Aviônicos I
Instrumentos
Resumo
[Link]
Simulados ANAC online
Inspeção periódica
CAPÍTULO 01
Quando o avião completa certo número de
GENERALIDADES SOBRE horas de voo é feita uma inspeção por uma
INSTRUMENTOS equipe de especialistas. Esta inspeção é espe-
cificada pelo Programa de Manutenção (PM) do
avião.
Os instrumentos foram agrupados por analogia,
de função ou pelo sistema como:
Instrumentos de Voo CAPÍTULO 02
Instrumentos de Navegação
Instrumentos do Motor
INSTRUMENTOS DE VOO
Instrumentos Diversos
Os instrumentos servem para suprir as neces-
Características de construção
sidades e limitações dos seres humanos. Os
dos instrumentos
instrumentos são basicamente a ciência da
medição de velocidade, distancia, altitude, ati-
Na construção dos instrumentos de bordo
tude, direção, temperatura, pressão, rotação.
modernos são levados em consideração os
Os instrumentos são classificados às analogias
requisitos gerais como:
a que pertencem.
Temperatura
Primeiros instrumentos
Os instrumentos devem funcionar satisfatoria-
mente, dentro de uma variação de temperatura Indicador de pressão de óleo e indicador de
de -35ºC a +60ºC, sendo que a temperatura pressão de combustível.
normal considerada é de 15ºC.
Instrumentos básicos
Vibração
Qualquer avião pequeno ou grande é obrigató-
Vedação rio possuir três instrumentos básicos para voar
Há dois modos de vedação: que são:
À prova de água.
Vedação especial à prova de ar. Altímetro, velocímetro e bússola Magnética.
Posição CARACTERISTICAS DA CONSTRUÇÃO DOS
Amortecimento INSTRUMENTOS
Escala
Marcações Temperatura
Tamanho
Peso Devem trabalhar entre -35 graus á + 60 graus
Caixa
Iluminação Vibrações
Outras características É permitida instalação num plano de 45 graus
com a horizontal e sujeitos a vibrações de NÃO
Os instrumentos de bordo devem possuir ainda MENOS DE 0,003’’ e NÃO MAIS DE 0,005’’ e
as seguintes características: amplitude de frequência de 600 a 2200 oscila-
ções por minuto.
• precisão;
• segurança; Vedação
• durabilidade;
• leveza;
• fácil instalação; Todos os instrumentos devem ser vedados ou
• mínimo de manutenção; a prova de água se forem instrumentos que
• leitura simples. captam pressão e a prova de ar se forem giros-
cópios.
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 1
Posição Classificação dos instrumentos
Devem ser equilibrados e não podem ser afe- São classificados em:
tados pela inclinação de ate 180 graus para Instrumentos de voo
ambos os lados. Instrumentos de navegação
Instrumentos dos motores
Amortecimentos Instrumentos diversos
Os amortecedores dos instrumentos são os Instrumentos de voo
coxins. Tamanhos = de 2 ¾ ‘’ e de 1 7/8 ‘’.
Velocímetro (Air Speed Indicator - ASI)
Construção da caixa (elemento sensível diafragma).
É feita de baquelite composto de fenol. Altímetro (Altimeter) (usa capsula ane-
roide).
Remoção e instalação
Pode ser com flange ou com braçadeira. Indicador de razão de subida e descida
(Vertical Speed Indicator – VSI - Climb –
Inspeções Variômetro) (elemento sensível aneroide).
Devem ser feitas antes de pré-voo.
Indicador de atitude (Attitude Indicator,
Substituição HSI) Indicador de curva e derrapagem
Qualquer indicação duvidosa deve ser substitu- (Turn and Bank) (giroscópio).
ída.
Machímetro (Mach Number Indica-
Nunca troque a localização de um instrumento. tor/Machmeter).
Painéis dos instrumentos Sistema anemométrico
É material não magnético (geralmente de alu- Três instrumentos:
mínio).
Altímetro
Indicação das marcas brancas nos instrumen-
tos Velocímetro
Servem para verificar se houve movimento do Variômetro – Climb – Razão de subida
vidro em relação ao instrumento. e descida
Marcações
Servem para indicar uma gama segura ou in- VARIÔMETRO (Climb – razão de subida e descida)
segura de operação nos vidros dos instrumen-
tos e são pintadas com SHELAC OU RADIUN. Nesse sistema o altímetro, o velocímetro e o
variômetro (Climb) usam pressão estática.
Cores das faixas pintadas
O tubo de pitot é responsável pela pressão
Arco vermelho: Operação proibida (máxi- dinâmica e também estática pelo orifício no
mos e mínimos) tubo nos casos em que a tomada estática é
Arco verde: Operação normal acoplada, se for com tomada estática separada
Arco amarelo: Operação indesejável (aten- o pitot capta apenas pressão dinâmica, pois
ção) com tomada estática separada capta pressão
Arco azul: Operação de regime econômico. estática (altitude) dessa forma é mais precisa.
Arco branco: Operação especial com flap
atuado.
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 2
Velocímetro mais frio as moléculas se agrupam e temos
grande concentração de ar.
Sua unidade é milhas/náuticas (Nós/Knots), no
instrumento tem o VNE (Velocidade Nunca
Exceda).
Pressão
Capta a pressão dinâmica responsável pela
velocidade. Três tipos:
Pressão absoluta (zero absoluto)
TUBO DE PITOT COM TOMADA ESTÁTICA Diferencial (comparação de pressões)
ACOPLADA Relativa (usa a pressão atmosférica
como ponto zero).
Capta pressão dinâmica e estática tem um
orifício e possui diafragma (pressão dinâmica e Altitude
aneróide pressão estática). Quanto mais velo-
cidade mais dilata o ANEROIDE e vice/versa. É a distância vertical de um nível , ponto ou
objeto medido a partir de um determinado pla-
no. Unidade (ft/min) ou pés por minuto.
Tubo de pitot com tomada estática separada
Capta só a pressão dinâmica e tem diafragma. Altitude absoluta (altura)
Velocímetro É a distância vertical (altura) a qual o avião voa
sobre a terra.
Indica três velocidades: velocidade indicada,
velocidade verdadeira e velocidade absoluta. Altitude de campo
Velocidade indicada (IAS): é lida sem cor- É a altura lida no solo 1013 barométrica.
reção de temperatura e altitude.
Altitude indicada = é a leitura não corrigida do
Velocidade verdadeira (TAS): é a correção altímetro barométrico.
da velocidade indicada, temperatura e alti-
tude. Altitude calibrada
Velocidade absoluta: é a velocidade do É a altitude indicada corrigida.
avião em relação ao solo.
Altitude verdadeira
Altímetro É a altitude ao nível do mar é a lida pelo radio
altímetro.
Capta pressão atmosférica (estática).
O coração de um altímetro é a cápsula aneroi- Correções do altímetro
de.
Ele pode ser ajustado pelo piloto devido as
A pressão atmosférica é 14,7 PSI ou barométri- variações de Temperatura e pressão atmosféri-
ca 1013 polegadas por mercúrio. ca.
Atmosfera Altímetro codificador
A pressão é diretamente proporcional à densi- É o modulo do sistema do ATC ou transponder
dade e inversamente á altitude, temperatura e (controle de trafego aéreo).
umidade.
O transponder tem 4.096 códigos que permite
Densidade visualizar na tela do radar a altitude do avião a
cada 100 ft. frequência do ATC 1090 Mhz e
Quanto mais quente (calor) o ar se expande e 1030 Mhz.
temos menos concentração de ar, e quanto
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 3
Indicador de razão de subida e descida (Cilmb Indicador de atitude
elemento sensível aneroide).
São HORIZONTE ARTIFICIAL que é também
Chamado também de VSI ou Variômetro, tem a chamado de HSI, indicador de atitude, giro hori-
finalidade de informar ao piloto se o avião está zonte, indicador de voo E ADI. Eles funcionam
subindo, descendo ou se está em voo reto e com sistema GIROSCOPICO.
nivelado.
Funcionamento do Climb
Dois tipos:
À medida que aumenta a altitude, diminui a
pressão atmosférica. Movido a ar ou elétrico.
Quando o avião sobe a cápsula aneróide se Movido a ar
contrai e quando perde altitude ela se dilata.
Gira a 12.000 RPM e é invertido quando o mos-
Tem uma fenda calibrada. É conectado com trador esta para a esquerda do avião vai para a
pressão estática que funciona com diferença de direita.
pressão.
Elétrico
Instrumentos giroscópicos
É alimentado com 115/400hz e o rotor gira a
São três: 22.000 RPM, é limitado a 85 graus em movi-
mento de arfagem e para rolagem pode ate 360
Horizonte artificial graus.
Giro direcional Taxa de ereção
Turn bank É de 3 a 5 graus/min.
Sua característica é a precessão e rigidez. Turn bank
Horizonte artificial É o indicador de curva e derrapagem. Funciona
com o principio da precessão e os outros aci-
Também chamado de HSI, indicador de atitude, mas citados por rigidez e precessão.
giro horizonte e indicador de voo e ADI.
Curva com derrapagem
Giroscópio Pau de um lado e bola pro outro.
Tem 2 anéis guimbal com 90 graus dos rola- Curva com glissada
mentos do rotor e 2 graus de Liberdade. Pau do mesmo lado que a bola.
INÉRCIA GIROSCOPICA OU RIGIDEZ Curva coordenada
Pau e bola seguem sincronizados.
É quando o giroscópio adquire um alto grau de
rigidez. Acelerômetro
Indica a aceleração VERTICAL do avião. O
Precessão importante é saber a forca ``G``.
É o giro em torno do eixo horizontal represen- Machímetro
tado pela letra (P).
Finalidade controlar a segurança do voo, unida-
SISTEMAS GIROSCOPICOS de Mach e a teoria é que este instrumento for-
nece a velocidade que o avião se aproxima,
Vácuo ou elétrico iguala ou excede a velocidade do som.
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 4
Sistema Pictorial de navegação
CAPÍTULO 03 É uma bússola com desenho, esta incluída
GIRO DIRECIONAL, INDICADOR DE CURSO
INSTRUMENTOS DE NAVEGAÇÃO (HSI) e o indicador rádio magnético (RMI).
São: RMI e HSI
Bússula O HSI é o modelo mais antigo depois veio o
ADF – Automatic Direction Finder RMI pra substitui-lo, são giroscópios assim
VOR – VHF Omnidirectional Range como o giro direcional o coração deles é o ro-
ILS - Instrument Landing System (GLIDE tor, tem dois anéis guimbal e geralmente 2
SLOPE, LOCALIZER E MARKER graus de liberdade.
BEACON).
DME – Distance Measuring Equipment HS
Doppler
INS - Inertial Navigation System Nele está o sistema de ILS (Glide Slope, Locali-
zer e Marker Beacon).
Latitude
Glide Slope
É na horizontal e a distancia da linha do equa-
dor. Da informação do ângulo de descida e recebe
sinal na horizontal, sua portadora é UHF modu-
Longitude lada com 2 tons de 90 a 150 HZ UHF.
É na vertical e a distância do meridiano Localizer
Greenwich.
Dá informação do centro da pista e recebe o
Declinação magnética sinal na VERTICAL de uma portadora VHF na
faixa de 108,1 a 111,95 modulada por 2 tons
É o norte magnético pra onde aponta a bússola, iguais do glide slope 90 a 150 HZ.
já o norte verdadeiro é o norte geográfico.
Marker Beacon
Linhas isogônicas
São transmissores alinhados com o centro da
É a linha imaginaria igual a declinação magné- pista operados na faixa de 75 MHZ.
tica.
Tem três sinais de áudio:
Bússola magnética
Interno 3.000 Hz cor branca.
É o instrumento mais simples de qualquer avi-
ão, a agulha aponta na direção do norte mag- Médio 1300hz cor âmbar.
nético da terra e não no norte verdadeiro.
Externo 400hz cor azul.
A compensação de bússola e depois de com-
pensada não deve exceder a 10 graus. RMI
Se a bússola tiver com um erro de 25 graus ela Nesse sistema não tem ILS, mas é equipado
deve ser compensada. O erro de qualquer bús- com o VOR e ADF (mais moderno).
sola é entre o norte verdadeiro e o norte mag-
nético (norte da bússola). VOR
Liquido amortecedor da bússola é o querosene Dá a direção precisa da cabeceira, é um
sem ácido. TRANCEPETOR modulado em VHF trabalha
em alta frequência dando as radiais indica a
Componentes da bússola posição exata da pista.
Tem um cartão compasso e uma linha de Fé.
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 5
com enrolamento de mica e prata, pois o níquel
é sensível para temperatura).
ADF
Indicadores de temperatura do óleo
Apenas identifica a pista, mais não da à indica-
ção da cabeceira e informações precisas, é A variação de temperatura desequilibra a
quase igual o VOR e trabalha em baixa fre- ponte de Wheatstone.
quência VHF.
INDICADOR DE PRESSÃO
VHF
Indicadores de pressão (tubo de bourdon)
Faixa de operação de 108,0 a 136,95 MHZ
(AM). São os manômetros. O sistema de óleo do
motor está ligado no seu interior um tubo de
HF bourdon.
De 3 a 30 MHZ. Indicador de pressão absoluta: calibrado em
INHg é a indicação da pressão atmosférica + a
DME pressão criada pelo compressor.
Indica a distância do avião para o seu destino. Indicador de pressão tipo síncrono
Três tipos:
CAPÍTULO 04 Autosyn,
INSTRUMENTOS DO MOTOR Magnesyn
Indicador de temperatura do óleo
Indicador de pressão de óleo Selsyn
Indicador de pressão de admissão
Indicador de rotação (tacômetro), sin- São dispositivos elétricos que parecem um
croscópio. motor ligado em paralelo á outros síncronos.
Indicadores de temperatura dos gases Assim temos os sincrogeradores e o sincromo-
Indicador de fluxo de combustível tor. Possuem rotor, estator e carcaça. São três
imas em 120 graus é como se fosse um gera-
INDICADORES DE TEMPERATURA dor.
Podem ser elétricos e termopares bimetálicos. Autosyn, Magnesyn e Selsyn
Termopares bimetálicos: São usados para indicar a pressão do óleo,
fluxo de combustível e tacômetro (elétrico).
Em motores convencionais são: ferro e Cons-
tatan. MEDIDOR DE PRESSÃO DO ÓLEO
Em motores a jato são: Alumel e Cromel. A pressão provém da bomba de óleo do motor.
Os dois tipos tem sonda termopar onde o com- Indicadores da EGT
primento e tamanho não pode ser alterado e
podem ser de duas formas Gases de exaustão são termopares.
Gaxeta
Baioneta Indicadores TIT
Indicadores de temperatura do óleo (PSI) Temperatura de entrada da turbina, também
Termopares.
Consiste de um sistema com ponte de Wheats-
tone (que são quatro resistores) e seu elemento
sensível à temperatura é o bulbo (níquel puro
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 6
vanômetro, etc...Possuem um mecanismo
D`arsonval.
Indicadores de temperatura intertubinan (air-
bus) VOLTÍMETRO
São 8 termopares de cromel ( cromo – níquel ) É ligado em paralelo com o circuito e mede a
e alumel ( alumel – níquel ), ligados em parale- D.D.P sua unidade é tensão.
lo, eles possuem diâmetros diferentes para que
os metais não sejam confundidos na instalação. O voltímetro é um galvanômetro d`arsonval em
série com uma alta resistência (multiplicadora).
Medidor de fluxo de combustível
AMPERÍMETRO
O Fluxômetro indica consumo de combustível.
É ligado em serie com o circuito e mede a cor-
Indicação de rotação RPM: tacômetro pode ser rente sua unidade é ampere. O amperímetro é
elétrico ou mecânico. Em motor convencional um galvanômetro d`arsonval em paralelo com
mede em RPM, já em motor a reação mede em uma baixa resistência (resistor shunt).
% da RPM.
ACELERÔMETRO
Indicação de rotação: mede a velocidade de
rotação de: Medem as acelerações VERTICAIS da linha de
voo ele monitora as acelerações verticais devi-
Compressor/turbina do aos esforços (pesos) estruturais causando
Turbina/hélice fadiga. Fica próximo ao C.G do avião.
Hélice
INDICADORES DE TEMPERATURA DO AR
Tacômetro mecânico: usa cabo para mover EXTERNO
forcas centrifugas.
São termômetros com BULBO SENSOR que
Tacômetro elétrico: usa sincrogerador. medem a temperatura do ar externo entre -60
até 60 graus Celsius.
Sicroscópio: indica se dois ou mais motores
estão girando em sincronismo, ou seja, mesma INDICADORES DE QUANTIDADE DE
RPM (RPM sincronizados). COMBUSTIVEL
Dois tipos: Tipo boia e capacitivo.
CAPÍTULO 05
Tipo boia
INSTRUMENTOS DIVERSOS
É o mais simples sistema de indicação de
quantidade de combustível
Voltamperimetro
Tipo capacitivo:
Medidor de fadiga (acelerômetro)
É eletrônico e mede o peso do combustível,
Indicador de temperatura do ar externo
tem uma sonda, uma ponte e um amplificador.
Indicador de quantidade de combustível
O dielétrico é o isolador no capacitor, portanto o
combustível é usado como dielétrico, dessa
Indicador de pressão hidráulica
forma indica cheio quando o dielétrico for todo
combustível.
Indicador de degelo (Boots)
Sistema de indicação de ângulo de ataque
VOLTAMPERIMETRO: usado para medir ten-
são da bateria, dos geradores e a corrente de
São as vanes que avisam o ângulo de stol.
cada gerador. A maioria dos instrumentos de
medições como: voltímetro, amperímetro, gal-
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 7
INDICADORES DE PRESSÃO HIDRÁULICA condutores maiores, em princípio, são mais
caros do que os menores; eles são mais pesa-
(tubo de bourdon), indica a pressão Hidráulica dos e necessitam de suportes mais substanci-
dos trem de pouso, flap, slat, etc.. ais.
INDICADORES DE PRESSÃO DE DEGELO Um segundo fator é a queda de voltagem per-
mitida (queda IR) na linha. Se a fonte mantiver
Boots também tem um tubo de Bourdon e avi- uma voltagem constante na entrada para as
sa se tem gelo nas camaras de borracha dos linhas, qualquer variação na carga da linha
boots. provocará uma variação na corrente e, conse-
quentemente, uma variação da queda IR na
Indicadores de sucção linha.
Indicam a sucção de ar para os sistemas giros- Um terceiro fator é a capacidade do condutor
cópicos. para conduzir corrente. Quando a corrente pas-
sa através do condutor há produção de calor. A
Piloto automático temperatura do fio aumentará até que o calor
irradiado, ou dissipado, seja igual ao calor ge-
Os elementos do sistema de piloto automático rado pela passagem de corrente através da
são: linha.
Comando
Sensível Se o condutor for isolado, o calor gerado no
Atuação condutor não será logo removido. Dessa forma,
para proteger o isolante de calor excessivo, a
corrente através do condutor deve ser mantida
abaixo de um certo valor.
CAPÍTULO 06
Os dois condutores mais comumente usados
MATERIAIS ELÉTRICOS são o cobre e o alumínio.
O desempenho satisfatório de qualquer avião Embora o alumínio possua apenas cerca de
moderno depende, em grande parte, da confi- 60% da condutibilidade do cobre, ele é usado
ança contínua nos sistemas e subsistemas extensivamente. Sua leveza torna possível vãos
elétricos. A instalação ou manutenção incorreta extensos e, seu diâmetro, relativamente grande
ou descuidada da fiação pode ser fonte de pe- para uma dada condutibilidade, reduz a corona
rigo imediato e potencial. (a descarga de eletricidade do fio quando ele
possui um alto potencial).
Para efeito deste manual, um fio é apresentado
como um condutor singelo e rígido ou como um É recomendado que a queda de voltagem dos
condutor retorcido, ambos revestidos com um cabos principais da fonte de força de geração
material isolante. do avião ou da bateria para a barra não deve
exceder 2% da voltagem regulada, quando o
O fio é fabricado em bitola de acordo com o gerador estiver conduzindo uma corrente nomi-
modelo padrão especificado pelo AWG (Ameri- nal ou a bateria estiver sendo descarregada na
can Wire Gage). Os diâmetros do fio tornam-se razão de 5 minutos.
menores à medida que os números do calibre
tornam-se maiores. A resistência do circuito de retorno de corrente
à massa, através da estrutura da aeronave, é
Diversos fatores devem ser considerados na sempre considerada desprezível.
seleção da bitola do fio para transmissão e
distribuição de força elétrica. A medida de resistência de 0,005 ohms de um
ponto massa do gerador ou da bateria, até o
O primeiro fator é a perda da energia permitida terminal massa de qualquer componente elétri-
(perda I2R) na linha. Esta perda representa a co, é considerado satisfatório.
energia elétrica transformada em calor.
Outro método satisfatório de determinar a resis-
O uso de condutores maiores reduz a resistên- tência do circuito é o de verificar a queda de
cia e, portanto, a perda de I2R. Entretanto, os voltagem através do circuito.
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 8
Para selecionar a bitola correta do condutor, especialmente os PLUGS e as tomadas, são
dois requisitos principais devem ser obedeci- identificados por uma letra ou grupo de letras e
dos: números adicionados ao número básico de
identificação.
1) A bitola do fio deve ser suficiente para evitar
queda de voltagem excessiva, enquanto estiver Os fios são geralmente estampados com inter-
conduzindo a corrente devida na distância ne- valos de até 15 polegadas de extensão, e den-
cessária; tro de 3 polegadas de cada junção ou ponto
terminal.
2) A bitola deve ser suficiente para evitar supe-
raquecimento do cabo durante o transporte da Cabo coaxial e fios nas barras de ligação de
corrente devida. terminais e caixas de junção são geralmente
identificados pela estampagem de uma luva
ISOLAMENTO DO CONDUTOR nos fios.
As duas propriedades fundamentais dos mate- Para a fiação, de um modo geral, é geralmente
riais isolantes (borracha, vidro, amianto ou plás- usada uma luva flexível de vinil, que pode ser
tico, etc.) são: a resistência do isolamento e; a clara ou branca opaca. Para aplicações em alta
força dielétrica. Essas são propriedades intei- temperatura é recomendada a luva de borracha
ramente diferentes e distintas. de silicone ou de fibra de vidro de silicone. On-
de a resistência à fluídos hidráulicos sintéticos
A resistência do isolamento é a resistência da ou solventes for necessária, a luva de nylon
passagem de corrente, através e ao longo da clara ou branca opaca pode ser usada.
superfície dos materiais isolantes.
DEFINIÇÕES
A resistência do isolamento pode ser medida
com um MEGGER (medidor) sem danificar o 1) Fiação descoberta - qualquer fio, grupo de
isolamento, de modo que a informação obtida fios ou chicote não envolvido por conduíte.
sirva como guia para determinar as condições
gerais. 2) Grupo de fios - dois ou mais fios indo para o
mesmo local amarrados juntos para reter a
A força dielétrica é a propriedade que o isolante identidade do grupo.
possui de suportar a diferença de potencial e, é,
geralmente, expressa em termos de voltagem, 3) Chicote - dois ou mais grupos de fios amar-
na qual o isolamento não funciona devido à rados juntos, porque eles estão indo na mesmo
tensão eletrostática. direção para um ponto onde a amarração está
localizada.
A força dielétrica máxima pode ser medida,
aumentando-se a voltagem de uma amostra de 4) Fiação protegida eletricamente - fios que
teste até que o isolamento seja rompido. incluem (no circuito) proteção contra sobrecar-
ga tais como fusíveis, disjuntores ou outros
O tipo de material de isolamento do condutor dispositivos de limitação.
varia com o tipo de instalação. Tais tipos de
isolantes como a borracha, seda e papel não 5) Fiação sem proteção elétrica - fios (geral-
são mais usados nos sistemas do avião. Os mente dos geradores até os pontos de distribui-
mais comuns hoje em dia são: o vinil, o algo- ção da barra principal) que não possuem prote-
dão, o náilon, o teflon e o amianto mineral. ção tais como fusíveis, disjuntores ou outros
dispositivos limitadores de corrente.
Identificação de fios e cabos: A fiação e os
cabos do sistema elétrico do avião podem ser
estampados com uma combinação de letras e
números para identificar o fio, o circuito a que FIOS TRANÇADOS
ele pertence, o número da bitola, e outra infor-
mação necessária para relacionar o fio ou cabo Quando especificados em desenhos de enge-
com um diagrama elétrico. nharia, ou quando realizados como uma prática
local, os fios paralelos devem, às vezes, ser
Essas marcas são denominadas código de trançados.
identificação. Alguns componentes do sistema,
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 9
Mais comuns: Os danos ao isolamento podem provocar curto-
circuito, mau funcionamento ou operação inde-
1) Fiação nas vizinhanças de bússola magnéti- vida do equipamento.
ca ou da válvula de fluxo.
As braçadeiras de cabo devem ser usadas para
2) Fiação de distribuição trifásica. sustentar os chicotes em cada orifício através
de um anteparo.
3) Certos fios (geralmente na fiação para o
sistema rádio) como especificado nos dese- Se os fios se aproximarem mais de ¼ de pole-
nhos de engenharia. gada da borda do orifício, usa-se um gromete
adequado.
FROUXIDÃO NOS CHICOTES
Proteção contra alta temperatura
Os fios singelos ou chicotes não devem ser
instalados com frouxidão excessiva. A frouxi- Para evitar deterioração do isolamento, os fios
dão entre os suportes não deve, normalmente, devem ser mantidos afastados de equipamen-
exceder uma deflexão máxima de ½ polegada tos de alta temperatura, tais como resistores,
com pressão manual. tubos de descarga ou dutos de aquecimento.
Raio de curvatura A distância de separação é normalmente es-
pecificada pelos desenhos de engenharia. Al-
As curvaturas nos grupos de fios ou chicotes guns fios devem invariavelmente passar atra-
não devem ser inferiores a 10 vezes o diâmetro vés de áreas quentes.
externo dos grupos. Entretanto, nas barras de
terminais, onde o fio está adequadamente su- Esses fios devem ser isolados com material de
portado em cada extremidade da curvatura, o alta temperatura tal como amianto, fibra de
diâmetro externo do grupo de fios ou do chico- vidro ou teflon. Uma proteção adicional é, tam-
te, igual a três vezes o diâmetro externo é nor- bém, frequentemente necessária sob a forma
malmente aceitável. de conduítes.
Exceções: O caso de certos tipos de cabo, Proteção contra solventes e fluídos
como por exemplo, o cabo coaxial que nunca
pode ser curvado num raio inferior a 10 vezes o Os fios não devem ser instalados em áreas
diâmetro externo. onde fiquem sujeitos a estragos por fluídos, a
menos de 4 polegadas da parte mais baixa da
Instalação e encaminhamento fuselagem do avião, com exceção daqueles
que devem atingir aquela área.
Toda fiação deve ser instalada de modo que ela
seja firme e de boa aparência. Sempre que Se houver possibilidade do fio ser molhado com
possível, os fios e os chicotes devem correr fluídos, deverá ser usada uma tubulação plásti-
paralelos ou em ângulos retos com as nervuras ca para protegê-lo.
ou longarinas da área envolvida. Como exce-
ção desta regra temos o cabo coaxial, que é Se o fio possuir um ponto baixo entre as extre-
orientado tão diretamente quanto possível. A midades da tubulação, é feito um orifício de
fiação deve ser fixada adequadamente em toda dreno de 1/8 de polegada.
sua extensão.
O fio nunca deve passar por baixo da bateria do
Um número suficiente de suportes deve ser avião. Todos os fios nas proximidades da bate-
instalado para evitar vibração indevida dos tre- ria devem ser inspecionados frequentemente, e
chos sem sustentações. os fios descoloridos pelos gases prejudiciais da
bateria devem ser substituídos.
Proteção contra fricção
Precauções de Instalação
Os fios e os grupos de fios devem ser protegi-
dos contra fricção ou roçamento nos locais Nenhum fio pode ser direcionado de modo que
onde o contato com superfícies pontiagudas, ou fique localizado mais próximo do que ½ pole-
outros fios, danificariam o isolamento. gada de uma tubulação. Nem mesmo um fio ou
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 10
um chicote pode ser sustentado por tubulação As emendas devem ser espaçadas para que o
que conduza fluídos inflamáveis ou oxigênio. grupo de fios não se torne excessivamente
grosso.
A fiação deve ser instalada para manter uma
folga mínima de pelo menos 3 polegadas dos Diversos tipos de conectores de emenda são
cabos de controle. Se isso não puder ser ob- utilizados para a emenda de fios individuais. Os
servado, guardas mecânicas deverão ser insta- conectores de emenda auto-isolante geralmen-
ladas para evitar o contato entre a fiação e os te são os mais preferidos.
cabos de controle.
As emendas de solda podem ser usadas, mas
AMARRAÇÃO E ENLACE DOS CHICOTES elas são geralmente inseguras e não recomen-
dáveis.
Definições
Ferramentas de estampagem
1) Enlaçamento é prender junto um grupo de
fios ou um chicote, através de pedaços indivi- Existem ferramentas portáteis manuais e elétri-
duais de cordão, amarrados em volta daqueles cas, bem como máquinas elétricas de bancada
em intervalos regulares. para estampagem dos terminais.
2) Amarração é prender junto um grupo de fios Essas ferramentas prendem o cilindro do termi-
ou um chicote por um pedaço contínuo de cor- nal ao condutor e, simultaneamente, prendem a
dão, formando laços em intervalos regulares garra isolante ao isolante do fio.
em volta daqueles.
Alguns tipos de terminais não isolados são iso-
3) Um grupo de fios é constituído de dois ou lados após a instalação num fio, por meio de
mais fios amarrados ou laçados juntos para tubos flexíveis transparentes, denominados
identificar um sistema individual. luvas. A luva proporciona proteção elétrica e
mecânica à conexão.
4) Um chicote é constituído de dois ou mais
grupos de fios amarrados ou laçados juntos TERMINAIS DE FIO DE ALUMÍNIO
para facilitar a manutenção.
O uso do fio de alumínio no sistema de avião
O material usado para laçar ou amarrar é um está aumentando devido a vantagem de seu
cordão de nylon ou de algodão. peso sobre o cobre.
O cordão de nylon é resistente a umidade e Entretanto, a dobradura frequente do alumínio
fungos, mas o cordão de algodão deve ser provocará fadiga do metal tornando-o quebradi-
encerado antes de ser usado para que adquira ço. Isso resulta em falha ou rompimento das
as características necessárias de proteção. pernas dos fios, mais cedo do que num caso
semelhante com fio de cobre.
Enlace
O alumínio também forma uma película de
Todos os grupos de fios ou chicotes devem ser óxido altamente resistente assim que exposto
enlaçados onde os suportes estiverem com ao ar.
mais de 12 polegadas de distância.
Para compensar essas desvantagens, é impor-
Terminais e emendas sem solda tante que sejam usados os mais seguros pro-
cedimentos de instalação.
A emenda do cabo elétrico deve ser mantida
num mínimo, e totalmente evitada em locais
sujeitos às vibrações externas.
Os fios individuais num grupo de fios ou em um
chicote podem ser geralmente emendados,
desde que toda a emenda seja localizada de
modo que ela possa ser inspecionada periodi-
camente.
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 11
Somente as alças de terminal de alumínio são Proporcionar caminhos de retorno da cor-
usadas para acabamento dos fios de alumínio. rente.
Elas são geralmente encontradas em 3 tipos: Evitar o desenvolvimento de potenciais de
Retos; radiofrequência.
Ângulo Reto
Bandeira. Proteger o pessoal contra choques.
Todos os terminais de alumínio possuem um Proporcionar estabilidade de transmissão e
furo de inspeção que permite verificar a profun- recepção do rádio.
didade da inserção do fio.
Evitar a acumulação de carga estática.
O cilindro do terminal de alumínio contém um
composto de pó de petrolato de zinco. Esse As ligações à massa devem ser mantidas tão
composto retira a camada muito fina de óxido pequenas quanto possível.
de alumínio através do processo de abrasão
durante a operação de estampagem.
A ligação não deve interferir na operação dos
elementos móveis do avião tais como superfí-
O composto também diminuirá mais tarde a cies de controle; o movimento normal destes
oxidação da conexão, pela eliminação da umi- elementos não deve resultar em avaria na liga-
dade e do ar. O composto é retido na parte ção à massa.
interna do cilindro do terminal por um plástico
ou um selante de alumínio na sua extremidade.
A ação eletrolítica pode corroer rapidamente
uma ligação à estrutura, se não forem observa-
EMENDAS DE EMERGÊNCIA das as precauções adequadas.
Os fios quebrados podem ser consertados As ligações à massa são geralmente feitas em
através de emendas de estampagem, usando- superfícies planas, furadas por meio de parafu-
se um terminal do qual a alça foi cortada, ou sos onde existe fácil acesso para instalação.
soldando-se juntas as pernas quebradas, e
aplicando-se o composto condutor antioxidante.
As ligações à massa são feitas também numa
chapa rebitada na estrutura. Em tais casos é
Esses consertos são aplicáveis ao fio de cobre. importante limpar a superfície da ligação à
O fio de alumínio danificado não deve ser massa, e fazer a ligação como se a conexão
emendado temporariamente. Esses consertos estivesse sendo feita na estrutura.
são para uso somente de emergência temporá-
ria e devem ser substituídos, logo que seja
As ferragens usadas para fazer as ligações à
possível, por consertos permanentes.
massa devem ser selecionadas com base na
resistência mecânica, na corrente a ser condu-
Os terminais devem ser instalados sobre os zida e na facilidade de instalação.
blocos terminais de modo que eles sejam pre-
sos contra o movimento no sentido de afrou-
Teste de ligações à massa
xamento
A resistência de todas as conexões de ligações
LIGAÇÃO À MASSA
à massa deve ser checada depois que as co-
nexões forem feitas, e antes do reacabamento.
Ligação à massa é a ligação elétrica de um A resistência de cada conexão não deve, nor-
objeto condutor com a estrutura primária com- malmente, exceder 0,003 ohm.
pletando o caminho de retorno da corrente. As
estruturas primárias são a fuselagem e as asas
A extensão das ligações, métodos e materiais
do avião, comumente denominadas como mas-
usados, e a possibilidade de afrouxar as cone-
sa ou terra.
xões em operação, também devem ser consi-
derados.
A ligação à massa é encontrada nos sistemas
elétricos do avião para:
Proteger o avião e o pessoal contra des-
carga de raio.
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 12
TIPOS DE CONECTORES onde for necessário para minimizar a interfe-
rência no rádio.
Os conectores são identificados pelos números
AN, e são divididos em classes com variações O conduíte flexível pode ser usado onde for
do fabricante para cada classe. impossível usar o conduíte rígido, tal como
áreas que possuam movimento entre as extre-
Há 5 (cinco) classes básicas de conectores AN midades do conduíte, ou forem necessárias
usados na maioria dos aviões. curvaturas complexas.
As classes A, B, C e D são feitas de alumínio, e A fita adesiva transparente é recomendada
a classe K é feita de aço. quando se corta a tubulação flexível com uma
serra, para minimizar a desfiadura da trança.
Identificação de conectores
Limites de carga elétrica
As letras e os números do código são marca-
dos no anel de acoplamento ou no invólucro Quando se instala equipamento elétrico adicio-
para identificar o conector. O código proporcio- nal que consome força elétrica num avião, a
na toda informação necessária para se obter carga elétrica total deverá ser seguramente
uma substituição correta da peça defeituosa ou controlada ou remanejada, dentro dos limites
avariada. dos componentes afetados no sistema de ali-
mentação do avião.
CONDUÍTE
DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO DE
O conduíte é usado nas instalações do avião CIRCUITOS
para a proteção mecânica dos fios dos chico-
tes. Ele é encontrado em materiais metálicos e Os condutores devem ser protegidos com dis-
não metálicos, nas formas rígida e flexível. juntores ou fusíveis, localizados tão próximos
quanto possível da barra da fonte de força elé-
Quando é selecionado um diâmetro do conduíte trica.
para a aplicação em um chicote (é prática co-
mum para facilitar a manutenção, no caso de O disjuntor ou fusível deve abrir o circuito antes
uma possível expansão futura) especifica-se o do condutor emitir fumaça.
diâmetro interno do conduíte em torno de 25%
maior do que o diâmetro máximo do chicote. Disjuntores religáveis devem abrir o circuito no
qual eles estão instalados, independentemente
O diâmetro nominal de um conduíte metálico da posição do controle de operação quando
rígido é o diâmetro externo. Portanto, para se ocorrer sobrecarga ou falha do circuito.
obter o diâmetro interno, subtraímos duas ve-
zes a espessura da parede do tubo. Disjuntores são chamados de "desarme-livre".
Os disjuntores religáveis não devem ser usados
As partes danificadas do conduíte devem ser como dispositivos de proteção nos circuitos no
consertadas para evitar danos aos fios ou aos avião.
chicotes. O raio de curvatura mínimo permitido
para um conduíte rígido deve ser o descrito nas INTERRUPTORES
instruções do fabricante. As curvaturas torcidas
ou enrugadas num conduíte rígido não são Um interruptor projetado especificamente deve
aceitáveis. ser usado em todos os circuitos, onde um mau
funcionamento de um interruptor seria perigoso.
O conduíte de alumínio flexível é encontrado
comumente em dois tipos: Tais interruptores são de construção robusta e
possuem capacidade de contato suficiente para
(1) Conduíte flexível desencapado interromper, fechar e conduzir continuamente a
carga da corrente conectada; o do tipo de ação
(2) Revestido com borracha. de mola é geralmente preferido para se obter
abertura e fechamento rápidos, sem considerar
O conduíte de latão flexível é normalmente a velocidade de operação da alavanca, o que,
usado no lugar do conduíte de alumínio flexível, consequentemente, diminui o centelhamento
dos contatos.
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 13
Luz vermelha está instalada numa posição se-
melhante na asa esquerda.
Relés
Luz branca é geralmente instalada no estabili-
Os relés são usados como interruptores, onde zador vertical numa posição onde seja clara-
se possa obter redução de peso ou simplifica- mente visível através de um ângulo bem aberto,
ção dos controles elétricos. Um relé é um inter- pela traseira do avião.
ruptor operado eletricamente e, está, portanto,
sujeito a falha sob condições de baixa voltagem Luzes de anticolisão
no sistema. A apresentação anterior sobre os
interruptores é geralmente aplicável para os Elas são feixes de luz móvel, que se acham
valores de contato dos relés. instaladas no topo da fuselagem ou na cauda,
numa localização tal, que a luz não afeta a vi-
SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE AERONAVES são dos tripulantes nem diminuirá a visibilidade
das luzes de posição.
Os sistemas de iluminação de aeronaves for-
necem iluminação para uso externo e interno. Em alguns casos, uma das luzes fica instalada
As luzes da parte externa proporcionam ilumi- no ventre da fuselagem.
nação para tais operações como pousos notur-
nos, inspeção das formações de gelo e segu- Uma unidade de luz de anticolisão consiste
rança, para evitar colisão das aeronaves em geralmente de uma ou duas luzes rotativas
voo. operadas por um motor elétrico.
A iluminação interna fornece iluminação para os A luz pode ser fixa, mas instalada sob espelhos
instrumentos, cabine de comando, cabines e giratórios dentro de uma proteção de vidro ver-
outras seções ocupadas pela tripulação e pas- melho saliente. Os espelhos giram num arco e
sageiros. a razão do pisca-pisca das luzes está entre 40
e 100 ciclos por minuto.
Certas luzes especiais, tais como luzes indica-
doras e de aviso, indicam a situação operacio- A luz de anticolisão é uma luz de segurança
nal do equipamento. para alertar outro avião, principalmente em
áreas congestionadas.
Luzes externas
Luzes de pouso
As luzes de posição anticolisão, e de táxi, são
exemplos comuns de luzes externas das aero- As luzes de pouso acham-se instaladas no
naves. avião para iluminar as pistas durante os pousos
noturnos. Essas luzes são muito fortes, e são
Algumas luzes, tais como as luzes de posição, direcionadas por um refletor parabólico num
luzes de inspeção das asas e as luzes de anti- ângulo que proporciona um alcance máximo de
colisão, são necessárias para operações notur- iluminação.
nas.
As luzes de pouso geralmente estão localiza-
Luzes de posição das na parte mediana do bordo de ataque de
cada asa, ou faceadas na superfície do avião.
A aeronave que opera à noite deve ser equipa- Cada luz pode ser controlada por um relé, ou
da com luzes de posição que se enquadrem pode ser ligada diretamente no circuito elétrico.
nas recomendações mínimas especificadas
pelo FAA (Federal Aviation Regulations). Sabendo-se que o gelo nas lentes das lâmpa-
das reduz a qualidade de iluminação das mes-
Um conjunto de luzes de posição consiste de mas, algumas instalações utilizam lâmpadas de
uma luz vermelha, uma verde e uma branca. As pouso retráteis. Quando as lâmpadas não estão
luzes de posição são, às vezes, chamadas de em uso, um motor as retrai para receptáculos
"luzes de navegação". existentes na asa, onde as lentes não ficam
expostas ao ar.
Luz verde é sempre instalada na ponta da asa
direita.
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 14
Em alguns aviões são empregadas luzes de no lado externo de cada nacele à frente da asa.
pouso retráteis que podem permanecer disten- Essas luzes permitem a detecção visual da
didas em qualquer ponto de sua extensão. formação de gelo nos bordos de ataque da asa
durante o voo noturno.
As luzes de pouso usadas nos aviões de alta
velocidade são geralmente equipadas com um
sensor de velocidade, que evita a extensão das CAPÍTULO 07
luzes de pouso em velocidades excessivas.
Tais sensores também provocam a retração SISTEMA DE PARTIDA E IGNIÇÃO
das luzes de pouso se o avião exceder uma
velocidade pré-determinada. Os requisitos básicos para o sistema de ignição
de motores de combustão interna são sempre
A maioria dos aviões de grande porte são equi- os mesmos Esse sistema deve liberar uma
pados com quatro luzes de pouso, das quais centelha de alta energia para cada cilindro do
duas são fixas e duas são retráteis. motor na sequência de ignição, com um núme-
ro de graus de avanço pré-determinado em
As luzes fixas acham-se geralmente localiza- relação ao ponto morto alto do pistão.
das nas áreas da raiz da asa ou junto a parte
externa da fuselagem, no bordo de ataque de O sistema de ignição dos motores a reação é
cada asa. operado apenas durante o ciclo de partida do
motor, sendo, portanto, menos complexo e
As duas luzes retráteis acham-se geralmente estando sujeito a um menor número de proble-
localizadas na superfície externa inferior de mas em comparação com os sistemas de igni-
cada asa e, são, normalmente, controladas por ção dos motores convencionais.
interruptores distintos.
Luzes de táxi SISTEMA DE IGNIÇÃO DO MOTOR ALTER-
NATIVO
As luzes de táxi têm como finalidade fornecer
iluminação no solo durante o táxi ou o reboque O sistema de ignição pode ser dividido em duas
do avião na pista de pouso e decolagem, na classes:
pista de táxi ou no hangar.
Ignição por bateria
As luzes de táxi não são apropriadas para for-
necer o grau de iluminação necessária como as Ignição por magneto
luzes de pouso; as luzes de táxi de 150 a 250
watts são usadas na maioria dos aviões de O sistema é também classificado como:
porte médio e grande.
Simples ou de ignição dupla.
Nos aviões com trem de pouso triciclo, as luzes
de táxi (única ou dupla) acham-se instaladas na
parte não direcional do trem de pouso do nariz. Princípios de operação do sistema de ignição
por magneto
As luzes de táxi são montadas também em
áreas de recesso do bordo de ataque da asa, O magneto, um tipo especial de gerador de
sempre na mesma área com uma luz de pouso corrente alternada acionado pelo motor, usa um
fixa. ímã permanente como fonte de energia. O sis-
tema de ignição por magneto nos aviões pode
Luzes de inspeção das asas ser classificado como:
Algumas aeronaves são equipados com luzes Sistema por magneto de baixa ou de al-
de inspeção da asa para o bordo de ataque das ta tensão.
asas, e para permitir a observação de formação
de gelo e condição geral destas áreas em voo. Sistema de magneto de alta tensão
Em alguns aviões, o sistema de luz de inspeção O sistema por magneto de alta tensão pode ser
da asa (também chamada de luzes de gelo da dividido, para efeito de discussão, em três cir-
asa) consiste de uma luz de 100 watts faciada
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 15
cuitos distintos; são eles: o circuito magnético, Ventilação do magneto e distribuidor
o circuito elétrico primário e o circuito elétrico
secundário. A umidade, em qualquer situação, é um bom
condutor de eletricidade e, se absorvida pelos
O circuito magnético consiste em um ímã per- materiais não condutores do magneto, como o
manente rotativo de múltiplos pólos, um núcleo bloco distribuidor, lingueta, e carcaças das bo-
de ferro doce, e sapatas polares. binas, pode criar uma fuga na condução elétri-
ca.
CONJUNTO DE CONTATOS PLATINADOS
A corrente de alta tensão que normalmente flui
Esse conjunto, usado em sistemas de ignição pelos vãos de ar do distribuidor pode passar
por magneto de alta tensão, abre e fecha au- por uma superfície isoladora molhada para a
tomaticamente o circuito primário no devido massa, ou pode ser má orientada para alguma
tempo, em relação à posição do pistão no cilin- vela que não deveria ser ativada. Esta condição
dro, no qual está ocorrendo o centelhamento. é chamada de "flashover" e, normalmente, re-
sulta em explosão de cilindro fora de sequên-
A interrupção do fluxo da corrente primária é cia.
conseguida através de um par de contatos pla-
tinados, feito de uma liga resistente à corrosão Bobinas, condensadores, distribuidores e roto-
e ao calor. res são encerrados de forma a reter a umidade
em gotas isoladas, e não formando um circuito
Conjunto de bobina completo que permita o “flashover” (arco).
O conjunto das bobinas do magneto consiste Os magnetos não podem ser hermeticamente
em um núcleo em ferro doce, em torno do qual fechados para evitar a entrada de umidade,
encontraremos as bobinas primária e secundá- pois estão sujeitos a mudanças de pressão e
ria, sendo que a secundária se encontra enro- temperatura em altitude.
lada sobre a primária.
Entretanto, drenos adequados e apropriada
Ambas as bobinas são revestidas com um ma- ventilação, reduzem a tendência ao arco e à
terial não condutivo como baquelita, borracha carbonização.
rígida, ou cambraia envernizada. Por fim, o
conjunto é fixado nas sapatas polares por para- Boa circulação de ar no magneto também ga-
fusos e braçadeiras. A potência da tensão indu- rante que os gases produzidos pelo arco nor-
zida no enrolamento secundário, quando todos mal, através dos vãos do distribuidor, sejam
os outros fatores permanecem constantes, é eliminados para o exterior.
determinada pelo número de espiras do enro-
lamento. Em algumas instalações, a pressurização de
várias partes do sistema de ignição é essencial
Distribuidor para manter uma elevada pressão absoluta e
eliminar o arco.
A alta tensão induzida na bobina secundária é
enviada ao distribuidor, o qual consiste em du- Cabos de ignição
as partes. A parte rotativa é chamada de rotor
do distribuidor e a estacionária, de bloco do Os cabos de ignição possuem um fio isolado
distribuidor. para cada cilindro que o magneto supre no
motor.
Em alguns sistemas, o conjunto distribuidor é
parte integrante do magneto, mas em outros, Uma extremidade de cada fio é conectada ao
estão remotamente localizados e separada- bloco distribuidor, e a outra é conectada à vela
mente acionados. apropriada.
Já que o distribuidor gira com metade da velo- Através da condução destas linhas de força
cidade do eixo de manivelas em todos os moto- magnética à massa, os cabos de ignição elimi-
res de quatro tempos, o bloco terá tantos ele- nam a interferência elétrica com o rádio e outro
trodos quantos cilindros existirem, ou tantos equipamento sensível.
eletrodos como cilindros servidos pelo magne-
to.
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 16
Quando o rádio e outro equipamento elétrico Os de tipo duplo são todos montados em flan-
são protegidos desta maneira, diz-se que a ge.
fiação do cabo de ignição está protegida por
blindagem. Sem essa blindagem, a rádio co- Operação do sistema de ignição de baixa ten-
municação se tornaria virtualmente impossível. são
Interruptores de ignição O circuito magnético de um típico sistema de
magneto de baixa tensão consiste em um ímã
Todas as unidades do sistema de ignição de permanente rotativo, sapatas e o núcleo da
um avião são controladas por um interruptor bobina.
localizado na cabine de comando.
O sistema de baixa tensão elimina centelha
As duas maneiras de completar o circuito pri- tanto no distribuidor como na cablagem, pois o
mário: vão dentro do distribuidor foi eliminado pelo uso
de outro distribuidor tipo escova, e a alta tensão
Através do platinado fechado para a massa está presente somente em cabos curtos entre o
transformador e a vela.
Através do interruptor de ignição fechado
para a massa. Em sistemas de baixa tensão, essa fuga é re-
duzida consideravelmente, porque a corrente
O interruptor possui quatro posições: através da maior parte do sistema é transmitida
em um potencial de baixa tensão.
desligado
Distribuidor do sistema de baixa tensão
esquerdo
Cada pulso de corrente produzido pelo magne-
to de baixa tensão é direcionado para várias
direito
bobinas de transformador na adequada ordem
de fogo, através do distribuidor do tipo escova.
ambos
O conjunto do distribuidor consiste em uma
Na posição "desligado", ambos os magnetos peça giratória, chamada de escova do distribui-
estão aterrados, portanto, ficam inoperantes. dor, e uma peça estacionária, chamada de
bloco do distribuidor.
Quando o interruptor é colocado na posição
"esquerda", somente o magneto esquerdo fun- UNIDADES AUXILIARES DE IGNIÇÃO
ciona; na posição "direita", somente o direito
funciona, e na posição "ambos", os dois mag-
Para aumentar o valor de uma tensão induzida,
netos funcionam.
a força do campo magnético deve ser aumen-
tada pelo uso de um ímã mais poderoso, pelo
As posições "direita" e "esquerda" são usadas aumento do número de voltas na bobina, ou
para testar sistemas de ignição dupla, permitin- aumentando a razão de movimento relativo
do o desligamento de um sistema de cada vez. entre o ímã e o condutor.
Magnetos com sistema simples e duplo de alta Uma vez que a força de rotação do ímã, e o
tensão número de voltas na bobina, são fatores cons-
tantes em ambos os sistemas de ignição por
Magnetos em sistema de alta tensão, usados magneto de alta ou baixa tensão, a tensão pro-
em motores radiais, são do tipo simples ou duzida depende da velocidade com que o ímã
duplo. O magneto duplo incorpora dois magne- gira. Durante a partida do motor, o ímã é girado
tos em um alojamento. a aproximadamente 80 RPM (motor alternado).
Sistema de montagem do magneto Para facilitar a partida do motor, um dispositivo
auxiliar é conectado ao magneto para suprir a
Os magnetos do tipo simples podem ser proje- alta tensão de ignição.
tados para montagem em base ou flange.
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 17
Os sistemas de partida dos motores alternati- corrente flui através da bobina primária para a
vos, normalmente, incluem um dos seguintes massa.
tipos de sistemas auxiliares:
Acoplamento de impulso
Dínamo
Motores que possuem um pequeno número de
Vibrador de indução (algumas vezes cha- cilindros, algumas vezes são equipados com
mado vibrador de partida) um acoplamento de impulso. Essa é uma uni-
dade que, durante a produção da centelha,
Acoplamento de impulso pega um dos magnetos ligados ao motor numa
breve aceleração e produz uma centelha quen-
Vibrador de sistemas de partida te para a partida.
Dínamo Esse dispositivo consiste em pequenos contra-
pesos e um conjunto de molas, localizados na
O conjunto dínamo consiste em duas bobinas carcaça que fixa o magneto ao eixo de acessó-
enroladas em torno de um núcleo de ferro do- rios. O uso do acoplamento de impulso produz
ce, um jogo de contatos, e um condensador. forças de impacto no magneto, partes aciona-
das do motor e várias partes das unidades aco-
pladas.
O condensador, o qual está conectado através
dos contatos, tem uma importante função no
circuito. Muitas vezes os contrapesos ficam magnetiza-
dos e não engatam os pinos batentes; e o óleo
congelado durante o tempo frio produz o mes-
Como o fluxo de corrente na bobina primária é
mo resultado.
interrompido pela abertura dos contatos, a alta
tensão auto induzida, que acompanha cada
colapso do campo magnético, é absorvida pelo Outra desvantagem do acoplamento de impulso
condensador. é que esse pode produzir somente uma cente-
lha por cada ciclo de movimento do cilindro.
Sem o condensador, ocorreria um arco através
dos contatos a cada colapso do campo magné- Essa é uma desvantagem, especialmente du-
tico. Isso poderia queimar e provocar covas nos rante condições adversas de partida.
contatos, reduzindo brutalmente a tensão de
saída do dínamo. VELAS DE IGNIÇÃO
Vibrador de indução Finalidade
O vibrador de indução (ou vibrador de partida) Conduzir um curto impulso de corrente de alta
consiste em um vibrador operado eletricamen- voltagem, através de um espaço dentro da
te, um condensador e um relé. câmara de combustão.
O vibrador de partida, ao contrário do dínamo, Os três principais componentes de uma vela de
não produz a alta tensão de ignição dentro de ignição são:
si.
Eletrodos
A sua função é transformar a corrente contínua
da bateria em corrente pulsante e fornecê-la Isolante
para a bobina primária do magneto.
Cobertura externa.
Também funciona como um relé, desconectan-
do o circuito auxiliar quando esse não estiver A faixa de calor de uma vela de ignição é medi-
em uso. A trajetória da corrente elétrica da ba- da pela sua capacidade de transferir calor para
teria consumida pelo magneto é determinada a cabeça do cilindro.
pela posição do platinado primário; se os mes-
mos estiverem fechados, a corrente flui através As velas de ignição precisam ser projetadas
deles para a massa, se estiverem abertos, a para operar tão quentes quanto possível, e em
baixas velocidades e poucas cargas, e tão frias
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 18
quanto possível em cruzeiro e potência de de-
colagem. Primeiro é efetuado durante o aquecimento.
Segundo pela pressão barométrica do campo.
Terceiro antes do corte do motor.
MANUTENÇÃO
SUBSTITUIÇÃO DA CABLAGEM
Quebra do material isolante, surgimento e au-
mento de pontos de rachaduras e curto-circuito, Somente quando a blindagem do conduíte esti-
ou quebra de conectores elétricos, não são ver danificada, ou quando o número de cabos
incomuns. danificados tornar mais prático a substituição
da cablagem do que a dos fios individualmente.
Esses defeitos devem ser encontrados e corri- Substitui-se uma cablagem blindada somente
gidos. quando ocorre indicação de fuga na porção
blindada.
Disco de sincronização
Antes de se substituir qualquer cablagem para
O disco de sincronismo é um dispositivo de corrigir um mau funcionamento no motor, efe-
posicionamento do eixo de manivelas mais tua-se um teste completo.
preciso do que as marcas de referência. Esse
dispositivo consiste em um disco e um ponteiro Teste do sistema de bobina de alta tensão de
mecânico, montado em um acessório acionado ignição
pelo motor.
Para se verificar o enrolamento da bobina de
alta tensão quanto à correta operação, remove-
se o cabo de alta tensão do mesmo.
Indicador de posição do pistão
MANUTENÇÃO E INSPEÇÃO DA VELA
Precisamos obter a indicação de posição do
pistão para sincronizar a ignição, válvulas ou A operação da vela pode frequentemente ser a
injeção de combustível. maior responsável por um mau funcionamento
do motor, devido ao acúmulo de chumbo, grafi-
O ponto morto alto é a posição do pistão e do te, ou carbono, e à erosão do vão entre os ele-
eixo de manivelas, a qual todas as outras loca- trodos da vela.
lizações do pistão e eixo de manivela são refe-
renciadas. Carbonização das velas
Todas as indicações de posição do pistão em A carbonização proveniente do combustível é
uso utilizam o orifício da vela de ignição, que associada com misturas que são muito ricas
sempre encontra o cilindro em um plano exato, para queimar ou misturas que são pobres e
e a haste de indicação toca a mesma parte da causam uma queima intermitente.
cabeça do pistão.
Deposito de chumbo nas velas
Sincronia do magneto de alta tensão em ban-
cada O depósito de chumbo é uma condição prová-
vel em qualquer motor que use combustível
Para alinhar o magneto em bancada, certas com chumbo.
ferramentas são necessárias. Normalmente
usa-se a luz de sincronia, uma ferramenta para Depósitos de chumbo nas superfícies da câma-
segurar o magneto, uma chave de fenda co- ra de combustão são bons condutores elétricos
mum para soltar alguns parafusos do conjunto em elevadas temperaturas e causam falhas na
e uma régua para verificar a folga “E”. detonação.
Efetuando um teste no sistema de ignição A formação do chumbo é geralmente confinada
a uma específica faixa de temperatura de com-
Existem, normalmente, três testes de ignição bustão, e que as temperaturas, maiores ou
efetuados na aeronave durante a verificação menores que aquelas da faixa especificada,
operacional do motor. minimizam a tendência de formação de chum-
bo.
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 19
Diversos métodos de produção de choque tér- Inspeção do platinado
mico para partes do cilindro são usados.
A inspeção do magneto consiste essencialmen-
Um aumento brusco na temperatura de com- te em uma inspeção periódica do platinado e
bustão pode ser obtido em todos os motores, dielétrico.
operando-os em potência máxima por aproxi-
madamente 1 minuto. Outra forma de produção Após o magneto ter sido inspecionado quanto à
de choque térmico é o uso de misturas segurança de montagem, remove-se sua tam-
ar/combustível excessivamente ricas. Essa pa, ou a tampa do platinado, e verifica-se o
forma refrigera repentinamente a câmara de came quanto à lubrificação apropriada.
combustão por causa do combustível em ex-
cesso que não contribui para a combustão; ao Para se inspecionar as superfícies de contato
contrário, ele absorve calor da área de combus- do platinado, é preciso conhecer o aspecto dos
tão. contatos, qual condição de superfície é consi-
derada com desgaste permissível, e quando é
Em motores equipados com injeção de água, a necessária sua substituição.
temperatura pode ser bruscamente diminuída
pela operação manual desse sistema. A superfície de contato normal tem aparência
áspera e de cor cinza opaca sobre a área onde
Alguns sistemas de injeção de água são consi- o contato elétrico é feito. Isso indica que os
derados automáticos; isto porque o operador pontos de contato se acamaram, estão alinha-
não tem nenhum controle da potência na qual o dos um com o outro, e estão proporcionando o
sistema interromperá o processo. melhor contato possível. Esta não é a única
condição aceitável.
Formação de grafite nas velas
Irregularidades pequenas, sem fendas profun-
Como resultado do descuido e da excessiva das ou picos elevados, são consideradas des-
aplicação de uma camada de lubrificante nas gastes normais, e não é motivo para serem
roscas das velas, o lubrificante fluirá sobre os desbastadas ou substituídas. Um exemplo de
eletrodos, causando um curto-circuito. Isso erosão ou desgaste eh o chamado "frosting".
ocorre porque o grafite é um bom condutor
elétrico. Essa condição é resultante de um condensador
com circuito aberto; e é facilmente reconhecida
Folga por erosão das velas pela superfície cristalina e áspera e o apareci-
mento de uma fuligem preta nas laterais dos
A erosão dos eletrodos acontece em todas as pontos.
velas de aeronaves quando a faísca salta entre
os eletrodos. A faísca carrega consigo uma Inspeção dielétrica
porção do eletrodo, parte do qual é depositada
no outro eletrodo, já o remanescente é soprado Outra fase de inspeção do magneto é a inspção
na câmara de combustão. dielétrica. Essa inspeção é uma checagem
visual quanto a rachaduras e limpeza. Se limpa
Como a folga é alargada pela erosão, a resis- todos os condensadores acessíveis e as carca-
tência que a faísca deve superar para saltá-la ças de bobina que contenham condensadores,
também aumenta. Isso significa que o magneto esfregando-os com um tecido sem fiapo embe-
deve produzir uma voltagem mais elevada para bido com acetona.
superar aquela resistência.
Nunca se usa solventes de limpeza inadequa-
Remoção das velas dos, ou métodos impróprios de limpeza. Carca-
ças de bobinas, blocos distribuidores, rotores
As velas devem ser removidas para inspeção distribuidores e outras partes dielétricas do
ou serviço em intervalos recomendados pelo sistema de ignição são tratadas com uma ca-
fabricante. mada de cera quando novos e nas revisões
gerais.
O polimento dos dielétricos ajuda na sua resis-
tência à absorção de umidade, carbono e de-
pósitos de ácido. Quando essas peças encon-
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 20
tram-se sujas ou oleosas, uma parte da prote- Analisadores de motores são classificados em
ção original é perdida, o que pode resultar em 2 tipos:
resistência de carbono.
Que produz somente evidência da condição
Manutenção dos cabos de ignição do sistema de ignição.
Embora os cabos de ignição sejam simples, Que revela vibrações anormais durante a
eles são a ligação vital entre o magneto e a vela operação, como as causadas pela explo-
de ignição. são, válvulas, ou mistura pobre de combus-
tível, como também o mau funcionamento
O isolamento pode ser avariado dentro da ca- na ignição.
blagem e permitir uma fuga de alta voltagem,
ao invés de fluir para a vela de ignição.
Sistemas de ignição em motores a tur-
Quando somente uma vela de ignição estiver
bina
funcionando no cilindro, a mistura não será
consumida tão rapidamente quanto poderia ser
Como os sistemas de ignição de motores às
se ambas as velas de ignição estivessem fun-
turbinas são operados por um curto período
cionando. Este fator faz com que o pico da
durante o ciclo de partida do motor, eles são,
pressão de combustão ocorra atrasado.
via de regra, menos passíveis de problemas em
relação aos sistemas de ignição em motores
Um longo tempo de queima superaquece o
convencionais.
cilindro afetado, causando detonação, possível
pré-ignição e, talvez, uma danificação perma-
A maioria dos motores turbo jato é equipado
nente.
com um sistema de ignição do tipo capacitivo
de alta energia.
Falhas das cablagens de ignição de alta tensão
Os motores do tipo turboélice e turbo jato po-
A primeira indicação de cablagem de ignição
dem ser equipados comum sistema de ignição
sem condições de serviço pode ser a falta de
tipo eletrônico, o qual é uma variação do siste-
centelha para o motor, causada pela perda
ma tipo capacitivo simplificado.
parcial da voltagem de ignição.
Sistemas de ignição de motores turbo jato
Teste de cablagem
O motor turbo jato típico é equipado com um
O teste envolve a aplicação de uma voltagem
sistema de ignição do tipo capacitivo (descarga
definida para cada cabo e, então, a medida
capacitiva), consistindo em duas unidades idên-
muito sensível da quantidade de corrente de
ticas e independentes de ignição, operando a
fuga entre o cabo e o distribuidor da cablagem
partir de uma fonte elétrica de corrente contínua
aterrado.
de baixa tensão comum, que é a bateria de
bordo da aeronave.
Teste de cablagem de ignição de alta voltagem
Um sistema de ignição típico inclui:
Um tipo comum de teste, é capaz de aplicar
uma corrente contínua em qualquer tensão, de
Duas unidades excitadoras
0 até 15.000 volts, com uma entrada de 110
volts, 60 Hz.
Dois transformadores
ANALISADOR DE MOTORES
Dois cabos de ignição intermediários
É uma adaptação do osciloscópio. É um ins-
trumento portátil ou permanentemente instala- Dois cabos de ignição de alta tensão
do, cuja função é detectar, localizar e identificar
anomalias na operação de motores, como as
que são causadas por falha do sistema de igni-
ção, detonação, válvulas, mistura pobre, etc. Sistema eletrônico de ignição
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 21
O sistema consiste em uma unidade dinamo-
tora/reguladora/filtro, um excitador, dois trans-
CAPÍTULO 08
formadores de alta tensão, dois cabos de alta
tensão e duas velas de ignição. SISTEMAS ELÉTRICOS DE PROTEÇÃO CONTRA
OS EFEITOS DA CHUVA E DO GELO E CONTRA
FOGO
Dinamotor
Utilizado para elevar a corrente contínua que é Em condições atmosféricas, o gelo pode for-
extraída da bateria de bordo ou da fonte exter- mar-se rapidamente nos aerofólios e entradas
na, para a tensão de operação do excitador. No de ar.
sistema eletrônico, a energia é armazenada em
capacitores. Os dois tipos de gelo encontrados durante o
voo são:
Cada circuito de descarga inclui dois capacito-
res, ambos localizados na unidade excitadora.
A tensão através desses capacitores é elevada Opaco
por meio de transformadores. No instante de Vítreo.
ativação da vela de ignição, a resistência do
eletrodo é reduzida o suficiente para permitir O gelo opaco
que o capacitor maior descarregue sua energia
através do eletrodo. Forma uma superfície áspera nos bordos de
ataque da aeronave, porque a temperatura do
A descarga do segundo capacitor é de baixa ar é muito baixa e congela a água antes que ela
tensão, porém com alta energia. tenha tempo de espalhar-se.
O resultado é uma centelha de alta intensidade O gelo vítreo
de calor, capaz não somente de causar a igni-
ção de misturas anormais de combustível, mas Forma uma camada lisa e espessa sobre os
também de eliminar quaisquer depósitos de bordos de ataque da aeronave.
material estranho nos eletrodos da vela.
Quando a temperatura está ligeiramente abaixo
Velas de ignição de turbina do ponto de congelamento, a água tem mais
tempo para fluir antes de congelar-se.
A sujeira nos eletrodos, tão comum nas velas
de motores convencionais, é minimizada pelo Deve ser esperada a formação de gelo, sempre
calor das velas de alta intensidade. que:
Houver umidade visível no ar, e a tempera-
INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO DO SISTEMA tura estiver próxima ou abaixo do ponto de
DE IGNIÇÃO DE MOTORES A TURBINA congelamento.
A manutenção de um sistema típico de ignição Uma exceção é o congelamento no carburador
de turbinas consiste primariamente em inspe- que pode ocorrer durante o tempo quente sem
ção, teste, pesquisa de problemas, remoção e a presença visível de umidade.
instalação.
Se for permitido o acúmulo de gelo no bordo de
Fatores que afetam a seleção da bitola do fio: ataque das asas e da empenagem, ele irá des-
truir as características de sustentação do aero-
Perda da energia permitida na linha fólio.
Queda de voltagem permitida na linha
Capacidade do condutor de corrente Vários meios de evitar ou controlar a formação
de gelo são usados hoje em dia em aeronaves:
(1) aquecimento das superfícies usando ar
quente
(2) aquecimento por elementos elétricos
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 22
(3) remoção da formação de gelo, feito nor- O neoprene também proporciona:
malmente por câmaras infláveis (boots)
Superfície condutora para dissipar as cargas de
(4) álcool pulverizado eletricidade estática, evitando interferência com
o equipamento de rádio.
O gelo pode ser controlado na estrutura da
aeronave pelos seguintes métodos: As polainas são fixadas ao bordo de ataque
com:
DEGELO
Cola especial, tiras de metal e parafusos, ou
Usam degeladores de borracha chamados de uma combinação de ambos.
polainas ou botas, presos ao bordo de ataque
das asas e dos estabilizadores. Além das polainas de degelo, os principais
componentes de um típico sistema pneumático
Os degeladores são compostos por uma série e degelo são:
de tubos infláveis.
Uma fonte de ar pressurizado
Durante a operação, os tubos são inflados com
ar pressurizado, e desinflados por um ciclo Um separador de óleo
alternado. A inflação e a deflação causam a
ruptura e quebra do gelo, que é então removido Válvulas de alívio de sucção e de pressão
pelo fluxo de ar. de ar; uma válvula de corte e reguladora da
pressão; um controlador de tempo de infla-
São inflados por uma bomba girada pelo motor ção.
(bomba de vácuo), ou pelo ar sangrado do
compressor de um motor a turbina de gás. Uma válvula distribuidora ou uma válvula
de controle.
A sequência de inflação é controlada, tanto por
uma válvula distribuidora localizada em uma Um separador de óleo está previsto para este
posição central, como por válvulas operadas fim. Ele remove aproximadamente 75% do óleo
por solenóide, localizadas próximo as entradas contido no ar.
de ar do degelo.
A unidade combinada de regulador, válvula
Os degeladores são instalados em seções ao descarregadora e separador de óleo, têm três
longo da asa, com as diferentes seções ope- funções:
rando alternadamente e simetricamente ao
redor da fuselagem. Isto é feito para que algum (1) remover todo o óleo residual deixado no ar
distúrbio do fluxo de ar, causado pela inflação pelo separador de óleo primário, antes da en-
de um tubo, seja mantido a um mínimo de in- trada na linha de pressão;
flação, somente em pequenas seções de cada
asa, de cada vez. (2) controlar, dirigir e regular a pressão do ar no
sistema;
As polainas degeladoras são feitas de:
(3) descarregar o ar para a atmosfera.
Borracha macia e flexível ou de tecido embor-
rachado, e contendo células de ar tubulares. Uma válvula de regulagem de sucção está ins-
talada em cada nacele do motor. Sua finalidade
A saída do degelador é de: é manter automaticamente a sucção do siste-
ma de degelo.
Neoprene, para proporcionar resistência à dete-
rioração pelos elementos e produtos químicos. A válvula distribuidora normalmente permite o
suprimento de sucção, para que as polainas
sejam mantidas desinfladas em voo.
Um temporizador eletrônico é usado para o
controle da sequência de operação das polai-
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 23
nas, e os intervalos de tempo do sistema de Desvantagem do sistema degelador pneumáti-
degelo. co:
Durante a checagem operacional do sistema de Perturbação do fluxo de ar sobre a asa e
degelo, os indicadores de pressão flutuarão empenagem, causada pelos tubos inflados.
quando os tubos de degelo inflarem e desinfla-
rem. ANTIGELO (ANTI-ICE)
Uma leitura relativamente estável deverá ser Finalidade:
mantida no indicador de vácuo.
Evitar a formação de gelo, ou para degelar o
As válvulas de alívio de vácuo estão instaladas bordo de ataque do aerofólio, usualmente usa
em um sistema que usa uma bomba de vácuo aquecimento do ar, canalizado ao longo da
para manter a sucção constante durante as parte interna do bordo de ataque do aerofólio, e
variações de velocidade da bomba. distribuindo em volta da sua superfície interna.
Durante cada pré-voo e inspeção programada, Elementos aquecidos eletricamente também
checamos as polainas de degelo quanto a: são usados para o degelo e antigelo do bordo
Cortes de ataque do aerofólio.
Rupturas
Deterioração Existem diversos métodos usados para forne-
Furos e segurança cer ar aquecido. Entre eles estão:
Durante as inspeções periódicas, fazemos e (1) sangria do ar quente vindo do compressor
checamos os componentes do sistema de de- de um motor a turbina;
gelo e as tubulações, quanto a:
(2) ar aquecido por trocadores de calor do es-
Rachaduras. capamento do motor;
Se rachaduras causadas pelo tempo, forem (3) ar de impacto aquecido por combustão.
encontradas:
Quando um sistema está destinado para dege-
Aplicamos uma camada de cimento condu- lar bordos de ataque, muitos aquecedores de ar
tor. são supridos por pequenos períodos em um
sistema cíclico.
O sistema incorporado em algumas aeronaves
O cimento, além de selar as polainas contra o inclui um controle automático de temperatura. A
tempo, dissipa a eletricidade estática, para que temperatura é mantida dentro de uma gama
ela não fure as polainas pelo arco formado com predeterminada pela mistura do ar aquecido
as superfícies metálicas. com o ar frio. (air mixer).
A limpeza dos degeladores normalmente é feita Um sistema de válvulas está previsto em algu-
com: mas instalações para possibilitar que certas
partes do sistema de antigelo sejam desliga-
Sabão neutro dissolvido na água. das.
Sempre que o grau de desgaste indicar que a No caso de falha de um motor, essas válvulas
condutibilidade elétrica da superfície do degela- também permitem suprimento para o sistema
dor está sendo destruída, pode ser necessário completo de antigelo, com o ar aquecido vindo
recapear o degelador. de um ou mais dos motores remanescentes.
O recapeador do boots é: As porções dos aerofólios que devem ser pro-
tegidas da formação de gelo são usualmente
providas de um revestimento duplo, entre os
Uma substância negra, de cimento de neo-
quais, o ar quente circula. Isto fornece suficien-
prene condutor.
te calor ao revestimento externo para derreter a
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 24
camada de gelo próximo ou impedir a sua for- Válvulas unidirecionais no duto de cruzamento
mação. evitam o fluxo reverso de ar quente e também
evitam a penetração de ar frio que entra pelo
O ar é então desviado para a atmosfera pela sistema de antigelo do motor inoperante.
ponta da asa ou em locais onde a formação de
gelo é mais crítica, por exemplo, no bordo de Um circuito de segurança controlado por inter-
ataque das superfícies de controle. ruptores de limite termostático nos dutos do
sistema antigelo, soltam o botão de antigelo
Quando o ar é aquecido por aquecedores à para a posição desligado “OFF” sempre que um
combustão, usualmente um ou mais aquecedo- duto tornar-se superaquecido.
res são previstos para as asas. Um outro aque-
cedor está localizado na área da empenagem Outro sistema de antigelo é o por sangria de ar
para permitir ar quente no bordo de ataque dos do compressor do motor. Este sistema está
estabilizadores vertical e horizontal. dividido em seis seções. Cada seção inclui:
Quando o motor é a fonte de aquecimento, o ar (1) uma válvula de corte
é dirigido para a empenagem através de tubos,
os quais são normalmente localizados sob o (2) um indicador de temperatura
piso.
(3) uma lâmpada de aviso de superaquecimen-
Quando o motor é a fonte de aquecimento, o ar to.
é dirigido para a empenagem através de tubos,
os quais são normalmente localizados sob o O ar de sangria aquecido é misturado com o ar
piso. ambiente (air mixer valve). A mistura, a aproxi-
madamente 175ºC (350ºF), flui através de pas-
No sistema de antigelo usando aquecedor à sagens próximas do revestimento do bordo de
combustão, os interruptores de superaqueci- ataque.
mento e o de ciclagem permitem que os aque-
cedores operem a intervalos periódicos, e eles Cada uma das válvulas de corte é pneumati-
também interrompem completamente a opera- camente atuada e eletricamente controlada.
ção de aquecimento se ocorrer um superaque- Elas atuam para interromper o antigelo e con-
cimento. trolar o fluxo de ar, quando o antigelo é neces-
sário.
O controle de balanceamento é usado para
manter um aquecimento igual em ambas as Um interruptor térmico conectado ao solenóide
asas. de controle da válvula de corte causa o fecha-
mento da válvula e o corte do fluxo do ar san-
O interruptor de segurança do duto de pressão grado do compressor quando a temperatura no
interrompe os circuitos de ignição do aquecedor bordo de ataque atinge aproximadamente 85ºC
se a pressão do ar de impacto falhar abaixo de (185ºF). Quando a temperatura cai a válvula
uma quantidade específica. abre, e o ar quente entra no bordo de ataque.
O antigelo do bordo de ataque da asa e da O indicador de temperatura de cada seção de
empenagem, usando aquecedores a gás da antigelo está localizado no painel de controle
exaustão, é efetuado por um fluxo controlado deste. Cada indicador está conectado a um
de ar aquecido das camisas que envolvem o bulbo de temperatura, do tipo resistência, loca-
tubo de escapamento de um motor convencio- lizado na área do bordo de ataque.
nal. Em algumas instalações este conjunto é
conhecido como um “aumentador de calor”. Os dutos do sistema pneumático usualmente
são feitos de liga de alumínio titânico, aço ino-
xidável ou tubos moldados em fibra de vidro. As
seções de tubos, ou dutos, são fixadas umas
Normalmente o ar aquecido, vindo de cada um nas outras por flanges aparafusados ou por
dos motores, supre o sistema de antigelo do braçadeiras. Os tubos são envolvidos com um
bordo de ataque da mesma seção de asa. Du- material isolante de calor e resistente ao fogo,
rante a operação monomotora, um sistema semelhante à fibra de vidro.
cruzado interconecta os dutos dos bordos de
ataque da asa esquerda com os da direita.
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 25
Em algumas instalações, a tubulação é interca- tanto por borrifadores como com a mão. Ele
lada com foles de expansão. Esses foles estão deverá ser aplicado dentro de 2 horas do voo.
localizados em posições estratégicas para ab-
sorver alguma distorção ou expansão dos dutos Fluídos degeladores podem afetar as janelas
que podem ocorrer devido as variações da ou o acabamento externo da aeronave. Portan-
temperatura. As uniões das seções dos dutos to, somente o tipo de fluído recomendado pelo
são hermeticamente seladas por anéis de ve- fabricante da aeronave deverá ser usado.
dação.
Provavelmente, o depósito mais difícil de ser
Esses selos de vedação são fixados em reces- removido é a neve úmida, quando a temperatu-
sos anulares nas faces de junção dos dutos. ra ambiente está ligeiramente acima do ponto
Quando estamos instalando uma seção de de congelamento. Esse tipo de depósito deverá
tubo, devemos nos certificar de que o selo está ser removido com uma escova ou rodo.
devidamente instalado, de encontro, e compri-
mido pelo flange da junta. Devemos ter cuidado para evitar danos nas
antenas, suspiros, mecanismos de aviso de
Quando especificado, os tubos deverão ser estol, geradores de vórtex, etc., os quais podem
testados quanto à resistência da pressão, re- estar ocultos pela neve.
comendada pelo fabricante da aeronave. O
teste de pressão é particularmente importante Neve seca e leve, em temperatura abaixo de
com a aeronave pressurizada, tendo em vista zero, deverá ser removida com jato de ar sem-
que um vazamento na tubulação pode resultar pre que possível.
na impossibilidade de manter a pressão da
cabine. O uso de ar quente não é recomendado porque
ele derrete a neve, que logo depois se congela,
Porém, esses testes são feitos mais frequen- requerendo posterior tratamento. Gelo modera-
temente para detectar defeitos no duto, os do ou pesado e depósito de neve residual deve-
quais permitirão o escape de ar quente. A razão rão ser removidos com um fluído antigelo.
do vazamento, a uma determinada pressão,
não deverá exceder as recomendações do Nenhuma tentativa para remover depósitos de
manual de serviços ou de manutenção da ae- gelo ou quebrar um gelo grudado, usando a
ronave. força, deve ser feita. Após completar as opera-
ções de degelo, inspecionamos a aeronave
Os vazamentos de ar muitas vezes podem ser para nos certificarmos de que as condições são
detectados por orifícios no revestimento ou no satisfatórias para o voo.
material isolante térmico. Porém, se forem en-
contradas dificuldades em localizar os vaza- As superfícies de controle devem ser movimen-
mentos, uma solução de água com sabão po- tadas para nos certificarmos de que eles têm
derá ser usada. livre e total movimento.
Todas as tubulações deverão ser inspeciona- SISTEMAS DE CONTROLE DO GELO DO
das quanto a segurança, condições gerais ou PARA-BRISAS
distorções.
São usados sistemas de antigelo e degelo con-
O revestimento ou camada isolante deve ser tra geada e nevoeiro nas janelas. O sistema
checado quanto a segurança; e deve estar livre varia de acordo com o tipo de aeronave e do
de produtos inflamáveis como óleo ou fluído fabricante.
hidráulico.
Alguns para-brisas são fabricados com painéis
Degelo da aeronave no solo duplos, havendo um espaço entre eles que
permite a circulação de ar aquecido entre as
Depósitos de geada podem ser removidos pela superfícies, para controlar a formação de gelo e
colocação da aeronave em um hangar aqueci- de névoa. Outros utilizam limpadores mecâni-
do, ou usando um removedor de geada ou fluí- cos e fluído antigelo borrifado no para-brisas.
do degelador.
Um dos métodos mais comuns para controlar a
Esses fluídos normalmente contêm etileno gli- formação de gelo e névoa nas janelas das mo-
col e álcool isopropílico, e podem ser aplicados dernas aeronaves, é o uso de um elemento de
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 26
aquecimento elétrico entre as lâminas do mate- dependendo da aeronave), para o para-brisa do
rial da janela. Quando esse método é usado em piloto e do copiloto, e das janelas laterais por
aeronaves pressurizadas, uma camada de vidro meio de uma série de tubos e saídas.
temperado dá resistência para suportar a pres-
surização. Em tempo quente, quando o ar aquecido não é
necessário para o descongelamento, o sistema
Camada de material condutor transparente: pode ser usado para desembaçar as janelas.
Isto é feito ventilando ar ambiente nas janelas
Óxide stannic usando o sistema de ventilação.
Óxide stannic é o elemento de aquecimento, e Um sistema de degelo a álcool é previsto em
uma camada de plástico vinil transparente adi- algumas aeronaves para remover o gelo do
ciona uma qualidade de não estilhaçamento à para-brisa e do motor.
janela.
Para evitar a formação de gelo sobre a abertura
As placas de vinil e de vidro estão colocadas do tubo de pitot, está previsto um elemento de
pela aplicação de pressão e calor. aquecimento elétrico embutido.
A união é obtida sem o uso de cimento devido a Para efeito de teste, se um ohmímetro (medidor
afinidade natural do vinil e do vidro. A camada de carga) for instalado no circuito do tubo de
condutiva dissipa a eletricidade estática do pitot, a operação do aquecedor pode ser verifi-
para-brisa, além de fornecer o elemento de cada pela indicação de consumo de corrente
aquecimento. quando o aquecedor for ligado pelo interruptor
na cabine.
A unidade de controle de temperatura está cali-
brada para manter uma temperatura no para- Aquecedores estão previstos para as linhas de
brisa entre 40º e 49ºC. (105º-120ºF). dreno do lavatório, linhas de água, mastros de
dreno e drenos de água servida, quando estão
Existem vários problemas associados com os localizados em uma área que está sujeita a
aquecedores elétricos de para-brisas. Eles temperaturas de congelamento em voo.
incluem a delaminação, rachaduras, centelha-
mento e descoloração. Os tipos de aquecedores usados são:
A delaminação (separação dos painéis), embo- Tubos aquecidos integralmente, tiras, forro,
ra indesejável, não é estruturalmente prejudici- remendos aquecedores que envolvem as linhas
al, desde que esteja dentro dos limites estabe- e gaxetas aquecedoras.
lecidos pelo fabricante da aeronave, e não este-
ja em uma área que afete as qualidades ópticas Nos circuitos aquecedores estão previstos ter-
do painel. mostatos onde for indesejável excessivo aque-
cimento ou para reduzir o consumo. Os aque-
O centelhamento em um painel de para-brisa cedores têm uma baixa voltagem de saída e
usualmente indica que houve uma quebra de uma operação contínua não causará supera-
película condutora. quecimento.
Rachaduras no para-brisa são mais constantes Para proporcionar um para-brisa limpo, os efei-
no vidro externo onde os limpadores são indire- tos da chuva são eliminados limpando ou asso-
tamente a causa desses problemas. Alguma prando a água para fora do para-brisa.
areia presa na palheta do limpador pode con-
verter-se em um eficiente cortador de vidro Um terceiro método de remoção envolve a apli-
quando em movimento. cação de repelentes de chuva.
Um micrômetro ótico pode ser usado para de- Um limpador operado eletricamente está insta-
terminar a profundidade doa arranhões no para- lado em cada painel do para-brisa. Cada limpa-
brisa. dor é girado por um conjunto moto-conversor.
O sistema de descongelamento das janelas Os conversores mudam o movimento rotativo
direciona o ar, aquecido do sistema de aqueci- do motor para um movimento alternado, para
mento da cabine (ou de um aquecedor auxiliar, operar os braços de comando.
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 27
Quando o interruptor de controle do limpador é O termo “fixo” significa um sistema permanen-
posicionado em HIGH, o motor opera a uma temente instalado, em contraste com qualquer
velocidade de 250 golpes por minuto. Quando equipamento portátil de extintor de fogo como o
na posição LOW, aproximadamente 160 golpes de CO².
por minuto.
Um sistema completo de proteção contra fogo
Os limpadores de para-brisa hidráulicos são inclui tanto um sistema de detecção como um
girados por pressão vinda do sistema hidráulico de extinção de fogo.
principal da aeronave.
Os três tipos de detectores mais usados para
A válvula de controle de velocidade (do tipo rápida detecção de fogo são:
restritora variável) é usada para dar partida,
parar e controlar a velocidade de operação do Razão de aumento de temperatura
limpador.
Sensores de radiação
A unidade de controle também alterna a direção
do fluxo de fluído hidráulico para cada um dos Detectores de superaquecimento
dois atuadores do limpador, os quais convertem
energia hidráulica em movimento recíproco, O fogo é detectado nas aeronaves com moto-
para movimentar os braços dos limpadores res convencionais usando um ou mais dos se-
para a esquerda e para a direita. guintes itens:
O método de sistema pneumático de remoção Detectores de superaquecimento
de chuva consiste em utilizar a alta pressão e
alta temperatura do ar sangrado do motor. As
Detectores de aumento de razão de tempe-
rajadas de ar sobre o para-brisa formam uma
ratura
barreira que evita que os pingos da chuva to-
quem a superfície do mesmo.
Detectores de chama
Um sistema repelente de chuva permite a apli-
cação de repelentes químicos, por meio de um Observação pela tripulação
interruptor ou botão na cabine.
Um sistema de detecção de fogo deverá sinali-
O repelente é adquirido em embalagens pres- zar a presença de fogo.
surizadas e descartáveis, que são atarrachadas
no sistema da aeronave e possuem a própria Três sistemas detectores de uso mais comum
força de propelente para aplicação. são:
O sistema de repelente não deverá ser operado Sistema de interruptor térmico
com o vidro seco. O intervalo de tempo entre as
aplicações depende da intensidade da chuva, Sistema de par térmico
do tipo de repelente usado e se o limpador de
para-brisa está em uso. Sistema detector de circuito contínuo
Um sistema de interruptor térmico consiste de
uma ou mais lâmpadas energizadas pelo sis-
PROTEÇÃO CONTRA FOGO tema de força da aeronave, e interruptores
térmicos que controlam a operação da lâmpada
Em virtude do fogo ser uma das mais perigosas (ou lâmpadas).
ameaças para uma aeronave, as zonas de fogo
em potencial de todas as aeronaves multimoto- Os interruptores térmicos são unidades sensí-
ras atualmente produzidas, são garantidas por veis ao calor que completam os circuitos elétri-
um sistema fixo de proteção de fogo. cos a uma determinada temperatura.
Uma zona de fogo é uma área ou região da Eles são conectados em paralelo um com ou-
aeronave designada pelo fabricante que requer tro, mas em série com as luzes indicadoras.
detecção e/ou equipamento de extinção e um
alto grau de essencial resistência ao fogo.
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 28
Se um aumento de temperatura ultrapassar um evita o fluxo da corrente elétrica enquanto for
determinado valor em qualquer seção do circui- normal a temperatura.
to o interruptor fechará completando o circuito
da lâmpada indicadora de fogo ou da condição Em uma condição de fogo ou superaquecimen-
de superaquecimento. to, a resistência do núcleo diminui e o fluxo da
corrente flui entre o fio condutor do sinal e a
O sistema detector Fenwal Spot opera sem "massa", energizando o sistema de alarme.
unidade de controle. Quando uma condição de
superaquecimento ou de fogo causar o fecha- Ambos os sistemas continuamente monitoram
mento de um interruptor do detector o alarme as temperaturas nos compartimentos dos moto-
soará e uma lâmpada de aviso indicando a área res e ambos automaticamente são rearmados
afetada será acesa. após um alarme de fogo ou de superaqueci-
mento, logo que a condição de superaqueci-
O sistema de par térmico opera por um princí- mento for removida ou o fogo extinguido.
pio completamente diferente do sistema de
interruptores térmicos. O sistema Lindberg de detecção de fogo é um
detector do tipo elemento contínuo, que consis-
Um par térmico depende da razão de aumento te de um tubo de aço inoxidável contendo um
da temperatura e não dará o alarme quando o elemento discreto.
motor superaquecer lentamente, ou quando
ocorrer um curto circuito. Quando a temperatura aumenta (devido ao
fogo ou superaquecimento) para o ponto sele-
O par térmico é construído com dois metais cionado de temperatura de operação, o calor
diferentes que são o cromel e o constantam. O gerado causa a liberação do gás do elemento.
ponto de junção dos dois metais que será ex-
posto ao calor é chamado de junção quente. Essa liberação do gás causa o aumento da
pressão no tubo de aço inoxidável, que por
A voltagem resultante do aumento de tempera- sinal, atua mecanicamente o interruptor do
tura causará um fluxo de corrente no circuito diafragma na unidade de resposta, ativando a
detector. Quando a corrente for maior que qua- luz de aviso e soando o alarme.
tro miliamperes (0,004 amperes) o relé sensível
fechará. Tipos de Fogo:
Um sistema detector contínuo ou sistema sen- Classe A
sor permite a cobertura mais eficiente de uma
área de perigo de fogo do que qualquer um dos Fogo em combustíveis ordinários como madei-
detectores de temperatura do tipo spot. ra, pano, papel, estofados etc.
Os dois tipos de detectores usados nos siste- Classe B
mas sensores contínuos são os sistemas Kidde
e o Fenwal Fogo em produtos inflamáveis de petróleo ou
líquidos combustíveis, graxas, solventes, tintas
No sistema contínuo Kidde, dois fios são envol- etc.
vidos com uma camada de cerâmica especial,
formando um núcleo de um tubo de Inconel. Classe C
Outro sistema contínuo, o Fenwal usa um fio Fogo envolvendo equipamento elétrico energi-
simples envolvido em uma camada de cerâmi- zado, onde a não condutividade do meio de
ca, dentro de um tubo de Inconel. extinção não tem importância.
A camada de cerâmica do detector Fenwal está Na maioria dos casos onde o equipamento
embebida com um sal eutético, o qual possui elétrico está desenergizado, o extintor adequa-
características de reduzir rapidamente sua re- do para uso nos fogos de classe A ou B podem
sistência elétrica quando o elemento sensor ser empregados efetivamente.
atingir a sua temperatura de alarme.
Em ambos os sistemas, no Kidde e no Fenwal,
a resistência da cerâmica ou do sal eutético
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 29
é capaz de liberar CO² duas vezes para cada
um dos quatro motores.
Os agentes extintores são classificados em
duas categorias gerais, baseadas no mecanis- Cada grupo de garrafas de CO² tem um disco
mo da ação de extinção: vermelho, indicador de descarga térmica de
segurança que será rompido quando a pressão
Hidrocarbono halogenado atingir ou ultrapassar 2.650 PSI. A descarga
ocorrerá também em temperaturas acima de
Gás frio inerte 74ºC.
Sistemas extintores: Cada conjunto de garrafas também tem um
disco amarelo indicador da descarga do siste-
Os sistemas de extinção são classificados em: ma. Montado ao lado do disco vermelho, o dis-
co amarelo indica qual o grupo de garrafas foi
Convencional esvaziado por uma descarga normal.
O sistema de proteção de fogo da maioria das
HRD (High Rate of Discharge)
grandes aeronaves como motor a turbina, con-
siste de dois subsistemas:
Os sistemas de alta razão de descarga, abrevi-
ado para HRD (High Rate of Discharge), pro-
porcionam uma alta razão de descarga através Sistema detector de fogo
de alta pressurização, pequenas linhas de ali-
mentação e grandes válvulas e saídas de des- Sistema e extinção de fogo
carga. O agente extintor é usualmente um dos
hidrocarbonos halogenados (halons), algumas Na maioria das instalações, o detector contínuo
vezes reforçados pela alta pressão do nitrogê- é preso por dispositivos ou presilhas a cada 10
nio seco (N2). ou 12 polegadas de distância.
Devido o agente e o gás de pressurização de Quando em solo, o fogo na parte interna do
um sistema HRD serem liberados dentro da escapamento dos motores, durante o corte ou
zona de fogo em um segundo ou menos, a falsa partida, pode ser eliminado pelos giros do
zona fica temporariamente pressurizada, e motor com o motor de partida.
interrompe o fluxo de ar de ventilação.
Se o motor já estiver funcionando ele pode ser
Algumas aberturas de grande dimensão estão acelerado para atingir o mesmo resultado.
cuidadosamente localizadas para produzir efei-
tos de turbilhonamento de alta velocidade para Se o fogo persistir, um agente extintor de fogo
melhor distribuição. pode ser dirigido ao interior do tubo de esca-
pamento.
Os sistemas convencionais de extinção
O que deve ser levado em conta, é que o uso
Utilizam um tubo em forma de anel perfurado, excessivo de CO², ou outro agente que tenha o
também chamado de bico distribuidor de des- efeito de resfriamento, pode contrair o aloja-
carga. Esse sistema normalmente usa dióxido mento da turbina ou a própria turbina, causando
de carbono (CO²) como extintor, mas pode ser danos ao motor.
usado qualquer outro agente adequado.
Alarmes intermitentes são, na maioria das ve-
Quando acionado, o líquido comprimido na zes, causados por um curto circuito intermitente
garrafa de CO2 flui em uma rápida descarga na fiação do sistema detector.
para as saídas da linha de distribuição do motor
afetado. O contato com o ar converte o líquido As falhas intermitentes muitas vezes podem ser
em gás e "neve", o que abafa a chama. localizadas pelo movimento dos fios para recri-
ar o curto circuito.
Um dos mais sofisticados tipos de sistema de
proteção contra fogo de CO² é usado em mui- Uma checagem de pressão das garrafas ou
tas aeronaves de quatro motores. Esse sistema reservatórios de extintores de fogo é feita peri-
odicamente para determinar se a pressão está
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 30
entre os limites mínimo e máximo, previstos Quase todos os tipos de reservatórios de agen-
pelo fabricante. tes extintores de fogo requerem uma repesa-
gem a intervalos frequentes para determinar a
O tempo de vida do cartucho de descarga do condição da carga.
agente extintor de fogo é calculado pelo fabri-
cante e estampado a data na face do cartucho. Checagem de peso, os reservatórios devem ser
Muitos cartuchos são fornecidos com um tempo hidrostaticamente checados, normalmente em
de vida de aproximadamente 5.000 horas. intervalos de 5 anos.
Muito cuidado deve ser tomado na substituição As garrafas de CO² são equipadas com:
do cartucho e das válvulas de descarga.
Discos de metal de segurança, destinados a
A maioria dos novos reservatórios de extintores romperem-se de 2.200 a 2.800 PSI.
são supridos com os seus cartuchos e válvulas
de descarga desmontadas. Os discos são fixados ao corpo da válvula de
descarga por meio de um plugue rosqueado.
Antes da instalação na aeronave, o cartucho
deve ser montado de maneira correta na válvu- Uma linha conduz o agente extintor da conexão
la de descarga e a válvula conectada ao reser- do corpo da válvula para um indicador de des-
vatório, por meio de uma porca serrilhada (do carga instalado no revestimento da fuselagem.
tipo conexão elétrica) que será apertada de
encontro a um anel de vedação. A ruptura do disco vermelho indica a descarga
da garrafa devido a uma condição de supera-
Se um cartucho for removido de uma válvula de quecimento na mesma.
descarga por qualquer motivo, ele NÃO deverá
ser usado em outra válvula de descarga, por- A ruptura do disco amarelo indica que o siste-
que a distância do ponto de contato pode variar ma foi descarregado normalmente pela ativa-
de uma unidade para a outra. ção da tripulação.
Os agentes extintores bromoclorometano e o Quatro tipos de agentes extintores de fogo são
freon são estocados em reservatórios esféricos previstos para a extinção de incêndios no inte-
de aço. rior das aeronaves:
Atualmente, são usados em quatro tamanhos (1) água
comuns, que vão de 224 polegadas cúbicas
(menor) a 945 polegadas cúbicas (maior). O de (2) dióxido de carbono
tamanho maior pesa aproximadamente 33 li-
bras. (3) produto químico seco
Os reservatórios são carregados com nitrogê- (4) hidrocarbonetos halogenados
nio seco além do peso especificado do agente
extintor. A carga de nitrogênio fornece suficien-
te pressão para a completa descarga do agen-
te. TIPOS DE EXTINTORES
O conjunto do plugue contém um cartucho que (1) Extintores de fogo com água são usados
é atuado eletricamente para quebrar o disco, primariamente em fogo de origem não elétrica,
permitindo que o agente extintor seja forçado como os de tecido queimando sem chama,
para fora da esfera pela carga de nitrogênio. cigarros, ou cestas de lixo.
Alguns tipos de agentes extintores rapidamente (2) Extintores de fogo com dióxido de carbono
corroem a liga de alumínio e outros metais, são destinados à extinção de fogo de origem
especialmente sob condições de umidade. elétrica.
Quando um sistema que usa um agente corro- (3) Um extintor de fogo com produto químico
sivo tiver sido descarregado, o sistema deverá seco pode ser usado para extinguir qualquer
ser purgado minuciosamente com ar comprimi- incêndio, no entanto, não deverá ser usado na
do seco e limpo, tão cedo quanto for possível. cabine de comando, devido a possibilidade de
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 31
interferência com a visibilidade e o acumulo de produto da combustão incompleta, e é encon-
pó não condutor, nos contatos elétricos e nos trado em uma variedade de níveis em todos os
equipamentos ao redor. tipos de fumaça da combustão de substâncias
carbonáceas.
(4) O desenvolvido dos hidrocarbonetos halo-
genados (freons) como agentes extintores de Mesmo quantidades excessivamente pequenas
fogo com baixa toxidade para sistemas de ex- de gás são perigosas. Uma concentração de
tinção de fogo a bordo, com atenção logica- 0,02% (2 partes em 10.000) podem produzir
mente dirigida para o seu uso em extintores de dores de cabeça, sonolência e vertigem, dentro
fogo tipo portátil. de poucas horas.
O Halon 1301 DETECTOR DE FUMAÇA FOTOELÉTRICO
Ideal para o uso em extintores de incêndios Consiste de uma célula fotoelétrica, uma lâm-
portáteis a bordo de aeronaves, devido a: (1) pada sinalizadora, uma lâmpada de teste, e um
sua baixa concentração é bastante eficiente; (2) interceptor de luz ("light trap"), todos montados
ele pode ser utilizado em compartimentos ocu- em um labirinto. Uma acumulação de 10% de
pados por pessoal; (3) ele é eficiente em todos fumaça no ar faz com que a célula fotoelétrica
os três tipos de fogo; e (4) nenhum resíduo conduza corrente elétrica.
permanecerá após o seu uso.
Em um pequeno número de aeronaves, os
Os extintores do tipo lata de aerossol comum detectores visuais de fumaça são o único meio
são definitivamente inaceitáveis como extinto- de detecção. A indicação é fornecida pela pas-
res do tipo portátil para o uso a bordo de aero- sagem da fumaça através de uma linha para
naves. dentro do indicador, usando, ou uma adequada
fonte de sucção, ou a pressurização da cabine.
A proximidade dos aquecedores de ar deverá
ser considerada, quando selecionado a locali- Quando a fumaça está presente, uma lâmpada
zação de um extintor manual. dentro do indicador é iluminada automatica-
mente pelo detector de fumaça.
Um sistema de detecção de fumaça monitora
os compartimentos de carga e de bagagem A luz é espalhada para que a fumaça se torne
quanto a presença de fumaça, a qual é uma visível na apropriada janela do indicador. Se
indicação de uma condição de fogo. não existir fumaça, a lâmpada não será ilumi-
nada.
Os instrumentos de detecção de fumaça são
classificados pelo método de detecção, como:
Tipo I - Medição do gás de monóxido de carbo-
no (detectores de CO)
Tipo II - Medição da capacidade de transmissão
da luz pelo ar (mecanismos fotoelétricos)
Tipo III - Detecção visual da presença de fuma-
ça pela simples visão direta (mecanismos visu-
ais)
Os detectores de CO, os quais detectam as
concentrações do gás monóxido de carbono,
raramente são utilizados para monitorar os
compartimentos de carga ou de bagagem. No
entanto, eles têm o uso difundido em conduzir
testes para detectar a presença do gás monó-
xido de carbono nas cabines das aeronaves.
O monóxido de carbono é incolor, inodoro, não
tem gosto, nem é um gás irritante. Ele é o sub-
AVIÔNICOS I - Instrumentos Page 32
Aviônicos II
Eletrônica
Resumo
[Link]
Reatância Indutiva (XL): É a oposição que o
indutor apresenta á corrente elétrica
CAPÍTULO 01 ALTERNADA. A Reatância é medida em
OHMS.
CIRCUITOS REATIVOS
Comportamento do Indutor em C.C: curto-
circuito.
Resistor é um componente eletrônico que con-
Comportamento do Indutor em C.A: chave
some energia elétrica e dissipa em forma de
aberta.
calor.
Relação entre tensão e corrente: em um indutor
Resistor se opõe a corrente elétrica. Sua rela-
a TENSÃO esta adiantada 90 graus em relação
ção entre a corrente e a tensão está em FASE.
a corrente.
Capacitor é um componente que armazena
CIRCUITOS RESISTIVOS E REATIVOS
energia através de campo eletrostático. Unida-
de Farad.
Circuitos resistivos são constituídos apenas por
resistores.
Capacitância: Unidade da capacitância também
é o farad e quanto maior a capacitância, maior
a oposição á variação de tensão. Circuitos Reativos é constituídos por resistores,
capacitores e/ou indutores.
Reatância capacitiva (XC) é a oposição que o
capacitor oferece na corrente elétrica Circuito RC: circuito reativo resistor /capacitor.
ALTERNADA. É medida em ohms.
Circuito RL: circuito reativo resistor /indutor.
Comportamento do capacitor em C.A funciona
como curto circuito. Comportamento do capaci- Circuito RLC: circuito reativo resistor /capacitor/
tor em C.C funciona como chave aberta. indutor.
Relação entre tensão e corrente em um capaci- Impedância (Z): Em um circuito reativo a oposi-
tor a TENSÃO está atrasada 90 graus em rela- ção total á passagem de corrente elétrica é
ção a corrente. chamada de impedância.
Indutor (L): Componente eletrônico que arma- POTÊNCIA ELÉTRICA EM CIRCUITOS
zena energia através de campo magnético uni- REATIVOS E RESISTIVOS
dade de medida é o Henry. Ele também se
opõe a variação da corrente. No circuito resistivo a energia fornecida pela
fonte de tensão é inteiramente dissipada em
Reatância Indutiva (XL): É a oposição que o forma de calor pelas resistências.
indutor apresenta á corrente elétrica
ALTERNADA. A Reatância é medida em Potência Aparente (PA): unidade de medida é o
OHMS. Volt Ampere (VA).
Comportamento do Indutor em C.C: Curto- Em circuito Reativo o calculo da (PA) utiliza a
circuito. Comportamento do Indutor em C.A: impedância do circuito tanto a energia dissipa-
Chave aberta. da pelo resistor quanto as energias armazena-
das pelos indutores e/ou capacitores.
Na relação entre tensão e corrente em um indu-
tor, a TENSÃO está adiantada 90 graus em Potência Real (PR): unidade de medida é o
relação a corrente. WATT (W). Em circuito também REATIVO a
potência real é aquela que é dissipada em for-
Indutor (L): componente eletrônico que arma- ma de calor pelos resistores, ou seja, conside-
zena energia através de campo magnético uni- ram-se apenas os resistores.
dade de medida é o Henry. Ele também se
opõe a variação da corrente. Fator de Potencia (FP): é a RELACÃO entre a
potência real e a potência aparente, quanto
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 33
Maior o fator de potência, melhor a qualidade Quando XL for igual à XC ou EL igual à EC
do circuito. temos:
Frequência de Corte: em qualquer circuito rea- ângulo (0) igual a zero, circuito resistivo.
tivo as frequências das reatâncias indutivas e
capacitivas são diferentes, ou seja, frequência RESSONANCIA EM SÉRIE
de corte provoca uma divisão por igual da ten-
são da fonte, ou seja, metade da tensão vai Quando as reatâncias indutivas e capacitivas
para a parcela reativa e a outra metade para a são iguais elas se anulam, dessa forma o cir-
parcela resistiva do circuito. Quando isso acon- cuito RLC fica ressonante ou FREQUENCIA
tece a (PR) potencia real CAI para a metade de RESSONANTE. A impedância total passa a ser
seu valor Máximo. Essa situação denomina se apenas a resistência no circuito.
PONTO DE MEIA POTENCIA OU PONTO
0,707. SELETIVIDADE
CIRCUITO REATIVO SÉRIE A seletividade é característica de um receptor
de selecionar um sinal de frequência e é de-
Em um circuito série a CORRENTE é a terminada pelos circuitos ressonantes.
MESMA em todos os PONTOS do circuito, com
isso, a corrente será REFERENCIA quando o Quanto MENOR a resistência ôhmica de um
assunto for ângulo de fase entre tensão e cor- circuito RCL MAIOR sua SELETIVIDADE, ou
rente. seja, dessa forma o INDUTOR é o ‘’Q’’.
Circuito RL série Fator de qualidade no circuito ressonante,
quando ele for maior a seletividade de frequên-
Quando ligamos um indutor em série com um cia é melhor, denominando se a LARGURA DA
resistor, a queda de tensão no resistor estará FAIXA OU FAIXA DE PASSAGEM DO
em fase com a corrente, e a queda de tensão CIRCUITO (BAND WIDTH).
no indutor estará adiantada em 90 graus.
CIRCUITOS REATIVOS EM PARALELO
Circuito RC série: Quando ligamos um capaci-
tor em série com um resistor, a queda de ten- Em um circuito paralelo a TENSÃO é a MESMA
são no resistor estará em fase com a corrente, em todos os PONTOS do circuito, com isso, a
e a queda de tensão no capacitor estará atra- TENSÃO será REFERÊNCIA quando o assunto
sada (defasada) em 90 graus Circuito RLC ou for ângulo de fase entre tensão e corrente.
RCL série.
Circuito RL paralelo = Quando ligamos um in-
Quando ligamos capacitores, resistores e indu- dutor em paralelo com um resistor, a corrente
tores em série, a queda de tensão no capacitor no resistor estará em fase com a queda de
estará atrasada 90 graus em relação a corren- tensão, e a corrente no indutor estará atrasada
te, a queda de tensão no indutor estará adian- (defasada) em 90 graus em relação a tensão.
tada 90 graus em relação a corrente e a queda
de tensão no resistor estará em fase com a Circuito RC paralelo: Quando ligamos um ca-
corrente. pacitor em paralelo com um resistor, a corrente
no resistor estará em fase com a tensão, e a
CLASSIFICAÇÃO DOS CIRCUITOS RCL EM corrente no capacitor estará adiantada em 90
SÉRIE graus em relação a queda de tensão Circuito
RLC ou RCL paralelo = Quando ligamos capa-
Quando XL for maior que XC ou EL maior que citores, resistores e indutores em série, a cor-
EC temos: rente no capacitor estará adiantada 90 graus
em relação a queda de tensão ,a corrente no
ângulo (0) positivo, circuito RL. indutor estará atrasada 90 graus em relação a
tensão e a corrente no resistor estará em fase
Quando XC for maior que XL ou EC maior que com a queda de tensão.
EL temos:
ângulo(0) negativo, circuito RC.
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 34
CLASSIFICAÇÃO DOS CIRCUITOS RCL EM Uma vez estando o circuito em ressonância, a
PARALELO corrente através do indutor e do capacitor é
igual (IL = IC), porém defasadas de 180º. Assim
Quando XL for menor que XC ou IL maior que sendo, a corrente total de IL e IC é igual a zero.
IC temos:
Assim, nesse circuito ressonante em paralelo
ângulo (0) negativo, circuito RL. hipotético, a impedância do circuito será infinita
e não haverá corrente de linha. Entretanto,
Quando XC for menor que XL ou IC maior que haverá uma corrente circulatória no tanque
IL temos: apesar de nenhuma corrente ser fornecida pela
fonte (ciclo vicioso). Depois da carga inicial do
ângulo(0) positivo, circuito R. capacitor, ele se descarrega sobre o indutor. A
energia que percorre o indutor é armazenada
Quando XL for igual à XC ou IL igual à IC te- em seu campo magnético.
mos:
O campo magnético resultante em torno do
ângulo (0) igual a zero, circuito resistivo. indutor age como fonte de energia para recar-
regar o capacitor. Essa transferência de energia
RESSONÂNCIA EM PARALELO entre os dois elementos continua na frequência
de ressonância sem qualquer perda. O sistema
Quando as reatâncias indutivas e capacitivas está em estado oscilatório.
são iguais elas se anulam, dessa forma o cir-
cuito RLC fica ressonante ou FREQUENCIA Um circuito tanque ideal não existe, pois sem-
RESSONANTE que é a Situação em que as pre existe alguma resistência ôhmica no circuito
correntes no capacitor e no indutor são iguais tanque, tornando a impedância menor que infi-
IC=IL. nito e provocando perdas. A ressonância nos
circuitos paralelos é chamada de anti-
ressonante, por serem seus efeitos exatamente
opostos aos observados nos circuitos em série.
CIRCUITO TANQUE IDEAL
IMPEDANCIA NO CIRCUITO TANQUE
(LC PARALELO)
LC PARALELO
Chama-se circuito tanque qualquer associação
LC em PARALELO. A designação tanque resul- A impedância de um circuito paralelo difere de
ta da capacidade que tem os circuitos LC de um circuito série. Em série quando se tem uma
armazenar energia. Um circuito tanque ideal grande quantidade de reatância indutiva faz
possui resistência ôhmica igual a zero (R=0), e com que o circuito haja indutivamente, já em
não existe na prática. paralelo nas mesmas condições, ou seja, gran-
de quantidade de reatância indutiva quem pre-
Quando um circuito tanque é alimentado por domina é a reatância capacitiva, pois a corrente
uma fonte de tensão alternada, existem dois é maior no ramo capacitivo.
caminhos para a corrente elétrica circular, pelo
capacitor e pelo indutor. A largura da faixa ou faixa ressonante são
iguais em série e paralelo e o fator de qualidade
Se a fonte de CA operar em baixa frequência, a `Q`` tanto no circuito ressonante série como no
maior parte da corrente circulará pelo indutor do paralelo funciona da mesma forma, quanto
que pelo capacitor, porque XL é menor do que maior ``Q`` maior seletividade.
XC. Se, porém, a fonte de CA operar em alta FILTROS DE FREQUÊNCIA
frequência, a maior parte da corrente circulará
pelo capacitor porque XC é menor do que XL. A função de um filtro de frequência é efetuar a
separação de determinadas frequências de
Para uma determinada frequência a reatância componentes de C.C dos de C.A.
indutiva será igual à reatância capacitiva (XL =
XC), logo, o circuito entra em ressonância. Filtro Passa-Baixa = esse filtro destina se a
conduzir frequência abaixo da frequência de
corte.
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 35
Filtro Passa-Alta = esse filtro destina se a con- DEFLEXÃO VERTICAL E HORIZONTAL
duzir frequência acima da frequência de corte.
Se o TRC não tivesse a deflexão vertical e hori-
FILTROS DE CIRCUITOS SINTONIZADOS OU zontal, o feixe de elétrons emitido pelo canhão
RESSONANTES do TRC produziria um ponto luminoso no centro
da tela.
No circuito ressonante a característica é a óti-
ma seletividade e se tornam ideais para filtros Existem dois tipos de deflexão: Eletrostático e
de frequência, em série se tem uma baixa im- Eletromagnético
pedância á corrente em que esta
SINTONIZADA e uma Grande impedância no Circuito gerador de Base de Tempo ou gerador
RESTO das correntes do circuito. Já no dente de serra = tem a finalidade de mover o
PARALELO é o contrario. feixe da esquerda para a direita em uma veloci-
dade uniforme, esse movimento chama-se
Filtro Passa- faixa = ou passa banda deixa pas- Varredura Linear.
sar correntes dentro dos limites de uma faixa
continua.
Filtro Corta-Faixa = são destinados a suprir as CAPÍTULO 03
correntes de todas as frequências dentro de
uma faixa continua limitada. REQUISITOS PARA ANÁLISE DE
CIRCUITOS
CAPÍTULO 02
Uma fonte de tensão constante deve ter uma
resistência interna muito baixa.
OSCILOSCÓPIO
Não existe, na prática, um gerador de tensão
O osciloscópio é um instrumento de medição ideal; o que existe é o gerador de tensão real.
básico, permite observar valores e formas de
sinais em qualquer ponto do circuito. Consiste Existem vários tipos de geradores de tensão.
de um TRC (tubo de raios catódicos) e amplia- Entre eles, temos uma bateria, uma fonte de
dores auxiliares. CC regulada ou um seguidor de emissor.
TRC: O TRC é a parte mais importante do osci- O equivalente de Thévenin é um dispositivo que
loscópio, é um tubo de vidro com tela de fósfo- atua como um gerador de tensão constante.
ro, no seu interior contem um alto vácuo que
direciona o feixe de elétrons. O equivalente de Thévenin é muito empregado
na resolução de circuitos considerados comple-
Canhão eletrônico: fica dentro do TRC, é ele xos.
que direciona o feixe de elétrons pra tela do
TRC, o canhão possui um filamento, um catodo Um gerador de tensão constante tem como
(-), uma grade e dois anodos (+), o primeiro finalidade manter constante a tensão de saída,
anodo focalizador e o segundo anodo acelera- independente do valor da carga.
dor altamente positivo.
O gerador de corrente constante é capaz de
A finalidade da tela do TRC é transformar ener- fornecer uma corrente de valor constante a
gia cinética do elétron em energia luminosa. qualquer carga.
Para ter a cor verde na tela é usado silicato de
zinco, e na parte interior do tubo com exceção Um gerador de corrente ideal, na prática, não
da tela existe uma cobertura de AQUADAC que existe.
tem a função de devolver o excesso de elétrons
para o catodo. Um gerador de corrente ideal teria resistência
interna idealmente infinita.
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 36
O circuito equivalente de Norton é um gerador ples, constituído por um gerador, chamado de
de corrente constante, muito empregado na gerador de Thévenin, cuja tensão ETH, atuando
simplificação de circuitos complexos. em série com sua resistência interna RTH,
obriga a corrente a fluir através da carga”.
Um gerador de corrente constante é considera-
do “bom” quando o valor da sua resistência Outro teorema que emprega uma técnica se-
interna for no mínimo 100 vezes maior que o melhante à do teorema de Thévenin, é o teo-
valor de RL. rema de Norton.
Existem diversos métodos que visam solucio- Este teorema dez que: “Uma malha de dois
nar redes de correntes contínuas, cujas impe- terminais, pode ser substituída por um circuito
dâncias são essencialmente resistências linea- equivalente, que consiste de um gerador de
res e as tensões são constantes. corrente constante IN, em paralelo com sua
resistência interna RN”.
Quatro teoremas largamente empregados na
análise de circuitos são: Leis de Kirchoff, Teo- É possível fazermos uma equivalência entre
rema de Thévenin, teorema de Norton e teore- geradores de corrente e de tensão.
ma de Superposição.
Para isto tomamos as duas fórmulas de IL, para
No fornecimento de energia aos circuitos, te- cada gerador (de tensão e de corrente), igua-
mos a considerar as fontes de tensão e as fon- lamos estas fórmulas e consideramos iguais as
tes de corrente. resistências internas (RTH = RN = r).
Os geradores de tensão têm por finalidade O Teorema da Superposição facilita os cálculos
manter constante a diferença de potencial entre de circuitos com duas ou mais fontes.
dois pontos aos quais estejam ligados.
Os estudos de divisores de tensão e de corren-
Um gerador de corrente é aquele que mantém te podem facilitar em muito a resolução dos
constante a corrente em seus terminais. cálculos nos teoremas de Thévenin e de Nor-
ton.
É importante na análise de circuitos, a familiari-
zação com os seguintes termos: Rede, Nó,
Braço ou Ramo, Laço e Malha. CAPÍTULO 04
As leis de Kirchoff empregadas na solução de
redes complexas são duas: 1ª Lei ou “Lei dos DISPOSITIVOS SEMICONDUTORES
Nós” e 2ª Lei ou “Lei das Malhas”.
Os semicondutores são à base da eletrônica
A 1ª Lei de Kirchoff diz o seguinte: “A soma das moderna, pois diodos, transistores, circuitos
correntes que entram em um nó, é igual à soma integrados e muitos outros dispositivos são
das correntes que saem do nó”. construídos tendo por base o silício e o Germâ-
nio, o cristal semicondutor mais utilizado.
A 2ª Lei de Kirchoff, no seu enunciado diz: “Em
qualquer circuito elétrico fechado, a soma algé- Ligações covalentes
brica das quedas de potencial deve ser igual à
soma algébrica das elevações de potencial”. O silício e o germânio são tetravalentes, ou
seja, possuem quatro elétrons nas suas cama-
Quando as leis de Ohm e Kirchoff já não dis- das de valência. Para que os átomos de silício
põem dos recursos necessários para a resolu- e germânio se tornem estáveis, é necessário
ção de circuitos mais complexos, lançamos que ambos completem as suas camadas de
mão de outras ferramentas. valência com oito elétrons. Os átomos de silício
e germânio conseguem esse objetivo formando
O teorema de Thévenin é uma das formas utili- uma estrutura chamada de rede cristalina, onde
zadas na resolução de malhas complexas. um átomo central compartilha um elétron com
cada um de seus quatro vizinhos.
O teorema de Thévenin pode ser assim enun-
ciado: “Qualquer rede de dois terminais pode
ser substituída por um circuito equivalente sim-
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 37
O silício e o germânio nascem isolantes, e pas- Junções PN
sam a serem condutores quando são adiciona-
dos impurezas. Quando um cristal tipo N é unido a um cristal
tipo P, alguns elétrons livres do cristal N inva-
O efeito da temperatura sobre os semiconduto- dem o cristal P. Ao saírem do cristal N, estes
res: A rede cristalina ou o compartilhamento do elétrons formam íons positivos neste cristal e
elétron que torna o átomo estável só acontece ao entrarem no cristal P, completam uma lacu-
na temperatura de zero absoluto. Se aplicarmos na e formam um íon negativo neste cristal. Es-
uma DDP (TENSÃO) em um cristal semicondu- sa combinação de portadores acaba formando
tor PURO, obteremos uma corrente elétrica uma barreira de íons (Camada De Deplexão)
proporcional á temperatura que o cristal supor- na fronteira entre os dois cristais e continua até
ta. Para uma mesma temperatura, a corrente que a quantidade de íons negativos no cristal P
que circula no Germânio é muito Maior do que acaba por repelir e impedir a passagem dos
a corrente que circula no Silício, o que indica elétrons livres do cristal N.
que as ligações covalentes do silício são muito
mais estáveis do que o germânio. Camada de depleção: A região da fronteira
entre os dois cristais onde ficaram depositados
DOPAGEM DO CRISTAL SEMICONDUTOR os íons é chamada de camada de depleção.
É um processo químico com a finalidade de Barreira de potencial: Podemos dizer que bar-
adicionar ``impurezas`` no interior da estrutura reira de potencial é força com que os íons ne-
cristalina do semicondutor a fim de se obter gativos do cristal P repelem os elétrons livres
tipos de cristais com características positivas e do cristal N e os impedem de atravessar a jun-
negativas que juntas irão formar os diversos ção. Para vencer esta força, é necessária a
tipos de componentes semicondutores. aplicação de uma diferença de potencial de
0,7V para os diodos de silício e de 0,2V para os
DOPAGEM COM ELEMENTO ENTAVALENTE diodos de germânio.
TIPO (N)
OBS: Em polarização reversa a camada de
Quando um cristal semicondutor é dopado com deplexão tende se a expandir, aumentando
impurezas penta valentes ou DOADORAS ainda mais a barreira de potencial, impedindo a
(Fosforo ou Arsênio), obtemos um cristal tipo N, passagem de elétrons.
pois possui grande números de elétrons livres 5
elétrons na camada de valência. Importante: POLARIZAÇÃO DIRETA DE UMA JUNÇÃO PN
Dessa forma os Portadores tipo N (Elétrons)
são MAJORITARIOS, e o tipo P Quando ligamos o terminal negativo da fonte de
MINORITARIOS. tensão no cristal N e o terminal positivo no cris-
tal P e aplicamos uma diferença de potencial
DOPAGEM COM ELEMENTO TRIVALENTE maior do que o valor da barreira da potencial
TIPO (P) (0,7V para diodos de silício e 0,2V para diodos
de germânio) está polarizando diretamente a
Quando um cristal semicondutor é dopado com junção PN.
impurezas Trivalentes ou ACEITADORAS (
INDIO ou GALIO), obtemos um cristal tipo P , Todo diodo (junção PN) polarizado diretamente
pois possui grande números de Lacunas ou apresenta uma resistência muito baixa e con-
falta de elétrons livres ou seja 3 elétrons na duz a corrente elétrica intensamente.
camada de Valencia, dessa forma o conjunto
do átomo permanece eletricamente neutro. Polarização inversa da junção PN Quando o
Importante: Dessa forma os Portadores tipo P terminal positivo da fonte é aplicado ao cristal N
(Lacunas) são MAJORITARIOS, e o tipo N e o terminal negativo ao cristal P, a junção (dio-
MINORITARIOS. do) está reversamente polarizada e seu com-
portamento é análogo ao de uma chave aberta,
OBS: Depois de dopados os semicondutores não apresentando condução de corrente elétri-
tipo N ou tipo P podem ser usados como dio- ca.
dos, transistores etc.
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 38
Diodo retificador CA em CC: Representa a maioria das fontes de
força eletrônica. A energia CA geralmente pro-
Existem muitos tipos de diodos, tais como o vém da rede de 110/220V 60Hz.
diodo zener, o SCR, o fotodiodo entre outros,
porém um dos mais utilizados é o diodo retifi- CC em CA: É mais conhecido como inversor.
cador. O anodo (positivo) é um cristal do tipo P Este dispositivo é necessário quando se neces-
e o catodo (negativo) é um cristal do tipo N. sita de energia CA e só se dispõe de baterias e
pilhas como fonte de energia, ou seja, só de
Ruptura da junção PN energia CC.
Os diodos possuem limitações que não podem CC em CC: É mais conhecido como conversor
ser ultrapassadas, resultando na destruição da CC-CC. É utilizada quando está disponível
junção PN. A ruptura da junção de um diodo apenas tensão contínua de pilhas ou baterias e
pode ser causada por vários fatores como cor- se faz necessária uma tensão contínua de valor
rente direta além da suportada, tensão reversa mais alto que a fornecida.
acima da tensão de ruptura e ruptura por efeito
térmico. Tensão alternada senoidal
Aumento da corrente direta além da máxima Ciclo: Ciclo é um conjunto de valores que se
suportada: Um dos efeitos da corrente elétrica repetem periodicamente.
é o efeito joule, que é o aumento da temperatu-
ra com o aumento da corrente. Semiciclos: A parte do ciclo acima do eixo dos
tempos é chamada de semiciclo positivo e a
Aumento da tensão reversa acima da tensão de parte do ciclo abaixo do eixo dos tempos é
ruptura:. Dois elétrons libertam quatro, quatro chamada de semiciclo negativo.
libertam oito e este ciclo provoca um efeito de
avalanche ou break down que provoca a des- Período (T): É o tempo necessário para com-
truição da junção. pletar um ciclo. A unidade do período é o se-
gundo (s).
Ruptura por efeito térmico: Na ruptura por efeito
térmico, o aumento da temperatura provoca um Frequência: É o número de ciclos que ocorrem
aumento dos portadores minoritários e da cor- por segundo. A unidade da frequência é o Hertz
rente reversa. O aumento da corrente provoca (Hz).
um novo aumento da temperatura e este ciclo
acaba por destruir a junção PN por dissipação Valor eficaz: Se considerarmos uma tensão
excessiva de potência. alternada e uma tensão contínua de mesmo
valor alimentando um mesmo resistor percebe-
remos que a dissipação de potência é diferente
e expressa pela relação: Vef = 0,707. VP.
CAPÍTULO 05
Etapas de uma fonte de força CA-CC
FONTES DE FORÇA ELÉTRICA
Ajuste da amplitude da tensão CA: Esta
Tipos de fonte de força: etapa abaixa ou eleva amplitude da tensão
alternada por meio de um transformador.
Existem basicamente três tipos de fonte de
força CC: Retificação: Na etapa de retificação, a tensão
alternada é transformada em tensão contínua
Pilhas e baterias: Convertem energia química pulsante por meio de diodos retificadores.
em energia elétrica CC.
Filtragem: Na etapa de filtragem, a tensão con-
Geradores CC: Convertem energia mecânica tínua pulsante é filtrada e transformada em
em energia elétrica CC. contínua pura por meio de um capacitor, uma
combinação de capacitores e indutores ou uma
Fontes de força eletrônica: Convertem tensão combinação de capacitores e resistores.
CA em CC, CC em CA ou CC em CC.
Regulagem: A etapa de regulagem garante
uma tensão constante para a carga, indepen-
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 39
dente de variações de tensão na entrada CA ou Retificador de onda completa
das variações de resistência da própria carga.
Um retificador de onda completa utiliza um
Ajuste da amplitude da tensão alternada transformador que possui no enrolamento de
secundário uma tomada central (center-tape), e
O ajuste da amplitude da tensão alternada em dois diodos retificadores. A tensão total forneci-
uma fonte de força eletrônica é feito por um da pelo secundário de um transformador com
transformador. Em um transformador, a potên- center-tape é o dobro da tensão fornecida para
cia do primário é igual a potência do secundário a carga.
e a elevação ou abaixamento da tensão é con-
seguido através do número diferente de espiras Em um retificador de onda completa, cada dio-
para o primário e para o secundário. do retificador conduz alternadamente, e a carga
recebe os dois semiciclos da tensão da rede. A
Retificação tensão de saída de um retificador de onda
completa é chamada de tensão contínua pul-
Retificador de meia onda sante, e possui frequência igual ao dobro da
frequência da tensão de entrada. A tensão mé-
O diodo retificador (TRANSFORMA DE AC dia de saída de um retificador de onda comple-
PARA DC PULSANTE NA SAIDA E SUA ta é igual a 0,636 vezes a tensão de pico (Vp).
FINALIDADE É FUNCIONAR COMO CHAVE Os diodos retificadores deverão suportar uma
NO CIRCUITO) possui a característica de con- tensão reversa superior à tensão de pico (VP).
duzir a corrente elétrica quando está polarizado A vantagem do retificador de onda é que todos
diretamente (Positivo no anodo e negativo no os semiciclos da tensão de entrada são trans-
catodo), e de impedir a circulação da corrente mitidos para a carga.
elétrica quando está polarizado inversamente
(Negativo no anodo e positivo no catodo). Retificador em ponte (NÃO USA CENTER TAP)
Para um determinado semiciclo da tensão al- Um retificador em ponte utiliza quatro diodos
ternada de entrada o diodo está polarizado retificadores em uma configuração chamada de
diretamente, conduzindo a corrente elétrica ponte, NÃO USA transformador com center-
através da carga (RL). tape.
Para o semiciclo oposto, o diodo está polariza- A tensão média de saída de um retificador em
do reversamente, bloqueando a circulação da ponte é igual a 0,636 vezes a tensão de pico
corrente elétrica. O retificador de meia onda (Vp). Os diodos retificadores deverão suportar
possui baixa eficiência, pois apenas um semici- uma tensão reversa superior à tensão de pico
clo do sinal de entrada é transmitido para a (VP). A vantagem do retificador em ponte
carga.
é que todos os semiciclos da tensão de entrada
A tensão de saída de um retificador de meia são transmitidos para a carga.
onda é chamada de tensão contínua pulsante
de meia onda, e possui frequência igual a da Filtragem
tensão de entrada.
A função do circuito de filtro é transformar a
A tensão média de saída de um retificador de tensão contínua pulsante proveniente do retifi-
meia onda é igual a 0,318 vezes a tensão de cador em uma tensão contínua pura.
pico (Vp).
Fator de ripple: Podemos considerar o ripple ou
O diodo deverá suportar uma tensão reversa tensão de ondulação como sendo uma forma
superior à tensão de pico do secundário do de onda não senoidal sobreposta ao nível mé-
transformador (VP). dio CC.
A vantagem do retificador de meia onda é a Geralmente, usa-se como regra um ripple má-
simplicidade, pois utiliza apenas um diodo. ximo de 6% da tensão da fonte.
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 40
Filtro a capacitor cidade de rompimento, os fusíveis podem ser
classificados em três faixas: ação retardada,
O filtro mais simples e mais empregado é o retardo médio e alta velocidade.
filtro a capacitor. O capacitor é um componente
eletrônico que possui a característica de se A diferença entre os disjuntores e os fusíveis é
opor à variação da tensão. que os disjuntores podem ser rearmados me-
canicamente, isto é, o disjuntor não se queima,
C = Valor do capacitor de filtro em Farads. I = ele se desarma.
Corrente CC na carga em ampéres.
t = Período da tensão de ondulação CA, em
segundos. CAPÍTULO 06
Er = Máxima tensão de ondulação (ripple) pico- TRANSISTOR DE JUNÇÃO
a-pico permitida, em volts.
Transistor de junção bipolar (TJB)
Podemos perceber que quanto maior o período,
maior o valor do capacitor necessário para a Os transistores são componentes eletrônicos
filtragem. Quanto maior o capacitor empregado construídos a partir de cristais semicondutores,
na filtragem, menor o ripple ou tensão de ondu- principalmente o silício e o germânio. Sua fun-
lação na tensão contínua de saída. ção é amplificar a corrente elétrica, sendo em-
pregado principalmente em amplificadores,
O capacitor deverá suportar uma tensão rever- osciladores e no interior de circuitos digitais.
sa superior à tensão de pico (Vp).
Existem dois tipos de transistores de junção
Filtros LC e RC bipolar, o NPN e o PNP.
Embora o filtro a capacitor seja o mais simples, NPN seta pra fora PNP seta pra dentro.
pode-se melhorar a filtragem usando-se induto-
res (choques) e resistores em combinação com Os transistores possuem três terminais: coletor,
ele. Um choque reduz a amplitude do ripple, base e emissor.
pois o indutor possui a característica de ser
opor a variação de corrente. Características gerais dos transistores de jun-
ção bipolar (TJB) Para funcionar corretamente,
A vantagem dos filtros LC e RC é a diminuição os TJBs necessitam da polarização adequada:
do ripple. A desvantagem do filtro LC é o tama-
nho e o peso dos indutores necessários e a Junção base-emissor: Deverá ser polarizada
desvantagem do filtro RC é a perda de energia diretamente. Possui uma queda de tensão de
na resistência do conjunto. 0,7V nos transistores de silício e de 0,2V nos
transistores de germânio.
Regulagem
Junção base-coletor: Deverá ser polarizada
Os circuitos de regulagem impedem que qual- reversamente.
quer variação da tensão de entrada CA seja
transferida para a saída CC e também que IE= IB+IC
variações da corrente de carga afetem a quali-
dade e a amplitude da tensão de saída. A corrente que circula pelo terminal emissor é
igual à soma das correntes da base e do cole-
Os circuitos reguladores utilizam diodos zener tor.
ou circuitos integrados como referência de ten-
são e transistores de passagem para aumentar VCE= VBE+VBC
a capacidade de fornecimento de corrente da
fonte de força eletrônica. A queda de tensão entre os terminais de emis-
sor e coletor é igual à soma das quedas de
Tipos de proteção contra sobrecarga tensão entre base e emissor e base e coletor.
As proteções mais utilizadas são os fusíveis e Tipos de configuração
os disjuntores (circuit breakers). Quanto a velo-
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 41
O transistor pode ser ligado ao circuito de três A configuração emissor comum é a mais utili-
maneiras diferentes: zada das três configurações, portanto, exempli-
ficaremos as curvas características dos transis-
BASE COMUM EMISSOR COMUM tores de junção bipolar nesta configuração.
COLETOR COMUM
Curva característica de entrada
OBS.: O BETA É O GANHO DO TRANSISTOR,
o ganho se da sempre na relação de TENSÃO A curva de entrada relaciona a tensão de en-
DE ENTRADA E TENSÃO DE SAIDA. trada, a corrente de entrada e a tensão de saí-
da.
Cada configuração apresenta vantagens e des-
vantagens. Na configuração emissor comum, a tensão de
entrada é VBE (tensão entre base e emissor), a
Base comum: (VBC) O sinal é aplicado entre corrente de entrada é IB (corrente de base) e a
emissor e base e é retirado entre coletor e ba- tensão de saída é VCE (tensão entre coletor e
se. Apresenta ganho de corrente menor do que emissor).
a unidade e ganho de tensão elevado.
Curva característica de saída
IMPORTANTE: baixa impedância de entrada
(Z) e Alta (Z) de saída. Amplificação DE A curva de saída relaciona a tensão de saída, a
CORRENTE igual a UM sem defasagem de corrente de saída e a corrente de entrada.
sinal.
Na configuração emissor comum, a tensão de
Coletor comum: (VCC) O sinal é aplicado entre saída é VCE (tensão entre coletor e emissor), a
base e coletor e é retirado entre emissor e cole- corrente de saída é IC (corrente de coletor) e a
tor. Apresenta ganho de corrente elevado e corrente de entrada é IB (corrente de base).
ganho de tensão menor do que a unidade.
ALTA impedância de Entrada e Baixa impedân- Curva de máxima dissipação de potência
cia de saída. Amplificação DE TENSÃO igual a
UM sem defasagem de sinal Emissor comum: A potência dissipada por uma transistor é defi-
(VCE) O sinal é aplicado entre base e emissor nida pela multiplicação da corrente de coletor
e é retirado entre coletor e emissor. Apresenta pela tensão entre coletor e emissor: Pmáx = IC.
ganho de corrente e tensão intermediários, VCE.
podendo ser usado como amplificador de cor-
rente ou tensão. Reta de carga: A reta de carga é traçada sobre
a curva de saída e determina os limites máxi-
IMPORTANTE: Media impedância de entrada mos (saturação) e mínimos (corte) de trabalho
(Z) e Alta (Z) de saída. do transistor.
Esta configuração apresenta uma defasagem Saturação: Na saturação, a tensão VCE é pró-
de 180º entre a tensão de entrada e saída, xima de zero.
pode amplificar o sinal de saída ate
CENTENAS DE VEZES É O MAIS USADO. Corte: No corte a VCE é igual a tensão da fonte
de alimentação.
IMPORTANTE: A CORRENTE DE FUGA (ICO)
É COMUM NOS Ponto Quiescente (Q) ou ponto de trabalho: É
determinado sobre a reta de carga.
TRANSISTORES DEVIDO AOS
PORTADORES MINORITARIOS. A
PRINCIPAL CORRENTE DE FUGA É A DE
COLETOR PARA BASE (ICBO). VARIOS
SISTEMAS SÃO USADOS PARA MANTER A
IC CONSTANTE OU MESMO COM O
AUMENTO DA ICO, UTILIZANDO SISTEMAS
DE REALIMENTACAO CONTINUA CC.
Curvas característica do transistor de junção
bipolar
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 42
A tensão em que a avalanche começa é cha-
CAPÍTULO 07 mada de tensão de ruptura.
ESTABILIZAÇÃO DA POLARIZAÇÃO Os fabricantes especificam as tensões de rup-
DE TRANSISTORES tura entre coletor e base e entre coletor e emis-
sor.
Limitações dos transistores bipolares (TJB)
BVBCO: Tensão de ruptura entre coletor e ba-
Como qualquer componente eletrônico, o tran- se. A letra o B significa breakdown, e a letra O
sistor em funcionamento normal, não deve ul- que o emissor está aberto (open).
trapassar os valores limites de tensão, corrente,
potência, temperatura e frequência que são BVCEO: Tensão de ruptura entre coletor e
fornecidos pelo fabricante, sob pena de de- emissor com a base aberta.
sempenho não satisfatório, diminuição do tem-
po de vida ou mesmo destruição do componen- Limitações de potência
te.
Esta limitação é considerada a mais importante
Limitações de correntes para os transistores. Em um transistor, a potên-
cia é dissipada pelo coletor. A dissipação de
A principal limitação de corrente é a corrente de potência em qualquer componente eletrônico
coletor (IC). Eventualmente, o fabricante pode provoca aquecimento.
fornecer, também, os valores máximos das
correntes de base (IB) e de emissor (IE). Caso o aumento de temperatura no transistor
não seja controlado, o componente corre um
Limitações de tensões sério risco de ser danificado. Para limitar a
temperatura de trabalho são utilizados dissipa-
Como limitação de tensão, geralmente o fabri- dores de calor, ventoinhas e componentes sen-
cante fornece os valores máximos das tensões síveis à temperatura nos circuitos de polariza-
entre os três terminais, ou seja, os valores má- ção.
ximos de VBE (tensão entre base e emissor),
VBC (tensão entre base e coletor) e VCE (ten- Instabilidade térmica dos transistores Os semi-
são entre coletor e emissor). condutores são muito sensíveis a temperatura,
pois a estabilidade da rede cristalina só é per-
VBE: Para VBE, a informação mais importante feita no zero absoluto. Conforme a temperatura
é a tensão máxima reversa, pois a junção base aumenta, a rede cristalina se torna instável,
emissor é polarizada reversamente quando o liberando elétrons e formando lacunas. Esses
transistor é utilizado como chave. elétrons ou lacunas são diretamente responsá-
veis pela corrente de fuga nos semicondutores.
VBC e VCE: A junção base coletor é normal-
mente polarizada reversamente, portanto o Os transistores apresentam uma corrente de
fabricante fornece os valores máximos reversos fuga indesejável chamada de ICBO. Esta cor-
para VCE e VBC. rente flui entre coletor e base estando o termi-
nal de emissor aberto. Quando o transistor é
Avalanche ou breakdown: Quando um compo- polarizado, esta corrente de fuga é amplificada
nente construído com base em cristais semi- conforme o ganho do transistor.
condutores é polarizado reversamente, os por-
tadores minoritários (existem em proporção à Variação do ganho dos transistores
temperatura) são acelerados em direção à ca-
mada de depleção. Se a diferença de potencial O ganho de um transistor pode sofrer enormes
reversa aumentar drasticamente, a velocidade variações.
dos portadores minoritários também aumenta,
provocando choques entre os portadores mino- Temperatura: Quando a temperatura aumenta,
ritários e os elétrons da estrutura cristalina. o ganho de um transistor aumenta.
Os choques fornecem energia e liberam mais Corrente de coletor (IC): Quando a corrente de
portadores que provocam novos choques, le- coletor aumenta, o ganho inicialmente aumenta,
vando a destruição do componente eletrônico. porém para valores muito elevados da corrente
de coletor, o ganho passa a diminuir.
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 43
Diferenças de fabricação: Para dois transistores Na estabilização da polarização de estágios de
iguais, fabricados no mesmo lote, o ganho pode potência dois dispositivos são usados na esta-
varias consideravelmente (em torno de 300%). bilização da polarização de estágios de potên-
cia: o diodo retificador e os termistores ou resis-
Podemos concluir que qualquer projeto basea- tores NTC.
do no ganho de um transistor será certamente
fracassado, pois o ganho depende da variação A corrente de coletor do transistor depende da
da corrente de coletor e da temperatura. temperatura. A estabilização de estágios de
potência utiliza elementos sensíveis à tempera-
Polarização tura que alteram a polarização.
Em uma primeira análise, polarizar é aplicar as A utilização dos termistores e dos diodos no
tensões corretas entre as junções do transistor, circuito visa sempre à diminuição da tensão
ou seja, polarizar diretamente a junção base- entre base e emissor (VBE), o que provoca a
emissor e reversamente a junção base-coletor. diminuição da corrente de base e da corrente
de coletor.
Estabilização
Transistores especiais
Estabilizar a polarização de um transistor é
construir circuitos de polarização auto ajustá- Transistores de efeito de campo (FET) transis-
veis para que as variações da corrente de cole- tores unipolares O transistor de efeito de cam-
tor (em função do aumento da temperatura ou po, conhecido como FET (Field Effect Transis-
variação do ganho) sejam corrigidas e o ponto tor) ou TEC são. As diferenças fundamentais
Q não mude de lugar ao longo da reta de carga, entre os transistores de efeito de campo (FETs)
esse ponto ``Q`` tem que ficar entre o ponto e os de junção bipolar (TJBs), é que nos FETs
Máximo (saturação) e o mínimo (corte) para um a corrente é dada pelo fluxo de portadores de
bom funcionamento do transistor (TJB). um só tipo, e por este motivo, os transistores de
efeito de campo são conhecidos como transis-
A corrente de base é diretamente proporcional tores unipolares (UJT OU TJU) em contraposi-
à tensão entre base e emissor. ção aos demais que são bipolares.
Os métodos podem variar, mas todos os circui- A outra grande diferença é que os FETs são
tos de estabilização buscam diminuir a VBE, transistores controlados pela tensão, enquanto
diminuindo assim a corrente de base, conse- os TJBs são controlados pela corrente. A prin-
quentemente, diminui a corrente de coletor. cipal vantagem dos transistores de efeito de
campo é a elevada impedância de entrada. Os
Polarização automática com RB (Resistor de principais transistores de efeito de campo são:
Base) ligado ao coletor Esta forma de estabili- o JFET (Junction Field Effect Transistor) e o
zação é bastante eficiente, possuindo apenas o MOSFET (Metal Oxide Semiconductor Field
inconveniente da realimentação de CA do cole- Effect Transistor).
tor para a base Estabilização por realimentação
de CC com RE Esta polarização é pouco utili- JFET
zada porque limita a corrente de coletor e a
potência do circuito. O JFET ou TECJ é o mais comum dos transis-
tores de efeito de campo. Ele é de silício, que
Polarização por divisor de tensão pode ser do tipo “N” ou “P”, possui dreno (drain)
e fonte (source) e a porta (gate) ou gatilho.
A polarização por divisor de tensão é a mais
utilizada porque é praticamente imune às varia- MOSFET
ções da corrente de coletor.
O MOSFET (Metal Oxide Semiconductor Field
A base do transistor é alimentada por um divi- Effect Transistor) ou IGFET (Insulated Gate
sor de tensão estabilizado e a corrente de cole- Field Effect Transistor) é o transistor de efeito
tor é determinada fixando-se a corrente de de campo mais utilizado em aplicações que
emissor. Esta configuração é bastante utilizada requerem uma altíssima impedância de entra-
em pré-amplificadores e possui ótima qualidade da. Em um MOSFET, o gatilho está isolado do
de estabilização. canal por uma camada de dióxido de silício
(vidro), material altamente isolante, o que torna
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 44
a corrente de porta extremamente pequena Amplificador classe “C” A operação em classe
seja a porta positiva ou negativa. “C” é polarização inversa da junção de entrada
do transistor (120º).
Os transistores MOSFET são amplamente utili-
zados na fabricação de circuitos integrados. Sistemas de acoplamento
Construção física do UJT Um simples estágio amplificador, normalmente
não é suficiente nas aplicações em aparelhos
Símbolo do UJT Oscilador de relaxação O tran- receptores, em transmissores e outros equipa-
sistor de junção única (UJT ou TJU) é um dis- mentos eletrônicos. Um ganho mais elevado é
positivo semicondutor de três terminais que tem obtido pelo acoplamento de vários estágios
sua principal aplicação em circuitos osciladores amplificadores.
não senoidais e de comutação. Utilizando o
UJT é possível construir um excelente oscilador A finalidade dos sistemas de acoplamento é o
de relaxação para controlar o disparo de tiristo- casamento de impedâncias entre os estágios e
res. o isolamento da corrente contínua de uma eta-
pa para outra, permitindo apenas a passagem
do sinal.
CAPÍTULO 08 Casamento de impedâncias
AMPLIFICADORES TRANSISTORIZADOS O estágio de entrada deve ter a impedância
igual à fonte de sinal e o estágio final deve ter
Os amplificadores transistorizados ou seja, impedância igual à carga.
possuem transistores podem ser classificados
de acordo com a frequência de operação, a Acoplamento RC
classe de operação, o sistema de acoplamento
e o uso. Oferecem (Baixa Eficiência), (Resposta de fre-
quência limitada pelo efeito shunt, ou seja, boa
Frequência de operação qualidade na faixa de áudio), (Aplicação Ampli-
ficadores de áudio (20 a 20KHz).
Amplificadores de audiofrequência. Estes am-
plificadores atuam em uma faixa de frequência Acoplamento por impedâncias
que vai de 20Hz a 20KHz, usados em recepto-
res de rádio e intercomunicadores. É igual o acoplamento RC porem sua Aplicação
é em Amplificadores de radiofrequência (30KHz
Amplificadores de videofrequência. Estes am- a vários GHz).
plificadores abrangem uma ampla faixa de fre-
quência que vai de 30KHz a 6MHz usados em Acoplamento a transformador
vídeo de radares e televisores.
Oferecem (Eficiência Máxima), (Resposta de
Amplificadores de radiofrequência vai de 30KHz frequência é considerada pobre), (Aplicação
até vários GHz. Estes amplificadores são usa- tem sido evitada pois é caro e pesado)
dos, em circuitos de sintonia de rádios.
Acoplamento direto
Classe de operação
A eficiência deste tipo de acoplamento depende
A classe de operação está relacionada com a das resistências de coletor e base dos transis-
posição do ponto “Q” ao longo da reta de carga. tores utilizados nos estágios.
Amplificador classe “A” O amplificador classe Aplicação: Amplificadores de tensão contínua.
“A” opera durante os dois semiciclos do sinal de (abaixo de 10Hz).
entrada (360º).
Amplificador classe “B” O amplificador classe
“B” opera durante um semiciclo do sinal de
entrada (180º).
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 45
uma correta relação de fase, para dar uma
realimentação regenerativa com a energia de
CAPÍTULO 09 entrada.
Osciladores transistorizados Oscilador Armstrong (simples)
O oscilador Armstrong é o mais simples dos
osciladores a transistor. A frequência de oscila-
OSCILAÇÃO ELETRÔNICA
ção é a frequência de ressonância do circuito
tanque.
Como foi dito anteriormente o oscilador eletrô-
nico transforma a energia CC em energia CA.
Oscilador Hartley (série ou paralelo)
Para que haja essa transformação é necessário
que parte do sinal de saída retorne à entrada
de forma adequada, ou seja, é necessário que Neste circuito, a realimentação é obtida através
haja uma realimentação positiva. de uma indutância dividida e temos osciladores
desse tipo alimentados em série e em paralelo.
O transistor funciona como uma chave e con-
duz periodicamente sempre que a energia é A frequência de oscilação é a frequência de
realimentada desde o circuito sintonizado, a fim ressonância do circuito tanque.
de manter as oscilações do circuito tanque.
Oscilador Colpitts (paralelo)
Para obtenção da frequência de operação do
oscilador podem ser incorporados ao circuito, O oscilador Colpitts assemelha-se ao oscilador
conjuntos indutância-capacitância, um cristal ou Hartley alimentado em paralelo, porém, ao in-
ainda uma rede resistiva capacitiva. As tensões vés de ter o conjunto de indutância dividida
de polarização para o oscilador são as mesmas para realimentação, usa um conjunto de capa-
necessárias para um amplificador a transistor. citância dividida. A frequência de oscilação é a
frequência de ressonância do circuito tanque.
Um fator muito importante no projeto de oscila-
dores é a estabilização do ponto “Q” do circuito, Cristais osciladores (piezoeléctrico)
pois a instabilidade de operação CC afetará a
amplitude do sinal de saída bem como a sua É o efeito piezoeléctrico (VIBRACAO) que é
frequência. Os circuitos osciladores são larga- conseguido quando é aplicada uma diferença
mente usados em radiocomunicação e em ele- de potencial em um cristal oscilador, geralmen-
trônica industrial. te o quartzo. A frequência de oscilação funda-
mental de um cristal depende da largura, da
Tanques ressonantes espessura e do tipo de corte do cristal.
Se o capacitor e o indutor fossem ideais (sem Circuito Multivibrador estável
perdas), esse processo continuaria indefinida-
mente, mas na prática não é isso o que ocorre, O multivibrador é um circuito eletrônico capaz
pois o indutor e o capacitor apresentam uma de produzir uma tensão de saída em forma de
resistência a qual dissipa parte do sinal em onda quadrada ou retangular. Os circuitos mul-
forma de calor, havendo, portanto a necessida- tivibrador são, atualmente, muito usados em
de de ligar a chave novamente na bateria, a fim receptores de TV, osciloscópios, computadores
de carregar mais uma vez o capacitor C1 com- e sistemas digitais em geral.
pensando a referida perda de energia.
CIRCUITOS OSCILADORES BÁSICOS Oscilador a cristal
Amplificador
Este fenômeno é chamado de efeito piezoelé-
O circuito oscilador é basicamente um amplifi- trico. Se um cristal piezoelétrico, geralmente
cador que sofre uma realimentação, ou seja, quartzo.
para gerar uma energia CA, uma porção da
energia de saída do amplificador a transistor Para oscilarem perfeitamente, os cristais de-
deve ser retornada ao circuito de entrada, com vem ainda ser submetidos a um tratamento de
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 46
laboratório, onde sofrerão um determinado tipo cidos como transistores unipolares em contra-
de corte, que é um dos fatores determinantes posição aos demais que são bipolares.
da frequência de oscilação.
O mais comum dos transistores de efeito de
Podemos dizer que a maioria dos cristais apre- campo é o tipo de junção, também chamado de
sentam efeito piezoelétrico, mas poucos são TECJ ou JFET.
adequados para serem usados como equiva-
lentes de circuitos sintonizados para fins de Em cada extremo da barra são feitos contatos
frequência. Entre esses poucos cristais encon- ôhmicos que são chamados de dreno (drain) ou
tram-se o quartzo, o sal de Rochelle e a Turma- fonte (source). No centro, em torno da barra, é
lina. aplicada uma camada de silício do tipo oposto
ao do material do canal (tipo N ou P). Neste
A frequência de oscilação fundamental de um material é feito contato ôhmico, formando a
cristal depende da largura, da espessura e do porta ou gatilho (gate).
tipo de corte do cristal. Quanto mais delgado for
o cristal, mais elevada será a frequência de O gatilho, normalmente polarizado Inversamen-
oscilação. te em relação à fonte, faz com que a entrada
tenha alta impedância. A fase do sinal de saída
Circuito multivibrador estável está 180 graus invertida em relação ao sinal de
entrada.
O circuito multivibrador estável é aquele que A principal vantagem do transistor de efeito de
não necessita de pulsos de excitação na entra- campo diz respeito à sua impedância de entra-
da, para o seu funcionamento. Basicamente o da que, na realidade, é dada pela impedância
circuito é formado por dois transistores que de um diodo inversamente polarizado.
conduzem alternadamente.
Outro tipo de transistor de efeito de campo, o
Enquanto um dos transistores é levado ao corte chamado IGFET (Insulated Gate Field Effect
o outro é levado à saturação, pois o corte de Transistor), também chamado MOSFET (Metal
um transistor produz um pulso que satura o Oxide Semiconductor Field Effect Transistor).
outro.
A vantagem deste tipo de transistor é a eleva-
Como principais características do multivibrador díssima impedância de entrada, e é com este
estável, podemos citar: tipo que se consegue obter os valores mais
elevados. Outra extraordinária vantagem deste
Tem sua frequência de oscilação controlada último tipo de FET é que ele possibilita a fácil
pelas constantes de tempo de carga e descar- fabricação de complexos arranjos integrados
ga dos capacitores. com aplicações sem limites no campo digital.
A saída pode ser retirada de qualquer um dos TRANSISTOR DE UNIJUNÇÃO
coletores dos dois transistores usados.
O transistor de junção única (TJU ou UJT) é um
dispositivo semicondutor de três terminais que
tem sua principal aplicação em circuitos oscila-
CAPÍTULO 10 dores não senoidais e de comutação.
TRANSISTORES ESPECIAIS - TRANSISTOR Ele é constituído por uma pequena barra de
DE EFEITO DE CAMPO silício do tipo N, na qual são feitos contatos
ôhmicos nos extremos que são denominados
Base 1 (B1) e Base 2 (B2) e na parte lateral é
O transistor de efeito de campo, conhecido feita uma junção PN, na qual também é feito
como TEC ou FET (Field Effect Transistor), A um contato ôhmico, o que constitui o emissor
diferença fundamental entre os transistores de
efeito de campo e os de junção convencionais é O dispositivo apresenta uma resistência negati-
que nos primeiros, a corrente é dada pelo fluxo va, característica esta que permite a aplicação
de portadores de um só tipo. Por este motivo, do transistor de unijunção em osciladores (ge-
os transistores de efeito de campo são conhe- radores dentes-de-serra, multivibradores, etc).
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 47
o invólucro do tipo TO (metálico), extensiva-
CAPÍTULO 11 mente usado em muitos tipos de transistores.
CIRCUITOS INTEGRADOS A contagem de pinos de circuitos integrados
com encapsulamento do tipo “dual” é feita, con-
tando-se a partir do guia de referência no senti-
Um circuito integrado é um caso particular de do anti-horário Já para o CI com encapsula-
microeletrônica, recebendo essa denominação mento do tipo TO a contagem é feita do pino
um conjunto inseparável de componentes ele- guia para a direita no sentido horário, quando a
trônicos, em uma única estrutura, a qual não vista interior de sua base estiver voltada para o
pode ser dividida sem que se destruam suas observador.
propriedades eletrônicas.
Os circuitos integrados de semicondutores po-
dem ser divididos em dois grupos: os circuitos CAPÍTULO 12
monolíticos e os circuitos híbridos. Nos circuitos
monolíticos todos os componentes dos circuitos SENSORES
são fabricados por meio de uma tecnologia
especial dentro de uma mesma pastilha de SENSOR DE UMIDADE
silício, enquanto que nos circuitos híbridos,
várias pastilhas são colocadas em um mesmo
invólucro e são conectadas entre si.
São materiais semicondutores cuja resistência
varia com a umidade relativa do ar.
Nos circuitos integrados monolíticos o processo
usado atualmente para a fabricação de CI (cir-
De temperatura
cuito integrado), é baseado na técnica de difu-
são do silício.
Existem termistores com coeficiente de tempe-
ratura positiva (PTC) e negativo (NTC), ou seja,
Devido ao fato do processo básico de fabrica-
no primeiro caso teremos um aumento de resis-
ção dos circuitos integrados ser idêntico ao
tência quando ocorrer um aumento de tempera-
usado para fabricar transistores, estes em um
tura e no segundo caso teremos uma diminui-
circuito integrado feito por esse processo são
ção no valor ôhmico do termistor quando ocor-
similares aos convencionais.
rer um aumento de temperatura.
TIPOS DE ENCAPSULAMENTO E
TERMISTORES COM COEFICIENTE
CONTAGEM DE PINOS
NEGATIVO DE TEMPERATURA
O invólucro de um circuito integrado desempe-
(NTC) são os mais utilizados.
nha quatro funções importantes:
DISPOSITIVOS FOTOSSENSÍVEIS
Protege a pastilha de silício contra a ação do
meio ambiente, que de certo modo pode alterar
Diz-se que um dispositivo é fotossensível se o
as características do CI;
mesmo alterar suas características mediante a
incidência de luz.
Protege mecanicamente a pastilha do circuito
integrado;
Dentro do grupo de componentes fotossensí-
veis, destacam-se as células fotoelétricas que
Possibilita um meio simples de interligar o CI
podem ser a gás ou a vácuo, as células foto-
com os outros componentes do circuito;
condutivas que podem ser do tipo fotorresistor,
fotodiodo e fototransistor e as células fotovoltai-
Dissipa o calor dentro da pastilha, durante o cas.
funcionamento do CI.
Células fotocondutivas- Estas células baseiam-
Os CI's podem ser fabricados de dois tipos de se no fenômeno descrito a seguir, que ocorre
encapsulamento, o invólucro do tipo “dual” em quando um fluxo luminoso incide sobre um
linha, sendo a cápsula geralmente de material material semicondutor.
plástico e moldada em torno dos terminais do
suporte onde a pastilha de silício foi montada e
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 48
A ação dos fótons (partículas que compõem a
luz) ocasiona a produção de pares elétron-
CAPÍTULO 13
lacuna, o que provoca o aumento da condutivi-
dade no semicondutor., este fenômeno é co- REGULADORES DE TENSÃO
nhecido como fotocondutividade.
O diodo Zener é um dispositivo semicondutor
Entre os dispositivos que funcionam baseados de dois terminais, projetado para funcionar na
no fenômeno da fotocondutividade temos os região inversa da curva característica.
fotorresistores, fotodiodos e os fototransistores.
Região Zener é a região onde a corrente de
Fotorresistores (LDR) - Os fotorresistores ou Zener aumenta e a tensão permanece constan-
LDR (Light Dependent Resistor, ou seja, resis- te.
tor dependente da luz).são constituídos de ma-
terial semicondutor. Quando um fluxo luminoso Existem dois tipos de ruptura: uma por avalan-
incide sobre eles a sua condutividade aumenta, che e outra por Zener.
ou seja, a sua resistência diminui, .geralmente
são aplicados em circuitos para a operação de Cada diodo Zener possui sua tensão caracterís-
relés. tica.
É desejável escolher-se diodos, cuja impedân-
Fotodiodo - Os fotodiodos são constituídos de cia dinâmica seja a menos possível.
maneira análoga aos diodos de função a única
diferença é que a função PN é influenciada pela Diodos Zener com tensões acima de 6 V pos-
intensidade da luz, através de uma janela de suem coeficientes de temperatura positivos.
material transparente adaptada na parte supe-
rior de seu invólucro. Diodos Zener com tensões abaixo de 4,5V pos-
suem coeficientes de temperatura negativos.
Fototransistores - Esses dispositivos são cons-
tituídos por duas junções PN acondicionados As limitações do Zener são corrente máxima
num invólucro, tendo uma pequena lente que direta, corrente máxima inversa e a máxima
converge o fluxo luminoso sobre a junção base- dissipação.
emissor, a qual é denominada junção fotossen-
sível. O Zener é o substituto da válvula Vr.
Quando a luz incide em sua junção base- A principal aplicação do Zener é como regula-
emissor sua condutividade aumenta, ocasio- dor de tensão.
nando um aumento na corrente de coletor.
Quanto mais intenso for o fluxo luminoso, mais O regulador eletrônico é uma combinação de
intensa será a corrente de coletor. dispositivos semicondutores que regulam com
bastante precisão tensões de corrente contí-
Células fotovoltaicas - Como o nome indica, nua.
essas células produzem uma tensão elétrica
quando submetidas a ação de um fluxo lumino- Os resistores na saída do regulador constituem
so. Uma das aplicações mais típicas das célu- a rede sensora ou detectora de tensão.
las fotovoltaicas é nos chamados fotômetros.
É possível variar a tensão de saída regulada,
Bateria solar: Uma aplicação moderna de gran- através do controle do potenciômetro ligado à
de importância das células fotovoltaicas é nas base de Q2.
chamadas “baterias solares”. Quando exposto
à luz solar, o conjunto pode fornecer energia
suficiente para o funcionamento dos instrumen-
tos.
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 49
CAPÍTULO 14
MÉTODOS DE DISPARO DO SCR
DIODOS ESPECIAIS
Um circuito de disparo, quando bem projetado,
O Thyristor é um comutador quase ideal, é deve disparar o SCR sem exceder a qualquer
retificador e amplificador ao mesmo tempo. dos valores máximos de tensão e corrente do
Constitui-se um componente de escolha para a componente.
eletrônica de potência.
a) Disparo por corrente contínua
O thyristor permanece normalmente bloqueado,
até o momento em que se deseja que ele se b) Disparo por corrente alternada
torne condutor.
O TRIAC
O termo “thyristor” designa uma família de ele-
mentos semicondutores, cujas características, O triac é um dispositivo semicondutor a três
originalmente, estão próximas às das antigas eletrodos, sendo um de comando (o gatilho) e
válvulas thyratrons. O nome thyristor é uma dois de condução principal. Este dispositivo
contração de THYRatron e transISTOR. pode passar de um estado bloqueado a um
regime de condução nos dois sentidos de pola-
Os thyristores, também conhecidos por SCR rização e voltar ao estado bloqueado, por inver-
(Silicon Controlled Rectifier) são elementos são da tensão ou pela diminuição da corrente,
unidirecionais a três saídas (anodo, cátodo e abaixo do valor da corrente de manutenção
gatilho). (IH).
Os TRIACS são chamados “thyristores triodos DIAC
bidirecionais”. O nome Triac provém da contra-
ção de “TRIode AC Switch”. O Diac é um elemento simétrico, que conse-
quentemente não possui polaridade. Sua etmo-
Fazem parte ainda da família dos thyristores, os logia é a contração de “Diode Alternative Cur-
fotothyristores ou thyristores fotossensíveis, os rent”. Sua estrutura é muito simples, sendo
bastante similar a de um transistor bipolar.
thyristores bloqueáveis, os comutadores
unilateral e bilateral SUS e SBS (Silicon Uni- A diferença é que a concentração de impurezas
lateral Switch e Silicon Bilateral Switch, res- é aproximadamente a mesma em ambas as
pectivamente) e o diodo Shockley, também junções e que não existe nenhum contato na
conhecido por diodo thyristor ou diodo de qua- camada que no transistor constitui a base.
tro camadas.
Os Diacs são muito usados em dispositivos de
O thyristor é um semicondutor de silício a qua- disparo para controle de fase de Triacs (em
tro camadas alternadas. controles graduais de luminosidade), controle
de velocidade de motores universais, controle
O thyristor dispõe dos seguintes estados: blo- de calefação, e diversas outras aplicações simi-
queado, quando polarizado diretamente e não lares.
tenha sido disparado; bloqueado, quando pola-
rizado inversamente; condutor, se polarizado FOTOTHYRISTORES
diretamente e tenha sido disparado
O fotothyristor é o único elemento capaz de
Todos os mecanismos capazes de provocar um comutar sob a influência da luz, que possui dois
aumento da corrente IE são utilizados. estados estáveis.
Os principais são: THYRISTOR BLOQUEÁVEL
TENSÃO, AUMENTO DA TENSÃO, O thyristor bloqueável pode ser disparado
TEMPERATURA, EFEITO TRANSISTOR, EFEITO quando lhe aplicamos uma tensão positiva ao
FOTOELÉTRICO. seu elétrodo de comando e será rebloqueado
se aplicarmos uma impulsão negativa a este-
mesmo elétrodo.
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 50
QUADRAC
CAPÍTULO 15
Formado com um diac para disparar um triac
estes dois componentes em conjunto formamo DECIBÉIS
quadrac.
Logaritmo de um número, real e positivo N, em
DIODO SHOCKLEY uma base a positiva e diferente da unidade, é o
expoente real x que se deve elevar essa base a
O diodo Shockley, também conhecido como para obter o número N.
diodo thyristor ou diodo de quatro camadas, é
um dispositivo bipolar PNPN comparável em Somente números positivos têm logaritmos.
todos os sentidos à um thyristor, porém, estan-
do disponíveis somente os bornes de anodo e A mantissa do logaritmo de um número é for-
cátodo. necida em tábuas logarítmicas.
DIODO TÚNEL Todas as vezes que nos defrontarmos com
logaritmos negativos, devemos transformá-los
Um diodo túnel é um pequeno dispositivo for- em logaritmos preparados a fim de facilitar o
mado por uma junção PN, que tem uma eleva- cálculo.
da concentração de impurezas nos materiais
semicondutores P e N., que o habilita para de- O decibel é muito usado em eletrônica, para
sempenhar as funções de amplificação, gera- comparação de níveis de tensão e de potência,
ção de pulsos e geração de energia de RF. sempre relacionados com um padrão de refe-
rência.
DIODOS EMISSORES DE LUZ (LED)
Quando medirmos a potência dissipada sobre
Num diodo com polarização direta, os elétrons uma impedância diferente de 600 ohms, deve-
livres atravessam a junção e combinam-se com mos calcular o fator de correção, que deve ser
as lacunas. À medida que esses elétrons caem somado ou subtraído dos valores em dBm,
de um nível mais alto de energia para um mais encontrados nos gráficos “dBm x volts rms” e
baixo, eles irradiam energia. Nos diodos co- “dBm x mW”.
muns essa energia é dissipada na forma de
calor.
Mas no diodo emissor de luz (LED), a energia é
CAPÍTULO 16
irradiada na forma de luz.
Usando-se elementos como o gálio, o arsênio e AMPLIADORES OPERACIONAIS
o fósforo, um fabricante pode produzir LEDs
que irradiam no vermelho, verde, amarelo, azul, O nome Ampliador Operacional (A.O.) deve-se
laranja ou infravermelho (invisível). ao fato do dispositivo ser empregado para reali-
zar operações matemáticas, como multiplica-
Os LEDs têm uma queda de tensão típica de ção, integração, diferenciação e também para
1,5 a 2,5 V para correntes entre 10 e 50 mA. A uma infinidade de funções.
queda de
Características elétricas
tensão exata depende da corrente, da cor, da
tolerância do LED. A menos que seja feita al- O ampliador operacional ideal apresenta as
guma recomendação em contrário, use uma seguintes características:
queda nominal de 2 V quando estiver verifican-
do defeitos ou analisando circuitos com LEDs. Impedância de entrada infinita. - Impe-
dância de saída nula.
Ganho de tensão infinito. - Atraso nulo.
Tensão de saída nula de V2 = V1.
Resposta em frequência infinita.
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 51
A alimentação pode ser obtida das seguintes valor é igual à soma das tensões aplicadas à
maneiras: entrada.
Duas fontes iguais, perfeitamente sin- Se considerarmos Ra = Rb = Rc = R teremos:
cronizadas;
Vs = - (Va + Vb + Vc )
Circuito divisor de tensão, com resisto-
res exatamente iguais; Circuito subtrator
Uma fonte simétrica, com valores típi- É o circuito projetado para fornecer na saída
cos entre ± 10 V e ± 20 V. um valor de tensão igual a diferença entre as
tensões de entrada.
Ampliador operacional como amplificador
O sinal de saída VO é proporcional a VBA. R2//R1 = R4/R3
(VB – VA).
Vout = V2 - V1
Como o ampliador operacional apresenta ga-
nho infinito temos: Aplicações não lineares
VO = A • Vi
Vi = Vo / A Circuitos não lineares são aqueles que ao con-
trário dos analógicos, sempre nos fornecerem
Portanto se o ganho “A” tende ao infinito, a saídas totalmente diferentes da forma de onda
diferença de sinal ‘Vi’ tende a zero. de entrada.
Conclusões importantes: Circuitos comparadores
1. Podemos determinar o ganho em malha São circuitos cuja função principal é comparar o
aberta (sem realimentação, ou seja, Z1 e Z2): sinal de entrada V1 com um sinal de referência
A= Vi /Vo. VR.
2. O ganho do ampliador em malha fechada Comparador com tensão de referência nula
será A= - (Z2/Z1) = - VO/Vi
Um circuito comparador com tensão de refe-
3. A tensão de saída será negativa ou não, rência nula
dependendo da aplicação do sinal de entrada:
VO = -A • Vi, ampliador inversor de ganho –A
4. Se Z1 = Z2, o circuito comporta-se como um
CAPÍTULO 17
simples inversor: VO = -VS.
Técnicas digitais
5. Se Z1 < Z2, o circuito amplifica e inverte.
Sistema binário de numeração
6. Se Z1 > Z2, o circuito atenua e inverte.
O sistema binário de numeração é um sistema
Ampliador com inversão de base 2, no qual existem apenas dois alga-
rismos para a representação de uma quantida-
A = - R2 / R1 de: 0 e 1.
Ampliador sem inversão Sistema octal de numeração
A = (R1+R2) / R1 O sistema octal de numeração é um sistema de
base 8, no qual existem oito algarismos para a
Circuito somador representação de uma quantidade: 0, 1, 2, 3, 4,
5, 6, 7.
Como o nome indica o circuito somador tem por
objetivo fornecer na saída uma tensão cujo Sistema hexadecimal de numeração
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 52
Existem dezesseis algarismos para a represen- Função NÃO E OU NAND
tação de uma quantidade: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7,
8, 9, A, B, C, D, E, F. A função NÃO E ou NAND equivale à inversão
da função AND. S = A.B (S igual a A e B barra-
Complemento de um número dos ou A e B “not”)
Complemento falso: O complemento falso é Função NÃO OU ou NOR
obtido com a inversão de todos os algarismos
do número binário. A função NÃO OU ou NOR equivale à inversão
da função OR. S = A + B (S igual a A ou B
Complemento verdadeiro: O complemento ver- barrados ou A ou B “not”)
dadeiro é obtido com a soma de um ao com-
plemento falso. Função XOR
Código ASCII Com a função XOR ou “OR EXCLUSIVO”, te-
remos “1” na saída quando as
O código ASCII é um tipo de codificação BCD,
largamente utilizado em computadores digitais entradas forem desiguais.
e em equipamentos de comunicação de dados.
Função XNOR
A sigla ASCII é formada pelas iniciais de Ame-
rican Standard Code for Information Imterchan- Com a função XNOR ou “NOR EXCLUSIVO”,
ge (Código Padrão Americano para Intercâmbio teremos “1” na saída quando as entradas forem
de Informações). iguais.
O código ASCII consiste de um código binário Somadores
de sete bits para transferir informações entre
computadores e seus periféricos e em comuni- Um meio somador (Half Adder) possui duas
cações de dados a distância. entradas. Quando necessitamos do bit de
transporte (T), é necessário o uso de um so-
O código ASCII é formado por dois grupos de mador completo (Full Adder). O Full Adder é
bits, sendo um de quatro bits e outro de três formado por dois Half Adders e uma porta OR.
bits.
Subtratores
ÁLGEBRA DE BOOLE
Um meio subtrator (Half Subtractor) possui
Função E ou AND duas entradas. Quando necessitamos do bit de
empréstimo (E), é necessário o uso de um sub-
A função E ou AND equivale a multiplicação de trator completo (Full Subtractor). O Full Sub-
duas ou mais variáveis. tractor é formado por dois Half Subtractors e
uma porta OR.
S = A.B (onde se lê A e B) Costuma-se relacio-
nar a função E com um circuito em SÉRIE. Multiplexadores
Função OU ou OR Os multiplexadores são componentes que per-
mitem selecionar um dado, dentre diversas
A função OU ou OR equivale a soma de duas fontes, como uma chave seletora de diversas
ou mais variáveis. S = A + B (onde se lê A ou B) posições.
.Costuma-se relacionar a função OR com um
circuito em paralelo. Demultiplexadores
Função NOT ou NÃO Os demultiplexadores são componentes que
distribuem o nível de uma única entrada para
A função NÃO, complemento ou inversão é uma, dentre as várias saídas, de acordo com o
aquela que inverte o estado da variável, isto é, valor binário das entradas seletoras.
“0” inverte para “1” e “1” inverte para “0”.
Circuitos sequenciais
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 53
Circuitos sequenciais são normalmente siste- Registradores (Shift Registers)
mas pulsados, isto é, operam sob o comando
de pulsos denominados “clock”. Dentre os O flip-flop tem a característica de armazenar o
componentes utilizados em circuitos sequen- valor de um bit, mesmo que sua entrada não
ciais, o flip-flop é um dispositivo fundamental, esteja mais presente.
permitindo por suas características o armaze-
namento de estados lógicos anteriores. Memórias
Flip-Flop Memórias são dispositivos que armazenam
informações. Essas informações podem ser
Flip-flop é um dispositivo que possui dois esta- números, letras ou caracteres. As memórias
dos estáveis. Um pulso em suas entradas po- podem ser classificadas quanto ao acesso, a
derá ser armazenado e transformado em nível volatilidade, a possibilidade de regravação e a
lógico estável. retenção da informação.
O flip-flop RS também é conhecidos como As palavras de memória podem ser acessadas
latch. Em um flip-flop RS, um pulso na entrada de duas maneiras: Acesso sequencial e acesso
“S” (Set) será armazenado. aleatório.
Flip-Flop JK Volatilidade: As memórias podem ser voláteis e
não voláteis.
O flip-flop RS possui um estado não permitido.
Possibilidade de regravação: As memórias que
Flip-Flop JK Mestre-Escravo possibilitam a constante alteração das informa-
ções são normalmente identificadas como RAM
Consiste basicamente de dois flip-flops JK, (Random Acces Memory).
permitindo a comutação do flipflop, apenas na
transição positiva ou negativa do clock. As memórias que possibilitam apenas a leitura
das informações são chamadas de ROM (Read
Flip-Flop tipo T Only Memory). As memórias ROM podem ser:
Um flip-flop tipo T consiste de um flip-flop JK PROM: São memórias apenas para leitura.
com as entradas J e K interligadas. Após a gravação inicial não pode ser apagada.
Flip-Flop tipo D EPROM: São utilizadas apenas para leitura,
podendo ser feito o seu apagamento por ultra-
Um flip-flop tipo D consiste de um flip-flop JK violeta.
com as entradas interligadas através de um
inversor, permitindo que seja “setado”. EEPROM: São utilizadas apenas para leitura,
podendo ser feito o seu apagamento por meios
Contadores elétricos.
O que determinará a capacidade de um conta- Conversão de sinais
dor, será o número de flip-flops utilizados.
Existem basicamente dois tipos de sinais: ana-
Contador de pulsos lógicos e digitais.
Um contador de pulsos consiste de um grupo Sistemas analógicos e digitais não são compa-
de flip-flops JK Máster- Slave de comutação na tíveis entre si, necessitando de conversores.
transição negativa do clock, configurados em
série. Analógico: Entende-se por analógica, toda a
variação linear ou contínua de um sinal.
Contador decrescente
Digital: Entende-se por digital, toda a variação
O circuito que efetua a contagem decrescente é discreta, isto é, em degraus definidos ou
o mesmo que efetua a contagem crescente de “steps”.
pulsos, com a diferença de utilizar as saídas
“Q” dos flip-flops. Conversor digital- analógico (DA)
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 54
É utilizado quando é necessária a conversão de transmissão e recepção em fonia entre o avião
uma variável digital em variável analógica. e a terra ou outro avião.
Conversor analógico-digital (AD) Receptores de balizamento (MARKER
BEACON), sistemas de pouso por instrumentos
É utilizado quando é necessária a conversão de (ILS, compreendendo sinais de rádio para
uma variável analógica em variável digital. aproximação e pouso: LOCALIZER e GLIDE
SLOPE), radar meteorológico, e sistemas de
Famílias de circuitos lógicos navegação por sinais de VHF (VOR), são al-
gumas das aplicações básicas dos sistemas de
Entende-se por famílias de circuitos lógicos, os navegação por rádio em uso nas aeronaves.
tipos de estruturas internas que permitem a
confecção dos blocos lógicos em circuitos inte- O conceito básico da comunicação por rádio
grados. envolve a transmissão e recepção de ondas de
energia eletromagnética (rádio), através do
Dentre as famílias podemos destacar: espaço.
RTL (Resistor Transistor Logic) As ondas de rádio se propagam na velocidade
aproximada de 186.000 milhas por segundo
DTL (Diode Transistor Logic) (300.000 quilômetros por segundo).
HTL (High Threshold Logic) Qualquer que seja a frequência da corrente
circulante na antena transmissora, ela provoca-
rá a circulação de corrente da mesma frequên-
TTL (Transistor Transistor Logic)
cia na antena receptora.
ECL (Emitter Coupled Logic) O espaçamento de frequência de rádio na ga-
ma eletromagnética se estende de aproxima-
C-MOS (Complementary MOS) damente 30 KHz (QUILOHERTZ) a 30.000 MHz
(MEGAHERTZ). Por conveniência de classifi-
Classificação dos circuitos integrados digitais cação, esta gama foi dividida em faixas de fre-
quência.
Os circuitos integrados digitais podem ser clas-
sificados em três grupos: Cada faixa produz diferentes efeitos na trans-
missão, sendo que as mais úteis e presente-
mente utilizadas são:
SSI – Small Scale Integration (integra-
ção em pequena escala) GAMA DE FREQUÊNCIA/FAIXA
MSI – Médium Scale Integration (inte- Baixa Frequência (L/F)................. 30 a 300 KHz
gração em média escala)
Frequência Média (M/F)........... 300 a 3000 KHz
LSI – Large Scale Integration (integra- Alta Frequência (H/F)...................... 3 a 30 MHz
ção em grande escala)
Frequência Muito Alta (VHF).........30 a 300 MHz
Frequência Ultra Alta (UHF)......300 a 3000 MHz
CAPÍTULO 18 e 19
SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO Frequência Super Alta (SHF) 3.000-30.000 MHz
Na prática, os equipamentos de rádio usam
SISTEMAS DE NAVEGAÇÃO
somente uma parte da gama designada. Por
exemplo, o equipamento de VHF opera nor-
Comunicação e navegação são as principais
malmente nas frequências entre 108,0 e 135,95
funções do rádio na aeronave. Os sistemas de
MHz.
comunicação compreendem basicamente
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 55
Os componentes básicos de um sistema de Nos equipamentos de comunicação instalados
comunicações são: microfone; transmissor; a bordo, a mesma antena é normalmente utili-
antena transmissora; antena receptora; recep- zada para a recepção e transmissão de sinais.
tor e fones, ou alto falante.
O microfone é essencialmente um conversor de
Um transmissor pode ser considerado um ge- energia, que transforma a energia acústica
rador que converte energia elétrica em ondas (som) em energia elétrica.
de rádio. Ele deve desempenhar as seguintes
funções: (1) Gerar um sinal de RF (frequência Uma característica desejável de um microfone
de rádio), (2) Amplificar o sinal de RF; e (3) está na capacidade dele ser mais sensível a
Proporcionar um meio de modular o sinal de sons provenientes de uma fonte próxima do
RF. que a sons originários de uma distância relati-
vamente afastada.
A fonia (áudio) é adicionada ao sinal de RF
(rádio frequência) por um circuito especial As transmissões de rádio de boa qualidade
chamado modulador. O modulador utiliza o dependem dos seguintes fatores: (1) intensida-
sinal de áudio para variar a amplitude ou a fre- de da voz, (2) velocidade da fala, (3) pronúncia
quência do sinal de RF. e fraseologia.
Quanto maior for a potência de saída de um Dispositivos eletromecânicos utilizados como
transmissor, maior será a distância que o sinal fonte de alimentação eletrônica incluem os
será recebido. dinamotores e inversores.
A maior parte dos transmissores apresenta O dinamotor desempenha a função dupla de
seleção para mais de uma frequência. A fre- motor e gerador, transformando a voltagem
quência do canal selecionado é determinada muito mais baixa do sistema elétrico da aero-
por um cristal. Os transmissores podem possuir nave numa voltagem relativamente elevada.
até 680 canais.
O multivibrador é outro tipo de fonte de volta-
O receptor de comunicação deve selecionar os gem, utilizado para obter uma alta voltagem CA
sinais de radiofrequência, e converter a infor- ou CC, a partir de uma voltagem CC relativa-
mação neles contida de forma que se possa mente baixa.
utilizá-la, quer em sinais de áudio para comuni-
cação, ou em sinais de áudio ou visuais para Em muitas aeronaves, a fonte primária de
navegação. energia elétrica é de corrente contínua. Utiliza-
se um inversor para suprir a corrente alternada
Ondas de rádio de muitas frequências estão necessária.
presentes no ar. Um receptor deve ser capaz
de selecionar a frequência desejada dentre as Os inversores comuns de uma aeronave con-
demais, e amplificar a baixa voltagem do sinal sistem de um motor CC que aciona um gerador
AC. O receptor possui um circuito demodulador CA. Inversores estáticos ou de estado sólido
para obter a informação. Se o circuito demodu- estão substituindo os inversores eletromecâni-
lador é sensível a mudanças de amplitude, ele cos em muitas aplicações.
é usado em aparelhos AM e denominado detec-
tor. Os inversores estáticos não possuem partes
móveis, utilizando elementos semicondutores e
Um circuito demodulador, que é sensível a circuitos que, periodicamente, fazem passar
mudanças de frequência, é utilizado para re- pulsos de uma corrente CC através do primário
cepção FM, e é conhecido como discriminador. de um transformador, obtendo-se uma saída
CA no secundário do mesmo.
Circuitos amplificadores no receptor elevam o
sinal de áudio a um nível de potência, capaz de O sistema mais comum de comunicação hoje
acionar devidamente os fones ou alto falante. em dia é o sistema VHF. Além deste equipa-
mento, as aeronaves de grande porte são ge-
Uma antena é um tipo especial de circuito elé- ralmente equipadas com sistema HF de comu-
trico, elaborado para irradiar e receber energia nicação.
eletro magnética.
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 56
Muitos sistemas de comunicação VHF e HF Quando aplicados à navegação, os receptores
das aeronaves utilizam transceptores. Um e transmissores operam com sinais utilizados
transceptor comporta simultaneamente o para detectar o rumo e, em alguns casos, à
transmissor e o receptor, e apresenta circuitos distância em relação a pontos geográficos ou a
comuns tais como: a fonte de alimentação, a estações de rádio.
antena e o sistema de sintonia.
O sistema de navegação VHF (VOR omnidire-
O transmissor e o receptor operam ambos na cional range) possibilita ao piloto a escolha do
mesma frequência, sendo que, o botão do mi- rumo, em relação à estação selecionada dentro
crofone controla o momento em que o trans- do alcance da aeronave, recebendo por este
missor deve operar. Na ausência de transmis- motivo a denominação VOR, ou seja, faixas
são, o receptor opera normalmente. Conside- omnidirecionais.
rando que peso e espaço são fatores de impor-
tância numa aeronave, o transceptor é larga- A estação de VOR, na realidade, coloca à dis-
mente utilizado. posição do piloto 360 radiais ou rumos, corres-
pondendo a feixes de rádio emitidos pela esta-
Comunicação VHF (Very High Frequency – ção.
Frequência Muito Alta) – os equipamentos de
comunicação VHF nas aeronaves operam na As radiais podem ser consideradas linhas que
faixa entre 108,0 MHz e 135,95 MHz. se irradiam da antena transmissora como os
raios de uma roda. A operação é realizada den-
Alguns receptores de VHF são construídos para tro da gama de frequência de VHF, 108,0 MHz
cobrir somente as frequências de comunicação; e 117,95 MHz, o que permite uma boa imuni-
outros cobrem tanto as frequências de comuni- dade às interferências provocadas pela estática
cações como as de navegação. Em geral, as atmosférica ou de precipitações.
ondas de VHF propagam-se aproximadamente
em linha reta. A informação para navegação é apresentada
visualmente num instrumento do painel. O sis-
Comunicação HF (High Frequency – Alta Fre- tema típico de recepção VOR usado na aero-
quência) – os equipamentos de comunicação nave consiste de receptor, indicador visual,
HF são utilizados para comunicação a longa antena, e uma fonte de alimentação.
distância. Eles operam basicamente da mesma
forma que os de VHF, utilizando, porém, a faixa O receptor VOR, além da navegação radial,
de frequência entre 3 MHz e 30 MHz. funciona como receptor “localizador” (sinal do
LOCALIZER) durante a operação ILS (sistema
A comunicação a longa distância é possível de pouso por instrumento).
com o rádio HF devido o alcance maior das
transmissões. Os transmissores de HF possu- Alguns receptores VOR incluem também um
em maior potência de saída que os de VHF. receptor de ângulo de planeio (“glide slope”)
numa única unidade. Independente do modo
Aeronaves com velocidade de cruzeiro abaixo pelo qual o equipamento VOR seja projetado, a
de 300 m.p.h. utilizam geralmente um fio com- informação do receptor VOR é apresentada no
prido como antena. instrumento CDI (Indicador de Desvio do Ru-
mo).
Aeronaves com velocidade mais elevadas pos-
suem tubos (probes) especialmente projetados O CDI desempenha diversas funções. Durante
como antenas, e instalados no estabilizador a operação VOR, o ponteiro vertical é utilizado
vertical. Independentemente do tipo de antena, como indicador do rumo. Ele também indica
é utilizado um sintonizador para casar as impe- quando a aeronave desvia do rumo, bem como
dâncias do transceptor e da antena. a direção que a aeronave deve tomar para atin-
gir o rumo desejado.
"Equipamentos de Navegação de Bordo" é uma
expressão que envolve muitos sistemas e ins- O indicador TO-FROM mostra se a direção do
trumentos. Esses sistemas incluem os de na- rumo apresentado é "para" (TO) a estação ou
vegação VHF (VOR), de pouso por instrumen- "afastando-se" (FROM) da estação. O indicador
tos (ILS), de detecção da distância (DME), de de desvio do rumo também apresenta uma
detecção automática das estações (ADF), o bandeira de alarme "VOR-LOC". Normalmente
DOPPLER e o de navegação inercial (INS). ela é uma pequena haste, que aparece somen-
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 57
te em caso de mau funcionamento do receptor O GLIDE SLOPE é um feixe de rádio que for-
ou falha do sinal transmitido. nece ao piloto orientação vertical, auxiliando-o a
manter o ângulo correto de descida até a pista.
Quando sinais de "LOCALIZER" são seleciona-
dos no receptor de VOR, o indicador apresenta Os sinais de GLIDE SLOPE são irradiados por
a posição relativa do feixe do localizador para a duas antenas adjacentes ao "ponto de contato",
aeronave, e a direção que a aeronave deve operando na faixa de frequência UHF de 339,3
tomar para interceptá-lo. MHz a 335,0 MHz. Os receptores de GLIDE
SLOPE e LOCALIZER/VOR podem estar em
Durante a operação VOR, a radial da estação unidades separadas ou combinados numa uni-
é selecionada girando-se o seletor OBS (seletor dade única.
omnidirecional). Este seletor está normalmente
localizado no CDI; entretanto, em algumas ins- As informações provenientes dos receptores de
talações ele faz parte do receptor de navega- LOCALIZER e GLIDE SLOPE são apresenta-
ção. das no CDI. O ponteiro vertical fornece a infor-
mação do LOCALIZER, e o horizontal a infor-
O OBS é graduado de zero a 360°, sendo que mação de GLIDE SLOPE. Quando ambos os
cada grau corresponde a um rumo de VOR a ponteiros estão centralizados, a aeronave acha-
ser seguido para se voar em relação à estação se no alinhamento central da pista, e descendo
de terra. no ângulo correto.
O ILS (Instrument Landing System) opera na Duas antenas são normalmente necessárias
faixa de VHF da gama de frequência de rádio. para a operação ILS: uma para o receptor de
O ILS pode ser visualizado como uma “rampa” LOCALIZER, também utilizada para navegação
de sinais de rádio, na qual o avião pode “desli- VOR; e a outra para o GLIDE SLOPE.
zar” com segurança para a pista.
A antena para VOR/LOC acha-se normalmente
O sistema completo é constituído por um instalada na parte superior da fuselagem ou
transmissor localizador da pista (LOCALIZER), embutida na chapa do estabilizador vertical.
um transmissor de ângulo de descida (GLIDE
SLOPE) e feixes balizadores (MARKER A antena de GLIDE SLOPE, na maior parte das
BEACONS) para detecção de posição. aeronaves, acha-se instalada no nariz. Nas
aeronaves equipadas com radar, a antena de
O equipamento "LOCALIZER" produz um feixe GLIDE SLOPE acha-se instalada no interior do
de rádio cujo centro é alinhado com o centro da radome.
pista. Para que o sinal correspondente à situa-
ção da aeronave esteja no curso correto (ON- Os MARKER BEACONS são utilizados conjun-
COURSE) o resultado é a recepção de dois tamente com o sistema de pouso por instru-
sinais, com igual intensidade: um modulado mentos. Os MARKERS são sinais de rádio que
numa frequência de 90Hz; e o outro modulado indicam a posição da aeronave ao longo de sua
a 150Hz. descida em direção à pista.
Estando-se em um dos lados da linha central Dois "MARKERS" são empregados em cada
da pista, o sinal de saída do receptor apresenta instalação. A localização de cada um deles é
uma predominância no tom de 150 Hz. Esta identificada por um tom audível e pelo acendi-
área é denominada "setor azul". No outro lado mento de uma lâmpada.
da linha central da pista predomina o sinal de
90 Hz. Este é o "setor amarelo". Os transmissores dos MARKER BEACONS
operam na frequência fixa de 75 MHz, e são
As estações de LOCALIZER operam na fre- instalados em locais específicos, ao longo da
quência de 108,0 MHz a 112,0 MHz, porém, só rota do procedimento para pouso por instru-
incluindo as decimais ímpares. As frequências, mento estabelecido para estação ILS. O feixe
neste espaçamento, com as decimais pares de irradiação da antena é orientado diretamente
são dedicadas à operação VOR. O receptor de para cima.
navegação VOR funciona como receptor de
"LOCALIZER" durante a operação ILS. Um receptor de MARKER instalado na aerona-
ve recebe os sinais da antena e os converte em
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 58
energia, para iluminar uma lâmpada e produzir O transceptor de bordo transmite um par de
um tom audível nos fones. pulsos espaçados para a estação de terra. O
espaçamento entre os pulsos é utilizado para
O "MARKER" externo (OUTER) sinaliza o início identificar o sinal como uma interrogação válida
da descida para o pouso pelo ILS. O sinal do de DME. Após a recepção destes pulsos, a
"MARKER" externo é modulado por 400 Hz, estação de terra transmite, também, pulsos,
produzindo nos fones um tom (traço) longo utilizando uma frequência diferente.
intermitente. Além desta identificação audível, o
sinal do "MARKER" externo provoca ainda a O tempo compreendido entre a interrogação do
iluminação de uma lâmpada azul localizada no avião e a chegada da transmissão (réplica) da
painel de comando. estação de terra é computado pelo transceptor.
O resultado corresponde à distância que separa
O "MARKER" intermediário (MIDDLE) acha-se a aeronave da estação de terra. Essa distância
normalmente instalado a cerca de 3.500 pés do é indicada em milhas náuticas num instrumento
final da pista e é modulado por um sinal de do painel.
1.300 Hz, que produz um tom mais agudo, in-
termitentemente curto e longo (pontos e tra- A maioria das antenas do DME possui uma
ços). Uma lâmpada âmbar pisca para indicar cobertura de proteção, tendo o formato chato e
que o avião está passando sobre o "MIDDLE curto, montada na parte inferior da fuselagem.
MARKER".
A fim de evitar interrupção na operação DME, a
Nas instalações que utilizam três lâmpadas, antena deve ser instalada num ponto que não
uma luz branca indica as posições da aeronave fique bloqueado pela asa quando a aeronave
ao longo dos vários pontos das aerovias. Além estiver inclinada.
da lâmpada, uma série rápida de tons (seis
"pontos" por segundo) na frequência de 3.000 O equipamento de navegação ADF (Automatic
Hz são ouvidos nos fones. O equipamento de Direction Finder) é constituído basicamente por
detecção de distância (DME) está rapidamente um receptor (rádio) equipado com antenas di-
substituindo o "MARKER" de aerovias. recionais, utilizadas para determinar a direção
da origem do sinal recebido.
O objetivo do DME (Distance Measuring Equi-
pment) é fornecer uma indicação visual cons- O ADF opera no espectro de baixa e média
tante da distância que o avião se encontra de frequência: de 190 KHz a 1.750 KHz. A direção
uma estação de terra. da estação é apresentada por um indicador
localizado no painel de instrumento, e que for-
A leitura apresentada pelo DME não é uma nece a proa da aeronave em relação à estação.
indicação verdadeira da distância, ponto a pon-
to, medida sobre a terra. O DME indica a dis- O equipamento ADF é constituído por um re-
tância direta entre a aeronave e a estação de ceptor, antena direcional ("LOOP"), antena não-
terra. direcional ("SENSE"), indicador e caixa de con-
trole.
O DME opera na gama de frequência UHF
(ULTRA HIGH FREQUENCY) do espectro de Num tipo de sistema ADF, o LOOP gira 360°, e
rádio. As frequências de transmissão compre- recebe o sinal com maior intensidade quando o
endem dois grupos: de 962 MHz a 1.024 MHz e seu plano se apresenta paralelo à direção do
de 1.151 MHz a 1.212 MHz; as frequências de sinal transmitido. À medida que o "LOOP" é
recepção estão entre 1.025 MHz e 1.149 MHz. movimentado desta posição, o sinal torna-se
As frequências de transmissão e sua recepção mais fraco e atinge o nível mínimo quando o
formam um par que corresponde a uma fre- plano da antena fica perpendicular a direção do
quência de VOR. sinal transmitido. Esta posição do "LOOP" é
chamada "mínimo" (NULL), sendo utilizada
A aeronave acha-se equipada com um trans- para a obtenção da direção da estação.
ceptor DME, que é sintonizado para a estação
de terra DME correspondente, comumente Entretanto, se o "LOOP" continuar a ser movi-
localizada junto a uma estação VOR. Este con- mentado, observar-se-á outro "mínimo" ao atin-
junto é denominado VORTAC. gir 180° do "mínimo" anterior. Para sanar esta
ambiguidade de direções, o sistema ADF utili-
za, além do "LOOP", uma antena não direcional
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 59
("SENSE"). Utilizando circuitos especiais, no o sistema a um conjunto de condições iniciais,
receptor do ADF, é possível determinar a dire- a partir das quais ele possa prosseguir o pro-
ção correta da estação sintonizada. cesso da navegação. Essas condições iniciais
compreendem o nivelamento da plataforma, o
Outro tipo de sistema ADF utiliza "LOOP" fixo, alinhamento da referência de azimute, e o for-
com núcleo de ferrite, que funciona conjugado necimento das coordenadas locais ("PRESENT
a um transformador rotativo chamado POSITION"), dos "fixos" ("WAY POINTS") a
"RESOLVER" (ou goniômetro). atingir durante a navegação, e de velocidade
atual.
O funcionamento deste ADF é o mesmo que o
descrito acima, excetuando-se a parte móvel Sistema de Radar Meteorológico: O radar (Ra-
que neste caso é a bobina rotativa do dio Detection and Ranging) é um equipamento
"RESOLVER". destinado a detectar determinados alvos na
escuridão, nevoeiro ou tempestades, bem co-
O sistema ATC (Air Traffic Control), também mo em tempo claro. Além do aparecimento
conhecido como Transponder, é utilizado em destes alvos na tela do radar, suas distâncias e
conjunto com o radar de observação de terra, azimute são também apresentados.
com a finalidade de fornecer uma identificação
positiva da aeronave na tela de radar do contro- O radar é um sistema eletrônico que transmite
lador. pulsos de energia eletromagnética (RADIO),
recebendo o sinal refletido do alvo. Esse sinal
O equipamento ATC instalado a bordo recebe recebido é conhecido como "eco". O tempo
uma “interrogação” do radar de terra em cada compreendido entre a emissão do pulso e o
varredura da antena deste, e automaticamente recebimento do eco é computado eletronica-
transmite um sinal codificado, conhecido como mente, e apresentado na tela do radar (PPI) em
“réplica” (reply). termos de milhas náuticas.
O código de identificação de voo (um dígito de Um sistema radar é constituído pelo transcep-
quatro números) é designado para a aeronave tor/sincronizador, por uma antena parabólica
durante o procedimento do plano de voo. instalada no nariz do avião, uma unidade de
controle e um indicador ou tela fosforescente,
O sistema de navegação DOPPLER computa e instalados na cabine de comando. Um guia de
apresenta, continua e automaticamente, a velo- onda interliga o transceptor à antena.
cidade em relação à terra (Ground Speed) e o
ângulo de deriva (Drift Angle) de uma aeronave Durante a operação de um sistema típico de
em voo. Estas informações são fornecidas sem radar, o transmissor envia pulsos curtos de
o auxílio de estações de terra, estimativa do energia de radiofrequência através do guia de
vento ou qualquer outro dado. onda à antena parabólica. Numa instalação
padrão a antena irradia esta energia, concen-
O sistema de Navegação Inercial está sendo trando-a num feixe de 3,8° de largura. Parte da
bastante utilizado em aeronaves de grande energia transmitida é refletida por objetos (al-
porte, como um auxílio à navegação de longo vos) situados ao alcance do feixe, e é recebida
curso. Ele é um sistema autossuficiente, não pela antena parabólica.
necessitando de qualquer sinal externo.
Durante a transmissão do pulso, a antena é
O sistema obtém informações de atitude, velo- simultaneamente ligada ao transmissor, e des-
cidade e rumo, medindo as acelerações da ligada do receptor por comutação eletrônica.
aeronave. Para isto é necessário o uso de dois Após a transmissão do pulso, a antena é comu-
acelerômetros: um orientado para o Norte e o tada do transmissor para o receptor.
outro para leste.
O ciclo de comutação é realizado para cada
Os acelerômetros são instalados numa unidade pulso transmitido. O tempo necessário para que
estabilizada por giroscópios, denominada plata- as ondas do radar alcancem o alvo e sejam
forma estável, para eliminar os erros resultan- refletidas para a antena da aeronave, é direta-
tes da aceleração devido à gravidade. mente proporcional à distância entre eles.
Na navegação inercial o termo "inicialização" é O receptor mede o intervalo de tempo entre a
empregado com referência ao método de levar transmissão dos sinais de radar e a recepção
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 60
da energia refletida, utilizando esta informação sinal de alarme nas frequências de emergência
para apresentar a distância do alvo. civil ou militar. Sua operação é automática na
ocorrência de um impacto, podendo ainda ser
A rotação ou varredura da antena e, conse- iniciada através de um controle na cabine de
quentemente, do feixe de radar, proporciona as comando ou interruptor no próprio transmissor.
indicações de azimute. No indicador, um feixe
luminoso gira em sincronismo com a antena. O transmissor localizador de emergência acha-
se normalmente instalado no estabilizador ver-
O indicador apresenta o local e tamanho relati- tical do avião; e no caso de acionamento por
vo do alvo, e também sua posição em azimute impacto (através do sensor localizado no
relativa à direção do voo. transmissor), só poderá ser desligado por um
controle localizado no próprio transmissor.
O radar meteorológico aumenta a segurança do
voo, pois permite ao piloto detectar tempesta- O transmissor pode estar localizado em qual-
des na sua rota e, consequentemente, contor- quer lugar da aeronave. No entanto, a localiza-
ná-las O radar ainda possibilita o mapeamento ção ideal é o mais próximo possível da cauda,
do terreno, mostrando a linha da costa, ilhas ou perto ou no estabilizador vertical.
outros acidentes geográficos ao longo da rota.
O equipamento deve estar acessível para per-
Estas indicações são apresentadas no indica- mitir o monitoramento da data de substituição
dor visual (PPI) com a distância e o azimute da bateria, e para armar ou desarmar a unida-
relativo à proa da aeronave. de. Um controle adicional para armar/desarmar
pode ser instalado na cabine do piloto.
Sistema Rádio-Altímetro
As baterias são a fonte de energia dos trans-
Os rádio-altímetros são utilizados para medir a missores localizadores de emergência. Quando
distância da aeronave em relação à terra. Isto é ativada, a bateria deve ser capaz de fornecer
realizado transmitindo-se energia de radiofre- energia para a transmissão do sinal por no
quência, e recebendo o sinal refletido. mínimo 48 horas.
Os radioaltímetros modernos são em sua maio- A vida útil da bateria é o período de tempo du-
ria do tipo de emissão de pulso, sendo a altitu- rante o qual ela pode ser estocada sem perder
de calculada pela medição do tempo necessá- capacidade de operar continuamente o ELT por
rio para o pulso transmitido atingir a terra e 48 horas, sendo estabelecido pelo fabricante da
retornar à aeronave. bateria.
O indicador do rádio-altímetro apresentará a As baterias devem ser trocadas ou recarrega-
altitude verdadeira da aeronave, seja sobre das, conforme requerido, quando atingirem
água, montanhas, edifícios ou outros objetos 50% de suas vidas úteis. Isto faz com que o
sobre a superfície da terra. ELT opere adequadamente, se ativado. A data
de substituição da bateria deve estar visível no
Atualmente, os radioaltímetros são basicamen- exterior do transmissor, sendo calculada a par-
te utilizados durante o pouso, sendo uma exi- tir dos dados do fabricante.
gência para a Categoria II.
As baterias podem ser de níquel-cádmio, lítio,
As indicações do altímetro determinam o ponto dióxido de magnésio, ou do tipo “célula-secas”.
de decisão para continuar o pouso ou arreme- A bateria que utiliza água tem um tempo de
ter. estocagem limitada, até que seja necessário
adicionar a água. Este ponto é a referência
O sistema rádio-altímetro consiste de um trans- para calcular a sua permanência num ELT; ou
ceptor, normalmente localizado no comparti- seja, deverá ser trocada ou recarregada com
mento eletrônico, um indicador instalado no 50% do seu tempo de estocagem, sem reque-
painel de instrumento, e duas antenas localiza- rer adição de água.
das na parte inferior da fuselagem.
Não se deve usar baterias do tipo utilizado em
Transmissor Localizador: O transmissor locali- lanternas, uma vez que suas condições e vida
zador de emergência (ELT – Emergency Loca- útil são desconhecidas. O teste operacional do
tor Transmitter) é um transmissor que emite um transmissor de emergência pode ser executado
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 61
sintonizando-se um receptor de comunicações Deterioração do amortecedor; (2) dureza e
na frequência de emergência (121,5 MHz) e elasticidade do material; e (3) rigidez geral da
ativando-se o transmissor através do controle base.
remoto. Desliga-se o equipamento logo que o
sinal de emergência seja ouvido. Se a base estiver sem flexibilidade, pode não
oferecer proteção adequada contra o choque
Instalação de Equipamentos de Comunicação e durante o pouso. Entretanto, se não possuir
Navegação certa rigidez, pode permitir o prolongamento
inadequado das vibrações após o choque inici-
Antes de qualquer modificação ser realizada no al.
equipamento de rádio de uma aeronave, quer
seja devido a novas instalações, quer devido a Redução da radiointerferência
alterações nos sistemas, vários fatores devem
ser considerados: o espaço disponível, o tama- O isolamento é o método mais fácil e prático na
nho e peso do equipamento, bem como as supressão da radiointerferência. Isto implica em
modificações realizadas anteriormente. O con- afastar as fontes geradoras da radiointerferên-
sumo de energia devido à nova instalação deve cia dos circuitos de entrada no equipamento
ser calculado para determinar a máxima carga afetado.
elétrica contínua.
A neutralização ou equalização das cargas
Arrefecimento e Umidade acumuladas nestas superfícies (principalmente
entre as superfícies móveis e a estrutura do
O desempenho e a vida útil de quase todos os avião) é conseguida através da interligação
equipamentos rádio são seriamente limitados entre elas por intermédio de fios condutores,
por temperaturas excessivas. A instalação deve semelhantes a malhas metálicas flexíveis, fir-
ser planejada, de modo que o equipamento memente presas às superfícies. Este processo
rádio possa dissipar rapidamente seu calor. é conhecido como "BONDING" (ligação à mas-
sa).
Em algumas instalações pode haver necessi-
dade de se produzir um fluxo de ar através das Os descarregadores de estática acham-se ins-
unidades, quer utilizando um exaustor ou um talados na aeronave para reduzir a interferência
venturi. nos radio receptores, ocasionada pela descarga
devido ao efeito corona. Essa descarga ocorre
A presença de água no equipamento rádio pro- na aeronave, como resultado da precipitação
voca rápida deterioração nos componentes estática, em curtos pulsos que produzem ruído
expostos. no espectro de radiofrequência.
Algum processo deverá ser utilizado para evitar As antenas apresentam diversos formatos e
a entrada de água nos compartimentos que tamanhos, dependendo do tipo de equipamento
abrigam o equipamento rádio. em que são instaladas. As antenas da aerona-
ve devem ser mecanicamente bem seguras,
Isolamento da Vibração instaladas em locais livres de interferência, ter a
mesma polarização que a estação terrestre e
A vibração é um movimento contínuo ocasio- possuir a mesma impedância que o transmissor
nado por uma força osciladora. A amplitude e a ou receptor a que estão ligadas.
frequência de vibração da estrutura da aerona-
ve varia consideravelmente com seu tipo. As antenas de transmissão ou recepção são
ligadas diretamente aos respectivos transmis-
O equipamento de rádio é muito sensível à sores ou receptores por fios blindados. Os fios
vibração ou choque mecânico, sendo normal- de interligação são chamados cabos coaxiais.
mente instalado em bases à prova de choque
para proteção contra vibração do voo ou cho- As linhas de transmissão podem variar em
que, devido ao pouso. comprimento. Os ATC, DME e outros tipos de
transceptores de pulsos de radiofrequência
A inspeção das bases deve ser feita periodica- necessitam de linhas de transmissão com
mente, substituindo-se as que estiverem defei- comprimento exato.
tuosas por outras do mesmo tipo. Os pontos a
serem observados durante a inspeção são: (1)
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 62
O cabo coaxial é utilizado na maioria das insta- dados. A informação que transmita do micro-
lações de linhas de transmissão, sendo uma computador para o mundo externo é chamada
linha não balanceada que funciona com uma de saída de dados.
antena balanceada. Para se obter o correto
casamento de impedância e, consequentemen- A entrada de informações poderá ser gerada de
te, a mais eficiente transferência de energia, dispositivos como memória de massa (disco ou
utiliza-se um casador de impedância fita magnética), relés ou até mesmo outros
("BALUN"), que é parte integrante da antena, e computadores.
só é visível ao se desmontá-la.
A saída de informações poderá ser enviada aos
Ao se instalar um cabo coaxial (linhas de terminais de vídeo, memórias impressoras etc.
transmissão), fixa-se o cabo seguramente ao O ponto no qual o dispositivo de I/O conecta-se
longo de sua extensão, a intervalos de 2 pés ao microcomputador é chamado de “pórtico”.
aproximadamente. Como garantia de ótima
operação, os cabos coaxiais não devem ser MEMÓRIA
instalados ao longo, nem presos a outros con-
juntos de fios. Se for necessário desviar o cabo O conjunto de dados e de instruções necessá-
coaxial, é preciso que o diâmetro da curva seja rios à operação de um computador fica locali-
pelo menos 10 vezes maior que o diâmetro do zado numa unidade chamada memória.
cabo.
A memória volátil é aquela cuja informação se
perde quando a alimentação é interrompida. As
CAPÍTULO 20 memórias RAM são um exemplo deste tipo.
Memórias não voláteis, por outro lado, retêm a
informação mesmo após interrupção da alimen-
INTRODUÇÃO AOS COMPUTADORES tação. Um exemplo deste tipo é a memória
ROM.
Um microcomputador contém um microproces-
sador, mas também contém outros circuitos ENTRADA E SAÍDA (I/O):
como um dispositivo de memória para armaze-
nar informação e adaptadores de interface para
São unidades que permitem ao microcomputa-
conecta-lo com o mundo externo.
dor comunicar-se com o mundo externo. O
elemento que serve de ligação entre o micro-
Um microprocessador é uma parte de um computador e o periférico é chamado “interfa-
computador, apenas a porção responsável pelo ce”.
controle e processamento dentro de um siste-
ma.
PRINCIPIOS DE FUNCIONAMENTO
O computador possui dois barramentos princi-
Código de máquina:
pais: o “ADDRESS BUS” (ADD BUS) ou
BARRAMENTO DE ENDEREÇOS, e o “DATA
É a linguagem entendida pelo microprocessa-
BUS” ou BARRAMENTO DE DADOS.
dor (a CPU), que constitui o cerne do computa-
dor e pode apenas executar funções muito
O ADD BUS é unidirecional, isto é, possui um
simples (adiciona dois dígitos a um número, por
único sentido para o fluxo. O DATA BUS é bidi-
exemplo, mas não os multiplica).
recional permitindo, por exemplo, o fluxo de
dados da CPU para a unidade de entrada e
UNIDADE CENTRAL DE PROCESSAMENTO
saída (I/O) ou desta para a memória.
(CPU)
O programa do computador é um conjunto or-
Em termos simples, a CPU (“Central Proces-
denado de instruções que são executadas uma
sing Unit”, ou Unidade Central de Processa-
a uma, sequencialmente, na ordem estipulada.
mento) do computador não passa de um inter-
Instrução é uma palavra chave (ordem) que diz
ruptor que controla o fluxo de corrente num
ao computador qual a tarefa específica que
sistema de computação. Compõe esse sistema
deve executar.
a ALU (“Arithmetic and Logic Unit”, ou Unidade
Aritmética e Lógica), o PC (Contador de Pro-
A informação recebida do mundo externo pelo
grama), ACC (Acumulador) e outros registrado-
microcomputador é chamada de entrada de
res.
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 63
CONCEITOS DE FLUXOGRAMA
O fluxograma é uma representação gráfica das
tarefas de um programa, por meio de símbolos
que fornecem uma visualização imediata do
significado da tarefa.
LINGUAGEM DO COMPUTADOR
A transformação da linguagem “ Assembly” em
linguagem de máquina ( Binário) é chamada de
“Compilador Assembler”.
A linguagem de máquina pode ser escrita em
octal, hexadecimal ou binário.
O programa fonte recebe a denominação de
linguagem de programação; e o programa re-
sultante da conversão em linguagem de máqui-
na recebe a denominação de programa objeto.
Programa de processamento é aquele que
traduz a linguagem de programação para lin-
guagem de máquina.
AVIÔNICOS II - Eletrônica Page 64
Nota:
Estamos sempre melho-
rando a qualidade de nos-
so material.
Correções ou sugestões
envie em:
[Link]
[Link] Page 65