprir diferentes normas
nacionais quando procuram financiamento em mercados estrangeiros, e por outro lado "a
preparação das demonstrações financeiras consolidadas de filiais localizadas em distintos
países seria enormemente facilitada" (Choi et ai, 1999:248);
 Facilidade de análise, interpretação e compreensão da informação elaborada em diferentes
países, pelo que consequentemente seria facilitada a tomada de decisões dos investidores,
financiadores e outros investidores;
 Eliminação de uma das principais barreiras à livre circulação de capitais a nível
internacional;
 Simplificação do trabalho das multinacionais de auditoria, por poderem aplicar uns
princípios equivalentes em todos os países, do mesmo modo as autoridades fiscais poderiam
medir o lucro empresarial sobre o qual tributam as empresas estrangeiras de acordo com
umas normas uniformes de reconhecimento de proveitos e custos.

2.3. Desvantagens da Normalização Contabilística


Para BORGES, 2007:123) a Normalização Contabilística tem o poder de ser excessivo, a
normalização parece vantajosa até ao ponto em que possa ser aplicada na empresa, sendo
desvantajosa quando não se adapta às características e necessidades reais das unidades económicas
nos aspectos que se proponha uniformizar.

Neste caso deve-se concordar com aqueles autores que defendem que "quanto maior for o campo
de aplicação da normalização, mais gerais terão de ser as regras e princípios a estabelecer"
(BORGES & FERRÃO, 1999:17).

2.4. Perspectiva Histórica do Processo de Normalização Contabilística


O International Accounting Standards Committee (IASC) é um órgão de normalização
contabilística mundial. As bases para a sua criação foram lançadas em 1972 durante o 10º.
Congresso Mundial dos Contabilistas. Porém, a sua criação data de 29 de Junho de 1973 como
resultado de um acordo entre organizações contabilísticas profissionais de 10 países: Austrália,
Canadá, França, Alemanha, Japão, México, Holanda, Reino Unido, Irlanda, e EUA.
6

O IASC não visava o lucro e era financiado com recursos próprios procedentes das contribuições
de vários organismos internacionais assim como das principais firmas de auditoria.

O objectivo fulcral desta entidade era a de formular e publicar de forma totalmente independente
um novo padrão de normas contabilistas internacionais que fossem de aceitação universal.

Os primeiros pronunciamentos contábilisiticos publicados pelo IASC foram chamados de


lntemational Accounting Standard (IAS), tendo desenvolvido 41 normas das quais algumas
vieram a sofrer algumas alterações com o decorrer do tempo

Em 1997, o IASC criou o Standing lnterpretations Committee (SIC) um comité técnico dentro da
estrutura do IASC responsável pela publicação de interpretações das IAS's, cujo objectivo era
responder as dúvidas de interpretações dos usuários. O SIC desenvolveu 32 interpretações,
algumas já descartadas no processo de normalização.

Todavia o IASC permitia diferentes tratamentos para determinadas transacções e acontecimentos,


"normalmente, um tratamento é identificado como 'tratamento de referência' e o outro como
'tratamento alternativo permitido'. em ambos os casos as DF's eram descritas como tendo sido
preparados de acordo com as IFRS" (Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, 2004:14).

Devido a essa lacuna em 1 de Abril de 2001, foi criado o lntemational Accounting Standards Board
(IASB) na estrutura do IASC que assumiu as responsabilidades técnicas do IASC, e validou a
emissão de novos pronunciamentos internacionais com o nome de lntemational Financial
Reporting Standard (IFRS) O novo nome que foi escolhido pelo IASB demonstrou a vontade do
comité de transformar progressivamente os pronunciamentos contábeis anteriores em novos
padrões internacionalmente aceites de reporte financeiro, com o fim de responder as expectativas
crescentes dos usuários da informação financeira.

O IASB para além de adoptar as 41 normas do IASC, desenvolveu 7 novas normas referenciadas
como IFRS 's e 7 novas interpretações referenciadas como Intemational Reporting lnterpretation
Committee (JFRJC).

Actualmente o IASB é constituído por mais de 140 membros de mais de 100 países. Em Março de
2004, numerosas normas IAS/IFRS foram publicadas pelo IASB, incluindo a IFRS l que define os
princípios a serem respeitados pelas empresas no processo de conversão e primeira publicação de
Demonstrações Financeiras em IFRS (equivalente a Normas Internacionais de Relato Financeiro -
NIRF).
7

2.5. Estrutura Conceptual de Preparação e Apresentação das Demonstrações Financeiras


As normas internacionais são constituídas por um conjunto de cinco tipos de
pronunciamentos: IAS, SIC, IFRS, IFRIC e Framework.

O Framework não é uma norma Internacional de Contabilidade, mas sim uma descrição dos
conceitos básicos que devem ser respeitados na preparação e apresentação das Demonstrações
Financeiras Internacionais. Ele define o espírito intrínseco das normas internacionais, e a filosofia
geral das normas, isto é, o Framework é por assim dizer "uma declaração dos princípios com os
quais as normas de contabilidade se devem coadunar" (BORGES, 2007:151).

O Framework tem como objectivo ajudar a directoria do IASB no desenvolvimento e


interpretação das normas internacionais de contabilidade, os usuários na elaboração das DF's e os
auditores na formação de uma opinião de auditoria.

Em caso de conflito entre qualquer norma internacional e o Framework, as exigências de norma


internacional prevalecem sobre as do Framework.

2.5.1. Objectivo das Demonstrações Financeiras na Normalização Contabilística


O objectivo das DF’s é de proporcionar informação acerca da posição financeira, desempenho
financeiro e das alterações na posição financeira de uma empresa que seja útil a um vasto leque de
utentes (investidores, empregados, fornecedores, clientes, instituições financeiras ou
governamentais, agências e público em geral) em suas tomadas de decisão.

2.5.2. Pressupostos básicos

O Framework exige que as DF's sejam apresentadas tomando em consideração os pressupostos de


regime de competência e continuidade.

Segundo o regime de Competência as transacções e os eventos são registos no período em que


ocorrem, e não quando caixa ou equivalente de caixa é recebido ou pago, sendo registadas nos
livros contabilísticos e relatadas nas DF's dos períodos com os quais se relacionam.

O pressuposto de Continuidade exige que as DF's devem ser preparadas no pressuposto de que a
empresa está em continuidade e de que continuará a desenvolver normalmente as suas actividades
no futuro previsível.
8

2.5.3. Características Qualitativas


Para que a informação fornecida nas DF's seja útil aos utentes, o Framework define quatro
características fundamentais que devem ser tomadas em consideração na preparação e
apresentação das DF's nomeadamente: Compressibilidade, Relevância, Fiabilidade e
Comparabilidade.

A Compressibilidade exige que as DF's sejam compressíveis pelos utentes da informação


financeira, presumindo deste modo que os utentes tenham um razoável conhecimento da actividade
e vontade de estudar a informação com razoável diligência.

A Relevância toma em consideração as necessidades dos usuários na tomada de decisões e a


materialidade dos itens tanto em termos da natureza como do tamanho das transacções, eventos ou
informação.

Segundo a característica de Fiabilidade a informação deve estar livre de erros materiais e de


preconceitos para que seja útil e, deve conter os seguintes elementos: uma representação fiel das
transacções, substância sobre a forma, neutralidade, prudência e plenitude.

E por fim, a Comparabilidade exige que os utentes sejam capazes de comparar as DF's de um
período para o outro e de uma entidade para a outra a fim de avaliar a tendência da posição
financeira, desempenho financeiro e alterações na posição financeira.

2.5.4. Elementos das Demonstrações Financeira


As DF's fazem parte do processo do relatório financeiro. Para além das DF's, o relatório financeiro
inclui: relatório da administração, relatório dos auditores, relatório ambiental, demonstração de
valor acrescentado e outras demonstrações necessárias a uma representação fiel.

Segundo a IAS 1, um conjunto completo de DF's inclui os seguintes componentes: Balanço,


Demonstração de Resultados, Demonstração de Alteração de Capital Próprio, Demonstração
de Fluxos de Caixa, e Notas.

 O Balanço: Representa a posição financeira de uma entidade num determinado momento e


proporciona informação sobre os recursos económicos que a entidade controla, sua estrutura
financeira e a sua liquidez e solvência.
 A Demonstração de Resultado: Proporciona informação sobre o desempenho financeiro de
uma entidade.
9

 A Demonstração de Alteração do Capital Próprio proporciona informação sobre as


alterações potenciais nos recursos da entidade, a capacidade para gerar fluxos financeiros no
futuro a partir dos recursos existentes e o grau de eficácia com que poderá utilizar recursos
adicionais.
 A Demonstração de Fluxo de Caixa apresenta informação sobre como a entidade gera e
utiliza caixa e equivalente de caixa nas suas actividades operacionais, de investimento e
financiamento.

E fim as Notas fazem o resumo de políticas contabilísticas significativas e outras notas explicativas
relevantes.

3. Normalização Contabilística em Moçambique

3.1. Adopção das Normas Internacionais de Contabilidade em Moçambique


Após a independência, a evolução normativa da contabilidade em Moçambique conheceu três fases
distintas s saber:

a) A primeira fase consistiu na aprovação, pelo governo do primeiro PGC em 1986;


b) A segunda, aprovação do segundo PGC; e
c) A terceira, a aprovação do terceiro PGC-NIRF que corresponde a adopção das normas
internacionais de contabilidade.

a) Primeiro Plano Geral de Contabilidade - PGC (1984)

Em 14 de Dezembro de 1984, Decreto Governamental 13/84 introduziu o Plano Geral de


Contabilidade (PGC) para uso obrigatório a partir de 1986, constitui dessa forma o primeiro marco
da profissão do ponto de vista oficial no país.

O principal objetivo do PGC era “a padronização da contabilidade empresarial para assegurar a


homogeneidade do sistema de informação necessário para o planejamento central, direção e
controle da economia nacional” (Macuácua, 2003).

Nesse período, o Estado regulamentava todas as normas contábilisitico, principalmente, para


proteger os seus interesses. O que pode talvez, se justificar pela natureza da sua grande intervenção
na economia, no que concerne a produção e distribuição de bens e serviços no sistema de economia
de planificação central.
10

Contudo, a partir de 1986, várias mudanças foram ocorrendo. Moçambique reformulou os seus
sistemas político, legais e econômicos, para os princípios neoliberais, com o suporte das
Instituições de Instituições de Brenton Woods (IBW´s), algumas das principais reformas ocorridas
foram:

a) Mudança do sistema monopartidário para multipartidário;


b) Privatização das empresas estatais;
c) Reformulação e liberalização do sistema financeiro;
d) Estabelecimento do primeiro mercado de ações;
e) Aumento de investimento direto estrangeiro (IDE);
f) Reforma do sistema legal e fiscal e Reforma da Administração Pública.

Apesar das reformas e mudanças mencionadas em cerca de 20 anos, o sistema de contabilidade


para as empresas ainda era regulado pelas normas coloniais e socialistas. Havia nesse caso, a
necessidade de adequar a contabilidade para o sistema de economia orientado para o mercado.

O plano não continha a estrutura conceitual e nem fazia menção de princípios e políticas
contabilisiticos. O documento era eminentemente técnico, fundamentado por regras de debito e de
credito das contas do ativo, passivo, assim como da movimentação das contas de resultado.

b) Segundo Plano Geral de Contabilidade - PGC (2006)

A segunda fase da normatização contabilístico em Moçambique começa com a aprovação do


Decreto no 36/2006 de 25 julho. A aprovação deste decreto visava acolher as diversas
transformações e reformas econômicas ocorridas, aliadas ao processo de internacionalização das
actividades econômicas, inovações tecnológicas de informação e comunicação e do mercado
financeiro.

O PGC 2006 era aplicável a todos os empresários comerciais, com exceção dos que exerciam a
atividade bancária e de seguros e as unidades de reduzida dimensão econômica nos termos do
Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (CIRPC) (Decreto nº. 36/ 2006 de
25 de julho).

O Plano teria entrado em vigor a partir de 1 de Janeiro de 2007, constituindo-se por 7 capítulos
como se apresenta no Quadro 1
11

Quadro 01 Estrutura do PGC Decreto 362006 de 25 de Julho


Nº/Ordem Capítulos Elementos constituintes / conceituais do capítulo
I Disposições gerais e Contabilidade geral, método de registo, suporte documental, inventário,
técnicas exercício contabilístico, moeda e língua de relato, livros de
contabilidade geral, conceito de demonstrações financeiras, quadro e
código de contas, contabilidade analítica.
II Informação financeira Objetivo, destinatários, preparação, caraterísticas qualitativas,
III Princípios Continuidade, Consistência, prudência, especialização dos exercícios,
contabilísticos custo histórico, substância sobre a forma, materialidade.
fundamentais
IV Critérios Disponibilidade, títulos negociáveis, créditos e débitos, meios
valorimétricos circulantes materiais, meios imobilizados.
V Demonstrações Modelo de balanço e demonstração de resultados e anexos sobre o
financeiras detalhamento das contas.
VI Quadro e código de Classe 1 meios circulantes financeiros, classe 2 contas de meios
conta circulantes materiais, classe 3 contas de meios imobilizados, classe 4
contas de credores, classe 5 contas de capital e fundos próprios, classe 6
contas de custos e perdas, classe 7 contas de proveitos e ganhos, classe
8 contas de resultados, classe 5 contas analíticas de exploração.
VII Terminologia e Estabelece as regras de movimentação das contas que constituem cada
movimentação das classe de contas.
contas
VIII Modelo de Balanço e Anexo do modelo de balanço e de demonstração de resultados.
Demonstração de
Resultados

Entretanto, com a aprovação do PGC 2006, o processo de harmonização ou adoção das normas do
IASB, no mundo já tinha iniciado, como resposta a necessidade de existência de um conjunto
único de normas que pudesse se adequar a internacionalização das empresas, globalização,
expansão de negócios internacionais e financiamentos por meio do Mercado de capitais.

Ou seja, mais uma vez, Moçambique estava perante uma desatualização normativa da prática da
contabilidade no contexto nacional. Havia, nesse caso, a semelhança do resto do mundo, a
necessidade de aderir às IFRS. Principalmente, quando o país registou um aumento significativo de
investimento direto estrangeiro por meio da entrada no mercado doméstico degrandes empresas
multinacionais, interessadas na exploração de recursos minerais e outras atividades. Por outro lado,
também se assiste a entrada das grandes firmas de contabilidade e auditoria como as big 4 e outras
empresas prestadoras de serviços contábeis. Esses acontecimentos, contribuíram para repensar na
natureza da elaboração de demonstrações financeiras, sua qualidade e relevância, para as conferir
confiabilidade e prestigio internacional.

c) Terceiro Plano Geral de Contabilidade – PGC-NIRF (2009)

A terceira e actual fase da normatização contabilística é marcada pela aprovação das NIRF´s
Decreto no 70/2009 de 22 de Dezembro, que cria o Sistema de Contabilidade para Setor
Empresarial (SCE), baseado nas Normas Internacionais de Relato Financeiro do IASB.
12

O normativo se aplica para empresas de grande dimensão a partir de 01 de Janeiro de 2010 e para
as empresas de média e pequena dimensão a partir de janeiro de 2011 (Decreto nº 36/ 2006 de 25
de Julho). Esta fase consiste num importante marco da mudança da contabilidade. Pois, entra em
vigor num momento em que as regras estabelecidas no primeiro PGC (1984-2006) já estavam
enraizadas na prática e no ensino, e as do segundo PGC (2006-2009) em fase de consolidação e
aperfeiçoamento por se tratar de uma actualização do primeiro.

Os normativos anteriores são baseados em regras, não apresentam, a estrutura conceitual e, não
fazem menção clara sobre os princípios e políticas de contabilidade. Diferentemente, as normas do
IASB, tem subjacente os princípios e julgamentos com base em uma estrutura conceitual que
delineia toda a sua aplicabilidade. E está organizado com se apresenta no Quadro 02.

Quadro 11 Estrutura do PGC-NIRF Decreto nº 70/ 2009 de 22 de dezembro

Titulo Capítulos Elementos constituintes / conceituais do capítulo


1.1 Introdução ao PGC NIRF
1.2 Quadro conceptual
1.3 Regras para a primeira aplicação
I 1.4 Normas de Contabilidade e de Relato Financeiro
PGC-
NIRF 1.5 Código de Contas
1.6 Modelo de Demonstrações Financeiras
1.7 Glossário de termos e expressões
1.8 Tabela de correspondência NIRF e IAS/IFRS
2.1 Introdução ao PGC-PE
2.2 Bases, Conceitos e Princípio
II 2.3 Mensuração dos elementos das demonstrações financeiras
PGC-PE 2.4 Quadro e código de contas
2.5 Modelos de demonstrações financeiras
2.6 Conteúdo e movimentação de algumas contas
13

5. Conclusão
Concluido o trabalho deu para entender e concluir que A normalização contabilística é um
processo que consiste em criar uma metodologia uniforme a ser seguida pelas unidades
económicas visando a comparabilidade, universalidade e a sua compreensibilidade da
informação pelos agentes económicos.

A normalização contabilística contabilidade em Moçambique funciona em três fases a saber


consistiu na aprovação, pelo governo do primeiro PGC em 1986, aprovação do segundo PGC, a
aprovação do terceiro PGC-NIRF que corresponde a adopção das normas internacionais de
contabilidade e o principal objetivo do PGC era “a padronização da contabilidade empresarial para
assegurar a homogeneidade do sistema de informação necessário para o planejamento central,
direção e controle da economia naciona
14

6. Referências Bibliograficas
BORGES, António; FERRÃO, Martins. A Contabilidade e a Prestação de Contas- Uma
abordagem integrada dos aspectos contabilísticos fiscais e das sociedades, 7' edição, Lisboa: Rei
dos livros, 1999. Pag. 14-19.

BORGES, António; FERRÃO, Martins. A Contabilidade e a Prestação de Contas- Uma abordagem


integrada dos aspectos contabilísticos fiscais e das sociedades, 7' edição, Lisboa: Rei dos livros,
1999. p14-19

BORGES, António; RODRIGUES, Azevedo; RODRIGUES, Rogério. Elementos de


Contabilidade Geral. 22' edição, Lisboa: Area Editora, 2006

CHOI, Frederick D.S et ai, Intemational Accounting. Mexico: Intemational edition, 1999. P249-
257.

FEREIRA, Rogério Fernandes, Normalização Contabilística. Coimbra: Livraria Amado, Ida,


1984. p25-30.

RODRIGUES, Lúcia Lima; PEREIRA, Ana Alexandra. Manual de Contabilidade Internacional-


A diversidade Contabilística e o Processo de Harmonização Internacional. Lisboa: Publisher
Team, 2004.

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