XVIII Jornada Científica CEDSA
Políticas públicas e desenvolvimento socioeconômico-ambiental
MODALIDADE: ARTIGO CIENTÍFICO
CUSTO PARA A RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS EM RONDÔNIA
Resumo
Rondônia possui a quarta maior porcentagem de desmatamento entre os estados brasileiros, com
impactos significativos além de suas fronteiras. Apesar disso, há pouco incentivo para os
produtores restaurarem áreas degradadas, pois os custos envolvidos não são devidamente
reconhecidos e padronizados. Foi realizado um estudo para estimar os custos de recuperação de
um hectare de terra degradada na Zona da Mata (Rolim de Moura), Cone Sul (Vilhena) e Rio
Machado (Cacoal) utilizando a metodologia de plantio total com solo conservado. Os custos
foram agrupados em: materiais, serviços de preparo do solo e plantio, mudas e sementes e
manutenção do reflorestamento. Foi realizado três orçamentos para a categoria materiais. O
custo médio por hectare foi igual a R$ 52.379,05, em relação aos materiais o custo foi de 47% do
valor total, em relação as mudas e sementes foi de 28% do custo total. O custo com serviços foi
de 23% do custo total e com a manutenção do reflorestamento foi de 2 % do custo total. Os itens
com valores semelhantes foram mudas e sementes (R$ 14.479,02) e serviços (R$ 12.268,82). O
grupo com maior variação foi materiais (R$ 24.793,21) e manutenção (R$ 838,00). Foi
observado um custo igual para manutenção do reflorestamento nos três municípios igual a R$
838,00. Com base na análise dos custos desses parâmetros para o reflorestamento de mudas foi
verificado maior custo geral em Cacoal e um menor custo em Vilhena. Portanto, a recuperação
de áreas degradadas é um processo desafiador que requer investimento financeiro significativo.
Palavras-Chaves: Reflorestamento. Plantio de Mudas. Amazônia.
1 INTRODUÇÃO
A Região Amazônica passou por mudanças drásticas, sendo uma das principais
mudanças enfrentadas é o desmatamento, que ocorre principalmente devido à expansão agrícola,
atividades madeireiras ilegais e mineração. Posteriormente, a expansão da fronteira agrícola
também contribuiu para a devastação das reservas florestais e a ocupação e uso do solo de
maneira não sustentável.
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Os efeitos da ocupação e uso da terra de forma desordenada em Rondônia, trouxeram
uma série de consequências negativas, como desmatamento acelerado, pastagens ociosas e
capoeiras improdutivas, incluindo taxas crescente de incêndios e transformação de florestas em
prados ou terras agrícolas - todos insustentáveis e que vêm se intensificando (SILVA et al., 2015
a). Em 2021, a área desmatada em Rondônia foi de 1.681 km2, correspondendo a 12,70 % do
desmatamento total na Amazônia Legal e, ocupando a classificação de quarta unidade federativa
mais afetada com alto índice de desmatamento nesse período (INPE, 2022).
Para combater o passivo ambiental em propriedades rurais, o governo de Rondônia emitiu
o Decreto nº 20.627 em 8 de março de 2016, promulgando o Programa de Regularização
Ambiental. Este programa visa regulamentar as áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal
e Áreas de Uso Restrito. No entanto, a ausência de referências de custo para restaurar terras
degradadas em Rondônia é um desafio, resultando em baixo engajamento dos produtores.
Portanto, estabelecer referências de custos para restaurar áreas degradadas é fundamental para
conscientizar, planejar e orientar o processo de restauração (TRONCO et al, 2021).
A complexidade do processo de recuperação é atribuída a fatores como a acessibilidade
da área, o grau de degradação e as espécies nativas presentes na região que influenciam o
procedimento, o cronograma de recuperação e as despesas gerais. O custo de restauração é muito
influenciado pelo nível de conservação do solo na área, com a degradação do solo resultando em
um maior gasto de restauração. Como resultado, existem vários cenários de restauração, cada um
com custos variados. É crucial reduzir essas despesas para abrir caminho para cenários
alternativos.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
A Amazônia é conhecida por abrigar a maior floresta tropical do mundo, que representa
aproximadamente um terço das reservas de florestas tropicais úmidas do planeta. Essa região é
rica em biodiversidade, abrigando a maior quantidade de espécies de flora e fauna. Além disso, a
Amazônia desempenha um papel crucial na regulação do clima global (LIMA, 2016). A floresta
amazônica atua como um sumidouro de carbono, absorvendo grandes quantidades de dióxido de
carbono da atmosfera e ajudando a mitigar as mudanças climáticas (HUBAU et al., 2020).
A Amazônia também é conhecida por sua importância em relação à água. Ela abriga
aproximadamente 20% da disponibilidade mundial de água doce (FERREIRA, 2017),
contribuindo para a regulação dos ciclos hidrológicos e para o abastecimento de grandes bacias
hidrográficas na América do Sul. Outro aspecto relevante são as grandes reservas minerais
presentes na região amazônica, como ouro, minério de ferro, bauxita, entre outros (IBGE, 2023).
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Esses recursos minerais têm um valor econômico significativo, mas a exploração descontrolada
pode trazer impactos negativos para o meio ambiente e para as comunidades locais.
No entanto, é importante ressaltar que o delicado equilíbrio das formas de vida na
Amazônia é altamente sensível à interferência humana. O desmatamento, a expansão agrícola, a
mineração ilegal e outras atividades humanas representam ameaças à biodiversidade, aos
ecossistemas e aos modos de vida tradicionais das populações indígenas e comunidades locais
que dependem da floresta. Preservar a Amazônia e adotar práticas sustentáveis de uso dos
recursos naturais são desafios cruciais para garantir a conservação desse importante bioma e para
a manutenção do equilíbrio ambiental não apenas na região, mas também em escala global.
2.1 O impacto do desmatamento no território de Rondônia
O desmatamento, a expansão da agropecuária, a mineração e a urbanização são algumas
das principais causas da degradação ambiental no Brasil, afetando não apenas a biodiversidade,
mas também a qualidade de vida das populações locais e a oferta de serviços ecossistêmicos. A
proteção e a recuperação dessas áreas são fundamentais para garantir a sustentabilidade
ambiental, social e econômica do país, além de cumprir compromissos internacionais, como os
acordos do Clima e da Biodiversidade (ALMEIDA, 2019).
A Amazônia brasileira também é alvo de degradação ambiental, especialmente por conta
do desmatamento. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a
Amazônia Legal perdeu 11.088 km² de floresta em 2020, o que representa um aumento de 9,5%
em relação ao ano anterior (INPE, 2021).
Rondônia é um estado localizado na região norte do Brasil, que é conhecido por suas
vastas florestas tropicais, rios e biodiversidade. De acordo com dados do Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (INPE), em 2020, Rondônia foi o estado da Amazônia Legal que mais
perdeu área florestal, com um total de 1.296 km² de desmatamento, um aumento de 82% em
relação ao ano anterior.
As principais causas do desmatamento em Rondônia são a expansão da agropecuária,
especialmente a pecuária, a extração ilegal de madeira e a mineração. Essas atividades são
muitas vezes associadas à grilagem de terras, ao trabalho escravo e a conflitos fundiários. O
desmatamento e a degradação ambiental têm consequências negativas para a biodiversidade, o
clima, as populações locais e as atividades econômicas, como o turismo e a pesca.
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2.2 Estratégias para recuperação de áreas degradadas em Rondônia
Para enfrentar o desafio do desmatamento em Rondônia e na Amazônia como um todo,
é necessário implementar políticas públicas efetivas de combate ao desmatamento e incentivos
para a conservação da floresta em pé, promover a regularização fundiária e ações de fiscalização
e monitoramento, além de investimentos em alternativas econômicas sustentáveis para a região
(ALMEIDA et al., 2019; ARAUJO et al., 2023).
O Programa de Regularização Ambiental (PRA) é um instrumento previsto pelo Código
Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651/2012) que tem como objetivo regularizar as propriedades
rurais que possuem passivos ambientais, ou seja, áreas que foram desmatadas ou degradadas de
forma ilegal. O programa prevê a recuperação dessas áreas degradadas e a regularização
ambiental das propriedades, garantindo a conservação ambiental e a regularidade das atividades
produtivas.
O Programa de Regularização Ambiental (PRA) em Rondônia, estabelece que os
proprietários rurais devem aderir ao programa por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR),
que é um registro eletrônico obrigatório de todas as propriedades rurais do país. A adesão ao
PRA permite que os proprietários regularizem as áreas degradadas ou desmatadas ilegalmente,
evitando sanções e multas. O programa também prevê a recuperação ambiental das áreas
degradadas por meio de diferentes técnicas, como o plantio de espécies nativas, a recomposição
de áreas de preservação permanente e a implantação de práticas de manejo sustentável do solo e
da água (BRASIL, 2018).
2.3 Metodologias para avaliar os custos da recuperação de áreas degradadas
Existem ferramentas e metodologias que podem ser utilizadas de forma integrada para
avaliar os custos da recuperação de áreas degradadas, permitindo a elaboração de planos de
recuperação mais eficientes e sustentáveis. É importante ressaltar que a avaliação de custos deve
levar em conta não apenas os custos diretos da recuperação, mas também os custos indiretos e os
benefícios ambientais, sociais e econômicos da recuperação.
Diversos estudos têm sido realizados para avaliar os custos da recuperação de áreas
degradadas em Rondônia (SILVA, 2015; CARVALHO et al., 2016; SOUZA et al.; 2018;
TRONCO et al., 2021). Uma revisão da literatura sobre o tema revelou que esses custos podem
variar significativamente dependendo do tipo de degradação e do grau de degradação da área em
questão. Em geral, a recuperação de áreas degradadas em Rondônia envolve a implementação de
medidas para restaurar o solo, a vegetação e a qualidade da água. Os custos dessas medidas
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podem incluir o replantio de espécies nativas, a construção de estruturas de contenção de erosão
e a implementação de práticas de manejo do solo e da água (SILVA, 2015).
Os custos da recuperação de áreas degradadas são afetados por fatores como o tamanho
da área afetada, o tipo de degradação e a distância da área degradada de fontes de recursos. A
utilização de ferramentas de avaliação de custos é muito importante para conscientizar os
produtores rurais locais sobre a importância da recuperação de áreas degradadas e incentivar a
adoção de práticas sustentáveis em suas propriedades.
Ao utilizar as ferramentas de avaliação de custos, os produtores podem ter uma ideia
clara do valor financeiro envolvido na recuperação de áreas degradadas, o que pode ajudá-los a
entender a importância de investir em práticas de manejo sustentável da terra. Além disso, essas
ferramentas permitem que os produtores identifiquem os principais custos envolvidos na
recuperação de áreas degradadas, auxiliando no planejamento de seus investimentos de forma
mais eficiente e otimizem seus recursos financeiros (CARVALHO et al., 2016).
A conscientização dos produtores rurais locais é fundamental para promover a
recuperação de áreas degradadas em Rondônia, já que muitos ainda adotam práticas predatórias
que afetam negativamente o meio ambiente e a biodiversidade (MATEUS e SOUZA, 2023). Ao
utilizar essas ferramentas de avaliação de custos, é possível demonstrar que a recuperação de
áreas degradadas pode ser uma estratégia financeiramente viável e ambientalmente sustentável
para os produtores, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar social
das comunidades locais (SOUZA et al., 2018).
3 METODOLOGIA
O estudo se concentrou nos municípios de Rolim de Moura, Vilhena e Cacoal, em
Rondônia. Foi utilizada uma lista de materiais e serviços necessários da Secretaria Estadual de
Desenvolvimento Ambiental a qual informou o plano para reabilitar um hectare de área
degradada. Para obter estimativas de custos, a pesquisa foi direcionada a diferentes regiões de
cada município, abrangendo os seguintes territórios estratégicos: Zona da Mata, Cone Sul e Rio
Machado.
Durante os meses de março e abril de 2023, foi iniciada a consulta com casas agrícolas,
viveiros, madeireiras, laboratórios de análise de solo, escritórios de assistência e consultoria
técnica e postos de combustíveis.
Os custos foram classificados em quatro grupos: A) Materiais - contendo insumos
essenciais para a execução do projeto, incluindo madeira, enxadas, fertilizantes; B) Serviços de
preparo de solo e plantio - incluiu análise e mão de obra para execução do projeto, como
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construção de cercas, abertura e preparo de covas e análise de solo; C) Mudas e sementes -
adquiridas em viveiros especializados e D) manutenção do reflorestamento – incluiu insumos
e mão de obra necessários ao sucesso do projeto, bem como replantio de mudas, adubação,
roçagem e limpeza da área.
Para os custos dos insumos do grupo A, foram feitos três orçamentos para cada item do
grupo. Para os grupos B e D os custos com maquinários e prestação de serviços foram baseados
no RIS (Relatório Semestral de Informações das Atividades Agropecuárias) disponibilizado pelo
Banco da Amazônia para a região no primeiro semestre de 2022. Para o grupo C foram
realizadas pesquisas via telefone e online, envolvendo coleta de dados e informações por meio de
entrevistas para encontrar viveiros certificados para a produção de mudas florestais de três
grupos de espécies pré-selecionadas (pioneira, secundária e clímax).
Foi realizada análise descritiva dos dados coletados, estratificados e não estratificados por
item e localidade. Planilhas do Microsoft Excel (R) foram utilizadas para tabulação e análise dos
dados.
Não foi encontrado o calcário PRNT 96% ou Filler nos estabelecimentos consultados nas
cidades de Cacoal e Vilhena, desse modo foram somados o valor da tonelada na usina de calcário
em Parecis e acrescido o valor do combustível com a distância de ida e volta de cada cidade,
usando como referência um veículo F-1000 para buscar o calcário na usina.
Os cálculos foram realizados da seguinte forma: Distância de Vilhena a Parecis: 282,9
km via BR-364; Valor do Diesel S-10 em Vilhena R$ 6,55; Valor da tonelada do calcário em
Parecis R$ 105,00; O veículo usado como referência F-1000 faz em média 6 km com 1 litro de
diesel, totalizando R$ 617,66 de diesel ida e volta.
Distância de Cacoal a Parecis: 95,7 km via RO-383 e RO-492; Valor do Diesel S-10 em
Cacoal R$ 6,55; Valor da tonelada do calcário em Parecis R$ 105,00; O veículo usado como
referência é uma F-1000 que faz em média 6 km com 1 litro de diesel, totalizando R$ 208,95 de
diesel ida e volta.
Esses são custos do calcário com o transporte de ida e volta nas cidades de Vilhena e
Cacoal, na cidade de Rolim de Moura os preços são da saca de 50 kg nos estabelecimentos
consultados. O preço da enxada e do enxadão já está incluso o preço do cabo de madeira; não
foram encontrados o enxadão com 3,0 libras, somente com 2,0 libras e a enxada com 2,5 libras,
somente com 2,0 libras.
Considerando a baixa resiliência do local para recuperação, assumiu-se que a vegetação
nativa foi totalmente removida e o solo foi utilizado além de sua capacidade de recuperação,
impedindo o processo de regeneração natural. Como resultado, foi utilizada a metodologia
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convencional de plantio direto com espaçamento de 4,0 m x 2,0 m entre mudas e os custos foram
calculados de acordo.
O primeiro grupo do orçamento diz respeito aos materiais, incluindo palanques de
madeira fixadas nos quatro cantos da área, estacas de madeira posicionadas a cada quatro metros
e arame para cerca. O orçamento também incluiu materiais auxiliares necessários para a
instalação adequada da cerca, como o esticador de arame e a escavadeira manual.
Adicionalmente, o primeiro grupo inclui insumos necessários para o crescimento das mudas,
como adubo NPK (na formulação 04-14-08) ou formulações que possam substituí-lo e calcário
(PRNT 96%), além de insumos de prevenção de pragas e doenças como fungicidas, iscas para
formigas e inseticidas.
4 RESULTADOS E DISCUSSAO
Foram consultados 77 estabelecimentos, entre casas agropecuárias, lojas de materiais de
construção, assistências técnicas, madeireiras, lojas de variedades e supermercados, laboratórios
de análises de solo e postos de combustíveis. Os resultados não foram os esperados, já que não
foi possível obter três orçamentos de cada item dos grupos de custos.
A tabela 1 demonstra que em relação ao grupo A (materiais) foi possível observar custos
semelhantes nos três municípios, sendo identificado o maior custo total (R$ 25.860,60) no em
Rolim de Moura e o menor custo (R$ 22.951,87) em Vilhena. Em Cacoal foi registrado um custo
total desse item de R$ 25.565,77.
Dentre os materiais, o com maior custo foi à estaca de madeira de eucalipto tratado,
sendo o maior custo desse material identificado em Rolim de Moura. Em seguida vem o
município de Cacoal e, por último, vem o município de Vilhena. O segundo material com custo
mais elevado foi o calcário. O custo mais alto foi na região de Vilhena, em seguida foi em Rolim
de Moura e por último Cacoal.
Já os materiais com custos mais acessíveis registrados nessas regiões foram os custos do
enxadão e a enxada. O maior custo desses materiais foi em Cacoal, depois foi em Rolim de
Moura, sendo o menor custo foi em Vilhena.
Segundo Almeida (2019) a recuperação de áreas degradadas é um processo essencial para
restaurar ecossistemas que sofreram danos causados pela atividade humana ou por desastres
naturais. No entanto, esse tipo de empreendimento requer recursos financeiros significativos para
ser efetivamente realizado. O custo para a recuperação de áreas degradadas varia de acordo com
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diversos fatores, como o tamanho da área afetada, o grau de degradação, o tipo de ecossistema e
as medidas de restauração necessárias.
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Tabela 1 – Levantamento de custos de materiais nos municípios de Rolim de Moura, Vilhena e Cacoal (Rondônia)
Rolim de Moura Vilhena Cacoal
Item Descrição Unid. Quant.
Unitário Total Unitário Total Unitário Total
R$
Estaca de madeira
1.1 Dúzia 7,5 384,00 2.880,00 297,00 2.227,5 370,50 2.778,75
eucalipto tratado
Palanques de
1.2 Unidade 4,0 180,00 720,00 115,00 460,00 209,50 838,00
madeira
1.3 Esticador para arame Unidade 20,0 280,25 5.605,00 266,52 5.330,4 236,17 4.723,40
Arame liso tipo Z-
1.4 10,0 719,46 7.194,60 669,00 6.690,00 725,33 7.253,30
700 c/ 1000 m Bola
Adubo NPK
1.5 ([Link]) - Saca de Saca 8,0 252,00 2.016,0 230,25 1.842,00 232,00 1.856,00
50 Kg
Calcário PRNT 96%
1.6 Saca 12,5 45,67 570,88 722,66 722,66 313,95 313,95
- Saca de 50 Kg
1.7 Amistar (fungicida) Pacote 1,0 377,62 377,62 164,98 164,98 152,00 52,00
Iscas para formigas
1.8 Pacote 334,0 13,20 4.408,80 9,72 3.246,48 16,65 5.561,10
(formicida)
Inseticida
1.9 Pacote 1,0 270,00 270,00 237,50 237,50 250,00 250,00
(Imidacloprido)
Carrinho de mão
1.10 Unidade 2,0 290,70 581,40 369,59 739,18 259,48 518,96
galvanizado
Cavadeira tipo boca
1.11 de lobo c/ cabo de Unidade 1,0 156,23 156,23 146,08 146,08 185,78 185,78
madeira
Enxadão com 3,0
1.12 Unidade 2,0 56,25 112,50 64,20 128,40 73,50 147,00
libras c/cabo
Enxada com 2,5
1.13 Unidade 2,0 61,24 122,48 49,69 99,38 80,09 160,18
libras c/cabo
Caixa hortifruti
1.14 grande 56 C x 36 L x Unidade 15,0 53,93 808,95 58,67 880,05 52,89 793,35
31 A
1.15 Lima K&F Unidade 2,0 18,07 36,14 18,63 37,26 17,69 35,38
TOTAL R$ 25.860,60 R$ 22.951,87 R$ 25.567,15
Fonte: Adaptado de Tronco et al. (2021).
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Para o sucesso da restauração de áreas degradadas faz-se necessário uma correta
sistematização do terreno, o qual deve ser preparado de maneira adequada para receber as
mudas, garantindo sua sobrevivência. Dessa forma os elevados custos encontrados no grupo A,
são explicados pelos custos relativos ao preparo do local, ou seja, o isolamento da área, a compra
de inseticidas e a fertilização do solo (Tabela 1).
Em relação ao grupo B (Serviços de preparo de solo e plantio) foram observados os
custos com diferentes procedimentos como análise do solo; transporte de mudas, materiais e do
técnico que realiza a análise; construção de cerca; limpeza do solo; abertura e preparo de covas
para o plantio das mudas; preenchimento de covas com mistura da terra, calcário e adubos e
plantio das mudas. Foi observado custo igual de construção de cercas R$ 8.000,00 nos três
municípios, sendo este o custo mais elevado desse grupo.
O custo de transporte ida e volta do técnico que realiza a coleta do solo é a média do
deslocamento por Km rodado nas cidades de Vilhena e Cacoal, com as respectivas distâncias
251,2 km e 63,8 km, o valor para esse deslocamento foi de R$ 1,55 por Km. O custo na cidade
de Rolim de Moura ficou em R$0,00 pois a empresa prestadora do serviço fica na mesma cidade.
O custo mais elevado foi na cidade de Vilhena, seguido de Cacoal. O subtotal com custos para
serviços de plantio para a área degradada foi semelhante nos três municípios analisados, sendo o
menor em Rolim de Moura e o maior custo em Cacoal, conforme Tabela 2.
Vale ressaltar que para fins padronização foi desconsiderada a taxa de coleta de todos os
laboratórios de análise de solos, esses valores são das análises completas, as amostras serão
entregues no próprio laboratório, como não há laboratório de análises de solo na cidade de
Cacoal e o laboratório de Vilhena não realiza a coleta nem a recomendação, foi acrescido o valor
do frete de R$ 180,00 de táxi de Cacoal a Rolim de Moura e de R$ 50,00 pela transportadora
Vapt Log de Vilhena a Rolim de Moura. Já o laboratório de Rolim de Moura paga o frete caso o
número de amostras seja maior que 12. Para o preparo do solo com limpeza por roçada
motorizada foi incluso o preço do combustível e a quantidade diária de 5 L.
No grupo B (Serviços de Preparo de Solo e Plantio) está incorporada uma análise
completa do solo, incluindo transporte de ida e volta do técnico responsável pela coleta do solo,
coleta das amostras, envio ao laboratório, análises e recomendações. A construção de cerca de
arame de 5 fios e o transporte de até 100 km de mudas florestais do viveiro ao local de
recuperação também estão contemplados neste grupo. Estão inclusos preparo mecanizado do
solo, abertura de covas e preparo para o plantio, além do preenchimento diário das covas com
calcário e adubo NPK. A semeadura direta entre as fileiras foi feita com enxada.
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Tabela 2 – Levantamento de custos de serviços de preparo de solo e plantio
Item Descrição Unid. Quant Rolim de Moura Vilhena Cacoal
Unitário Total Unitário Total Unitário Total
R$
3.1 Análise de solo incluindo coleta, Análise 4,0 95,00 380,00 100,00 400,00 275,00 1.100,00
envio, análise e recomendação
3.2 Transporte ida e volta do técnico R$/Km 1,0 0,00 0,00 1,55 389,36 1,55 98,89
autônomo na coleta de solo
3.3 Construção de cerca com 5 fios de Metro 1000,0 8,00 8.000,00 8,00 8.000,00 8,00 8.000,00
arame, estacas a cada 4 m
3.4 Transporte de mudas e materiais até Km 100,0 3,00 300,00 3,00 300,00 3,00 300,00
100 Km (ida e volta)
3.5 Preparo do solo com limpeza por Hora/ 6,0 230,25 1.381,50 229,30 1.375,80 230,15 1.380,90
roçada motorizada, incluso máq.
combustível
3.6 Abertura e preparo de covas para o Hora/ 8,0 100,00 800,00 100,00 800,00 100,00 800,00
plantio das mudas máq.
3.7 Preenchimento de covas com mistura Diária 4,0 100,00 400,00 100,00 400,00 100,00 400,00
da terra, calcário e adubos
3.8 Plantio das mudas incluindo a Diária 4,0 100,00 400,00 100,00 400,00 100,00 400,00
distribuição no local da cova
3.9 Plantio de sementes direto entre Diária 2,0 100,00 200,00 100,00 200,00 100,00 200,00
fileiras com incorporação por enxada
TOTAL R$ 11.861,50 R$ 12.265,16 R$ 12.679,79
Fonte: Adaptado de Tronco et al. (2021).
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Em relação ao grupo C (mudas e sementes) foram calculados os custos com sementes e
mudas de espécies nativas da região como açaí, aroeira, buriti, cedro australiano, cedro, itaúba,
mogno africano, ipê entre outras espécies, foi observado maior custo em Vilhena, seguido por
Cacoal e Rolim de Moura, conforme a Tabela 3.
Tabela 3 – Levantamento de custos de mudas e sementes
Item Descrição Unid. Quant Rolim de Moura Vilhena Cacoal
Unitário Total Unitário Total Unit Total
R$
2.1 Sementes de espécies Kg 6,0 287,1 1.722,60 1.543,10 9.258,60 606,10 3.636,60
nativas do local / 0
plantio direto
2.2 Mudas de árvores Mudas 417,0 6,42 2.677,14 6,42 3.933,14 6,42 2.996,14
nativas para um
espaçamento de 4,0
m x 2,0 m -
PIONEIRA
2.3 Mudas de árvores Mudas 417,0 6,42 2.677,14 6,42 3.933,14 6,42 2.996,14
nativas para um
espaçamento de 4,0
m x 2,0 m -
SECUNDÁRIA
2.4 Mudas de árvores Mudas 417,0 6,42 2.677,14 6,42 3.933,14 6,42 2.996,14
nativas para um
espaçamento de 4,0
m x 2,0 m -
CLÍMAX
TOTAL R$ 9.754,02 R$ 21.058,02 R$ 12.625,02
Fonte: Adaptado de Tronco et al. (2021).
A qualidade e a sobrevivência das mudas desempenham um papel fundamental na
recuperação de áreas degradadas (PELLENS et al., 2018). Para avaliar o grupo C, que diz
respeito a Mudas e Sementes, é necessária uma variedade de plântulas de diferentes grupos
sucessionais, pois quanto maior a diversidade de espécies, maior a probabilidade de uma
recuperação bem-sucedida.
Também foi utilizado o enriquecimento das áreas, técnica que envolveu o plantio de
espécies nativas com o objetivo de aumentar a diversidade e a resiliência do ecossistema. Foram
escolhidas espécies nativas que possuam características desejáveis, como rápido crescimento,
fixação de nitrogênio no solo ou resistência a condições adversas. Dentre as espécies
selecionadas estão cedro, ipê, itaúba, açaí, angelim, aroeira, bandarra, pinho cuiabano, etc.
O plantio direto, procedimento utilizado nesse estudo, envolve dois objetivos principais: a
germinação bem-sucedida das sementes e o estabelecimento de mudas saudáveis. Ao eliminar a
necessidade de produção de mudas em viveiro, essa técnica oferece significativa economia de
custos em projetos de restauração, desde que executada com precisão (PASSARETTI et al.,
2020).
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Para garantir a preservação dos esforços de reflorestamento (grupo D), o plano inclui a
substituição de mudas que falharam, seja por defeitos genéticos ou plantio inadequado. Para isso,
foi estimada uma taxa de mortalidade de 15%, com reposição a ser plantada em 30 dias.
Segundo o Diagnóstico de Produção de Mudas Florestais Nativas no Brasil (SILVA et al.,
2015) Rondônia foi o segundo maior estado em termos de viveiros para a produção de espécies
nativas, com 41 estabelecimentos. Porém, mesmo que produtores e empresários entrem em
contato com esses viveiros, a falta de mudas disponíveis leva a uma desvalorização do produto.
Isso destaca a importância crítica dos viveiros que produzem mudas de espécies nativas
comerciais para recuperar áreas degradadas e estabelecer florestas plantadas.
Para o fortalecimento deste setor, urge a necessidade de estratégias que estimulem
técnicos e profissionais florestais experientes a disseminar e agregar seus conhecimentos na
produção de sementes e mudas. Maior organização do setor e preços competitivos podem
estimular produtores e empresários a recuperar suas áreas e realizar plantios florestais.
Em relação ao grupo D (Manutenção do reflorestamento) foram calculados os custos
com replantio de mudas; adubação de cobertura; manutenção das mudas; roçada motorizada e
instalação motorizada de aceiro da área. Foi observado que o custo do replantio das mudas,
manutenção dessas mudas e instalação motorizada de aceiro da área foi igual R$100,00 nos três
municípios analisados (Tabela 4).
Um manejo adequado ajuda as mudas a superar os desafios iniciais e a se estabelecer com
sucesso no ambiente em recuperação. O monitoramento contínuo das mudas após o plantio é
essencial para avaliar sua sobrevivência e a qualidade do estabelecimento. Isso permite
identificar problemas precocemente, como a necessidade de ajustar as práticas de manejo,
fornece suporte adicional ou substituir mudas que não tenham sobrevivido.
Em áreas alteradas pela intervenção humana, a ausência de árvores e arbustos leva a um
crescimento excessivo de gramíneas invasoras. Isso pode representar uma ameaça para sementes
e espécies florestais recém-plantadas, exigindo o controle da vegetação concorrente. Para tanto,
foram destinados recursos para capina regular e roçada motorizada a cada quinze dias durante
três anos após o plantio, além da instalação de um aceiro de três metros de largura para evitar
incêndios florestais.
Para reduzir os custos de replantio de Reservas Legais, podem ser utilizados Sistemas
Agroflorestais (SAFs). Estes sistemas envolvem a colaboração de árvores florestais com espécies
agrícolas de ciclo curto ou longo, com possibilidade de introdução de espécies frutíferas
silvestres. Os SAFs não apenas geram renda para o proprietário do imóvel, mas também apoiam
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o cumprimento da legislação vigente, ao mesmo tempo em que promovem inúmeros serviços
ecossistêmicos.
Tabela 4: Levantamento de custos de serviços - Manutenção do Reflorestamento
Item Descrição Unid. Quant Rolim de Vilhena Cacoal
Moura
Unit Total Unit Total Unit Total
R$
4.1 Replantio de 188,0 1,00 188,00 1,00 188,00 1,00 188,00
até 15% de
mudas
Mudas
mortas e
atrofiadas
até 30 dias
4.2 Replantio 1,0 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00
Diária
das mudas
4.3 Adubação 3,0 100,00 300,00 100,00 300,00 100,00 300,00
de cobertura
das mudas
Diária
distribuídas
em 02
etapas
4.4 Manutenção 0,5 100,00 50,00 100,00 50,00 100,00 50,00
das mudas
por
coroamento Diária
com enxada
após o
plantio
4.5 Roçado 1,0 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00
motorizada
incluso
Diária
combustível
a cada 15
dias/03 anos
4.6 Instalação 1,0 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00
motorizada
de aceiro da
Diária
área -
largura de
3,0 metros
TOTAL R$ 838,00 R$ 838,00 R$ 838,00
Fonte: Adaptado de Tronco et al. (2021).
O custo da reabilitação também depende do nível de resiliência de cada área afetada,
onde maiores graus de degradação se traduzem em maiores custos, e vice-versa. É fundamental
traçar os custos de recuperação para diferentes cenários de áreas degradadas, especialmente em
casos de degradação severa e moderada do solo, cada um com custos variados de recuperação e
restauração de áreas alteradas.
Desse modo, é possível observar que o custo para a recuperação de áreas degradadas
pode ser visto não apenas como um investimento financeiro, mas também como um investimento
ambiental e social. A restauração dessas áreas traz benefícios significativos, como a conservação
da biodiversidade, a proteção dos recursos hídricos, a mitigação das mudanças climáticas e a
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promoção do bem-estar humano. É essencial considerar que o custo para a recuperação de áreas
degradadas pode variar amplamente dependendo do contexto geográfico e socioeconômico. Em
alguns casos, podem ser disponibilizados recursos governamentais, financiamentos
internacionais ou parcerias com organizações não governamentais para ajudar a cobrir os custos.
A recuperação de áreas degradadas é um processo desafiador que requer investimento
financeiro significativo. Os custos envolvem desde o trabalho humano e os materiais necessários
até o tempo necessário para restaurar completamente os ecossistemas afetados. No entanto, é
importante considerar que o custo para a recuperação de áreas degradadas é um investimento
ambiental e social de longo prazo. A restauração dessas áreas traz uma série de benefícios,
incluindo a preservação da biodiversidade, a proteção dos recursos naturais e a melhoria da
qualidade de vida das comunidades locais. Portanto, o investimento necessário para a
recuperação de áreas degradadas é justificado pelos benefícios ambientais e sociais que resultam
desse processo.
De acordo com o levantamento dos custos realizado em três cidades de Rondônia, o custo
médio por hectare foi igual a R$ 52.379,05, em relação aos materiais, o custo foi de 47% do
valor total, em relação as mudas e sementes foi de 28% do custo total. O custo com serviços foi
de 23% do custo total e com a manutenção do reflorestamento foi de 2% do custo total. Os itens
com valores mais semelhantes foram o de mudas e sementes (R$ 14.479,02) e de serviços (R$
12.268,82). O grupo com maior variação foi os materiais (R$ 24.793,21) e o de manutenção (R$
838,00).
Desse modo em relação ao grupo A (materiais) a média de custo foi de R$ 24.793,21, do
grupo B (fases de preparo do solo e plantio) a média foi de R$ 12.268,82. A média do grupo C
(mudas e sementes) foi de R$ 14.479,02. A média de custo do grupo D (manutenção do
reflorestamento) foi de R$ 838,00.
5 CONCLUSÕES
Em média, o valor estimado para recuperação de um hectare de área degradada em três
cidades do Estado de Rondônia, é de R$ 52.379,05.
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