Nath Finanças
CUIDADOS COM
O PARCELAMENTO
Se você assistiu o primeiro episódio dessa minissérie, sabe que o cartão de crédito
pode ser algo bom. Afinal, ele pode facilitar a vida de quem não pode pagar a vista
uma geladeira, um fogão, uma televisão… E além disso, ele também pode trazer
benefícios através de programas de bônus e tal. Mas também sabemos que ele
pode ser um problemão quando não usamos de forma responsável. Um oito ou 80,
e isso vai depender muito da forma como nós o usamos.
E entre os diversos pontos que precisamos ter atenção quando lidamos com o
cartão de crédito, o mais especial são os parcelamentos. E é sobre isso que vamos
falar hoje, bora parar de não se perder na sua fatura do tanto de parcelamento que
tem para pagar ao longo do ano? Vem comigo!
Oi, eu sou a Nath. Seja muito bem-vinda e muito bem-vindo ao Nath Play!
Parcelar uma compra é uma possibilidade muito importante. É um benefício que
temos pra termos acesso a certos tipos de bens. Sabemos que muitas das coisas
que precisamos pra ter uma qualidade de vida melhor, custam alto. Como uma boa
geladeira, um fogão, uma máquina de lavar, uma televisão… E sabemos também,
que pra grande parte da população, pagar à vista não é uma opção.. Então, poder
parcelar essa compra é uma oportunidade e tanto.
Poder comprar um celular, uma máquina de lavar, arrumar a geladeira.. Aquele
montão de dinheiro que você não tem pra pagar à vista, se torna um montinho ao
longo dos meses, dá aquela sensação de felicidade, sabe?!
O problema acontece quando esses montinhos se juntam ao longo das faturas.
Sabe aquela história de que “de grão em grão a galinha enche o papo”? Pois é. De
parcela em parcela, o cartão de crédito vira uma bola de neve, e aí é só dor de
cabeça.
Fica fácil fácil perder o controle da situação, assim como a ex-participante do BBB,
comentou no programa.
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Então, pra não ter que lidar com isso precisamos saber separar as despesas em
recorrentes e não recorrentes.
Bom, as despesas recorrentes são aquelas feitas com constância, ao longo do
ano. O supermercado, a gasolina, a compra de medicamentos de uso contínuo....
São despesas que você tem de maneira constante ao longo do ano. Veja que não
falei sobre o período da recorrência. Ela pode variar entre semanal, mensal e
semestral, por exemplo. O importante aqui é entender e definir quais são essas
despesas que são rotineiras em sua vida.
Agora que já entendeu quais são as suas despesas recorrentes, você precisa
tomar cuidado pra evitar ao máximo o parcelamento. Em um mundo ideal, eu diria
pra nunca parcelar. Mas é algo que não posso falar, porque cada pessoa, família,
tem realidades diferentes. Pra algumas, parcelar essas compras é a única forma de
ter o mercado do mês, por exemplo.
Mas, vou reforçar e repetir, evite ao máximo esse tipo de parcelamento. Se puder,
crie uma regra pessoal ou familiar pra que as despesas recorrentes nunca sejam
parceladas.
Bom, como elas são despesas recorrentes, serão feitas mês após mês, por exem-
plo. Vou usar o caso do mercado do mês. Supondo que ele custe R$ 500, e você
escolha parcelar em cinco vezes porque R$ 100 é um valor que cabe no seu orça-
mento. Só que como o mercado será feito todos os meses. E todos os meses a
divisão será em cinco parcelas.
No primeiro mês, paga R$ 100. No segundo, R$ 200. No terceiro R$ 300...No
quinto mês, chegará a R$ 500. Tá acompanhando na tabela a bola de neve vai se
formando?!
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Janeiro Fevereiro Março Abril Maio
Mercado 1 R$ 100 R$ 100 R$ 100 R$ 100 R$ 100
Mercado 2 R$ 100 R$ 100 R$ 100 R$ 100
Mercado 3 R$ 100 R$ 100 R$ 100
Mercado 4 R$ 100 R$ 100
Mercado 5 R$ 100
Total a pagar R$ 100 R$ 200 R$ 300 R$ 400 R$ 500
Aí vai chegar uma hora, que só o valor do mercado, será aquele que você não tinha
condição de pagar à vista. E aí, o que fazer?
Eu usei apenas o exemplo de uma compra. Mas, geralmente, o que acontece é que
o raciocínio é o mesmo pra várias outras compras. E assim, vamos parcelando um
pouco de cada coisa, e aí é o que gera um grande problema dentro de alguns
meses.
E como as despesas recorrentes vão sempre existir e, provavelmente, com valores
parecidos, escolher parcelá-las é um tiro no pé. Você tá se livrando de um valor alto
nesse momento pra uma dívida que vai acabar arrastado por muito tempo na sua
fatura e complicando sua situação. Porque os juros vão chegar, eles sempre
chegam e pra sair deles, é ainda mais difícil.
Mas o mesmo não pode ser dito sobre as despesas não recorrentes. Pode ser o
pagamento de uma anuidade (desde que o número máximo de parcelas não
supere um ano), uma compra específica de um eletrodoméstico, por exemplo, algo
pontual. Como não são despesas que vão se repetir em um período curto, o proble-
ma da bola de neve não vai se repetir nesses casos – o que também não quer dizer
que você não vai sofrer com o acúmulo de compras se não tiver o controle no uso
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do cartão, beleza?
A questão é que essas despesas são mais propícias ao parcelamento. Parcelando
de forma planejada, você consegue diluir a dívida e manter um fluxo de caixa
melhor ao longo dos meses. Claro que tudo tem que ser feito com responsabilida-
de.
Ah, uma dúvida que sempre surge é se existe um número ideal de parcelas. E bom,
não tem o número ideal. Tudo vai depender de como tá a situação da sua fatura, é
muito relativo. Só você pode analisar suas finanças e ver se cabe ou não mais um
parcelamento.
Então, não deixe que muitas parcelas se acumulem senão no final das contas a
fatura fica tão alta quanto se fosse comprar quase tudo à vista. Mas é bom saber
aproveitar essa possibilidade que o cartão de crédito oferece. Sempre com res-
ponsabilidade, hein?!
Espero que tenham gostado do vídeo. Aproveitem muito os conteúdos exclusivos
e não percam os próximos vídeos!
Mil beijinhos e tchau tchau!
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