NOME DO ALUNO:______________________TURMA:______ DATA___/___/___
AULA PRÁTICA DE ANELÍDEOS: OBSERVANDO UMA MINHOCA
DISCIPLINA: LABORATÓRIO
FIQUE ATENTO: Se você estiver de jaleco de manga longa, calça comprida, sapatos
fechados, higienizou as mão, retirou anéis, prendeu os cabelos, você está pronto para
esta aula.
1. OBJETIVOS
Observar a morfologia interna e externa da minhoca e reconhecer as estruturas
morfológicas que caracterizam o corpo desses animais.
2. INDRODUÇÃO
O filo Annelida caracteriza-se pela presença de corpo segmentado, visível
externamente na forma de anéis, com sulcos bem marcados separando uns dos outros.
Algumas estruturas, como os órgãos excretores e os gânglios do sistema nervoso se
repetem internamente em cada segmento, também chamado de metâmero. Por isso, o
corpo dos anelídeos é denominado metamerizado. As classes três classes mais
importantes pertencentes ao filo Annelida são Oligochaeta, Polychaeta e Hirudinea. Os
Oligochaetas (do grego, oligos: pouco e chaite: cerda) possuem representantes terrestres
(as conhecidas minhocas) e de água doce (os tubifex, dados como alimento a peixes).
Esses animais apresentam corpo uniformemente segmentado, contendo cerdas curtas no
meio de cada segmento, possuem uma porção bem diferenciada na região anterior do
corpo, o clitelo, resultado da fusão de alguns segmentos e que desempenha importante
papel na reprodução.
3. MATERIAIS
Para a realização da aula prática serão necessários os seguintes materiais:
- amostras de minhocas
- microscópio estereoscópico
- placas de Petri
- placas de isopor (placas de dissecação)
- alfinetes
- álcool 70%
- papel toalha
- bandejas plásticas
- borrifador com água
- lâmina de barbear, pinça e tesoura de ponta fina
3. PROCEDIMENTOS
Observação externa
Coloque a minhoca em uma bandeja de plástico forrada com papel toalha
umedecido. Cuide para que o animal não seque, umedecendo-o quando necessário. Se a
epiderme da minhoca secar ela morrerá asfixiada, uma vez que sua respiração é cutânea.
Observe o animal detalhadamente, distinguindo suas regiões anterior e posterior, dorsal
e ventral. Localize a boca, o ânus e o clitelo. Manipular o animal cuidadosamente,
percorrendo longitudinalmente a minhoca com os dedos, para sentir a aspereza das cerdas
corporais. Observe as cerdas utilizando microscópio estereoscópico. Isso poderá ser feito
mais facilmente com minhocas anestesiadas.
Reconheça as estruturas morfológicas externas, desenhe e faça anotações
pertinentes.
Dissecação
Após observar a morfologia externa da minhoca, a dissecação permitirá a
observação de sua anatomia interna. Anestesie as minhocas mergulhando-as em uma
solução de álcool a 10% por cerca de 2 minutos. Uma vez anestesiada, coloque a minhoca
sobre uma placa de dissecação feita de isopor. Estenda o animal sobre a placa, com a face
dorsal voltada para cima, e prenda-o espetando um alfinete através da boca e outro
próximo ao ânus. Com uma tesoura pequena de ponta bem fina ou com a lâmina de
barbear, faz-se um corte bem superficial na parede do corpo, ao longo da região dorsal da
minhoca. Comece a cortar na região posterior, progredindo até perto do alfinete que
prende a boca. À medida que se faz o corte, deve-se ir rebatendo a parede do corpo e
prendendo-a com alfinetes, de modo a manter o animal aberto. Pulverize o animal com
água de vez em quando, para evitar o dessecamento. Observe a minhoca utilizando
microscópio estereoscópico. Utilize a ilustração no final do roteiro como guia durante a
dissecação da minhoca.
Reconheça as estruturas morfológicas internas, desenhe e faça anotações
pertinentes.
Redesenhado de RODRIGUES, S. A., Zoologia, São Paulo, Cultrix, 1970.
Fonte: Amabis e Martho. Guia de Apoio Didático. Ed. Moderna – São Paulo, 2001.